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Apesar de nos últimos meses ter deixado de vir ao SOL, não me esqueci dos meus Amigos. Por isso mesmo hoje, dia 23 de Dezembro de 2009 resolvi escrever, para todos esses meus Amigos e para todos os que me lerem, este pequeno post. O Natal é uma época em que as famílias se reúnem para celebrar o nascimento de Jesus, partilhando a alegria de estarem juntos uma vez mais nessa noite mágica e especial. É uma época de boa-vontade, de solidariedade mas também de alguma nostalgia, pois nestes dias lembramo-nos mais e com mais saudades dos que já partiram. Como muitos de vocês que me conhecem sabem, neste ano, sofri a perda de duas pessoas da minha família, que adorava e que muita falta me fazem, ou melhor dizendo que muita falta fazem a todos na minha família: A minha Avó Alésia e a minha prima Zé. Uma com 95 anos, outra com 42 anos, tinham muito em comum. Cheias de vida, de força de carácter e excêntricas, eram duas Forças da Natureza. Nesta época mais do que nunca sinto umas saudades enormes, sentimento que sei ser partilhado por toda a minha família, e não podia escrever um texto sobre o Natal sem as mencionar. Acredito que elas estão juntas e bem. Que sabem quanta falta nos fazem e como as adoramos. Para a Minha Querida Avó Alésia e Querida Prima Zé um Grande Beijo. Vocês estarão sempre connosco!!!!!!!! A todos os que aqui vierem desejo um
NATAL FELIZ
e UM BOM ANO DE 2010 Kiki
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Este tem sido um ano extremamente difícil para a minha família e infelizmente o que há muito se temia aconteceu: Morreu a minha Querida Avó Alésia. Apesar das sete vidas que parecia ter, não resistiu a uma hemorragia interna. Entrou no Hospital Curry Cabral no dia 13 de Maio, vindo a morrer às 2 horas da manhã do dia 14. Felizmente foi uma morte serena e estava acompanhada pela minha Mãe e por mim. O texto que se segue foi o que li na missa de corpo presente no dia 15 de Maio: "Uma Força da Natureza Nascida num berço de ouro, foi um bebé lindo com uns olhos azuis muito expressivos e brilhantes. 95 Anos passados, era uma Avó Linda e os seus olhos azuis continuavam com o mesmo brilho. Foi uma criança mimada, traquina e voluntariosa. Uma Grande Senhora a quem a vida pregou muitas partidas mas que soube ultrapassá-las com a força de carácter, vontade e dignidade que sempre a caracterizaram. Foi, sobretudo, alguém adorada por todos os que a conheceram. Assistiu ao nascimento de netos, bisnetos e trinetos, mas não se limitou a fazê‑lo de forma passiva. Foi fundamental nas nossas vidas. O "Pilar" da nossa família. Com ela aprendemos muito e a ela devemos muito do que somos. Obrigada, Querida Avó!!! Jamais esqueceremos a sua excentricidade e alegria, a sua genica e vitalidade, mas sobretudo o grande Amor que sempre teve por todos nós. Jamais esqueceremos as suas histórias engraçadas que reflectem bem o seu carácter, como por exemplo: - As etiquetas que colava no carro ou em casa, "dizendo": "Destravar", "Puxar os estores devagar", etc.; - Os telefonemas em que desligava sem nos dar tempo para responder; - As mensagens que deixava no atendedor zangada porque não atendíamos; - Os seus carros e a forma trágica de guiar. - As cartas, em que para poupar papel, escrevia em todos os sentidos, até no próprio envelope. Poderia escrever muito mais mas não tenho palavras para dizer o quanto a adoramos e a falta que já nos faz. Assim como o boneco a quem chamaram Kiki a vai acompanhar até ao fim, também ela estará para sempre nas nossas recordações e nos nossos corações. Este não era o texto que gostaria de ter escrito mas não consegui fazer melhor. Termino dizendo: OBRIGADA AVÓ!!! Kiki" O seu velório foi como ela própria: diferente. Com um facto muito estranho e uma enorme coincidência, ou quem sabe, com sinais. Ao contrário do que muitas vezes acontece nos velórios de pessoas de idade, na sua despedida, esteve como ela gostava rodeada por muitos. Filhas, netos, bisnetos, trinetos e amigos. Espero não chocar ninguém com o que a seguir vou contar, mas se o faço é porque isso demonstra também como a minha Avó foi em vida. Sempre vaidosa, jamais saia de casa sem batôn e punha todos os dias um colar. Com 95 anos continuava a preocupar-se com a linha e por vezes deixava de comer certos alimentos para não engordar. Assim, achámos que na morte também tinha que estar bonita e além de lhe termos escolhido um colar a condizer com a roupa, resolvemos pôr-lhe batôn e um pouco de blush. E ficou mais bonita!!! O facto estranho tem a ver com um pequeno boneco. Para melhor entenderem o que aconteceu tenho que voltar um pouco atrás: A minha Avó teve um AVC muito grande há cerca de um mês, tendo ficado paralisada da mão direita e perdido a fala. Numa tentativa para que ela voltasse a recuperar a mão ofereci-lhe um pequeno peluche, para fazer exercícios. Tal não aconteceu mas a minha Avó nunca mais largou o peluche que agarrava com a mão esquerda. Na brincadeira, no lar, diziam-lhe que era a neta Kiki e ela ria-se. No velório, a minha irmã Filipa lembrou-se de lhe pôr o boneco na mão e por muito estranho e incrível que possa parecer, a mão que o segurava manteve uma cor completamente diferente do resto do corpo. Estava e esteve sempre cor‑de‑rosa. Foi cremada com o boneco. A coincidência foi o facto do Padre que celebrou as missas de corpo presente pela minha Avó ter sido o mesmo que celebrou a missa pela minha prima Zé há pouco mais de dois meses. Como poderão imaginar foi um choque para todos nós e nas missas foi feita, inevitavelmente, a ligação entre a Zé e a minha Avó que ainda por cima eram muito parecidas, nomeadamente na maneira de ser e até na cor dos olhos. Provavelmente a questão da mão e do boneco tem uma explicação lógica, mas ainda ninguém nos conseguiu dizer qual. O facto de o Padre ter sido o mesmo não passa de uma coincidência mas se pensarmos nestes dois factos juntos, somos levados a acreditar que eram sinais. Eu acredito nisso e acredito que a minha Avó e a Zé estão juntas e tenho a certeza que estão as duas em Paz. Kiki
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Pode parecer que o meu blogue mudou de temas e que passei a dedicar-me apenas a assuntos familiares mas nada disso. Pretendo continuar com os mesmos temas de sempre, mas só consigo escrever sobre o que realmente sinto e é por isso mesmo que escrevo este post. Este texto que hoje, dia 11 de Abril, publico é para a minha Tia Luiza, para assinalar os seus 75 anos. Querida Tia Sei que não quer parabéns pois não se sente com vontade de festejos mas apesar disso tenho que lhe dizer: MUITOS PARABÉNS Não só pelos seus anos mas também e sobretudo pela coragem e força de vontade com que sempre encarou a vida e os problemas. Viveu intensamente, tem algumas "histórias" inéditas, das quais destaco a do desvio do avião da TAP pelo Palma Inácio e quando trouxe um Leopardo de Goa para o Jardim Zoológico. 

