SOL
O estranho caso da P*** de Cantanhede
10 February 10 12:54 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
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Dedicado ao Paulo Pedroso e ao Miguel, pela enorme barrigada de riso, no nosso recente encontro na Expo
Não, este texto não tem nada a ver com as declarações de inocência do (ainda) Primeiro Ministro, José Sócrates, em Cantenhede, lugar das brenhas.
Trata-se de uma outra história, de simbiose e sobrevivência, e que bem mostra que Portugal ainda tem hipóteses de saída.
A "Sheila", nossa colega de arriar cacetes, batedora das Marcas e da Raia Española, consolo de camionistas, betoneiras e carrinhas de transporte rápido, se não fosse, como quando ataca nos chats do "Terravista", a tal "travesti gira, que tem os peitos em tratamento" -- o que leva a que todos os tarados de Portugal imediatamente queiram praticar com "ela" punheta de mama... -- seria um pouco como Deus, já que consegue a maravilha de estar com todos, em qualquer lugar e a qualquer hora. Descendo à Terra, há, em "Sheila", um pouco de Ramsés II, já que, como o faraó que reinou 60 e muitos anos, e mandava riscar o nome dos antepassados das estátuas monumentais, para lá martelar o seu, também a "Sheila" risca os muitos telemóveis de bocas e cus disponíveis dos sanitários do país, para escrever... o dela.
Gulosa.
Quando se fala de abandonar os grandes investimentos e apostar nos nichos de mercado, imediatamente me vem à ideia a "Sheila", porque a "Sheila" é uma espécie de TGV unipessoal, que, mal recebe um apelo da "603" da SIC, para ir aviar um casado a Porto de Mós, imediatamente galga as centenas de quilómetros que a separam, a partir de Guimarães, do desamparado de Porto de Mós, e lá segue, prego a fundo.
Vai, chupa, engole, e ainda tem tempo de regressar a casa, para atender o seguinte.
Se isto não é velocidade e produtividade, então, onde estão a produtividade e a velocidade?
Perguntar-me-ão o que une "Sheila" e Cantanhede, e é elementar: como todas as boas profissionais do ramo, a "Sheila" mantem ótimas relações com as p***s fêmea de todo o País, e criou uma simbiose, uma coisa linda de se ver, como as Sucatas do Face Oculta, em que cada um dava o que tinha, e todos saíam satisfeitos, apesar de ser ilegal e lesa pátria.
A colega da "Sheila", de Cantanhede", tem um calcanhar de aquiles, que é não gostar de apanhar na peida, coisa que a "Sheila" ADORA, pelo que, sempre que aparece um cliente, daqueles estilo Albino Almeida, que lhe quer rebentar a flor das traseiras, imediatamente a P*** de Cantanhede telefona à "Sheila", e lhe diz, "olha, tenho um servicinho para ti...", e lá vem a "Sheila" de Braga, de Coimbra, de Gaia, de Viseu, meu deus, de onde quer que seja, para que ao cliente nada falte. Como a "Sheila" é um coração de ouro, um cu de platina e uma boca de paládio, faz o "despacho", e entrega a coleta, inteirinha, à P*** de Cantanhede, sem cobrar um tostão, porque o prazer não tem valor.
Como podem imaginar, toda esta generosidade e esta solicitude social estão nos antípodas do ser sem caráter, que hoje rosnou em Cantanhede, convencido de que ainda é Primeiro Ministro de Portugal.
O resto da história fica para amanhã, porque este texto é só para agradecer aos amigos do Norte, e sobretudo ao Paulo, que só conhecia de longas tertúlias escritas, e de horas ao telefone, quando o horror humano (?) se desencadeou no primeiro "Braganza", num tempo e intervenientes que já apagámos da memória e do pensamento.
Eu sei que o País está à espera de que se fale de banalidades, como o soar do sino do seu fim, mas já muitas vezes avisei aqui que o meu mundo é outro, e será sempre outro, pelo que não troco nenhuma das gargalhadas, nem maldades, daquela noite, por merdunça alguma, que seja, do "Face Oculta". Isso é bom para a ralé que dirige Portugal, o para o tal Governo, eleito em Setembro, e que se irá embora em Março, e cujo Programa se resumia a uma única frase "Manter o Crime".
Suponho que saibam do que falo.
Boa noite
(Duo bem humorado, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )
Liberdade de Expressão
09 February 10 01:17 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Isto é uma vergonha, e mete cada vez mais nojo.
São anos e anos de cansaço, a repetir as mesmas coisas, e um poderoso abafador, cada vez mais impertinente, a tentar que a Verdade vá ao fundo.
Tenho, na minha vida, uma coisa, que é simultaneamente a minha maior sorte e o meu pior azar, e que é a de me cruzar, quando não devo, com quem menos deveria.
Para que não fique pela charada, já muitas vezes me sentei em frente de gente que conhece alguns meandros desta porcaria que se instalou me Portugal. Toda a gente sabe que não é nova: novo é o despudor com que se exibe, desmente, e candidamente rebate agora o que se tornou evidente.
Venho de uma família, que, no tempo dos afonsinos, andou de armas na mão, para que se separassem os Três Poderes, e isso parece agora Bolor da História, não se tivesse voltado a tornar... impertinente, e isnsolente.
Na minha passagem pela Democracia Portuguesa, houve dois momentos que considero os mais deploráveis de sempre: 10 anos de Cavaco Silva, acrescidos agora destes cinco -- já são cinco, não é?... -- do Sr. Sócrates, Agente Técnico de Engenharia, à pressão, e conotado com tudo o que é Corrupção, em Portugal.
Aníbal vinha de um tempo da província e da chico-espertice, que nos custou que os fundos que a então CEE enviava, para que acertássemos o passo com ela, acabassem nos bolsos dos amigos de Mira Amaral, de Ferreira e Costa, de Torres Couto, de Oliveira e Costa, de Cardoso e Cunha e de Dias Loureiro, entre outros nomes terríveis, que tanto envergonham a nossa História recente.
Com Sócrates, passámos para o provincianismo expandido aos meios da Net.
Sou do tempo do arranque da Rede, em que o Sr. José Magalhães, renegado do PCP, se pavoneava como alta autoridade para o novo meio de lavagem dos cérebros. Não por acaso, deram-lhe o nome àquela sucata informática, em que as crianças vêem pornografia, e que vende bem por cá, e na terra do Ditador Chávez, mas isso era só a aparência, porque esse cavalheiro foi posto num alto posto da Administração Interna, de maneira a pôr-nos o Big Brother dentro de cada ligação, email, e depois "post", que fazíamos.
Não me apetece voltar a essa contabilidade, mas ela fica, outra vez, feita: foderam-me o computador quando me atirei, com unhas e garras contra o maçónico Carrilho, quando ataquei, com tudo o que tinha à mão, a recandidatura do Saloio de Boliqueime, e, mais recentemente, quando contribuí, com o que podia, para que Sócrates perdesse a Maioria Absoluta. Pelo meio, vários ensaios, inclusivé uma tentativa de liquidação física, que não vou rememorar aqui, mas que deixou rastos, e anos e anos de telefones em escuta.
Nada do que vem a público é, para mim, novidade. Novidade talvez seja a amplitude que a coisa está agora a ganhar, e essa onda devemos nós, independentes, aproveitar, para a cavalgar e marcar posição, e dizer, decididamente "NÃO".
Portugal não é, nem pode continuar a ser, esta farsa de medíocres que diariamente ocupa o tempo inteiro dos Órgãos de Comunicação Social, este lixo cultural, político e social com que somos bombardeados, estes gajos, que não têm onde cair mortos, e passam, horas e horas, a tentar contornar o problema, e a evitar que se obtenham respostas para as perguntas que cada vez mais se nos avolumam.
Quem é esse Procurador-Geral da República que se preocupa com terem posto no "Youtube" as Escutas do Pinto da Costa, mas não com se terem arquivado processos com provas daquele teor de escândalo?...
Que Justiça e que País são aqueles que permitem que se feche apressadamente uma Universidade, só porque se tornou evidente que o Primeiro-Ministro tinha "contornado" o percurso académico que o conduziu a um... "diploma"?
Quem são essa Cândida Almeida que mandou arquivar um escândalo evidente, e essa Sónia Sanfona, que disse que o BPN não tinha relevância?... Quem são e a quem servem?...
Onde anda o "Casa Pia", depois DISTO continuar a receber centenas de milhar de visitas?... Quantos ficaram de fora, enquanto nós éramos assustados, e nos desviavam a atenção para o "parasistismo" da Saúde, da Função Pública, dos Professores, entre tantos enxovalhos sociais que sofremos?...
Mário Crespo começou a avisar que "devíamos, a partir de hoje, começar a trazer o guarda-chuva".
Nós sabemos, vários guarda-chuvas, aliás, porque aquilo que vem à superfície não é mais do que uma neblina de uma máquina infernal, que nos rege na sombra, e que não hesitará em nos liquidar, quando se sentir ameaçada, como agora se sente, porque esta gente MATA e mata mesmo.
São tantas coisas, e tão más, que me reservo o direito de que outros as desvelem, e pararei por aqui, porque sei que as notas e o clima já são formidavelmente negros, e que as pessoas, pobres pessoas, incultas, desinformadas, e manipuladas, intoxicadas pela permanente fachada cor de rosa das aparências, dificilmente engoliria, por exemplo, viver numa sociedade onde é a rede da Coca que manda, e que o sigilo da Pedofilia, esse pavor de Estado, que fazia o Miguel Sousa Tavares, esse traste, encolher-se todo, sempre que o tema era tocado, ter uma explicação simples.
Em que estado ficaria a Opinião Pública, se soubesse, por exemplo, que lhe pesava o que sabia da mãe -- coitada, já lá está... -- Sophia de Mello Breyner, que também tinha vivido, no corpo, esse sinistro fio negativo que ligou os "Ballet-Rose" ao "Casa Pia"?...
