SOL

Um certo galo

Publicação: 27 October 07 08:00 AM

Se a inveja entre as mulheres é uma tristeza, entre os homens é uma vergonha.
Lembrei-me disto porque estava o fim-de-semana passado a ler um certo jornal diário onde um certo crítico, que está sempre maldisposto e ganha a vida a dizer mal de toda a gente, desatou ao tiros para o ar a propósito de um certo escritor que reconciliou os leitores portugueses com o romance histórico.
Este escritor é daqueles homens que aparentemente tem tudo; é inteligente, tem charme, tem pinta, é respeitado socialmente, é um opinion leader incontestado, tem graça e estilo, bom gosto nas gravatas, escreve bem, é de boas famílias e tem uma mulher linda. E como tem tudo, também tem a inveja adjacente de quem tem sucesso e dá galo ao próximo.

E o que é que isto tem a ver com o sexo? Tudo tem a ver com o sexo, e a inveja também. Este escritor tem fama de conquistador e mulherengo, o que lhe dá um certo charme perante as mulheres e um certo galo perante os homens. É mais ou menos como aquele tipo do liceu que era o mais bonito do ano e podia escolher sempre as miúdas que eram todas doidinhas por ele, enquanto os amigos ficavam com os restos.
Os homens são muito competitivos em relação ao dinheiro, ao sucesso e ao reconhecimento. Não lhes basta ter um Porsche com mais cavalos. Para alguns, não lhes basta nada porque estão sempre em competição com os outros e com eles próprios.
E depois há os invejosos, os Tulius Detritus – lembram-se dele? O verme baixinho de A Zaragata, de Uderzo e Goscinny, que andava sempre a fazer intrigas por entre as tropas – que vivem os seus dias a invejar os outros, usando o seu fel para tentar abalar o reconhecimento de quem o tem. São seres possuídos por uma raiva daninha misturada com misantropia profunda, assim uma espécie de alma de porteira, mas com canudo e biblioteca.
Portugal é um país onde o sucesso é sistematicamente criticado, invejado e condenado. Portugal é um país onde os críticos escrevem tudo o que lhe apetece só porque pensam que estão no seu direito, convencidos, coitados, de que as suas ideias são lei e que as suas convicções reinam sobre os leitores. Os críticos vivem na triste ilusão de que a opinião publicada é mentora da opinião pública. O mundo não começa nem acaba nas folhas dos jornais. Há mais mundo cá fora, mas isso é para quem sai de casa.

Há muitos anos o Manuel Luís Goucha, uma das pessoas mais felizes que conheço, disse-me que os críticos são como os gato capados; sabem como se faz, mas não fazem. Eu arrisco a teoria até mais longe: pensam que sabem como se faz, mas não podem fazer.
Quanto ao escritor inteligente e bem parecido que tem aparentemente tudo, desejo que as musas continuem a alimentar a sua veia e que se mantenha à margem desta e de outras palhaçadas, assistindo de camarote ao triste espectáculo da inveja em público. Quem deu o espectáculo, ajudou sem querer a que os leitores se interessem ainda mais pelo livro. E ainda bem. Quanto mais livros se venderem, melhor para a economia.

Comentários

# ccardozzo said on October 27, 2007 8:18 PM:

É obvio que na crónica anterior o que moveu a menina Margarida sobre a prostituição foi a INVEJA

esse sentimento profundamente feminino,  é que apesar de vender 1 milhão de livros há milhares de prostitutas

que tem uma vida sexual cosmicamente melhor e não vendem livro algum,

daqui a 100 anos o que valem 1000000 de livros perante uma vida sexual ma-ra-vi-lho-sa,

meus queridos amigos & amigas o amor não existe, o amor é apenas um subproduto de depressoes obsessões e psicopatias

em suma o amor é uma doença mental,  todas as relações se explicam com base no PODER,

todos os divorcios se explicam com a perda de PODER de um dos conjuges,

as mulher procuram sempre machos com PODER porque isso garante mais sucesso na prole,

os homens procuram as bonitas e bem feitas porque sao mais ferteis e geneticamente ordenadas sem defeitos

logo mulher bonita e bem desenhada tem PODER( e elas sabem que tem), e se os machos nao tem poder temos de fazer

o que as mulheres fazem: 'MAQUIAGEM' temos de falsificar uma falsa ideia de PODER a conclusão que temos de tirar é:

a mulher manda no sexo, e se ela quer PODER, os homens nao tem opçao tem de dar a ideia de ser-mos  PODEROSOS com ALTO STATUS porque as mulheres assim nos educam...

