Para lerem a minha última crónicam cliquem em frases estúpidas
Notícia de última hora: Dissi-tarado de Braga publicou hoje a segunda parte da sua crónica sobre As Ratas Portuguesas ----->
http://bit.ly/7xQbNI
Olá pessoal fixe e bloguistas em geral! Gostam de ratas? Então façam bom proveito:
"As ratas portuguesas (I)" ---> http://bit.ly/87lvKr
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conhecer o seu futuro
Vou agora para Lisboa, para fazer o meu segundo curso com Robert McKee, no Teatro Aberto.
Tenho de ir, porque o comboio não espera. Para castigo, deixo-vos com
"O Muro de Merelim" --->

Deixo-vos com as minhas entrevistas a Deus, a propósito da polémica em torno do último livro de Saramago: “Caim”
ENTREVISTA A DEUS – parte 1
ENTREVISTA A DEUS – parte 2
Deus vos abençoe!
Depois de uma análise histórica disparatada sobre a disparatada go-vernação de Portugal, antes e depois da Implantação da disparatada República, penso que a seguinte ideia de Carlos da Maia (um dos oficiais da Armada no 5 de Outubro de 1910), vociferada em Junho de 1911 ao político republicano João Chagas, traduz na perfeição o actual sentimento da “Era Pós-Discurso-das-Escutas”, sentimento este comum quer aos republicanos, quer aos monárquicos: 'Uma revolução pode mudar as instituições, mas em nada altera o carácter dos homens.
Eles continuarão a ser o que eram: perversos e imbecis'. Parece ter-se baseado nesta premissa o discurso proferido no passado dia 5 de Outubro, pelo nosso Presidente da República, quando referiu que “Comemoramos uma República de pessoas” (como se pode constatar, Cavaco Silva, depois da intrigalhada da semana passada, tenta agora reconstruir a sua imagem de homem de Estado, ao garantir aos portugueses que ainda não estamos numa República de porcos ou numa República de burros, mas sim numa República de… pessoas.
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Para ler a crónica completa, clicar aqui
Olá queridos amigos e amigas da comunidade SOL, regresso hoje à vossa companhia depois de um interregno moderadamente comprido (quase tão comprido como a língua viperina do Cláudio Ramos). A minha vida não tem sido fácil… mas continuo a minha luta, em várias frentes de batalha, até às últimas consequências, contra as injustiças de que fui alvo por parte da minha instituição.
A todos os que têm acompanhado o meu caso, agradeço que continuem a divulgar a petição “Liberdade de Expressão para Daniel Luís” , pois já só faltam 300 assinaturas para que a petição possa seguir para a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, da Assembleia da República Portuguesa.
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Hoje vou oferecer-vos uma deliciosa caldeirada, mas só se clicarem aqui
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Já clicaram?
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Ainda não?
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Então vou-vos falar primeiro do tempo para amanhã… Amanhã vai estar uma temperatura e humidade ideais para a realização de actos sexuais ao ar livre, e também nos comícios da Campanha Eleitoral.
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Já clicaram aqui?
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Ok… então aqui vos deixo com a minha estúpida crónica desta semana, para vos aborrecer um pouco, EHEHEHEHE:
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CALDEIRADA ELEITORAL À PORTUGUESA
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No dia 24 de Janeiro de 2005, António Guterres disse, perante apoiantes socialistas presentes no Centro Cultural de Belém em Lisboa, que “seria melhor que outros tivessem maioria absoluta a um governo fraco do PS”. O antigo primeiro-ministro assumiu esta posição “com a autoridade moral de quem viveu seis anos com governos minoritários”. Segundo Guterres, as eleições legislativas de Fevereiro iriam decidir entre “um PS fragilizado e um PS forte com uma maioria absoluta”. Para evitar a “mediocridade económica e a instabilidade, a maioria absoluta do PS é vital para o país” – referiu nessa data o antigo Primeiro-Ministro Guterres.
Hoje, dia 24 de Setembro de 2009, a escassos 4 dias das eleições legislativas, que irão eleger o XVIII (des)Governo Constitucional de Portugal, o Engenheiro António Guterres deve estar a respirar de alívio por não se ter dedicado à carreira de Astrólogo/Vidente (Guterres apenas acertou em “Vital”). É caso para perguntar: se no sufrágio eleitoral do próximo domingo, os portugueses derem uma maioria relativa ao PS, isso quer dizer que o Partido Socialista vai ter que tomar algum bloco de vitaminas de extrema-esquerda para fortalecer o governo? E esse bloco de vitaminas é legal ou é considerado doping anti-democrático?
No dia 25 de Janeiro de 2005, o líder do PSD, Pedro Santana Lopes, dava entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para ser operado a uma hérnia inguinal. Esta entrada de matéria intestinal dentro do escroto do candidato laranja a Primeiro-Ministro, deve ter sido uma das principais razões que levou os militantes do PSD a escolherem uma mulher para disputar as legislativas de 2009, não fosse o diabo tecê-las… pois como bem sabemos, Sócrates só ganhou as legislativas de 2005, porque os portugueses se recusaram a eleger um primeiro-ministro que tinha matéria intestinal no escroto.
Em 2005, os portugueses preferiram escolher um Primeiro-Ministro com a matéria intestinal no sítio certo. Contudo, depois dos polémicos casos da duvidosa licenciatura de Sócrates, do Freeport e por aí fora, os portugueses parece que estão finalmente a convencer-se de que é preferível votar num líder partidário com matéria intestinal no escroto do que com matéria intestinal em órgãos protegidos pela caixa craniana! A ver vamos…
O cenário governamental pós-eleitoral mais provável, seja através de um convencional casamento, seja através de uma união de facto, é uma coligação PS-BE, com Francisco Louçã a assumir a pasta das Desprivatizações (no PREC chamavam-lhe Nacionalizações). Presumo que esta aliança vai aumentar a violência doméstica entre os casais homossexuais, principalmente se um dos membros do casal for accionista da GALP e o outro membro, sonhar casar de véu e grinalda. Como compatibilizar o casamento entre homossexuais com as nacionalizações? Esta matéria assume uma especial sensibilidade, nomeadamente no caso dos homossexuais capitalistas.
