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CHÁVEZ. Continua a fechar televisões na Venezuela. Que dizem os seus apoiantes em Portugal, de Louçã a Alegre e Soares?
FUNÇÃO_PÚBLICA. 2010 será ano de apertar muito cinto. Garante Teixeira dos Santos.
REFORMAS_ANTECIPADAS. Foi chão que deu uvas!
PRÉMIO_NOBEL. Conseguir, ao mesmo tempo, reduzir défice e arrancar economia daria Prémio Nobel. Ironiza o ministro Vieira da Silva. Bom contributo para a confiança dos portugueses no seu Governo...
CONSELHO PEDAGÓGICO. Prosseguiu a discussão e votação do regulamento de avaliação da Faculdade. Mais a preparação das Jornadas Pedagógicas para dia 24 de Fevereiro. Logo no começo do segundo semestre. Só espero que professores e estudantes não faltem. Para não ser, como dizem os meus netos, um falar para o boneco...
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MEDIA. Almoço como convidado de grupo de responsáveis e especialistas em Comunicação Social, que mensalmente se reúnem na Vela Latina. Há vinte anos. Já lá tinha estado nos anos 90 – duas vezes – e há cinco anos. Desta feita, foi o colega e amigo desde o 1.º ano do Liceu Pedro Nunes, em 1960, Luís Penha e Costa, o porta-voz do convite. Conversa longa, animada, mesmo divertida aqui e ali. Aprendi imenso. Até porque colaborando, desde os anos 60, nos media, já não tenho posições dirigentes há 23. Política também foi tema inevitável.
PIKI Ruella Ramos. Foi o animador inicial da tertúlia. Das outras vezes, foi o convidante e o principal anfitrião. Sem desprimor para os demais, que saudades do seu tom bonacheirão e das suas perguntas inteligente–ente _ingénuas, quase distraídas. Sem o serem. A Vela Latina permitiu que a sua memória ficasse perpetuada em placa. Ainda bem.
JOAQUIM MACHAZ. Outro nome que evoquei, ao voltar ao restaurante que lançou e onde era presença habitual antes de a doença o sujeitar a prolongada e corajosa provação.
MARIA JOÃO PIRES. A fechar o dia, no Coliseu. Com a Orquestra Sinfónica de Londres. A tocar o Concerto para Piano e Orquestra n.º 2 de Beethoven. Que bom matar saudades, após tempos que pareceram infindáveis! A Pastoral encerrou a noite. Foi, à sua maneira, uma noite muito agradável.
BARROSO. Como, para mim, as noites são ilimitadas, faltava dar o abraço de parabéns ao quase-irmão Eduardo Barroso. Que está empenhadíssimo na integração do seu Curry Cabral com o Santa Maria. Depois de ter tido imensas dúvidas – inclusive, a pensar nele e conhecendo alguma coisa do que é universidade – aderi à ideia e acho que merece ser tentada. Juntando a teoria à prática. Mas o essencial, hoje, era dar o abraço a quem é meu amigo desde 1950. E eu sou seu amigo, se possível ainda mais. Embora ele sustente o contrário...
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GRIPE A. Agitação no Conselho da Europa. Contra a Organização Mundial de Saúde. Acusada de demasiado política, para não dizer alarmista ou sensível em excesso à indústria farmacêutica... Por que não pegar nas vacinas que os países ricos não querem e enviá-las para os mais pobres e carenciados? Será que alguém tem a coragem de recusar?
DÉFICE. O PSD anunciou, em 1.ª mão. Em 2009, acima de 9%. Em 2010, entre 8% e um pouco mais. Será assim? Que original ser a Oposição a fazer o que o Governo deveria, em rigor, ter feito antes...
TRÊS DIOCESES. Évora, Beja e Faro. Reunidas em encontro de reflexão e actualização dos sacerdotes. Uma centena. Presentes o arcebispo de Évora e os bispos de Beja e do Algarve. Duas apresentações minhas e debate no final. Quatro horas muito intensas e interessantes. Em Montemor-o-Novo, num dia de Janeiro lindíssimo, cheio de sol, mesmo se frio ao cair da tarde.
