Estava eu descansado a ler o que era dito nas edições online, quando reparo em mais um título bombástico do CM: "Activista gay nas listas do PS". Aparentemente, o CM passou a dar destaque a tudo o que se relacione com a 'causa' gay. Há dias, fez questão de publicar em primeira página que um senhor teria desaparecido após ter estado numa festa de cariz homossexual (ainda hoje não percebi que tipo de festa ou de cariz seria esse). Perante mais este destaque, onde a 'gayzice' do candidato parece ser mais importante que o seu papel como político, fiquei curioso em ver aquilo que os Trogloditas poderiam dizer a este respeito. Não foi preciso ir muito longe para me deparar com a maravilha de texto publicada pelo Alarve que se identifica como Blogueoliveiramartins . http://sol.sapo.pt/blogs/blogueoliveiramartins/archive/2009/07/25/Os-Gay-come_E700_am-a-tomar-abertamente-o-poder-pela-m_E300_o-dos-socialistas.aspx . Uma vez mais, não posso deixar de citar um texto da Clara Ferreira Alves (http://aeiou.expresso.pt/inquerito-sobre-anormalidades-sexuais=f499336), que a certa altura diz isto: «As respostas variaram entre isto: "Aquilo dos mariconços casados? Que pan...ice. Bichas casadas umas com as outras. Vê-se mesmo o que aquele Sócrates é!" e isto: "Por que raio quer aquela gente casar? E depois um veste-se de noiva e o outro de noivo? Coisa mais ridícula. E querem adoptar crianças, o que é um crime. Onde já se viu ter dois pais ou duas mães? Embora eu ache que dois pais é pior do que duas mães, porque mãe é mãe enquanto dois homens na mesma cama com uma criança em casa é um nojo." A versão máscula e a versão fêmea da abominação. Fiquei esclarecida com o meu inquérito. Estes trogloditas não se convencem. Aplica-se-lhes a lei.» . E por falar em "Aplica-se-lhes a lei", até me apetece voltar a falar novamente na moderação deste espaço. Parece ser tão expedita a actuar para determinadas situações e não faz ponta de um corno perante outras verdadeiramente graves. A incitação ao ódio racial e os apelos à violência parecem ser proibidos nas regras de acesso a este paraíso esterilizado, mas no que toca à homofobia ou à escrita que é publicado num espaço com a referência «blogue nacionalista, anti-democrático parlamentar, e de revolta contra a situação a que conduziram Portugal... Pelo Golpe de Estado!», então, que se fodam os gays, essas anormalidades da natureza. Antes dar espaço de escrita a um anormal nacionalista, do que tolerar algum Troll que aqui possa andar a incomodar. Antes apagar sem contemplações a conta da EEU, do que tirar a voz a um nazi homofóbico. . Para minha vergonha, alarves nacionalistas continuam a ser tolerados e aceites.
Tinha publicado um texto a anunciar a mudança da minha escrita para outras paragens. As razões que me levaram a fazer isso foram várias e não me apetece estar aqui a enumerá-las. Hoje volto para escrever algumas considerações sobre a actual moderação nos blogues do SOL. Depois disso, espero remover definitivamente todos os meus conteúdos deste espaço e lembrar-me apenas dos tempos em que isto tinha a sua piada. . Saí daqui de consciência tranquila. Quando cheguei a este espaço vi que existiam muitas lacunas, vi que certas ferramentas não eram fáceis de usar por todos os membros, e decidi dar um contributo que pudesse ajudar todos os membros que tivessem dificuldade. Fiz textos de Ajuda, fiz propostas de melhoria à aplicação, fiz textos com sugestões e atendi todos os pedidos de esclarecimento de dúvidas que me foram remetidos. Foram vários os pedidos que recebi para interceder junto da ET, pois consideravam que eu tinha uma posição privilegiada junto deles. Perdi a conta às vezes que salientei ser um membro igual a todos os outros, e que deveriam remeter as suas questões directamente para a ET, pois eles, que eu soubesse, nunca tinham tratado ninguém de forma diferente. Nunca estive ligado à Equipa Técnica (ET), mas sempre os defendi perante muitas acusações injustas. No fim, graças a isso, vários membros consideraram que eu fazia parte da ET e que teria influência em vários casos estranhos que por aqui se passavam, incluindo, a suspeita no acesso às MP, ou a suspeita na eliminação ou alteração de textos. Ler esse tipo de coisas era sempre motivante, como se pode calcular. Nem interessava a quem se tinha dado a password ou aquilo que se podia ter feito por engano. Tinha de haver um culpado, e ele tinha um nome. . No primeiro Encontro do SOL, eu fiquei na mesa onde também estavam os membros da ET. Pude falar com eles e pude constatar um facto que parece ser ignorado por muitos: Os membros da ET fazem parte de uma empresa independente do SOL, que foi contratada para desenvolver o site online, incluindo também a plataforma dos blogues. Durante muito tempo, foi o Nuno Silva a efectuar o esclarecimento de dúvidas no fórum “Perguntas & Respostas” e a moderar os excessos que por aqui eram cometidos. Apesar de a ET ser independente do Sol, a maioria considerava-os responsáveis por tudo de mal que aqui se passava. Fosse pela lentidão, fosse pelas vezes que o site estava inacessível, fosse pelas MP que eram lidas de forma ‘misteriosa’, fosse por muitas outras situações que irritavam quem aqui tinha aberto uma conta sem ter de pagar um tostão, podendo depois dizer todas as alarvidades que lhe viessem à cabeça. Apesar de tudo isso, o SOL, durante este tempo todo (desde Setembro de 2006), foi incapaz de abrir um único blogue com o objectivo de prestar esclarecimentos a todos os que se deparavam com problemas e mostravam-se irritados. Esse ingrato papel acabava por ser desempenhado pelo Nuno Silva, o que ainda mais contribuía para que a ET fosse a má da fita. Ao Semanário SOL, no mínimo, apenas se esperava que alguém da edição online viesse prestar uma justificação ou um pedido de desculpas por todos os problemas que pudessem ter sucedido. Era o mínimo que se podia esperar para tanta gente que diariamente vinha aqui escrever palavras, as quais, numa forma objectiva, só contribuíam para ser encontradas nos motores de busca e para aumentarem as visitas ao SOL online. Nada disso era feito. . Mas o que esperar de um Semanário que em quase 3 anos de existência dos blogues nunca foi capaz de publicar um artigo a destacar o que de melhor tinham? Há alguns meses atrás, a revista Tabú dedicou algumas páginas para falar do Twitter, aquela aberração da comunicação de que todos falam. Em vez de dedicar várias páginas a destacar uma plataforma de discussão de ideias, de gestão própria, preferiram destacar um meio de comunicação feito e gerido por terceiros. Isto demonstra uma enorme visão estratégica. Para quê dar destaque a uma plataforma que gera milhares de visitas ao SOL online? Basta colocar aquelas linhas na edição impressa a destacar um blogue. Quem leia esses destaques, só pode ter vontade de visitar o SOL online e abrir um blogue. Entre a nomeação de blogues que não passam dos 5 textos, a outros bastante duvidosos, passando pela repetição anual de nomeados anteriores por falta de opções com interesse, é este o pequeno destaque que é dado aos blogues do SOL. . O SOL online parou no tempo a parece ter desistido de investir em novos desenvolvimentos. Veja-se por exemplo o Público ou a I. Cada notícia tem a possibilidade de captar os links que ligam para elas, colocando depois o título do texto do blogue que linkou para essa notícia. Assim, cada leitor da notícia pode também ir ver o que está a ser escrito nos blogues sobre essa notícia. Note bem, um interface que aponta para blogues que não pertencem ao Público, podendo ser mesmo um blogue deste SOL. Além disso, na edição diária impressa, ainda aparece um resumo dos textos publicados em 5 blogues que falaram sobre um assunto publicado no Público. Imagine o SOL a estabelecer essa ponte entre as notícias que publica e os blogues que podem estar a apontar para elas. Imagine pequenos excertos publicados na edição impressa sobre o que melhor se discutiu sobre essas notícias. Muitos outros exemplos poderiam ser dados. Se isto não é falta de visão estratégica… . Chegamos então à questão da moderação dos blogues. Na dúvida, deverão ser usados os critérios expostos em Regras de Acesso. Aliás, quando o moderador não está para grandes explicações, porque também talvez seja melhor proceder assim, é escrita a chamada justificação Chapa4, leia-se, «O motivo que levou a redacção do SOL a fazê-lo prende-se, essencialmente, com o facto de considerarmos que não está de acordo com as regras de conduta apresentadas no site do SOL, conforme pode encontrar seguindo este link: http://sol.sapo.pt/Info/Regras.aspx.». Cabe depois ao prevaricador aceitar o que lá está escrito ou tentar perceber onde possa ter infringido as Regras de Acesso. Tudo isto seria muito bonito se a aplicação das regras fosse feita de forma imparcial e objectiva, sendo todos os casos prevaricadores punidos da mesma forma. Mas como se sabe, todas as regras têm excepções, e a sua aplicação depende sempre de quem as aplica. . O futebol é um desporto fantástico que serve sempre para dar exemplos, para o melhor ou pior. O futebol tem regras e cabe ao árbitro garantir que o jogo se realiza segundo essas regras, punindo os jogadores que as infrinjam. Já se sabe que as entradas por trás dão direito a vermelho directo. Quer dizer, umas vezes dão, outras não. Uma falta a meio campo pode ser punida, mas a mesma falta na grande área, poderia ser ignorada para não dar origem a uma grande penalidade que estragasse o jogo. Uma entrada mais viril deveria ser punida com amarelo. Umas vezes é, outras não. E depois há os árbitros que se recusam a mostrar amarelos logo no início do joga, também com medo de estragarem o espectáculo. Tentam mostrar que são grandes diplomatas a apaziguar os ânimos. Isto corre bem até ao momento em que percebe que os jogadores não se acalmam com palavras, e nesse momento, geralmente na 2ª parte do jogo, começam a distribuir amarelos a torto e a direito. O futebol tem regras e os jogadores devem segui-las. O problema é quando todos vêm o árbitro a aplicar as regras para umas situações e a ter decisão diferente para outras situações iguais às que já tinham sido punidas. O problema nem sempre está nas regras mas em quem as aplica. . Como já tinha referido, o Nuno Silva costumava ser o moderador de serviço. Isso mudou, não sei se pelo facto do SOL querer poupar umas massas com a ET, e passou a ser o Tiago Lopes o árbitro de serviço. De início, a sua gestão foi elogiada pois ele tratava todas as queixas na hora, aplicando as tais regras de forma expedita sobre todos os que insistiam em prevaricar. A única dúvida é se a moderação actual não terá chegado ao ponto em que já distribui amarelos e vermelhos a pedido do freguês, tal como se vê nos jogos, em que os jogadores rodeiam o árbitro aos gritos a pedir um cartão que expulse o jogador faltoso. Quando assim é, talvez seja altura do árbitro reflectir um pouco se estará a proceder da forma mais correcta, sobre pena de apenas ficarem dois jogadores em campo. As regras existem, mas o bom senso também ajuda muito. Nem todos podem ser o Pierre Luigi Colina na aplicação correcta das regras e na aplicação do bom senso sempre que possível. . Eu já tive as minhas picardias ao SOL. Numas decidi argumentar, noutras ignorei e noutras ainda tive de engolir em seco para não perder as estribeiras de vez. Como se anda numa fase de lavar roupa suja, e como considero matéria que se enquadra nesta questão da moderação, volto a trazer à baila um exemplo