SOL
Partidas
07 February 10 10:30 AM
 
 
José Saramago, no seu interrompido (e ocasionalmente retomado) Caderno, referiu-se ao caso de Maria João Pires e à sua renúncia à nacionalidade portuguesa, na sequência de graves desentendimentos entre a pianista e o Ministério das Finanças, que levaram ao encerramento da escola de Belgais.
 
É curioso, ou talvez não, que Saramago tenha aberto uma excepção (como agora abriu a propósito de uma edição d’A Jangada de Pedra, cujo produto reverterá integralmente a favor das vítimas do sismo no Haiti), para se referir a uma rotura de cidadania, ele que também se desentendeu com certas autoridades do seu país, tendo ido viver para Espanha, que o acolheu de braços abertos (os espanhóis gostam de nacionalizar tudo o que lhes possa trazer vantagens, e um Prémio Nobel não é para desprezar…).
 
São duas figuras de peso que de certo modo nos deixaram, virando-nos as costas e batendo com a porta.
 
Saramago perdeu a paciência por causa de uns inefáveis censores que havia por cá (e que, afinal, à sua maneira, tinham demasiadas culpas no cartório para que lhes assistisse o direito de julgar os outros ou as suas obras). Os que atiram pedras ao escritor deviam lembrar-se disto, se é que alguma vez lhes ocorreu.
 
Quanto à pianista, o caso é um bocadinho diferente. Poderia dizer-se, a propósito, que o génio artístico e a capacidade de gestão não andam necessariamente de mãos dadas. No final, foi pena que ninguém tenha sido capaz de encontrar uma maneira de obviar esse inconveniente. Que afinal não era mais do que isso.
 
Se algum dia alguém for capaz de fazer o balanço de ambas as situações, saber-se-á quem ganhou e quem perdeu?
 
 
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Para que conste
21 January 10 01:41 AM

 

A escravatura foi abolida, em Portugal e seu império, no século XIX, um processo que começou em 1836.

Mas agora, 173 anos depois, lembrei-me disto, não sei porquê.

Ou será que sei?...

 

 

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Dois mundos
17 January 10 12:37 AM
Publicadopor camionista | 24 Comentário(s)    
Arquivado em:
Potes
12 January 10 12:46 PM

 

O artista ia em viagem por Castela (Castilla - La Mancha), qual Quijote sem Sancho Panza. Algures entre Toledo e Ciudad Real, os seus olhos depararam com um monte de potes de cimento, desses onde há algumas décadas eram fermentados os mostos aqui abundantes e encorpados, tarefa hoje a cabo de esterilizadas cubas de aço inoxidável. Acabada que foi a sua função, por desnecessários converteram-se num estorvo, às vezes decoração de rotundas, e a servirem também como reservatórios de água, líquido este do qual se diz que com aquele se não deve misturar. Diz-se...

 

Filosofando sobre o triste fado das inutilidades, o artista puxou do pincel e pintou esta aguarela, para que, mesmo inúteis, não fiquem esquecidos os tristes potes...

 

 

 
 
 
Publicadopor camionista | 23 Comentário(s)    
O Navio e o seu Comandante
11 January 10 01:52 AM
Doca de Pedrouços, 30/11/09
Publicadopor camionista | 8 Comentário(s)    
A roupa do Pai Natal
30 December 09 10:29 PM

 

 

O Pai Natal era verde e agora é vermelho, graças a…

 

 

Publicadopor camionista | 32 Comentário(s)    
Adeste Fideles
25 December 09 04:49 PM

 

 

Adeste Fideles
Laeti triumphantes
Venite, venite in Bethlehem
Natum videte
Regem angelorum
Venite adoremus
Dominum
Cantet nunc io
Chorus angelorum
Cantet nunc aula caelestium
Gloria, gloria
In excelsis Deo
Venite adoremus
Dominum
Ergo qui natus
Die hodierna
Jesu, tibi sit gloria
Patris aeterni
Verbum caro factus
Venite adoremus
Dominum


Embora ainda subsista alguma polémica quanto à autoria deste hino, é quase consensual que se deve ao rei D. João IV de Portugal.

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Adeste_Fideles

Publicadopor camionista | 11 Comentário(s)    
Arquivado em: , ,
Boas Festas!
23 December 09 01:08 PM

http://fiestas.practicopedia.com/files/bel%C3%A9n476_0.jpg

 

Publicadopor camionista | 12 Comentário(s)    
Milagre(s) de Natal
22 December 09 10:02 PM

 

 Eu julgava que os políticos, pelo menos os mais pragmáticos, não acreditavam em milagres como forma de solucionar problemas.
Admito que existam muitas excepções, pois também tem de haver lugar para os poetas.
Mas não esperava ouvir da boca do presidente de um país habitado por muitas dezenas de milhões de pessoas, a profecia de que talvez um milagre conseguisse salvar a cimeira de Copenhaga, trazendo aos participantes (desde o céu, com toda  a certeza) a inteligência que até ali, ainda segundo o mesmo presidente, lhes tinha faltado.

Parece que o milagre não se concretizou.

Agora foi a vez de António Vitorino, político e comentador de reconhecidos méritos, vir prognosticar que era bem possível que a época natalícia trouxesse alguma concórdia aos desavindos presidente e primeiro-ministro de Portugal, certamente por milagre, presumo eu.

Mas será que se deve acreditar em milagres, mesmo pelo Natal?!

 

 

Publicadopor camionista | 4 Comentário(s)    
Foto(s) de uma dupla improvável
21 December 09 09:45 PM

 

 

 

Gosto especialmente da maneira como as duas fotos (não) se relacionam entre si.

 

imagens obtidas em:

http://eman59photos.blogspot.com/2009/07/new-book-by-brigitte-lacombe.html

 

 

Publicadopor camionista | 3 Comentário(s)    
Absolutamente Benfica
19 December 09 06:45 PM

 

 

 

 

Publicadopor camionista | 3 Comentário(s)    
Arquivado em: ,
Summertime, by Piotr Ilitch (?)
19 December 09 04:54 PM

 

 

Em alguns momentos deste adaggio lamentoso final da Patética de Tchaikovsky (p.ex. logo no início), parece que vamos ouvir a seguir:

 

Não é bem assim, mas vale a pena ouvir, em ambos os casos.

Publicadopor camionista | 1 Comentário(s)    
Catedrais
17 December 09 09:44 AM

 

Uma catedral gótica pode ser algo mais do que uma obra de arte.

 



Imagem:

http://2.bp.blogspot.com/_Mq4S1uVPJOo/SNFxTgZcS7I/AAAAAAAACRU/uvYgggl0Nyg/s400/duomo_milano.jpg

 

Publicadopor camionista | 11 Comentário(s)    
Lugar de memória
07 December 09 07:53 PM

 

 

 

 

Publicadopor camionista | 4 Comentário(s)    
Redes
27 November 09 08:27 AM

A inspiração também se cansa.

Ausenta-se, foge, adormece...

Tenho estado aqui perto.

Quem conhece os cantos à casa, não deixou de me ver.

Reli, mais uma vez, porque continua a valer a pena, o desabafo de um amigo, ele também cansado da poluição dos fundos marinhos onde as redes se emaranham.

 

 

 


Publicadopor camionista | 16 Comentário(s)    
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