SOL
Horta
27 October 09 03:47 PM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

Uma horta biológica do século XXI




Com tamanha protecção com produtos da tecnologia moderna, contra infestantes, pragas e auxiliares nem o ambiente pode resistir. Um, não, paradigma da agricultura biológica.

O Provérbio: - "Cada um colhe segundo semeia"
Limpeza dos afloramentos no Zambujal
20 October 09 02:34 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

Câmara e INOVA iniciaram limpeza de afloramentos no Zambujal

Foi com satisfação que hoje pela manhã assistimos ao início dos trabalhos de remoção dos entulhos e outros resíduos que estão a ser separados, nos terrenos comunais do Zambujal situados no Monte Grande/Rodelos, em zona de Reserva Ecológica Nacional junto da "Estrada Real" e que cobrem os afloramentos do Jurássico Médio.
Os trabalhos de limpeza estão a decorrer junto ao recinto desportivo da ACRZ no sentido do Gião.
Esta acção da Câmara Municipal de Cantanhede em parceria com a INOVA-EM, era um anseio da população, que vê com agrado as máquinas e equipas técnicas a trabalharem no sentido de preservar o ambiente, o património cultural e natural, que estava a ser mal tratado e destruído.
Estes trabalhos estão a decorrer sob a direcção técnica da INOVA
O "Ferroada" não pode deixar de elogiar esta acção agora iniciada, esperando que seja concretizada totalmente com os devidos procedimentos técnicos recomendados nas zonas onde os afloramentos merecem a classificação já pedida. Pois é um bem que irá ser usufruído pelas gerações de hoje e pelas que hão-de vir. Pensamos que lutar pelos nossos anseios e resolução dos nossos problemas comunitários é um dever. Persistir resulta porque “Ninguém tem o direito de alhear-se dos problemas da sua terra" e quando os problemas são prementes e reais, por mais complexos que sejam existe sempre quem encontre a solução. Basta vontade, querer e acção.
Estamos contentes e expectantes.
 
O Provérbio: - "É a vontade que move montanhas"
Gruta Cantanhede
11 October 09 03:34 PM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

Gruta do Sabadal na Pena-Cantanhede

O Património Natural é óbvio exemplo de sustentabilidade, a sua duração garante-a.

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Nos anos sessenta estudava na Escola Industrial de Cantanhede, o ilustre professor João Lopes Gil a quem muito devo a minha formação integral, era o meu professor de Ciências Naturais, disciplina que tinha como livro de apoio o que acima se mostra. Ora esse livro ensinava que uma das mais notáveis grutas de Portugal é a gruta da Sabadela, Cantanhede, essa gruta fica situada na Pena e as pessoas de lá conhecem-na por "Gruta do Sabadal" e já foi em tempos objecto de muitas visitas de pessoas de fora que por ela perguntavam, hoje até tem uma estrada (variante) recem construída à sua beirinha e já ninguém pergunta pela gruta que se encontra esquecida, abandonada, vandalizada, obstruída. Porque será?

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Esta importante Gruta merece atenção daqueles que detêem o poder eos meios para perservar este e outro património e esta atenção deve ser decidida antes que se destrua o que ainda resta, mais uma obra daquelas ditas como estruturantes e lá se vai o que sustentadamente existe hà muitos milhões de anos e que cuidado é garantia de sustentabilidade económica, por exemplo turismo, existem muitos exemplos.


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A gruta tem dois pares de entradas em níveis de planos diferentes, mas estão obstruídas e as estalactites e estalagmites foram quase totalmente destruídas nestes halls da gruta. As pessoas da aldeia dizem que iam ao seu interior várias dezenas de metros, por galerias com bastantes estalactites, que foram sendo destruídas. A gruta era abrigo de muitos morcegos.
É necessário que o "Museu da Pedra" se projecte neste magnifico "exomuseu" natural e tão antigo, que merece todo o nosso respeito e carinho. 


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A minha sugestão é que as autarquias (Juntas de Freguesia e Câmara) pensem seriamente nas potencialidades que temos, nos planos: - Arqueológico ( tratar do que é referenciado na Carta Arqueológica do Concelho de Cantanhede, estações arqueológicas, Pelício, Pedra do Sino, Outil, Monte Salgado, Pardieiros e fontes romanas), Paleontológico (perservar os afloramentos do Jurássico Médio ricos em amonites e outros fósseis), Geológico (dunas da praia da tocha, estratigrafia do "Horst de Cantanhede" que divide as bacias hidrográficas do Vouga e Mondego, incluir as pedreiras da famosa pedra de Ançã), Hidrológico (Olhos da Fervença e de Ançã, fontes), Cultural (fornos da cal, azenhas e moinhos, forjas, associações, museus etnográficos, etc.), Paisajistico (floresta de pinheiro, carvalheiro e sobreiro, vinha, gandara e dunas), Pré-histórico(têm sido encontrados artefactos em silex em vários locais), e etc..
Penso que um roteiro turistico integrando todas estas potencialidades que são um facto, seria um plano integrante e estruturante, para todo o concelho e com a garantia de sustentabilidade, que o tempo da sua existência confirma, esta sustentabilidade também é económica e de desenvolvimento da nossa população. O país tem tantos organismos para estudar estas potenciades interdisciplinares, se lhes pagamos os estudos é para que sejam postos em prática, para o bem comum.
De quatro em quatro anos assistimos a um frenesim vociferante dos aspirantes ao poder, na defesa de tudo o que é bom, depois, bem! Depois...Nada. Ou nada quase.

O Provérbio: - "Sempre o medo nasceu da culpa"
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Ganir
11 October 09 03:32 PM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

O cão que gania



Um dia, um sujeito foi a casa dum amigo e viu um cão no quintal sentado numa tábua. O cão gania que nem um desalmado, ele perguntou ao amigo: - "Ouve lá pá! o que é que tem o teu cão que não pára de ganir."
- "É pá, ele está sentado em cima dum prego que a tábua ali tem."
- "Então e ele não sai de lá?!"
- "Sabes?! O raio do cão não sai de cima do prego, porque ainda não lhe dói o suficiente para o obrigar a mudar."