Se a soma dos votos no PS mais os votos no BE não proporcionar uma maioria governativa estável, outro cenário pós-eleitoral interessante seria uma coligação PS-PSD. Dadas as diferenças ideológicas e de personalidade entre Sócrates e Ferreira Leite, o melhor é combinarem entre eles, caso se coliguem, que às segundas, quartas e sextas governa o PS, e às terças, quintas e sábados governa o PSD. E ao domingo fazem os Conselhos de Ministros depois da Eucaristia Dominical.
Claro que uma outra coligação bem mais gira seria entre a CDU e o CDS, até porque ambos estes partidos têm em comum o “CD”. E como bem sabemos, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas são exímios dançarinos e beijoqueiros. Líderes partidários mais parecidos não há. Só que um beija à esquerda e o outro à direita. Se se unissem, aí sim, é que haveria uma verdadeira asfixia democrática, com os portugueses e portuguesas a levarem com beijinhos em simultâneo destes dois líderes, em ambas as bochechas.
Uma nota quase-final para dizer umas palermices sobre a polémica que tem envolvido Fernando Lima (promovido agora a ex-assessor do Presidente da República). Depois de "O Meu Tempo com Cavaco Silva", Fernando Lima prepara-se agora para lançar o seu 2º livro, intitulado: "O Meu Tempo com Luciano Alvarez, do Público". E por falar em jornais, detectei uma grande contradição na entrevista que o Primeiro-Ministro deu no último domingo ao Diário de Notícias, e que foi a seguinte: Sócrates apesar de ter dito não acreditar em milagres, ainda acredita no apuramento da selecção nacional p/ o Mundial da África do Sul. Eu sabia que, mais dia, menos dia, haveria de apanhar o nosso Primeiro-Ministro a contradizer-se…
E agora mesmo para finalizar… Apesar dos “Gato Fedorento” terem trazido para a ribalta um pequeno partido – PTP - o Partido dos Trabalhadores Portugueses, receio que o PTP não consiga eleger nenhum deputado, porque o seu potencial eleitorado (os trabalhadores portugueses) está a diminuir assustadoramente a cada dia que passa. É nestes momentos que eu me arrependo de não ter criado o PDP – Partido dos Desempregados Portugueses. Mas tenho esperança de que o potencial eleitorado deste Partido que vou criar, continue a aumentar, e que daqui a dois anos, quando se convocarem eleições legislativas antecipadas, o cenário seja bem mais negro. Nessa altura, o meu PDP terá maioria absoluta na certa!
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Publicado no Correio do Minho, em 24/09/2009
ELIMINATING PROFESSORS
A Guide to the Dismissal Process
Kenneth Westhues
Por que razão se escreve um livro de instruções sobre como podem os dirigentes académicos eliminar um professor? O título é um truque de retórica. O que o autor faz é descrever-nos como isso realmente se faz, tendo por base muitos estudos de caso. E o modo como isso se faz é muito assustador, sendo um processo em que a verdade conta muito pouco.
Russell Eisenman, Department of Psychology, University of Texas — Pan American, book review in The Journal of Information Ethics, 2001.
Ver mais em:
Depois de um ano a escrever as minhas crónicas palermas e satíricas para o Correio do Minho, eis que finalmente, vou de férias, fazer palermices para onde ninguém me pode censurar nem maldizer os meus escritos. Vou passar as minhas férias a Humour Village, no Planeta RisSol, o 69ºplaneta do Sistema de Óleos Saturados da Galáxia 100-Xi-Xi, mesmo ao lado de uma estação de serviço da segunda circular da capital do meu planeta, governado pelo Palhaço Batatoon. A principal actividade produtiva do planeta RisSol baseia-se no cultivo intensivo de hermans, emplastros, benny hills, mr. beans, borat’s, gatos fedorentos e outros espécimes “comeKus” (“cómicos”, na linguagem terráquea). Tínhamos um grave problema ambiental, porque os hermans, emplastros, benny hills, mr. beans, borat’s e gatos fedorentos que não passavam no controlo de qualidade da Associação para a Segurança do Bom Humor, eram deitados fora, abandonados em descampados de beira de estrada e em lixeiras a céu aberto. Era um horror ver estes espécimes com defeito, a vaguear pelas estradas, aldeias e cidades a debitar piadas de loiras e de homossexuais convertidos ao catolicismo heterossexual e a fazer palhaçadas repetidas, que deprimiam qualquer um. Frequentemente tínhamos nuvens negras de mau-humor sobre as nossas cidades, que provocavam muitas alergias respiratórias e potenciavam cancros neuronais, derivados do gosto duvidoso das piadas. Para resolver este problema, consegui convencer o nosso governo planetário, liderado pelo Palhaço Batatoon, a construir em “Humor Village” (a zona do planeta RisSol com mais plantações de Comekus) uma “Estação de Reciclagem de Comekus Defeituosos”, onde os Comekus defeituosos são reciclados em Comekus razoavelzinhos, para serem depois vendidos para bares de fama duvidosa, e também para canais por cabo, como a SIC Radical ou a TV Record, onde desenvolvem medianamente a sua actividade de Comekus (repito… “cómicos”, na linguagem terráquea).