É mau, não é? eu sei, mas não é mais do que uma ponta, das muitas pontas enevoadas deste icebergue em cima do qual hoje somos obrigados a viver.
Compete-nos a nós, que não somos pagos para escrever, que somos livres de pensar e que adoramos saber a Verdade, por mais que isso nos doa, alinhar nesta corrente profunda, que agora despertou, para que a Liberdade de Expressão tenha sentido em Portugal, e não nos transforme, inevitavelmente, numa Venezuela europeia, gerida por um pederasta, sem qualquer pudor, nascido, ou registado, ou lá o que foi, em Vilar de Maçada, e a quem convenceram de que podia calar  e enganar 10 000 000 de bocas.
(Profundamente indignado, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")
Manuel Alegre, estás aí?... Eu estou, aqui, sentadinho, no escuro, à espera de que venhas dizer... "NÃO"... Anda ... vem ... diz lá ...
07 February 10 01:19 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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O Pântano, ou as serôdias febres palustres de Vilar de Maçada
06 February 10 01:35 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Nunca vejo o "Expresso da Meia Noite", porque acho aquilo uma conversa entre as comadres responsáveis pela mentira do dia seguinte. Hoje, pela primeira vez, quando a Maria João Avillez rosnou, com o seu vozeirão, a palavra "Vergonha", senti que a coisa estava séria, e estava, porque todos os presentes ficaram imediatamente medusados.
É bem feito.
Desde o Caso do Diploma, que o Sr. Sócrates, mal ajeitado agente técnico de engenharia, deveria ter sido afastado da esfera do Poder. Tudo o que se seguiu foi consequente, e coerente, dado que a premissa inicial estava errada, ou seja, quem engoliu aquela estava em estado de engolir todas as outras, e assim se fez, e deus viu que era bom.
O quadro político deteriorou-se ao limite, e o homem tem a sorte de não se chamar Santana Lopes, e de não termos Presidente da República, senão já tinha sido esquartejado e pendurado às moscas. Não lhe o fizeram por cima, mas fizeram-no por baixo, e aquele "Vergonha", de Maria João Avillez era a voz cava das velhas padeiras de aljubarrota, a incarnar ao rosnar das bases, vociferando para o vexame que se instalou no topo.
Para estes momentos, e Manuela Ferreira Leite -- enquanto Cassandra -- já o sintetizou, precisamos pouco de políticos e bastante de estadistas. Acontece que os políticos são aquela sordidez que diariamente vemos, e os estadistas não se sujeitam a cenários destes.
Houvesse um estadista na Cabeça da Nação -- relembro Juan Carlos -- e a solução era linear: José Sócrates deveria ser imediatamente afastado do posto que ocupa, por pressão direta do Chefe de Estado, e por iniciativa do Partido, o Socialista, que ainda dirige. Tudo isto, evidentemente, de forma discreta, e com dignidade suficiente para que sentíssemos que vivíamos, não num estado pária, mas numa democracia do primeiro mundo. Em seguida, e isto era um excelente figurino para todos os tempos e estações, dado que existe uma maioria absoluta parlamentar CONTRA José Sócrates, o Chefe do Estado -- alguém que não o manequim dos anos 50 da Rua dos Fanqueiros... -- deveria apresentar um Governo constituído por notáveis, e apresentado previamente ao Parlamento, dizendo, "fulano de tal é a minha proposta para Ministro das Finanças, fulana de tal para a Economia, cicrano, para a Educação, etc...", e caso a caso, todas as bancadas parlamentares, ou as suficientes para garantirem uma legislatura de salvação nacional, comprometer-se-iam a respeitar as cabeças de tutela, como Ministros da Nação, num período assumido de emergência.
Como se pode imaginar, pedófilos, aventalados, lobbies gays, hetero e fufas, opus demonizados, futeboleiros, traficantes, camorreiros, clientes do "Eleven" e gente sem escrúpulos nem dignidade seria imediatamente excluída desta espécie de Senado com dignidade Consular, cuja missão seria sanear o Sistema Político, reassegurar a Separação dos Poderes, e desencadear uma Operação Mãos Limpas, não em clima de frenesi nem de precipitação, mas calmamente, nuns seis meses, por exemplo, em que a Democracia Tradiconal deveria ser considerada como suspensa.
A ideia não é minha, nem tenta colar-se ao que já diversas vezes foi dito, por muitas vozes do nosso descontentamento, e considero-a, neste momento, sensata e consensual.
A alternativa tem perfume grego ou haitiano, conforme queiram, mas de uma coisa devem os Portugueses ficar cientes: doravante, sempre que lhes falem de Boliqueime ou de Vilar de Maçada, sejam elitistas e digam, desde logo, "por favor, passem a mandar-nos gente urbana, com sólida cultura civilizada, boa formação académica, vida afetiva e sexual bem assumida e um perfume de tradição aristocrática, porque servir um país não é como andar a servir em série chávenas num café"
(O Quarteto do Final dos Tempos, no "Arrebenta -SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Mário Crespo, novel efígie do nosso descontentamento
02 February 10 01:22 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Cheira mal em Portugal, e o cheiro não é de hoje, mas o dia a dia dos episódios rocambolescos vai se progressivamente aproximando do paroxismo das barracas de feira, e dos carrinhos de choque.
Como todos os impérios dos pés de barro, o Sr. José Sócrates Pinto de Sousa lida mal com a crítica e o humor. Sabe que só sobrevive dentro da couraça de uma miragem, e de um estranho ventilador, que diariamente lhe ilude a Realidade.
O problema do Sr. Sócrates não é de hoje, é um problema de má consciência, muito antigo, que começa nas suas origens, resvala pela sexualidade, atravessa os maus atos da governação, os negócios escuros de todos os inconfessáveis conluios, e, como todas as pessoas habilitadas à pressão, tem, ainda por cima, o terrível complexo de saber que nunca obteve uma licenciatura, mas um reles... diploma.
Há tempos que circulam, por email, textos de Mário Crespo, crescentemente verrinosos, e, bastantes vezes, certeiros. Para todos nós, enfim, os poucos, que têm alguns contactos com os bastidores da Informação, sabe-se que o que vem a público não é senão uma pequena parcela distorcida de coisas inenarráveis, que, postas lado a lado, nos revelariam um pântano de sufoco e inquietação.
Várias vezes li fragmentos de Mário Crespo e fiz um juízo de valor algo injusto, por ver naquela escrita um "Arrebenta" sem graça, embora mais certeiro e justicilaista, ... mas, o assumir de um tom daqueles ia muito além dos factos narrados, e mergulhava já numa necessidade de ser tronitruantemente CONTRA um estado de coisas de que nós nem faríamos a mais pálida ideia.
Hoje, foi o clímax, como já tinha sido com Manuela Moura Guedes, com José Manuel Fernandes, e tantos outros, que ocuparam aqui uma página inteira.
Portugal, por causa dos calcanhares de aquiles de uma Seita, mergulhou no Medo, e essa seita deitou-se a jogar no tudo por tudo, porque o Partido Socialista, ou, melhor, o alien que se instalou no corpo do Partido Socialista sabe que, uma vez perdido o Poder, ficará dele arredado por muitos e longos anos, e é bem feito.
Em meu redor, são centenas, e em redor dessas centenas, já há milhares, mesmo milhões de pessoas, que, em circunstância alguma, voltarão a votar PS, por mais dourada que se lhe apresente a pílula.
Outros, como José Maria Martins, foram mais audazes, e resolveram apresentar, judicialmente, uma impugnação do... "diploma". De aqui lhe bato a pala, e faço continência, pela audácia.
Com Mário Crespo, volta à baila o problema central da Liberdade da Expressão. Portugal fervilha de gente que prefere uma má história a um retrato abreviado da Realidade. Hoje, mal o escândalo tinha rebentado, já os canais oficiais de propaganda estavam na Metafísica da Bola, e, talvez por não ser dia 13, pouparam-nos -- vá lá -- andar a lamber o cu à Santa Saloia de Cara de Porcelana. Katia Guerreiro, por pudor, não cantou o Fado, aliás, acho que ela nunca cantou, mas isso não é agora chamado para aqui.
Mário Crespo enveredou por uma linguagem extrema, e tornou-se num alvo do Sistema, que pouco mais tolera do que a bajulação, a notícia comprada num jornal cor de rosa sobre os namoros femininos de um homem que não gosta de mulheres e não suporta que isso se lhe cole à pele plastificada de Primeiro Ministro, e aqui começam as impertinências do que será a História futura, quando, aqueles que, de entre nós, nos perguntarem como foi o nosso tempo, tiverem de obter estranhas respostas.
"Então o avô viveu num tempo em que se soube que o Primeiro Ministro tinha arranjado um diploma falso?... Conte lá como foi... Ele demitiu-se, e o que é que aconteceu depois?... ", e nós, engasgadamente, lá teremos de explicar a realidade, "não, ele não se demitiu, desmentiu, e pôs um da laia dele, do "lobby gay", a... fechar a Universidade, e a arquivar as provas todas...",
"ah, estranho...", dirá o netinho, e continuará,
"ó, avô, diz que no teu tempo se compravam árbitros e decidiam jogos, pagando com dinheiro e prostitutas... É verdade?... E prenderam alguém?...", e lá teremos de explicar que, em vez de se prender alguém e fazer uma auditoria a tudo o que jazia e subjazia à sujidade do Futebol, tivémos um Procurador Geral da República que, pelo contrário, desencadeou uma investigação sobre... quem teria posto as escutas na Net (?).
"Ó, avô, é verdade que os políticos abusavam sexualmente dos órfaõs da Casa Pia?... E prenderam-nos?... Isso é muito feio, violar criancinhas, o avô não ia deixar que me violassem a mim, pois não?...", e nós lá teríamos de responder, engasgadamente, que "dependeria muito da posição ocupada no Estado pelo violador, mas o avô depois explica, quando tu fores mais crescido, está bem..."