que só pode ser excepção na aplicação das regras. Isto de ser associado à ET só contribuiu para que eu fosse persona non grata para alguns membros. E como as MP são veículo fabuloso para a má língua e coscuvilhice viciante, houve dias em que eu poderia fazer de farol, tal era a luz emitida pelas minhas orelhas. Entre vários tesourinhos deprimentes que ia lendo pelo SOL, saliento estas pérolas literárias publicadas no blogue da grande referência nesta comunidade, em todos os sentidos, sejam eles quais forem, o membro PATON. Dizia ele o seguinte: . # re: Regressar-abastecido, municiado, sem medo e sem vergonha! Wednesday, January 14, 2009 8:34 PM by paton Grande Amigo e companheiro TAREKO; Aceito,entendo,compreendo e estou solidário com a tua indignação . Lamento que os COBARDÕES DA EQUIPA TÉCNICA, consintam no que se está a passar. Mais lamentáve é um fulano que se intitulou responsável pelos blogues ,um tal barão parlapatão,sem oficio nem profissão, pedir para lhe relatarem os desmandos.Não sabe esse sugeito que agora passa a ser intitulado como um aldrabão sem profissão?. Ou terá tido medo de Sua Eminencia o Baronete de Lagos?mais conhecido pelo apanhador de condelipas da meia praia? Será que a Admistração do SOL ,e a S.G.P.S. que a financia tem conhecimento desta situação?. Isto que se está aqui a passar é um escandalo consentido. Irei proceder a deligencias para dar conhecimento publico destes ultrajes à dignidade das pessoas. Talvez haja um eclipse inesperado. Para ti companheiro e Amigo UM ABRAÇO E UM VOO RASANTE DE HOMENAGEM. JONH ALBATROZ João Manuel PAton . E também . # re: Regressar-abastecido, municiado, sem medo e sem vergonha! Wednesday, January 14, 2009 11:56 PM by paton LADY MITÓ; Efectivamente isto é a morte anunciada provocada por um grupo de incompetentes inquaificados ,de uma comunidade de bloguers que era altamente respeitável e de grande qualidade . Foi o cartão de visita de um semanáro nascente. Membros de grande qualidade fizeram parte dessa comunidade. Confiou a Direcção o controlo das normas e da qualidade Técnica a um grupo de gente jovem que parecia responsável,conhecedora , competente e profissional. Tal não aconteceu; dois anos e meio depois verifica-se o colapso da comunidade que fatalmente irá ter graves repercussões no bom nome do semanário. Que irá suceder? No meu entedimento a Administração só tem dois caminhos possiveis ; Suspenção imediata da comunidade,e reabrli-la posteriormente em outros moldes.a exemplo do que foi feito no JORNAL DE NOTICIAS,ou então recriar a comunidade com reseva e identificação controlada de quem pertenda entrar,a exemplo do semanário Expresso. Obviamente com uma equipa técnica COM GENTE RESPONSÁVEL E IDONEA ,e não dirigida na sombra e á distancia com actualmente acontece. Se essas medidas não forem tomadas rápidamente a sobrevivencia do semanário ,que agora já é dificil, tornarse-á insustentável. Inqualificável de belesa o t eue video. TOUCHÈ !! Beijinho JONH ALBATROZ João Manuel PATON . No segundo caso, dá para ver como os tipos da ET eram bem vistos por aqui. A ignorância é meio caminho andado para iniciar uma caça às bruxas. E como eu estava naquelas alturas do mês sem paciência para aturar parvoíces, decidi exercer o meu direito à queixa junto do novo moderador de serviço. Respondeu-me que o Paton teria sido avisado que o texto violava as regras e que ele deveria removê-lo. Está a ver a quantidade de diplomacia aplicada neste caso, sem querer puxar do amarelo? E enquanto o Paton equacionava se retirava ou não de circulação aquilo que tinha escrito, o texto mantinha-se online para todos os que quisessem ler. Anular a conta desse constante prevaricador, que no passado já escreveu todas as alarvidades vernáculas que lhe passaram pela cabeça, acabando por eliminar todo o lixo e voltando à baila como se nada tivesse acontecido? Nada disso. A diplomacia nestes casos é um exemplo de bom senso. E isso terá servido de emenda ao Paton, que nunca mais dirigiu vernáculo a outros membros? Infelizmente não, e de vez em quando lá temos de ler as suas pérolas vernaculóides que, talvez, tenho sérias dúvidas, insisto no talvez, talvez se enquadrem no ponto que diz: «não serão permitidas mensagens cujo conteúdo seja contrário à lei ou ofensivo», escrito nas tais regras cuja aplicação está a ser difícil de entender. . Vou tentar começar a resumir ou nunca mais acabo de escrever. A garantia de imparcialidade ou de clareza na aplicação das tais Regras que servem para justificar certas penalizações, foi demonstrada no último texto da EEU, o já bíblico Minhas suposições sobre os nicks do James. Antes que possa ser mal interpretado sobre o que vou dizer a seguir, adianto que sempre me dei bem com a pessoa que eu conheço como Branca, e temos trocado opiniões fora deste SOL. Isso não significa que eu concorde com alguns dos seus textos ou que tenha de ir escrever o meu agrado ou desagrado. Se lerem o texto e os comentários da EEU, pois são esses que interessam, só com muita dificuldade ou num exercício de enorme imaginação é que poderão encontrar conteúdos que possam significar uma violação das tais Regras de Acesso. Mas como a aplicação das regras está dependente da interpretação do moderador e do seu bom senso, então, talvez a EEU arrisca-se a apanhar com aquela resposta Chapa 4 que eu já referi. . Qual não foi o espanto generalizado quando ontem tivemos conhecimento que a conta EEU tinha sido banida. Repare bem nesta sequência pouco lógica. O texto que na interpretação do moderador, poderia conter frases que violassem as Regras de Acesso, mantinha-se online, visível para todos, dentro e fora do SOL. Mas a conta da EEU tinha sido banida. Faz sentido não faz? E voltando ao caso do Paton, se era entendimento do moderador que o texto tinha violado as regras, então, à semelhança do que fez noutro caso bem pior, talvez pudesse ter começado por pedir a EEU que removesse o texto. Mas não. Sem pensar duas vezes, e note-se nas suas palavras «O que acontece é que recebi uma MP a denunciar a situação no blogue em que me informaram que estava a tentar atingir o James.», o moderador baniu a EEU sem pensar duas vezes, apenas porque alguém disse que ela estaria a denunciar o James. Se tivesse tido o bom senso de ler o conteúdo do texto e dos comentários, talvez não metesse os pés pelas mãos, mas assim, parece o tal árbitro que há muito perdeu o controlo da situação e que agora distribui amarelos e vermelhos a torto e a direito, chegando mesmo a enganar-se no jogador que fez a falta. . Isto foi muito mau. O problema, salvo seja, é que isto não ficou por aqui. Leia-se a reposta que deu a EEU, após vários protestos que se escreveram: . Conta eeu já foi reactivada. Peço desculpa, mas não sabia que era a BrancaAurora. O que acontece é que recebi uma MP a denunciar a situação no blogue em que me informaram que estava a tentar atingir o James. Sinceramente, e apesar de estar todos os dias 'em cima' dos blogues e dos novos utilizadores criados, não tem sido fácil controlar a situação. Fico com a sensação que existem várias fracções dentro desta comunidade e, sinceramente, não sou eu que vou julgar quem tem razão, ou não. De qualquer forma, queria aceitar as minhas desculpas. Entretanto, conforme já lhe indiquei, o blogue (utilizador) já não está banido. Cumprimentos, Tiago Lopes . Assim sim. Quem leia isto vai pensar que BrancaAurora é membro da Máfia «Desculpe! Não sabia que você era também a BrancaAurora, da família dos Corleone. Vou já corrigir a asneira que fiz. Espero que você consiga esquecer isto». Razão tem Repimpa, ao afirmar: Estou baralhado. O blogue eeu foi desactivado porque o senhor Tiago Lopes recebeu a informação de que estava a tentar atingir o tal James Mas, depois de saber que a eeu era a Branca Aurora o blogue foi reactivado. Francamente não percebi esta reviravolta . Então o nick Branca Aurora tem mais credibilidade que o nick eeu? Pelos vistos se a eeu não tivesse revelado que era a Branca Aurora o seu blogue continuaria desactivado e não haveria pedido de desculpas. Afinal que raio de trapalhada é esta? A eeu estava proibida de tentar atingir o James mas como é a Branca Aurora o caso muda de figura.Qual é a conclusão a tirar disto tudo? . Também eu estou baralhado. E será que mais alguém percebeu este caso de aplicação imparcial, e objectiva das Regras de Acesso. Apesar de ser a mesma pessoa, ainda bem que EEU tinha as costas protegidas pela BRANCAAURORA, ou bem que se poderia queixar de Censura no SOL. AH! Mas dizer isso é forte. Afinal, até existem Regras de Acesso que definem de forma clara aquilo que pode ser escrito. Num aparte, acrescento que se as Regras fossem aplicadas de forma idêntica para todas as situações, talvez uns bons milhares de contas já tivessem sido banidas por todo o vernáculo e ofensas que despejam diariamente no comentário às notícias do SOL. Afinal, o problema foi o texto escrito pela EEU, ou era a própria EEU, que por sinal também era BrancaAurora? Quem perceber, que me explique. A mim e à Branca. No meio de tanta perplexidade pela moderação aplicada, salve-se o facto do erro crasso ter sido corrigido. Valha-nos ao menos isso. . Qual a conclusão a tirar disto tudo? Eu prefiro guardar as minhas conclusões para mim. Aquilo que é fácil perceber é que a moderação do SOL, apesar de todos os esforços em imitar Deus no seu papel sobre esta comunidade virtual, está à deriva, banindo sem aviso prévio, alegando violações das regras sem no entanto perder tempo a ler o que possa ter sido escrito. «Fico com a sensação que existem várias fracções dentro desta comunidade». Sim. No SOL ou noutro lado qualquer. Ou o objectivo do moderador é criar as condições perfeitas onde todos tenham o mesmo pensamento? Aos poucos, está a conseguir criar uma comunidade esterilizada, onde a crítica ao vizinho do lado pode ser vista como justificação para banir. . E para terminar, o que seria deste espaço sem as MP, ou com a coluna da direita apresentada noutros moldes? Por exemplo, a mostrar os textos que estão a falar sobre notícias publicadas no próprio SOL? São ideias. Do mesmo tipo das que já dei no passado e que caíram em saco roto. Para quê mudar se o SOL prefere ignorar a sua própria plataforma de blogues? E para quê reclamar, se a moderação está a ser feita da melhor forma, de forma imparcial, objectiva e aplicando critérios de idênticos para situações idênticas ou semelhantes? Na dúvida, vá ler o que está escrito nas Regras de Acesso e tente perceber o que causou a punição. Fica quem está bem. No fim, talvez sobre apenas um punhado. .
“Não importa onde escrevemos, mas sim, se escrevemos ou não” (bloguer anónimo dixit) . E as visitas, seja onde for, são sempre bem-vindas http://makejetomosso.wordpress.com/
. Não sei se o José Mascaró, de 102 anos, teria vivido tanto se bebesse regularmente uma Coca-Cola, mas sei que ele faz parte de um bom anúncio que tive o prazer de ver hoje. O anúncio original é espanhol, da autoria da McCann-Erickson Madrid, com o título “Encontro”, e mostra o encontro do homem mais velho de Espanha, com a recém-nascida Aitana Martinez. José Mascaró irá contar-lhe através do seu exemplo de vida, que ela está neste mundo para desfrutar a vida e os bons momentos, porque esta passa muito depressa. A Coca-Cola aproveita a crise profunda a nível mundial para lançar esta pergunta: "O que dirias a alguém que vai nascer num momento como este?". Na resposta dada por José Mascaró, "estás aqui para ser feliz". É um bom momento comercial. .