Para terminar, gostava de desejar a todos os meus leitores mais-que-fixes e leitoras mais-que-boas, uma férias formidáveis, mas como sei que isso não vai ser possível para todos, apenas vos desejo umas férias razoavelzinhas, porque muitos de vós irão sofrer graves queimaduras solares, outros de vós (ou quem sabe, eu próprio), irão ficar sem carta e serão encarcerados numa prisão nojenta, com meia-dúzia de camones embriagados até ao tutano, e tudo isto porque insistiram em beber aquele vinho especial, naquela noite de forrobodó com os vossos amigos. Outros ainda terão acidentes de viação, mas com sorte, ficarão apenas com o carro novinho que levaram para férias, totalmente destruído. Ao mais azarados, e que abusem na velocidade e no álcool, talvez lhes restem ainda alguma alguma sorte e talvez fiquem apenas medianamente estropiados, mas ainda assim permanecerão vivos os anos suficientes para fazerem a reabilitação possível em Alcoitão, para que, pelo menos, continuem a mijar autonomamente. Outros de vós serão vítimas de assaltos violentos, principalmente todos aqueles que insistirem em viajarem para o Brasil, para verem com os vossos próprios olhos, antes que uns bandidos vos roubem para os comercializar no mercado negro de tráfico de órgãos, a sétima maravilha do mundo: o Cristo do Corcovado.
Finalmente, para os resistentes que chegarem ao fim das férias com vida, e para fechar com chave de ouro o Verão 2009, está já agendada uma reunião do Conselho de Ministros do Governo PS, pré-eleitoral, onde serão decididas e apresentadas as medidas-choque para o país, que levarão mesmo os mais optimistas com a vida, a se suicidarem. Presume-se que será nesta data que o governo anunciará o encerramento do Alentejo e de outras regiões do interior esquecido e ostracizado. Os resistentes serão levados em autocarros cor-de-rosa, conduzidos por motoristas alcoolizados, para a futura Manhattan de Cacilhas, onde terão acesso aos cuidados de saúde prestados pelos curandeiros que desenvolvem a sua actividade na margem sul. Refira-se que o Alentejo abrirá aos fins-de-semana e períodos de férias para os habitantes das grandes cidades do litoral terem a oportunidade de usufruir da maravilhosa natureza alentejana, e também para se poderem deslocar até ao Algarve.
E, finalmente, muitos de vós, no final das férias, serão internados em casas de saúde mental, não por causa da gripe suína, mas por causa de um esgotamento nervoso provocado pelas vossas sogras, depois de passarem umas semanas de férias em salutar convívio familiar, quer em Portugal, quer no estrangeiro.
Umas boas férias cheias de boas sensações e emoções a todos os meus queridos leitores e leitoras, é o que vos desejo muito sinceramente, porque vocês são os melhores e mais fantásticos leitores do mundo. Desculpem-me qualquer parvoíce e até Setembro (isto caso eu não fique com as minhas tripas a decorar o asfalto das nossas Autoestradas)!
Como estamos em plena Silly Season, a minha crónica de hoje vai ser também muito light, à semelhança dos meus dois últimos escritos publicados aqui no Correio do Minho, a tal ponto de já alguém na rua ter olhado para mim e gritado “Olha a Margarida Rebelo Pinto de Braga”. Honestamente, quero acreditar que tal engano se deveu ao facto de eu ter também cabelo comprido, e não pelo meu género de escrita. Mas também não reagi a estas provocações, não fosse algum tarado que me quisesse violar.
Hoje resolvi falar sobre o livro que vou publicar lá para o final de Agosto ou, no pior dos casos, Setembro (isto caso o meu editor não se arrependa). Será um livro diferente do habitual. E perguntar-se-á o leitor como raio é que me consegui inspirar para escrever um livro. Pois bem, vou tentar explicar-lhe o processo criativo que deu origem ao meu livro (ainda sem título – aceitam-se sugestões).
Estava eu a apanhar meia dúzia de tomates chuchu para dentro de um saco de plástico, quando o meu olhar viajou intempestivamente até ao outro lado do corredor e, fixando-se na direcção das azeitonas, pepinos e pimentos, me permitiu vislumbrar, entre a multidão que se acotovelava a um sábado de manhã num grande hipermercado de Braga, na área das “frutas e legumes”, uma “coisa” amarela e esquisita entre a bancada dos pimentos e a bancada das azeitonas. Peguei nos meus tomates e dirigi-me imediatamente até junto dos pimentos, pepinos e azeitonas e pude constatar que o objecto que me prendia a atenção era um livro de capa amarelo-torrado, ornamentado com um conjunto de letras negras como as azeitonas que se encontravam mesmo ali ao lado, salpicadas de um vermelho pimento incrível, que formavam o título de tão hipnotizante livro: “Cartas de um Louco”. O primeiro pensamento que se me assomou à razão foi que eu nunca tinha divulgado a ninguém as cartas que escrevi quando era transgerder sexual, e muito menos as tinha publicado… De quem seria então a autoria de livro tão belo, ideal para uma salada de letras? Olhei novamente para a bancada dos pepinos e azeitonas e constatei que as cartas eram de um tal Ted L. Nancy, o que despertou em mim um sentimento inexplicável de re-memorialização auto-glorificadora, acorrendo-me à memória um desfile de momentos “retro”, como se de uma torrente de sensações apagadas há muito da minha memória, começasse e atingir-me violentamente no meio dos pimentos, pepinos e azeitonas, enquanto segurava com a mão esquerda o saco dos tomates. A partir daquele mágico momento soube que nada seria como dantes… Fui a correr para casa e comecei a escrever o meu livro.