Mário Crespo encrespou-se, e passou das ideias às palavras crispadas, verbalizando toda a crispação que este clima de podridão estava a espalhar, diariamente, em mancha de óleo, sobre toda uma sociedade traumatizada, amordaçada e silenciada, o Portugal do início do séc. XXI.
Silva Pereira, Jorge Lacão, Augusto Santos Silva e outros quejandos fazem-nos lembrar a Chicago dos Anos XX. É verdade que, quanto a esses, compraram, mataram, e chegaram a viver num esplendor do Negativo, que fascinava toda uma sociedade, siderada, pela impunidade das atividades do Grupo.
100 anos são quase passados sobre essa porcaria.
Essas Bonnies and Clydes acabaram com um tiro na testa, quando as gentes deles se fartaram. José Sócrates quer enterrar consigo o Regime, e é lícito, já que os 100 anos de desastre da República talvez o mereçam.
Ouvir, ontem, Cavaco Silva, um ignaro da província, citar Guerra Junqueiro, que, se fosse vivo, o teria cilindrado em meia dúzia de quadras, foi, para mim, outro paroxismo do grau de invalidez da Coisa Pública.
Mário Crespo é apenas mais um episódio. Acontece que há certas gotas que fazem transbordar o copo de vez.
Por mim, podia ser já hoje.
(Afinal, o Quarteto era de Mafiosos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", solidário com Mário Crespo)
Três ratas na vida de Laura "Bouche", seguidas de uma P*** de rodapé
01 February 10 12:49 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Dedicado ao mal assumido José Sócrates Pinto de Sousa e a todas as mulheres que, voluntária, ou involuntariamente, se sujeitaram ao vexame de passarem por suas... "namoradas"
Já várias vezes aqui referi que Laura "Bouche" vive tão intensamente que nunca tem tempo para escrever, coisa que eu faço por "ela", com muito agrado, já que escrever as memórias de Laura "Bouche" é um pouco como redigir a II, a III e as IV séries de "Os Lusíadas", sem rimas nem amores, mas infinitos esplendores.
Rezam as crónicas que Laura "Bouche", em toda a sua extensa vida, só contemplou três c***s, embora os exegetas divirjam sobre o número ser 3, ou apenas 2 e 1/3.
A primeira c*** na vida de Laura começou num engate dos chichis do Cais Sodré, ainda passava por lá a fina flor de Lisboa, e os machões desesperados das 6 da manhã do "Kremlin", para os quais qualquer boca servia, depois de uma noite perdida, em redor de mulheres que odiavam f**** rápidas e não procriativas, nem casamentáveis.
Com toda a naturalidade do mundo, Laura engatou o homem, e já o estava a meter no carro, quando o gajo lhe perguntou se não podia levar a mulher também. Como, naqueles anos verdes, Laura nem sabia o que fosse uma mulher, e pensou que fosse alguma marca de cerveja, lá acedeu, mal sabendo que tinha acabado de enfiar o Diabo na sua vida...
Chegada a casa, o que é o mesmo que dizer que estar, então ainda viva, ninfómana e fressureira, na mesma latitude da Grande Amália, mas com alguns segundos de Longitude de diferença, Laura despiu-se, tirou o sardão -- uma coisa rasputininana -- para fora, e deitou-se no chão, com o homem imediatamente sentado em cima do pistão, a fazer "cavalinho" de feira. Até aí tudo estaria normal, já que, em cada minuto, a cena se repete milhões de vezes, pelo planeta afora, não fosse a gaja levantar as saias e pôr a c*** bem em cima da boca de Laura "Bouche".
Carlos Amaral Dias diria que as hipóteses de reação poderiam ser múltiplas, mas Laura teve uma reação de Lineu, muito popularucha, para quem só costumava papar os "duchaises" da defunta "Pastelaria Ferrari".
Laura "Bouche"... vomitou...
A história correu o meio, como uma fatalidade, já que Laura tinha sido sujeita a uma cena contra a natureza, e a um ato de violação indecente, por parte de uma badalhoca, que se achava no direito de fazer aterrar o bacalhau em qualquer pista de Alpiarça, e, quando as bichas amigas, horrorizadas, lhe perguntavam com o que é que se parecia, afinal, uma c***, ela respondia, "parece-se com um... vómito", e isso passou a ser lido, com o exagero típico das doidas, no sentido alegórico, moral e anagógico, quando, afinal, tinha sido um simples acontecimento hiperrealista, que qualquer "moça" nunca desejaria ter tido no seu currículo.
E esta foi a primeira c***, na vida de Laura.
A segunda, bem mais recente, naquela plataforma de engates que se organiza em redor do escuro do Instituto Hellen Keller, onde não há perigo de haver testemunhas, já que as criancinhas, graças a deus, são todas cegas, surdas e mudas, uma espécie de vítimas da corja do Jaime Gama, mas em versão integral, nesse local, contava "ela", parou um carro com um bonzarrão, mas com um pequeno problema: enquanto abria a porta, e punha a sarda tesa de fora, para que Laura mamasse, viu-se na sombra, que tinha sentada, no lugar do morto, uma galinha sua, ofegante.
Entre a angústia de perder o homem e de ter de se submeter, outra vez, ao vómito, Laura escolheu reger-se pelo Princípio do Prazer, e ajoelhou no alcatrão, com a porta aberta, enquanto o cavalheiro insistia em que remexesse na c*** da companheira, e lá enfiasse o nariz dentro.
Manhosa, Laura manteve uma respeitosa distância, fingiu que se excitava, até apanhar com o jato de porra na boca, e fugir apressadamente do local do crime.
Deste segundo monólogo com a vagina, disse Laura "que aquilo era cheio de folhos e entrefolhos, e que mais parecia os cortinados do Teatro Dona Maria do que uma boca da servidão", e os anatomista dar-lhe-iam meia razão.
E esta foi a segunda c*** da vida de Laura.
A partir de agora, dividem-se os estudiosos, já que a cena se passa perto da Quinta do Lago, comprada pelas Mafias Angolana e de Leste, e onde Laura se passeia despudoradamente pela praia, toda nua, à espera de que um pescador, ou filho de pescador, faça dela a sua serva do senhor.
E já corria a tarde solarenga, quando, por detrás de uma duna, um machão, com os calções pelo joelho, se viu estar a ser descaradamente mamado por uma traveca.
Laura é uma senhora, mas também sabe que quem manda tem de se impor, e aproximou-se daquela cena infame, deu um encontrão no travesti, e abocanhou as partes eretas do macho em fúria.
Quando lhe perguntaram como tinha sido este seu terceiro encontro com o Feminino, chocou toda a gente, afirmando "que não sabia que as mulheres também tinham... c******".
E este foi o terceiro encontro de Laura com um mulher, só que de mulher sem... rata.
O final é uma nota de rodapé, e passa-se no redondel dos engates, em Guimarães, bem perto das muralhas do Castelo, onde começou a Nacionalidade, coisa substancialmente mais sólida e saudável do que a... "República".
Estava então Laura, naquele engano de alma ledo e cego que a realidade não deixa durar muito, a tentar engatar um camionista, que, como todos os camionistas que não assumem que querem ser mamados, fingia ler, dormir e enviar sms. Enfim, um clássico.
Laura, castrolaboreira, enveredou então pelas armas químicas, abriu a braguilha, e tirou para fora a lampreia à moda do minho, para ver se o camionista se decidia, mas como estas coisas são regidas pelo Princípio do Caos, quem primeiro reagiu não foi o condutor, mas uma das p***s que andavam no ataque da zona, que saiu lá do fundo, com aquele sotaque de padeira de aljubarrota, e a começou a insultar, num tom do politicamente correto, qual procurador geral da república sobre as frutas do Pinto da Costa, e berrava, "pois, se formos nós a fazer essas coisas, e a levantar as saias para mostrar a c***, a polícia vem logo, e somos multadas, e vamos logo presas!...", e a voz erguia-se, e começava a fazer-se um ajuntamento de trabalhadoras sem recibo e por conta própria, num tom de feirantes em fúria, "... e vocês, seu paneleiros, pensam que isto é tudo vosso, e é sempre a abrir, se eu te ponho as mãos em cima... mato-te!!!...", e Laura desesperada, empoleirou-se entaõ no degrau da camioneta, batendo no vidro, até que o condutor compreendeu o desespero da cena e a deixou entrar, arrancando, prego a fundo, e atirando com as p***s todas pelo ar, como naqueles filmes da série "Rambo".
Apesar de rodapé, a história acabou bem, porque já mais à frente, conta Laura, sempre acabou por chupar, e, como tanta gente há que morre de fome enquanto outros tambénm desperdiçam, não só o chupou como também... engoliu.
(Diálogos das prostitutas, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )
A Eutanásia Política de um tal de Sr. Aníbal, natural de Boliqueime
30 January 10 01:43 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Durante anos, defendi em hipótese, e reitero agora, diariamente, em tese, que o Sr. Aníbal, de Boliqueime, foi a pior coisa que aconteceu ao Portugal Democrático. Aliás, a República, essa hipóstase dos sonhos parasitários da Maçonaria, só conseguiu produzir totalitarismos: em 100 anos de existência, 48 foram consagrados a um desgraçado, em tudo limitado, exceto na ronha, e que podia ser pai do atual Cavaco; 10+4 passados com Aníbal a permitir a montagem do Polvo que nos afastou, para sempre, do pelotão europeu, e 18 anos de ininterruptos escândalos narcisistas de um Sócrates da época, a quem chamaram Afonso Costa. Se dermos relativo desconto ao desastre da passagem de Durão Barroso pela política, 2 anos e qualquer coisa, já nem me lembro, mais os rompantes de descalabro soarista, sobra muito pouco. É sabido que sou péssimo em contas, mas digamos que quase 90% dessa coisa, chamada "República", podiam ter sido deitados fora, porque não nos levaram a lado nenhum, exceto de país miserável da Europa a Cauda dos 12, e, atualmente, a Cauda dos 27, porque a Turquia ainda não entrou.
