SOL

Nos séculos XVIII e XIX os leques serviam para enviar mensagens em código utilizando sinais que vigoravam entre os apaixonados.

É interessante o aproveitamento do objecto - leque - para desenvolver a  capacidade humana de comunicação.

A linguagem dos leques seguia uma codificação própria. Observa alguns desses códigos:

·       Abanar o leque muito depressa: estou comprometida;

·       Abanar o leque muito devagar: sou casada;

·       Abrir todo o leque: espere por mim;

·       Tocar leque na face direita: sim;

·       Tocar leque na face esquerda: não.

Havia uma linguagem secreta, toda feita de sinais. Os acessórios indispensáveis aos homens eram o chapéu, o lenço e a espada. Para saudar a sua apaixonada, o rapaz beijava a aba do chapéu, o que fazia a menina corar como se tivesse recebido o beijo! Se punha a espada a meia altura, ela percebia "gosto de ti". Quando levava o lenço à boca, queria dizer "és bela". E se o dobrava, era sinal de que no dia seguinte voltaria para a ver.

Quanto à dama, servia-se do leque para comunicar os seus sentimentos. Havia tantas maneiras de o abrir, fechar ou abanar quantas as letras do alfabeto. Assim ia compondo palavras que o namorado, do outro lado da sala ou da igreja, decifrava com uma paciência infinita e ansiosa.

Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, "O Dia do Terramoto", Caminho

No Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, há uma exposição sobre o tema Leques e Damas do século XIX é "uma viagem ao universo feminino do século XIX através do uso do leque". Na sala de exposições temporárias, leques e retratos de damas que usam este acessório estão expostos ao público. Todas as peças pertencem ao acervo do museu. No site http://www.museuimperial.gov.br/, o visitante é desafiado a localizar a que pinturas do acervo pertencem os detalhes dos leques apresentados.

Contactos com os Povos do Mediterrâneo

Há muitos séculos, Povos do Mediterrâneo visitaram a Península Ibérica, atraídos pelas suas riquezas naturais. Primeiro, os Fenícios, depois os Gregos e mais tarde os  Cartagineses.

 

Dedicavam-se ao comércio e vieram por mar, aproveitando as águas calmas do Mediterrâneo. Da Península, levavam metais como cobre, estanho, ouro e prata. Trocavam-nos por armas, tecidos, estatuetas e peças em vidro e cerâmica.

Eram povos mais evoluídos  o que permitiu aos povos da Península (Celtas, Iberos e Celtiberos) aprenderem novas técnicas artesanais (cerâmica e vidro), a conservação dos alimentos pelo sal com os Cartagineses, o uso da moeda e a escrita fenícia.

 

Como se lembram, aos Iberos que já habitavam a Península, vieram juntar-se os Celtas, vindos de Norte, que se fundiram dando origem aos Celtiberos. Estas comunidades agro-pastoris viviam em aldeias nos vales dos rios ou no cimo dos montes. Estas últimas, geralmente rodeadas de muralhas para defesa em caso de guerra, são os castros ou citânias.

 

Aqui podem ver uma visita que fizémos à citânia de Briteiros, perto de Guimarães.

As suas casas eram pequenas, de pedra, geralmente circulares, com chão de terra batida e tecto de colmo.

 

Fotografias de Armanda Sousa

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_comrecagropast.htm

 

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/3.recolectores_quiz.htm

 

 

 

Principais cientistas, descobridores, escritores e artistas da 1ª metade do século XX

Personagem

Obra/ descoberta/exploração

País

1 – Albert Einstein

Revoluciona as leis do tempo e do espaço.

Teoria da relatividade.

Alemanha

2 – Hans Bethe

Deu origem à electrodinâmica quântica.

nasceu em Estrasburgo (naquela época parte da Alemanha, hoje da França)

3 – Crick e Watson

 

Descobriram o ADN.

Ingraterra/EUA

4 – Eckert e Mauchly

Construíram o 1º computador, o ENIAC

USA

5 - Gillete

 

Inventou a lâmina de barbear.

EUA

6 – Von Zeppelin

Constrói o 1º dirigível com estrutura de alumínio.

Alemanha

7 – irmãos Wright

 

1ºs a voar num avião de motor de explosão.

 

EUA

8 – Gago Coutinho e Sacadura Cabral

 

Primeira viagem aérea entre a Europa e a América do Sul.

Portugal

9 – Brito Pais e Sarmento Beires

1ª ligação aérea Lisboa-Macau

Portugal

10 – Henry Ford

 

Desenvolve o 1º automóvel com 4 c. v. e 40 km/h

EUA

11 – Howard Carter

Arqueólogo que descobriu o túmulo de Tutankhamon.

Inglaterra

12 – Konstantin Tsiolkovski

Pai da aeronaútica, projecta foguetes com oxigénio líquido.

Rússia

13 – Walt Disney

Criador do rato Mickey e de outras personagens animadas.

 

EUA

14 - Fleming

 

Descobriu a penicilina.

Escócia

15 – Otto Dix

Expressão artística inovadora – o Expressionismo

Alemanha

16 – Robert Goddard

 

Aeronáutica

EUA

17 – Ernest Rutherford

Fundador da Física Nuclear

Inglaterra

18 – Martin Heidegger

Filósofo. Lança os fundamentos do existencialismo.