como pode agora uma mulher criticar os homens de quererem dar uma ideia de PODER?

oh minha querida adoravel Margarida é isso que voces querem de nós, nós não temos opção, a menina ja alguma vez ouviu falar

de uma mulher que fugiu com o homem do lixo? nao né! elas fogem sempre com o DIRECTOR GERAL estranho eh lolololoolol

e existe o principe encantado uau logo o filho do rei lol porque nao existe o motorista encantado ??????

aqui não se aprende nada ... como é possível você vender tanto livro...  anda tudo parvo  é o que é...

# surpreso said on October 27, 2007 10:32 PM:

O Goucha tem a vantagem de não pretender aturar mulher ,ao contrário do que acontece com os patetas dos homens ,que somos nós..

# ahbruto said on October 27, 2007 11:34 PM:

Uma certa galinha!

.......................................................................................................................................................................................................................................................................................

Está tudo dito!

# baltasarb said on October 28, 2007 9:30 AM:

Para que os homens que vc tanto critica evoluam, é de esperar que esclareça porque é que a inveja entre as mulheres é uma tristeza e entre os homens uma vergonha. Por que critérios se orienta vc para fazer essa distinção?

O crítico que diz mal de toda a gente, diz mal de toda a gente, pelo menos não faz distinções. vc diz mal dos homens, à excepção do lindo escritor cheio de sucesso e que tem uma mulher linda. Deve ser tudo lindo para aqueles lados. Desconfio, porque nunca vi nada assim na minha vida, tudo do bom e do lindo. Não sei. Não sinto inveja, só não vi.

O que não entendo bem, é que tendo vc tanta beleza como exemplo, porque é que não segue esse exemplo e fica linda também. Passa a escrever coisas lindas sobre os pobres desgraçados que vc abomina e sempre lhes vai dando uma réstea de esperança e vontade de melhorar.

E o escritor tão lindo com a mulher tão linda como é que a tratam a vc, que de não diz nada de lindo. Passa a vida, como aquele desgraçado crítico, a dizer mal dos pobres homens?

Tratam-na bem? Para além de lindos são mesiricordiosos para consigo? Que maravilha. Ainda bem que há gente assim neste mundo. Já viu o que era só gente como vc.

# JoseLuis said on October 28, 2007 11:23 AM:

Cara, Margarida R.Pinto!

Bom-dia e boa disposição, é isso mesmo que desejo.

Cá para mim; a Margarida,não está a se rútil à causa da mulher, visto, a sua  falta de coerência e ingenuidade ignorante leva a  cometer erros crassos.

Primeiro: -- A sua guerra contínua, com os seus 'Zés Palermas'  e depois o baralhar e o tentar trocar  as voltas, só leva à confusão.

-  Hoje, aproveitou a deixa para dar AR à sua danação por um  crítico profissional que ganha o seu pão a fazer crítica literária.  Só o facto de ele ser homem , também tem que  ser invejoso. Pois este 'figurão', nunca se lembrou de dizer algo de mim. -- Estapôres de homens... Os homens, são quase todos assim... Pronto!

Mas os críticos, afinal, são para quê?!... Pergunto eu!

- A Margarida R. Pinto, também não é uma crítica profissional, entre outras coisas?! Não é esse o seu nicho?  Não procura deitar abaixo, tudo o que é masculino porque isso resulta em £$€?? Então!... Não é esta a ordem da vida?

