SOL

São na sua maioria autores de blogues. As suas simpatias políticas vão da esquerda à direita. Uniram-se para pedir esclarecimentos sobre o caso Face Oculta depois das revelações feitas pelo semanário "Sol". Lançaram uma petição pública “pela liberdade” e, quinta-feira, às 13h30, manifestam-se frente à Assembleia.

No manifesto, que pode ser lido em http://todospelaliberdade.blogs.sapo.pt/, começam por afirmar que “o primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião”.



Essa dificuldade, acrescentam, tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados”. “Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão”, diz o documento.

A publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que “transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal”, dá, segundo os principais subscritores do manifesto, “uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro”.



“É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem. É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa. É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências. É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições”, dizem.



Dizendo assistir “com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas”, dizem não se conformar: “Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção. É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.”

Por fim, apelam aos órgãos de soberania para que “cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade”.

No Público:

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/peticao-e-manifestacao-pela-liberdade-em-marcha-na-internet_1421806

 

 

A origem dos instrumentos musicais é remota e controversa e sua evolução acompanha a própria história das civilizações. Não há povo da Antiguidade que não tenha feito uso de instrumentos musicais mais ou menos rudimentares, já que a música é uma linguagem espontânea e inerente ao próprio homem, sendo provável que tenha aparecido antes da linguagem verbal.

Os romanos não eram muito originais no que diz respeito à arte, tendo importado a maior parte das técnicas e referências estilísticas da Grécia, como se pode ver pelos exemplares remanescentes de escultura e pintura. Não é possível afirmar com certeza se isso se repetiu na música, embora seja bastante provável. Mas ao contrário dos gregos, sabe-se que não havia uma forte associação de ética e música entre os romanos.

Numa visão de conjunto da música dos povos da Antiguidade, sabe-se, através do testemunho deixado por documentos – arte ou escrita -, que os egípcios, assírios, babilónios, hebreus, chineses, gregos e romanos conheceram muitas espécies de instrumentos musicais, como harpa, lira, alaúde, flauta, cítara, trompa, trompete, gaita, órgão, xilofone, além de inúmeros instrumentos de percussão: tambores, pandeiros, sistros, címbalos, castanholas e campainhas. Embora se encontrem, desde a Antiguidade, formas rudimentares de instrumentos de palheta, foi só na Idade Moderna que seu fabrico passou a ser aprimorado.

Oiçam o grupo Synaulia.

O grupo Synaulia foi criado em 1995 na Holanda na cidade de Leida pelo paleorganólogo (paleorganologia é a disciplina que estuda as origens dos instrumentos musicais) italiano Walter Maioli e pela coreógrafa e antropóloga Natalie Van Ravenstein em ocasião de uma série de actividades promovidas pelo museu local. Em seguida a actividade foi alargada ao estudo e à apresentação da música e das danças da antiguidade itálica, com um aprofundamento especial na época da Roma Imperial.

A despeito desta dependência, há registos sobre a largamente difundida presença de música em todas as ocasiões da vida romana, desde em manobras militares e nos grandes festivais, onde havia performances em larga escala que incluíam centenas de instrumentistas e usando instrumentos de enormes dimensões, como kitharas construídas do tamanho de carruagens, até o uso discreto e doméstico de instrumentos solo. Concursos musicais eram comuns e a educação em música era considerada um sinal de distinção social.

Cordas

Afresco de Boscoreale mostrando uma matrona a tocar kithara.

  • Lira, vinda dos gregos, era uma espécie de harpa com um arcabouço feito com o casco de tartarugas, e um número variável de cordas que eram beliscadas com os dedos.

Lira

  • Kithara, que gradualmente substituiu a lira no gosto romano, semelhante a esta mas com uma caixa de ressonância maior, sendo tocada com um plectro. Era um dos instrumentos favoritos, sendo usado em diversas ocasiões, tanto públicas como privadas, os seus intérpretes eram capazes de levar o público às lágrimas.
  • Alaúde, um precursor das guitarras modernas. Na época romana tinha três cordas e não era muito popular, embora fosse mais fácil de tocar que a lira ou a kithara.

Alaúde

 Percussão

Era uma das seções mais ricas do instrumentarium romano, com uma profusão de tipos de sinos, chocalhos, sistros, címbalos, tímpanos e tambores, usados em todas as ocasiões. Há indícios de que a música romana era fortemente rítmica, e a percussão deve ter desempenhado um papel importante na marcação do tempo.