Alemanha

19 – Abade Henri Breuil

Historiador do Paleolítico e do Mesolítico.

 

França

20 – Jonh Keynes

Economista, pai da macroeconomia.

Inglaterra

21 – Ernest Hemingway

Escritor

 

EUA

22 – Kandinski

Precursor da arte abstracta.

Russo

com nacionalidade francesa

23 – Pablo Picasso

Pintor. Protagonizou uma revolução técnica e estética designada por cubismo.

Espanha

24 – Filippo Marinetti

 

Poeta que escreve o “Manifesto Futurista” dando origem ao Futurismo.

Itália

25 – Salvador Dalí

Precursor do surrealismo.

 

Espanha

26 - Freud

Fundou a Psicanálise.

Áustria

27 - Piaget

Psicologia da Educação.

Suíça

28 – Fernando Pessoa

Poeta maior do modernismo literário de língua portuguesa.

Portugal

29 – Almada Negreiros

Literatura e Pintura Moderna

 

S. Tomé e Príncipe

Portugal

30 – Lindberg

Primeira viagem de New York a Paris

EUA

Escolhe uma destas personalidades e faz a sua biografia.

 

 

 

 

 

 

 

 

Novo retrato de Da Vinci

Peritos de arte acreditam ter encontrado um novo quadro do pintor italiano Leonardo da Vinci, devido à descoberta de uma impressão digital com 500 anos.

O pequeno retrato, de uma jovem mulher em perfil, foi previamente considerado como um trabalho alemão do início do século XIX e encontra-se actualmente nas mãos de um particular. No entanto, um crescente número de estudiosos sobre o pintor concordam que o quadro é representativo da Renascença, pois tem a sua marca.

A análise, por carbono e infravermelhos, das técnicas de Leonardo da Vinci apoiam as teorias de que o quadro é do pintor e que se insere no período da Renascença. Se os estudiosos estiverem correctos será o primeiro grande trabalho de Leonardo da Vinci a ser identificado em 100 anos e valerá dezenas de milhões de euros.

A impressão digital foi descoberta no topo esquerdo do quadro, por Peter Paul Biro, um perito em arte forense, através de uma câmara revolucionária multi-espectral. Biro afirma à “Antiques Trade Gazette”, uma revista sobre arte, que a marca é "altamente comparável” a uma impressão digital do pintor no quadro São Jerónimo no Vaticano.

Na revista é revelado ainda que a análise por infravermelhos mostrou um estilo parelelo ao do retrato de Da Vinci, de uma mulher em perfil, que se encontra no castelo de Windsor, em Inglaterra.
Desenhados a tinta e giz o vestuário da bela jovem e o penteado reflectem a Moda de Milão dos finais do século XV e, a análise a carbono é consistente com a data, refere a revista.

A última vez que esteve à venda, em finais dos anos 90 na Christie's de Nova Iorque, o quadro foi comprado por um coleccionador canadiano por 19 mil dólares. O retrato deverá estar em exibição no próximo ano, na Suécia.

Se o quadro for mesmo de Leonardo da Vinci será a sua única obra feita sobre o pergaminho.

 

Este trabalho foi realizado para comemorar o Dia da Língua Gestual Portuguesa.

 

Tanta cor, tanta alegria….. só possíveis graças a muito entusiasmo e garra.
Parabéns à Vida! São alunos surdos mas revelam Arte! Usam a cor sem medo.
Estão de parabéns os alunos e quem os orienta.
Parabéns, Goulão!

Visitem os sites para saberem mais sobre estes trabalhos:

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1030417.html

http://profsurdogoulao.blogspot.com/

 LISBOA POMBALINA

 

 

D. José I

D. José I sucede a D. João V em 1750 e nomeia primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Marquês de Pombal.

O reino encontrava-se numa grave crise económica: o ouro vindo do Brasil era cada vez menos, a agricultura produzia pouco e as indústrias eram poucas.

Comprava-se quase tudo ao estrangeiro.

Em 1755 (dia 1 de Novembro), Lisboa sofre um grande terramoto. A cidade ficou destruída e foi o Marquês de Pombal que tomou medidas para "cuidar dos vivos e enterrar os mortos ". Morreram mais de 20 000 pessoas e ficaram em ruínas cerca de 10 000 edifícios.

 

 

 

O próprio Marquês de Pombal acompanhou a reconstrução de Lisboa. Decidiu arrasar a "Baixa" e aí construir uma zona nova - a Lisboa pombalina - com características próprias:

- ruas largas e perpendiculares, com passeios largos e calcetados;

- edifícios harmoniosos, todos da mesma altura, com varandas de ferro forjado, e construídas com um sistema anti-sismos;

- uma grande praça - a Praça do Comércio -  construída no local do antigo Terreiro do Paço, onde iam dar as ruas "nobres" da cidade.

 

 

Lisboa Pombalina

 

 

AS REFORMAS POMBALINAS

 

A grande capacidade para resolver problemas e a eficácia demonstrada após o terramoto pelo Marquês de Pombal, levaram-no a conquistar a confiança total do rei. D. José entrega-lhe o controlo do governo.

O Marquês de Pombal inicia então um conjunto de reformas destinadas a desenvolver o País e a afirmar o poder absoluto do rei.