Claro que; para a Margarida, a diferença não está somente na diferença dos orgãos sexuais e na constituição física e biológica, está também na lista de diferenças e defeitos, os seus sentimentos de ciúme e cobiça. A inveja  dos homens, é um mal da pior espécie -- O das mulheres,dá pena e mete dó.  A dos homens é um acto indecoroso.

- Chiça!...Tanto esteriótipo e tanto preconceito, para motejar e deprimir acriminosamente esse sr. crítico e nós a pagarmos por tabela...

Desta vez fui consultar a miudagem, sobre este tema da inveja.

A minha pergunta foi esta: -- Achas que as raparigas da tua escola são invejosas?

Resposta lacónica da Fernanda, que tem apenas nove (9) anitos.

- Sim, acho. Basta eu beijar um miúdo que seja rico e tenha um bom telemóvel para algumas minhas amigas ficarem no ar e notar-se logo a diferença. Então isso não é só inveja?

Bom! Fiquei chocado. Não esperava pelo contrapor dela. Respondi: claro, claro,,,eu também acho que sim. Ora bem!

Saudações e sempre prá'frente é que é caminho. j/l

# JoseLuis said on October 28, 2007 11:37 AM:

OBS: OBS: Eu quero ressalvar:

Deve-se ler acrimoniosamente e não acriminosamente.

Assim: motejar e deprimir acrimoniosamente.

Uau! agora está um pouco melhor. j/l

# mcardoso said on October 28, 2007 6:10 PM:

Esta sua crónica está muito bem! Não que me mova seja o que for sobre o crítico que critica - nem sei quem é! - mas porque estou de acordo consigo sobre a postura (melhor dito: a impostura) que representam a maioria dos críticos que pululam por este país. Pensam que são opinion-makers, pensam... quando a maioria das vezes nem opinião têm e a copiam tipo copy/pasty do que dizem jornais e blogs internacionais! E quanto ao facto de ser a inveja o seu motivo, estou também de acordo. Falhou uma coisinha quanto ao pobre do Detritus: os nossos críticos mais não conseguem que ser a sua mosca companheira (está a vê-la?). Os nossos críticos não conseguem chegar aos calcanhares do Caius Detritus. Sabe porquê? Sabe... é que eles não sabem latim! eheheheh!

Parabéns.

Manuel

# figueiredobatista said on October 28, 2007 8:20 PM:

                          Ficção Brasileira ou telenovela Portuguesa, ou será ao contrario?

              Ao serão, pelas casas adentro a distancia de um incauto botão da Tv. prolifera abundantemente lixo televisivo nauseabundo. Ultrapassando o limite revisteiro de baixo calibre da fotonovela a preto e branco amarfanhada trazida num charter mexicano, a ficção Portuguesa de encher chouriços em televisão apelidada de telenovela prolifera na sua forma galopante, defecando sistematicamente na arte de representação e na língua.

             Absolutamente nada contra o formato e tudo a favor do conteúdo desde que em substancia exista. Persiste o equívoco do rótulo ou categorização adequada a programas de entretenimento  apelidados de telenovelas quando na realidade pretendem ou aspiram a ser séries de ficção Portuguesa. O Busílis reside no facto dos nosso ilustres amigos Brasileiros por exemplo nunca na vida terem tentado materializar em televisão ficção Portuguesa, exímios na arte de produzirem telenovelas aperfeiçoando e refinando no contexto televisivo este formato e embora não seja um consumidor ávido respeitando quem por afinidade se identifica com esta forma de entretenimento muito em voga nos nossos dias é visivelmente notório a forma monocórdica, mortiça e deslavada das congéneres ditas auto-intituladas telenovelas Portuguesas. A produção em grande escala deste consumível televisivo fez negligentemente sobressair a mediocridade dos argumentos e argumentistas, mais a mais com a riqueza que a literatura portuguesa clássica e contemporânea imarcescível possui e irradia possibilitando possibilidades quase infinitas de adaptações potencialmente interessantes e surpreendentes.