Também os há livres

O Provérbio: - "Com o mal dos outros, posso eu bem."
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Legislativas no Zambujal
11 October 09 03:27 PM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

Eleição da Assembleia da Republica (Zambujal 2009)

Secção de voto N-º 4 no Zambujal da Freguesia de Cadima com 610 eleitores inscritos de Zambujal e Fornos
Elementos da mesa da secção de voto N.º 4 da Assembleia de Voto da Freguesia de Cadima

O acto de votar o exercício dum dever e dum direito dos cidadãos

Os resultados da votação na secção de voto N-º 4

PS -129 votos
PSD - 129 votos
CDS/PP - 40 votos
BE - 16 votos
CDU - 13 votos
PCTP/MRPP - 3 votos
MEP - 1 voto
MMS - 1 voto
Votos nulos - 6
Votos brancos - 6

O Provérbio: - "A amar e a rezar ninguém se pode obrigar"

Campanha Eleitoral, Slogans e Cartazes
17 September 09 03:39 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   


No país
Em Cantanhede
No Zambujal
No Largo da Capela
Anunciam-se milagres e transfigurações é tempo de eleições.
EXPOFACIC 2009 e o Zambujal
07 August 09 03:12 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   


A EXPOFACIC é um grandioso evento do nosso concelho e do país, não seria verdade, dizer o contrário. Na verdade esta feira exposição teve um início, um primeiro passo, como acontece em tudo o que existe. No entanto, o grande salto de dinamismo e de afluência popular, no meu entender acontece com a chamada à participação activa na EXPOFACIC, das associações culturais e recreativas do concelho com os seus stands, onde divulgam as suas actividades e das tasquinhas organizadas e geridas pelas mesmas associações. Isto aconteceu em 1994 e coincidiu com a mudança do local do certame para o Parque Desportivo de São Mateus, até ali era realizado no espaço da Escola Secundária. Não duvido que a participação directa dos municípes, foi o gérmen da dinâmica actual.
Desde 1994, o primeiro ano em que a CMC, presidida pelo Dr. Rui Crisóstomo, convidou as associações culturais e recreativas do concelho a participarem na feira exposição, que a Associação Cultural e Recreativa do Zambujal tem dado o seu contributo a este grande evento. O Zambujal com as suas associações, tem participado, activamente na EXPOFACIC e no "Cortejo Etnográfico" com actuações de carácter cultural e os seus habitantes, têm afluído aos eventos. Sem dúvida que sem estas e outras pessoas a EXPOFACIC era uma impossibilidade.
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De pessoas do Zambujal também estiveram presentes, na Expofacic 2009, com stands a “Carpintaria e Móveis Murta” de Rui Paulo e Vítor Murta, “Fogões Duque” de Eduardo e Sérgio Duque, “Quinta da Couceira” de Fernando Porto e Sandra Ramos e “Decisões & Soluções Financeiras” de Ricardo Lourenço.

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Desde 2004, que a Associação Cultural e Recreativa do Zambujal, organiza e administra o funcionamento da sua tasquinha. A equipas coordenadas pelo Presidente da Direcção, que mantêm a tasquinha a funcionar, também no "Tapas & Papas", são constituídas unicamente por elementos sócios da Associação em regime de voluntariado. A Tasquinha com o seu "Bacalhau e Galo à Pápa-Lua" fidelizou muitos clientes de anos anteriores. O fruto do trabalho e serviço na tasquinha tem sido aplicado integralmente nas obras do salão. A ACRZ agradece a todos, colaboradores e visitantes a ajuda prestada.
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Na área do artesanato, a Verónica Rebola e o Nuno Ricardo, mantiveram na EXPOFACIC, à semelhança do "Tapas & Papas", um stand onde expuseram os seus trabalhos de cerâmica, pintura e ecodesigner. Como ambos tocam gaita-de-foles e instrumentos de percussão, animaram a área circundante do stand com as suas músicas.
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Este ano, à semelhança dos anteriores, a EXPOFACIC contou também, com actuações dos grupos folclóricos do Zambujal, “Os Malmequeres”, “Grupo Etnográfico de Danças e Cantares”, “Grupo Etnográfico da Associação Cultural e Recreativa” e ainda com a actuação da “Escola de Música da Associação Cultural e Recreativa”. Também o Tiago Pereira, actuou integrado no seu Grupo "Jabardixie", a Verónica e Nuno actuaram integrados no grupo "Roncos & Curiscos".

Dá para perceber, que a aldeia do Zambujal, apesar de pequena e na periferia do Concelho de Cantanhede, tem gente dinâmica, empreendedora e que colabora com a Câmara Municipal nesta e outras áreas, para a melhoria do Concelho.
Também é por isto que não se compreende, que a atitude da Câmara Municipal, não tenha a mesma disponibilidade para com o Zambujal, em termos de defesa da população e do seu património. "Trocando por miúdos", a população reclama e clama pela intervenção, aliás devida, do executivo da CMC, na defesa dos terrenos comunais, mais de setenta mil metros quadrados, alguns deles confiados em 1964 à administração camarária pelos munícipes, que actualmente estão a ser ocupados e delapidados com conhecimento da edilidade sem que se aplique como é expectável a autoridade autárquica com todos os seus poderes, serviços e meios técnicos, que devem estar ao serviço de quem os paga, os munícipes, estes que são a razão necessária para a existência do poder local.
Não fora a boa educação e dava vontade de dizer ou gritar "PORRA, SENHOR PRESIDENTE, BASTA!!! Trate de defender o património territorialambientalgeológico e paleontológico do Zambujal, que são propriedade de todos" Até parece que, conscientemente, estão a tentar desmotivar os cidadãos munícipes de reclamar o que é justo, exigido pelo exercício da cidadania, através do desgaste provocado por uma (intencional?) espera embarcada em silêncio. A população do Zambujal merece mais que visitas tipo campanhas eleitorais angariadoras de opiniões e votos favoráveis. Somos contribuintes de IMI também, mas quem ocupa território que a todos pertence, não contribui com este imposto, para o município. Também é claro, que aquele que ocupa o que é do vizinho, só prejudica o vizinho, mas aquele que ocupa o que é de todos, prejudica a todos. Será que merecem este benefício, contra os princípios, da equidade, igualdade e urbanidade? Basta vontade, pois a solução é fácil e pacifica, assim se implemente.

O Provérbio: - "Ter esperança, ensina a ter paciência"
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Bairro Social ou gueto? Câmara Municipal não tem tratado bem a população do Zambujal
25 June 09 11:54 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   
Além de permitir a ocupação dos terrenos comunais (baldios) cuja gestão foi entregue à Câmara Municipal, a mesma Câmara Municipal contrariando os estudos e recomendações actuais sobre bairros sociais e reinserção social quer construir um bairro social, no único terreno baldio do Zambujal usufruído desde tempos imemoriais pela população e preservado pela mesma até hoje. A população é a favor da habitação social nos termos que defende num abaixo-assinado contra a construção do referido bairro.


Lisboa, 14 Jul 08 (Lusa) - O presidente da Solidariedade Imigrante criticou hoje o "encaixotamento" das pessoas com fracos recursos em "autênticos guetos", opinião partilhada por um investigador da Universidade Nova de Lisboa que também defende o fim dos bairros sociais.





