Os novos
pobres
A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se
hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora,
todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do BCP que, por
iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão
drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer
postos de trabalho.
A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão
daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e
passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que
contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas)
reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos
pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros
do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar
contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve
Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.
A lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada
|
Como sabem, para
quem anda nas Auto estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas,
como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se
soltam e até animais... coisas que não deveriam acontecer porque as
concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam
acidentes e danos nos nossos veículos, contudo se isto vos acontecer (espero
que não) exijam a presença da
brigada de trânsito. Os meninos das auto estradas vão dizer que
não é preciso porque eles tratam de tudo... no entanto e conforme a *Lei 24/2007 a qual define os
direito dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como Auto Estradas
Concessionadas *...(tendo em atenção o Artº 12º nº 1 e 2), vocês só podem reclamar o pagamento dos danos à
concessionária se houver participação das autoridades! É uma
técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os
danos causados nos veículos.
Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, *EXIJAM A
PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da
assistência os quais foram instruídos para dizer * 'agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade.
* Isto é a mais pura mentira! Se
não chamarem as autoridades eles não são obrigados a pagar os danos e este é
o objectivo deles! http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheDiplomaAprovado.aspx?BID=14734
|
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele
artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns
anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino,
singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era
ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um
sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e
filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois,
sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a
oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino
deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para
provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses,
quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e
pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética
clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato
com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele
recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto
adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num
transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário
e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão
minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda
era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe
soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas
palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum
de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz
activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando
cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o
seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de
primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo
paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen
ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido
tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se
encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação
tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios
e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois
olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o
edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo
absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele
predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez
mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo
claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no
gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo
feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois
dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na
história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e
voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo
feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
IN - Fernanda Braga da Cruz - Faculdade de Letras.
Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a
vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de
Gramática Portuguesa.
A depressão aparece quando menos
esperamos, de um momento para o outro há pessoas que são invadidas por uma
angústia inexplicável com um sem número de manifestações.
Poderá ser vontade de chorar, falta de
apetite, vontade de estar isoladas, enjoo, dor de cabeça, apetite voraz,
insónias, etc., etc.
Não será necessidade de afecto? De
termos alguém que nos valorize? Ou será uma forma de compensar alguma
frustração?
Poderá ser qualquer uma das situações
mencionadas ou todas em simultâneo.
O povo diz: " que cada cabeça
é um mundo"
Será que nos apercebemos quando nos
afastamos dos amigos, dos vizinhos ou dos familiares estamos a contribuir para
tal?
A atitude egoísta de nos fecharmos na
nossa carapaça, de não querermos ver ninguém contribui tanto para esse estado
como as outra circunstâncias.
Por norma é mais fácil culpar os outros
dos males que nos aparecem do que enfrentar com coragem, frontalidade e
naturalidade.
Por
convencimento acho que a vida é um desafio quotidiano, em que todos os dias são
postos à prova a nossa capacidade para resolver problemas ou contornar
obstáculos.
E chegados a este ponto é que os seres
humanos nos distinguimos uns dos outros, quando conseguimos superar provas com
mais facilidades que outros que nos rodeiam e que tudo classificam de difícil,
impossível, falta de sorte, habilidade, etc., etc.
Para superar a solidão têm que ser as
próprias pessoas a lutarem por tal, com iniciativas, com força de vontade, com
perseverança, com muito amor-próprio, de forma a subir os índices de
auto-estima.
Quando abordamos este tema fize- mo- lo
justamente a pensar nos nossos conterrâneos que residem nas aldeias da Beira
-Serra muitas vezes a viverem e a sentirem todas as manifestações que citamos
anteriormente.
No Colmeal existe um Centro de Dia, onde
os habitantes da Freguesia podem comer uma refeição ou podem requerer apoio
domiciliário. Lamentavelmente não existe um monitor ou alguém especializado na
área específica para a área ocupacional.
Quantas e quantas pessoas não gostariam
de ter a possibilidade de partilhar as suas experiências, as suas vivências, a
sua sabedoria.
Há
pessoas que podem se úteis a sociedade desde que se lhe dê oportunidade para
que tal aconteça.