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N O Godzilla que comia Bolo do Caco «Alarmados pelo alarido, as pessoas começaram a sair à rua. Por momentos ficaram estáticas e mudas ao ver Aquilo, terrível e esmagador, sobre as suas cabeças. Depois, como marionetas de fio rasgado, começaram, em pânico, a correr de um lado para o outro, tontas, erráticas, numa berraria desafinada, tentando fechar-se em casa, janelas corridas, desaparecer nos carros, malditos motores que nunca pegam quando precisam, ou simplesmente fugir em passo rápido para um outro local em que não se vislumbrasse semelhante coisa. Depressa viram que não adiantava, a imponência de Aquilo fazia com que pudesse ser visto em qualquer parte da cidade.» Foi com estas palavras que o jornalista da BBC relatou o que se estava a passar nas ruas de Londres. Esta cidade não estava preparada para os problemas que poderiam resultar de um passeio em pleno dia da Dona Dolores. O terror apoderou-se dos londrinos, tendo-se verificado um número indeterminado de feridos. O repórter do oIM estava em Londres e conseguiu fotografar Aquilo. .  . No dia seguinte a este Encontro Imediato, os costureiros Londrinos fizeram uma manifestação em frente ao nº 10 de Downing Street, onde entregaram um abaixo-assinado a Gordon Brown, no qual pretendem que o governo elabore uma lei que impeça a Dona Dolores de vestir a marca CR7 em terras de Sua Majestade. N Em tempo de Vacas Magras A viagem de José Sócrates a Cabo Verde foi patrocinada pelo Lobby das Dietas. Um grupo de empresas que comercializam batidos da Banha da Cobra, posteriormente vendidos em locais de engate onde as pessoas se vestem maioritariamente de lycra, terá pago todas as despesas da comitiva do governo em terras de Cabo Verde. Face ao aumento da obesidade infantil, o Lobby da Dieta pretende que o governo passe a adquirir os seus batidos, para depois os distribuir pelas cantinas das escolas. Atento a esta manobra, Rui Pereira acabou por protagonizar um episódio caricato, ao fazer questão de se sentar junto de Sócrates para lhe pedir uma T-Shirt igual. .  . N Chantelle my belle From baby-face Father to baby-face Corno. Alfie, the 13 boy who loves Chantelle, the young Galdéria. .  . N O e-escolinha passou a funcionar na Rotunda do Relógio Helena Amaral, professora no Agrupamento da Escola Quinta de Marrocos, em Benfica, contou à Lusa que os problemas de desaparecimento dos Magalhães "já eram esperados nalguns casos". "Tenho o exemplo de uma família com três irmãos, todos receberam um computador Magalhães de borla porque pertencem ao escalão social A. Duvido que eles ainda tenham algum em casa", afirmou, lembrando que, nalguns casos, quando os professores avisam o dia em que o computador é necessário na aula, os alunos faltam sempre. "Nestes casos nós percebemos que os computadores já devem ter levado algum outro destino", disse. N Angola safou-se ao Padre Nosso pelo preservativo, mas apanhou 5 Avé Maria pela corrupção «Se me permitissem um apelo final, seria para pedir que a justa realização das aspirações fundamentais das populações mais necessitadas constitua a preocupação principal de quantos ocupam cargos políticos públicos, visto que a sua intenção, estou certo, é desempenhar a missão recebida não para si mesmo, mas em vista do bem comum». Felizmente que o Papa não foi ao Zimbabwe. .  . Vaz da Conceição, citado como accionista da Newshold que comprou 84% da empresa que detém o SOL é um acessor do presidente angolano. .
. Na próxima 6ª Feira, sai o primeiro número da edição portuguesa da Playboy. No meio de uma crise mundial e concorrendo com revistas que já possuem leitores fiéis, caso das publicações “Maxmen”, “FHM” ou “GQ”, a Playboy aposta no mercado nacional, lançando uma tiragem de 82 mil exemplares, com um preço de capa de 3,95€. .  . Quase 4€ apenas para ver mulheres portuguesas descascadas, que existem aos molhos em sites da Web? Não é bem assim. As ‘Coelhinhas’ acabam por ocupar uma pequena parte da revista. O resto é preenchido com artigos de fundo, entrevistas e publicidade. Por cá, fica a dúvida se as figuras de topo vão-se disponibilizar a dar entrevistas para uma revista que é lida, em geral, junto a uma sanita. Pretende-se que o modelo se mantenha fiel à qualidade que lhe é reconhecida mundialmente, e que ao longo dos anos foi capaz de convencer figuras como Martin Luther King, Frank Sinatra, Malcolm X ou Jimmy Carter a darem entrevistas. Se a edição americana contou com histórias da autoria de Arthur C. Clarke, Ian Fleming, Vladimir Nabokov, ou Margaret Atwood, por cá, vamos ter direito ao incontornável Nuno Markl, ao escritor Pedro Paixão, ao autor de banda desenhada Nuno Saraiva e a Ana Anes (autora do livro Sete Anos de Mau Sexo). O Nuno Markl está na berra, sobretudo graças ao empurrão dado pelo “Os Contemporâneos” e só me interrogo quando irá passar a Marklmania. .  . Quanto às ‘Coelhinhas’, apesar de ocuparem uma pequena parte da revista, são sempre o motivo principal da sua compra. Num país onde as aparências têm primazia na sociedade, fica a dúvida sobre quais as mulheres estarão dispostas a tirar a roupa a troco de dinheiro. Uma coisa é tal de Carla Matadinho, que ninguém tinha ouvido falar, ser eleita Miss Playboy TV 2002. Outra é uma actriz ou apresentadora, estar disposta a despir-se e a ficar com o estigma Playboy colado à testa. Lá por fora, isso não tem sido prejudicial a quem toma essa decisão, mas por cá, com tanto preconceito e necessidade de manter falsas aparências, não sei até que ponto isso não será um tiro no pé para as futuras ‘Coelhinhas’ Lusas. .  . A ‘Coelhinha’ da capa do primeiro número português é um segredo bem guardado, e poderá marcar desde logo o sucesso da revista. Não faço a mínima ideia sobre quem possa ser. Pelo sucesso que teve na FHM, talvez apostasse na Luciana Mamalhuda, mas tendo em conta o programa para crianças que tem na SIC, duvido que o fosse capaz de fazer nesta fase. Uma coisa é aparecer de bikini em fotos com ar sensual, outra bem diferente, é aparecer tal e qual como veio ao mundo. Por melhores que sejam os fotógrafos, e a Playboy sempre se caracterizou pelas excelentes fotos que apresentava, tiradas por nomes bem conceituados da fotografia - Arny Freytag, Russ Meyer, Suze Randall, Annie Liebowitz ou Helmut Newton, entre outros – a questão é esta: nua é nua. .  . Esta é uma revista com mais de 50 anos de existência. O primeiro número, lançado nos EUA em Dezembro de 1953, tinha a Marilyn Monroe na capa. O pico de vendas foi atingido na edição de 1972, com a venda de cerca de 7.100.000 cópias de uma revista que tinha na capa a modelo Pam Rawlings. Se por cá vamos ter direito a uma edição nacional, noutros países, sobretudo muçulmanos da Ásia ou África, a Playboy tem a venda e distribuição proibidas. Juntar o nu com símbolos religiosos nunca dá bom resultado, que o diga o Larry Flynt com a sua revista Hustler. Na edição Mexicana da Playboy, a modelo Maria Florença Onori surgiu com roupa e artefactos que faziam lembrar a Virgem Maria, tendo esse facto gerado enorme polémica com a igreja local e não só. .  . Na semana do lançamento da edição nacional da Playboy, o Hugh Hefner fez questão de dar um presente a todos os apreciadores da Playboy, bem como a todos os que não a conhecem. Nas suas palavras «A Playboy tem uma história incrivelmente rica e um grupo de leitores muito leal. Esta é a oportunidade perfeita para dar este presente aos leitores e é uma boa maneira de permitir que a nova geração explore facilmente a revista». Usando a Internet, que deverá andar a causar grandes quebras nas vendas da Playboy, Hugh Hefner decidiu colocar 53 edições, relativas ao período 1954-2006. Durante cinco anos, a Bondi Digital Publishing, empresa contratada pela Playboy, digitalizou o conteúdo integral desses 53 números, onde se incluem fotografias e textos, de todo o acervo da revista, tendo sido feita a publicação num site de acesso grátis. Confirmo que o site está bem construído, com uma navegação perfeitamente intuitiva, permitindo seleccionar ou ampliar até ao mais ínfimo detalhe. Espreite aqui e confirme http://playboy.covertocover.com/. A visita aos números dos anos sessenta é obrigatória. Uma curiosidade dos anos setenta é a quantidade de anúncios a bebidas alcoólicas ou a marcas de tabaco. Num anúncio da marca Salem, um 'pintas' questiona "How come I enjoy smoking and you don't?". Boa pergunta. .  . Que eu saiba, nenhuma mulher se despe de borla – na Playboy, entenda-se – e por isso, estou com curiosidade em ler algumas justificações que possam surgir por parte das principais interessadas. É que além do dinheiro e da possibilidade de (re)lançar uma carreira, não vale a pena apresentar grandes argumentos ou teorias. Não metam ao barulho a questão das fotografias serem bonitas e de qualidade, ou do trabalho em causa ser uma coisa séria. Quem se despe para a Playboy deverá merecer o mesmo respeito que alguém que se pendura sem roupa num varão. Se ambas as situações forem tratadas em pé de igualdade, estaremos de acordo. O problema é que não é isso que costuma suceder. Uma coisa é uma figura pública que tenha concordado tirar a roupa numa sessão fotográfica da Playboy, a troco de dinheiro, despertando fantasias sexuais em leitores maioritariamente masculinos. Outra bem diferente é uma mulher que se despe ao som de música, despertando fantasias sexuais numa plateia maioritariamente masculina. Ou veja-se o impacto que essas situações podem ter num circulo de conversas masculinas: “Aquela é a namorada do João. Foi capa da Playboy portuguesa – WOW! A sério?” contra “Aquela é namorada do João. É Stripper – Há! Pois…”. O conceito é o mesmo, só que a ‘marca’ do serviço faz toda a diferença. E só se despe quem quer (precisa), e só vê quem gaste 3,95€. .