Como explicou na Semana Social da Praia da Vitória o vice-presidente do Comité Português da Habitação Social, João Carvalhosa:"Acabar com os bairros sociais seria uma medida 'fantástica' para acabar com a concentração dos problemas sociais e com a espiral da pobreza", (A União, 19 de Maio 09).






A origem e os termos do nosso protesto a seguir























(clicar nas imagens para ampliar)


Carta ao Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede

Zambujal, 15 de Junho de 2009

Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede

A população do Zambujal é a favor da habitação social.
Concorda com a ideia hoje vigente e recomendada pela maioria dos especialistas em assuntos de pobreza, a integração das famílias carentes de habitação, devem ser integradas no tecido urbano e no seu ambiente familiar e social.
A população do Zambujal tem acolhido várias famílias, mais de doze, no seu seio, que adquiriram casas que restauraram algumas delas tendo adquirido construções novas sem ser necessária a intervenção da Câmara Municipal em termos de integração social.
Estamos de acordo com a Câmara Municipal quando diz “a solução pretendida pela Câmara Municipal na candidatura apresentada no âmbito do Prohabita, passa pela requalificação de construções em mau estado de conservação, que possam ser adquiridas para o efeito dentro do aglomerado urbano.” ao jornal “Boa Nova” publicado em 31 de Janeiro de 2008 (cujo título “Zambujal assina contra habitação social” refutamos por não corresponder à intenção expressa no documento do abaixo assinado) e em carta que a CMC me dirigiu em 1 de Fevereiro de 2008, (Procº nº 05/2007/19556). Foi por isso que se suspendeu a recolha de assinaturas contra a construção dum “bairro social” no Zambujal, após conhecimento dessa intenção da Câmara Municipal pelo jornal “Boa Nova” de 20 de Dezembro de 2007, mas nunca, a população do Zambujal foi ou é, contra a habitação social com a qual está de acordo nos termos que a Câmara diz pretender, requalificação de construções em mau estado.
O próprio Decreto-Lei n.º 54/2007 do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional. O diploma estabelece a primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 135/2004, de 3 de Junho, que aprova o PROHABITA - Programa de Financiamento para Acesso à Habitação e regula a concessão de financiamento para resolução de situações de grave carência habitacional de agregados familiares residentes no território nacional. Diz o seguinte no seu preâmbulo “Na continuidade de uma orientação já prevista no PROHABITA de favorecer a concessão de apoio financeiro para alojamento mediante a reabilitação de habitações e a utilização de fogos devolutos, em detrimento de soluções como a aquisição ou a construção de fogos novos, reforça-se essa orientação mediante a introdução de condições diferentes, mais favoráveis, de financiamento para aqueles fins” seguindo este princípio, a Câmara Municipal tem a possibilidade de melhorar as condições das famílias carenciadas (pobres) porque tem melhores condições de financiamento, até porque poupa em infra-estruturas e servidões.
A recolha de assinaturas foi reiniciada, porque mais uma vez através da comunicação social, jornal “Boa Nova” de 4 de Junho de 2009, voltamos a saber que a construção de doze habitações, bairro social no Zambujal, “…Ainda assim a obra, é para avançar”. Ao contrário do que acontece nas outras freguesias, Cantanhede, Febres e Ançã, onde já existem bairros sociais que vão ser requalificados e bem, no Zambujal aldeia da periferia do concelho e da freguesia, logo afastada de tudo o que é necessário, serviços, centros médicos, mercado de trabalho, etc., para uma efectiva melhoria da qualidade de vida das famílias a integrar socialmente, pretende-se construir um bairro de raiz contra tudo o que é recomendado, pela maioria dos estudiosos da matéria e o bom senso aconselha. Isto é “juntar a fome à vontade de comer” porque a aldeia do Zambujal é uma aldeia de gente também com carências e outras “remediadas”. É legitimo que perguntemos ao Senhor Presidente, qual é a motivação para esta construção que refere como estruturante, estruturante de quê?