Sempre mantive a firme convicção que as
pessoas devem envelhecer com alegria, com a consciência plena que desempenharam
o seu papel na sociedade com mérito e que estão aptas para darem muito mais a
sociedade, sempre e quando sejam criadas condições para que tal aconteça.
Não devemos continuar a valorizar a parte económica, em detrimento das
pessoas e do seu bem-estar.
Fica
aqui o alerta para quem de direito.
Depois da publicação deste texto em 19 de
Outubro de 2009,verificamos com grande satisfação que o novo elenco da Junta de
Freguesia do Colmeal levou a efeito no passado mês de Dezembro uma iniciativa para
a construção de presepios nas diferentes aldeias da Freguesia.
Parabéns aos organizadores e a Delegação
da União que difundiu a noticia.
“A Junta de Freguesia do Colmeal realizou nesta época natalícia,
actividades de tempos livres com as pessoas mais idosas da freguesia, com o
objectivo de construir um presépio de Natal em diversas aldeias e com a participação
activa da população.
Os resultados foram maravilhosos e os presépios podem ser contemplados nas
aldeias de Sobral, Colmeal, Carvalhal, Aldeia Velha, Soito, Malhada, Açor e
Ádela.
Tratou-se de uma iniciativa que tinha como finalidade promover a participação
das pessoas, o convívio e o lazer, assim como dotar as aldeias com um presépio,
de modo a celebrar a época de Natal e a embelezá-las.
Esperemos que ao desenvolverem-se mais iniciativas deste género, se obtenham
resultados tão frutíferos como os da presente actividade.
.
Delegação da UPFC “
http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/2009/12/presepios-de-natal-na-freguesia.html
“Dois marinheiros de Ádela-
Freguesia do Colmeal combateram ao lado do Comandante Machado dos Santos, na
Rotunda, em 5 de Outubro de 1910.
Sobre este texto está
a capa da "Ilustração Portuguesa", do dia 17 de Outubro de
1910 tendo em segundo plano as trincheiras da Rotunda, que mais tarde se viria
a chamar do Marquês de Pombal, em Lisboa, onde se deram os principais combates
durante a implantação da República.
Esta revista era na
altura o suplemento do jornal "O Século". Mais tarde mudou
de nome para "Século Ilustrado".
Em primeiro plano e em
posição de "alto armas" está o marinheiro Alfredo Alves de
Almeida, natural de Ádela. Este militar que fez carreira na Armada, era irmão
dos falecidos Manuel Alves, Ana do Alves,Virgínia de Jesus Alves e como é lógico da restante irmandade,
sendo portanto tio, entre outros, do Afonso, da Alice, da Silvana, da Carminda
e da Matilde de Ádela e da Maria Virgínia do Colmeal.
Não tem descendentes
directos porque durante uma epidemia de tuberculose que grassou em Lisboa na
primeira metade do século XX, a sua esposa, que era funcionária do Hospital de
S. José, contagiou o marido e os filhos com aquela doença, tendo falecido
todos.
O segundo marinheiro natural de
Ádela, que também esteve nas Trincheiras da Rotunda
Chamava-se José Domingues d'Almeida
e era irmão da tia Maria da Eira, sendo portanto tio de Gentil de Almeida Pena.
Optou por sair da Armada e ir para
a CP tendo posteriormente sido funcionário da Companhia do Gás.
Era conhecido como "Tio Zé de
Belém" por ser habitante daquele bairro da capital onde era uma figura
muito estimada.
Faleceu nos anos sessenta do século
passado com setenta anos de idade.
“ Fonte in Ádela - Ecos do Tecto do Concelho Góis
“
http://adelaldeia.blogspot.com/2009/10/blog-post.html
“Uma história
contada em ambas as aldeias, Sobral e Ádela, trata de um jovem homem do Sobral
que namorava uma rapariga em Ádela, que fica à volta de 4 km de distância.
Uma noite, já
estava escuro, ele queria ir visitar a sua amada. A sua mãe proibiu-lhe de sair
de casa a uma hora destas por causa dos lobos. Mas ele não desistiu e assim
enganou a mãe, pondo peças de cortiça em forma de um corpo por debaixo dos
cobertores da sua cama, para fazer parecer que estava deitado a dormir, saindo
pela janela para a noite fora.