Nos últimos sete anos passou por diversas situações de doença grave e imensas operações encarando-as sempre de uma forma muito positiva e corajosa. Apesar dos momentos difíceis e complicados que passou, nunca se resignou nem se deixou abater. Lutou contra a doença e venceu-a pois queria viver. Infelizmente a vida não é justa e agora perdeu o que mais adorava: a sua Querida Filha Zé. É-me impossível saber o quanto sofre e a dimensão da sua dor, pois só quem passou pelo mesmo o poderá imaginar, mas sei que É ENORME!!! Conforme escrevi, "a terra não vai voltar a ser a mesma sem a Zé" e a sua vida também não mas acredite que apesar de as saudades nunca passarem, com o tempo, a dor vai ser menor ou pelo menos mais suportável. Sei que esta é a grande tragédia da sua vida mas também sei que vai encontrar a força e a coragem que sempre a caracterizaram, para continuar em frente. Vai fazê-lo porque é uma lutadora, porque tem muitas pessoas a quem faz falta mas sobretudo, pelos seus 4 netos, que tanto precisam da Avó Luiza: duas vezes mãe como diz o Guilherme… Mas não vai estar só ao travar esta grande batalha da sua vida. Tem os seus netos, as suas irmãs, a família, as amigas, os sobrinhos, nomeadamente, três sobrinhas. Refiro‑me, claro está, às minhas irmãs e a mim. Sei que posso "falar" por elas quando digo que sempre tivemos uma ligação especial. Vivemos na mesma casa; é minha madrinha; assistiu ao parto da Filipa; escolheu viver ao lado da Rita. Temos imensas lembranças de passeios, de férias na Ilha Canela, dos Natais em sua casa. Partilhámos imensos momentos: a maioria deles alegres, alguns tristes. Nestes últimos anos, na sua doença, estivemos sempre presentes, admirando a sua coragem e força. Agora, neste momento da sua vida, essa ligação é ainda maior e estaremos sempre ao seu lado para tudo o que for preciso. Com um enorme beijo das suas três sobrinhas que a adoram Rita Filipa Kiki Kiki Anahory Garin
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Para todos os que aqui estão e para tantos outros que hoje não puderam estar presentes, a última semana foi um pesadelo. Cada um de nós recebeu esta trágica notícia de forma diferente. E também as nossas reacções foram diversas. Cada um de nós partilhou com a Zé momentos especiais, histórias únicas e por isso mesmo também as nossas recordações são diferentes. Mas apesar destas diferenças, nesta última semana todos vivemos juntos os mesmos momentos, a mesma tristeza. Partilhámos o amor e amizade que lhe tínhamos. Juntos prestámos homenagem a esta pequena Grande Mulher que foi a Zé. Ela foi um furação que viveu a vida em pleno, com imensa alegria, muita pressa e alguma "loucura". Claro que como todos nós, tinha defeitos mas o que sobressaia do seu temperamento era a enorme vontade de viver, por vezes de forma arriscada. Era isso mesmo que a tornava diferente. Que fazia com que tivesse centenas e centenas de amigos, espalhados pelo Mundo. Outra das suas características era a grande generosidade. Estava sempre disposta a dar e a partilhar o que tinha, fosse um jantar ou a sua própria casa. Por vezes tínhamos tendência a pensar que a Zé era uma "cabeça no ar", que não se preocupava com nada nem ninguém, mas tal não era verdade. Ela preocupava-se com os outros e eu tenho alguns exemplos disso mesmo. Da mesma forma que ela não se limitou a passar pela vida mas que a viveu de forma intensa, também não se limitou a passar pelas nossas mas marcou‑as!!! Fê-lo durante toda a sua vida e também agora na sua morte, deixando em todos nós um sentimento de injustiça, uma enorme tristeza e imensa saudade. Foi o bebé mais bonito que já conheci. Desejada e amada por todos, cresceu linda; morreu com 42 anos, nova demais mas linda e feliz, pois tinha conseguido realizar um dos seus grandes sonhos: Ter uma filha!!! 

Sei que tal como eu, ninguém a esquecerá e posso dizer com toda a certeza que a Terra nunca mais vai voltar a ser a mesma sem a Zé… Kiki Lisboa, 16 de Março de 2009 Este foi o texto que li hoje, na missa de sétimo dia pela minha prima Maria José que morreu no passado dia 9 de Março a seguir a ter tido um linda filha, Camila, a quem ainda deu de mamar. Kiki
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Não vou fazer considerandos sobre esta nova Guerra entre Israelitas e Palestinianos pois sei muito bem qual a opinião geral, que difere da minha e porque considero que, neste momento, o importante não é discutirmos ideias mas sim defendermos A PAZ PARA TODOS!!! A verdade, um dia vai vir ao de cima, e as evidências de quem é o verdadeiro atacante e de quem são as vítimas também surgirão. As vítimas são dois povos que devido a ataques de terroristas e à recusa de determinados países em aceitarem o Estado de Israel sofrem desde há anos, vivendo sob a ameaça constante de atentados terroristas e de guerras. Hoje venho falar-lhe de PAZ. Da PAZ para todos: Judeus e Palestinianos e da necessidade de tudo se fazer para que estes dois povos possam, em breve, viver, lado a lado, sem a ameaça de guerras. Podemos apoiar esse esforço de Paz, estando presentes amanhã, Sábado, dia 10 de Janeiro de 2009, às 15 horas, na Concentração “Pró-Israel pela Paz”, em frente à Embaixada de Israel, na Rua António Enes, nº 16 em Lisboa. Esta concentração, organizada pela Câmara de Comércio Luso-Israel, conta com a participação de várias organizações judaicas, empresariais e evangélicas. A presença de todos nós, que defendemos a PAZ entre Israelitas e Palestinianos e que somos contra actos de terroristas é fundamental. Espero vê-los amanhã!!!
Shalom Israel
Cristina Anahory Garin
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Olá a todos Apesar de ultimamente ter deixado de vir ao SOL para escrever e comentar como era meu hábito não me esqueci desta Comunidade de Bloguistas do Sol. Assim, aqui estou eu para lhes desejar a todos um F E L I Z N A T A L E UM BOM E MELHOR ANO DE 2009 que espero marque o meu regresso a esta Comunidade. 
Com um grande beijo Kiki
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De acordo com o que tenho vindo a referir, aqui estou, finalmente, para vos dar a conhecer a Homenagem Nacional a Aristides e Angelina de Sousa Mendes levada a cabo pela Fundação ASM e por um grupo de cidadãos sem quaisquer ideologias políticas ou outras conotações que formam a Comissão Organizadora Nacional. Como, provavelmente, já muitos sabem esta iniciativa nasceu através dos blogues do Sol, quando em Fevereiro de 2008 na sequência de diversos posts sobre este JUSTO que é Aristides de Sousa Mendes, uns da minha autoria (o meu primeiro texto data de 31 de Outubro de 2006), outros do Eduardo Pina, do Helder Fráguas, do Jorge Paz e do Paulo Martins, este último lançou a ideia de uma campanha de solidariedade e de angariação de fundos. Esta sugestão foi imediatamente apoiada por todos nós e nessa perspectiva foi contactada a Fundação Aristides de Sousa Mendes pelo Jorge Paz e por mim, na sequência do qual surgiu este projecto que é, hoje, uma realidade. Apesar de ainda não vos poder informar sobre a programação completa desta Homenagem, dou-lhes alguns dados relativos aos dois eventos: INAUGURAÇÂO DE ESCULTURA Memorial a Aristides Sousa Mendes da autoria do Mestre Manuel Carmo, Dia 10 de Dezembro de 2008, às 11.30 horas 60.º Aniversário da Assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. NO JARDIM DO ARCO DO CEGO, EM LISBOA Em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa. GALA DE HOMENAGEM A ARISTIDES E A ANGELINA DE SOUSA MENDES Dia 26 de Janeiro de 2009, às 21.30 horas Véspera do Dia da Memória das Vítimas do Holocausto. NO COLISEU DOS RECREIOS, EM LISBOA O Programa da Gala inclui: Fado, Música Ligeira, Erudita, Orquestra Sinfónica, Poesia e MUITA EMOÇÃO!!! A Comissão de Honra desta Homenagem é presidida pelo Senhor Presidente da República, que irá estar presente nestes dois eventos e inaugurará a Escultura. No dia da inauguração do Memorial, 10 de Dezembro, a Fundação vai promover uma visita de estudo para professores e alunos que terá início às 9 horas na Igreja de São João de Deus na Praça de Londres e terminará às 11 horas no Jardim do Arco do Cego. Estima-se que estejam presente, ladeando o Memorial cerca de 250 crianças e jovens, de diversas Escolas de Lisboa e não só. Esta visita de estudo que faz parte das actividades que a Fundação organiza desde há anos com as Escolas está subordinada ao tema "A Declaração Universal dos Direitos Humanos -De S. João de Deus a Aristides de Sousa Mendes, passando por Guerra Junqueiro”. Como as imagens falam mais alto que as palavras, segue-se o cartaz que ontem foi apresentado na nossa Conferência de Imprensa, assim como uma foto do Memorial. 