TEMAS debatidos: economia e problemas sociais, juventude, media, Europa, África, ecumenismo e, claro, desafios novos de evangelização, papel de sacerdotes e leigos.
VISITA PAPAL. Um tema muito especial de reflexão, a próxima vinda de Bento XVI. Evocando anteriores visitas, de Paulo VI a João Paulo II.
SOLIDARIEDADE FUTEBOLÍSTICA com o Haiti. Esta noite, no estádio da Luz. Com o público a aderir, apesar do frio. E muita estrela antiga e actual presente.l Uma óptima causa servida por quem, também, a pode servir...
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CASAMENTO HOMOSSEXUAL. Também o patriarca de Lisboa a dizer o óbvio: para a Igreja Católica, a mudança legislativa não muda os princípios que perfilha.
OE. Manuela Ferreira Leite saiu de encontro com José Sócrates a quase dar luz verde ao OE. Como se esperaria. Há várias semanas.
OE 2. Perante certeza de que PSD viabiliza OE, Portas opta pela abstenção. Bem. Não gasta munições precisas para outras guerras. Se o PSD falhasse, entrava ele em acção. Não sendo preciso, a abstenção basta. Note-se que abstenção do CDS, só por si, não chegaria para fazer passar o OE. Com a do PSD, essa sim essencial à passagem, o CDS fica dispensado de sacrifício não pagante.
ARMANDO VIEIRA. Mais de 92%. Na reeleição na Anafre. Merece, mas é notável.
Cavaco. Por falar em Congresso da Anafre, muito bem Cavaco ao sugerir repensamento da dimensão das freguesias e ao acautelar para riscos de leis rígidas sobre transferências de atribuições. Aliás, do primeiro tema deve recordar-se bem, pois o seu ministro Valente de Oliveira fez estudos conclusivos. Mas o diabo foi – e é – decidir sem criar guerras locais por todo o país. Alvitre: ver o que a Igreja fez com paróquias e párocos como solução de transição.
POBREZA. Ano Europeu de combate à Pobreza. Proposta importante de D. José Policarpo: criar estrutura, leve mas eficaz, para coordenar, em Portugal todas as acções públicas e privadas de combate à pobreza. O que existe, nomeadamente, no Ministério do Trabalho, é útil, mas, porventura, insuficiente.
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SAMPAIO. Mais um doutoramento honoris causa para Jorge Sampaio. Depois de Aveiro, Coimbra. Amanhã. Gratidão académica e projecção internacional do ex-Presidente.
ULRICH. Fernando. Boa entrevista a Gomes Ferreira. Há dias. Próxima de Cavaco – sem o esconder – e mais distante do Governo. Mas, no geral, amena, mesmo quando incisiva no conteúdo.
BPN. Ulrich foi claro a dizer o mesmo do que a Caixa: em princípio, o BPN não interessa. E a deixar no ar a dúvida sobre o custo para os contribuintes no caso BPN.
BPP. Parece cada vez mais inevitável reforço de garantias para encontrar solução viável, já que aquela que o Estado anunciou não descolou...
LÓGICA. Para quem, como eu – concorde-se ou não – pensa ser essencial para o PSD, agora, a unidade prévia para a liderança, a consequência lógica de ela não existir é tudo continuar como nos últimos anos – com líderes sucessivos a prazo de dois anos... Digo-o há meses. Porquê o espanto chocado com que alguns aparecem, meses depois, a comentar essa minha opinião? Não seria mais importante trabalhar para a unidade, evitando a transitoriedade de qualquer líder – seja ele quem for – nascido da sua ausência?
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PASSOS COELHO. A confirmação de uma candidatura conhecida há dois anos, pelo menos. Um candidato aventável há muito? Sim, disse-o, na televisão, há quase dez anos. Um programa sedutor? No geral, cuidadoso, redondo, muito inspirado em Marques Mendes e no seu livro Mudar de Vida.Um candidato suficiente para ser mais do que um líder partidário e chegar ao Governo de Portugal? Depende de ser capaz de criar unidade. E, aí, os ataques do livro e das declarações actuais, que vem fazendo, não são promissores. Para unir, importa não começar por atacar e convidar à divisão.