E quando o leitor estiver com o meu livro nas suas mãos, perguntar-se-à si próprio por que raio é que o livro se encontra paginado em ordem inversa ao comum dos restantes livros que já lhe passaram pelas mãos. Pois bem, com este livro pretendo que o leitor faça uma boa figura perante os seus familiares-amigos-conhecidos-e-outros-seres-que-o-rodeiam. O leitor já está a imaginar a cara de admiração dos seus familiares-amigos-conhecidos-e-outros-seres-que-o-rodeiam, quando repararem que ao fim de 5 minutos com o livro na não, o leitor já vai a três páginas do fim do livro? Vão todos pensar que o leitor é sobredotado intelectualmente. E, como sabe, as mulheres preferem homens inteligentes e com sentido de humor. E sentido de humor é também um atributo que o leitor vai desenvolver em si próprio, a partir da leitura deste livro dissidente. As suas mãos hão-de trai-lo muitas vezes na mudança de página (da esquerda para a direita, exactamente como o seu cérebro está pré-programado para fazer, desde que o leitor aprendeu a ler), obrigando o leitor a ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler repetidamente o mesmo parágrafo vezes sem conta. Foi esta a razão que me levou a colocar as “pathclines” (piadas) mais engraçadas no primeiro parágrafo das páginas da direita, visto serem estes os parágrafos que, certamente, serão os mais lidos, fruto do vício adquirido por anos e anos de uma leitura passiva e sempre com os mesmos movimentos, gestos, atitudes...
Caso este livro esteja nas mãos de uma mulher, contribuirá para causar inveja às vossas amigas, quando estas a virem “já” no fim do livro. Esta opção de paginação invertida permitirá que a estimada leitora chegue pela primeira vez ao fim de um livro, sem qualquer trabalho, dedicação ou esforço, de forma instantânea, tipo: “Ena pá. Hoje estou com vontade de ler umas coisitas… Deixa-me ler qualquer coisinha leve, que chegue rapidamente ao fim…”
Para quem for antes adepto da leitura no colchão, recomendo o uso de óculos especiais para ler na cama, pois são mais resistentes ao choque e à violência. “Mas porque raio é que preciso de uns óculos resistentes para ler na cama” – inquirirá, com ar estúpido, o leitor. Simplesmente, porque quem ler este livro na cama, corre o risco de levar um soco na cara, devido à emissão de perturbadoras e histéricas gargalhadas, que despontarão e emergirão ruidosa e instantaneamente de dentro de si, durante a leitura desta coisa com paginação invertida. Por isso, para salvaguardar a harmonia conjugal, recomendo vivamente que troque a cama pela… sanita.
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Esta crónica foi publicada no Correio do Minho, em 22/07/2009
Caros colegas da academia,
A Reitoria da Universidade do Minho tem ignorado a minha situação, ao ponto de ter dito ao jornal "Destak" de 27/07/2009 que este assunto ainda não chegou à Reitoria. Pois bem, nada mais falso, já que no dia 29 de Junho de 2009 entreguei pessoalmente na Reitoria, um pedido de audiência com o Senhor Reitor, pedido este ao qual ainda não obtive resposta até este momento.
E já que o Director do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional resolveu tornar público o parecer do departamento, com o qual não concordo, razão pela qual irei contestar a decisão do Conselho Cientifico, que se regeu pelo parecer do meu Departamento, ratificando-o de braço no ar. Nem vou aqui falar do sistema feudal que existe no meu Departamento e no Conselho Científico, mas recordo toda a academia que muitos colegas meus usufruíram do biénio, e de mais um ano lectivo, e ainda da possibilidade de requerer provas de doutoramento, entregando as suas teses de doutoramento incompletas, para que o júri as devolvesse, ganhando os doutorandos, desta forma, de 6 meses a um ano para conseguirem completar as teses de doutoramento. Colegas tive que chegaram ao final do biénio sem uma única linha entregue ao orientador cientifico (e isto aconteceu ainda recentemente com um colega meu), mas mesmo assim, o Conselho de Departamento sempre se solidarizou com os doutorandos que se encontravam com consideráveis atrasos nos seus trabalhos. Aliás, sempre houve a tradição de, no meu departamento, os doutorandos usufruírem apenas de dois anos de equiparação a bolseiro, sendo-lhes assegurado em contrapartida, o biénio, sem quaisquer requisitos.
Nos anos que se seguiram ao Mestrado, ajudei alguns dos meus colegas doutorandos, que se encontravam mais aflitos a trabalhar nas suas teses, assegurando-lhes aulas, orientações de alunos, correcções de provas e trabalhos, entre outras ajudas, das quais não me arrependo de ter dado a quem mais necessitava, para que os colegas mais aflitos, pudessem trabalhar no seu doutoramento. Também fui sempre elogiado enquanto professor e enquanto organizador de Congressos, Seminários e Reuniões Científicas. Nunca tive nenhum problema nem processo disciplinar e elaborei um Projecto de Doutoramento bem consolidado e com elevada qualidade, segundo as palavras da minhas orientadora científica, ao contrário de projectos de doutoramento que, com pouco mais de duas dúzias de páginas, foram aprovados em Conselho de Departamento (tudo o que aqui digo, foi testemunhado por mim, e pelos restantes colegas de departamento).
Todo este ciclo de solidariedade interna departamental, funcionou até ao momento em que em Dezembro de 2007, os Doutores do Conselho de Departamento me ameaçaram verbalmente com processos, disciplinares e judiciais, caso eu não acabasse com o meu blogue de sátira social e politica, que nunca se debruçou sobre a Universidade do Minho, centrando-se apenas em análises satíricas da realidade social nacional e internacional. O meu Director transmitiu-me esta decisão do Conselho de Departamento, reforçando a ideia de que alguns doutores do departamento estavam dispostos a irem até às últimas consequências, caso o blogue permanecesse aberto.