O objectivo desta Homenagem é, por um lado, relembrar e distinguir o Cônsul e a sua mulher Angelina que sempre o apoiou em todos os momentos da sua vida, por outro, angariar os fundos necessários para que a Fundação possa recuperar a Casa do Passal. Era nesta casa que ASM e a sua família passavam as férias quando se encontravam em Portugal e onde o Cônsul viveu os últimos 14 anos da sua vida. Foi também onde, em 1940, foram acolhidos centenas de refugiados. Uma casa que sempre emanou alegria e vida, onde a música e a poesia foram sempre uma constante. Infelizmente após a morte de ASM a casa foi vendida em hasta pública e deixada ao abandono até que, em 2001, a Fundação a conseguiu comprar com verbas que o Estado lhe atribuiu e com uma indemnização dada à família. Em 2005, a Casa do Passal é classificada como Monumento Nacional mas apesar disso o seu estado actual é de enorme degradação e quase ruína pois a Fundação não tem as verbas necessárias para proceder à sua recuperação. Porque o “Passal” é muito mais que uma casa de família, somos muitos os que consideram que não podemos ficar de braços cruzados sem nada fazermos. Daí a nossa Campanha de Angariação de Fundos… Neste momento posso adiantar que temos já o apoio de algumas Embaixadas, Câmaras Municipais, e Empresários portugueses e estrangeiros de grande renome. Mas como estes patrocínios ainda estão no início por enquanto prefiro não os divulgar, o que será feito evidentemente dentro de pouco tempo e não apenas aqui no meu blogue. De novo deixo-lhes algumas imagens que demonstram bem melhor que as minhas palavras a urgência desta recuperação:



Aqueles que quiserem participar podem fazê-lo, com a certeza que os vossos nomes serão referidos quando a Casa do Passal for transformada no Museu e Centro de Memória Aristides de Sousa Mendes que será um símbolo da PAZ e dos DIREITOS HUMANOS em Portugal. Informo ainda que a Fundação Aristides de Sousa Mendes está abrangida pela Lei do Mecenato Cultural e está habilitada a passar recibos. Os donativos feitos à Fundação são passíveis de desconto no IRS ou IRC com um acréscimo de 20%, ou seja quem der 100 desconta 120. O NIB da Fundação encontra-se na coluna do lado direito deste blogue, mas apesar disso indico-o de novo aqui: DE PORTUGAL NIB: 0036 0185 9910 0005 2212 1 DO ESTRANGEIRO: IBAN: PT50 0036 0185 9910 0005 2212 1 SWIFT: MPIOPTPL Nº Contribuinte da Fundação: 504901052 Mais informações sobre a angariação de fundos podem ser obtidas através dos seguintes contactos: Fundação: fundasm@hotmail.com – Telefone: 21 887 90 90 Cristina Garin: através dos comentários ou de mensagens privadas. Quem tem o meu e-mail é óbvio que o pode utilizar. Os outros bloguistas que fazem parte da Comissão Organizadora são o Helder Fráguas, Jorge Paz e Paulo Martins. Por último informo-os que paralelamente a esta Homenagem estão a decorrer outras iniciativas em Portugal –Quinzena Cultural de Homenagem a ASM– que entre 15 e 30 de Novembro vai ter lugar no Fundão, Castelo Branco, Covilhã e Belmonte. Podem consultar o Jornal do Fundão para mais pormenores, assim como no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, por iniciativa do Paulo Martins e em França, onde dia 14 deste mês vai ser exibido o Filme sobre ASM, A REBEL. Ver trailleur:
Assim que tiver mais pormenores sobre a Gala, nomeadamente nomes dos artistas, preços dos bilhetes e locais de venda voltarei aqui para vos informar. Até lá, Um beijo Kiki
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Estando desde há meses a colaborar com a FASM em diversas actividades, entre as quais na realização de uma Homenagem Nacional que esta Fundação em conjunto com um grupo de cidadãos está a organizar, não podia deixar de transcrever o comunicado que se segue: “FUNDAÇÃO ARISTIDES DE SOUSA MENDES COMUNICADO Tendo a FASM tido conhecimento, através de um blogue, de uma iniciativa do Senhor Dr. José Carlos Abrantes com o objectivo de homenagear Aristides de Sousa Mendes e de angariar fundos para a recuperação da Casa do Passal e tendo em conta que a mesma se realiza unilateralmente, sem o apoio e fora do âmbito da Fundação e do contexto familiar, esclarece-se o público em geral, do seguinte: 1- Toda e qualquer iniciativa desta natureza deverá ter sempre o enquadramento e o apoio da Fundação. 2- A angariação de fundos para a recuperação da Casa do Passal deverá ser sempre realizada em consonância com a FASM e nesse sentido qualquer quantia a depositar deverá sê-lo numa das contas da Fundação, que se encontra abrangida pela Lei do Mecenato Cultural e é uma instituição oficialmente reconhecida. 3- Nestes termos, a Fundação Aristides de Sousa Mendes informa que se demarca deste tipo de eventos reiterando a sua vontade de não participar nem apoiar situações análogas, lamentando desde já a existência deste tipo de iniciativas que colidem e prejudicam o trabalho da própria Fundação. 4- A Fundação e a Família são sensíveis e estão gratos a todas as pessoas e entidades que genuína e construtivamente deram ou dão o seu contributo através de ideias ou da promoção de acções com o objectivo de fazer justiça ao gesto humanitário de Aristides de Sousa Mendes. 5- Assim e para evitar situações como a acima descrita, no futuro assim como sempre aconteceu no passado, as iniciativas que não forem realizadas pela própria Fundação deverão ser-lhe comunicadas previamente, de forma a poderem contar com o seu apoio e eventual participação. Lisboa, 31 de Outubro de 2008 A Fundação ASM” A este Comunicado acrescento um mail que a Dr. Esther Mucznick enviou ao responsável pela iniciativa acima referida e que me pediu que divulgasse. “Dr. José Carlos Abrantes, Acabo de ver o meu nome numa eventual comissão de "homens bons" destinada a fiscalizar a aplicação de fundos recolhidos com o fim de restaurar a casa de Aristides de Sousa Mendes. Estranho não ter sido sequer consultada para o efeito e declaro desde já que não aceito fazer parte dessa comissão nem de outra qualquer com o fim de angariar ou fiscalizar qualquer tipo de dinheiros com esse ou outro fim. Considero abusiva a utilização do meu nome sem prévio conhecimento meu e solicito a retirada imediata do mesmo, assim com a divulgação no seu blogue desta minha posição. Esther Mucznik” Quero ainda salientar que com este post não se pretende lançar a discórdia mas sim esclarecer a verdade dos factos, não só em relação ao público em geral mas também aos que participarem nesta acção e que possam estranhar a ausência da Fundação. Por último, esclareço que esta acção que poderia ser muito interessante peca por colidir com a Homenagem Nacional e Campanha de Angariação de Fundos que a Fundação em conjunto com um grupo de cidadãos está a realizar mas também com outra grande iniciativa – Quinzena Cultural de Homenagem a ASM – que entre 15 e 30 de Novembro vai ter lugar no Fundão, Castelo Branco e Belmonte. Em breve voltarei para vos dar finalmente o programa da Homenagem Nacional a Aristides e a Angelina de Sousa Mendes. Beijos Kiki
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Ontem, dia 3 de Outubro, e após alguns adiamentos, foi finalmente lida a sentença dos 36 skinheads cujo Julgamento começou em Abril deste ano, no Tribunal de Monsanto. Desta vez a Justiça cumpriu o seu papel e condenou de forma enérgica estes skinheads. Dos 36 arguidos, 6 foram condenados a penas de prisão efectiva, 18 tiveram penas suspensas, 4 foram sujeitos a multas e um terá que cumprir trabalho comunitário, 7 foram absolvidos. 