Quanto ao terreno onde a Câmara quer construir o dito bairro social de 12 habitações, este terreno rústico da freguesia de Cadima, no “Poço do Vale” com a área de 2010 m2 e com o artigo matricial n.º 18488, tal como dois terrenos no “Monte Grande” um com a área de 8420 m2 e com o artigo matricial n.º 18192 e outro com a área de 3500 m2 e com o artigo matricial n.º 18181 e outros como por exemplo “Casa do Louro” 70 m2, “Fonte Perto” 770 m2, “Marco” dois terrenos com a área total de 2070 m2, “Poço” 1370 m2, “Coimbrão” 120 m2, “Chão do Pousio” 25500m2, foram em 1963/1964 aquando do “decalcamento” revisão do cadastro matricial, confiados à Câmara Municipal, por serem terrenos comunais (baldios) usufruídos no que podiam dar, pela comunidade que os preservou por tempos imemoriais, confiando na Câmara consideraram que estariam seguros, reafirma-se que o terreno do “Poço do Vale” (18488) está precisamente nas mesmas condições dos terrenos do “Monte Grande” (18181 e 18192), no entanto ainda há poucos anos a Direcção duma associação do Zambujal solicitou à Câmara Municipal o terreno do “Poço do Vale” para ali construírem um equipamento ao serviço da cultura e recreação (salão e sede) e a Câmara Municipal disse-lhe que não podia ceder o terreno porque aquele era propriedade da população, hoje diz que é da Câmara, etretanto o que mudou? Quatro camiões estacionam na via pública (rua principal) sem passeios, foi sugerido que se fizesse um parque de estacionamento para pesados no “Poço do Vale” nunca houve resposta da Câmara, continuando o estacionamento dos camiões na via pública o que constitui grande perigo para os peões, que são obrigados a circular na faixa de rodagem, onde não existem passeios. O terreno do Monte Grande (18192) 8420 m2, considerado baldio pela Câmara quando uma pessoa propôs comprá-lo, deixou de ser a seguir para que um construtor civil o ocupasse com a permissão da Câmara e os documentos conhecidos indicam que os serviços técnicos cometeram “erros” contrariando os despachos do presidente da Câmara, criando uma situação complexa que a Câmara não tem vontade de resolver, a própria Junta de Freguesia em oficio de 7 de Agosto de 2006 dirigido ao Presidente da Câmara pede a intervenção devido a “Ocupação abusiva – Baldio no lugar do Zambujal” referindo-se ao terreno 18192, não se verificaram quaisquer consequências no terreno o mesmo tem acontecido perante outras denuncias e reclamações efectuadas.
Quanto ao terreno no “Monte Grande” (18181) há pouco mais de dez anos, porque os serviços técnicos da Câmara tencionaram referenciar o mesmo, este foi surribado durante a noite onde foi plantada uma vinha, sem uma tomada de posição da Câmara Municipal. Quanto ao “Chão do Pousio” (16715) 25500 m2, onde estão situadas formações geológicas consideradas importantes pelo Departamento das Ciências da Terra da Universidade de Coimbra, expressas em parecer de 10 de Fevereiro de 2006 no qual se pede a classificação dos afloramentos como “imóvel de interesse municipal” para travar a destruição sistemática dos mesmos, porque constituem património geológico, paleontológico e cultural de interesse, nada foi avançado no terreno para defender este património, entretanto a Câmara classificou uma habitação em Cadima e um armazém em Vilamar como edifícios de “interesse público” Acta nº 06/08 Ponto 2 da Assembleia Municipal . Os afloramentos onde a Universidade de Coimbra dá aulas práticas de estratigrafia, nem sequer foram discutidos pela Câmara. Grave também, é que considerando estes terrenos situados na Reserva Ecológica Nacional, logo protegidos por sistema legislativo especial, têm sido com a permissão da Câmara, objecto de destruição para além dos referidos afloramentos, de importantes habitats da flora e fauna e ocupados por particulares, deposição de lixo e de resíduos de alcatrão, resultantes da obra de saneamento que tem como dona a Câmara Municipal numa extensão de vários hectares, que ainda não foram removidos apesar denotificação para tal do SEPNA/GNR em 2007, isto constitui um flagrante desrespeito e incumprimento do regulamento do ambiente pela Câmara Municipal que o aprovou e obriga ao cumprimento dos munícipes, mas que se acha no direito de não “cumprir” e respeitar.
Por tudo isto, como pode a Câmara Municipal não se achar de má “consciência” para vir impor ao Zambujal a aceitação da construção dum “bairro social” sem que no mínimo venha esclarecer a população, sobre a sua pretensão de perturbar o tecido social, urbanístico e comunitário da população da aldeia?
Primeiro a Câmara Municipal, deveria resolver os problemas que ajudou a criar ou permitiu que se criassem, os quais conhece muito bem há vários anos. Depois criar e em primeiro lugar, resolver a falta de serviços e infra-estruturas de que a aldeia carece e só depois, oferecer as boas condições criadas no Zambujal aos outros carenciados que delas também necessitem, parece-me que não é justo nem bom para ninguém o que a câmara está a fazer e a permitir que se faça no Zambujal (tudo o que se referiu é do conhecimento da Câmara) nomeadamente ocupação e usurpação de terrenos comunais (que foram preservados pelos nossos antepassados), destruição do meio ambiente e de ecossistemas, criação de condições passíveis de contaminar o aquífero da Bairrada que alimenta a exsurgência dos “Olhos da Fervença”, destruição do património arqueológico, paleontológico, geológico e da Reserva Ecológica Nacional. Duas fontes de origem romana abandonadas pela autarquia e a precisarem de intervenção.
A população do Zambujal sempre colaborou com as autarquias e depositou confiança nelas, pois quando pediu uma escola deu um terreno para que ela fosse construída, (inaugurada em 1949), quando precisou dum fontanário colaborou com dinheiro e deu o terreno para a sua construção, quando houve necessidade de tornar a estrada principal transitável deu a pedra, o transporte e mão de obra, quando foi preciso um cemitério deu o terreno para a sua construção, se quis reaver alguns terrenos que antes lhe pertenceram teve que travar uma luta judicial que durou treze anos. Infelizmente actualmente temos que estar vigilantes e atentos, porque até a escola têm intenção de fechar, ver entrevista no jornal “Independente de Cantanhede” em 11 de Abril de 2007.
A Junta de Freguesia de Cadima propôs três terrenos seus em Cadima para a construção das doze habitações, que a Câmara Municipal parece ter intenção de construir no Zambujal, mas a proposta não foi aceite, para que as famílias carenciadas fossem alojadas junto dos serviços de saúde, de decisão local, de apoio social, de creches e centro social e centros de formação. Parece terem preferido alojar as famílias carenciadas num gueto a construir na periferia do Concelho, na periferia da Freguesia e na periferia da aldeia, longe de tudo o que contribuiria para uma eficaz e séria integração social, mais ainda havendo na freguesia mais de doze casas devolutas que poderiam e deveriam ser requalificadas, afim de dar uma habitação condigna às famílias carenciadas junto do seu meio familiar, social e de amizades, querem desenraizá-las daquilo que mais necessitam para além da habitação.
Permito-me perguntar se o que está em causa é realmente ajudar essas famílias carenciadas ou se a verdadeira motivação é um “piscar de olho” de alguns, não carenciados, aos 3,5 milhões de euros que a Câmara Municipal não se cansa de referir?

Realojar as pessoas noutro local, seria estar apenas a mudar o problema de sítio, juntando os problemas num local só “bairro social”, o resultado que se tem verificado é o surgimento dum problema maior que a simples soma aritmética dos problemas singulares, para além de mexer com o tecido arquitectónico da aldeia e com o tecido social,
Solicitamos a V.ª Ex.ª Senhor Presidente, que tome a decisão mais acertada, que seja a melhor para as populações, tendo em conta o que é melhor de facto para as famílias carenciadas, que por fragilizadas, sem poder de negociação, estão receptivas a aceitarem qualquer solução, incluindo as piores para elas próprias e também para as comunidades que as acolhem, debatendo com elas as intenções do “projecto” e as motivações para a sua implementação e sentir dos vários intervenientes.
Assim solicito um debate ou sessão de esclarecimento em que estejam presentes os responsáveis eleitos para as autarquias, as populações e as famílias carenciadas para assim se conhecer-mos e apoiarmos o que é do interesse e bem de todos.

Diz, o Presidente da CNIS (Confederação das Instituições de Solidariedade) Padre Lino Maia:
“Os bairros sociais carecem de maior atenção. Eles que são reflexo de alheamentos colectivos, erráticas políticas sociais e ostracismos educacionais. Muitos deles surgiram à margem de qualquer ordenamento do território, não têm beneficiado das necessárias obras de requalificação, beneficiação ou enquadramento ambiental, recebem novos moradores sem terem sido acolhidos e integrados e vêem-se convertidos em guetos.”

Com os meus melhores cumprimentos e disponibilidade

Carlos Alberto Rebola Pereira

PS – No Zambujal existem casas à venda que poderiam ser requalificadas para o fim que a Câmara se propõe. Decerto que na freguesia de Cadima e nas localidades onde vivem as “famílias carenciadas” é possível a aquisição de habitação condigna sem desenraizar as referidas famílias do seu meio social, familiar e de amigos.

Dois exemplos aqui no Zambujal






Nota - Os links na carta são posteriores ao envio desta carta que foi entregue em papel.