Nesta noite a
sua mãe teve um pesadelo, sonhou que o seu querido filho tinha sido atacado por
lobos. No dia a seguir a única coisa que se encontrou do rapaz foram os seus
pés ainda nos sapatos, o resto tinha desaparecido.
Uma mulher da
aldeia contou-nos que o seu avô, Dionísio Vicente, era proveniente da aldeia de
Pessegueiro no Concelho da Pampilhosa da Serra e namorava uma rapariga na
Aldeia Velha.
Uma noite
deixou o Pessegueiro e meteu-se ao caminho para a Aldeia Velha para no próximo
dia seguir ao Colmeal onde queria tratar dos papéis para o casamento. Quando
estava a caminhar, de repente apareceram três lobos e circundaram-no.
Ele pensou que
a sua vida tinha chegado ao fim e que já não era preciso de tratar do
casamento. Mas entretanto, na Aldeia Velha, uma cadela que lhe era familiar
pressentiu que alguma coisa estava mal e correu à sua ajuda.
Esta cadela
corajosa lutou contra os lobos, dando assim ao jovem homem a oportunidade de
fugir e ele chegou exausto e sem ar mas salvo à Aldeia. A cadela que lhe salvou
a vida regressou três dias depois toda ferida, mas com os cuidados do jovem ela
sobreviveu.
E assim o
casamento sempre se realizou e nasceram gerações futuras graças à coragem de
uma cadela.
Como em tantas
aldeias da região as pessoas do Sobral trabalhavam e divertiam-se juntos.
As pessoas mais
velhas ainda se lembram do tempo quando costumava haver bailes de noite, da
música de concertinas e guitarras e quando no Carnaval se disfarçavam com a
roupa dos avós e festejavam. “
"In - Histórias / Sobral - Góis "
Marcelo José das Neves Caetano
Nasceu em Lisboa em 1906. Filho de José Maria Alves Caetano, de
Pessegueiro (Pampilhosa da Serra), e de D. Maria das Neves, do Colmeal
(Góis), herdou do pai o amor à terra dos seus antepassados. Foi
Regionalista de coração e amigo das gentes da Beira-Serra.
Inteligência brilhante, o Professor Doutor Marcelo Caetano foi um dos
maiores mestres portugueses de Direito, grande investigador,
historiador e doutrinador. Foi reitor da Universidade de Lisboa e
legou-nos uma obra vasta e profunda de índole jurídica, sendo
justamente considerado um dos maiores publicistas do seu tempo, a nível
nacional e internacional.
Como político, ocupou os mais altos cargos do Estado Novo, vindo a
exercer as funções de Presidente do Conselho após a morte de Salazar. A
Revolução de 25 de Abril de 1974 exilou-o no Brasil, onde morreu em
1980, estando sepultado no Rio de Janeiro, por sua livre e expressa
vontade.
"In Site C.M.P"
O Colmeal também venera o Mártir São Sebastião e
todos os anos em Janeiro, quase sempre em 20 de Janeiro data da sua morte, organiza-se um
bodo oferecido alternadamente por cada aldeia da Freguesia.
Em Portugal, a sua popularidade pode ser avaliada
pelas largas dezenas de povoações de que é padroeiro; pelas várias igrejas,
capelas e ermidas que o têm por orago; e pelas, pelo menos, onze localidades a
que dá o nome. Só na diocese de Braga é padroeiro de quinze confrarias.
Foi sobretudo
no século XVI que o culto a este Santo se intensificou no nosso País. Dom
Sebastião foi, aliás, baptizado com o seu nome, em mil quinhentos e cinquenta e
quatro, por ter nascido em vinte de Janeiro, dia em que assinala a morte do
mártir, “a quem o povo português era muito obrigado por devoção por Deus haver
levantado a cruel e frequente peste destes Reinos, com a vinda do seu braço.”
O braço de São
Sebastião, conforme refere ainda a Crónica do Padre Amador Rebelo, foi furtado
em Itália e depois oferecido, em mil quinhentos e vinte e sete, por Carlos V,
imperador da Alemanha, a D. João II de Portugal, que mandou depositar a
relíquia no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Também em mil
quinhentos e setenta e três, o Papa Gregório XII enviou, a pedido de D.
Sebastião, duas das setas que tinham servido o martírio do Santo. Aliás, foi no
reinado do monarca “O Desejado” que, em várias terras do País, se passou a
celebrar o dia de São Sebastião.