Mário Machado, Dirigente da Frente Nacional, Membro do Partido Nacional Renovador e Líder dos Hammerskins de Portugal, foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão efectiva, pelos crimes de ameaça, coacção agravada, dano, ofensa à integridade física qualificada, introdução em local vedado ao público, detenção de arma ilegal e discriminação racial Paulo Maia foi quem ficou sujeito à pena mais pesada: sete anos de prisão efectiva pelos crimes de discriminação racial, ofensa à integridade física, detenção de arma proibida, ameaça, sequestro e coacção agravada. Apesar das acusações que incluíam propaganda Nazi e incitamento à violência, os arguidos foram condenados apenas pelas suas acções e não pelas suas ideologias políticas. De acordo com as declarações do Dr. João Felgar, Juíz-presidente do Colectivo de Juízes que presidiu a este Julgamento, não foram tidas em conta para a sentença: "Todas as referências ao nacionalismo, ao nacional-socialismo e ao fenómeno da imigração", assim como "todas as manifestações exteriores de apologia de determinada ideologia, como cruzes suásticas, a literatura ideológica". Ainda segundo o Dr. João Felgar, foram tidas apenas em conta "as mensagens de conteúdo racista e xenófobo", e não as ideologias políticas dos arguidos. A reacção de Mário Machado foi como não podia deixar de ser mais uma prova do seu racismo, ao referir que: "Tenho consciência daquilo que fiz e nem eu nem nenhum dos arguidos merecíamos prisão. Prisão merecem os ciganos e os pretos que andam aos tiros uns contra os outros...” Como Portuguesa tenho que dar os parabéns a este colectivo de Juízes que sem receios soube fazer Justiça em nome de todos nós Portugueses que nos orgulhamos da nossa história e dos nossos sentimentos não racistas, pois não podemos continuar a tolerar a violência em nome do Nacionalismo… Kiki Anahory Garin
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A Fundação Aristides de Sousa Mendes, à semelhança de anos anteriores, organizou no passado dia 1 de Setembro, segunda-feira, um Encontro-Reunião, em Lisboa, com professores de diferentes níveis de ensino e de diversas zonas de Portugal, para apresentação de uma proposta de actividades que gostaria de desenvolver com as Escolas durante o próximo ano lectivo. Porque nos tempos de hoje, se vive não só em Portugal mas também em todo o Mundo, uma crise que além de financeira é também uma crise de valores e de mentalidades, a acção de Aristides de Sousa Mendes deve ser encarada como uma lição de Vida e de Amor pelo próximo, que transmitida às novas gerações, lhes permita criar um Mundo melhor onde palavras como Direitos Humanos, Solidariedade e Tolerância sejam muito mais que noções vagas. É este o principal objectivo dos Encontros que a Fundação realiza com os Professores, ou seja, transmitir às novas gerações, através das Escolas valores que lhes permitam criar um Mundo melhor. Além de cerca de 30 professores, estiveram presentes os seguintes convidados: Dra. Rosário Mendes – Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Educação Padre Peter Stilwell Dr. Nelson Antunes – Presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião da Pedreira Dra. Celeste Correia – Deputada e Secretária da Mesa da Assembleia da República Dr. José Fanha – Câmara Municipal de Sintra
O Encontro teve início às 14.15 no Metro do Parque, Estação do Metropolitano dedicada aos Direitos Humanos e a Aristides de Sousa Mendes. Depois da recepção feita por Álvaro de Sousa Mendes, Presidente do Conselho de Administração da Fundasm e neto de Aristides, tivemos o prazer de ouvir o Dr. José Manuel Cymbron, membro da Fundação e o Dr. Guilherme Rodrigues, representante do Metropolitano de Lisboa, falarem sobre a Declaração dos Direitos do Homem e sobre a simbologia da Estação do Parque. 

O nosso percurso continuou em direcção ao Largo de S. Domingos, onde recentemente, foi inaugurado o Memorial às Vítimas da Intolerância, em homenagem aos cristãos-novos que em 1506 foram chacinados em Lisboa mas também a todos os que ao longo dos séculos sofreram devido à intolerância. Neste local histórico, o Padre Peter Stilwell, juntou-se ao nosso Grupo, o que foi para a Fundação e para todos os presentes uma enorme honra. O Prof. António Moncada de Sousa Mendes, membro da Fundação e neto de ASM contou-nos uma história maravilhosa que se tinha passado com ele, dias antes, neste local, com uns turistas israelitas que prestavam homenagem aos cristãos-novos, junto ao memorial da Comunidade Israelita e que lhe despertaram a atenção. Admirado por ver um grupo de Judeus, rezando, não conseguiu disfarçar o seu interesse; Passados alguns momentos, reparando que alguém os observava atentamente alguns dos turistas rodearam o orador como que para o proteger. O Prof. Sousa Mendes aproximou-se e começou a conversar com eles. Perguntou‑lhes se conheciam ASM e ficou estupefacto quando lhe disseram “Claro!!! Tivemos há dias uma Conferência dedicada a esse Justo”. Contra o seu hábito, apresentou-se como neto e ainda ficou mais admirado com as reacções calorosas. O momento mais emocionante foi quando uma rapariga, Raquel, se apresentou dizendo-lhe que os seus Avós tinham sido salvos pelo Cônsul. Este encontro inesperado, que demonstra bem o valor que em Israel é dado a ASM, terminou à mesa de um café numa agradável conversa. 

Cerca das 16 horas, dirigimo-nos para o Museu do Convento do Carmo, onde fomos recebidos pelo som maravilhoso de uma flauta tocada por uma bisneta do Cônsul de Bordéus, Lea de Sousa Mendes.  
Cerca das 16 horas, dirigimo-nos para o Museu do Convento do Carmo, onde fomos recebidos pelo som maravilhoso de uma flauta tocada por uma bisneta do Cônsul de Bordéus, Lea de Sousa Mendes. 
A última parte deste Encontro, ou seja a reunião onde a Fundação apresentou a proposta de actividades a desenvolver com as Escolas durante o ano lectivo de 2008/2009 e respectivo debate, foi precedida de um “Momento de Poesia”, em que alguns dos presentes recitaram poemas, dos quais temos que destacar o do Dr. José Fanha e por mais um “Momento de História”, pelo Dr. José Manuel Cymbron. Foram, também, divulgadas algumas iniciativas que em Portugal e no Estrangeiro estão a ser organizadas em Memória de Aristides e de Angelina de Sousa Mendes. De seguida, apresentamos alguns exemplos da proposta da Fundação: - Realizar Visitas de Estudo a locais significativos, destinadas a professores e a comunidades de imigrantes.
- Realizar Palestras e/ou Exposições nas Escolas relativas aos Direitos Humanos e à acção de Aristides Sousa Mendes.
- Promover encontros ou visitas a escolas de escritores, declamadores, músicos e sessões de poesia relativa aos Direitos Humanos e ASM.
- Promover passeios pedestres ou de barco, privilegiando assim o contacto com a natureza.
- Divulgar o gesto humanitário de ASM:
- Através da atribuição do nome do Cônsul a escolas, pavilhões, salas, jardins, árvores, bem como a espaços públicos (nova ponte sobre o Tejo). - Promover a plantação de árvores e a colocação de ninhos, como símbolo da vida.
- Organização do próximo Encontro em Cabanas de Viriato junto à Casa do Passal, residência do Cônsul, que após a sua morte foi vendida em hasta pública e deixada ao abandono até que em 2001, a Fundação a conseguiu comprar, com o objectivo de aí instalar um Museu de Direitos Humanos, Holocausto, II Guerra Mundial e ASM, etc.
Depois desta apresentação foi a vez do Senhor Presidente da Freguesia de S. Sebastião da Pedreira, Dr. Nelson Antunes, e da Senhora Deputada e Secretária da Mesa da Assembleia da República, Dra. Celeste Correia, terem a palavra, tendo ambos disponibilizado todos os meios ao seu dispor para o desenvolvimento das actividades a realizar com as Escolas. Durante o debate uma das professoras agradeceu a presença dos representantes do Poder Político, nomeadamente a da Dra. Rosário Mendes, Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Educação o que considerou extremamente importante. Salientou ainda o facto de nos dias de hoje ser fundamental que os jovens tenham um Herói que se tenha destacado pelo BEM que fez em prol dos outros, sem quaisquer benefícios pessoais e muito pelo contrário com enormes prejuízos. Por parte dos professores foram sugeridas diversas acções das quais destacamos as seguintes: - Organizar um cortejo de alunos por alguns dos locais de Lisboa que estão ligados à Vida de Aristides e Angelina de Sousa Mendes, nomeadamente a Igreja de S. Sebastião da Pedreira, onde se realizou a cerimónia fúnebre do Cônsul, em 1955 e outros nesta Freguesia.