MESTRANDOS. Jantar de começo do ano. Na Portugália da Almirante de Reis. Novamente. Mestrandos brasileiros, cabo-verdiana e portugueses em confraternização. Lusofonia em grande.
MAIS OE. Portas lá pediu a audiência a Sócrates. E saiu a dizer que não chega. Para esperar pela conversa de Manuela com Sócrates, amanhã, e cobrir, novamente, a parada. Tudo muito previsível. E com Sócrates ainda mais sorridente pela cena constante sobre o Orçamento que o converte em centro mediático das operações...
ESCUTAS. O ‘espião’ das escutas responde a Fernando Lima. Confirmando a insensatez da sua prosa de há oito dias…
ALEGRE. Tenta dizer que não é presa do BE. Mas até o seu ex-apoiante Marinho Pinto acha que é. Já não descola a imagem de má partida. Com Soares a dar-lhe um ‘chega para lá’ com ar distraído mas muito intencional.
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OBAMA. Um ano depois, o mundo continua a apoiar Obama. Com esperança em anos próximos concretizando o discurso e o tom deste, embora sem factos correspondentes para já. Os americanos parecem muito menos esperançados, a crer nas sondagens e na derrota de anteontem em Massachusetts. Veremos se a economia e o emprego melhoram até às eleições do fim do ano. Para evitar um Presidente sem espaço no Congresso.
ARREPENDIDO? Pelo facto de ter sido daqueles que, na direita, em Portugal, queriam a vitória de Obama? Não. Parcialmente descoroçoado, sim. Mas, no fundo, já se esperava a deflação de expectativas excessivas. E, em rigor, o mundo não muda só por causa da eleição de Obama. Obama é que foi, em larga medida, eleito por o mundo já ter mudado e, com ele, alguma coisa, no eleitorado americano de 2008.
OE. Manuela percebeu que era tempo de parar com o mercandejar e com a ultrapassagem pelo CDS. E pediu audiência a Sócrates. Aposto que, amanhã, é a vez de Portas fazer o mesmo para cobrir a parada... Sócrates vê a cena e rejubila. O OE, esse, está passado desde sempre...
CONSTÂNCIO deve ser apoiado para vice--governador do BCE por aqueles, como eu, que criticaram colagens excessivas ao Governo e distracções na supervisão bancária?
CLARO. É uma aposta nacional. E bem andou o PSD nesta matéria no Parlamento Europeu. Não se mistura política interna com afirmação nacional, na Europa como no mundo em geral. Pena outros não terem pensado e agido assim com Durão Barroso para a Comissão Europeia.
FRANCOFONIA. Palestra para tertúlia, no Grémio Literário, sobre a francofonia dos tempos da minha infância e da minha adolescência. Muito participada, animada e enriquecida com a presença e intervenção do embaixador de França. No fundo, como foi a influência da língua, da literatura, do Direito, do jornalismo e da política francesas até ao início da década de 70. Vivida pela última geração dominantemente francófona. Antes de televisão, cinema, internet e quejandos esmagarem, com a anglofonia, o mundo editorial. A seguir, o Direito virar, mais ainda, para a Alemanha, e a política desinteressar-se de uma França diminuída pela entrada britânica na CEE, pela reunificação alemã, pela implosão da União Soviética, pelo mundo unipolar, pela estratégia alemã a leste, pela emergência de China, Índia e mesmo Brasil, e pela chateza do imediato pós-gaullismo, do mitterrandismo final e do chiraquianismo. E, apesar de tudo isto e mais, continuo um certo admirador da francofonia...´
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PLANO. Governo recupera ideia de Plano a Médio Prazo. Social, de investimentos públicos, promessas de reformas políticas e administrativas. Com ar de programa eleitoral, sabe-se lá para que eleições. Muita parra e pouca uva.
VOTO EM MOBILIDADE. Uma das promessas do Plano: qualquer cidadão poder votar onde lhe apetecer. Certamente, com voto electrónico. Mas, mesmo assim, quem conhecer como funcionam algumas mesas de voto imagina o que será controlar um caderno eleitoral de mais de oito milhões… Só com terminais em todas as mesas, nas freguesias mais recônditas. Deus queira...