Isto, se fosse uma empresa, era a história de um redundante fracasso. Infelizmente, não é a história de uma empresa, mas o roteiro rançoso de 90 anos de história perdidos, no longo declínio do mais antigo estado nação da Europa. Infelizmente, ainda, não há aqui espaço para encolher os ombros, e, hoje, 30 de janeiro de 2010, Portugal tem à sua frente duas das figuras mais nefastas de toda a sua existência, Sócrates e Cavaco.
Quanto a Sócrates, li ontem, com alegria, que, em 2013, já não poderá mais candidatar-se ao posto de Estafermo Governamental, pelo que se supõe que vá ser Reitor da extinta Universidade Independente, se Schwarzenegger, entretanto, não o convidar para "Mayor" de S. Francisco, a Capital Gay do Mundo, onde poderá exibir os seus armanis e o seu nariz de batata, enfim, luxos de transmontano, que nunca conseguiu integrar o espírito da Capital.
Quanto ao senhor Aníbal, do qual se conhece obra feita, e profundamente feita, as célebres estradas de alcatrão, onde se roubava a camada de desgaste, para aquilo durar 2 anos e picos, a vinda, em massa, de mão de obra escrava, para construir as obras pirosas de um Regime obsoleto, a destruição dos canais de Formação Profissional, através do descarado desvio de Fundos Estruturais, Ministros Pedófilos, Secretários de Estado tirados da Marginalidade, incompetentes crónicos, como Cardoso e Cunha, e João de Deus Pinheiro, que lhe branquou, enquanto Secretário de Estado, as faltas injustificadas que o Conde de Nova Goa lhe tinha posto em cima, andava o Sr. Aníbal, muito alegremente, em Campanha Eleitoral, e as aulas que se lixassem, enfim, tirou-lhas, e foi a Ministro da Educação, a tal pasta que qualquer português pode ocupar, e, depois, ainda subiu mais, indo a Ministro dos Negócios Estrangeiros, o célebre "Ministre Portugais des Affaires Étrangères (qui) est étranger à ses affaires", e Comissário Europeu, a coroa de glória do Princípio de Peter Cavaquista.
Vou ter de abreviar.
Entre Presépios e ataques do foro neurológico, muito bem controlados por Lobo Antunes; entre construir casas de banho por tudo o que é o Palácio de Belém, para não se mijar, incontinente, pelas pernas abaixo; entre aquele falar galholho e cheio de perdigotos, e as mãos perpetuamente transpiradas, do gajo que tem pavor de que a multidão, um dia, o defenestre; entre as cólicas do ai jesus que me vão tirar uma vírgula do Poder Presidencial, nos Açores, o episódio ridículo das escutas, preparadas, ou não, pela sua corte de gatos pingados da Servilusa; entre as comunicações ao País sobre aberrações que não interessam nem ao menino jesus, como os votos e os vetos do divórcio, o sr. Aníbal, pouco inteligente, mas chico espertalhão, à algarvia, aprovou tudo e mais alguma coisa da legislação que arruinou, em massa, Portugal, nestes últimos 4 anos. Se quisermos falar de Crime de Lesa Pátria, ele e Sócrates são puros cúmplices, e não se distingue um do outro, numa migalha que seja, exceto um ser paneleiro e o outro nem acreditar que isso possa existir.
"Suddenly last Winter", ou seja, neste janeiro corrente, resolveu o sr. Aníbal convocar o Conselho de Estado, por onde pairam alguns fácies que também já deviam ter ido à barra do Tribunal da História, e, "en passant", vou relembrar Leonor Beleza, também conhecida pelo Paulo Pedroso do Cavaquismo, Almeida Santos, um dos patrões da Teia de Camorras de Moçambique, Jorge Sampaio, que obstruiu sistematicamente as investigações do "Casa Pia", Jaime Gama, nome muito referenciado na Casa dos "Érres", Manuel Alegre, um gajo que diz sempre "não", mas é cara omnipresente nas poltronas do "sim", e mais umas quantas almas que se recomendam pouco, enfim, a fina flor do Polvo, sentada em redor da mesa de bilros, preparada, a preceito, como uma enorme bandeira de croché, pela Maria de Centro Esquerda/Direita/Volver.
Como bem referem os críticos, o Conselho de Estado não foi reunido no momento em que houve um Primeiro Ministro ferido de morte, por falsificação de documentação académica; não reuniu o Conselho de Estado quando Portugal derrapou em todos os índices de desgoverno económico e financeiro, cultural e educacional, e, sobretudo, não reuniu o Conselho de Estado, quando se descobriu que havia uma coisa chamada BPN, que reunia os seus antigos amigos todos, da Primeira Camorra Cavaquista, e que, investigado um pouquinho que fosse, logo deceparia o Estado Podre, separando, para sempre, a Má Moeda da Boa Moeda, como se Boa Moeda ainda houvesse. Abafador, travão de mão, e "freeporteou-se" ali a coisa, porque em Portugal só há gente honesta.
Para a semana, por fim, reunem estas ilustres almas negras do Conselho de Estado, mas desenganem-se, não vão falar do Deficit Grego, nem do nosso Desemprego Espanhol, nem dos salários subsaharianos, nem das trafulhices das Finanças, nem do Ogre Constâncio, nem do BPP, nem do BPN, nem do "Freeport", nem da Justiça, ao serviço dos mafiosos do Futebol. Não, corre por aí a suspeita de que o sr. Aníbal, que levou centenas de leis para assinar, lá na tal Praia dos Tomates, ou do Pulo do Lobo, ou que m**** algarvia é essa onde ele passa as férias, e manda bloquear o espaço aéreo (!), o Sr. Aníbal, dizem as más línguas, vai reunir o Conselho de Estado, para ter as costas quentes no veto de uma minusculíssima coisa, de quem já ninguém se lembra, o Casamento "Gay", coisa que a sua Maria nunca conseguiu engolir, mas que é uma prioridade para Portugal, como as angústias da lei do Divórcio, não fosse o sr. Aníbal ser um pau mandado das forças obscuras da Opus Dei, que o elegeram, como contraponto da linhagem maçónica presidencial.
O que é bom, neste texto, é que é totalmente ficcional, como, para a semana, vocês irão poder ver.
(Democratizado, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
Os Três Pês: Portugal-País-Pária
27 January 10 01:07 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
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Tenho andado relativamente caladinho, porque a Realidade está a rodar a um tal ritmo que me tem custado digerir algumas das últimas efemérides.
A primeira, porque superlativa, refere-se ao Futebol coisa da qual não pesco um corno, embora saiba que passa por recrutamento sistemático de pessoal das barracas, branqueamento de capitais, através da "compra" (?) milionária de suburbanos de meio neurónio, para passarem de Clube em Clube, sem que ninguém perceba bem por quê, nem para quê, exceto para fazer rolar gigantescas massas de dinheiro duvidoso, vindo do tráfico da Droga, dos Corpos e do Plutóno.
Sei que a coisa mete subornos, muitos construtores civis, conúbios entre Câmaras e Mafiosos, circuitos de p***s e de Rapazes, importados clandestinamente, para pagarem favores de cama -- "fruta", como diz o Jorge Nuno, meu amigo de há longos anos -- e que isso vai gerando uma teia de corrupção, de rabos presos, que, geralmente, acaba em tiros pela noite, execuções sumárias e gente que desaparece.
Regra geral, como é preciso arranjar culpados, há um que está sempre de serviço, uns Brunos "Pidás", uns Mários Machados e, claro, o Vale e Azevedo, que está para o Futebol como o "Bibi" está para o "Casa Pia": sempre que há uma bronca, ele é o perseguido e castigado, para os outros poderem continuar em paz, a "trabalhar"
Socialmente, a coisa é mais elementar e catártica, porque é pretexto para que os mal casados espanquem as mulheres, sempre que o favorito perde, e para que se gere a enorme empatia homossexual coletiva, que vai desde os jatos de mijo comparado, dos urinóis públicos do estádio, ao balneário, e aos desejos, sublimados na cerveja, de mamar na picha mole do Cristiano Ronaldo, ou de sonhar apanhar no cu do Figo, coisas tipicamente portuguesas, e, portanto, naturais, daquelas que fazem o solzinho dançar, o país regredir e o casamento procriar.
A semana passada, eu, que não pesco boi de Futebol, acabei por ver, aliás, ouvir... acho que três das tais Escutas do Pinto da Costa.
Aquilo é de muito baixo nível, como os orgasmos da Clara Pinto Correia, os plágios do Miguel Sousa Tavares, ou a bandeira de croché, da Maria de Centro/Esquerda de Boliqueime, mas fez-me ficar, na boca, com um sabor a pouco, porque se aquilo são amostras, então o que seria a ementa completa?...
Isto parece humor, mas não é: ouve-se ali falar de pagamentos com "fruta", equivalente aos "robalos" de Armando Vara, e, para um leigo, como eu, em Futebol, da escolha (!) de árbitros, para condicionarem resultados de jogos, e do célebre currículo à força do execrável Mourinho, agente da Mafia Russa, entre outras preciosidades.
Para mim, cidadão comum, embora diferenciado, aquilo era matéria mais do que suficiente para desmontar a camorra toda, da qual Pinto da Costa é apenas um dos rostos mais reles e conhecidos, e aqui passamos já para um segundo patamar de gravidade: ou aquelas escutas são falsas, ou os tribunais que as impugnaram ou taxaram de "irrelevantes" são espaços duvidosos, não frequentáveis e que nos apavoram sobre a inexistência de um Estado de Direito, a definição de Democracia, e mostram que entre isto e as leis do Haiti pouca variância vai.