 

Reformas económicas

-  instalou novas indústrias no país;

- criou companhias monopolistas, controladas pelo estado (na área da agricultura, pescas e comércio), impedindo os grandes lucros que os estrangeiros vinham tendo em Portugal; exemplo: Companhia dos Vinhos do Alto Douro.

- proibiu a exportação de ouro.

 

Reformas sociais

- perseguiu a nobreza e o clero (sobretudo os Jesuítas, que expulsou do País), retirando-lhes bens e cargos, chegando a prender e executar  alguns deles, para reforçar o poder do rei;

- protegeu os comerciantes e os burgueses, e declarou o comércio como profissão nobre (1770);

- proibiu a escravatura no Reino (1771), continuando a existir nas colónias.

 

Reformas no ensino

- criou escolas "menores" (equivalentes ao 1º ciclo), por todo o país e reformou a Universidade de Coimbra;

- foi dada maior importância à observação e experimentação;

- fundou o Real Colégio dos Nobres.

Depois da morte de D. José I (1777), sua filha, a rainha D. Maria I, demitiu o Marquês de Pombal de todos os cargos que ocupava no Governo.

        O Marquês de Pombal

 

Lê também:

A Real Barraca:

 

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/26/A-REAL-BARRACA.aspx

O Terramoto de 1755:

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/19/O-terramoto-de-1755.aspx

Resolve as fichas:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/11.1.quiz.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/puzzles.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/gp5_impcolport_lisbpomb.htm

Os Celtiberos

Aos Iberos que já habitavam a Península, vindos do Norte de África, vieram juntar-se os Celtas, vindos do Norte e Centro da Europa, que se fundiram dando origem aos Celtiberos.

As comunidades agro-pastoris viviam em aldeias nos vales dos rios ou no cimo dos montes. Estas últimas, geralmente rodeadas de muralhas para defesa em caso de guerra, são os castros.

 

As suas casas eram pequenas, de pedra, geralmente circulares, com chão de terra batida e tecto de colmo.

Estes povos já prestavam culto aos mortos: construíram grandes monumentos de pedra, os megalitos, como antas ou dólmenes.

Os alunos do 5º A e do 5º B construíram, com ajuda da professora de HGP e dos pais, um castro com reproduções destas casas.

Aqui estão algumas fotografias:

Castro 1

Castro 2

Anta 1 - de Lisa e Sara

 

Anta 2 - de Pedro Silva

Casa feita pela Cheila

 

Vista geral do castro ou citânia.

 

 

Fotografias tiradas pelo professor Rui Teresa.

Hoje, comemoram-se os 20 anos da queda do muro de Berlim. Em 9 de Novembro de 1989, o mundo via cair o maior símbolo da Guerra Fria.

                            

Era eu uma jovem professora, no meu primeiro ano de actividades lectivas e acompanhei em directo, pela televisão, estes acontecimentos, com a consciência de que estava a viver um grande momento da História. As expressões das pessoas marcaram-me, sentiam-se felizes e comemoravam a liberdade, foi uma festa que muito agradou a quem se envergonhava daquele muro da vergonha.

Assisti à História em directo, e o muro que tinha acompanhado toda a minha vida, caiu finalmente!

Antecedentes

A II Guerra Mundial não fez apenas emergir duas potências face a uma Europa arruinada e remetida a um papel secundário ao novo sistema internacional, fez nascer duas zonas ou áreas de influência: Anglo-saxónicas e Soviéticas. A primeira compreendia as democracias liberais do Oeste (Europa Ocidental, Grécia, Turquia), Médio Oriente, Pacífico e Japão; a segunda integrava as democracias populares do Leste (Europa Central e Oriental). As primeiras tinham os EUA como parceiro, as segundas estavam associadas à URSS.

Este clima de tensão entre os aliados e vencedores da Guerra é já bem perceptível nas negociações dos diversos tratados de paz. Até o ano de 1961, os cidadãos de Berlim podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em Agosto de 1961, com o fortalecimento da Guerra-fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois sectores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o sector ocidental da cidade.

O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policias e soldados da Alemanha Oriental impediam e até matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas eléctricas com alarme, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

Assim foi construído um dos maiores símbolos da Guerra-Fria. 

A QUEDA DO MURO DE BERLIM

O regime da RDA (Alemanha de Leste) entrou em colapso após a demissão de Eric Honecker em 1989. As manifestações que se sucederam culminaram com a queda do Muro de Berlim.

Os enormes fluxos migratórios da Alemanha de Leste para a Alemanha de Oeste, durante o Verão de 1989, tornaram-se impossíveis de controlar, por isso a 9 de Novembro de 1989, teve que ser autorizada a livre circulação entre as duas partes de Berlim, e como consequência a destruição do Muro.

Nessa noite os alemães de um e de outro lado da cidade subiram e dançaram em cima dele. Reinava a alegria, todos festejavam enquanto várias faixas do muro iam sendo cortadas e deitadas abaixo.

Nesse momento histórico não se estava apenas a deitar abaixo uma parede: a queda do Muro de Berlim significava a queda dos regimes comunistas, o fim da Guerra Fria e de toda a tensão mundial e a abertura ao mundo.