             A fraca qualidade de representação salvo honrosas excepções colocando a nu de que quem actua em televisão, nomeadamente nestas actuais sucessões de imbecilidades apelidadas de telenovelas candidatas a etapa seguinte: ficção Portuguesa é tudo menos actor deixando no ar a suspeição que as boas actrizes vão para o céu e as más vão a todo o lado.

             Vende-se frequentemente gato por lebre no que a este produto televisivo diz respeito com contra-indicações e consequências pouco claras principalmente para os intervenientes mais jovens, gerando expectativas não ressarcidas e desvios não isentos de alguma perigosidade assim como um equivoco em relação a arte de representar.

       Contudo nem tudo é mau e a registar o carácter eminentemente pedagógico e actual de algumas séries deste género que almejam a boa qualidade ficcional Portuguesa direccionadas para um publico alvo mais jovem, inclusive institucionalizando a rotatividade de personagens e conteúdos assumindo um carácter lúdico mas também instrutivo frutífero em resultados no fomento de valores e até em largo espectro, artísticos.

  Como diria o ilustre Esteta César Monteiro: “Que é,… querem telenovelas? É.?!”

Jorge Batista de Figueiredo

# Arrebenta said on October 28, 2007 11:47 PM:

Não tive tempo de ler a crónica, e hoje bnão venho fazer humor.

Parece que o detestável Vasco Pulido Valente, senhor de escrita e movido a álcool, se insurgiu contra o outro pêssego, movido a "branca".

Acontece que o execro o primeiro e o segundo... não existe, agora, aparecer isto nas caias de comentários do "Expresso" é grave, bastane grave para quem, como a menina, ou eu, escrevemos:

«(...)Sir Buphinder Sing, O Magnífico, sétimo marajá de Patiala, não era o mais rico, mas era seguramente o mais imponente dos príncipes indianos, com o seu metro e noventa de altura e os seus cento e quarenta quilos de peso. Todos os dias, despachava vinte quilos de comida, incluindo três frangos com o chá das cinco, e três mulheres do seu harém, depois do jantar. Para satisfazer as suas duas principais paixões – o pólo e as mulheres – o seu palácio abrigava quinhentos puro-sangues ingleses e trezentas e cinquenta concubinas, servidas por um exército de perfumadores e esteticistas, destinado a mantê-las sempre apetecíveis para o apetite voraz de Sir Buphinder. Tinha também o seu corpo privado (sic) de especialistas em afrodisíacos, de modo a mantê-lo capaz de dar conta de tão ingente tarefa. Com o avançar dos anos, tudo foi sendo experimentado na dieta alimentar do marajá, para melhor estimular o seu apetite sexual: concentrados de ouro, prata e especiarias, miolos de macaco decapitado em vida e até rádio. Finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio» (...).

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003

«(…) The acknowledged master of his generation in both fields was the Sikh Sir Bhupinder Singh, the Magnificent, the seventh Maharaja of Patiala (...). With his six-foot-four-inch frame, his 300 pounds (…). His appetite was such that he could consume twenty pounds of food in the course of a strenuous day or a couple of chickens as a tea-time snack. (…) To sustain those efforts, his stables harboured 500 of the world’s finest polo ponies. (…) As he came to maturity his devotion to his harem eventually surpassed even his passions for polo and hunting. (…) By the time the institution reached its fullest fruition, it contained 350 ladies. (…) Sir Buphinder opened his harem doors to a parade of perfumers, jewelers, hairdressers, beauticians and dressmakers. (…) Further to stimulate his princely ardours, he converted one wing of the harem into a laboratory whose test tubes and vials produced an exotic blend of scents, cosmetics, lotions and philters. (…) Recourse to aphrodisiacs was inevitable. His Indian doctors worked up a number of savoury concoctions based on gold, pearls, spices, silver, herbs and iron. For a while, their most efficacious potion was based on a mixture of shredded carrots and the crushed brains of a sparrow. When its benefits began to wane, Sir Bhupinder called in a group of French technicians whom he naturally assumed would enjoy special expertise in the matter. Alas, even the effects of their treatment based on radium proved ephemeral (…). His was a malady that plagued not a few of his surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it»