- Instituir um Prémio ASM para um trabalho sobre os Direitos Humanos, a realizar nas Escolas.
- Promover uma maior interacção entre todas as Escolas e a Fundação, divulgando de forma mais alargada não só as iniciativas da Fundasm, mas também as de cada estabelecimento de ensino.

A Dra. Rosário Mendes, Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Educação encerrou este Encontro com um discurso muito apreciado por todos tendo-se também disponibilizado para apoiar as actividades propostas. Esta tarde que decorreu num ambiente muito descontraído e acolhedor, terminou com um pequeno mas alegre convívio entre todos. Para terminar, a Fundação Aristides de Sousa Mendes agradece a todos os intervenientes e a todos aqueles que através das suas contribuições permitiram que este Encontro se realizasse e fosse um sucesso. Porque um País sem Memória é um País sem Futuro, é fundamental darmos a conhecer e relembrar Aristides de Sousa Mendes. Cristina Anahory Garin Lisboa, 2 de Setembro de 2008 Kiki Anahory Garin
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Esta é a história da vida de alguém que adoro, respeito e admiro muito, pela sua maneira de ser, pelo seu carácter mas sobretudo pela coragem, força de vontade e dignidade que demonstrou ao longo de toda a sua vida. Refiro-me à minha Avó Alésia, que faz, hoje, dia 29 de Agosto, 95 anos e que apesar de fisicamente se encontrar debilitada, continua a ser uma verdadeira força da natureza!!! É um post que podia ter sido publicado no blog “Entardecer”. No entanto, para a minha Avó, isso não faria qualquer sentido. Assim, decidi que se e quando o escrevesse era para o publicar aqui. Hesitei muito em fazê-lo, pois não pretendo estar aqui a “armar‑me” ou a vangloriar‑me da família que tenho. No entanto e depois de muito reflectir, cheguei à conclusão que não tenho razão alguma para esconder as minhas raízes e menos ainda para me envergonhar disso. Como todos os que me conhecem sabem, adoro a minha família, não tanto pelo que foram mas sim pelo que são, sobretudo porque somos uma família muito unida que nos bons e maus momentos estamos sempre juntos. Assim, é com orgulho mas sobretudo com imenso amor que vos relato aqui a história da minha Avó pois considero que é um exemplo que deve ser “contado”. NASCIMENTO, JUVENTUDE: A minha Avó Alésia nasceu a 29 de Agosto de 1913, no Rio de Janeiro, Brasil. Era um bebé lindo, com uns olhos azuis muito expressivos e brilhantes que hoje em dia ainda mantêm muito desse brilho!!!


O seu pai, filho de um grande Homem de Negócios, Banqueiro e Mecenas, era, também ele, um Banqueiro português que emigrou para o Brasil. A sua mãe era francesa. Com a separação dos seus pais e com cerca de 3 anos, Alésia veio para Lisboa ficando a viver com o seu Avô Joaquim Felisberto no Palácio de S. Bento (hoje residência do 1º Ministro), que aquele tinha alugado enquanto construía a sua futura casa, o Palácio Sotto Mayor na Figueira da Foz. Mas tarde, a sua irmã Yô-Yô que tinha ido com a mãe para França, também veio viver com eles. Educadas pelos Avós, ou melhor dizendo por uma “Mademoiselle” e professores particulares, no meio de enorme luxo, estas duas crianças faziam o que queriam, sobretudo a Alésia, que “mimada” por todos, era muito traquina, voluntariosa e autoritária. Só para lhes dar um exemplo de como ela era em criança, conto-lhes um pequeno episódio: Os vestidos da Alésia e da irmã eram mandados fazer em Paris e por isso entre as provas e a chegada dos mesmos passava-se algum tempo. Numa dessas ocasiões, a Alésia tinha engordado e os vestidos estavam justos. Chateada, além de os pisar, obrigou a irmã e uma prima a comerem muito para também engordarem. Apesar de o pai as visitar bastante, a responsabilidade da educação da Alésia e da Yô-Yô cabia ao Avô. Tendo ficado viúvo e sem tempo para se dedicar às netas, decidiu enviá-las para um colégio no estrangeiro, proporcionando-lhe assim a melhor educação possível. Primeiro estudaram na Suíça, para onde foram quando a Alésia tinha dez anos. Mais tarde num Colégio nos arredores de Paris, reatando assim o contacto com a Mãe. As férias eram passadas na Figueira da Foz no Palácio Sotto Mayor, que entretanto, já estava construído. 
Terminado o liceu, Alésia e a irmã voltaram definitivamente para Portugal. Pelo que relatei, é perceptível que estas duas crianças tiveram tudo o que o dinheiro pode comprar mas faltou-lhes amor, especialmente o amor e a presença dum Pai e duma Mãe. CASAMENTO: Na Figueira da Foz, a Alésia conheceu o seu futuro marido, o meu Avô Zé, por quem teve uma grande paixão, tendo-se casado com cerca de 20 anos. A lua-de-mel foi passada na casa da família em Tróia, que pertencia ao seu Pai e Tios. Veterinário de profissão, o meu Avô sempre preferiu o campo à cidade. Durante uns anos viveram na Vila da Feira. Mais tarde mudaram-se para a Quinta do Amparo, em Leiria, casa onde nasceu a minha mãe, a mais nova das suas três filhas, e onde viveram até às filhas terem idade de ir para a Universidade. 

Com o casamento, a sua vida continuou com o mesmo nível de sempre, mas como todas as relações teve bons e maus momentos. Ciumenta, vivia mais preocupada com o marido do que com as filhas. Óptima dona de casa era extremamente organizada e arrumada, excelente cozinheira mas muito exigente. Muito enérgica, sempre foi muito nervosa. Como mãe era mais permissiva que autoritária. Num certo verão, a minha mãe estava doente com febre e na cama, muito triste por não poder ir à praia com as irmãs e primas. A minha Avó resolveu então vestir-lhe o fato de banho… Chegada a altura das filhas irem para a Universidade, vieram as quatro para Lisboa, ficando o meu Avô em Leiria. Muito desembaraçada e independente, adorava guiar embora sempre tivesse sido “um perigo” ao volante, tendo chegado a correr o risco de nenhuma companhia de seguros a querer como cliente. Para entenderem melhor a sua forma de guiar, que tem, também, muito a ver com a sua maneira de ser, aqui fica um episódio: Todos os dias, a Alésia passava pelo Largo do Rato, onde na época existia um polícia sinaleiro em cima de um pedestal (eu ainda me lembro destes polícias). Sistematicamente, ela batia no tal pedestal, pregando um enorme susto ao polícia. Ao fim de uns tempos, este resolveu que tinha que fazer algo para evitar o risco de ser atropelado. Com o pouco trânsito daquela época, era fácil identificar quem se aproximava. Assim, mal o polícia avistava o carro da minha avó, saltava do seu pedestal e corria para o passeio… Mas deixando de lado a sua forma de conduzir, que voltarei a abordar mais tarde, voltemos atrás. Já duas das suas filhas estavam casadas e já duas das netas eram nascidas (a Mafalda e eu própria) os meus Avós mudaram-se definitivamente para “Padrões”, uma herdade que o meu Avô tinha recebido, anos antes, como herança por parte da sua mãe, e que ficava situada a poucos quilómetros de Grândola, logo a seguir ao Canal Caveira. 