A coisa piora, quando nos recordamos que, em Portugal, não se fala de outra coisa senão de Escutas. Das do "Casa Pia", ficou a encenação de curtíssimos minutos, quando queríamos ouvir TUDO, aliás, no estado em que as coisas estão, e depois de ter ouvido o Jorge Nuno ao telefone, mais a sua Carolina Salgado, outra badalhoca, no nível da Maria Elisa, a ser entrevistada, eu, cidadão português, do séc. XXI, reservo-me o direito de ter acesso a todo este tipo de coisas, abafadas debaixo de uma capa sorumbática e lúgubre, chamada "Segredo de Justiça", que já se percebeu que é o nome que se dá à cortina de silêncio debaixo da qual "eles" têm tempo de maquinar e fazer ajustes diretos, para que tudo acabe sempre em... nada.
Lembra-se da "Moderna"?... Lembra-se da "Independente"?... Lembra-se do "Casa Pia"?... Do "Apito Dourado?"... Do "BPN", branqueado por uma boca da servidão, chamada Sónia Sanfona?... Do "Freeport", e das escutas mandadas queimar pelo Bode do Supremo Tribunal de Justiça?... Lembra-se de outras tantas coisas iguais, de que nos vamos esquecendo, no meio do permanente escândalo e perplexidade que nos vão provocando?...
Pois nós queríamos saber tudo, ouvir tudo, e ter o direito de nos pronunciar sobre este pantâno de lama e excrementos em que nos mergulharam.
O Primeiro Ministro Grego confessou que o seu País tinha ido à bancarrota por causa da Corrupção, que é o nome oficial que as coisas que atrás descrevi têm nas sociedades civilizadas.
Acho que ele tem razão, e ainda vou acrescentar algo mais grave: em Portugal, a coisa é muito pior do que na Grécia, e vamos vê-lo muito brevemente.
(Trio da "fruta", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
Memórias do "The Braganza Mothers I" - "Retratos das novas vozes do Conselho de Estado (dedicado à Maria José, para quando acordar amanhã, já vir a rir um pouco)"
26 January 10 01:11 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
O Professor Cavaco Silva tinha-me prometido: "quando eu for eleito, a menina vai fazer uma reconstituição facial, como aquela da mulher francesa a quem o cão comeu a boca, salvo seja, e garanto-lhe que já vai com um olhar novo quando entrar para o Conselho de Estado!...".
Passaram-se três meses, e por que será que quando eu olho para o espelho só vejo uma mistura de mim, do Pacheco Pereira e do Magritte. Será problema meu, ou deverei mesmo trocar de espelho?..."
Efeméride: Há exatamente 4 anos, nascia "The Braganza Mothers"
24 January 10 12:57 PM | Arrebenta | 1 Comentário(s)   
Há quatro anos, como resposta ao desastre nacional que foi a eleição de Cavaco Silva para o cargo de Envergonhar Portugal, nascia o primeiro "The Braganza Mothers", do qual só conservámos o epitáfio. Desde então, muita água passou sob as pontes, o país degradou-se, ao ponto de ter a sua identidade nacional em risco, mas muita coisa se alterou, no sentido da liberdade de pensamento e expressão. O "estilo Braganza", que gerou alguns violentos anticorpos, acabou por se infiltrar silenciosa, mas implacavelmente, afetando o carisma de outros lugares, e, sobretudo os Órgãos de Comunicação Social, que aprenderam o poder das imagens, dos aforismos, e que havia um País Secreto, por detrás dos Políticos idiotas e aparentemente bem comportados, regido por Sociedades Ocultas, Vidas "Privadas" mal assumidas, "biografias" compradas em revistas cor de rosa, e que o Crime governava Portugal com o mesmo nível de impunidade e paridade do que a Má Lei.
O Humor não mata, mas mói.
Desde então, quem reconhece, depois de fortemente sacolejados, o "Correio da Manhã", o "Público", a "SIC", a "TVI", mesmo o "Expresso", o grande conservador e impulsionador da farsa politicamente correta?... Nasceu, entretanto, o "Sol", e mais aquela coisa da bicha filha das Avillez, que eu não leio, mas existe. Toda a Comunicação Social regressou à irreverência, mas falta um enormíssimo caminho a percorrer, aquele que nos separa do noticiar duro e puro da Verdade, que todos nós sabemos existir, mas nos é dada, muito raramente, e sempre contra alguém, nunca em benefício da nossa Cultura, enquanto Estado/Nação mais antigo da Europa. Com o tempo, lá iremos, e aprenderemos, como os Ingleses, que certos boatos podem, e devem, fazer cair Governos, ou, como os Americanos, que as escutas são SEMPRE válidas, e têm consequências práticas e políticas. Falta fazer um 25 de Abril na Justiça, mas, com persistência, ele far-se-á.
Estamos de parabéns, muitos por aqui passaram, muitos saíram, foram os melhores ficando, de entre outros grandes que ainda nos acompanham, do lado de fora. Para todos os que, neste devir, sempre mantiveram a dignidade, uma saudação, que é de equipa e genuína. Nas franjas, aqui aprendemos muito sobre a nobreza e a indignidade humanas, o que seria natural: a Blogosfera não tornou as pessoas melhores, apenas lhes concedeu mais um campo de exercício, mas a verdade é que muitos estavam silenciados, antes da Blogosfera, e, agora, não estão, por mais que isso desagrade ao Sistema das Comadres. Mesmo que terminássemos hoje, já teríamos marcado a História da Expressão, em Portugal.
Como memória da efeméride, aqui fica o primeiro texto publicado, em 24 de Janeiro de 2006, no "The Braganza Mothers" inicial:

The Day After Após um excelente trabalho realizado em "The Great Portuguese Disaster", esta equipa acordou, e descobriu, espantada, que tinha perdido alguns, porventura, os melhores 3 meses da sua vida, obcecada com um par de jarras que já nem na loja dos chineses se encontra. Ora, obviamente, gente de bom gosto, não perde tempo a andar a escarafunchar em sepulturas. Em contrapartida, e dado o elevado número de visitas ao nosso espaço, mesmo depois de ter sido coberto com sete palmos de terra, decidiu-se alargar o grupo, criando esta espécie de Convento do Retiro, uma Fátima dos mais humildes, porque a verdade é, onde, num mundo limitado como o de hoje, recolher, por exemplo, uma ninfomaníaca, uma freira lésbica, uma bichona, uma rebarbada, um picassista, um travesti não-operado, casos crónicos de esquizofrenia, um distinto paranóico, ou uma apreciadora de sexo com animais?... Pois a verdade é que não havia, pelo, que doravante, passa a haver e é mesmo AQUI!...

Acho que desde então, cof, cof, cof, piorámos, mas para... melhor. Parabéns :-)

O Haiti Lusitano
22 January 10 02:15 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do KAOS
É uma vergonha viver em Portugal.
Eu, que nada percebo de Futebol, nem tenho tempo para andar atrás de vídeos do "Youtube", ainda só vi uns pedacitos daquela porcaria.
Pessoalmente, porque acho medíocres os "Gatos Fedorentos", acho que foi mais uma manobra publicitária deles, mas muito fraquinha, ainda mais fraquinha do que de costume: pagar a uns imitadores, pôr umas fotografias estáticas, e tecer enredos em redor de situações disparatadas é do mais fácil que há, e só joga contra eles.
Enquanto artista, tenho de confessar que me sensibilizaram muito mais os orgasmos fingidos de Clara Pinto Correia, porque, apesar do fingimento, do velhadas a fotografar, e do estado de decadência humana do modelo, nós ainda tínhamos pé, ou seja, ainda sabíamos que era ela, mais uma vez, a tentar dar nas vistas, com os escassíssimos recursos que lhe restam. Como já alguém disse, agora, só lhe falta ladrar.
Ficam aqui, portanto, duas notas negativas, uma, obviamente, para os "Gatos Fedorentos", que, mais uma vez, lançaram, para o "Youtube", um subproduto, que, brevemente, vamos descobrir que nos saiu dos bolsos, "as usual".
A segunda nota negativa é para o Procurador da República, que nos representa, e representa a putativa presença de um Estado de Direito em Portugal: um homem, com tal cargo, não se pode deixar enganar por meia dúzia de "skteches" teatrais de nível zero, produzidos por atores de segundo nível, nem andar a ronceirar por bastidores de programas reles de televisão, e, muito menos, não pode vir, com ar sério, anunciar, para os Órgãos de Comunicação Social, o lançamento de "investigações" (!). Longe vão os tempos em que Orson Welles apavorava os Americanos, com leituras, graves, pausadas e manuel alegrizadas, na rádio, de "A Guerra dos Mundos".
O que fica a seguir, e só como rodapé, é uma breve salva de palmas para os imitadores, porque, embora os enredos tenham sido medíocres, por alguns momentos julguei mesmo estar a ouvir vozes conhecidas, como a do "Jorge Nuno", mas, depois, com um bocado de atenção, vê-se que não é ele, não se vê?...
Agora, Dr. Pinto Monteiro, talvez devesse esquecer o lado da brincadeira, porque se tratou de uma brincadeira, e tentar ver se, no meio daquelas ficções todas não haveria, por acaso, sei lá, uma pontinha de verdade, porque, para os "Gatos Fedorentos" conseguirem juntar algumas peças daqueles "puzzles", e montarem umas rabulas, só deus saberá se não haveria ali alguma ponta de verdade, e isso seria mau, PÉSSIMO, porque os Portugueses já andam tão inquietos que poderia ser desastroso que se sentissem a viver num cenário ainda mais inseguro e sórdido do que aquele em que estamos mergulhados.
Vá lá, eu sei que não é a sua função, mas faça-nos um comunicado, a dizer que tudo aquilo não passou, realmente de uma manobra publicitária, uma parvoíce de mau gosto, cheia de fraco humor negro, gente que precisa de faturar uns euros, e que o País não é assim, e que os "Gatos Fedorentos", se não têm mais do que fazer, que brinquem com a pilinha uns dos outros.
Eu agradeço, e acho que, comigo, agradecem muitos mais Portugueses
Aventuras de Laura "Bouche", no País das Novas Oportunidades
19 January 10 02:56 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Imagem do Kaos, e como celebração do 25º aniversário de Laura "Bouche", no qual infelizmente, não pude participar
Conheço a Laura desde o início dos tempos, ainda as trilobites andavam a apanhar no cu, no fundo dos Oceanos.