(…). Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

«Quanto ao marajá de Gwalior, esse, imaginou a mais curta e mais extraordinária das linhas férreas de toda a Índia: era um comboio miniatura, também com os carris em prata maciça, que tinha origem na copa do palácio e penetrava na sala de jantar, através da parede. Aí, sentado em frente a um comando cheio de botões, o próprio anfitrião fazia o comboio correr ao longo da extensa mesa, apitando e acendendo luzes e fazendo-o parar diante de cada convidado para que este se servisse do vagão-whisky, do vagão-Porto, do vagão-Madeira ou do vagão-tabaco».

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003

«The passion of the Maharaja of Gwalior (...) was electric trains. (…) It was laid out over 250 feet of solid silver rails set on a mammoth iron table at the centre of the palace banquet hall. (…) By manipulating his control panel, the prince could pass the vegetables, send the potatoes shuttling through the banquet hall, or order an express to the kitchens for a second helping for a hungry guest».

Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002"

Se quiser ver o resto, visite aqui:

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2007/10/um-prola.html

ou vá mesmo às fontes:

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2007/10/um-prola.html

O "autor" que tire o dedo da narina e se dedique mais à escrita, aliás, a escrita não se constrói, quer dizer, constrói-se,mas só queles que já nasceram com ela...

Muito boa noite minha pardalita preferida

Arrebenta

# Arrebenta said on October 28, 2007 11:50 PM:

A fonte correcta é esta

http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/145035

# Laivos said on October 29, 2007 12:46 AM:

Margarida, eu gostaria tanto de poder elogiar a sua escrita! A forma continua corriqueira e inundada de lugares comuns e o conteúdo...deuses..o conteúdo! É obviamente a sua opinião, mas essa da inveja das mulheres ser uma tristeza e a dos homens ser uma vergonha é de antologia!Depois, a congruência é algo que fica sempre bem, mas a prática dela não é o seu forte. Também se achará com as idiossincrasias lá do "tal jeitoso" e para se defender de calhaus catapulta pedregulhos! Nalguns olhos há argueiros  do tamanho de Titanics...

Gostaria de ser menos verrinosa. Por favor, surpreenda-me e abrirei o maior dos sorrisos!

Fique bem

# gigimelovalente said on October 29, 2007 1:54 AM:

MARGARIDA: DIVIRTA-SE À GRANDE E À PORTUGUESA,

LENDO O:

"pretoCÓDIGObranco" em

http://sol.sapo.pt/Blogs/gigimelovalente

Alice Piteira, José CaraAmargo, Tigr'Antunes, D. José d'Alcides - Conde de Coruche - até o Infante D. Henrique e Jacques Saleiro, e outros que tais, estão envolvidos neste terrível enredo...

# SpartanAngus said on October 29, 2007 1:33 PM:

Extraindo o conflito autor vs. critico, que é natural e normal, os traumas da adolescência, a banda desenhada, a felicidade do Goucha e os gatos capados, fica a questão da inveja, da intriga e do julgamento dos outros.

Somos um povo que desperdiça esta curta viagem pela vida preso a pensamentos e atitudes mesquinhas, que só nos torna tristes e infelizes.

A inveja e a intriga, que se complementam de forma tão harmoniosa, são um bom exemplo.

E depois há aquela pretensão, quase infame, de alguns que pensam deter o poder moral de julgar a maneira de ser e estar dos outros.

Os humanos são proactivos, acção implica reacção, atitude implica critica, perfeitamente natural, mas julgamentos morais é que não.

Por isso, cara Margarida, quando critico o que escreve é porque discordo do seu ponto de vista, mas respeito a sua opinião porque terá as suas razões. Aquele velho dito "gostos não se discutem" é errado, gostos discutem-se mas respeitam-se.

Paz e saúde.

# sofiapaula said on October 29, 2007 2:36 PM:

Deu-me gozo ler este Post.Recnheci nele varias situacoes do nosso "viver".

Com uma frase diria que  "nao saem de cima nem deixam fazer..."