No Brasil é padroeiro de cento e
quarenta e quatro paróquias. Conta-se que em mil quinhentos e sessenta e cinco,
no dia da sua memória litúrgica, foi visto a lutar ao lado dos portugueses
contra os franceses e os tamoios (tribo de índios tupis), que, na altura,
ocupavam o Rio de Janeiro, cujo nome canónico é hoje São Sebastião do Rio de
Janeiro, cidade de que é igualmente padroeiro.
PADROEIRO DAS
SEGUINTES FREGUESIAS
(entre parentes
os Concelhos)
Mouriscas (Abrantes);
Dornelas, Sequeiros e Souto de Aguiar da Beira (Aguiar da Beira);
Vimeiro (Alcobaça);
Olhalvo (Alenquer);
Mesquitela (Almeida);
Gomes Aires (Almodôvar);
São Sebastião (Angra do Heroísmo);
Cepos e Secarias (Arganil);
Santa Justa (Arraiolos);
Benavila (Avis);
Aveiras de Cima (Azambuja);
Peral (Cadaval);
Câmara de Lobos (Câmara de Lobos);
Vile (Caminha);
Amedo e Seixo de Ansiães (Carrazeda de Ansiães);
Almaceda (Castelo Branco);
Cadafaz e Ratoeira (Celorico da Beira);
São Paulo de Frades (Coimbra);
Coutada e Ferro (Covilhã);
Figueira dos Cavaleiros (Ferreira do Alentejo);
Maceira (Fornos de Algodres);
Barroca, Capinha e Escarigo (Fundão);
Colmeal (Góis);
Cativelos (Gouveia);
Meios, Ribeira dos Carinhos, Vila Cortes do Mondego (Guarda);
São Sebastião (Guimarães);
Alcafozes (Idanha – a – Nova);
São Sebastião (Lagos);
Calheta de Nesquim (Lajes do Pico);
Bigorne e Vila Nova de Souto D’El Rei (Lamego);
Regueira de Pontes (Leiria);
São Sebastião da Pedreira (Lisboa);
Boliqueime (Loulé);
Marteleira (Lourinhã);
Bagueixe, Chacim e Vilarinho do Monte (Macedo de Cavaleiros);
Caniçal (Machico);
São Sebastião dos Carros (Mértola);
Póvoa (Miranda do Douro);
Cabanelas, Cobro, Romeu e Vale de Salgueiro (Mirandela);
Valverde (Mogadouro);
Baldos (Moimenta da Beira);
Meãs do Campo (Montemor – o – Velho);
Carva (Murça);
Valado dos Frades (Nazaré);
Sobral da Lagoa (Óbidos);
Vilar Barroco (Oleiros);
Quelfes (Olhão);
São Sebastião da Feira e Vila Pouca da Beira (Oliveira do Hospital);
Paradela (Penacova);
Castelões (Penafiel);
Castainço e Granja (Penedono);
Cumieira e Espinhal (Penela);
Serra D’El Rei (Peniche);
Atalaia, Bogalhal, Souro Pires e Vale de Madeira (Pinhel);
Ginetes e São Sebastião (Ponta Delgada);
Carreiras (Portalegre);
Pedreiras e Serro Ventoso (Porto de Mós);
Rendo (Sabugal);
Fornelos (Santa Marta de Penaguião);
Carragozela (Seia);
Penso (Sernancelhe);
Vale de Vargo (Serpa);
Cernache do Bonjardim (Sertã);
São Sebastião (Setúbal);
Sines (Sines);
Alfarelos e Degracias (Soure);
Meda de Mouros (Tábua);
Pereiro (Tabuaço);
Granja Nova e Vila Chã da Beira (Tarouca);
Horta da Vilariça e Souto da Velha (Torre de Moncorvo);
Zibreira (Torres Novas);
Chafé e Darque (Viana do Castelo);
Budens (Vila do Bispo);
Candoso (Vila Flor);
Queiriga, Touro e Vila Nova de Paiva (Vila Nova de Paiva);
Sarnadas de Ródão (Vila Velha de Ródão);
Algoso (Vimioso);
Edral (Vinhais)
Dr. Paulo Ramalho, Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Vira-se no Colmeal um que já morreu para o Padre que, coitado, também
já morreu:
- Ó Senhor Padre, ficou-me um bocado de carne de porco espetada nos dentes
desde o Entrudo até agora. Será pecado comê-la na Quaresma?