Em 1990, foi assinado, em Berlim um tratado de unificação entre os dois estados Alemães. A queda do Muro de Berlim provocou uma onda de choque que levou a derrocada dos regimes comunistas nos outros países de leste europeu.

Este muro sinistro, símbolo da esquizofrenia geopolítica e da rivalidade entre o leste e oeste foi também o verdadeiro atestado do fracasso do socialismo em manter-se como um modelo de sistema atraente para as populações.

O mais demolidor retrato do comunismo soviético imposto pela força bruta em Berlim durante 44 anos é o daquele soldado que também participava na construção do Muro e que no último instante escapa à barreira - e ao possível disparo das armas dos camaradas - para escapar ele próprio rumo ao Ocidente, imortalizado pela objectiva de Peter Leibing. Eis um daqueles casos em que uma imagem falou mais e melhor que mil palavras.

Vê os vídeos desse dia 9 de Novembro de 1989:

http://www.youtube.com/watch?v=hNh_4SoTYhs&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=h3KicQFQNK0&feature=player_embedded

A Perestroyka e a queda do muro de Berlim:

http://www.youtube.com/watch?v=pW65n-KdirE

Filmes sobre este tema:

Adeus, Lenine!

Sinopse
Ao ver o filho Alex ser preso numa manifestação, Christiane tem um ataque cardíaco e entra em coma. Quando acorda, vários meses depois, já o Muro de Berlim e o RDA caíram. Sabendo que o mínimo choque pode ser fatal para a mãe, Alex tenta esconder as mudanças da sociedade, fabricando programas de televisão já extintos e mantendo o apartamento enraizado no passado.

As Vidas dos Outros

Sinopse
No início dos anos 80, na antiga RDA, o bem sucedido dramaturgo Georg, e a sua companheira de muitos anos Christa, uma famosa actriz, são duas das grandes estrelas intelectuais do estado socialista, apesar de, em privado, não concordarem com tudo o que o partido faz. O Ministro da Cultura, que começa a interessar-se por Christa, manda um agente secreto espiar o casal. O agente encarregue da tarefa começa a interessar-se profundamente na vida do casal.




 

O IMPÉRIO PORTUGUÊS NO SÉCULO XVIII

Durante o domínio filipino, os inimigos de Espanha (Holanda, Grã-Bretanha, França) ocuparam parte do Império Português, sobretudo a Oriente.

O Brasil veio então tomar o lugar que tinha antes a Índia na economia portuguesa. O açúcar, primeiro, o ouro e os diamantes, depois, eram agora as principais riquezas que chegavam ao reino.

Muitos milhares de colonos portugueses emigraram para o Brasil, na esperança de enriquecer.

 

Ilustração de Cícero Dias para Casa-Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre.

Mas as plantações de açúcar e os engenhos exigiam muita mão-de-obra.

Os primeiros colonos tentaram utilizar os índios como mão-de-obra escrava. Mas estes, habituados à liberdade, não se adaptaram ao trabalho: revoltavam-se, adoeciam, fugiam... Foi de África que começaram a vir os escravos necessários à cada vez maior produção de açúcar.

 

O principal comércio fazia-se, assim, através do Atlântico: os navios partiam de Portugal e dirigiam-se à costa africana, de onde levavam sobretudo escravos para o Brasil; daqui, traziam açúcar, ouro e diamantes.

Os escravos trabalhavam nas plantações de açúcar, nos engenhos e nas minas.

Transporte de escravos em navios negreiros

A importância da mão-de-obra escrava

 

"Os escravos são as mãos e os pés dos senhores do engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível manter e aumentar a área cultivada, nem ter engenho a funcionar."

André João Antonil,

in Cultura e Opulência do Brasil, 1711

 

 

 

 

O engenho de açúcar era o nome dado às fazendas produtoras de açúcar no período do Brasil Colonial. Este nome era aplicado também à máquina que moia a cana-de-açúcar e outras instalações envolvidas no processo. Grande parte destes engenhos estava estabelecidos na região nordeste do Brasil. A maior parte do açúcar produzido nos engenhos era destinada ao mercado europeu. 

      

Dentro dos engenhos havia também a casa-grande (habitação do senhor de engenho e sua família), a senzala (habitação dos escravos), capela, horta e canavial.

Casa-Grande & Senzala foi um livro escrito pelo autor brasileiro Gilberto Freyre, e publicado em 1933.

Através dele, Freyre destaca a importância da Casa Grande na formação sociocultural brasileira bem como a da senzala que complementaria a primeira.

Na opinião de Freyre, a própria estrutura arquitectónica da Casa-Grande expressaria o modo de organização social e política que se instaurou no Brasil, o do patriarcalismo. Tal estrutura seria capaz de incorporar os vários elementos que comporiam a propriedade fundiária do Brasil-colónia. Do mesmo modo, o patriarca da terra era tido como o dono de tudo que nela se encontrasse como escravos, parentes, filhos, esposa, etc. Este domínio se estabelece de maneira a incorporar tais elementos e não a excluí-los. Tal padrão se expressa na Casa-Grande que é capaz de abrigar desde escravos até os filhos do patriarca e suas respectivas famílias. 