Dois meses depois deste triste Conselho de Departamento de Dezembro, o Senhor Reitor recebeu-me e garantiu-me, juntamente com o Professor Paulo Dias, Presidente do IEP, que essa decisão de me obrigarem a fechar o blogue tinha sido ilegal e que os doutores do meu departamento tinham a mania que percebem muito de administração, e que depois cometem erros desta dimensão bizarra, que lesam a imagem da Universidade do Minho. Inclusive ambos se riram quando leram na minha presença os artigos sobre o meu caso, publicados na época pela imprensa nacional, fazendo comentários pouco abonatórios sobre alguns doutores do meu Departamento. Nessa audiência, coloquei o meu lugar à disposição do Senhor Reitor, uma vez que, disse-lhe, não me revia no Projecto da Universidade do Minho, que privilegia e promove o seguidismo para com os nossos superiores hierárquicos, para que a nossa carreira académica decorra sem problemas de maior. O Reitor apenas me disse que me aconselhava a ficar na Universidade, em particular no meu Departamento, e a lutar pelo meu ideal de universidade, o qual assenta numa filosofia mais aberta e mais plural de ideias e formas de pensar e investigar, plural na abertura de mentalidades, liberdades e verdadeiras politicas de emancipação de docentes, alunos e funcionários, que se reflectisse positivamente na comunidade envolvente e numa sociedade cujos cidadãos tenham a oportunidade de expressar livremente as suas ideias, pensamentos e opiniões, sem medo de represálias por parte das chefias, das hierarquias, sem medo de exercer na sua plenitude o seu direito constitucional (e humano) à Liberdade de Expressão.
E também não compreendo como decisões que influenciam de forma tão decisiva a vida de um Ser Humano, possam ser votadas de braço no ar… Sei também que alguns colegas do meu departamento que votaram de braço no ar a favor da não renovação do meu contrato se sentem terrivelmente mal por o terem feito. Mas fizeram-no com medo de represálias por parte das hierarquias. Mais palavras para quê?
E uma vez que o meu Departamento decidiu tornar público um documento que ainda é passível de contestação (tal como pretendo fazê-lo), decidi também tornar público o Pedido de Audiência que fiz ao Senhor Reitor, em 29 de Junho de 2009, para desta forma desmentir a Reitoria, quando diz aos jornais que tem desconhecimento deste incrível caso de perseguição e censura. É lamentável que uma Reitoria de uma Universidade esteja alienada de todo este processo, que coloca em causa a sua própria reputação enquanto Instituição de Ensino Superior, quer a nível nacional, quer internacional. Como já disse atrás, não recebi qualquer resposta da Reitoria em relação ao meu Pedido de Audiência com o Senhor Reitor. Em contrapartida, o Senhor Reitor recebeu-me há ano e meio, quando verificou que a imagem da Universidade do Minho estava a ser afectada com a mediatização da censura que o Conselho de Departamento me fez! E foi graças à intermediação do Senhor Reitor que não avancei com nenhum processo por censura, contra a UM e o meu Departamento.
Embora reconhecendo algum atraso nos meus trabalhos da tese de doutoramento, devido ao clima institucional negativo, nomeadamente a nível humano (tenho sido sistematicamente ostracizado e ignorado por alguns dos mais influentes doutores do meu departamento, que nunca se preocuparam em perguntar se eu, assistente e doutorando, necessitava de alguma ajuda, nem nunca se preocuparam comigo) a que fui submetido no último ano e meio por parte do meu Departamento, sinto-me descriminado porque desde o episódio do blogue, que a solidariedade do meu departamento deixou de existir para mim. Porque é que os doutores que mandam no meu Departamento foram tolerantes, até ao limite da legalidade, para com todos os meus colegas doutorandos, independentemente do seu nível de produção da tese, e comigo, me “despacharam” para o desemprego logo à primeira oportunidade que tiveram? E lamento muito que muitos dos meus colegas que infringiram o ECDU (lembro-me perfeitamente de um colega meu ter chegado ao fim do biénio sem uma linha apresentada ao seu orientador), me tenham exigido, o que nunca lhes foi exigido, isto apesar de eu ter algum trabalho da tese, só não tendo apresentado mais trabalho, devido às más condições de trabalho que tive, principalmente no último ano e meio.
Quero agradecer a todos os colegas da Academia que me têm dado o seu apoio e força, contribuindo para que não me sinta tão espezinhado pelo meu Departamento, cuja estratégia de me enviarem para o desemprego só tem uma designação: Extrema crueldade e uma extrema falta de humanismo para com um colega que sempre os ajudou, como era meu dever enquanto profissional com consciência cívica e solidária, nos momentos cruciais na vida do departamento e das suas carreiras! E o meu Departamento em vez de me pedir desculpa por toda a pressão, perseguição e ameaças que me fizeram há ano e meios, resolveu despedir-me! Quem pode, pode! E quem pode despedir, despede cobardemente, nem que seja por delito de opinião. É isto que eu sinto, caros colegas! Quando confrontei o meu Director com o caso de muitos outros colegas que, mesmo sem terem entregue material que comprovasse o avanço nos trabalhos de doutoramento, tiveram direito ao biénio, e mesmo assim, sem continuarem a entregar qualquer tipo de trabalho, após o biénio, lhes foi concedido mais um ano (a pretexto do serviço docente), e ainda a possibilidade de requererem as provas de doutoramento, mesmo quando os seus trabalhos se encontravam atrasados… (porque as teses lhes erma devolvidas) … o meu Director apenas me disse: “tiveste azar com a orientadora!”. Palavras semelhantes teve o Presidente do IEP, quando ao comunicar-me a decisão do Conselho Cientifico, me disse isto “O Daniel teve azar”. Mas então a carreira académica resume-se a um jogo de casino, de sorte e azar?
E termino com as sábias palavras do Professor José Precioso: “Para os amigos tudo, para os inimigos a lei (neste caso o “EDCU”). Mais palavras para quê? Quem pode manda!
Saudações académicas para todos os que se dignaram ler esta minha longa missiva e faço votos de que este meu triste caso sirva, pelo menos, de reflexão para vós todos, sobre que tipo de Universidade querem para vós, para as alunos e para o país, sobre os poderes vigentes na Universidade e sua liderança e ainda sobre o vosso ideal de Universidade!