Órgãos

Representado em mosaicos e em fragmentos preservados em museus, o órgão romano parece ser um intermediário entre a gaita de foles e os órgãos como os conhecemos hoje. Não se conseguiu esclarecer o seu mecanismo de acção. Um tipo especialmente interessante é o hydraulis, um órgão que trabalhava com a pressão da água. Também foi herdado dos gregos, e existe um bem preservado modelo em argila encontrado em Cartágo em 1885. Reconstruções modernas produzem um som suave e doce, adequado para acompanhamento de música vocal.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Synaulia

Como sabem, o professor Goulão é surdo e professor de surdos. Já divulguei várias vezes o seu trabalho aqui no blogue e tem sido muito apreciado por vós, mas agora associei-me a uma acção mais vasta, uma acção de "Recolha de proponentes" para que seja nomeado PROFESSOR DO ANO:

http://www.min-edu.pt/np3/3326.html

Mensagens aqui e indicação de contactos para correio@algarismo.eu

 

 Para tal, são necessários os tais professores proponentes, um mínimo de 50 professores devidamente identificados, pertencentes ao mesmo agrupamento/escola ou, ainda, ao mesmo grupo de recrutamento do professor candidato.

História:

Francisco Goulão, é professor de Educação Visual no Centro António Cândido, Porto, há mais de 14 anos. No entanto, sempre se empenhou nesta profissão durante 32 anos, após se licenciar em Pintura pela Faculdade das Belas Artes da Universidade de Lisboa. E é Surdo de alma e coração, tem 58 anos de idade. Falamos do Professor Surdo Francisco Goulão.

Tem sido uma figura de referência incontornável para muitos Surdos que, na maioria deles, foram seus próprios alunos, não apenas como por entre muitos membros da comunidade Surda, pelo menos, da última geração em que a internet e outros géneros tecnológicos que hoje conhecemos, como o telemóvel, não eram ainda a realidade.
Na altura, havia só jornais em papel que eram acessíveis apenas para quem compreendia razoavelmente o português escrito. E o tradicional e eterno telejornal e outros jornais televisivos continuava a barrar aos Surdos, apesar das imagens de alguma forma elucidativas , o precioso acesso à informação como complemento.
O Professor Francisco Goulão era um dos escassos Surdos que dominavam a compreensão do português escrito e podia ler os jornais sempre que quisesse, mas também preocupava-se em informar e manter os Surdos actualizados do que se passava no nosso mundo em questões políticas e outras de natureza diversa e variada, tanto cá dentro como lá por mundo fora. Em outras palavras, procurava tirá-los da ignorância quase absoluta a que, na ausência de outros recursos possíveis, pareciam inevitavelmente condenados. Para esses mesmos Surdos, o Prof. Goulão era uma espécie de jornal ‘vivo’, do qual podiam ter acesso à informação generalizada.

O documentário propõe demonstrar, através das entrevistas, as situações pontuais em que como o simples vivenciar de um humilde Surdo numa normal convivência com alguém congénere da geração anterior como o Prof. Goulão, dotado dos conhecimentos que tinha pela simples capacidade de ler jornais, pode potenciar tanto as oportunidades de permitir a um Surdo quase funcionalmente analfabeto esculpir uma visão particular, pessoal e abrangente sobre a realidade externa, a partir da sua própria consciência intrínseca que, com e graças às conversas constantes, pôde desenvolver em grande escala. O elemento central para esta ‘ponte da informação’ era irrevogavelmente o uso da Língua Gestual. É um daqueles casos que se pode dizer que os gestos não só falam mas que também informam… E mais ainda, informando por vezes pode-se ensinar e aprender de diferentes formas, explorando inúmeros temas e questões por meio da conversa. Vítor foi um dos alunos Surdos do Prof. Goulão, com quem o compartilhar da rotina quotidiana, tanto dentro como fora de aulas, lhe trouxe benefícios e teve ainda enormes influências e impactos determinantes para a vida que leva hoje. Um dos exemplos mais flagrantes passou-se quando Vítor, já adulto, recebeu uma carta da Segurança Social e, em virtude das bases de orientações que recebera das conversas habituais com o Prof. Goulão, pôde entender, em geral e de forma clara, o conteúdo do que vinha escrito na carta. Uma situação aparentemente vulgar para outros, mas para ele, sem dúvida, um marco muito significativo e que vem realçar a importância do modelo Surdo que representa para os Surdos em idade escolar, para fins da construção da identidade pessoal e outros benefícios inerentes como, por exemplo, o crucial desenvolvimento das faculdades cognitivas.