Neste livro o autor tenta também desmistificar a noção de determinação racial na formação de um povo e dá maior importância aos factores culturais e ambientais. Com isso refuta a idéia de que no Brasil se teria uma raça inferior dada a miscigenação que aqui se estabeleceu.

Aponta para os elementos positivos que perpassam a formação cultural brasileira composta por tal miscigenação ( entre portugueses, índios e negros).

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_impcolport_lisbpomb.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/11.1.quiz.htm

 

 

A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções vitoriosas de 1917.

A Revolução compreendeu duas fases distintas:
A Revolução de Fevereiro de 1917 (Março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.

A Revolução de Outubro (Novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lenine , derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.
 

Antecedentes

Domingo Sangrento

No dia 22 de Janeiro de 1905, um Domingo, foi organizada uma manifestação pacífica, liderada pelo padre ortodoxo e membro da Okrana, Gregori Gapone, com destino ao Palácio de Inverno do Czar Nicolau II, em São Petersburgo, com o objectivo de entregar uma petição, assinada por cerca de 135 mil trabalhadores, reivindicando direitos ao povo, como a reforma agrária, a tolerância religiosa, o fim da censura e a presença de representantes do povo no governo.

Porém, Sergei Alexandrovitch, grão-duque e tio do czar, ordenou que a guarda do Czar não permitisse que o povo se aproximasse do palácio, e mandou dispersar a manifestação. No entanto, visto que os manifestantes não se desmobilizaram, a Guarda Imperial abriu fogo, causando centenas de mortos. Este episódio ficou conhecido como o Domingo Sangrento.

 

Os Romanov

 O Czar Nicolau II e a família (1915)

O massacre dos manifestantes provocou greves e manifestações por todo o país, o que por sua vez, conduziu à Primeira Revolução Russa.

As reformas empreendidas, pelo czar Alexandre II, criaram uma corrente a favor de uma mudança constitucional. Em 1898, foi fundado o Partido Operário Social Democrata Russo (POSDR), que no seu segundo Congresso (1903) já contava com duas facções divergentes: os mencheviques e bolcheviques.


Em março de 1917, foi realizada em Petrogrado (actual São Petersburgo) uma manifestação comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que acabaria transformada em protesto contra a escassez de alimentos. As tropas amotinadas uniram-se à manifestação. A incapacidade do governo em restabelecer a ordem, levou o poder às mãos de um Governo Provisório, formado pelos membros mais destacados da Duma estatal. A falta de apoio ao czar Nicolau II obrigou-o à abdicação.

 O Czar Nicolau II

Nicolau II, o último czar da Rússia, não se destacou como governante, porém acreditava firmemente que o seu dever era preservar a monarquia absoluta. Finalmente, viu-se obrigado a abdicar diante da grande reivindicação popular por reformas democráticas. Nicolau e sua família foram executados pelos bolcheviques em 1918.

O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado

O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberais, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenine, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e noutras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.

                                    Lenine

Lenine foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de Novembro, segundo o calendário adoptado em 1918; em conformidade com o calendário Juliano, adoptado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em Outubro). Lenine acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas nos outros países do Ocidente.

«Cidadãos da Rússia:

O Governo Provisório foi destituído. O poder passou para o Comité Militar Revolucionário, órgão do Soviete dos Deputados Operários e Soldados de Petrogrado que se encontra à frente do proletariado e da guarnição de Petrogrado.

A causa por que o povo entrou em luta – a abolição da grande propriedade agrária, o controlo da produção pelos trabalhadores, a criação de um governo soviético – triunfou definitivamente.

Viva a Revolução dos Operários, dos Soldados e dos Camponeses!»

 

Comité Revolucionário do Soviete dos Deputados Operários e Soldados de Petrogrado, de 7 de Novembro de 1917 

Distingue a Revolução de Fevereiro da Revolução de Outubro de 1917 e explicita os objectivos dos revolucionários bolcheviques.

http://www.youtube.com/watch?v=iGE6T3SRNAs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=DW2QcV6jmzE&feature=related



O COURAÇADO POTEMKINE

Alunos do 9ºB

Na próxima aula iremos assistir a este filme.

Sergei Eisenstein irá, no “O Couraçado Potemkine”, aplicar a mais perfeita simbiose entre música e imagens, através da música de Edmund Meisel (existem mais duas bandas sonoras), construindo uma verdadeira sinfonia de uma complexidade até então nunca vista, e a forma como ele nos oferece o quotidiano dos marinheiros a bordo é fruto de uma montagem mais-que-perfeita.

O Couraçado Potemkin, é um filme que lida directamente com uma tentativa revolucionária em Junho de 1905, (no seguimento do Domingo Sangrento, do mesmo ano) quando os marinheiros de um navio de guerra se revoltam contra a tirania dos oficiais superiores e se geram conflitos violentos a bordo. Os demais navios da esquadra não aderiram à revolta do “Potemkin”, o que fez com que os tripulantes tivessem que se refugiar na Roménia.

 http://www.youtube.com/watch?v=LDKKN-KILIY


Relata-nos a revolta dos marinheiros do navio devido às condições miseráveis da comida, peças de carne em que eram bem visíveis os vermes. De imediato um grupo de marinheiros revolta-se e o comandante do navio decide colocá-los perante um pelotão de fuzilamento, ao mesmo tempo que lhes colocava uma lona por cima para não verem a morte a chegar ao interior dos seus corpos.