Daniel Fernando Martinho Luís
(vosso colega até 7 de Setembro de 2009)
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Quero partilhar convosco uma mensagem de apoio que acabei de receber do Professor Joaquim Sá, da Universidade do Minho, a qual foi também partilhada por toda a comunidade académica
Fez muito bem em se dirigir à academia da forma que o fez. O DSEAE tomou a iniciativa de divulgar um parecer sobre si que justificava plenamente que viesse em sua defesa. Estou certo que muitos de nós esperávamos isso, duvidando apenas que estivesse em condições psicológicas de o fazer. Isto é sério de mais para ficarmos a assobiar para o lado.
Faço notar, que só após a homologação do Reitor é que a negação do biénio se torna efectiva. O Reitor tem aqui uma grande responsabilidade pois recebeu pessoalmente o Daniel Luís e garantiu-lhe que o DSEAE estava a extravasar completamente o âmbito das suas competências ao reunir para o “aconselhar” a encerrar o blog; e foi na sequência dessa reunião que o Daniel reabriu o blog. Portanto o Reitor não pode lidar com esta negação do biénio do mesmo modo com que lida com outras que lhe possam chegar às mãos para homologação. Para além deste aspecto, a deliberação final da UM tem que estar juridicamente sustentada no respeito do princípio da igualdade. Esse princípio é violado se, ao ser negado o biénio ao Daniel Luís, o DSEAE tiver concedido o biénio a outros docentes em situação idêntica ou de maior atraso dos trabalhos de Doutoramento. O Daniel Luís tem alegado isso publicamente e fá-lo de novo nesta mensagem. Ainda mais uma nota: do parecer do DSEAE, depreeende-se mais uma relação de litígio constante entre a orientadora e o candidato do que uma relação de orientação científica. Se o Daniel pediu a substituição de quem o orientava por que não foi atendido esse seu pedido?
A vida vem demonstrando que o pensamento único atrofia a inteligência da instituição, conduzindo a decisões erradas e contrárias ao interesse geral. E quando se quer sustentar o erro como coisa certa, comete-se um outro erro, criando um enredo sem perspectiva de saída. Só uma cultura institucional de liberdade e de abertura ao espírito crítico pode alargar o campo de possibilidades, rompendo com o pensamento enclausurado na perspectiva única, reprodutora de erros.
Um abraço Daniel Luis.
Joaquim Sá"
Muito a propósito do que está a passar comigo, aconselho vivamente a leitura de um texto do meu colega Joaquim Sá, que está publicado no seu blogue pessoal:
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ANEXO ENVIADO JUNTAMENTE COM A CARTA: REQUERIMENTO DE AUDIÊNCIA AO SENHOR REITOR DA UNIVERSIDADE DO MINHO
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Exmº Senhor
Reitor da
Universidade do Minho
Largo do Paço
Braga
Daniel Fernando Martinho Luís, 36 anos de idade, casado, residente na -----------------------, em Braga, portador(a) do Cartão de Cidadão nº ------------------, emitido pelo Arquivo de Identificação de Braga, telemóvel -------------------------, Assistente do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, vem por este meio solicitar, com carácter de urgência, uma audiência com o Senhor Reitor, para discutir o seu futuro na UM, depois dos Doutores do Conselho do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional terem aprovado, por unanimidade, a recusa do biénio que solicitei, com o objectivo de concluir a minha tese de doutoramento. Tal decisão surpreendeu-me, pois foi a primeira vez que esta insólita situação ocorreu no meu departamento, tendo eu assistido nos últimos anos ao facto de o Conselho do Departamento de SEAE tudo ter feito para ajudar todos os seus docentes em formação, tendo, inclusive, ido até aos limites da legalidade sempre que necessário fosse, por forma a proporcionar todas as boas e propícias condições aos doutorandos, para concluírem as suas teses de doutoramento, o que incluía além da aprovação do biénio (independentemente da quantidade e qualidade do trabalho apresentado pelos doutorandos), mais um ano lectivo (a pretexto de manter a continuidade do serviço docente), chegando-se inclusive, ao ponto de terem existido docentes que requeriam as provas de defesa de doutoramento, entregando as suas teses incompletas, para que o júri de doutoramento as devolvesse para trás, para que os docentes as completassem, ganhando-se, desta forma, pelo menos mais seis meses de trabalho para conclusão da tese de doutoramento. Obviamente, que com todas estas prorrogações, os meus colegas concluíram as suas teses, mesmo no limite de tempo, tenho usado de 8 a 11 anos para conclusão das mesmas. Acho de uma grande injustiça que, tendo eu entregue um capitulo e meio da minha tese à minha orientadora, e mais algum material associado, o parecer dos Doutores do Conselho de Departamento ter sido negativo quanto à prorrogação do meu contrato por mais um biénio, por forma a que eu pudesse concluir com êxito a minha tese de doutoramento. O meu Director, Professor Doutor Carlos Estêvão, quando me comunicou a decisão da reunião de dia 17 de Junho de 2009, apenas me disse que estas coisas dependem do orientador. Sendo assim, porque não me atribuíram outra orientadora, quando eu há sensivelmente 15 meses atrás lhe pedi para mudar de orientador científico, dado que se verificavam inúmeras incompatibilidades em termos de trabalho e estilos entre a orientadora Doutora Fátima Antunes e o orientando Daniel Luís (eu próprio). Pedi esta substituição de orientador científico depois da minha orientadora Doutora Fátima Antunes ter discutido comigo e me ter humilhado publicamente num corredor do edifício do IEP, junto à secretaria do departamento, com testemunhas a assistirem, mas a se absterem de parar a humilhação de que estava a ser alvo por parte da minha orientadora científica. E também estranhei o facto de a decisão de recusa do biénio ter sido tomada por unanimidade dos doutores do Conselho do Departamento, os mesmo doutores que há ano e meio (em Dezembro de 2007) me “aconselharam” a fechar os meus blogues de escrita criativa. Como se não bastasse isso, pouco tempo depois, foi a vez do Conselho do meu Departamento me ter “aconselhado” a fechar os meus blogues de escrita criativa, muito populares no país e no Brasil, e ainda me ter proibido de participar em iniciativas ligadas à escrita