HAITI. Uma semana passou. Depois da tragédia inicial, a tragédia, não menor, de refazer uma sociedade, um Estado e, sobretudo, o mínimo de condições para milhões de pessoas durante muitos anos sem perspectivas de futuro.
MUNDO_PEQUENO. A propósito do Haiti, ontem, brasileira que fez a prova final de mestrado, com tese sobre missões da ONU, tinha estado no Haiti, escrito sobre essa experiência e acabado de saber da morte de uma dúzia de compatriotas amigos ao serviço da ONU em Port au Prince. Prova difícil, porque muito emotiva.
IMPRESSIONANTE. 1.9 milhões de portugueses ganha menos de 414 euros. O limite da pobreza continua sem progressos em Portugal.
GRANDE SUSTO. Apanhou Obama em Massachusetts, com a derrota do candidato democrata. O primeiro sinal eleitoral de que o estado de graça do Presidente dos EUA já passou.
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ÁREA OESTE. Cavaco, solidário com os agricultores. Bem. Novo ministro da Agricultura, António Serrano, humilde, atento e eficaz. Que contraste com o seu antecessor na pasta...
MESTRADOS. Provas finais. Duas, hoje. Duas, amanhã. Só para abrir o apetite... É impressionante a adesão de brasileiros e africanos lusófonos aos mestrado científicos da Faculdade.
ESTÁ NA CARA. Que PS e CDS estão feitos. Reuniões consecutivas. Dossiês só aparentemente não fechados. Votação de PEC adiada para facilitar recuo. Com o PS a deixar para amanhã reunião com PSD, que só não será de fim de conversa se o PSD passar da feira de propostas para os grandes princípios.
INFLEXÃO. Curiosa. De Paulo Rangel. Foi anti-Congresso. Depois, vago. Agora, entusiasmado com o Congresso. Mais um. A somar a Santana, Mendes, Jardim. E o que mais adiante se verá. Contra, mantêm-se Passos e os passistas.
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SÁ CARNEIRO. Óptima decisão a de Conceição Monteiro ao entregar a Pacheco Pereira o espólio que tinha dos tempos em que trabalhou com Francisco Sá Carneiro. E que Pacheco Pereira está a organizar. Assim seja possível reunir mais elementos, de origem familiar ou profissional. Ou mesmo das andanças na diocese do Porto.
SOUSA FRANCO. Outra prioridade: encontrar fundação ou instituição de diversa natureza para comprar o arquivo de Sousa Franco. Muito completo e cobrindo dos anos 70 ao início do século XX.
NETAS. Abraços com avarias de saúde. Respiratórias. Madalena e Luísa. O tempo húmido não perdoa.
TERESINHA. A única neta que resiste, há dois meses, aos contágios familiares sistemáticos. Enquanto continua genial em matéria de troca de cromos e outras peças de coleccionismo. Levando sempre à certo os colegas de escola. Com quatro anos e meio...
FRANCISCO. Tarde e noite agitada e divertida. Meteu natação, corte de cabelo (com o eterno Pica), compra de roupa, jantar de pizza e milhentas outras aventuras. Tudo, só avô e neto. No final, filosofava o neto que tinha sido um dos mais divertidos dos últimos anos. Que, como se sabe, são poucos.
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ALEGRE I. Alegre acaba de se lançar para Belém. Um ano antes. A meu ver, cedo demais. Para o país, a braços com a crise que conhecemos. E para o próprio. Como adiante se verá.
ALEGRE II. Colagem, em Portimão, a Manuel Teixeira Gomes, filho da terra, é bem intencionada, mas falhada. Teixeira Gomes foi uma personalidade cultural. Não foi um Presidente bem sucedido. Pelo contrário. Teve de renunciar a meio do mandato e sempre considerou essa sua vivência bastante infeliz.
Alegre III. BE vai querer colar a ele já, aposto. Mas veremos... Quanto ao PS, não terá outra solução. Mas muito moderado achará que Alegre é o garante de mais cinco anos de Cavaco em Belém.