Mas, quando a ordem é dada, os seus companheiros recusam-se a disparar e nasce o célebre motim. Os superiores são enviados borda fora e o couraçado cai nas mãos dos revoltosos. Porém, durante a luta, o seu líder é morto e decidem rumar para o porto de Odessa para o sepultarem em terra. Iremos então assistir a esse movimento de gentes das mais variadas condições sociais que em terra lhe irá prestar uma última homenagem, construindo aqui Eisenstein uma das mais soberbas movimentações de massas que o cinema nos ofereceu.

Caricatura russa de 1920.

Resolve os exercícios:

http://www.prof2000.pt/users/mjosemir/ccdi/Hotpot_9/Tema_I_1/J-RevolucSovietica(rel).htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/9/9.2rs.htm

http://www.francodigi.com/

http://mjgama.com.sapo.pt/MJGR/quizfaber9/revolurussa/revrussa.htm

 

 

A nossa amiga bloguista Daniela, do blogue Portocego, irá lançar o seu livro de histórias infanto-juvenis no próximo dia 20 de Novembro.

"O Januário, figura lendária, habitante da serra, era  papão e bonzinho..."

 

Desejo muitas felicidades à autora!

http://sol.sapo.pt/blogs/portocego/default.aspx

Hoje conheci a D. Liberdade Sobral, uma escultora naif e surrealista, tem 70 anos e vive numa aldeia do concelho de Odemira, o Monte da Estrada.

Conseguimos dar com a casa, que se reconhece pelos “bonecos” que tem no jardim, é uma artista genuína, não aprendeu com ninguém, não sabe ler nem escrever e teve o primeiro ímpeto artístico quando, no monte em que vivia na altura, viu desaparecerem as flores que tinha no jardim: “as ovelhas comeram as flores, atrás das ovelhas vieram os porcos e deram cabo de tudo."

A escultora Liberdade Sobral 

"No dia seguinte levantei-me cedo, peguei num lápis (coisa que nunca tinha pegado) e pintei o jardim nas paredes da casa”.

Na sequência de uma promessa faz a primeira figura – uma santa. “depois deu-me uma cegueira tão grande, tão grande disto, diziam-me que era tola”.

Alguns entrouxos

                                     

Hoje não vive sem os seus bonecos de cerâmica com cores garridas – santos, figuras surreais, animais mitológicos e outros seres fantásticos que reúne sob a designação comum de ‘entrouxo’ (“um entrouxo é uma coisa sem pés nem cabeça” ), custa-lhe ver os bonecos partir pois fazem parte integrante da sua vida.

 Santos surrealistas

Os seus trabalhos estão já espalhados pelo país, de norte a sul, e eu, como não podia deixar de ser, maravilhada com todos eles, acabei por comprar também um "entrouxo", animal fantástico que saiu da sua grande imaginação. Vim de lá com os olhos cheios de cor e alegria.

Pediu-me que a ensinasse a ler pois tem muita vontade de aprender.

 Prometi que o faria nos próximos tempos. Também prometi que divulgaria o seu trabalho na internet e espero a vossa opinião.

Depois darei notícias aqui.

 

D. João V - O Magnânimo


(09/12/1706 à 31/07/1750)

O barroco Joanino

Em Portugal, o barroco atingiu o seu esplendor na primeira metade do século XVIII, com D.João V.

As remessas de ouro do Brasil permitiram que D.João V chamasse artistas estrangeiros e mandasse realizar várias obras de arte.

Fonte: Ana Rodrigues Oliveira, Arinda Rodrigues, Francisco Cantanhede, História e Geografia de Portugal 6, Texto Editora

As várias vertentes da produção artística ao longo do reinado de D. João V receberam a designação genérica de Barroco Joanino. Contudo, este extenso período de 44 anos, apesar de se consubstanciar em torno da figura do Magnânimo e da sua política absolutista, não apresenta uma homogeneidade de correntes artísticas. Nesta classificação abrangente integram-se diferentes manifestações da arte barroca setecentista.

O tempo de D. João V coincide com o despertar do ciclo económico do ouro e dos diamantes do Brasil, mais-valia preciosa que incrementará uma renovadora política de mecenato de grandes edificações, quer de patrocínio da Coroa, quer ainda de iniciativa do Clero e da alta nobreza. Esta opulência e enriquecimento reflectiram-se no aparato e na monumentalidade das obras de arte, concebidas numa triunfante linguagem barroca.

No campo artístico, a procura de uma encenação grandiosa do poder foi acompanhada por uma abertura e pelo estabelecimento de contactos com tratados, obras de arte e artistas estrangeiros. Isto traduziu-se numa clara influência do Barroco internacional, sobretudo a partir do segundo quartel do século XVIII, altura em que a severidade característica do Barroco Nacional vai cedendo lugar à renovada linguagem deste Barroco estrangeirado.

 A corrente de renovação assolou todo o país e manifestou-se nas mais diversas produções artísticas. A arquitectura, a escultura e a pintura, bem assim como as artes decorativas – mobiliário, ourivesaria e, sobretudo, a talha e o azulejo –, foram incrementadas e personalizadas por uma vasta plêiade de artistas portugueses e estrangeiros.