A tomada da Bastilha

A independência do Haiti, influenciada pela Revolução Francesa, é considerada a única revolta de escravos bem sucedida desde a Antiguidade Clássica. Esse capítulo da história enche de orgulho os afro-descendentes latino-americanos, como símbolo da abolição. O seu movimento de independência (a Revolução Haitiana 1791-1804, dirigida contra os colonizadores franceses e invasores britânicos e espanhóis) foi o mais radical e violento de todo o continente americano – o único feito por escravos africanos, que massacraram a população branca, assumiram o poder e instalaram o primeiro Estado negro da América.

 A revolta dos escravos foi acompanhada de mostras de extrema brutalidade e violência. Conta-se, por exemplo, que a coluna negra que se dirigia para conquistar a população de Cap François, era precedida por um menino branco cravado numa lança a modo de estandarte. A resposta dos brancos também esteve à altura das circunstâncias e consistiu em aniquilar todos os sublevados.

Aos olhos dos proprietários de terras, a reivindicação principal dos escravos negros, a sua liberdade, supunha a quebra do sistema de plantação e a ruína dos plantadores, brancos e mulatos. Isto fez com que ambos os lados deixassem de lado seus conflitos passados e se unissem momentaneamente, junto com as autoridades metropolitanas, na repressão da sublevação dos escravos.

O Haiti é um pequeno país (27 mil km2) que ocupa a parte ocidental da ilha de Hispaniola, no Caribe (a parte oriental é a República Dominicana). Nos séculos XVII e XVIII foi colonizada pelos franceses, que a chamavam de Saint Domingue. Em 1789, Saint Domingue era a principal colónia da França e uma das mais ricas da América.


a) Características gerais de Saint Domingue


■ Era a maior produtora e exportadora de açúcar do mundo (produzia 40% do açúcar mundial), além de fornecer 50% do café consumido na Europa.


■ Era responsável por 35% do comércio internacional da França, sendo uma das principais fontes de acumulação de capital da burguesia mercantil francesa.


■ Produção agrícola baseada no sistema de plantação esclavagista.


■ A população colonial: 500 mil habitantes, sendo 35 mil brancos (inclusive os grand blancs, a aristocracia proprietária de 7 mil plantações), 30 mil mulatos livres (os affranchis, sem direitos políticos embora alguns tivessem fazendas e escravos) e 435 mil escravos negros, a maioria nascida na África Ocidental.


■ Existiam assembleias coloniais e governos municipais controlados pela aristocracia branca.


■ Desde a década de 1730 que a legislação colonial francesa era cada vez mais racista, marginalizando os mulatos livres e os negros alforriados.


■ A religião oficial era o catolicismo, mas entre os negros e parte dos mulatos havia uma forte presença dos cultos africanos politeístas e animistas que originaram o vodu.

b) O impacto da Revolução Francesa (1789)



A Revolução Francesa, com sua ideologia liberal, trouxe uma expectativa de mudanças, liberdade, igualdade de direitos e abolição da escravidão. Mas o governo revolucionário francês de 1789-1791 e a elite colonial (que possuía representantes na Assembleia Nacional da França) resistiram a realizar reformas políticas e sociais, frustrando as expectativas dos mulatos, negros alforriados e escravos. A comunidade branca, por sua vez, se dividiu em facções rivais, disputando violentamente o controle das assembleias coloniais e os governos municipais. Ao mesmo tempo, os mulatos começaram a formar bandos armados que entraram em confronto com os grands blancs. Os dois lados armaram escravos para enfrentar o adversário. A violência social se espalhou e Saint Domingue mergulhou no caos político.

2. A Revolução Haitiana (1791-1804)

a) Motivos

A Revolução Haitiana, que culminou na independência de Saint Domingue, foi simultaneamente uma revolução social (os escravos revoltaram-se contra os seus senhores), uma guerra racial (negros e mulatos contra brancos) e uma luta pela libertação colonial (contra os franceses, britânicos e espanhóis). O seu mais destacado líder foi o negro Toussaint L’Ouverture.

Toussaint
b) Principais momentos

Agosto 1791. Início da insurreição dos escravos negros contra seus senhores. Em meio à anarquia e aos massacres, facções de negros, mulatos e brancos formavam alianças temporárias.

1792-1794. Governo de Sonthonax. Em 1792, o governo revolucionário francês, cada vez mais radicalizado (a monarquia foi derrubada e a república proclamada), enviou o Comissário Léger Sonthonax, um jacobino, para assumir o governo de Saint Domingue. Com poderes especiais, Sonthonax instalou um regime ditatorial de terror, aliou-se aos mulatos e perseguiu os brancos (acusados de serem monárquicos e contra-revolucionários).