Apesar de na altura ser muito pequena, ainda, hoje, me lembro desta herdade, da sua casa tipicamente alentejana com um só piso, branca com um lista azul. Do seu enorme pátio e do curral dos porcos!!!! Enquanto criança passava muitas temporadas com os meus Avôs, em “Padrões” ou em Lisboa e muito do que sou devo-o aos dois. Infelizmente, esta vida de quase “conto de fadas” estava prestes a acabar. A MUDANÇA NA SUA VIDA: Devido a alguma má gestão mas sobretudo à inveja e mau carácter de alguns familiares, Padrões foi à “praça”, em 1963, e os meus avós viram-se quase sem dinheiro e sem casa. Foram alguns, aqueles que os podiam ter ajudado mas que lhes viraram as costas. Uma dessas pessoas foi o pai da minha Avô Alésia que vivia no Brasil mas que apesar de ter hipótese e de sempre ter mantido o contacto com as filhas, nada fez nesse sentido. A propósito do meu Bisavô Joaquim e da família Sotto Mayor, abro aqui um parêntese: Com a morte do seu Pai, Joaquim Felisberto, em 1933, ele herdou o Palácio da Figueira, que deu à sua irmã mais velha apesar de ter duas filhas já crescidas. Nos anos sessenta o Palácio é vendido à Sociedade Figueirense. Actualmente é um Museu. Anos mais tarde, ele e os irmãos vendem Tróia, por um valor extremamente baixo e ridículo… A grande fortuna que o seu Pai tinha conseguido, dividida por sete filhos, iria, aos poucos, quase que desaparecer… O 25 de Abril e as nacionalizações também ajudaram. Tendo perdido “Padrões”, os meus Avós tiveram que voltar para Lisboa e ao contrário daquilo a que sempre tinham estado habituados, alugaram um apartamento com apenas duas divisões. Apesar de tudo o que lhes sucedeu, nenhum deles se tornou rancoroso ou ressabiado embora o meu Avô tenha passado por uma fase muito difícil e de grande tristeza, provavelmente não só por ter perdido “Padrões” mas também pela atitude da sua família mais próxima, principais responsáveis dessa perda. Ambos mantiveram a sua dignidade, procuraram empregos e ambos tentarem adaptar-se ao seu novo estilo de vida, sem terem que depender de ninguém. A ajuda que recebiam do pai da minha avó era mínima. No entanto, foi a minha avó quem melhor conseguiu adaptar-se a esta nova e tão diferente vida e que maior força demonstrou. Menina minada, nascida num palacete no Brasil, tendo passado a infância e a juventude entre o Palácio de Belém, colégios no estrangeiro e o Palácio Sotto Mayor, nunca tinha sido ensinada a trabalhar. Mas isso não a impediu de, com mais de 50 anos, ter tirado o curso de Economato, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, tendo depois conseguido um emprego no Colégio Inglês. Posteriormente foi trabalhar para a Biblioteca do Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, o que sempre fez com imenso gosto e energia. Quando se veio embora, para a substituírem, foram contratadas duas pessoas. Outro exemplo da sua personalidade: Para poder mudar de escalão na Função Pública, apesar de ter feito o Liceu em França, com cerca de 66 anos, teve que tirar a 4ª Classe (já os netos eram crescidos. A minha irmã Rita, a segunda neta mais nova, que estava nessa mesma Classe ajudou-a a estudar). Durante estes anos, além de trabalhar e de ser dona de casa, foi uma Avó muito meiga, sempre disponível para ajudar de todas as formas possíveis, as suas filhas e netos. Ia buscar uns ao colégio, levar outros à explicação, à natação, dava-nos explicações de francês (das quais nos fugíamos, sempre que podíamos), levava-nos de férias, etc. 
Reformou-se, com grande desgosto, quando atingiu o limite máximo de idade, mas isso não significou “parar” e muito menos ficar em casa. Passou a frequentar o snack-bar da Gulbenkian onde tinha um grupo de amigos e amigas que formavam uma espécie de tertúlia, a Biblioteca – muito culta, sempre adorou ler e interessava-se pelos mais diversos assuntos –, e as Exposições. As idas aos Bancos tornaram-se quase diárias; Era normal vê-la por detrás do Balcão conversando com uns e outros e claro está, dedicou-se ainda mais às filhas, netos e bisnetos, que entretanto já tinham nascido. Todos os dias, telefonava várias vezes às filhas além de ir às suas casas, que felizmente, para ela, ficavam perto umas das outras. Nunca estava parada e sempre teve uma energia que nos cansava a todos. ALGUMAS DAS SUAS PERIPÉCIAS: As peripécias da minha Avó são imensas e muito engraçadas, e apesar de serem as histórias com o carro, aquelas que mais facilmente nos vêm à memória, há muitas outras que ninguém esquece. Aqui ficam alguns exemplos: - A história de uma bolacha, num Carnaval, que já contei num outro post, que se quiserem, podem ler aqui. - Com cerca de 68 anos e por morte do seu Pai, foi ao Brasil com a irmã para tratarem de diversos assuntos relacionados com a Herança. Aproveitando os meses que estiveram naquele país, as duas irmãs resolveram fazer uma cirurgia plástica. A minha Avó, além de fazer “uma esticadinha” também endireitou o nariz que sempre teve torto. Não disse nada a ninguém e a forma que encontrou para o fazer, foi enviar, por carta, o gesso que entretanto tinha tirado do nariz… Imaginem a cara do meu Avô quando abriu a carta e viu aquele “nariz”!!! - A forma como ela escrevia as cartas: Provavelmente para poupar papel (pois a vida tornou-a uma pessoa poupada mas não forreta) ou simplesmente por pressa, quando acabava uma folha escrevia de lado, em cima, até mesmo nos envelopes!!!!! Era um horror ler uma carta da minha Avó, tanto mais que por vezes pensava mais depressa do que escrevia e não acabava as frases. Nós que imaginássemos o final!!! Muito distraída, são vários os exemplos disso: - Sempre de um lado para o outro com o seu carro (primeiro um Fiat 600, depois um Pró-Zé), nunca sabia onde o tinha deixado e era normal vir pedir‑nos ajuda para o encontrarmos, o que nem sempre era fácil… - Para não se esquecer das coisas importante escrevia papéis que colava em diversos locais. No carro, podiam-se ler indicações como: Destravar!!! Desligar as Luzes!!!! - Numa determinada ocasião, estava ela dentro do carro quando o pai do meu cunhado deixou cair os óculos e apesar de tudo o que ele disse, de gesticular desesperadamente, ela despediu-se efusivamente e avançou esmagando-lhe os referidos óculos. OUTROS ASPECTOS: Como sempre andou muito devagar, nunca teve nenhum acidente grave e nenhum com os netos. Mas batia sistematicamente em passeios, postes, etc. Durante uns tempos ainda passeou os bisnetos mais velhos no seu carro, e apesar de eles adorarem, o meu cunhado provavelmente mais consciente que as nossas mães e pais, acabou por lhe pedir que não o voltasse a fazer. Deixou de guiar nas vésperas de fazer 80 anos, por um lado, porque como tinha acontecido em nova, já lhe era difícil que alguma seguradora a quisesse como cliente, por outro, porque tinha a consciência que já não se encontrava em condições de continuar a fazê-lo. Depois da morte do seu Pai comprou a casa onde vivia em Lisboa e um apartamento em Espanha, na Isla Canela, para onde ia sempre que podia, com o meu Avô, com amigas ou com as filhas, netas e bisnetos. Também aí era conhecida pelas suas peripécias, mas todas as pessoas gostavam imenso dela e admiravam a sua energia e força de vontade.

A minha Avó sempre foi e ainda é uma pessoa muito especial e excêntrica… Bem disposta, sempre teve imensas amigas, com quem passeava e viajava. Com os anos, e com problemas de saúde, o meu Avô tinha-se tornado uma pessoa mais caseira que preferia o sossego da sua casa à confusão da rua. Outra das suas características tem a ver com a sua forma de vestir. Nunca gostou de usar cores escuras e ao contrário da maioria das pessoas da sua idade, não me lembro de a ver vestida de preto, mas sim com cores alegres. Mas sem ser exagerada. Claro que, por vezes, aquilo que para os outros era muito engraçado, para nós, família, não era tanto assim. Como todas as pessoas tem os seus defeitos: muito voluntariosa, autoritária e nervosa, características que ainda hoje mantém, nem sempre é fácil de se lidar com ela. Mas a faceta que melhor caracteriza a sua personalidade é a relação que sempre manteve com todos os netos: uma relação muito aberta, sem “cerimónias” e especial. Chegou a dizer‑nos para a tratarmos por “tu” o que nunca aconteceu. O que nunca esqueceremos é o grande amor e paciência que sempre nos demonstrou. Com os bisnetos, sobretudo com os mais velhos, e enquanto a idade o permitiu, continuou a ser extraordinária. O meu sobrinho mais velho, o Diogo que vivia em Carcavelos adorava andar de metro, mas ninguém tinha paciência para o fazer. Ninguém, a não ser a minha Avó Alésia!!!! Hoje em dia e após diversos AVCs, sem hipóteses de ficar em casa, nem com as filhas, está num lar desde há cerca de 5 anos. Mas não está abandonada num Lar!!! Nada disso!!! Situado perto da casa das filhas, elas visitam-nas várias vezes por semana, especialmente a minha mãe, assim como algumas das netas, das quais destaco a minha irmã Rita. Existem ainda outras pessoas que a visitam com bastante regularidade e lembro-me de uma em especial, que com imensa paciência e amizade tem sido nos últimos anos uma “luz” na sua vida. Além de conversarem, passearem também a ajuda com os seus “afazeres”, seja organizar álbuns de fotografias, livros de receitas, decorar caixinhas de cartão, etc. Tem também uma empregada, “uma verdadeira santa”, pois como já referi a minha Avó nem sempre é uma pessoa fácil de se lidar. A Adriana vai ao Lar três vezes por semana, para a passear ou tratar do que for necessário. Como durante toda a sua vida, continua a não gostar de estar parada e sempre que pode sai, seja para passear seja para ir a casa de alguém. E felizmente ainda o consegue fazer. É sempre com grande alegria que vai a casa dos netos, nomeadamente a casa da minha irmã Filipa. 