criativa e ao humor, o que deu, na altura – entre Dezembro de 2007 e Fevereiro de 2008 – azo a que as relações entre mim e o meu Departamento atingissem um grau de grande ruptura, principalmente depois desta alegada “censura” por parte de um órgão que nem sequer tem legitimidade para o fazer, ter sido alvo de algumas noticias na comunicação social nacional e internacional. Solicito mesmo ao Senhor Reitor que seja iniciado um processo de averiguações por parte dos serviços competentes da Universidade do Minho sobre a decisão tomada no Conselho de Departamento de Dezembro de 2007, que deliberou o encerramento dos meus blogues, para averiguar da legalidade das decisões tomadas neste Conselho de Departamento, nomeadamente, a deliberação (palavra que foi substituída mais tarde por “aconselhamento”) de encerrar os meus blogues. Desta forma, como é do conhecimento de V. Exa., desde Fevereiro de 2008 que passei a ser uma pessoa não grata no meu departamento, e a prova disso é que durante muitos meses, muitos dos meus colegas de departamento nem uma palavra me dirigiram, atirando-me para um isolamento que me levou a uma depressão e a procurar ajuda especializada, o que prejudicou o andamento dos trabalhos da tese de doutoramento. Não obstante, entreguei um capítulo teórico completo à minha orientadora científica e mais uma parte de um segundo capítulo capítulo, além de outro material adicional referente a trabalho desenvolvido no âmbito da tese de Doutoramento. Não obstante este problemas já em si limitativos do normal desenrolar dos meus trabalhos de doutoramento, de Janeiro a Março de 2009 tive um grave problema num testículo que me fez gastar imenso tempo a fazer exames em clínicas e hospitais, tendo a minha recuperação sido dolorosa e lenta. Nesta altura falei com o meu Director, Professor Doutor Carlos Estêvão, no sentido de lhe apresentar uma Baixa Médica devido ao meu problema de saúde, tendo-me ele dito que não seria necessário eu colocar Baixa Médica, porque senão teriam todos os meus colegas que andar também sempre a apresentar Baixas Médicas. Outra razão invocada pelo meu Director, foi o facto de eu me encontrar equiparado a bolseiro, pelo que não necessitava de apresentar Baixa Médica. Em Abril de 2009 a minha esposa, invisual, realizou um transplante à córnea, tendo eu dedicado grande parte do meu tempo à sua recuperação, estando no direito de pedir uma licença de apoio à família, dado tratar-se de uma pessoa com um grau de deficiência superior a 95%. Mais uma vez o meu Director “facilitou” o processo porque argumentou que eu estava equiparado a bolseiro.
Apesar de ter estar incompatibilizado com a minha orientadora científica e de ter apresentado trabalho no âmbito da minha tese de doutoramento, o Conselho de Doutores do meu Departamento votou, por unanimidade, a não prorrogação do biénio que eu havia pedido, a fim de ter mais dois anos para concluir com êxito a minha tese de doutoramento. Não entendo porque é que fui o único docente do departamento a ver recusado o biénio pelos Doutores do Conselho do Departamento, apesar de ter apresentado trabalho no âmbito do doutoramento, quando assisti por diversas vezes a colegas meus que chegavam ao fim do biénio com pouco ou nenhum trabalho entregue ao orientador cientifico, e mesmo nessas circunstâncias, terem direito a mais prorrogações de contrato, tendo o Conselho do Departamento arranjado sempre a melhor forma de “ajudar” os doutorandos que se encontravam com atrasos consideráveis nos seus trabalhos de doutoramento. Comigo, o Conselho de Departamento actuou de uma forma completamente diferente e cruelmente implacável, sem o mínimo sentido nem de humanidade nem de sensibilidade, nem de justiça face aos procedimentos e decisões seguidas face aos meus pares: Apesar de ter apresentado um capítulo teórico, mais uma parte do segundo capítulo e mais algum material que desenvolvi no âmbito dos meus trabalhos conducentes ao doutoramento, os Doutores do Conselho de Departamento decidiram, por unanimidade, recusar-me um simples biénio, para poder concluir a minha tese de doutoramento, contrariando, assim, toda a política seguida até então pelo Conselho de Departamento, no que concerne ao apoio aos docentes em formação (doutorandos). Relembro ainda que, no meu Departamento, sempre houve a política de que os docentes prescindiriam de um ano de equiparação a bolseiro, e em troca teriam assegurado o biénio, coisa que me foi, inexplicavelmente, negada pelos Doutores do Conselho do meu Departamento, por razões pouco claras.
São sobre algumas destas problemáticas que gostaria de ouvir o Excelentíssimo Senhor Reitor, no sentido de ser reposta justiça no meu processo de doutoramento e no sentido de me ser renovado o meu contrato com a Universidade do Minho, contrato este que termina em 7 de Setembro próximo, decisão esta que me foi transmitida com alguma satisfação pelo meu Director. Sempre fui um docente exemplar nas aulas que leccionei (oiçam o que têm a dizer os meus alunos e confiram as avaliações que os alunos de fizeram), assim como sempre estive disponível para colaborar com os meus colegas que se encontravam a fazer doutoramento, nomeadamente, leccionando as suas aulas, corrigindo as suas provas, organizando com grande sucesso, Congressos, Colóquios e Seminários do Departamento, entre outras tarefas que exercia sempre para incentivar e ajudar os meus colegas a terminarem os seus doutoramentos (isto pode ser confirmado pelos Doutores que eu ajudei). Também gostaria de deixar claro que desde há ano e meio me sinto muito mal no Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, pelo histórico de conflitos que o Senhor Reitor já conhece (no âmbito do meu blogue sobre sátira politica e social, geral). Neste contexto, gostaria também de ouvir os importantes conselhos que o Senhor Reitor tem para me dar em relação a possíveis alternativas de transferências de Departamento e/ou de Escola/Instituto, dado que o meu actual Departamento, definitivamente, me hostiliza e me quer afastar a todo o custo da Universidade do Minho, por motivos arbitrários e pouco-claros, os quais não aceito. O Senhor Reitor não se pode esquecer de todo o historial infeliz que rodeia o meu último ano e meio no seio de um Departamento que não me desejava, desde o tristemente célebre episódio do blogue.