O triunfo do Barroco Joanino conferiu uma expressiva teatralidade de atitudes e gestos à escultura em madeira e pedra, enquanto a arte da pintura assimilava o colorido excessivo e a lição das pinturas em perspectiva e de ilusão, cobrindo os tectos e cúpulas dos templos e palácios setecentistas.

Vieira Lusitano 

 No capítulo das artes decorativas, para além das excelentes obras de ourivesaria de influência italiana e francesa, uma harmonia em azul, branco e dourado apossou-se da talha e do azulejo, duas das áreas artísticas que atingiram uma originalidade maior. Os interiores dos templos religiosos foram inundados por uma dinâmica e excessiva onda dourada de talha, contrastando harmoniosamente com o azul e branco dos tapetes de azulejaria, revestindo as paredes com a sua temática de episódios religiosos e profanos.

         Talha dourada

Não se concretizando especificamente como um estilo artístico, o Barroco Joanino teve o grande mérito de se abrir às influências das correntes internacionais, amalgamando-as com a tradição artística das oficinas nacionais e produzindo algumas das mais emblemáticas obras da arte portuguesa.

Aqueduto das Águas Livres

                             

Grandes e esplendorosas obras

Grandes obras de arte foram construídas durante o período barroco em Portugal, entre elas podemos destacar as seguintes: o Palácio-Convento de Mafra, cujo arquitecto foi Ludovice, envolveu na sua construção milhares de trabalhadores e possui uma magnífica biblioteca de 88 metros de comprimento.

Foi na parte norte do país que o barroco se implantou com mais força, através de inúmeras igrejas, solares (como o Solar de Mateus - Vila Real), palácios (como o do Freixo, no Porto, e o do Raio, em Braga). Uma obra marcante é a Torre dos Clérigos (Porto), de Nicolau Nasoni.

Palácio do Raio, Braga

Em Coimbra destaca-se a Biblioteca dos Gerais da Universi­dade (Biblioteca Joanina).

Não posso deixar de citar o aqueduto das Águas Livres, a Igreja e escadas do Bom Jesus de Braga e o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios em Lamego.

Bom Jesus em Braga

O Barroco manifesta-se no Porto em inúmeros e expressivos edifícios de arquitectura civil e religiosa. A arquitectos como António Pereira e Nicolau Nasoni deve a cidade alguns dos mais representativos exemplares deste estilo, provocando uma completa transformação na paisagem urbana setecentista. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a cidade assemelha-se a um “estaleiro” de artistas e artífices, que produziram um significativo conjunto de obras de alto valor estético.

A Igreja e Torre dos Clérigos - Este conjunto arquitectónico foi edificado, entre 1732 e 1773, pela Irmandade dos Clérigos. Na construção da Igreja trabalharam vários artistas, destacando-se Nicolau Nasoni e o mestre pedreiro António Pereira. A Torre que remata o edifício do lado poente é uma das obras-primas de Nicolau Nasoni, sendo considerada um dos ex-libris da cidade.

Foi na escultura que o barroco teve uma das manifestações mais ricas, através da estatuária e talha dourada.

A marca dos artistas portugueses fez-se sentir sobretudo nos altares de talha dourada e nos painéis de azulejo que embelezavam igrejas, salões, escadarias e jardins.

Presépio 

Machado de Castro

O principal escultor dessa altura foi Machado de Castro (1731­-1822), que se celebrizou pelos seus presépios. Na pintura desta­cou-se Vieira Lusitano. Outras artes também desenvolvidas nesta época foram a música, distinguindo-se Carlos Seixas (1704-1742), e o teatro, com António José da Silva (1705-1739), mais conhecido por "o Judeu”.

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_impcolport_lisbpomb.htm

http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/historia/historia_trab/barroco.htm

          

Otto Dix, noctívagos.

"Os anos 20 (1924-1929) foram anos de prosperidade. O "American way of life" ("estilo de vida à americana") invadiu a Europa. Aos benefícios da sociedade de consumo associou-se a busca de prazer e a evasão e intensificou-se a vida nocturna. Os teatros, os cinemas, os night-clubs e outras salas de espectáculos e de jogos das grandes cidades tornaram-se locais habitualmente frequentados.

 

         

Josephine Baker, dançando o charleston

As novas bebidas (cocktail), as novas músicas (sobretudo o jazz) e as novas danças (charleston, foxtrot, tangolambeth walk, swing e rumba) passaram a animar a vida nocturna.  Rallies de automóveis, corridas de carros e de cavalos e outros desportos (como o futebol) constituíam outros divertimentos que envolviam grandes massas. O rápido desenvolvimento dos meios de transporte (comboio, automóvel, avião) e dos meios de comunicação (rádio, telégrafo, telefone...) acelerou o quotidiano das pessoas, favorecendo uma maior mobilidade espacial e do ritmo de vida.

 

 Coco Chanel

 

 Com estilo e elegância, Gabrielle "Coco" Chanel revolucionou a década de 20, libertando a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do final do século XIX.