Parabens,

sofia

# zerozero said on October 29, 2007 4:30 PM:

Olá Margarida

  Pois é! Toda a gente sabe que a inveja é o sentimento nacional por excelência.

  Eu prefiro sexo...

  Espero que a deslumbrante vista da tua casa (na qual passei algumas vezes antes de ser tua) te inspire na escrita.

  Mas eu... prefiro sexo!

  Um beijo.

Zero

# BrunoBrites said on October 30, 2007 6:18 PM:

Ena tanto 'critico' a atirar pedras!

# BrownSugar said on October 31, 2007 8:52 AM:

Parabéns pelo artigo que aborda uma realidade que infelizmente nos atrofia todos os dias. Não acredito que a consigamos alterar, pois é mais fácil criticar que fazer, é mais fácil desvalorizar que felicitar. É a mentalidade que está alicerçada na nossa cultura e simplesmente ninguém quer isso mude e para quê?? Assim é mais conveniente. Resta-nos ler, comentar e sorrir quando se junta um pouco de picante, deliciando-nos quando deixamos a imaginação voar.

# JoseLuis said on October 31, 2007 9:38 AM:

Viva "BrownSugar"!

Bem vindo como cibernauta a este mundo de ingratos. Concordo consigo. Dizer como se faz, não é o mesmo que fazer; dizer como se escreve, não é o mesmo que escrever.

Até que enfim, que veio alguém mostrar este nosso erro de visão e conseguir fazer, sem precisar de utilizar de crítica matreira e manhosa.  Deixe lá! "Eles" têm uma mentalidade e cultura mesquinha...  Bom! Parabéns e um bom dia.  j/l

# Arathorn said on November 2, 2007 11:00 AM:

Margarida, traz-me uma mini e um prato de pistachos...... antes que começe.

# CPM said on November 2, 2007 10:52 PM:

Boa Noite,

Para mim a inveja é um dos sentimentos mais feios, conheci uma vez uma cigana que me disse, que tinha mais medo de um invejoso do que de uma alcateia de lobos.

Parece-me que ela tinha razão, numa alcateia comem todos, muitos invejosos nem comem, nem deixam comer.

Cumprimentos,

# manuelapinheiro said on November 3, 2007 11:07 AM:

.......... não só o sucesso é criticado.... o insucesso é de igual forma. Somos um País de Invejosos das direitas e das avessas... Olhe o País que temos, a sociedade que insistem em alimentar...mas que sempre foi e assim vai continuar desnutrida. Péssimo Investimento. De que adiantará o movimento económica da venda dos livros se não for para nobres causas.

........   Um Homem, Só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo se for para o ajudar a levantar.....

Penso tratar-se do Rio das Flores.....Enorme, mas EXCELENTE! Parabéns pelo Texto. Em Cheio!!! Bom Fim de Semana.

# manuelapinheiro said on November 3, 2007 11:15 AM:

Correcção Automática .... Galos ´São muito Duros e Traiçoeiros..... Tenho Medo Deles!! Eu Heim!

......... Não só o sucesso é criticado.... o insucesso é de igual forma. Somos um País de Invejosos, críticos e malfeitores, das direitas e das avessas... Olhe o País que temos, a sociedade que insistem em alimentar...mas que sempre foi e assim vai continuar cada vez mais  desnutrida. Péssimo Investimento este........ De que adiantará o movimento económico da venda dos livros se não for para resolver nobres causas ??? ...

........   Um Homem, Só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo se for para o ajudar a levantar.....

Penso tratar-se do Rio das Flores.....Enorme, mas EXCELENTE! Parabéns pelo Texto. Em Cheio!!! Bom Fim de Semana.

# ManuelB said on November 6, 2007 1:12 AM:

Não é só a inveja. A pouca inteligência nas mulheres é igualmente uma tristeza, como se infere de muito do que a Margarida escreve. Claro que os homens também não escapam a essa infausta fatalidade, como é o meu caso, ao vir aqui comentá-la.