. Falar de futebol é das coisas que eu evito neste blogue. Para quem ainda não saiba, apresento-me como Benfiquista, e sou adepto do futebol de sofá. Quando era miúdo ainda cheguei a ser sócio do Benfica e fui ao estádio assistir a vários jogos. Cheguei a estar na antiga Catedral a tentar ver uma final da Taça UEFA, creio com o Anderlecht, onde o Benfica perder por 2 a 0 (não me recordo). Eram outros tempos onde não havia a comodidade actual, muito menos uma cobertura que afastasse os pingos da chuva ou que atenuasse o vento e o frio. O meu sogro, Sportinguista, bem me vai desafiando para irmos à bola. Ainda se colocou a hipótese de irmos ver a final da Taça Carlsberg, mas uma vez mais, a minha embirração fez-me desistir da proposta. Custa-me ter de ir para o estádio com grande antecedência. Custa-me ficar a olhar para um relvado até que o ‘espectáculo’ comece. Custa-me não poder ver repetições. Custa-me ver tantos ânimos exaltados. Custa-me demorar uma eternidade até conseguir chegar a casa. Mas sobretudo, custa-me existir tanta ansiedade em torno de um ‘espectáculo’ e o mesmo acabar por ser um fiasco. Prefiro ver no sofá, onde sempre posso ir fazendo zapping nos períodos em que os jogadores teimam em atirar-se para o chão e a monotonia é enorme. . E mesmo no sofá, já desisti da SPORTTV. Cheguei à brilhante conclusão que pagava esse canal para ver sobretudo os jogos do Benfica. E valia pena? Para chegar ao final dos jogos com uma crise de nervos desgraçada? Basta. Agora sei dos resultados no dia seguinte, «Ai perdeu por 1 a 0? Totós!», «Esteve a ganhar e acabou por perder? Totós!». Não me chateio e durmo descansado. E uma vez por outro, a RTP lá transmite um jogo à borla do Benfica. Fico enervado na mesma, mas contento-me com o facto de não andar a gastar dinheiro para ver coisas tristes. Valha-nos a nós, algarvios, a realização da final da Taça da Cerveja no estádio do Algarve. Uma vez que um Farense desapareceu do mapa, e um Olhanense vai teimando em subir à Primeira Liga, são estes jogos que permitem aos residentes no Algarve, ver os grandes clubes num relvado da região. Pelo menos são essas as expectativas de quem se desloca aos estádios. E no caso desta Liga, o Algarve mostrou que tem fome de futebol. As bancadas estavam cheias e o público fazia a festa para apoiar a equipa favorita. Muito diferente do último grande espectáculo realizado nesse estádio, onde uma selecção à deriva fez gelar as bancadas e calar os presentes. . Uma vez mais, não fui ao estádio. O meu sogro, com acesso a bilhetes do núcleo do Sporting, acabou por ir ver a Teresa Salgueiro no Auditório de Olhão, acabadinho de inaugurar. Felizmente que não fomos ao estádio. Teríamos assistido a uma espectáculo bastante pobre, com demasiadas paragens e muitos amarelos ou vermelhos por mostrar. O árbitro bem tentou não estragar o espectáculo, só que, aqueles jogadores que antes tinham dito que a Taça da Cerveja não salvaria uma época, estavam agora dispostos a ficar com a mesma a qualquer custo, nem que para isso tivessem de se atirar para o chão a simular faltas, ou mesmo a fazer entradas ‘por trás’ ou a empurrar guarda-redes. O árbitro devia ter mostrado que não estava ali para aturar parvoíces. Não o fez logo no início e isso só incentivou os jogadores para fazerem cada vez pior. Aquele jogo era dos tais onde o espectáculo estava condenado à partida, e por isso, mal por mal, mais valia ter havido mão firme nos primeiros minutos. Teríamos assistido a um espectáculo pobre, mas sobretudo, a um erro clamoroso do árbitro que acabou por influenciar o resultado final. . Mas eu nem quero destacar mais esse erro, pois já foram muitos os que o fizeram. O futebol, tal como outros desportos, é por vezes injusto. Nem sempre ganha quem jogou melhor. E está sempre sujeito aos erros de análise de um interveniente que nunca deveria ter o papel principal no desfecho de um jogo. Mas como seres humanos que são, os árbitros também erram, e muito. E nessa situação, podemos pensar duas coisas, ou erraram redondamente porque errar é humano, e o erro foi uma enorme injustiça para o desfecho do jogo, ou os árbitros, fingem que erram para influenciar resultados, para poderem receber quantias que lhes foram prometidas se agissem nesse sentido. A primeira hipótese é algo que não podemos controlar, a segunda, carece de provas. Antes desta Taça, um árbitro holandês reconheceu o seu erro logo após ter apitado para a marcação de uma grande penalidade. A sua reacção foi falar com quem ia marcar a penalidade, no sentido de falhar propositadamente para anular o seu erro. Lucílio Baptista reconheceu o erro quando viu as imagens. Mas nesse momento, já não se podia tirar a Taça ao Benfica. . Foi um erro grave que estragou um espectáculo bastante pobre. Mas não é sobre isso que eu quero falar. Eu fiz este texto apenas para falar de uma atitude que parece ser aceite pela multidão e que ninguém ainda condenou. O principal interveniente no erro do árbitro, um tal de Pedro Silva, teve atitudes deploráveis e ninguém parece preocupado com isso. Não importa que os jogadores incendeiem as bancadas com as suas atitudes, nem que influenciem da pior forma todas as crianças que querem ser ‘craques da bola’. A multidão só se preocupa com o erro do árbitro, porque o resto, não deve passar de atitudes compreensíveis por quem está de cabeça quente e sentindo-se bastante injustiçado. . Mas vamos lá analisar o bom carácter deste Pedro Silva. Primeiro, apesar de saber que não tinha posto mão na bola, e perante o sinal do árbitro que lhe iria mostrar o segundo amarelo, com consequente expulsão, decide mostrar a sua pujança física, empurrando o árbitro com o seu peito. Em tempos, um tal de João Pinto terá socado um árbitro no estômago. Estaremos a falar de graus de gravidade diferentes? Grave é poder achar que a gravidade das situações é diferente. O árbitro existe para arbitrar, os jogadores para jogar. E quando um árbitro quiser efectuar o seu trabalho, não deverá ter de se preocupar com os encontrões de um jogador. Quando isso acontece e ninguém considera uma situação gravíssima, é sinal que todos perderam a noção do respeito que é preciso ter por um árbitro. E quando o próprio árbitro diz no final do jogo «Não me apercebi da gravidade da atitude do Pedro Silva, mas está referida no relatório», então é porque ele próprio não se deverá considerar merecedor de respeito. . Segundo, o Pedro Silva, achando que estava perante uma cabala e de cabeça quente, não deixou que lhe colocassem a medalha ao pescoço. Pior ainda, agarrou nela e atirou-a para o relvado, afirmando «Para que quero a medalha? Dêem-na a ele (árbitro), a esse ladrão». Eu gostaria de começar pelo treinador. Gostaria de dizer que ele deveria ter tomado uma atitude. Mas o Paulo Bento foi o tal que depois do triste erro, foi mostrando ao árbitro, através de gestos, que o considerava gatuno. E como o Lucílio Baptista deveria estar em transe, acabou por nada ver «Não vi a situação do Paulo Bento, as imagens de que se falam. Isso transcende-me». De facto, se ele não teve mão para controlar os jogadores, com o estádio a arder após o erro clamoroso, também não deveria ser capaz de mandar o Paulo Bento para as cabines. Faz sentido. O que não faz sentido é ele afirmar que não viu tal situação. E quando se tem um treinador a chamar gatuno ao árbitro sem que nada seja feito, também não se pode esperar que ele vá repreender um jogador por ter uma atitude de hooligan. Sobra o presidente da SAD. Se eu fosse o Soares Franco, digo-vos o que faria. Entrava em campo, iria ter com o Pedro Silva e explicava-lhe que, ou apanhava a medalha, punha-a ao pescoço e pedia desculpa a quem a tentou entregar, ou podia ter a certeza que seria dispensado no dia seguinte. E ainda levava uma multa por ser um imbecil. Mas infelizmente, o Soares Franco, Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa e muitos outros dirigentes, não são como eu. . Terceiro, o Pedro Silva tem este discurso para os jornalistas «Toda a gente viu o que aconteceu. Em todos os jogos há polémica, em todos os jogos os árbitros erram e ninguém faz nada. Acho que alguém tem que tomar medidas. Perguntei-lhe (ao árbitro) quem assinalou e ele diz que não sabe? Então se ele é o árbitro por que assinalou? Isto é uma bricandeira. Não foi penalti. Que o meu filho morra se foi penalti». Eu não percebi se este Pedro Silva pretende organizar uma milícia para tirar justificações junto de todos os árbitros, porque nas suas palavras, eles erram em todos os jogos e ninguém faz nada. E é curioso que este Pedro Silva seja o segundo personagem ligado à bola, a precisar de utilizar um filho para validar o seu carácter. Já antes o Pinto da Costa tinha jurado sobre a saúde da sua filha que as acusações que pendiam sobre ele eram falsas. . A vida é por vezes injusta. O futebol também. Cabe aos actores principais terem o carácter para mostrar fair-play nos momentos mais difíceis ou de grande injustiça. Quando estes revelam falta de carácter e têm comportamentos deploráveis, cabe aos treinadores mostrar o seu repúdio pela situação e obrigá-los a portarem-se como modelos a seguir pelos mais novos. E quando os treinadores estão ao mesmo nível que os jogadores, sobram os dirigentes para impor respeito. O problema é que estes também não são melhores. Alguém que não tem uma única palavra sobre uma atitude deplorável de um jogador cujo ordenado é pago pela sociedade que dirige, ou já perdeu a noção do respeito, ou não percebe que os jogadores de futebol são, infelizmente, modelos que muitas crianças pretendem imitar. E o Pedro Silva terá contribuído para dar mais um bom exemplo a todos os futuros craques. Mais grave é achar que o erro do árbitro possa ter sido o pior do jogo, e que a atitude do Pedro Silva possa ser aceitável perante tão grande injustiça. Foi mais um grande momento do futebol nacional, patrocinado por aquela que é considerada, a melhor cerveja do mundo (talvez). . (+) (+) (+) (+) (+) (+) .
.  . E pensava eu que o problema se resumia à Parietaria, Gramínea e Oliveira. E ainda só estamos em Março [Suspiro]. Apesar de tudo, ainda não estou na fase em que só me apetece tirar os olhos e esfregá-los com uma lixa. . boletim polínico, ano 2009 / 20 a 26 de Março Na região do Algarve, os níveis de pólen atmosférico serão elevados, com predomínio dos pólenes de urtigas, azinheira, outros carvalhos, ciprestes, cedros e pinheiros, sendo esperadas concentrações elevadas para os pólenes de urtigas, azinheira e outros carvalhos, e baixas a moderadas para os pólenes de cipreste, cedros e pinheiros. |
. Material usado: 1 Claritine; 1 Inalação de Nasomet; 1 gota de Zaditen em cada olho; 1 Lenço de pano (daqueles à moda antiga) .