O Provérbio: - "Da pobreza, tira o forte riqueza mais nobre"

Santo Agostinho dizia "O mais difícil, é combater a Douta Ignorância"
14 June 09 03:11 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

Na Reserva Ecológica Nacional do Zambujal, em terrenos baldios sob administração das autarquias continua-se a destruir o património geológico e paleontológico e a preservar-se no local, o lixo e os milhares de metros cúbicos de alcatrão provenientes das obras de saneamento da Câmara Municipal de Cantanhede, aqui é que a Câmara deveria hastear com pompa e circunstância a bandeira ECO XXI e num monte de lixo a fazer de palanque defender as boas práticas ambientais reconhecidas aqui, pelo hastear da bandeira ECOXXI.

(clicar nas imagens para ampliar)


Esta amonite há mais de 140 milhões que "repousava" neste local que já foi um mar de águas tropicais azuis e pouco profundas, paraíso usufruído por criaturas não humanas. Esta amonite podia ser observada e estudada no seu meio natural, como uma extensão aberta do "Museu da Pedra" (paradoxalmente um museu da pedra sem um único geólogo, é verdade que tem licenciados em história que provavelmente consideram que não havendo nestas "pedras" qualquer inscrição ou símbolos feitos pelo homem, não são documentos são calhaus sem importância, isto é provado pela ausência de interesse e passividade perante a destruição sistemática). Perante esta amonite ninguém podia ficar indiferente à paisagem envolvente que nos leva ao sonho, que nos abre horizontes e nos faz reflectir sobre o que somos, donde viemos e qual será o nosso papel ou missão neste ponto e tempo, da nossa caminhada humana.



É prodigiosa a "Douta Ignorância"!!!
pois deve ser motivo de orgulho em poucos segundos conseguir desfazer em fragmentos inúteis o que levou milhões de anos a fazer.


O tempo como o sentimos e conhecemos, foi estrada dos seres humanos, com o comprimento de algumas centenas de milhares de anos, nesta caminhada chegamos ao século XXI, e o homem evoluiu e caracterizou este tempo de progresso, da tecnologia, da informação e do conhecimento.Mas sem qualquer respeito pela Mãe Natureza e pelos nossos antepassados que a tratavam com carinho, estão a destruir esta rica herança que os que nos antecederam preservaram. Uma vergonha que emerge do abandono dos valores humanos que nos diferenciavam dos animais irracionais.



Isto, já era ..., talvez no futuro se possa ver em vitrinas, posters e prateleiras de museus, o que é tido como defesa e preservação do ambiente e património, até dá prémios...


Após afastamento da blogosfera por motivos alheios á minha vontade, pelo que peço desculpas aos visitantes e amigos que aqui vieram e não viram nada de novo e também aos que esperavam uma visita minha e não a tiveram, também andam por aí a roubar o cobre que transporta as conversas telefónicas e a "banda larga" e de vez em quando também fico isolado, pois destroem as pontes e constroem muros. Recomeço hoje e com mágoa por verificar que destruíram uma das maiores amonites que durante muitos milhões de anos jazia nos afloramentos que Câmara Municipal deveria classificar de interesse público ao menos com a mesma facilidade com que classifica um armazém (ver acta da Assembleia Municipal N.º 06/08 de 09/12/08, ponto 2), que talvez não chegue a durar mais que um milhão de anos. Sustentabilidade e noções socioculturais, que estão na moda defenderem.
O Provérbio: - "A cabeça do ignorante é uma esponja seca"

Apresentação do livro "Pé-de-Vento na Lixeira"
21 April 09 01:25 AM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   
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O Programa de apresentação do livro "Pé-de-Vento na Lixeira, começou com uma visita ao Cabo Mondego, integravam o grupo, populares, vários alunos da Universidade de Coimbra, professores da mesma Universidade, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, a Professora Dr.ª Helena Henriques guiou-nos nesta visita com as suas explicações de especialista mas acessíveis a todos, ela que lutou com fortes argumentos científicos durante catorze anos para que este sítio, autêntico "calendário padrão" do Jurássico Médio e Superior, fosse classificado o que finalmente aconteceu.

Citações do prefácio

 

“O Museu da Pedra do Município de Cantanhede, ao editar tais relatos, cumpre o seu papel de instituição promotora de valores de sustentabilidade junto do seu vasto público, iniciativa que a Comissão Nacional da UNESCO saúda e reconhece como de inestimável interesse na difusão dos princípios subjacentes à Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e ao Ano Internacional do Planeta Terra, actualmente em curso.
Por último, uma especial palavra às autoras e ilustradora que, de uma forma muito criativa e divertida, nos alertam para a necessidade de uma gestão sustentável dos resíduos, destacando que, também eles, podem ter um papel essencial na construção de um planeta mais saudável.”

Fernando Andresen Guimarães

Presidente da Comissão Nacional da UNESCO

"O resultado é uma autêntica lição sobre o que está em causa quando se fala de preservação do meio ambiente e de conservação da natureza, tendo como referência os deveres de cidadania e as novas exigências na forma de lidar com os resíduos sólidos urbanos, que nesta história de Maria Helena Henriques e Maria José Moreno, com ilustrações de Verónica Rebola, se recusam a ser tratados como lixo e reclamam a sua valorização.
Esse é aliás um dos maiores desafios com que as sociedades modernas estão confrontadas, o desafio de promover a sustentabilidade dos recursos naturais e de um ambiente de qualidade, através da consolidação de uma cultura cívica em que os comportamentos tendentes a assegurar as condições necessárias para a redução, a reciclagem e a reutilização dos resíduos sejam uma prática efectiva no quotidiano dos cidadãos."

João Carlos Vidaurre Pais de Moura

Presidente da Câmara Municipal

É editar uma história que é a história de todos os despojos de uma sociedade marcada por um consumo exacerbado de todo o tipo de objectos que rapidamente se tornam inúteis. É a história de uma comunidade de resíduos que, farta de campanhas inúteis em prol dos "3 Rs" junto dos cidadãos, desenvolve outra estratégia, assumindo o seu direito à indignação e lutando activamente por ter uma nova oportunidade na sociedade. E uma história que não trata o lixo enquanto tal. Todos os resíduos que a protagonizam, impregnados de engenho e muito humor dialogam entre si e com o leitor, para o levar a reflectir sobre a séria e complexa situação do excesso de produção de resíduos. Cada um deles esgrime argumentos para persuadir o leitor a ser um apoiante indefectível da sua causa que é, afinal, uma causa comum e da maior relevância, designadamente em termos de saúde pública. Esta, é também uma história que resulta da partilha de princípios de sustentabilidade entre autoras e ilustradora, partilha essa que envolverá agora os jovens cidadãos de Cantanhede, através do melhor mediador do município em matéria de promoção de educação para a sustentabilidade: o Museu da Pedra.