Laura sempre foi mentirosa, perversa e somítica.
Somítica mediu-se de muitas formas, como aquele dia em que íamos para a praia, e caiu uma das peças da carrinha, e decidimos continuar mesmo assim, porque leigos em Mecânica, achámos que era o carro, só a tentar... poupar.
Laura é capaz de ir para um vale deserto, apanhar nas bordas, mas num daqueles vales com eco, para só ter de dar o grito inicial, e o vale encarregar o eco de assegurar o escarcéu seguinte, e eu acho isto notável, e patriótico.
Laura é muito antiga, e vem do tempo em que as bichas não andavam enjoadas, a teclar para a 604 da SIC, ou a enviar sms de sexphone, ou a fingir, noites inteiras, rua acima, rua abaixo, que não precisam da base de alimentação de cada sodomita, e que não é pão, mas c******, do bom e do grosso.
Há quem diga que Laura ficou assim de infância, por causa da vizinhança, já que não é para todas ser vizinha de Amália, a Goela Sonora de Portugal. Diz-se que, de pequenina, se punha a espreitar pela fresta da janela, quando os garanhões subiam a escada, e iam enterrar o Fado, na guitarra que a Cantora tinha entre as pernas, ou quando ela se entregava às variações da fressura, num tempo em que ainda não havia antónios, muito menos variações. Desses tempos, só ficou a fixação nas remodelações das casas, porque a Laura adora casas, embora passe a vida entre papelões e garrafas vazias, nas célebres traseiras daquela carrinha, que abriu os noticiários todos da SIC-Notícias, quando os lugares de engate do ISCTE estavam na moda, e ela aparecia, pendurada na janela, a insultar a concorrência, porque a noite é longa e o macho pouco. De tais remodelações, ficou o maravilhoso "happening" do Centro Comercial "Allegro", em que deixou à porta aquela sanita onde se tinham sentado os cus mais notáveis e passivos de Portugal. Bem haja: acabou como devia, entre pânico, seguranças e polícias, o sonho de qualquer escandalosa.
Laura trabalha onde calha e com quem pode.
O vigilante monhé de Sete Rios, mais as pretas da limpeza, têm-lhe um ódio de estimação, já que Laura, quando eles começam a rosnar da sua longa permanência -- des journées entières dans les urinoirs -- defronte do wc, à espera da presa, Laura rosna ainda mais, e chama-lhes tudo o que lhe vem à cabeça, e nisso eu sou seu incondicional aliado, já que, nas vésperas, vou de marcador grosso, e escrevo pelas portas "se queres mamar aqui, dá um euro à gaja das limpezas, que ela deixa-te mamar na casinha das vassouras..."
Para o atual panorama português, um euro tem o valor do euro no Haiti, e é delicioso ver as caras daquelas avantesmas, a medirem-se umas às outras, enterradas no seu miserável sifão, a tentarem perceber quem é que, no meio daquela mútua miséria, consegue estar a ganhar mais um euro, que seja, nas costas do vizinho. E, enquanto se medem e controlam uns aos outros, lá vai Laura, maneirinha, discreta e viciosa, para os recantos sombrios dos pilares, mamar um brasuca ou um cabo-verdiano, casados, que querem vazar a coisa, bem antes de se irem enfiar nos pardieiros, ao lado da celulite das suas tronchudas suburbanas.
Laura é um serviço cívico, e um bem de utilidade pública, e sempre assim foi, desde os tempos em que a paneleira da La Feria não tinha ainda comprado o "Olympia", para o fechar, e impedir as "manas" de ali mamarem o que ele não podia fazer.
O "Olympia" era, então, uma tertúlia literária, onde se juntavam Laura, a "Micas" e o defunto Cesariny. A "Micas" era a mordoma, e, com os machos todos em fila, enquanto, na tela, passava o "Gulosas por Animais", que ninguém via, lá ia orientando o esvaziar daquelas listas de espera, ora encaminhando-os para o Cesariny, de beiças desdentadas, as melhores gengivas de c*** que ali trabalhavam, diz-se, ou para Laura, com carta e certificado de recomendação, "olha, mama aquele ali do fundo, que tem um ASSIM, enquanto eu despacho este...", tudo num tempo em que Portugal era produtivo, e não vivia dos desvios de fundos da Comunidade Europeia, nem dos sacos azuis das Câmaras do PS.
Entre as suas múltiplas profissões, Laura trabalhou para o Metro de Lisboa, e, muitas vezes, já os comboios não circulavam nas linhas, e ainda ela fazia as estações todas da via crucis dos túneis da Rotunda do Marquês de Pombal, aviando passageiros fora de horas, até àquele momento fatídico e fatal, em que o barrigudo e bêbedo vinha pôr os cadeados nas grades, a anunciar que já não havia mais vagões a passar ali. Era a hora da angústia, e era então que Laura subia para o Parque, e trabalhava nas moitas todas, até de madrugada e manhã adentro.
Laura foi sempre muito discreta, e raramente levava homens para casa, fazendo-os sempre na casinha de transformação de eletricidade, que ficava bem defronte da porta, com os vizinhos todos a ver, como já aqui foi bem contado. Desses tempos, pouco ficou, exceto a casa que a mentirosa ainda hoje tenta vender, dizendo que "tem vista para a piscina", qual piscina, mulher, quando aquilo é o tanque do prédio de trás, o Lar Senhora da Aparecida, onde os velhadas são mergulhados em tanques de lama, como em Benares, para ver se a vida os cura do passar do Tempo!
Diz-se que Laura veio de famílias humildes e é verdade, já que a mãe, que deus tenha, passava a vida, de visons, a viajar de "Concord", entre Paris, Londres e Nova Iorque. Da mãe, herdou o vício, e, nos seus tempos áureos, quando estava casada com a fina nata da paneleirice lisboeta, mandavam todos vir o almoço de Nova Iorque, um luxo para quem se levantava às 4 da tarde, depois de ter aviado o Quartel inteiro dos "Raposas", da Costa de Caparica, ou quando o Nicha Cabral lhe passava para as unhas aqueles machões todos que adoravam dar uma volta de Fórmula 1, depois de ter vazado os colhões na boca das Avida Dollars do meio lisboeta.
Em certos círculos, Laura "Bouche" ainda é conhecida pela "Viuvinha Champalimaud", o que é completamente falso, já que só esteve para casar com Umberto d'Italia, o que só falhou porque ela adorava muito mais os machos egípcios que o Rei Faruk trocava com os belíssimos italianos, que escoltavam o Rei de Sabóia, isto, num tempo em que toda a gente fodia, e emprestava as boas f**** aos amigos, em vez de andarem a pensar em casamentos "gay", coisa que só interessa a Câncios e outras gajas mal fodidas.
Eu poderia estender este texto até às páginas de "Os Lusíadas", mas não tenho tempo nem teclado para isso, tanto mais que a Laura, Princesa do País Inteiro, dos ALLgarves e dos mamadouros de Aquém e Além Sevilla, já a esta hora deve estar a ligar ao Garcia Pereira, o seu advogado de mão, para me pedir uma indemnização de 1 cêntimo, por estar a expor aqui uma vida "privada" que toda a gente conhece, ainda o Mundo não era Mundo, portanto, vamos adiante, e passemos já àquele tempo em que Laura trabalhou nas obras, e no duro, pois que chegou a ter de ser trapezista, pendurada no varão de uma betoneira, a mamar um operário que se recusava a sair da cabine, e, enquanto com uma mão lhe apertava os colhões cabeludos, e metia até à garganta, ainda tinha de arranjar voz e folêgo para lhe ir dizendo que "estava a gostar, que nunca tinha visto um caralhão assim, e que era uma grande P***", tudo verdades, isto, com uma plateia de bichas desvairadas, cá em baixo, em plena Mata da Quinta do Conde, à espera de que ela caísse e partisse o cóccix.
Não caiu, cumpriu a função, engoliu, e o outro lá seguiu, com o betão meio solidificado para ir ajudar na obra de mais algum construtor civil aldrabão, que vende casas de luxo a parolos recém-casados com c***s moles.
Laura, como todas as grandes badalhocas, e não preciso de referir aqui Maria Elisa, Clara Pinto Correia ou Carolina Salgado, também se soube, hoje, achegar às Novas Oportunidades. Mentirosa, como sempre, forjou um diploma de Quarta Classe, das antigas, e apresentou-se no CNO, das Manas Oblatas, para sacar um "Acer" à pala de fingir que ia fazer o 12º Ano (!), quando tudo o que queria era a Net e enganar o Vigarista de Vilar de Maçada, mais as p***s que ele nomeia para a Educação.
Quis o fausto e o fado que fosse integrado num grupo que era (É...) um microcosmos da miséria nacional: um segurança, uma gaja que sofre de uma doença crónica de sangue, um bombeiro, um sacristão, uma freira, uma jeová e um autarca PS, do Norte, que quer tirar o 9º Ano, a "despachar", para poder voltar, para cima, para poder dar ordens nos engenheiros, arquitetos e advogados do seu pelouro de vereador...
As sessões são dignas de serem filmadas, porque melhores do que as escutas do "Face Oculta", ou Almodóvar: a gaja que sofre dos sangues a querer que lhe validem a competência de se ter conseguido manter viva com uma doença crónica daquela ordem, e em perpétua discussão com a jeová, que diz que "transfusões??... antes morrer!...", mais o bombeiro que quer validado o sofrimento e o cumprimento do dever de ter conseguido manter vivos muitos sinistrados jeová, contornando as transfusões que não querem receber, em pleno INEM; o segurança, que quer um diploma pela dureza de manter a ordem numa m**** destas, o sacristão a anunciar que isto tudo vai acabar mal no Dia do Juízo, e a freira a rezar, a rezar, a rezar, para que o diploma venha como o Espírito Santo emprenhou a Adúltera casada com São José. Odioso, furioso, rancoroso, e prestes a telefonar a Carolina Salgado para os "limpar" a todos, só o autarca, que está ali a fazer o frete do corpo presente, e quer sacar o diploma, tal o "Engenheiro" sacou o seu, na "Independente". Depois, pode acabar o Mundo.