.  . Os abusos sexuais Num recente relatório publicado após a conferência dos bispos norte-americanos, que analisa anualmente o ponto de situação da aplicação de uma carta de protecção da infância adoptada após o conhecimento do escândalo dos padres pedófilos, ficámos a saber que a Igreja Católica dos Estados Unidos pagou 436 milhões de dólares em 2008, no âmbito dos casos de abusos sexuais praticados por membros do clero, e desse total, 374 milhões de dólares foram atribuídos como compensação às vítimas. Resta dizer que em 2007, a Igreja católica tinha despendido 526 milhões de dólares. Se a indemnização total atribuída em 2008 foi inferior face ao ano anterior, o mesmo não se poderá dizer do número de queixas, já que aumentou, atingindo os 803 novos casos, mais de metade dos quais dizem respeito a crianças e a abusos cometidos entre 1960 e 1974. Para que se entenda, em apenas dois anos, a Igreja Católica dos EUA, pagou 962 milhões de dólares por causa de casos de abusos sexuais praticados por membros do Clero. Além de vergonhoso, fica a questão: Quais são os lucros da Igreja Católica face aos valores de indemnização que consegue suportar? Num país que está a sofrer uma enorme crise social, questiono-mo porque não se coloca esta pergunta. Aliás, o que seria se cerca de mil milhões de dólares pudessem ser aplicados para ajudar os mais desfavorecidos, em vez de andarem a pagar os pecados cometidos por alguns membros do Clero. Em Julho de 2008, o Papa Bento XVI, numa visita à Austrália e Catedral de St Mary, fez um pedido de desculpas por todos os casos de abusos sexuais de crianças, perpetrados por padres ou membros do Clero. Mas em 2001, ainda antes de ser Papa, Ratzinger enviava uma carta a todos os Bispos católicos, onde ordenava o silêncio, sob pena de excomunhão, para todas as investigações de abusos sexuais de crianças, e que todos os casos deveriam ser reportados directamente para o seu gabinete. Nessa carta, Ratzinger afirmava que a Igreja teria jurisdição perante esses casos, permitindo-lhe efectuar todos os inquéritos à porta fechada, e que teria o direito de manter as evidências confidenciais num período de 10 anos, contado a partir do momento em que o queixoso atingisse os 18 anos de idade. Ainda sobre os casos de abusos sexuais, o Wiki dedica esta página. .  . Richard Nelson Williamson Em 1988, o Arcebispo Marcel Lefebvre anuncia a sua intenção de consagrar Williamson e três outros padres como Bispos, apesar de não ter autorização do Papa para executar essa consagração. Mesmo assim, Lefebvre executou a cerimónia e o Papa João Paulo II ordenou a excomunhão dele, de Williamson e dos restantes 3 padres. Esse estatuto de excomungado manteve-se até Janeiro de 2009, data em que foi anulado após intenção expressa em decreto assinado pelo Papa Bento XVI. Apesar do contentamento expresso por Williamson, o Papa teve de enfrentar diversos protestos pela decisão tomada. Afirmando-se ferido pela “veemência” dos reparos que lhe fizeram, escreveu uma carta aos bispos, a explicar a sua decisão, onde expressava «Fiquei entristecido com o facto de os próprios católicos que, melhor do que ninguém, deviam saber como são as coisas, me terem atacado com uma hostilidade pronta para o ataque». Só que, católicos e não só, tinham expressado o seu desagrado pelo passado Williamson. Este antigo excomungado afirmava concordar com diversas Teorias da Conspiração. Entre o assassinato de Kennedy, passando pelos ataques do 11 de Setembro - onde ele dizia que nenhum avião tinha embatido nas Torres, tratando-se de um plano arquitectado pelos EUA e a Mossad (os Serviços Secretos de Israel) para influenciar a política dos EUA no Médio Oriente – tudo acabava na Negação do Holocausto. Em resumo, não acreditava na existência de Câmaras de Gás, nem na morte de 6 milhões de Judeus. Para Williamson, ‘apenas’ 200 a 300 mil judeus teriam morrido em Campos de Concentração, e nenhum deles numa Câmara de Gás. Estas declarações foram reafirmadas por Williamson numa entrevista a um canal de televisão sueco, precisamente dois dias antes do anúncio do decreto Papal para o cancelamento da sua excomunhão. Ou seja, numa época da informação global, aparentemente, o Papa Bento XVI seria o única que nunca teria tido conhecimento das convicções no Negacionista Williamson. Mas através dessa informação global, este tipo de coisas não passa despercebido, e em poucos dias já era falada em todo o mundo. O Vaticano terá percebido o erro cometido, e em particular, o Papa teria ficado bastante angustiado por ter assinado o decreto. Por isso, o Papa Bento XVI escreveu uma carta aos líderes da Igreja Católica, onde admitia ter cometido “erros” na gestão do caso, e afirmava que no futuro daria maior atenção à forma como as notícias se espalham pela Internet. Além disso, apelou a Williamson para que se retractasse nas suas afirmações. Só que Williamson não estava disposto a mudar de opinião, apenas porque o Papa pedia, até porque as suas afirmações estavam baseadas em estudos exaustivos que ele tinha feito «Eu estava convencido de que os meus comentários estavam correctos, com base em investigações que fiz nos anos 80. Preciso de reexaminar tudo outra vez e olhar para as provas. Se eu encontrar provas então rectificarei... mas isso levará tempo». Ou seja, para Williamson, encontrar provas da existência de Câmaras de Gás era mais difícil do que provar a sua não existência, e assim, como se diz, talvez ele se retractasse apenas no ‘Dia de São Nunca à Tarde’. Resta dizer que segundo uma fonte ao mais alto nível da hierarquia do Vaticano, este episódio é «a maior catástrofe para a Igreja Católica Romana nos tempos modernos. Não só soltou uma torrente de ressentimento judeu, comprometendo um acordo com Israel sobre o estatuto da igreja católica no país, como põe em causa o próprio papel do Papa, que foi conduzido como alguém que seria capaz de restaurar a “lei e a ordem” na igreja». Perante esta situação bem grave, e na sequência de um encontro com líderes judeus, o Papa Bento XVI tentou pôr um ponto final na polémica sobre o Negacionismo do Holocausto, afirmando que «qualquer negação ou minimização deste terrível crime é intolerável, e mais ainda se for feita por um religioso». Richard Williamson, que estava há cinco anos num Seminário em Buenos Aires, é entretanto expulso da Argentina e recambiado para Inglaterra. Ao chegar a terras de Sua Majestade, decide pedir desculpas pelas suas afirmações e convicções. Só que ‘Gato escaldado de água fria tem medo’, e desta vez, o Vaticano já não foi nas suas cantigas, tendo rejeitado o seu pedido de desculpas. O tal ‘perdão’ que por vezes é dado de forma tão célere, acabou desta vez por ficar fechado a sete chaves no Vaticano. .  . Dom José Cardoso Sobrinho Este foi o Arcebispo de Olinda e Recife, que excomungou, a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto realizado por uma menina de 9 anos, grávida de gémeos, a qual tinha sido violada pelo padrasto, tendo este confessado os abusos. Segundo a sua interpretação linear das Escrituras «Quem cometer estupro está cometendo um pecado gravíssimo, aqueles que cometem assaltos também, estão cometendo pecados gravíssimos, e a Igreja também os condena. Mas, para estes pecados, a Igreja não prevê a excomunhão. Quem cometeu o aborto é um crime mais grave ainda, porque é tirar a vida de alguém inocente, indefeso». Como se esta decisão fosse fácil de entender pelos próprios católicos, para não mencionar muitos outros que têm a mania de se intrometerem nos assuntos da Igreja – esqueci-me de mencionar que a menina corria perigo de vida se prosseguisse a gravidez – eis que o Vaticano, através do cardeal Giovanni Battista Re, Prefeito da Congregação para os Bispos, vem justificar as palavras de Dom Sobrinho, afirmando que os gémeos gerados pela menina «eram pessoas inocentes que tinham o direito de viver», considerando assim que a excomunhão teria sido bem aplicada. Também o chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família do Vaticano, Gianfranco Grieco, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, reafirmou a posição da Igreja, defendendo a excomunhão «É um assunto muito, muito delicado, mas a Igreja não pode trair sua posição, que é a de defender a vida, da concepção até seu fim natural, mesmo diante de um drama humano tão forte, como o da violência contra uma menina. Neste caso, os médicos estão totalmente em pecado porque são activos no acto do aborto, esse assassinato. São protagonistas de uma sentença de morte» Importa dizer que a excomunhão é a penalidade máxima prevista Igreja Católica. Através dela, os penalizados ficam impedidos de participar de qualquer sacramento, como receber eucaristia ou o casamento, por exemplo. Contudo, o excomungado não está banido de participar de celebrações da Igreja, como missas. Perante este tipo de posição inabalável e com a credibilidade da Igreja em dúvida, o mal-estar começou a instalar-se entre fiéis e não só. Por isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil desautorizou o arcebispo de Recife, justificando que a mãe havia agido "sob a pressão dos médicos" que lhe disseram que sua filha ia morrer se a gravidez não fosse interrompida, ficando sem efeito a excomunhão. E para não haver dúvidas, apesar das anteriores declarações, o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Monsenhor Rino Fisichell, um dos mais próximos colaboradores do Papa Bento XVI e a maior autoridade do Vaticano em bioética, vem afirmar que a excomunhão não deveria ter sido aplicada «São outros que merecem a excomunhão e nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudaram a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos». No fim, tratou-se apenas de uma precipitação de um fiel seguidor das Sagradas Escrituras, que considerava ser seu dever alertar o povo, para que tenham temor às leis de Deus. .  . O Preservativo (uma vez mais) O Papa Bento XVI sai do Vaticano para fazer uma visita de uma semana a África. Ao chegar a esse continente, onde se estima existirem 22 milhões de infectados com o HIV, tem esta declaração «o problema da seropositividade não se pode resolver com a distribuição de preservativos, pelo contrário, isso só irá complicar a situação». Para o Vaticano, a abstinência é a única forma de combater a propagação da doença, devendo-se promover a responsabilidade e atitude moral perante o sexo «A solução passa pela humanização da sexualidade, uma renovação espiritual que promova a amizade, especialmente para os que estão em sofrimento, uma vontade de fazer sacrifícios pessoais». Sem nunca antes se ter pronunciado sobre a ‘questão’ do preservativo, e num dos continentes mais afectados pelo HIV, como é óbvio, aquilo que o Papa pretende transmitir, é a segurança obtida através da abstinência, face a métodos que não são totalmente seguros, certo? Ou seja, sexo, só se a pessoa for casada e não estiver infectada. Caso contrário, resigna-se à abstinência até ao fim dos seus dias. Talvez os esforços de inúmeras Organizações, que lutam há vários anos para sensibilizar as populações no uso do preservativo, quer em África, quer no resto do mundo, tenham sido fortemente abalados por estas declarações. Ou talvez, sejam muitos os católicos que já optaram por ignorar essas orientações. Não sei. Aquilo que eu sei, é que além de protestos em todo o mundo, Paris e Bruxelas, reagiram oficialmente «A França exprime a sua viva preocupação quanto às consequências das declarações de Bento XVI. O nosso papel não é o de emitir julgamentos sobre as doutrinas da Igreja, mas consideramos que estas observações põem em risco políticas públicas de saúde e os imperativos quanto à protecção da vida humana». Em Bruxelas, a ministra belga da Saúde, Laurette Onkelinx disse que a posição de Bento XVI «reflecte uma visão doutrinária perigosa (…) estas podem demolir anos de prevenção e educação e colocar em risco muitas vidas humanas». Algumas organizações não governamentais aproveitaram para colocar a seguinte pergunta “O Papa vive no século XXI?”. . Este é sem dúvida um período negro na imagem da Igreja, que se supostamente deveria ter evoluído para estar enquadrada no séc. XXI. Não me parece que o tenha feito. E em todos as recentes polémicas, aquilo que eu tenho mais dificuldade em entender é o conceito de perdão para determinadas coisas e a falta de compaixão que seria espectável para outras. Tenho extrema dificuldade em entender que se gaste mais de mil milhões de dólares (ao longo dos anos anteriores) para proteger aqueles que são pedófilos nojentos. Mais difícil é entender o perdão que possa ter existido, que permitiu que esses pedófilos fossem sendo transferidos de paróquia em paróquia, mantendo a possibilidade de contacto junto de crianças, sem que fossem banidos de uma vez por todas. É difícil entender que um perdão possa ter sido dado com tanta falta de informação. Bastava uma simples pesquisa no Google para se ter acesso a todas as suas ideias, no mínimo polémicas, daquele a quem se ia dar o perdão num gesto de boa vontade e união. E quando se perdoa com tanta facilidade, custa entender que depois não se perdoe quando o arrependido pede desculpas. É difícil entender que o gesto de compaixão só tenha sido anunciado vários dias após o mundo ter ficado chocado com tanta injustiça, e depois de alguns representantes terem dado o seu apoio ao fiel seguidor da Escrituras. É também difícil entender que com uma simples frase se possa arrasar o trabalho feito ao longo de muitos anos por várias organizações não governamentais, que apenas tentam salvar vidas. Quando da Figueira da Foz soam as Trombetas e se lançam avisos sobre casamentos que podem causar um «monte de sarilhos», ou se mostra preocupação pelas diligências em torno do casamento homossexual, quando existem outras questões fundamentais para resolver, eu só tenho vontade de pedir para olharem para os recentes acontecimentos no seio da Igreja que representam, e para expressarem algumas considerações construtivas a esse respeito. .