A moda de viajar entrou nos hábitos e prazeres das classes médias. Às viagens de negócios acrescentaram-se as viagens lúdicas, de turismo, quer no interior dos próprios países, quer para países estrangeiros, criando-se e desenvolvendo-se novas infra-estruturas para apoio destes lazeres: agências de viagens, serviços de hotelaria especializados, mapas, guias turísticos, bilhetes-postais ilustrados, etc. Paralelamente a este novo estilo de vida, o período entre as duas guerras mundiais caracterizou-se por uma latente inquietação e instabilidade nos comportamentos sociais.

                    

 

As mulheres copiavam as roupas e os gestos das actrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford. A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço nas suas apresentações, sempre em trajes ousados.

Livre dos espartilhos, usados até o final do século XIX, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilhagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilhagem.

 

A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston – dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o cloche, enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, à la garçonne, como era chamado. A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada para os tornozelos.

A paz estabelecida pelo Tratado de Versalhes, que pôs fim à 1.ª Guerra Mundial (1919), foi uma paz aparente, já que, na Alemanha e na Itália, o nazismo e o fascismo iniciavam a sua caminhada galopante. A crise de 1929  viria a agravar essa instabilidade gerando mesmo angústias e miséria que iriam ter consequências a todos os níveis."

 

Eric Hobswam, A Era dos Extremos, Editorial Presença. (texto com alterações)

 

Resolve os exercícios:

http://www.prof2000.pt/users/mjosemir/ccdi/Hotpot_9/TemaI-3/Anos20.htm

 

 Vê o PPT:

http://www.slideshare.net/serbernardo/os-loucos-anos-20

 

Descreve as principais alterações da vida urbana documentada na fonte.

http://www.donatien52.blogspot.com/

 

http://www.youtube.com/watch?v=Xmqc_wJN4_M&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=3svvCj4yhYc&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=2jWvqlt08CA

http://www.youtube.com/watch?v=ZJC21zzkwoE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=s58iTzznkp0&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=My9B4uQYJn4&feature=related

 

A Arte do século XX, tão rica como diversificada, é fruto do conjunto de revoluções operadas no continente europeu a partir de meados do século XIX. A Revolução Industrial, o surgimento da Fotografia, a Revolução Russa, a primeira e a segunda guerras mundiais e a queda do muro de Berlim, foram momentos significativos que mudaram a forma de ver e sentir do mundo Ocidental e, por consequência, a forma de se exprimir.

A fotografia vem possibilitar uma nova forma de dar corpo às imagens. “A representação visual emancipa-se da habilidade ou destreza manual, sobre a qual se articulava o privilégio hierárquico das artes.”

Assim, os poderes e atributos tradicionais da arte entraram em discussão. Le Corbusier considerava a era da máquina como via para uma nova forma de arte.

 1. O Expressionismo - (especialmente cultivado na Alemanha), deforma as figuras e emprega cores intensas para reforçar o trágico e satírico.

Ernst Kirchner, auto-retrato

 com modelo, 1910.

2. O Abstraccionismo - introduzido por Kandinsky (arte não-figurativa) torna-se uma simples combinação de linhas, cores e formas que sugerem um estado de espírito.

Klee

3. O Fauvismo - de que Matisse foi o mais notável representante, reduz os quadros a um jogo de cores puras, violentas, utilizadas livremente.

Matisse

4. O Cubismo - teve como principais representantes Picasso e Braque, caracteriza-se por reduzir as figuras a formas geométricas e a decompô-las em planos que se sobrepõem arbitrariamente na tela.

Braque

5. O Futurismo - de Marinetti exalta o movimento, a cidade, a máquina, o dinamismo da vida moderna e do futuro.

Marinetti

6. O Movimento Dada - constituí-se como uma reacção irreverente contra o absurdo do Mundo: constrói objectos ostensivamente estravagantes, combinando pinturas, colagens e bocados de utensílios.

Hans Arp

Os dadaístas foram críticos implacáveis da sociedade capitalista que não se responsabilizava pela raça humana e sua cultura. E registram o seu protesto através da extravagância, da quebra do convencional, da espontaneidade e, do absurdo estético.

7. O Surrealismo - influenciado pela psicanálise de Freud, foi cultivado por poetas como Paul Eluard e por pintores como Max Ernst, Salvador Dali e Magritte. Procuram representar o surreal, o mundo do inconsciente que se manifesta nos sonhos e nas visões delirantes.

Magritte

Em Portugal, na pintura, destacam-se na primeira metade do século XX: Amadeo de Sousa Cardoso (cubismo e abstraccionismo);

Amadeu de Sousa Cardoso

Eduardo Viana, Santa-Rita e o poeta pintor Almada Negreiros (futurismo);

Almada Negreiros

Eduardo Viana

Maria Helena Vieira da Silva (abstraccionismo).

Vieira da Silva

Resolve os exercícios:

http://www.malhatlantica.pt/netescola/historia/testes9index.htm

http://www.prof2000.pt/users/mjosemir/ccdi/Hotpot_9/TemaI-3/Conceitos.htm

http://www.prof2000.pt/users/mjosemir/ccdi/Hotpot_9/TemaI-3/3_Personalidades.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/9/9.4scmm.htm

http://nehistemf3.com.sapo.pt/PP_Cultura.pdf

http://www.slideshare.net/serbernardo/os-loucos-anos-20

http://elchistoria.blogs.sapo.pt/13947.html

 

Visita um museu de arte Moderna:

http://www.museuberardo.com/

 

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