Amadeu Guerra admite atraso na entrega de documentos pedidos à empresa da família de Luís Montenegro.
Chefe de Governo afirmou ainda esperar que o despacho da averiguação preventiva no caso da Spinumviva “aconteça o mais rápido que for possível”
A vitória do PSD, em toda a linha, nas eleições de domingo reforçou a posição de Luís Montenegro. Sobretudo face às últimas revelações do MP no ‘caso Spinumviva’.
Magistrados ainda estão “a analisar a documentação que existe” no processo.
Se houver inquérito ao caso Spinumviva e da ‘casa de Espinho’ de Luís Montenegro, terá de ser aberto no Supremo Tribunal de Justiça, por estar em causa o PM em exercício de funções.
Na Justiça, conhece os quatro cantos da casa. Mas foi enquanto diretor do DCIAP que deu que falar. É um caso raro. Quase a completar 70 anos e já jubilado, aceitou o desafio para voltar à labuta. Ao leme da PGR, há quase um ano, começa agora a ser contestado.
O chefe de Governo considera “normal” o pedido do Ministério Público para a entrega de mais documentos, informação avançada por Amadeu Guerra em entrevista ao Nascer do SOL.
“As averiguações preventivas encontram-se em curso, aguardando o Ministério Público resposta a essas solicitações”, esclareceu a PGR.
“O senhor não tem mais nenhuma pergunta para me fazer todos os dias?”, questionou Montenegro.
Primeiro-ministro assinalou que contratos dessa natureza “nunca dependeram” de si
Hugo Montenegro, sócio-gerente da Spinumviva desde o final de fevereiro, confirma que a documentação da atividade da empresa já está junta à averiguação preventiva aberta pela PGR.
Montenegro antecipa-se à PGR e vai entregar voluntariamente toda a documentação da Spinumviva, incluindo e-mails e registos financeiros. O primeiro-ministro reage assim à averiguação preventiva em curso, afastando suspeitas sobre a empresa familiar
Certo de que poderia ir a eleições a qualquer momento, o Governo foi-se preparando. O Sistema de Acompanhamento da Ação Governativa é a ferramenta que vai fornecer os argumentos de campanha.
Depois de mais de duas semanas de notícias, de duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e do anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito, a crise política acabou com a queda do governo, após o chumbo de uma moção de confiança
Ao dia de hoje os portugueses parecem penalizar mais a oposição pela crise do que o Governo pela moção de confiança.
Foram recebidas três queixas relacionadas com a empresa da família do primeiro-ministro.
Empresa refere que foram divulgadas informações que não correspondem à verdade.
Alegações da denúncia não foram divulgadas.
Chefe de governo garantiu que só estará a “exercer a função de primeiro-ministro se sentir que existe confiança dos portugueses”