. Recentemente vi o “Bem-vindo ao Norte” (“Bienvenue chez les Ch'tis”). Depois de ouvir maravilhas do maior sucesso de cinema em França, campeão de bilheteira em 2008, não podia deixar de lado este filme. Só para ter uma ideia da dimensão deste sucesso, basta dizer que só em França teve 20 milhões de espectadores, tendo destronado o filme “A Grande Paródia”, de Gérard Oury, número um desde 1966. O sucesso foi tão grande que foi por pouco que não tirou o “Titanic” do primeiro lugar dos filmes mais vistos em França, e foi responsável por um aumento de 14 % na frequência dos cinemas franceses, nos primeiros três meses de 2008. Um filme com um orçamento de 11 milhões de euros, o qual foi capaz de gerar uma receita acima de 100 milhões de euros. .  . Este filme serve para mostrar que um grande êxito em França pode ser conseguido à custa de uma história muito simples, sem grandes efeitos especiais, nudez ou violência. Por sinal, uma fórmula que parece estar afastada da cabeça dos realizadores nacionais, ou não fosse o “Second Life” o exemplo oposto, que orgulhosamente afirma ter levado ao cinema mais de 86 mil espectadores. “Bem-vindo ao Norte” conta a história de um administrador dos correios, Philippe Abrams, o qual, para animar a sua esposa Julie, que está muito deprimida, faz tudo para que consigam ir viver para um ambiente mais soalheiro na costa Sul de França. Só que, para garantir um lugar num paraíso da Riviera, Philippe tenta enganar o sistema de transferências, acabando por ser descoberto. Em vez de ser despedido, é-lhe aplicado um castigo bastante severo: trabalhar durante três anos, na estação dos correios de Nord Pas de Calais, uma das regiões mais industriais e frias do seu país. Só que Philippe rapidamente descobre que os seus preconceitos e estereótipos resultavam de um profundo desconhecimento sobre a região e o seu povo. Afinal, o paraíso existia em Nord Pas de Calais, graças aos seus afáveis e bem-humorados habitantes, à cozinha regional, e à bebida típica. E nem a língua foi entrave, já que Philippe dispôs-se a aprender o dialecto local, um incompreensível Ch'timi... .  . O filme é realizado e interpretado por Dany Boon, um actor cómico e de Stand Up, bastante famoso em França (o DVD de um espectáculo seu, todo falado em ch'timi e legendado em francês, é campeão de vendas nesse formato). Fica também a curiosidade de ele próprio ser um ch'ti. “Bem-vindo ao Norte” tornou-se num fenómeno social, chamando a atenção dos franceses para o Norte do país, a região mais esquecida, e sujeita a todo o tipo de estereótipos, desde região pobre, de gente pacóvia e rude (os Ch'tis) que se exprime num dialecto incompreensível (o Ch'timi), com um clima insuportável e uma culinária intragável. Dany Boon disse ter realizado o filme "contra" as habituais comédias filmadas no Sul de França, cheio de sol e preferido pelos turistas, tentando afastar a visão miserabilista e preconceituosa que a França ainda tem do Norte. Sobretudo tratava-se de um "carta de amor" à sua região natal e aos seus conterrâneos, uma comédia regional "positiva", popular e despretensiosa. .  . Veja-se o que pode resultar de uma aposta num investimento de risco. Em 2007, Dany Boon pediu aos Conselhos Regional e Audiovisual do Nord Pas de Calais, um apoio de 600 mil euros para ajudar ao orçamento do seu filme. Alguns autarcas acharam que ia ser um desperdício apostar nesse filme, mas o pedido acabou por ser votado favoravelmente. Quem votou favoravelmente de certeza que não se arrependeu. As vendas do queijo e da cerveja consumidos no filme dispararam, e o turismo em Bergues subiu em flecha, e os Conselhos Regional e Audiovisual do Nord Pas de Calais vão receber dois milhões de euros de lucros. Por fim, “Bem-Vindo ao Norte” vai ter uma versão americana e outra italiana. Infelizmente (numa opinião pessoal) a indústria de cinema americana não deixa escapar uma hipótese de fazer uma cópia, onde possa ir buscar mais uns milhões. .  . Sem Soraia Chaves a mostrar o corpinho, sem lesbianismos para mostrar que somos prá frentex, sem violência gratuita, sem ‘famosos’ que não nasceram para representar, e sem modelos da nossa praça que insistem em acabar nas novelas ou no cinema, seria possível filmar um sucesso destes por cá? Temos Trás-os-Montes, temos gente a falar Mirandês, temos uma excelente gastronomia, uma gente afável e calorosa para quem os visita, e também, um conjunto de excelentes actores capazes de fazerem comédia mantendo a roupinha no corpo e sem andarem à estalada ou a dar tiros. Temos isso tudo, só que eu duvido que alguém apostasse numa fórmula tão simples. “Bem-vindo ao Norte” terá feito mais pela região do Norte de França do que todas as campanhas turísticas que possam ter existido. E é essa aposta que muitos continuam a evitar, preferindo fórmulas de cinema rasca, a fazer lembrar o pior de Hollywood. Qualquer região poderia achar que lhe tinha saído a Sorte Grande, caso um Woody Allen decidisse filmar um ‘Vicky Cristina Qualquer Coisa’ por cá. E não é só a região a ganhar, é todo um país, que passa a ser mostrado a nível mundia. Se a Grécia já era apetecível, depois do “Mamma Mia” ainda o será mais. Gostei bastante deste filme. Aluguei-o sabendo que tinha o carimbo “Comédia”, e nesse aspecto, sou bastante exigente. Prefiro ver um filme rasca ou um mau drama, a uma comédia onde eu não me ria uma única vez. É algo que me deixa bastante chateado, com vontade de pedir uma indemnização pelo trauma sofrido. Neste caso, confirmo ter assistido a uma boa comédia, num típico humor francês que já tinha adorado noutros filmes, caso do velhinho “Os Visitantes”. Recomendo a todos os que apreciem o género ou a todos os que queiram apenas distrair a cabeça. Podem ter a certeza que não se vão arrepender. .
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. Nos últimos tempos, quando achar que um determinado blogue possa estar com ar de abandono, procure o respectivo autor no Twitter, pois será provável que se tenha mudado de armas e bagagens para lá, ou esteja preso ao vício do micro-blogging, sem tempo para escrever noutro lado. O que é o Twitter? Se ainda desconhece um dos maiores fenómenos de popularidade dos últimos tempos, em faço uma breve apresentação. O Twitter é como uma plataforma de blogues, só que, em formato reduzido, com textos limitados a 140 caracteres (o limite de um SMS). Através de um teclado ou de um telemóvel, você poderá publicar micro-posts, sem estar preocupado com formatações de texto, ou inclusão de imagens. Quanto muito, poderá associar um link no texto, a dizer às pessoas para irem ver um documento na Net. E o que pode publicar em 140 caracteres? A ideia original é responder à pergunta «O que estás a fazer?» Estou aqui, estou ali, estou a fazer isto, etc. Mas o conceito é muito mais abrangente. Há quem faça pequenos comentários a notícias, indicando também o link para que se perceba o contexto do que foi escrito. Os media estão em peso no Twitter e usam-no para destacar as suas notícias. Os cómicos da nossa praça usam-no para dizer micro-graçolas. Uns usam-no para micro-Chat. E há aqueles que apenas se dedicam a responder a coisas escritas pelos restantes. O Twitter pode servir para quase tudo, desde que se tenha sempre presente a ‘limitação’ dos 140 caracteres. Entre milhares de textos a explicar o Twitter, eu sugiro a leitura deste “Ainda não sabe o que é o Twitter?” (Visão) ou a leitura destes conselhos “Twitter be Nimble, Twitter be Quick, if you don’t know Jack, try these Twitter Tricks”, ou mesmo este “Quanto valem 140 caracteres?”, do ******** (substituir pelo melhor adjectivo) Paulo Querido, para ter uma ideia do real valor de se escrever pouco. . Tirando a hipótese de associar imagens ou efectuar formatações de textos, o Twitter é em tudo semelhante ao conceito de uma blogue, apenas com a pequena enorme diferença de tudo se passar de forma muito rápida e em formato micro. Um blogue com pelo menos uma publicação diária é já um blogue com bastante dinamismo, onde os comentadores ase podem queixar de não terem tempo para comentar tudo o que se publica. No Twitter, dizer que se publica 30 textos por dia, é normal. Não dá trabalho preparar um texto. Em poucos segundos pode-se publicar uma ideia, uma opinião, uma notícia, e em poucos segundos podem surgir centenas ou mesmo milhares de «replyes» ao que escrevemos. Salvo seja, não quero que você, ilustre desconhecido, possa pensar em ter esse poder de atracção. Este deslumbramento de responder em massa à escrita de terceiros, apenas sucede com aqueles que são realmente famosos. E isso leva-me a mencionar mais um factor para se andar no Twitter: A esperança de receber-mos um Reply de alguém famoso. Para se perceber melhor isso do Reply, falo do conceito de «seguidor de» e «seguido por». E para explicar isto, vou usar o exemplo do SOL. No SOL, qualquer pessoa poderá ler o que é publicado nos diversos blogues, no entanto, só quem tem conta é que poderá comentar textos. No Twitter é a mesma coisa. Podemos ler os micro-textos de qualquer um, mas apenas poderemos comentar ou publicar se lá tivermos conta criada. No SOL, a lista das publicações serve para se ter conhecimento de tudo o que foi publicado, ordenada por data decrescente. No entanto, será natural criar preferência por determinados autores e criar-se uma lista de favoritos. Nesse contexto, ou se percorre a tal lista à procura dos autores favoritos, ou se vai directamente a esses blogues para verificar se existem textos novos, mas essa não será a forma mais prática de conhecer as novidades. Para isso existem os tais “Avisos por Email”, que depois de subscritos em cada blogue, permitem receber cópia no Email, todos os textos novos e comentários que possam estar associados a cada um. No Twitter, os tais ‘Avisos’ são equivalentes às subscrições de «seguidor», ou seja, basta ir ao Twitter de cada um que se queira seguir e fazer clique num botão com a indicação [Follow]. A partir desse momento, na nossa página principal, passaremos a receber tudo o que esse membro publique, sem ser necessário ir visitá-lo à sua página. Ainda no Twitter, cada membro tem uma lista relativa ao conceito «seguido por», ou seja, quais os membros do Twitter que vão receber na sua página principal, uma cópia de tudo o que escrevermos. Esse conceito não existe no SOL, no caso dos ‘Avisos’. Num blogue do SOL, não é possível ao autor saber quais os membros que subscreveram os seus ‘Avisos por Email’. . Veja estes exemplos. A nível nacional, o Nuno Markl, que nos últimos tempos parece