1793-1795. Intervenção da Espanha. Em Março de 1793, a Espanha, que dominava a parte oriental da ilha de Hispaniola (colónia de Santo Domingo), invade Saint Domingue, com apoio dos brancos e ocupa o norte da colónia. Os espanhóis também utilizaram tropas de negros de Saint Domingue; um desses batalhões era comandado por Toussaint L’Ouverture.



1793-1794. Abolição da escravatura. Procurando aliados para enfrentar os espanhóis e os monárquicos, Santhonax decretou a abolição da escravatura (23 agosto 1793). Na França, a Convenção Nacional jacobina confirmou esse acto e aboliu a escravatura em todas as colónias francesas (4 fevereiro 1794). Com a abolição, Toussaint L’Ouverture voltou-se contra os espanhóis e passou para o lado dos franceses.

1793-1798. Intervenção da Grã-Bretanha. Em setembro de 1793, a Grã-Bretanha invade Saint Domingue, também com apoio dos grands blancs, e tenta conquistar a colónia dos franceses. Mas os britânicos fracassaram. Doenças (febre amarela e malária) e a violenta resistência dos mulatos e negros pró-franceses (destacando-se o comando de Toussaint L’Ouverture) matam 13 mil dos 20 mil soldados britânicos enviados. Além disso, os acontecimentos em Saint Domingue e a acção dos agitadores jacobinos espalham a revolução dos escravos pelas outras ilhas do Caribe, inclusive nas Índias Ocidentais Britânicas, impedindo a Grã-Bretanha de mandar reforços para o Haiti.

1795. A Espanha abandona Saint Domingue. A Espanha sai da guerra contra a França e cede a sua colónia de Santo Domingo aos franceses.

1798. A Grã-Bretanha abandona Saint Domingue. Colapso do poder europeu (branco) em Saint Domingue, abrindo caminho para os negros assumirem o controle da colónia.


1798-1801. Toussaint L”Ouverture no poder.
Auxiliado por outros dois comandantes negros, Jean-Jacques Dessalines e Henri Cristophe, Toussaint derrota as forças mulatas e assume o controle de Saint Domingue. Oficialmente ele governava em nome da França mas, na prática, agia como um soberano independente.

Em 1801, ele conquista Santo Domingo e unifica Hispaniola. A colónia francesa estava devastada (75% dos brancos e 40% dos mulatos tinham sido mortos ou emigraram; 40% dos negros morreram) e Toussaint instala um regime militar ditatorial, com trabalho forçado (uma escravidão disfarçada) para tentar recuperar a produção e exportação de açúcar, num um sistema de plantações estatais (70% das terras) – a “agricultura militarizada”. Essas medidas minaram a popularidade de Toussaint.

1802-1803. Invasão napoleónica. Napoleão Bonaparte, que desejava estabelecer um grande império colonial na América, tentou recuperar o controle francês sobre Saint Domingue, sufocar a revolução negra e restaurar a escravidão. Um grande exército (20 mil soldados, depois reforçados por outros 25 mil), comandado pelo seu genro, o general Charles Leclerc, invadiu Saint-Domingue.

Napoleão Bonaparte

Os negros responderam com igual ferocidade, comandados por Dessalines e Cristopher, e os massacres voltaram. A situação francesa se complicou quando os britânicos atacaram as suas posições na costa de Saint Domingue, em Julho de 1803. Sem alternativa, a França desistiu de Saint Domingue e os remanescentes das forças napoleónicas, mais 18 mil refugiados, abandonaram a colónia, em Novembro de 1803. A antiga parte espanhola, Santo Domingo, continuou ocupada pelos franceses até 1809 (a Espanha depois recuperou-a). A campanha de Napoleão para reconquistar Saint Domingue fracassou, com a perda de 40 mil dos seus melhores soldados.

1 Janeiro 1804 Independência de Saint-Domingue. Proclamada por Dessalines. O país passa a chamar-se Haiti (na língua nativa significa “a terra das montanhas”). Dessalines assume o governo num regime monárquico (coroou-se imperador Jacques I, 1804-1806).


c) Consequências

■ O exemplo haitiano assustou as elites das outras colónias européias na América que, temendo revoluções semelhantes nos seus territórios, adoptaram uma postura conservadora de cautela e de evitar o confronto com as suas metrópoles.