Eu sei que isto são meros fragmentos de Laura, e espero que vos tenham posto com um sorriso nos lábios. Pela sua longa e empenhada carreira, Laura merece-o, e não pensem na golpada do computador, porque faz parte do lado de ladra dela (Não.. querida, não telefones ao Garcia Pereira, porque isto é tudo hiperealista, e tu és mesmo ladra e badalhoca... :-), e preocupem-se antes com as grandes talhadas com que nos foram, vão e vêm, diariamente, ao bolso, nos BPNs, nos BPPs, nos salários do Constâncio e da Maria José Constâncio, nos "Casa Pia", nos "Apitos", nos "Furacões", nas "Maddies", e noutras m****s afins, que já esqueci: Laura, ao contrário disto tudo, é inigualável, e não poderíamos passar sem ela, ao contrário dos anteriores, para quem um fuzilamente sumário, num Estado de Direito, seria o mínimo.
Obrigado, e palmas para a Laura, que a atriz é ela; atriz e atrás, já que o seu cu é dos mais bem desenhadinhos da Peninsula, havendo mesmo quem lhe chame o nosso "Koh-i-Noor" das nádegas
(Duo laureado no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )
Marco Paulo, enquanto metáfora e epígrafe de um destroço político, chamado "Partido Socialista"
17 January 10 01:34 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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As retretes são como os sismos: sempre que entopem, há réplicas, e o transbordo faz-se por odoríficos soluços. Acho que não preciso de explicar, mas passo da metáfora ao desgosto: mal o enólogo de Águeda sacou a rolha do gargalo, imediatamente se estenderam os copos, para a cena da vinhaça.
Há, em Manuel Alegre, um pouco de Malhoa, daquela mesa de cântaros vazios, e panças estendidas. Se me não falha a cronologia, andava, pelo mesmo tempo, Cézanne a pintar as suas naturezas mortas, que levaram ao Cubismo, enquanto, com o atraso português, nunca se passou da mera, e reles, borracheira.
Ando, há meses, a dizer que não tenho pachorra para escrever, mas os próximos meses prometem ser emocionantes, uma espécie de "grand finale", com todas as marionetas em cena, enquanto o barco se afunda. Mandatários... já devem estar, a esta hora, a esgatanhar-se, em redor do tal "caviar" -- que eu acho que são ovas de sardinha certificadas... -- e a pensar se avança o ex-bufo Fernando Rosas, se a boca de broche em grilos, Ana Drago, o que, aliás, é completamente irrelevante, já que a separação das águas se fez hoje: há o Bloco de Esquerda, que é o mesmo que dizer "les amis de Sócrates", e os que não estão nem com o Bloco de Esquerda nem com Sócrates.
O Partido Comunista, esse velho mastodonte de marés, espécie de espinha dorsal do País, quando lhe retiraram as vértebras salazarentas, vai demorar um tempo a reativar-se do impacto, mas é previsível a estratégia do costume: como nada tem a ganhar, prefere medir até onde poderia perder, e fará adiantar o seu peão, na expectativa, da "Segunda Volta", para poder ganhar protagonismo, e encostar-se à voz vencedora. Adora desempates, mas o país está de tal modo periclitante que não existe espaço para qualquer jogo, e era melhor que mudassem de estratégia.
A manter-se Sócrates, Sócrates ganha sempre, porque a candidatura de Alegre é a Comissão de Honra para a reeleição de "Seu" Aníbal, de Boliqueime, o Presidente do Socratismo, e mais a tropa de gatos pingados que o rodeia. Se o P.S. cair no erro das volatilidades soaristas, e fizer avançar Jaime Gama, mais do que esturricado pelo "Casa Pia", volta a ganhar o "Seu" Aníbal, mais a sua triste Maria. Acrescente-se que a Maria está num estado deplorável, e, como diz um dos nossos mais assíduos leitores, a encurvar os bicos de papagaio daquela maneira, chegará ao fim do Segundo Mandato com a forma de um "boomerang": bastará atirá-la contra o horizonte, e ela voltará, em forma de estrelinha de Belém, a anunciar um caquético Menino Jesus desdentado, e de Boliqueime.
O jogo é todo ele de tempo, porque, se Sócrates for arrastado para o fundo pela quantidade de escândalos e amoralidade, que introduziu na Vida Política Lusitana, e for substituído por um gajo com alguns palmos de inteligência, e não completamente podre, e estou a falar de António Costa, imediatamente o processo se acelerará, e virão todas as missangas da Câmara de Lisboa, os Zés que faziam faltas, as Rosetas, que viravam sempre na direção do Poder do Vento, e os outros quejandos, que se aproveitaram da Boleia da Capital: a cambalear, em mais um jantar de múmias, Alegre dirá "SIM", e as urnas inclinar-se-ão logo para o "NÃO", arrastando, por inércia e fatalidade, o preço e o odor da gasolina para os velhos Salões de Belém.
Vou fazer uma pausa, porque estou a escrever este texto e a ficar enojado comigo mesmo: pela primeira vez, as forças à direita (o que é isso?...) do P.S. não vão ter de mexer nem um dedo para fazer eleger o seu candidato. Ontem, quando o Garrafão de Águeda colapsou sob o peso da sua obsoleta vaidade, imediatamente me pus a fazer contas de cabeça, e só me caíam da prateleira Marcelos, Freitas e até, pasme-se, a "Velha", sinal do estado de desespero e desorientação a que cheguei...
Constitucionalmente, está escrito que qualquer português, maior de 35 anos de idade, pode exercer a Presidência da República. Com a nossa velocidade de andamento de tribunal, costumamos multiplicar por dois, e, lá para o fim do ano, vamos ter em campo dois basbaques, de facto, um, com 74 anos (!), e o outro, com 71 (!)
Suponho que o lema das campanhas seja "Viagra a Belém", mas, para Alegre, eu guardo um carinho: "YES, HE CAN'T!...".
Afora isso, o meu sentir profundo, resume-se numa outra frase: "Aníbal?... Nunca!... Alegre!?... JAMAIS!..."
Pena é que estejamos num país onde a idade de reforma máxima para a Função Pública não se estenda a estes cangalhos de retroseiro, e tenhamos de apanhar em cima com o mofo, depois de lhes termos papado décadas as varejeiras.
Termino como comecei: escrevo por tédio, e porque tem de ser, já que os palhaços se adiantaram a entrar em cena. Perguntar-me-ão o por quê do título. Infelizmente, tínhamos, até ao dia de ontem duas urgências sanitárias, em Portugal: limpar, do cenário, as excrescências Aníbal e Sócrates. Neste momento, o lixo acumulado passa também por Alegre.
Quanto a mim, que estou radicalmente de fora, acho, de facto, que o P.S. está como o Marco Paulo: padece, neste primeiro mês de 2010, de dois dos mais horrendos fedores. E isso vai determinar aziagamente o nosso próximo futuro, se futuro houver.
(Duo do lá vamos ter de voltar à luta, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )
Manuel Alegre: Entre a Paródia e a Morte Lenta da República
16 January 10 02:02 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
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Pronto, aconteceu, mais cedo do que eu queria, e, portanto, vai-me obrigar a escrever, ainda mais cedo do que o desejado, e totalmente contra vontade: Manuel Alegre, a derradeira caricatura do final da III República, cedeu aos impulsos da vaidade, e anunciou hoje uma suposta candidatura ao lugar de mais alto magistrado da Nação.
Vamos começar pelo início: não faço a mínima ideia de quem seja Manuel Alegre, não lhe sou devedor de coisa alguma, e o seu papel na sociedade contemporânea é, do meu ponto de vista, completamente nulo. Contas feitas, tem assim o perfil ideal para não se candidatar à Presidência da República.
Enquanto espectador, e sideralmente farto destes jogos e filmes, nutro por Manuel Alegre um desprezo que roça a sua pior forma, que é o tédio. É uma figura que só me entedia, e me obriga, com displiscência, a mudar imediatamente de canal, mal a sua figura surge. E não é de agora, é de sempre.
Em 2005, quando se começou a perceber que a III República estava em agonia, com o avanço para primeiro plano de figuras que historicamente estavam exaustas, e já deviam fazer parte do nosso histórico do Rotativismo Português, foi com choque que vi desenterrar Aníbal, o carrasco de 10 anos cruciais do desenvolvimento económico, sociológico e cultural de Portugal. Num gesto quixotesco, o velho leão que o toureara durante dez anos, Soares Pai, avançou, e esse foi o segundo erro, porque se estava a gerar ali um efeito dominó, completamente desvirtuado e asfixiador do próprio ato da Eleição Presidencial.
O terceiro erro, o fatal, foi surgir das sombras um presumível "candidato independente", que, de independente nada tinha: Manuel Alegre, quer pela fisionomia, quer pelo seu percurso, é uma espécie de sarro de tudo o que de pior se orquestrou, entre I e III Repúblicas. O Autoritarismo, chefiado, primeiro, por Salazar, e levado à campa por Caetano, colocou a figura no seu lugar próprio, empandeirando-a de lugar em lugar, até acabar entre os Berberes, a falar sozinho para os microfones, um filme pago pelos Franceses, como é usual, assim evitando que a paródia europeia fosse incarnada pela França, e devolvendo o subproduto para os irmãozinhos mais pobres, da magrinha Lusitânia. Chamaram-lhe "Rádio Argel", e, como não sou seu contemporâneo, suponho que não tenha passado de uma espécie de Clara Ferreira Alves do Magreb.