CREDORES. Atentos ao OE para 2010. Com o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público a garantir que o OE vai ser viabilizado pelo PSD, que o défice vai descer e os salários da Função Pública vão ficar congelados. Ou seja, a garantir o que, em tese, ainda se não sabe...
OE. Conversas entre Governo e partidos. Com BE e PCP a porem-se de fora de convergências, PSD a manter porta aberta, mas a parecer claro que Governo prefere CDS. E, depois, o dispensável teatro de Teixeira dos Santos e de Sócrates, no Parlamento, a fazerem músculo para pacóvio ver. Quando o que interessa é pensar nos credores, nos finalmentes. E menos nas representações de percurso.
PSD. Assinaturas para Congresso entregues hoje. Convocação quando e para quando? E com que ordem de trabalhos? Ninguém, ainda, sabe. Defensores de ‘directas já’ protestam.
ANGOLA. E a revisão constitucional está consumada. Com o Presidente a ficar com amplos poderes, mas eleito pelo Parlamento. Uma ilogicidade total. Ou o medo de ter de ser reeleito por sufrágio universal...
PONTOS. A terminar, a correcção dos pontos escritos de Direito Administrativo. A ver se tenho um dia de folga antes de iniciar os pontos de Introdução ao Direito, segunda-feira.
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BRAGA I. Mesa-redonda no Congresso Pastoral da diocese de Braga. Mais de 300 padres. Tema: o padre visto por quem o não é. Com Isabel Jonet – a extraordinária líder e alma de 17 Bancos Alimentares contra a Fome, que federa – a fazer intervenção de grande densidade espiritual e experiência no funcionamento das IPSS. E, também, Fátima Campos Ferreira, a usar a sua versatilidade mediática para falar da presença de padres e leigos nos media, no quadro dos desafios actuais na sociedade portuguesa. Falei, a começar, comparando a visão e o papel do padre em situações tão diversas como Celorico de Basto e Lisboa, avançando pistas de reflexão. Aliás, curiosamente, houve convergência de perspectivas entre os três interventores.
BRAGA II. Moderador, muito bem-humorado e dotado de poder de síntese notável, o cónego João Aguiar. Um dos homens fortes da Rádio Renascença.
BRAGA III. No final das intervenções introdutórias, debate muito participado. Temas versados – nova evangelização, papel dos media, educação, família, padres e leigos, gestão das IPSS, problemas sociais, crise, participação paroquial e celebrações eucarísticas, mulher e Igreja, ecumenismo. Ao todo, três horas bem cheias!
BRAGA IV. A inspirar a iniciativa, marcada pela presença de teólogos e bispos nacionais e estrangeiros de nomeada, o arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga. Com a presença sempre jovem de D. Eurico Dias Nogueira.
BRAGA V. Na ressaca das intervenções, muitas reacções via net e por correio clássico. Muito positivas. Com uma excepção a confirmar a regra. E, por sinal, equivocada nos seus fundamentos. Mas o essencial foi o clima vivido em Braga. A diocese está viva e bem viva.
Galileu. Doação sensacional da Livraria Galileu à nossa Biblioteca de Celorico de Basto. Viva!
OPINIÕES SINTOMÁTICAS. De Maria Filomena Mónica, Helena Matos, José Pacheco Pereira, António Lobo Xavier e António Costa. Além de outros. Em tons e com conteúdos diversos. Mas formulando juízo muito claro acerca do tema que me envolveu na última semana.
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TESES. Leitura de várias teses de mestrado. Para orientação e para provas. Vindas de Angola, _Moçambique, Brasil. E de mais perto. Tempo cheio.
PONTOS ESCRITOS FINAIS de Administrativo. Às centenas. Para corrigir até domingo. Maratona...
PERGUNTAS. De vários media sobre o pós-RTP. Em Março se verá.
CONSELHO PEDAGÓGICO. Discussão e votação, na generalidade, de projecto estudantil de avaliação dos conhecimentos. Início lisonjeiro de outra maratona. Mas o mais difícil está por chegar.
ETARRAS. Aparentemente, sem base em Portugal. Curioso ver o processo de extradição. Até para comparar com outros tempos...