■ As destruições causadas pela revolução haitiana, o extermínio e fuga dos brancos (mais instruídos e preparados tecnicamente), o desenvolvimento da agricultura de subsistência e as lutas internas entre negros e mulatos levaram ao colapso económico e ao empobrecimento do Haiti. Outro problema foi que a França só reconheceu a independência em 1825, depois do Haiti pagar uma grande indenização.


■ A república foi adoptada em 1821. Entre 1822 e 1843 o Haiti dominou Santo Domingo mas depois perdeu definitivamente a parte oriental da ilha de Hispaniola.

 Fontes:

http://historia2ano.blogspot.com/2008/07/12-revoluo-haitiana.html

http://deedellaterra.blogspot.com/2009/04/historia-da-america-independente.html

http://historianovest.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

 

 

Convento de Cristo Distrito: Santarém O Complexo Monumental que o Convento de Cristo representa, começa com a construção do Castelo Templário em 1160, em simultâneo com a edificação da Charola, oratório Templário, terminado no final do século XII.

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Mosteiro da Batalha Distrito: Leiria Monumento memorial da batalha de Aljubarrota e panteão régio, cuja construção teve início em finais do século XIV com o patrocínio de D. João I, o Mosteiro dominicano da Batalha é o mais significativo edifício do gótico português. As suas vastas dependências constituem hoje um excelente exemplo da evolução da arquitectura medieval até ao início do século XVI, desde a experiência inédita do tardo-gótico à profusão decorativa do manuelino.

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Mosteiro de Alcobaça Distrito: Leiria Uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, o Mosteiro de Alcobaça tornou-se a principal casa desta Ordem religiosa, graças a uma continuada política de protecção régia, iniciada pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitectura portuguesa.

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Mosteiro de Santa Clara-a-Velha Distrito: Coimbra O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, associado de uma forma simbólica à carismática figura da Rainha Santa, representa para a cidade de Coimbra e para o País, uma importante peça que simboliza materialmente essa importante figura da nossa História.

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Mosteiro de São Martinho de Tibães Distrito: Braga O Mosteiro de São Martinho de Tibães, antiga casa-mãe da Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil, é um dos mais representativos espaços monásticos barrocos do nosso país.

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Mosteiro dos Jerónimos Distrito: Lisboa Obra-prima da arquitectura portuguesa do século XVI, classificado como Monumento Nacional e inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO, o Mosteiro dos Jerónimos situa-se numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, um cenário histórico e monumental junto ao rio Tejo onde também marcam forte presença a Torre e o Centro Cultural de Belém.

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Palácio Nacional de Mafra Distrito: Lisboa Mandado construir por D. João V, o Real Convento de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal.

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Jacques Martin

(25/9/1921 - 21/1/2010, France)

Morreu  esta semana Jacques Martin, o “pai” de Alix

O autor era um dos últimos grandes nomes da escola clássica franco-belga.

Era um dos maiores representantes da "escola de Bruxelas" da banda desenhada franco-belga, o último sobrevivente dos Estúdios Hergé, um dos mais antigos desenhadores da revista Tintin e o expoente da BD histórica, que praticamente criou, graças à personagem de Alix (Roma antiga), a mais famosa de sua autoria. Mas também de Jhen (Idade Média), Kéos (Egipto dos faraós), Orion (Grécia clássica), Arno (época napoleónica) e Loïs (reinado de Luís XIV). Jacques Martin morreu aos 88 anos, na Suíça, deixando uma obra sem igual, no rigor gráfico, na minúcia documental e no retrato detalhado das várias eras históricas que abrange e retrata.

Os seus álbuns venderam, no conjunto, mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo, sendo que os de Alix (editado em Portugal pela Asa) atingiram vendas de mais de oito milhões.

Em criança devorava os álbuns do Alix pois já era uma apreciadora das histórias dos romanos. As aventuras de Alix, com os seus cenários grandiosos e enredos repletos de intrigas e de suspense, fazem-nos reviver a antiguidade com muito realismo e fascinação e, como professora, muitas vezes utilizei-as em aulas, pela perfeição dos pormenores da sua BD histórica.

Obrigada Jacques Martin.

 

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A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820

D. João VI e D. Carlota Joaquina

O descontentamento da população

Em 1811, as invasões francesas terminaram, mas o país ficou numa situação muito difícil:

a família real continuava no Brasil;

o Reino ficou mais pobre e desorganizado após as invasões;

os ingleses controlavam quase todo o comércio com o Brasil.