ter-se tornado no tipo mais popular e porreiro para se conhecer, é «seguido» por quase 6000 membros do Twitter. Ele, que se confessa maravilhado pelo Twitter em detrimento do seu blogue, escreve uma coisa destas «A maravilha do Twitter: tanto falamos do Zeitgeist como, no instante a seguir, de petits gâteaux do Pingo Doce!» e muitos milhares de pessoas vão ler isso. Como o processo é dinâmico, nos instantes seguintes vão ser muitos os que vão fazer «reply» (responder) a esse texto, e eventualmente, se caírem nas graças do tipo porreiro, até poderão ser contemplados com uma resposta. Lá por fora, um senhor de nome Stephen Fry (um grande senhor) é «seguido» por cerca de 308.000 pessoas. Você consegue imaginar-se a escrever uma frase até 140 caracteres e haver centenas de milhar de pessoas interessadas nisso? Ou muitas delas a responder a isso? . Eu não consigo compreender a acrescente necessidade de velocidade da nossa sociedade. Cada vez se quer fazer mais e cada vez existe menos tempo para fazer seja o que for. Um pouco fora deste tema, ontem assistia a uma reportagem de alguém que montou uma empresa para fazer recados, ou seja, essa pessoa, a troco de dinheiro, disponibilizava-se para fazer as compras do supermercado, ou ficar em casa do cliente à espera que fossem entregar um sofá. No meio da actual crise, é interessante como vão surgindo ideias destas, e aparentemente, com sucesso. Só numa sociedade hiper-acelerada é que podem existir aberrações do tipo Speed Dating. E se os blogues já consumiam muito tempo a ler, inventa-se o conceito Twitter, ou, vamos blogar em grande speed e de forma curta: ‘Eu não quero ler grandes textos, nem tenho tempo para comentar, basta-me ler coisas de um parágrafo que já fico contente’. Há dias, realizou-se o primeiro evento do tipo Sit-down Comedy, ou a possibilidade de vários humoristas ou aspirantes a tal, dizerem ‘bocas’ à desgarrada no Twitter durante 60m (ler por aqui). Não acompanhei o evento em directo, mas creio ter sido um enorme sucesso. Pelo menos, haja paciência ou interesse para isso. . O “Ma Ke Jeto, Mosso” andou (anda?) por aqui no Twitter. Ao fim de algum tempo, estou a seguir o é dito por 32 pessoas/entidades, e outras 37 acharam que deveriam seguir aquilo que eu possa ir escrevendo. Sobre esses números, importa referir um aspecto importante. Aqueles que Eu sigo Não são na sua maioria aqueles que me seguem, isto é, eu sigo pessoas como o Tito de Morais (um simpático e fundador do MiudosSegurosNa.Net), Bruno Nogueira, Nuno Gervásio, todos os do SOL que estão a Twittar, o Schwarzenegger ou a Vanity Fair. No entanto, sou seguido (ver lista aqui) por pessoas de quem eu nunca ouvi falar. Volta e não volta fico a saber que comecei a ser seguido por beltrano ou cicrana. E se no SOL há quem diga que a panelinha existe, a qual inclui um esquema ‘eu comento a ti para tu depois me comentares’, no Twitter, a ‘coisa’ não será diferente, sendo a ideia ‘eu sigo-te para tu depois me seguires, ok?’. É claro que isto é só uma suposição da minha parte, que não deverá ser levada a sério. De qualquer forma, talvez essa suposição sirva para explicar que entre os 250 Twitters nacionais mais popularuchos (ver lista aqui), possam estar ‘cromos’ que só muito dificilmente dirão algo que cative centenas de «seguidores». Para que vocêm perceba a dimensão disto, importa referir o seguinte. Se eu seguir 1000 pessoas e essas pessoas publicarem um Twitter ao mesmo tempo, eu ficarei com 1000 novas entradas para ler na minha lista. Acha que alguém consegue acompanhar isso? Também ali existe a procura da fama e da popularidade. Não é só no Hi5 ou no Facebook ‘Não me interessa quem me segue ou quem eu sigo, eu só quero ser popular e aparecer no topo das listas’. . Eu bem tentei, mas não consegui. Num momento em que todos Twittam, eu só quero fugir de lá. Não vale a pena insistir em algo com que eu não me identifico ou me sinto inadaptado. Escrever ideias em 140 caracteres? Eu? Só podem estar a brincar. Há quem tenha a arte de conseguir dizer muito e bem numa linha, como era o caso da MAD, ou que seja capaz de dizer coisas deste tipo «Os hotéis são o ferro de engomar do mundo, tiram sempre todas as rugas que as sociedades à sua volta têm». Esses no Twitter serão como peixe na água. Eu não consigo. Além de não saber o que dizer em poucas palavras, entro em histeria quando tento fazer «reply» e sou notificado de ter excedido o número 140. É um desespero. Gosto de escrever e lamento se necessito de ‘muita pista’ para o fazer. Sem dúvida, prefiro ‘slow’ a um qualquer ‘speed’. Se ainda não anda no Twitter e ficou com vontade de o fazer, clique aqui. E quando andar por lá e começar a seguir alguém ‘famoso’, tenha a certeza de estar perante o original, e não perante uma cópia rasca. É que qualquer um pode criar a conta Jesus e adicionar uma foto. . E para terminar ao estilo Twitter, talvez este texto pudesse ter sido escrito na forma «Eu e o Twitter somos como água e azeite» (39 carac.) .
. Vou recordar aquilo que disse em Outubro de 2007, no texto “Tudo Termina ou Um Final Perfeito” «No AXN, às 21:30 de cada Sexta-Feira, continua a ser exibida a série “ER” (…) Por mim, esta série já teria terminado há muito tempo. Perda de qualidade? Não. A qualidade dos episódios mantém-se inalterável e é a mesma que já justificou esta série ser vencedora de inúmeros prémios. O problema é que para mim, a série já chegou a um ponto onde nem helicópteros a cair do céu conseguem reduzir o nível de tédio.» A verdade é que ainda vou assistindo nas noites de 6ª feira aos episódios transmitidos no AXN. A fórmula para conseguir fazer isso é simples: tenho de ver cada temporada como se fosse uma série nova, sem recordar o que está para trás. Não é possível fazer de outra maneira. Este E.R. não tem a pujança de outros tempos, mas quem o esteja a ver pela primeira vez, irá confirmar a qualidade e a emoção da acção. Para os outros, aqueles como eu que acompanharam a série desde o início, é que será mais difícil vibrarem com os novos episódios. Por mais que os produtores tentem inovar, ficamos com a sensação de estar a ver mais do mesmo. Mesmo com tédio, é uma série que demonstra bem o génio do seu criador, Michael Crichton, que faleceu em Novembro de 2008, sem assistir ao final de uma das suas grandes obras. .  . Ao fim de 15 anos, E.R. está próxima do fim. O último episódio será exibido nos EUA no próximo dia 2 de Abril. A NBC fecha finalmente as Urgências mais porreiras que conhecemos, as quais foram líder de audiência em 3 anos de emissão, e que renderam uns modestos 22 Emmys, entre muitos outros prémios. Os números são impressionantes. Desde o dia 19 de Setembro de 1994, foram filmados 331 episódios, que contaram com um total de 750 actores. A série teve 123 nomeações para os Emmy, tornando-a na série mais nomeada de sempre. De forma consecutiva, entre 1995 e 2002, ganhou o prémio People's Choice Award, na categoria de séria Dramática. Há quem tenha estado dedicado a esta série de corpo e alma ao longo de 15 anos, sem nunca ter feito mais nada. .  . Em 15 temporadas, houve quem apenas se dedicasse a espalhar milhares de litros de sangue falso ou a abastecer as gavetas de milhares de agulhas ou instrumentos cirúrgicos falsos. Para esses nunca existiu o tapete vermelho das cerimónias dos prémios. Porém, esse facto nunca lhes retirou o entusiasmo com que sempre efectuaram o seu trabalho. É o caso de Radford Polinsky, que dedicou grande parte da sua vida a gerir a caracterização dos ‘pacientes’ que entravam pela porta das Urgências. Ou o caso de Rick Kerns, consultor principal desde o primeiro episódio, que andou sempre a actualizar-se sobre tudo o que se fazia no mundo da medicina. Teve de conhecer as novidades dos fabricantes para garantir que os equipamentos utilizados eram actuais face aos usados nas Urgências reais. Isso obrigou-o a participar em muitas convenções médicas ou a ler publicações da especialidade. A credibilidade dos actos filmados ficou-se a dever aos pareceres emitidos por 3 médicos, com experiência no trabalho das urgências, que trabalharam de forma rotativa na série como consultores. Um deles, o Dr. Joe Sachs, chegou a passar pela área de escrita dos guiões, até atingir o cargo de produtor executivo. .  . O fim de uma série com 15 anos está a deixar preocupada grande parte da equipa, quer os que se encontram há mais tempo, como os contratados nos últimos tempos. A crise gerada com a greve dos guionistas, com enormes prejuízos para as cadeias de televisão, fizeram repensar o modelo a adoptar no futuro. Os programas da ‘Vida Real’ têm sido preferidos em detrimento das séries baseadas em guiões, ou, no caso da NBC, as séries dramáticas exibidas no prime-time, têm sido substituídas pelo talk show do Jay Leno. .  . George Clooney, no papel do Dr. Doug Ross (109 episódios), foi a maior estrela que saiu desta série. Na altura devida deu o salto e afastou o estigma de médico Pediatra que o poderia perseguir ao longo da carreira. Hoje, muitos, mas sobretudo, elas, conhecem-no de outras paragens, e já não o vêem de bata branca. A mesma sorte não calhou a outros que também deram o salto, caso de Anthony Edwards (Dr. Mark Greene, 181 episódios), Noah Wyle (Dr. John Carter, 253 episódios), Julianna Margulies (enfermeira Carol Hathaway, 135 episódios) ou Laura Innes (Dra. Kerry Weaver, 249 episódios). Não será certamente por falta de talento, mas a verdade é que fora daquelas Urgências, ainda não tiveram um sucesso idêntico no grande ecrã. Fugir ao estigma de um papel não é fácil. Depois de um espectador ver o Noah Wyle a desempenhar o personagem de um médico ao longo de 253 episódios, torna-se complicado admitir que ela possa ter outro papel. É como se a ficção se fundisse com a realidade e o espectador passasse a assumir que ele era de facto um profissional no ramo da Saúde. .  . Tudo termina. Neste caso, o fim chega após 15 anos de filmagens. Não será algo fácil de assimilar por todos aqueles que agora vão ter de procurar alternativas profissionais. Para os americanos, fica a hipótese de no dia 2 de Abril verem mais um final de uma série, o qual, aposto eu, não vencerá aquele que terá sido o melhor final de todos os tempos, o do “Sete Palmos de Terra”. Por cá, se o AXN mantiver as emissões, isso significa que ainda faltam 4 episódios da 13ª Temporada, 19 episódios da 14ª Temporada, e 22 episódios da 15ª Temporada, até podermos ver o último. E hoje, 6ª Feira, às 21:30, fica o consolo para os apreciadores de poderem assistir ao episódio 20 da 13ª Temporada. .