Estou em 2010, não me apetece continuar a deglutir papas rançosas dos anos 30 do século e milénio passados. Para a minha geração, Manuel Alegre é uma côdea bolorenta que, se houvesse higiene em Portugal, já há muito tempo deveria ter sido dada aos pombos, com a reserva de que talvez nem eles lhe tivessem tocado.
Em 2010, para azar do cavalheiro, e de todos nós, passa a altamente sensível data do Abate da Monarquia, ditada por modismos e pela falta de respeito de uma ralé, organizada em sociedades secretas, que muito bem conhecemos hoje, por querer continuar a ditar Vice-Presidências de Bancos Centrais Europeus, lugares na Unesco e Presidências da Assembleia da República, entre outros medíocres luxos. Para a Maçonaria, anquilosada, degenerada e direta responsável pelo presente estado de decadência da Res Pública Portuguesa, é um momento crucial, como vai passar a ser para todos nós, que estamos de fora do esquema, mas estamos, quais colaboracionistas, a ser chamados a partilhá-lo e mantê-lo.
A República, em Portugal, tornou-se numa paródia, como veio demonstrar a possibilidade de eleição de figuras envergonhadoras do Estado, como Cavaco Silva, Jorge Sampaio, e, agora, este presumível pateta Alegre.
Indo direto ao assunto, a Chefia do Estado tem de ser severamente despolitizada, e não pode ser encarada, por seitas de palermas, como o atrás referido, como uma espécie de prateleira de consolação, ou um topo de carreira de vidas dadas ao clubismo. Para todos os efeitos, o homem, ou mulher, que, por mérito e impulso popular, ocupe tal cargo, tem de ter a aura e o carisma da isenção capazes de poder representar a inquieta e diversa massa de um povo atlântico, e não podemos, de braços cruzados, encarar a Chefia do Estado como mais uma daquelas poltronas da Dança da Cadeiras, que diariamente nos faz sorrir e satirizar, lançando palavras de escárnio ao ver os medíocres ocuparem, cargo após cargo, todos os lugares de destaque, da Economia, da Finança e da Cultura.
Há um mínimo para a decência, e o seu último representante foi Cavaco, já com a proa muito abaixo do nível de água, e, para as mentes esclarecidas, nas quais, sem qualquer modéstia, me incluo, chegou a hora de dizer "basta", tão-só porque a ratoeira já estava preparada, como o provou a eleição de Jorge Sampaio, outro medíocre, que conjugou todas as sinergias de uma população para quem, em 1995, Aníbal Cavaco Silva se tinha tornado insuportável. A verdade é que ao elegê-lo, o cavalheiro não entendeu que estava a ser eleito, não por mérito próprio, mas porque era o único que estava a jeito para vencer o terror de ter Cavaco na Presidência, depois de 10 anos de desastre nacional.
Em 2010, o desastre nacional é incomensuravelmente pior, e compete ao cidadão uma dupla tarefa: a de libertar o anquilosamento da coisa pública das mãos destas gerações, desatualizadas, desinteressantes e retrógradas. Entre Cavaco e Alegre não vejo diferença alguma, exceto um pensar que ainda está no "Antigamente", e o outro pensar que não tem nada a ver com a face do presente "Antigamente".
Estes cavalheiros, com habilidade, conseguiram transformar, num deserto, as gerações abaixo, e é com angústia que percorremos, nomes atrás de nomes, a tentar encontrar uma alternativa para este naipe de nomes bolorentos. A gravidade maior, contudo, nem é aí que se encontra, porque o jogo foi realmente bem feito: quiseram torná-los invisíveis, e tornaram-nos, mas, como em "Matrix" isso é uma pura ilusão da máquina.
Não me quero alongar mais neste texto. Hoje, Alegre, excedeu-se e avançou. Não tem vergonha nenhuma na cara. Como fiz frente a Cavaco, vou-lhe fazer gloriosamente frente, mostrando-lhe, ponto após ponto, que a Presidência da República não é um prémio de consolação para sonolentas vaidades, vividas à sombra de clubismos e sociedades secretas. Não há alternativas?... Paciência, DESENRASQUEM-NAS. Um ano falta ainda, e a Sociedade Portuguesa precisa de um severo pontapé, para acordar deste entorpecimento que nos conduziu a uma "morte lenta". Dois dos nomes de frontaria dessa morte são Aníbal e Alegre.
Como prometido, com este catarro do Fadista de Argel, iremos, assim, abrir um Blogue Presidencial, CONTRA as candidaturas de Aníbal e Alegre, e em favor de uma renovação do que resta da Democracia e da "República". Vai ser uma tarefa árdua, e fica lançado aqui o convite, aos nossos leitores e colaboradores de sempre, para que participem na construção do novo espaço. A sua filosofia é elementar: tornar num inferno as candidaturas de Alegre e Aníbal, e forçar a Sociedade Portuguesa a reagir, mostrando que nós, Povo, Estado, Nação, por mais que no-lo queiram fazer crer, não estamos, nem queremos, estar mortos.
(Pontapé de arranque, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers")
Longuíssimo mergulhar na Noite
15 January 10 02:32 AM | Arrebenta | 0 Comentário(s)   
É nas paletas dos crepúsculos que encontramos toda a diversidade dos abismos humanos. A memória tende para apagar os rastos do inconcebível, e sentamo-nos nas esplanadas do final do nosso tempo com a sensação de verões intermináveis, brisas de primaveras estilizadas, mas, desde logo, os rastos das escritas, essa terrível grafia das sensações perdidas, remete-nos, pelo inesperado, para o duro choque da Realidade.
Em 2001, o ano aziago em que um dos meus mundos acabou, relembro a queda das Torres Gémas, orgulho da Engenharia e do Gosto do Excesso, que marcara todo um período de euforia. Não falarei sobre a teia que envolve o tema, porque o que me leva a relembrar aqui são os pormenores, e já o fiz, num daqueles textos perdidos nos nossos enormes arquivos de linhas: a imagem ficou-me, uma poeira mortal, que se estendia até ao solo, um relator, que caminhava, arfando, e soltando umas leves interjeições e pormenores de referência do sucedido, e umas quantas sombras, ao seu lado, a tossirem, e, de súbito, o gesto de solidariedade, a voz da reportagem que se volta para um dos seus vizinhos ofegantes, e lhe, pergunta, por momentos, "se quer respirar", estendendo-lhe, solidaria e cortesmente, a máscara.
Esta é (era) uma América da apoteose da Civilização e do trato humano, e não precisaria de mais linha nenhuma para poder exprimir um infinito orgulho por uma Cultura, plural, assimétrica, mas onde podíamos encontrar os momentos que marcaram aquilo que, definitivamente, define a Humanidade.
No extremo de tudo isto, as imagens dos últimos dias, foco de horror em Port-au-Prince, capital de um Estado Pária, a República dos Escravos, sustentada e tolerada naquele mosaico de equívocos pós coloniais, que são as Índias Ocidentais, suportada pela Comunidade Internacional, pelo mero pretexto e pelas meras convenções de que uma linha marcada num mapa é suficiente para definir um "Estado", com todas as suas sequências e consequências, território de guerra, de miséria absoluta, de tráfico e prostituição das almas, de leilão permanente do ser humano, superpovoada, desflorestada, economica, cultural e turisticamente inviável, a terra dos Negros das Caraíbas tinha, para mim, apesar de tudo, um supremo valor estético, o do fonema do seu nome clássico, "Hispaniola", o mais belo nome das velhas designações das Antilhas.
O que o Sismo trouxe foi uma metáfora e uma alegoria dos Fins dos Tempos, uma terra onde uma calamidade, subitamente, dissolveu, para sempre, as mais elementares regras de convívio humano, e onde os espetáculos próximos anunciam ainda todos os patamares dos infernos descritos pelos homens da Grande Escrita, pelos Pintores da Imagem do Horror, e pelos sinistros Profetas do Apocalipse.
Contrariamente ao crepúsculo das Torres, o que vemos, hora após hora, são rostos debruçados sobre o seu próprio caso, deambulando, apartados da história do vizinho, gente em excesso, que, metaforicamente, pareceu incarnar agora, à pressa, um mal universal, o de nos termos tornado na pior forma de poluição da Ecosfera, e de não sermos capazes de ter tratado esse mal pelo seu próprio nome, pelas velhas causas e tabus, as dos sinistros monoteísmos autoritários que continuam a enformar as sociedades, desorientadas de Ocidente e Oriente: a grande doença da Terra é o Homem, e tão só o Homem, a espécie mais inútil, desde a Criação, Mítica, ou Natural, que o Mundo conheceu.
O que nos aguarda agora, com toda a angústia que isso me provoca, é um prenúncio de necrofilia, de canibalismo, de impiedade, de um Mundo sem regras, entregue ao seu Inferno autista, com a dissolução de todos os elos de lei e solidariedade, e que poderá prenunciar que uma comunidade humana, com todos os azares da Terra imprevistamente reunidos, das mais pobres do Mundo, possa, alegoricamente, neste início do séc. XXI, representar a epígrafe do Universo sem controlo, nem equidade, para o qual temos estamos, progressivamente, a construir e a caminhar.
No Haiti, entre a pobreza e o horror da calamidade, assistimos hoje a um acelerar da desagregação dos valores imediatos e possíveis, o fim do "outro" e o emergir do homem-monstro, para quem a sobrevivência mínima se rege por um salve-se-quem-puder ditado pela cegueira gratuita.
As notícias falam de um deserto de poeira e destroços, onde as regras serenadoras da Cultura da Solidariedade Mundial ainda parecem não ter acesso, e até terem, se chegarem a ter, reinará o pior monstro que reina dentro de nós.
Hoje, esse monstro chama-se Haiti, mas faz-nos lembrar um tempo, muito mais vasto, em que sempre se chamou "Homem", entregue à urgência da sobrevivência e à impiedade do que de mais lúgubre transporta, como fardo e fado, no mais fundo âmago de si, mais animal do que Humanidade.
( Duo de trevas, no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers" )
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