Morte da cadela de Maria João Bastos gera onda de indignação nas redes sociais

      

Maria João Bastos utilizou a sua página de Facebook para anunciar a morte da sua cadela de seis anos, Amélie, e criticar o Hospital Veterinário Vasco da Gama, local onde o animal foi submetido a um tratamento e onde acabou por morrer horas mais tarde.

Na publicação, que data do passado dia 11 de abril, a atriz explica que levou Amélie, no dia 1 de abril, ao estabelecimento para uma destartarização. Quando regressou ao hospital ao final do dia, descreve que o animal estava com dificuldades respiratórias, situação que a veterinária desvalorizou.

“Passado duas horas e meia, a Amélie estava exatamente igual, o mesmo sofrimento e os mesmo sons (horríveis) a tentar respirar. Aflita, liguei para o hospital e falei com a veterinária que a tinha tratado e voltei a repetir o estado de sofrimento da Amélie. (…) De novo me foi dito que era tudo normal e que eu não devia fazer nada. Insisti que era melhor verem de novo a Amélie no hospital mas a médica, sorrindo do outro lado da linha, disse que me acalmasse, que não era preciso levá-la ao Hospital, tudo era normal”, lê-se na publicação.

Já de madrugada, e perante o sofrimento da cadela, a atriz conta que voltou a ligar para clínica, altura em que falou com um outro médico que lhe disse para levar a cadela novamente ao hospital. No momento que se preparavam para sair de casa, Amélie caiu inanimada no chão, a deitar sangue pela boca. “Entrei em pânico, agarrei nela e fui para o hospital. Já aqui, onde ainda entrou a respirar, o médico que me tinha atendido o telefone diz-me pouco depois que a tentou reanimar mas não conseguiu. Fiquei sem chão, meu mundo desabou, deixei de ver e de ouvir”.

Maria João Bastos diz que esperou durante seis horas para falar com o responsável do Hospital e com a veterinária que tinha tratado de Amélie, para que lhe explicarem o que se tinha passado. Como não conseguiu, acabou por retirar o corpo do animal da clínica e levá-lo para o Hospital Escolar Veterinário, da Faculdade de Medicina Veterinária.. “Até hoje não recebi nenhum contacto, nem do administrador da clínica, Bruno Oliveira, nem da veterinária. Eu só queria perceber porque e como é que a minha Amélie entrou saudável para fazer uma limpeza aos dentes e acabou por morrer. Para mim, os animais são e devem ser tratados com respeito e dignidade. São, e a Amélie era, um membro da família”.

 

 

Ontem, o Hospital Veterinário Vasco da Gama também recorreu ao Facebook para responder à atriz.

“O Hospital Veterinário Vasco da Gama lamenta a morte da "Amelie" e confirma que foi realizada uma destartarização com extração dentária ao referido animal, procedimento este que decorreu sem incidentes, tendo o animal recebido alta clínica no próprio dia em condições consideradas normais”, lê-se no comunicado, acrescentando que a cadela voltou a dar entrada no hospital mais de 12 horas depois de ter saído “já em paragem cardio-respiratória”.

“Neste momento não nos é possível apurar a causa da morte, ou se esta terá tido ou não relação com o referido procedimento”, refere o comunicado.

O Hospital adianta ainda que instaurou um inquérito interno e, segundo as conclusões iniciais, nada ocorreu durante a intervenção que justifique a morte do animal. “Esperamos que o relatório da necrópsia possa esclarecer definitivamente a causa da morte”

Tendo em conta a controvérsia que este caso tem gerado e os comentários acusatórios que têm surgido na comunicação social e nas redes sociais, o estabelecimento avança irá tomar as “diligências necessárias” relativamente a comportamentos que considere que põem em causa “a honra e o bom nome do Hospital e dos seus colaboradores”.