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N Bruno ‘Pasteleiro’ agradece ao Novas Oportunidades “Sim, eu uera um pasteleiro sem formação antes do Bêbê, e aguora, sou um larápio altamente qualificado. Afinal, aprender compuensa. E só espero conseguir tirar um douturamuento como fez o Super Mário, que está aguora a biber dos rendimentos no estabelecimento Prisional do Puorto”. Face a isto, a Endemol está de parabéns, por ter influenciado de forma tão positiva as gerações mais novas. N “Magalhães” faz disparar as vendas de Lexotan Aumentaram os casos de ansiedade, angústia e "cobiça" nas crianças que ainda não têm o “Magalhães”. Para atenuar esse sofrimento, o programa e-Escolinhas já contactou a organização do Carnaval de Torres Vedras para o fornecimento de 200.000 “Magalhães” de esferovite, em escala reduzida, iguais ao modelo que gerou a polémica no último desfile. O Director do programa, quando questionado se estes modelos poderiam vir com o ecrã cheio de imagens de gajas nuas, foi claro: “Isso pouco importa. O fundamental é as crianças poderem fingir que estão a usar o computador e deixarem de ser discriminadas pelos colegas. Até lá, sugiro que os pais misturem um Lexotan com o Chocapic do pequeno-almoço e que deixem de ligar para a nossa linha de apoio”. N Multibancos já têm retrovisores e outras coisas mais As novas ATM já vêm equipadas com espelhos retrovisores, que permitem ao utilizador controlar aquilo que se vai passando nas suas costas. Além disso, caso o utilizador se sinta em perigo, através da marcação do código PIN ao contrário, será aberto um pequeno compartimento onde ele terá acesso a uma pistola Glock para as tentativas de assalto mais violentas, e a um Spray de Gás Pimenta, para afastar todas as criancinhas Romenas. Por outro lado, deixa de haver abusos. As novas ATM apenas vão ter complacência perante uma das seguintes possibilidades «uma consulta de saldo e um levantamento» ou «um Pagamento de Serviços». Se o utilizador teimar em efectuar mais operações de seguida, utilizando todos os cartões da carteira, começará a tocar bem alto a música que a Luciana Mamalhuda queria levar à edição 2009 do Festival da Canção. N Descoberto “Clube de Combate” na Assembleia da República Depois de mais um triste espectáculo na Assembleia da República, que teve como intervenientes principais, os deputados José Eduardo Martins e Afonso Candal, veio-se a descobrir a existência de um “Clube de Combate” nas caves da Assembleia. Quando José Eduardo Martins disse que aquilo seria um assunto para os dois resolverem lá fora, o que ele queria realmente dizer era «Vamos já fazer um Combate na cave esta tarde que é pra eu te partir a cremalheira toda». Com medo que esta prática viesse a público, José Eduardo Martins foi chamado à razão pelos restantes deputados. O dinheiro em apostas que circula na Assembleia é bastante e ninguém quer perder esta forma de descompressão do stress acumulado pelas intermináveis sessões monótonas. Por isso, no dia seguinte, José Eduardo Martins disse que pedia desculpa a todos os deputados, aos portugueses em geral, aos emigrantes, aos países irmãos e à Nossa Senhora, mas recusava-se determinantemente a pedir desculpas ao socialista Afonso Candal «esse filho da pu$%%, cabr#%$ do cara&$%##, que eu parto-lhe os cornos», disse. Aliás, o disfarce e o incómodo pela situação são visíveis em todos os membros. No final desse dia, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, confessou ter-se apercebido "dos apartes", mas não do que foi dito. "Percebi que houve algo entre os dois deputados, mas não tive a percepção do que estava a ser dito", disse. Apesar de a situação ter sido atenuada, os sinais evidentes da existência deste “Clube de Combate” são já difíceis esconder. Manuela Ferreira Leite, que assistiu de óculos escuros a uma sessão de trabalhos na Assembleia da República, alegando sofrer de uma conjuntivite, estava de facto a esconder um olho negro, em resultado do combate que tinha feito na véspera com o líder da bancada do PS, Alberto Martins. Soube-se entretanto que estará para breve a realização do Combate mais esperado, entre Sócrates e Manuel Alegre, o qual tem gerado uma correria desenfreada nas apostas ilegais pelos corredores da Assembleia. N À semelhança do ‘Duelo Imortal’, os Ciganos refugiam-se em solo sagrado O oInimigoMarafado acompanhou de perto os distúrbios ocorridos no Bairro Portugal Novo, nas Olaias, e esteve presente na entrevista efectuada a ‘João 50cent’, aquele cuja família é utilizada como saco de pancada completa dos Ciganos. - A minha irmã está grávida de sete meses e juntaram-se 5 Ciganos em cima dela à pancada. Espancaram completamente a minha irmã. Espancaram a minha irmã e…pronto, nós não achámos piada nenhuma (…) nós fomos ter com eles, não achámos por bem, e eles refugiaram-se em casa. Não pudemos fazer nada. E aquilo passou. E hoje, por volta das 4 da tarde, o meu irmão estava aqui, mais outro irmão meu e um amigo, e vieram 7 ou 8 Ciganos armados, e chegaram aqui e espancaram os meus irmãos…espancaram completamente os meus irmãos (…) e refugiaram-se em casa. N Assim se fala em Bom “Magalhães” Nas seguintes frases detecta algum erro? «Se já acabas-te o documento, deverá gravar-lo» «Ela arrancou as pétalas, puxando-las com os dedos» «Básicamente, ele fês uma caminhada para saír do sitio» «Dirije o guindaste e copía o modelo, ou as peças caêm» Carolina Lourenço, de 13 anos e aluna da Escola Básica 2/3 Pedro Nunes, em Alcácer do Sal, além de estar preocupada com o estado de ‘pilha de nervos’ em que se encontra a irmã mais nova, por não ter recebido um “Magalhães”, manifesta-se bastante desagradada com esta situação «usei muito as abreviaturas, até mesmo nas fichas escolares. Por exemplo, em vez de porquê colocava "pk" e tirava todas as vogais da palavra "contigo". E agora? Komo é? Vou ter de aprender esta linguagem do “Magalhães”?» Já Beatriz Seves, aluna da Escola Secundária Dom Manuel Martins, em Setúbal, diz-se mais habituada ao uso de "às x" em vez de "às vezes" ou "tb ctg" quando quer perguntar "tudo bem contigo". O ponto de interrogação não figura no final da frase porque, nesta escrita, «quase não se usa pontuação, e já nem me imagino a dizer tudo certinho». Neste contexto, a CONFAP já solicitou junto do Governo para que a actual versão ‘Aprender’ seja substituída por outra com Menus em linguagem SMS «Se eles já usam essa linguagem nos trabalhos e testes, não faz sentido baralhá-los com novas palavras» N Tenham Medo. Tenham muito medo. Não bastava o estado de ansiedade em que se encontram muitas crianças por não possuírem um “Magalhães”, para ainda serem confrontadas com uma imagem que levou muitas crianças às urgências, num estado de terror absoluto. Além destes usos do ‘Papão’, o oInimigoMarafado junta mais um: “Se não comeres a sopa toda, eu obrigo-te a olhar para esta foto do Michael Jackson”. .  .
. Querido blogue, hoje vou-te contar um episódio que deixou-me, usando uns termos desta terra, completamente marafado e almareado. Existe um pronto-a-comer no Fórum Algarve, em Albufeira, que é uma autêntica maravilha. Não me lembro do nome, mas como é o único do género, é fácil encontrar. E se isto interessar, adianto que fica ao fundo da zona dos restaurantes, depois do Serra da Estrela. Hoje, a dúvida foi escolher entre um bacalhau com legumes ou umas postas de Salmão com molho de cebolinho. Isto sem referir todas as outras especialidades e saladas. Tinha eu começado o trajecto de recolha de alimentos, quando o circuito é interrompido pela indecisão de um casal de ‘estrangeiros’, na casa dos 30 (não identifiquei o país de origem, mas apostava em Europa do Norte). Como não conheço os seus hábitos, talvez esse facto seja irrelevante perante o que vou contar a seguir. Pelo que eu estava a perceber, a sua indecisão seria relativa a umas salsichas frescas grelhadas, as quais, eu creio não serem exclusivo nacional. Levavam, não levavam, um problema enorme. É então que a senhora pega na pinça e tira uma salsicha. Boa, tomou uma decisão e vamos avançar, pensei eu. ALTO! Tudo isto sucedeu em poucos segundos, mas para mim, pareceram longos minutos. Em vez da pinça se deter no prato da senhora, ser aberta e largar a salsicha, eis que ela continua num movimento de ascensão, em direcção à cara do senhor. Eles eram muito altos e este movimento de ascensão pareceu-me interminável. Faço agora um parêntese para descrever o senhor. Por curioso, possuía uma extraordinária semelhança física com o actor do “Último Rei da Escócia”, o James McAvoy. Eu até já estava a preparar o telemóvel para tirar uma foto com ele, quando reparo num pormenor que eliminava qualquer dúvida sobre seria ou não o tal actor. O tipo tinha um nariz maior que o do Cirano de Bergerac. Não sei se o acontecimento teve influência nessa comparação, mas achei que nunca tinha visto um nariz tão grande. Bom, a tal salsicha subia vertiginosamente em direcção à cara do senhor, e eu só pensava “Mas? Hãã!? Mas o quê…?”. Pois bem, a senhora tinha decidido fazer um teste da qualidade do produto, usando para o efeito o equipamento olfactivo do seu companheiro, colocando a dita salsicha a poucos milímetros daquele nariz descomunal. É então que o desastre acontece. Talvez ele se tenha desequilibrado, talvez tenha ficado inebriado com o cheiro do grelhado, mas a questão é que o nariz encostou-se à salsicha e deslizou ao longo de alguns centímetros. Como é que eu hei-de explicar isto. Além de um dedo bedunhento poder ter estado minutos antes a tirar macacos daquelas narinas, ele próprio, poderia estar repleto de ranho, muco e estreptococos. Isto para não mencionar todos os pelos que deveriam abundar naquele mausoléu olfactivo e que poderão ter ficado colados à salsicha. WOW! O GAJO FEZ AQUILO QUE EU VI? WOW! Bem, a sua companheira irá ficar satisfeita com o teste da qualidade e irá começar um movimento descendente para depositar a salsicha no prato. És tão ingénuo. Tu não percebes que o ser humano é sempre capaz de te surpreender? Então achas que mesmo após aquele acto merecedor de 50 chicotadas, seria impossível que eles não ficassem com a salsicha? Ai, ai. Ai não queres? Não faz mal, coloca-se junto de todas as outras. Neste momento confesso que perdi todo o apetite. Olhei à minha volta no sentido de perceber se mais alguém tinha visto aquilo. Aparentemente, estava sozinho nesse sentimento de repulsa. Ia fazer o quê? Chamar a atenção? Pegar na dita e atirar para o lixo? Agora que penso nisto, creio que seria o melhor que poderia ter feito. Porém, naquele momento bloqueei por completo. Aquilo era tão mau, mas tão mau, que eu estava em transe, sem conseguir falar ou pensar fosse o que fosse. Mas dei graças por ter assistido aquilo. Lembrei-me da Borboleta Mamalhuda e dela agradecer ao Jesus, Jeová Deus, Santinhos, Espíritos que acompanham e Anjos da guarda que protegem. Pois foi isso que fiz. É que eu até gosto de salsichas frescas grelhadas e hoje, até iria consumir uma. Por isso, dei graças por não ter chegado uns minutos depois sem saber o que se tinha passado. Dei também graças ao facto de nunca mais consumir algo que nem faz bem à saúde, porque aquela imagem do nariz a deslizar pela salsicha será impossível esquecer. No fim, ainda pensei em sugerir aos senhores do estabelecimento que fizessem um passatempo entre os clientes, chamado «A Roleta da Salsicha» - Caro concorrente, naquela placa aquecida estão seis salsichas. Uma delas foi esfregada por um nariz que poderia conter todo o tipo de porcarias. Se lhe calhar essa, arrisca-se a ficar quinze dias de cama. Mas se tiver sorte, a casa oferece-lhe a sobremesa. Quando voltar a um pronto-a-comer, irei estar sempre atento aos tipos com nariz grande e evitarei as salsichas frescas. .
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