Não há quase uma linha do seu texto que não seja – na minha opinião, é claro – a prova de que os seus valores não valem muito. Vê tudo ao contrário. Uma significativa parte (a mais verrinosa) parece descrevê-la a si mesma. Talvez por concordar com Voltaire, que sustentava que o supérfluo é essencial.

É uma verdade que o tal crítico é acerbo – talvez porque é mais lúcido e menos comprometido com os podres poderes que peiam a maioria dos que hoje escrevem nos jornais – e quando foi governante não esteve muito melhor do que aqueles que critica.

Mas tem mais conhecimentos sobre o Portugal do século XIX num dedo do pé que o tal galã-escritor alguma dia conseguirá abarcar em todo o seu apolíneo canastro.

Um (o feio) sabe a fundo da matéria e o outro é estilo-Margarida-Rebelo-Pinto: sabe falazar, pela rama, uma fast-food intelectualóide.

O “azedo” satiriza todas as pessoas, sempre que escreve? Tal qual. E os artigos da Margarida? Não são eles uma permanente e obsessiva catilinária sobre os homens? E o “charmoso inteligente” não faz a mesmíssima coisa na televisão?

Quem verteu fel, tão incontestavelmente como é um opinion leader, (neste país que muda de opinião com frequência, porque precisamente se ampara em sujeitos como este “mulherengo conquistador”) porque a sua mãe-poetisa não teve direito ao luto nacional que se prestou à vidente Lúcia? Se o ridículo matasse, ele faria o sonho de qualquer canal, na guerra dos “shares”: a morte em directo…

Quem foi malcriado, sem “graça nem estilo” com a Manuela Moura Guedes, puerilmente, porque ela o interrompeu nos seus comentários, ofendido por não ter o mesmo tratamento que a TVI reservava a Marcelo Rebelo de Sousa?!

A família dele é melhor que a do “verme baixinho”?! Não me faça rir…

Sobre as mulheres que tem, como já vai no terceiro casamento, talvez fosse mais prudente não se afirmar tão categórica sobre o seu charme e se “tem tudo”, como diz. Aparentemente, alguma coisa lhe falta: ou constância nos seus sentimentos ou aptidão para os infundir àquelas com quem casa.

Mas em algo somos concordes: é de fazer votos que as musas, desta vez se debrucem sobre o “escritor bem parecido” – porque aquelas que reclamou como suas, no best-seller sobre África, afinal já tinham segredado as suas artes a outros confrades.

Talvez com essa conduta se torne afinal “respeitado socialmente” – porque o inspirador da sizania é muitíssimo mais sabedor de História e indubitavelmente superior em inteligência – e pelo que decorre do que acima se diz, também o suplanta nessa qualidade importantíssima, que a Margarida não refere porque não valoriza e nem sempre pratica com quem lhe garante a subsistência: um coisa chamada “honestidade”.

Pela minha escala de grandeza, o “gato capado” é aquele que para ter sucesso, rouba os seus colegas e os seus leitores.

Isso é que é uma tristeza e uma vergonha.

# tiagocortez said on November 15, 2007 4:54 PM:

Romançe histórico, com alguma pinta, opinion maker, é o Miguel Sousa Tavares não é?

Acho irónico que neste Post Margarida fale de um tipo de pessoa e que derepente as pessoas que resolveram comentar este blog se revelem exactamente esse tipo de pessoa. Ás tantas a questão da Margarida afinal é pretinente, afinal isto é um defeito preocupante desta nossa população. Depois também acho estranho que as pessoas que atacam a escrita desta senhora sejam aqueles que a lêem e que ainda por cima se dão ao trabalho de comentar. Provavelmente também gostam de ler, mas como dá um aspecto mais inteligente criticar optam por essa via. Chamem-lhe lugares comuns, esteeotipada, mas o mundo é feito de lugares comuns, não é um defeito nem demonstra falta de intelig~encia escrever sobre eles. AS pessoas gostam de ler sobre isso, inclusive aqueles que criticam.

Epá acho graça

Tiago cortez Pinto

iandiwords.blogspot.com

Para comentar necessita de estar registado