Coimbra, 23 de Janeiro de 2009


Maria Helena Paiva Henriques
Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra

A edição do livro integrada no âmbito das acções do Ano Internacional do Planeta Terra, foi apadrinhada pelo Museu da Pedra de Cantanhede.

A mesa era constituída, pelo Presidente do Grupo Auchan, pela Directora Adjunta da Direcção Regional da Educação Centro que prometeu a integração do livro no Plano Nacional de Leitura (Ler+) e distribuição pelas escolas, pelo Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, pelo Vereador da Cultura, Pedro Cardoso, que prometeu que o Munícipio iria mais além no que este evento significou, pelas autoras Helena Henriques e Maria Moreno que no mesmo âmbito também são autoras com Galopim de Carvalho dos "Contos da Dona Terra", pela ilustradora Verónica Rebola.

Cerca de 200 pessoas, muitas crianças, assistiram à apresentação do livro, que foi oferecido a todos os presentes, as autoras e ilustradora assinaram com dedicatória o livro, a quem o solicitou.

O "lixo" organizou-se um dia na lixeira e produziu um panfleto revolucionário que o vento distribuiu por todos os cidadãos, Dizia assim "Somos RSU! Não queremos ser tratados como lixo! Queremos ser valorizados!"

O livro foi objecto dum momento cénico muito engraçado e bem conseguido, preparado por Nuno Loureiro e oferecido pelo Grupo Auchan.

Espera-se que o "Pé-de-Vento na Lixeira" dê os seus frutos entre os mais novos (o futuro) e que as instituições e mais velhos também acatem e apreendam os seus ensinamentos e os ponham em prática.

O Provérbio: - "Entre falar e fazer, há muito que dizer"

Protesto pela destruição do património ambiental, territorial e cultural no Zambujal entregue ao Presidente da Câmara Municipal
11 April 09 01:49 AM | carlosrebola | 3 Comentário(s)   

Zambujal, 7 de Abril de 2009



Assunto: - Protesto perante a passividade da CMC ao assistir à ocupação e destruição de património que é de todos, considerado importante.


Exmo. Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede



Carlos Alberto Rebola Pereira, contribuinte fiscal Nºxxxxxxxxx, morador na Rua Vale de Zambujal, N.º 108, Zambujal, 3060-115 Cadima.

Senhor Presidente mais uma vez, venho denunciar, a ocupação e destruição recentes a acumular às já efectuadas em anos anterior, do património que é de todos.
Veja nas fotos o que se pode ver no local se for visitado e merece visita. Isto é o motivo de protesto.
Estamos perante, o que pode ser considerado um desafio aberto à autoridade da autarquia (poder local), em evidente desrespeito, vergonhoso, pelo corpo legislativo e regulamentar que tem como objectivo preservar e defender o ordenamento do território, a Reserva Ecológica Nacional, o ambiente, o património cultural e paleontológico que a todos pertence e se encontra no território do concelho de Cantanhede cuja administração e gestão tem como principal responsável o Presidente da Câmara. Até ao momento nada foi feito no local que tivesse como consequência o travar desta que parece ser uma destruição vergonhosa e impune de valores patrimoniais considerados importantes, protesta-se assim contra a passividade da Câmara Municipal.

(clicar nas fotos para ampliar)

Estes “Afloramentos do Jurássico Médio”, depósito de muitos fósseis, situados em terrenos comunais do “Horst de Cantanhede” em plena REN não têm merecido qualquer atenção da CMC, o que tem como consequência a sua destruição que pode ser considerada criminosa.



Atentados contra o ambiente são sistemáticos, com a deposição de lixos, alguns susceptíveis de contaminar irremediavelmente o “Aquífero Cársico da Bairrada” que alimenta os Olhos da Fervença que nos abastece de água ainda potável. Veja estudo de 2000, do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro sobre os Olhos da Fervença.


Resultantes da obra de saneamento da qual é dona a CMC, foram depositados nestes terrenos comunais situados em plena Reserva Ecológica Nacional milhares de metros cúbicos de detritos com alcatrão, como estas fotos mostram.
Um atentado ao ambiente que desrespeita o Regime especial da REN e os próprios regulamentos municipais. Tenho conhecimento que o SEPNA da GNR notificou no sentido da sua remoção, até agora tudo está na mesma. Aliás numa informação jurídica (23 de Maio de 2007), da CMC a que tive acesso através de requerimento à Junta de Freguesia diz, “…em zona REN (Reserva Ecológica Nacional, …caberia à Câmara Municipal, como entidade fiscalizadora, tomar as providências necessárias para autuar os infractores e remover as consequência da infracção” nada foi feito apesar da origem dos resíduos ser do saneamento cuja dona de obra é a própria Câmara Municipal. A Zona de REN referida está contemplada no PDM do Município.

Os afloramentos com importância científica, onde o Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra dá aulas práticas de Estratigrafia conforme parecer da Professora Doutora Helena Henriques, na posse de Vossa Excelência estão a ser destruídos assim.
Nestes afloramentos segundo me explicaram há uma falha que resultou da colisão de África com o nosso continente, é uma singularidade única no concelho de Cantanhede. Teremos que esperar muitos milhões de anos para que se feche o “Ciclo de Wilson” para que se possa repetir tal evento cuja memória da Terra estamos a destruir, ou a permitir que seja destruída?

No local dos afloramentos estas imagens deixaram de se poder obter os afloramentos foi destruído para plantar cedros e eucaliptos e falamos de zona de Reserva Ecológica Nacional.


A mobilização de terrenos em terrenos comunais situados em plena REN continua e a ocupação com demarcação aleatória contra os regulamentos municipais também continua, por incrível que pareça o que se vê nas fotos foi feito este mês mas a CMC em reunião efectuada em Setembro do ano transacto disse que o assunto estava a ser tratado. É este o ser tratado? Não compreendo.

Nesta foto satélite podem-se ver a vermelho o património que está ser ocupado e destruído (salvo possíveis correcções de delimitação) a amarelo está assinalado o recinto desportivo da Associação Cultural e Recreativa do Zambujal que serve a comunidade.
Está-se assim a retirar a possibilidade à geração presente e gerações futuras de usufruírem dum possível “parque” com evidentes potencialidades lúdicas, ambientais, cientificas e pedagógicas, onde se poderia:
- Estudar um período da História do Planeta Terra memorizado na sua “pele” se for evitada a sua destruição.
- Estudar uma flora e fauna peculiares se for evitada a destruição do seu habitat.
- Estudar sobre os aquíferos e lençóis de água devido à existência de nascentes e dum relevo proporcionador ao entendimento das mesmas.
- Estudar os fósseis, principalmente amonites, devido à sua abundante existência, caso não continuem a ser destruídos.
- Estudar “in loco” o Horst de Cantanhede, primeira elevação após a planície gandareza, e que divide as bacias hidrográficas do Rio Vouga e do Rio Mondego, ainda é possível verificar precisamente os locais onde as águas se dividem.
- Estudar os efeitos provocados na crosta terrestre pela colisão dos continentes ou placas continentais que aconteceram há milhões de anos.
Outras potencialidades existem que em conjunto poderiam constituir além do mais um recurso prático e local para visitas dos visitantes do museu da pedra, relacionadas com Paleontologia e Geociências.