Responde-lhe o Padre:
- Bem, homem... se ela já lá está suponho que não será pecado...
Vai ele e atira-lhe:
- Então olhe, muito obrigado pelo indulto. É que eu tenho um presunto
espetado nos dentes da forquilha e estou com umas ganas de comer nele..."
História contada por Maria da Luz, da Aldeia Velha, Colmeal
O Blangadesh é o País em maior perigo de desaparecer,
casos as águas do oceano subam mais de dois metros.
Com apenas um metro de aumento dos oceanos,15% do país ficará
submerso.
No Blangadesh vivem 140 milhões
de pessoas.
Em 2007 foram vitimadas mais de Dez mil pessoas atingidas
por um ciclone da categoria 5 ,e que deixou imensa destruição.
Este País tem sofrido nos últimos 100 anos mais de 500
ciclones que se formam na Baia de Bengala.
É uma zona do Oriente muito fustigada e aquela que é o
espelho que reflecte a irresponsabilidade como todos temos tratado o nosso
planeta.
Se não houver mudanças radicais das nações mais
poluidoras este processo vai acelerar depressa.
Procura-se segredo de justiça .
Vivemos num País em cada dia se desenvolvem
factos políticos e germinam como se de cogumelos se tratassem, novos casos de
corrupção.
E são tantos ao mesmo tempo, que assim como
são noticiados, assim desaparecem para dar lugar a outros mais recentes. E
desta forma passamos a discutir o
acessório e não o essencial.
Parece-me a mim que é tão grave passar o
segredo de justiça (cuja informação é passada por membros do sector judicial)
como também publicar ou divulgar os mesmos. (o segredo de não revelar a fonte)
Em ambos casos a gravidade atinge proporções
inqualificáveis, são dum alto grau de importância e pasme-se, quase ninguém a
discute.
A nível interno no sector judicial deveriam
ser mais rigorosos e blindar estas informações, a nível da comunicação social
deveriam ser mais responsáveis e não desculparem-se com a lei do mercado e da
concorrência no campo mercantil pois todos os proveitos económicos, poderão
transformarem-se em pó, se o nosso sistema democrático não resistir a esta
corrosão, que mina o poder judicial e toda a nossa sociedade se degradar.
É Urgente reformular, e disciplinar o nosso
sistema judicial.
Queremos viver num País, onde a justiça
funcione.
Queremos viver num País onde ninguém esteja
acima da lei.
Queremos viver num País, onde os políticos
mereçam a nossa confiança e que a classe não seja vista como uma seita de
malfeitores sem escrúpulos.
Queremos viver num País, onde os
prevaricadores sejam investigados, julgados e condenados no local certo:
Os tribunais.
Tem características peculiares e ímpares a
gastronomia tradicional da Beira-Serra, pelo que a sua divulgação merece e deve
ser feita.
A nossa região possui uma riqueza nesse campo que ainda
não foi explorada convenientemente.
Daí predominarem as sopas, a carne (galinha,
caça, cabra, porco) e as deliciosas sobremesas.
A rainha das carnes é a de cabra nas suas mais variadas
vertentes. Se for assada a de cabrito tenrinho é a mais procurada pois tem um
sabor único.
Mas a jóia da coroa é a chanfana, invento
secular dos nossos antepassados que conseguiram descobrir a forma de tirar o
máximo de rendimento da cabra.
Esta espécie de gado predomina na nossa
região desde há muitos séculos aproveitando-se todos os seus derivados.
Assim o gado servia para produzir estrume
utilizado para adubar as terras, leite para confeccionar os mais variados
alimentos lácteos, a pele para elaborar vestimenta e artigos úteis no dia a
dia, os chifres eram aproveitados para fabricar infinitos artigos e finalmente
a carne utilizada na alimentação.
A cabra para procriar era aproveitada até
envelhecer o que tornava a sua carne rija e muito gorda.
A chanfana justamente resolveu este
problema pois a carne é confeccionada em recipientes de barro escuro e temperado
em vinho tinto carrascão.
Ingredientes:
- Carne de cabra
- Vinho tinto
- Banha de porco
- Louro
- Alho
- Sal e piripiri
- Salsa
Modo de confeccionar:
Coloca-se a carne de cabra num caçoilo de
barro preto e tempera-se com os ingredientes. No final rega-se com vinho tinto.