A sua força de vontade e a forma como soube encarar e ultrapassar os “desaires” da vida, foram e serão sempre um exemplo para todos nós. Como costumamos dizer, todas temos algumas das suas características mas nenhuma de nós “lhe seja aos calcanhares”…. Hoje, mãe, avó, bisavó e trisavó, festeja 95 anos e merece todo o amor que todos nós lhe temos e penso que não estarei a exagerar se considerar que foi uma das pessoas que mais marcou, pela positiva, as nossas vidas. Esta é, pois a minha homenagem, a minha forma de lhe dizer o quanto a amo, e de lhe dar os: P A R A B É N S !!!! Não só pelos seus 95 anos, mas também e sobretudo por ser a Grande Mulher que sempre foi e ainda é!!! Um grande, grande beijinho da neta que a ADORA
Kiki
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Na Visão desta semana foi publicado na secção “Correio do Leitor” um texto de um leitor referente a Aristides de Sousa Mendes, que copiei para aqui e que espero consigam ler.


Este Senhor diz-se um “Admirador incondicional do Cônsul de Bordéus” mas parece que depois de ter lido o que o Prof. José Hermano Saraiva escreveu nos seus Álbuns de Memória, que foram editados pelo Semanário SOL, no ano passado, ficou com dúvidas sobre se vai ou não continuar a ser um admirador de ASM. Essas suas dúvidas devem-se também ao facto de não ter lido nenhum desmentido às afirmações do Prof. Saraiva e dirige-se agora aos leitores da Visão para que: “com fontes documentais, desfaçam este labéu”. Como podem imaginar e apesar de pretender responder a este Senhor, escrevendo para a Visão (aliás não serei a única), não vou ficar à espera da próxima edição daquela revista para repor a verdade dos factos, esperando que o Sr. Rui Gonçalves também leia os blogues do Sol ou que alguém seu conhecido o faça. Antes de mais, informo o Sr. Rui Gonçalves que pouco tempo após a venda do referido Volume 5 do Álbum das Memórias, foi publicada no próprio Semanário SOL, uma carta escrita pelos netos do Cônsul desmentido as afirmações aberrantes do Professor. Lamento imenso que na época o Sr. Rui Gonçalves não as tenha lido, mas espero que agora consiga ler todos os desmentidos que irão ser publicados e que consulte todos os documentos que estão disponíveis sobre o Herói que foi ASM e que possa assim ajuizar por si próprio qual a verdade. Apesar de todo o respeito que a figura e idade do Prof. José Hermano Saraiva me possam merecer, a verdade é que nos últimos anos as suas versões da história são bastante fantasiadas e por isso mesmo não podem ser consideradas como verdades históricas. Por outro lado, escrever sobre história longínqua é muito diferente do que escrever sobre factos que vivemos, ainda por cima quando as ideologias políticas nos toldam o discernimento. Ora parece que é o que se passa com o Prof. Saraiva em relação a Aristides de Sousa Mendes. Segundo o Professor: “…Aristides de Sousa Mendes em cumplicidade com dois funcionários da PIDE falsificava algumas centenas de vistos, que vendia por bom preço a emigrantes com dinheiro…” e que “os seus cúmplices da PIDE foram julgados, condenados e demitidos”. Se algo do que o Prof. Saraiva escreve fosse verdade, como se explica que no tão bem documentado processo que o Governo de Salazar instaurou a ASM (acessível a todos e on-line) não fosse mencionado o crime de falsificação e a venda de vistos??? Que Aristides não tenha sido julgado e condenado por isso mas sim por ter desobedecido a Salazar emitindo contra as suas ordens expressas, 30 000 vistos que salvaram 30 000 pessoas de morrerem nos campos de concentração nazis??? Aliás a própria alusão a “falsificação de vistos” é só por si uma afirmação errada pois esta expressão implica que alguém sem poderes para assinar os vistos o teria feito, imitando a assinatura do Cônsul, o que nunca aconteceu. Bastavam estes argumentos para que a falta de veracidade das afirmações do Prof. Saraiva sobre ASM, ficasse demonstrada. Mas há muitos outros que o demonstram, nomeadamente e sobretudo, os documentos relativos ao processo que de que foi alvo ASM e que provam que tudo o que o Professor escreveu sobre o Cônsul são mentiras, provavelmente tendo como intuito defender o Regime de Salazar, o que poderia ter feito, caso o entendesse, sem ter que denegrir a imagem de um Herói. Não sou eu que desminto o Prof. Saraiva, pois a minha palavra nada poderia contra a sua, mas sim as provas documentais existentes. Pode-se imaginar que todos os Países que homenagearam e condecoraram Aristides de Sousa Mendes o tenham feito sem terem investigado o que realmente tinha acontecido???? Pode-se imaginar que o Dr. Mário Soares e a Assembleia da República tivessem condecorado e reabilitado o Cônsul se ele tivesse agido como pretende o Prof. Saraiva? A resposta a estas perguntas é: CLARO QUE NÃO!!!! Quando Israel homenageou ASM concedendo-lhe a enorme honra de ser “Um justo entre as nações”, quando foi homenageado por tantos e tantos países, quando, em 1987, o Presidente Mário Soares lhe concede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade e quando, finalmente, o Estado português, através da Assembleia da República, reconheceu o seu gesto e o reabilitou, e ainda quando em 1995, de novo Mário Soares lhe concede a, título póstumo, a Grande Cruz da Ordem de Cristo, tudo isto foi realizado com pleno conhecimento de todos os factos e com a certeza que Aristides de Sousa Mendes foi um verdadeiro Herói.
Quanto aos documentos relativos ao processo do Cônsul de Bordéus, que atestam a verdade dos factos e desmentem o que o Prof. Saraiva escreveu eles podem ser facilmente consultados on-line, no site do Museu Virtual Aristides Sousa Mendes. Espero que o Sr. Rui Gonçalves tenha um dia conhecimento deste texto e que depois de consultar as provas documentais relativas a ASM, possa, como atrás referi, ajuizar por si próprio, de que lado está a verdade. É porque ainda existem portugueses que insistem em denegrir a imagem de Aristides de Sousa Mendes e outros que acreditam nessas mentiras que a defesa da verdade sobre este Herói se tornou desde há muito a minha CAUSA, na qual tenho, ultimamente e em conjunto com outras pessoas trabalhado, com o objectivo de se recuperar a Casa do Passal e aí instalar o futuro Museu ASM, onde todos poderão ter acesso à VERDADE sobre o Cônsul de Bordéus, porque: Um País sem Memória é um País sem Futuro Kiki Anahory Garin
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Sendo eu uma pessoa que dou uma enorme importância à Amizade não poderia deixar passar a data de 20 de Julho, Dia Internacional do Amigo, sem escrever um texto. Apesar de normalmente preferir usar as minhas próprias palavras, resolvi inserir neste texto o poema que se segue, pois reflecte tudo o que sinto sobre a Amizade. Poema da Amizade Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade, ele me disse essa verdade... O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura. O Amor nos dá asas, a Amizade o chão. No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.
| O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho. |
Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.