Exmo. Senhor Presidente por isto e pela consciência de que devemos “pensar global e agir local” protesto pelo facto de se deixar destruir, nas “barbas” da CMC este património que a todos pertence.
Por um concelho cada vez melhor em todo o seu território, solicito a Vossa Excelência que faça cumprir a lei e os regulamentos municipais e que trave imediatamente este estado de coisas que do conhecimento do Senhor presidente têm vindo a acontecer há vários anos, penso que pode com os poderes, meios legislativos, instituições, entidades e técnicas ao seu alcance e dispor, terminar com esta vergonha e repor o que ainda é possível repor.

Com os melhores cumprimentos
(assinatura)
Carlos Alberto Rebola Pereira



"Tiro o chapéu com respeito e gratidão aos meus antepassados, recentes e remotos que, sem leis de defesa do ambiente, sem protocolos de parcerias empresariais, conservaram o património territorial comunal, o ambiente, as florestas, o solo e as fontes de água, preservando a sua sustentabilidade, ao contrário do que se passa hoje, no século XXI, em que há uma enorme malha de leis que prescrevem a defesa do ambiente, em que há tanta informação sobre consciencialização ambiental, em que há tantos poderes politicamente organizados, com resultados que localmente estão à vista, parece que querem salvar o mundo, sem cuidar de salvar o que cada um tem debaixo dos próprios pés e da vista. É preciso pensar global e agir local. Os lavradores rurais do passado, tantas vezes considerados ignorantes, tinham a sabedoria que hoje por vezes falta, para manter saudável e respeitar a Natureza, que era o seu e também é o nosso suporte de vida."

É de dificil entendimento, que isto se passe num município com prémios de boas práticas ambientais, de geoconservação e de boas práticas administrativas. Parce-me que tais prémios são resultado de avaliações que não têm em conta as referidas práticas.


O Provérbio: - "A boca do ambicioso só fica cheia com a terra da sepultura"
O valor do dinheiro. "Sumo-sacerdotes" dos templos financeiros.
05 March 09 07:31 PM | carlosrebola | 0 Comentário(s)   

 

Os "sumo-sacerdotes" do templo do "todo-poderoso" deus dinheiro, andam a matar pessoas


Eis o "deus" que os senhores do mundo "sacerdotes do templo" adoram sem limites, causando enormes sofrimentos a todos os outros. Esta ignominiosa exploração humana e dos recursos naturais, a continuar atingirá o limite...


No dia em que se comer o último peixe, o último bocado de carne, o último vegetal, no dia em que se beber o último copo de água fresca e potável, no dia em que se respirar a última molécula de ar puro. Só nesse dia os "sumo-sacerdotes do templo do deus dinheiro" reconhecerão que o seu deus não é um deus vivificante. Nesse dia restará somente eles (sobrevivem sempre após as desgraças e catástrofes) e o seu deus, será precisamente nesse dia em que tudo foi o "último" que...


Então o Homem em agonia verifica que não pode beber e comer o dinheiro.


Terá que ser reeditada uma história antiga, expulsar do templo, os agiotas, especuladores, ladrões e assassinos, é preciso expulsar a "chicote" os "sumo-sacerdotes do templo do dinheiro", porque eles andam a matar pessoas, são criminosos assassinos, vestidos de alvas e puras túnicas de anjos celestiais.


Os provérbios: - "O dinheiro tem aniquilado mais almas do que o ferro corpos" e "Quem duvida não se engana"
Destruição de património Paleontológico, impunemente
23 February 09 01:20 AM | carlosrebola | 4 Comentário(s)   

Napoleão, amonites e incompetência






Quando Napoleão Bonaparte com o seu vitorioso exercito chegou às pirâmides de Gizé no Egipto dirigiu a palavra de comando aos seus soldados dizendo (pode ser verdade, que a maioria dos homens soldados não entendeu patavina) mas Napoleão gritou-lhes: “do alto dessas pirâmides, quarenta séculos de história vos contemplam” (Napoleão morreu exilado na ilha de Santa Helena).


O que são quatro mil anos comparados com os mais de cento e quarenta milhões de anos com que nos contemplam, estas amonites do Horst de Cantanhede (Rodelos/São Gião, Zambujal)?





Eram toneladas, que a Natureza num "trabalho" lento mas persistente ao longo de milhões de anos preservou para nós e vindouros.
No entanto gente incompetente, pensando o contrário, em meia dúzia de dias destruiu uma grande parte deste trabalho de milhões de anos. Vejam aqui, e aqui , o que os incompetentes fizeram para "ganharem" meia dúzia de hectares de terreno, em plena REN (Reserva Ecológica Nacional), quando para a eternidade à luz da "fé" um metro quadrado é suficiente se enterrado deitado, de pé é muito menos e se for cremado como a mesma fé fez em tempos não precisa de terreno algum. A isto pode e deve chamar-se "incompetência moral", senhores "napoleonzitos"...

Tínhamos aqui no Concelho de Cantanhede, Freguesia de Cadima, lugar do Zambujal, um património paleontológico e cultural, raro no país e penso que as gerações futuras e as nossas crianças não merecem o que lhes estão a destruir, “gratuitamente”. O abuso também pode ter outras faces além das vulgarmente conhecidas, triste é que há responsáveis e impunes… quem pode decidir e corrigir sabe…Sabem que o que foi destruído em dias e que demorou milhões de anos a construir, pelo "burilar" da natureza em lentos mas constantes movimentos tectónicos, erosão de limpeza que trouxe ao nosso olhar a maravilha destes seres que viveram à mais de cento e quarenta milhões de anos. Será que os "napoleoezitos" moralmente incompetentes se acham tão (pequenos deuses), quase eternos?É de esperar que um dia classifiquem o que já foi destruído ambos com pompa e circunstância. Há muito tempo que quem decide e é competente está alertado.


E não precisa fazer mais, senão aplicar a lei, porque é competente...

É preciso que levantem o cú dos cadeirões dos gabinetes e vão ao terreno, para que não aprovem, impossibilidades como é o caso dum prédio urbano na Fonte Seca, Zambujal com mais de cem metros de comprimento com uma área bruta de 280m2 e que ainda tem uma casa (habitação legal?) de acordo com o estipulado no PDM (?) e regulamento do urbanismo (?) e ainda por cima o referido prédio recentemente licenciado (?) encontra-se na Reserva Ecológica Nacional sem que a CCDRC tenha conhecimento de tal... além de estar fora do sítio (local) descrito… parte do prédio ocupa "ilegalmente" terreno comunal, reagi no exercício da cidadania que me é solicitada.