Braga, 29 de Junho de 2009
Pede Deferimento,
(Assistente)
O Ministério da Educação (Ministério da Educação, mas do México, claro… ou o estimado leitor acha que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues me iria encomendar alguma coisa; para moço de trabalhos encomendados, ela já tem o advogado João Pedroso, perito em tirar fotocópias sobre legislação e politica educativa) solicitou-me que utilizasse esta minha crónica para fazer algumas sugestões de leitura para o período estival, onde tudo se quer light e sem pneus, pelo menos para quem pretende ler (ou fingir que lê) nas praias da moda, enquanto olha de soslaio para as boazonas que desfilam os seus peitorais extra-siliconados pela praia, em poses de Pamela Anderson. Claro que me estou a referir apenas e só ao caso dos leitores. Já no caso das leitoras, um livro na mão também faz sempre jeito, para que o seu namorado ou marido não a veja a fazer olhinhos para aquele jovem todo musculoso que todas as manhãs passa perto da sua toalha (ou espreguiçadeira) e lhe lança um irresistível olhar fulminante de paixão de verão.
Para todos aqueles que gostam de andar de calhamaço debaixo do braço (porque sempre fica mais barato comprar um livro do que um haltere), sugiro “MAO – A História Desconhecida”, de Jon Halliday e Jung Chang, sendo que esta última autora também é a responsável pala fantástica obra “Cisnes Selvagens – Três Filhas da China”, onde relata a vida de três gerações de mulheres da mesma família (incluindo ela própria) numa China em transformação, com destaque especial para as atrocidades cometidas por Mao Tsé-Tung ao longo de várias décadas, desmitificando, por exemplo, a “Longa Marcha de Mao Tsé-Tung”, que ainda é vista pelos seus seguidores ideológicos como o grande épico do movimento maoísta, e que contribuiu para a ascensão de Mao Tsé-Tung ao poder e sua glorificação. Dois livros obrigatórios para quem não se interessa nem por boazonas extra-siliconadas, nem por jovens musculados a transpirar sensualidade. É que estes livros são bem grossinhos, e não convém nada que haja distracções… porque as férias são sempre curtas.
Para todos aquelas pessoas estúpidas ou que pretendam vir a sê-lo, aconselho estupidamente o delicioso livro “Como me Tornei Estúpido”, do jovem autor Martin Page. Este livro conta a história do jovem Antoine, que vive infeliz na actual sociedade, devido à sua grande inteligência, sentido de consciência crítica e elevada criatividade. Daí que este jovem resolve apostar tudo na sua transformação em idiota, estúpido e ignorante, para poder viver feliz na actual sociedade, sem problemas, e assim, ser aceite por todos e poder viver em paz. Esta obra constitui, sem dúvida, uma bela metáfora dos tempos modernos, em que cada vez mais a sociedade e as organizações privilegiam o pensamento dominante puro e duro. Na minha opinião (opinião estúpida, dirão alguns leitores), é com o pensamento divergente e com a colocação em causa daquilo que a nossos olhos (e mentalidades) nos parece imutável (vejam as dificuldades por que passaram Copérnico e Galileu, quando defenderam a teoria heliocêntrica…), que o mundo pula e avança, que a sociedade evolui. Sem pensamento divergente e sem contrariar o “status quo” vigente, a humanidade ainda estaria a viver na Idade da Pedra. E sentiríamos todos muito a falta da internet, aposto! Mas nada que uma boa pedrada no cachaço não resolvesse!
Para os leitores mais hipocondríacos (tal como eu) e também para todos os leitores que estão com medo de apanhar a terrível gripe A, aconselho a grande obra da minha vida, a grande obra literária que marcou profundamente a minha existência palerma e dissidente: a Grande, a Super, a Hiper, a Mega Odisseia Medicamentosa, intitulada “Guia Dos Medicamentos Genéricos”, uma publicação do INFARMED. Como já disse atrás, este livro é recomendado para todos aqueles que sofrem de hipocondria e medo da gripe A, pois têm aqui nesta maravilhosa obra, a oportunidade de se auto-medicarem mediante um extenso e fantástico leque de opções (tipo Menu) e escolhas para todos os gostos, manias, maluquices e bolsas. Assim, se numa noite de férias de varão… perdão… queria dizer “verão” (pois sei que os meus leitores não frequentam casas de alterne e que vão à missa todos os domingos) o leitor estiver deprimido porque aquela boazona que conheceu na discoteca na noite anterior, afinal era um travesti, não desanime… Pegue neste fascinante “Guia Dos Medicamentos Genéricos” e escolha uma substância de nome pomposo, tipo “Pamidronato” (que rima com campeonato) e sorria ao lembrar-se de Cristiano Ronaldo. Ou escolha outra susbtância, tipo “Domperidona” e fique a fantasiar sozinho com as possibilidades de rimas que esta substância genérica lhe oferece. Vai ver que se vai sentir bem melhor! Boas leituras!
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Crónica publicada em 16/07/2009 no Correio do Minho