William Shakespeare Li algures que é melhor sermos AMIGOS que termos Amigos. Concordo, claro!!! Por um lado, se não sentirmos Amizade pelos outros também não podemos esperar que eles a sintam por nós, por outro, quando damos a alguém a nossa Amizade sincera e desinteressada, ela é normalmente retribuída. A Amizade é para mim o sentimento mais forte, pois até no Amor tem que existir Amizade. A verdadeira Amizade é maravilhosa: nasce, por um acaso, começa sem se saber como mas normalmente implica uma grande empatia. Não se pode contabilizar em termos de tempo, pois tanto podemos ter um Grande Amigo desde há muitos anos, como um muito recente. Surge em todo o lado e quando menos se espera, seja através do mundo virtual ou do real, numa festa ou através de contactos profissionais. Os verdadeiros AMIGOS são aqueles que mesmo longe, estão sempre prontos a ajudar quando é necessário. Aqueles com quem podemos falar de tudo, trocar segredos, contar os nossos medos e alegrias. São aqueles que mesmo conhecendo os nossos defeitos, continuam a gostar de nós. Este texto é para todos esses meus Verdadeiros AMIGOS, sejam eles recentes ou de longa data, mas dedico-o especialmente à Minha FAMÍLIA, que adoro, a que estou ligada não só pelos laços de sangue, mas também por um grande Amor e Amizade. Não vou enumerar aqui todas as pessoas da minha família, mas vou destacar três que são as minhas melhores Amigas: a minha Mãe e as minhas duas irmãs, Filipa e Rita. Quanto aos meus Amigos, os nomes não são necessários pois eles sabem quem são. A muitos já o disse por palavras, a outros por acções e atitudes. Àqueles que ainda não o disse nem demonstrei suficientemente, pretendo fazê-lo sem demora pois nunca devemos deixar para amanhã o que podemos dizer hoje. E nunca, nunca devemos deixar o orgulho “falar mais alto” ou ter vergonha ou receio de demonstrar os nossos sentimentos e dizer bem alto: GOSTO DE TI E SOU TUA AMIGA!!!! Lembrem-se que a vida não volta atrás e por vezes quando damos por ela já passou e passou também a oportunidade de demonstrarmos os nossos sentimentos. Por isso repito: Não deixem para amanhã o que podem e devem dizer hoje… A todos os meus GRANDES E VERDADEIROS AMIGOS e também a todos os meus Amigos virtuais, Um Grande Beijo cheio de Amizade Kiki
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Ao longo da nossa vida enfrentamos diversas situações, umas agradáveis outras nem tanto e outras ainda muito tristes. Do mesmo modo, durante o percurso que é a vida, deparamo-nos com diversas Portas. Umas que se fecham, outras que se voltam a abrir ou ainda as que surgem de novo. Algumas dessas portas são penosas e causam dor, outras resolvem problemas antigos e outras ainda surgem-nos como novas e diferentes oportunidades de vivermos a vida. A Morte é a pior das portas que temos que enfrentar ao longo da nossa existência. È uma porta que se fecha para nunca mais se abrir. Causa sempre dor e tristeza, um enorme sentimento de perda. É uma porta que nunca queremos fechar, que tememos… Mesmo acreditando que é apenas uma porta terrena e que para além da Morte existe uma outra forma de vida, é sempre muito difícil. Em situações de doença em que a morte significa o fim de um sofrimento, que significa paz, e mesmo que a nossa cabeça nos diga que foi o melhor o nosso coração não o aceita facilmente. Temos, no entanto, que acreditar que quem partiu, foi para melhor. Que encontrou finalmente a Paz e o Descanso merecido. É esta a forma de encontramos algum consolo. A morte de alguém que amamos é o pior momento das nossas vidas. Um momento em que todos os outros problemas se tornam insignificantes. Mas também pode e deve ser um momento de União e de Paz entre aqueles que ficam e sofrem da mesma tristeza. É o momento em que todas as questões passadas devem ser perdoadas e esquecidas. Quando isso acontece, ao mesmo tempo que se fecha uma porta, outras se abrem. Foi isso que sucedeu nestes dois últimos dias com pessoas que me são muito chegadas. Uma porta que causou muita tristeza fechou-se. Mas ao mesmo tempo, alguns conseguiram abrir portas há muito fechadas. Para todos os que tiveram que fechar uma Porta UM GRANDE BEIJO. Para todos aqueles que conseguiram ter a coragem mas sobretudo a sensibilidade de abrir portas há muito fechadas UM GRANDE BEIJO E UM OBRIGADA. Para evitar mal-entendidos esclareço que este texto não se refere directamente a mim mas sim a outras pessoas, muito especialmente, a três pessoas da minha família que me são muito chegadas e muito queridas. Eles sabem quem são assim como sabem a razão que me levou a escrevê-lo. Kiki ======================================================
Aproveito este texto para vos dizer que, muito provavelmente, nas próximas semanas e por questões que nada têm a ver com o que acima escrevi mas sim com prioridades que neste momento tenho, irei estar ausente do SOL.
Será, claro, uma ausência temporária, que espero não seja superior a duas semanas. Até lá um Beijo a todos Kiki Anahory Garin
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AGORA JÀ CHEGA!!! BASTA!!! Não podemos continuar calados à espera que alguns grupos falem por nós, Temos todos que reagir, pois todos os dias surgem novas formas de nos “roubarem”. Provavelmente já muitos ouviram ou leram que a EDP está a ponderar a hipótese dos seus clientes cumpridores suportarem as dívidas dos não cumpridores, cujo valor ascende a 12 milhões de euros. Quando ouvi esta notícia, nem quis acreditar e não lhe dei grande importância pois nunca pensei que tal proposta pudesse ir avante. Pensei que era mais uma anedota a acrescentar às muitas que temos ouvido nestes últimos tempos. Infelizmente, enganei-me. ISTO É A SÉRIO!!!!
A Entidade Reguladora está a fazer uma consulta pública que termina em meados de Julho, e apesar dos protestos da DECO, será tomada uma decisão em função desses resultados. Já foram consultados??? EU NÃO!!!! Nem conheço quem o tenha sido. Infelizmente, esta consulta não está a ser devidamente divulgada, o que não me admira pois não me parece que os clientes que sempre pagaram as suas facturas, que nunca dividiram os lucros da EDP, concordem agora e de livre vontade em suportar as dívidas daquela Empresa. Mas há mais: Agora a Banca está a ponderar lançar uma taxa de 1,5 euros por cada levantamento efectuado nas caixas Multibanco. Já não chegava o preço dos cheques, o seu prazo de validade, que faz com que muitos de nós comprem e deitem fora cheques sem ser utilizados, agora também vamos ter que pagar 1,5 euros por levantamentos realizados nos “Multibancos”. Não sei onde isto vai parar nem como vamos todos nós acabar, mas sei que temos que agir com urgência. Neste momento, temos duas formas de lutar e reagir contra estas duas medidas absurdas. Em relação à EDP, e afim de evitarmos que cidadãos honestos e pagadores tenham que passar a pagar pelos não cumpridores, solicita-se a todos os que não concordem com isto que copiem e enviem com URGÊNCIA o seguinte texto, devidamente assinado, para o endereço da Entidade Reguladora. consultapublica@erse.pt “Assunto: Consulta Pública sobre o pagamento das Dívidas da EDP
Exmos. Senhores Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a minha indignação, discordância, e total oposição à "proposta" dessa Empresa – que considero absolutamente ilegal e inconstitucional – de pretender que os cidadãos cumpridores e regulares pagadores tenham que suportar o valor das dívidas que a EDP tem devido aos seus clientes não pagadores. Com os melhores cumprimentos,” No que se refere à proposta da Banca, existe já uma Petição on-line. No momento da publicação deste post essa petição já tinha cerca de 300 000 assinaturas. Mas é preciso ultrapassar 1 000 000. Por isso, se não concorda e quer impedir esta “comissão” de ir para a frente, assine a Petição no seguinte endereço: http://www.petitiononline.com/bancatms/
Eu já enviei o e-mail para a Entidade Reguladora e já assinei a Petição. Espero que vocês também o façam e que divulguem estas duas formas de protesto através do maior número de pessoas. Cada um de nós individualmente nada consegue, mas todos juntos temos força e podemos muito!!! Kiki Anahory Garin
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