Politica

Socialistas zangam-se por causa de Paulo Portas

Ana Gomes acusa Portas, Isabel Moreira defende-o, e ataca-a. Discussão envolve submarinos e os voos da CIA.

isabel moreira, a deputada independente do ps, zangou-se com ana gomes por causa de paulo portas. a eurodeputada disse na tvi24 que «portas precisa de estar no governo para manter a imunidade por causa da justiça». isabel respondeu de imediato no blogue aspirina b, com o texto «disparar a matar: o método de ana gomes e pelo meio o estado de direito». isabel acusa a colega de ser «justicialista»: «ana gomes deveria saber algumas coisas: se não tem provas para apresentar ao mp; se o único facto que tem para a apontar a portas é o de ele ter sido ministro à época da negociação dos contratos» isso «naturalmente não o incrimina em nada».

argumentando que está em causa o direito ao bom nome de quem não foi sequer arguido e que faria esta defesa por qualquer político, isabel moreira aponta a ana gomes outro pecado: devia saber que os membros do governo não têm imunidade para serem alvo de investigações judiciais, nem mesmo para serem constituídos arguidos.

ao sol, ana gomes diz que não aje com base em vagas suspeitas: «eu tive o contrato dos submarinos na mão. fiz queixa à união europeia porque é um contrato altamente lesivo para o estado português». quanto à corrupção, a eurodeputada afirma que «não se pode ignorar as escutas no caso portucale e o financiamento do cds com nomes como jacinto leite capelo rego».

de isabel moreira, a eurodeputada diz que ignora «factos», como fez no «caso dos voos da cia. também dizia que não existiam, porque era assessora de luís amado».

a deputada responde: «eu nunca disse que os voos da cia não existiam. limitei-me a responder enquanto assessora às perguntas da comissão de inquérito. o objecto da investigação era saber se portugal tinha sido conivente, por acção ou omissão com esses voos ilegais. a conclusão a que cheguei foi a mesma a que chegou a comissão temporária do parlamento europeu. não foi». e remata: «ana gomes tem direito a outra opinião mas tem de se conformar com as regras processuais e com a democracia».

manuel.a.magalhaes@sol.pt