JUSTIÇA. Alberto Martins soma e segue, seja nas correcções à reforma penal de há dois anos, seja na capacidade de estabelecer pontes e diálogo na área da Justiça . Ao contrário da pasta da Economia, com ministro fora do seu ambiente...
ALEGRIA. Professor meu colaborador teve sucesso em Congresso de Filosofia do Direito na China. E vai trabalhar em co-autoria com um dos papas da matéria, Robert Aléxy. Motivo de orgulho para mim e para a Faculdade, esta consagração discreta do jovem professor David Duarte.
PAULO RANGEL. Muito activo para não protagonista-candidato à liderança do PSD. Um nome a acompanhar com atenção nos meses e anos que se seguem. Num tempo, para muitos, de escolhas a prazo curto ou curtíssimo.
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CELORICO DE BASTO. Inauguração, ontem, de Centro Social na Mota. Em Casa do Povo de Fervença, de que sou presidente da Assembleia Geral. Presente a secretária de Estado Idália Moniz, uma governante incansável. Obra essencial para crianças, jovens e idosos. Um momento muito importante. Até o frio do dia – a cerimónia, ao ar livre, com seis canções de Natal do Clube de Música da EB1 de Mota, exaustiva bênção das instalações e seis discursos, decorreu com 2,5 graus de temperatura – se converteu em calor... Compreensível a enorme alegria dos quase trezentos celoricenses participantes na jornada. E extremamente louvável a junção de uma meia dúzia de freguesias em torno da iniciativa da Casa do Povo. Abdicando de capelinhas individuais.
BIBLIOTECA. Passagem pela Biblioteca. O espaço dos depósitos já não chega para albergar os mais de 100 mil volumes. Muitos por catalogar, tão grandes foram as últimas doações. Vai avançar novo depósito. E foi decidido arrancar com terceiro edifício, contíguo aos existentes. Bom sinal!
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DIREITOS DE AUTOR. Gravação de vídeo para campanha junto de jovens. Dos 12 aos 18 anos. A explicar o que são esses direitos e por que existem. Já gravaram as ministras da Educação e da Cultura e ainda o ministro com o pelouro da Comunicação Social. Além de Francisco Balsemão. Trabalhando em jornais desde meados dos anos 60 e tendo sido pequeníssimo editor nos anos 70 e 80 – sobretudo de Direito –, sou sensível ao tema. Impopular, nestes tempos de download gratuito, a somar à fotocópia ou à reprodução clássica de livro, filme ou música. Está a atingir-se um extremo contraproducente, em termos de criação. Com bons propósitos – democratizadores da cultura e invocadores da pobreza nacional –, mas com nefastos resultados a prazo. E digo isto tanto mais à vontade quanto nunca recebi praticamente um cêntimo de direitos de autor. Mas por decisão minha. E por ter sabido o que era editar livros, perdendo bastante dinheiro...
RTP. Anunciou o fim dos programas Escolhas de Marcelo e Notas Soltas de António Vitorino no termo de Fevereiro. Cinco anos depois de iniciados. E sublinhou a longevidade recorde em canal aberto. De facto, este meu programa durará mais sete meses do que a intervenção na TVI. A RTP também informou que, após a nossa saída, haverá outro modelo de opinião política, sem concretizar. Flor perguntou-me, no programa, como reagia eu a um novo modelo. Sem saber qual é e, sobretudo, sabendo que a minha intervenção finda em Fevereiro, ainda assim quis tornar claro que, em momento algum, criei problemas à RTP, querendo acabar com as Escolhas, que, aliás, atingiram o seu máximo de audiência a 6 de Dezembro, e lembrei a minha disponibilidade constante para com a empresa. Pergunta, curiosa, do neto, ainda acordado: «Mas, avô, por que é que vai acabar?...». Pensei responder-lhe assim: «O senhor que fala à segunda-feira costumava dizer, com piada, que era o alibi democrático do avô. Como desaparece esse alibi, porque ele parte, o avô também parte com ele...». Desisti. O Francisco não percebe ainda o que é um alibi democrático. Nem sabe bem o que são a RTP e a ERC...