Venham ver as amonites aos Rodelos, Zambujal e gritem bem alto, napoleoezitos, "posso mostrar-vos bom povo do Zambujal, aqui do alto da minha competência, 140 milhões de história natural"... "as nossas crianças terão aqui o que muitos gostariam de ter, um livro aberto e bem conservado de paleontologia, geologia e estratigrafia, além deste imenso parque (cerca de dez hectares, comprados "milhões de "eiros", com muito esforço por todos nós àqueles que outrora ocuparam ilegalmente, este mesmo espaço, hoje parque graças ao esforço e dedicação da autarquia ao bom povo do Zambujal), onde em ambiente natural e sem esforço maior podemos ver o percurso da mãe natureza na evolução da Terra, a nossa casa."...

Segundo o Professor Galopim de Carvalho e a Professora Helena Henriques me explicaram no que apreendi, esta parte que vemos (fossilizada) não é mais que uma pequena porção da mesma (amonite), a parte terminal do sistema excretor, intestino que resistiu por ter uma grande quantidade de "hematite" (Fe2 O3 ). Ferro, daí a sua cor ferrosa, a carcaça (carbonato de cálcio) era muito muito maior, cálcio (?) ou melhor calcário (CaCO3) que está incorporado na marga, pedra, daí o facto, demonstrado, que podemos respirar "parte do ar" que os dinossauros respiraram o tal (CO3) que fazia porte daquele ar que os dinossauros respiraram há milhões de anos e agora libertado do calcário formado então, através da dissolução do cálcário com ácido diluído em água . Não sei se me expliquei bem, mas entendi o suficiente para perceber a importância do que está em causa, obrigado professores Dr. Galopim de Carvalho e Dr.ª Helena Henriques.

Para melhores esclarecimentos e conhecimento, vão até (Universidade de Coimbra).

O provérbio:- "Se queres conhecer o futuro, olha para o passado."

Malhar (sadismo institucional?)
07 February 09 09:36 PM | carlosrebola | 5 Comentário(s)   
Finalmente a agricultura que produz o pão vai ter desenvolvimentos importantes, o poder político adoptou como instrumento de trabalho uma alfaia essencial ao mundo rural numa das muitas fases da produção do vital pão. Outras importantes alfaias aguardam utilização, numa perspectiva democrática.
Dos espinhos da rosa ou silva se fazem coroas sacrificiais. Poucos recebem as rosas.


(Fonte) da foto

(fonte) da foto



O Provérbio: - "A ferro quente, malhar de repente"

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Inacreditável. Ou talvez não. Coimas para uns, benefícios para outros?
02 February 09 11:19 AM | carlosrebola | 1 Comentário(s)   
Fotos da Saibreira das Arrôtas/Pocariça de Setembro de 2007

(40º 23´21´´N; 8º 34´52´´W)












Entre lixo comum, encontravam-se na referida saibreira, muitos metros cúbicos de placas de alcatrão, resultantes de obras nas vias públicas, (reparações a rede de abastecimento de água?), parece evidente que este tipo de resíduos perigosos não foram ali colocados por particulares, mas sim por quem intervém nas obras da via pública a CMC através da sua empresa INOVA.



Por isso é inacreditável, que a Câmara Municipal de Cantanhede, em vez de aplicar o seu próprio regulamento do ambiente, celebre um protocolo ou contrato programa com a entidade que parece ser a poluidora, atribuindo-lhe uma verba de 17.576,36 € para removerem aqueles resíduos, os 36 cêntimos daquela verba parecem querer dar a ideia que os estudo foi completo e pormenorizado, competente. Foi feito o mesmo para se saber da origem e produtores dos resíduos? Existe oposição a estes casos?
Repare-se na designação da INOVA-EM, foi alterada, é um pequeno e "inocente" passo em que sentido?





(Fonte: - Acta 26/2008 da CMC)





Mas há mais. Vejamos











Depois do suposto cumprimento, do contrato/programa, que previa a remoção dos resíduos colocados na saibreira a INOV e CMC colocaram no local um cartaz a proibir a deposição de lixo, cuja coima aplicável pode ir até 4030 €.


Então não é que colocaram mais alcatrão no local que até se encontra vedado com malha sol? Estará em preparação novo contrato/programa de remoção, será isto auto financiamento ou lavagem de "lixo"?


Pedem colaboração no cartaz, será para seguirem o exemplo da INOVA?



Quanto à dita remoção parece que esta não foi muito deficiente, a avaliar pelas placas de alcatrão que se vêm espalhadas pelo locar podem indiciar que o restante está ali enterrado, como já aconteceu noutros lugares, como na Coutada com os resíduos de alcatrão, resultantes das obras da Câmara para o saneamento na Taboeira e não fica por aqui.




Também aqui "Balastreira" e em território da CMMV (40º 17´ 53´´ N; 8º 38´24´´W) os resíduos de alcatrão das obras do saneamento do Casal-Cadima serviram para esconder centenas de pneus.


Também no Zambujal, foram depositados em Reserva Ecológica Nacional, milhares de metros cúbicos de resíduos com alcatrão, produzidos nas obras de saneamento da CMC sem nunca serem removidos.



Questiono a Câmara Municipal de Cantanhede se estas más práticas ambientais, fortalecem a autoridade da Câmara na aplicação dos seus regulamentos ambientais e outras normas legais, pelos seus munícipes. Questiono ainda onde está a moral para se exigirem taxas de lixo mesmo que não seja produzido. Pessoalmente penso que o que se passa, com esta promíscuo, imoral e muito injusto, o ambiente é um bem propriedade de todos e ninguém deve ser beneficiado pela destruição do mesmo. Há aterros onde estes resíduos de alcatrão são tratados convenientemente, mas ao que tudo indica a INOVA da CMC ganha reduzindo nos gastos de transporte, ficam logo ali e ainda ganha com a sua remoção quando há denuncias como no caso da saibreira das Arrôtas. Parece-me vergonhoso num Município galardoado com prémios de boas Práticas ambientais.


As placas de alcatrão, que aparecem nos locais referidos e noutros, dificilmente se confundem com lixos domésticos ou aparas de jardim, de pessoas particulares.
Que raio de colaboração pedem com estes exemplos? Colocam as placas e são os primeiros a não respeitarem o que dizem. No Zambujal aconteceu o mesmo.

Não devemos ser cumplices destas práticas e tão pouco pagadores.


O Provérbio: - "A lei deve ser como a morte: não exceptuar ninguém"

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