Vai ao forno de lenha, cerca de três horas
e deixa-se lá ficar até apurar muito bem.
Mais um muro de 150 metros de
comprimento e dois metros de altura foi construído na cidade de Ostrovany da Eslováquia.
A muralha tem a finalidade de separar a
comunidade cigana, do resto dos habitantes da localidade.
Como sabem a Eslováquia é membro da União Europeia,
veja-se o recente impasse do Presidente em relação ao tratado de Lisboa.
E é esta a U.E, também ela uma federação de
nações repleta de contrastes e com telhados de vidro. Mais uma nota negativa,quando chegar a hora de
censurar o que acontece no resto do mundo em matéria da violações dos direitos
humanos e no combate ao racismo e a xenofobia.
Precisamos reformular conceitos e
procedimentos.
Precisamos reformular a mentalidade da
classe politica.
Precisamos sem dúvida duma lei que puna
severamente os corruptos e os que corrompem.
Entrar para a política só deveria ser para
aqueles que se sentem com vocação de serviço.
Aqueles que têm aspirações de enriquecer
devem ficar na vida privada e desenvolverem os seus projectos.
Se utilizarem métodos menos lícitos, terão
que responder, mas jamais devem utilizar o estatuto que um cargo lhes
proporciona para moverem influências para proveitos próprios ou de terceiros.
Para bem da Democracia e da credibilidade
dos bons servidores públicos é urgente reformular a mentalidade da nova classe
politica.
Somos um grande povo, apenas precisamos de
ser bem geridos.
A depressão aparece quando menos esperamos,
de um momento para o outro há pessoas que são invadidas por uma angústia
inexplicável com um sem número de manifestações.
Poderá ser vontade de chorar, falta de
apetite, vontade de estar isoladas, enjoo, dor de cabeça, apetite voraz,
insónias, etc., etc.
Não será necessidade de afecto? De termos
alguém que nos valorize? Ou será uma forma de compensar alguma frustração?
Poderá ser qualquer uma das situações
mencionadas ou todas em simultâneo.
O povo diz: " que cada cabeça é
um mundo"
Será que nos apercebemos quando nos
afastamos dos amigos, dos vizinhos ou dos familiares estamos a contribuir para tal?
A atitude egoísta de nos fecharmos na nossa
carapaça, de não querermos ver ninguém contribui tanto para esse estado como as
outra circunstâncias.
Por norma é mais fácil culpar os outros dos
males que nos aparecem do que enfrentar com coragem, frontalidade e naturalidade.
Por convencimento acho que a vida é um
desafio quotidiano, em que todos os dias são postos à prova a nossa capacidade
para resolver problemas ou contornar obstáculos.
E chegados a este ponto é que os seres
humanos nos distinguimos uns dos outros, quando conseguimos superar provas com
mais facilidades que outros que nos rodeiam e que tudo classificam de difícil,
impossível, falta de sorte, habilidade, etc., etc.
Para superar a solidão têm que ser as
próprias pessoas a lutarem por tal, com iniciativas, com força de vontade, com perseverança,
com muito amor-próprio, de forma a subir os índices de auto-estima.
Quando abordamos este tema fize- mo- lo
justamente a pensar nos nossos conterrâneos que residem nas aldeias da Beira -Serra
muitas vezes a viverem e a sentirem todas as manifestações que citamos anteriormente.
No Colmeal existe um Centro de Dia, onde os
habitantes da Freguesia podem comer uma refeição ou podem requerer apoio
domiciliário. Lamentavelmente não existe um monitor ou alguém especializado na
área específica para a área ocupacional.
Quantas e quantas pessoas não gostariam de
ter a possibilidade de partilhar as suas experiências, as suas vivências, a sua
sabedoria.
Há pessoas que podem se úteis a sociedade
desde que se lhe dê oportunidade para que tal aconteça.
Sempre mantive a firme convicção que as
pessoas devem envelhecer com alegria, com a consciência plena que desempenharam
o seu papel na sociedade com mérito e que estão aptas para darem muito mais a
sociedade, sempre e quando sejam criadas condições para que tal aconteça.
Não devemos continuar a valorizar a parte económica,
em detrimento das pessoas e do seu bem-estar.
Fica aqui o alerta para quem de direito.