Era pois necessário expulsar os ingleses e obrigar o rei a regressar.

As ideias liberais, vindas de França, tinham cada vez mais adeptos.

 

Em 1817, em Lisboa, regista-se a primeira conspiração liberal, chefiada pelo General Gomes Freire de Andrade.  Descoberto, foi preso e enforcado.

Em 1818, forma-se no Porto uma organização secreta, o Sinédrio, com o objectivo de preparar uma revolução liberal.

O Sinédrio reunia burgueses do Porto (comerciantes, juízes, proprietários), entre os quais se destacava Manuel Fernandes Tomás. Também aderiram alguns militares.

No dia 24 de Agosto de 1820 deu-se a revolução.

A população do Porto aderiu com entusiasmo. Um mês depois, aderia Lisboa. A revolução espalhou-se então a todo o país. Os ingleses foram afastados e criou-se a Junta Provisional do Governo do Reino.

 

Esta Junta passou a governar e preparou as primeiras eleições para deputados às Cortes Constituintes, isto é, a Assembleia que tinha como função elaborar uma Constituição de acordo com as ideias liberais.

Em Setembro de 1822, as Cortes Constituintes aprovaram a 1ª Constituição Portuguesa.

D. João VI regressa do Brasil, com a família e a corte, assina a Constituição e jura respeitá-la.

Esta Constituição estabelecia:

a soberania da nação: o poder do rei devia submeter-se à vontade dos cidadãos, através do voto;

a separação de poderes: legislativo, executivo, judicial;

a igualdade e liberdade dos cidadãos face à lei.

 

 

Burguesia brasileira

 

A independência do Brasil

Durante os treze anos que D. João VI e a corte permaneceram no Brasil, este território registou grandes progressos:

- a cidade do Rio de Janeiro tornou-se sede do Governo;

- foram criadas repartições de finanças, justiça e da polícia;

- foram construídos hospitais, escolas, teatros e bibliotecas;

- foram criadas indústrias e abertas estradas;

- os portos brasileiros foram abertos aos comerciantes estrangeiros, o que desenvolveu o comércio externo.

Assim, o Brasil deixou de ser uma colónia para se tornar um reino.

Mas quando D. João VI regressou a Portugal, deixando o príncipe D. Pedro, seu filho, a governar o Brasil, as Cortes Constituintes decretaram:

- que o Brasil voltasse a ser uma colónia;

- que o seu comércio externo voltasse a passar por Portugal;

- que D. Pedro regressasse a Portugal.

A estas imposições, D. Pedro reagiu decidindo permanecer no Brasil. Para tal contou com o apoio da burguesia brasileira.

As Cortes Constituintes reagiram, anulando todos os poderes do príncipe.

Ao receber esta notícia, D. Pedro declarou a independência do Brasil, a 7 de Setembro de 1822.

coroação de D. Pedro como imperador do Brasil

O Grito do IPIRANGA

     Em Agosto de 1822, D. Pedro viajou do Rio de Janeiro para São Paulo para resolver um problema político.

     Quando as coisas estavam resolvidas e ele seguia para Santos, chegaram ordens das Cortes (de Portugal): D. Pedro deveria voltar para lá naquele instante (...)

     Mandaram-lhe mensageiros com essas notícias.

     Um deles encontrou-o nas margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Era a tarde de 7 de Setembro de 1822. D. Pedro leu os decretos e decidiu logo proclamar a independência do Brasil, senão ficava prisioneiro das Cortes.

     Trinta e oito pessoas assistiram: D. Pedro desembainhou a espada, ergueu-a alto e gritou:

INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

A luta entre Liberais e Absolutistas

 

Com a Revolução de 1820, a nobreza e o clero perderam muitos privilégios.

Não se conformaram e começaram a organizar conspirações contra o regime liberal, apoiados pelo príncipe D. Miguel (filho segundo de D. João VI).

Quando D. João VI morre (1826), sucede-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro, imperador do Brasil. Este, não querendo abandonar o Brasil, abdica do trono em favor de sua filha D. Maria, menor de idade, ficando D. Miguel a governar, como regente e de acordo com as ideias liberais.

Em 1828, D. Miguel, desrespeitando o compromisso, faz-se aclamar rei absoluto.

Guerra Civil

D. Pedro decide então regressar a Portugal e junta-se aos liberais, refugiados nos Açores.

Inicia-se então um período de guerra civil, entre liberais e absolutistas, que vai durar cerca de dois anos.

D. Miguel e os absolutistas são derrotados.

D. Maria II passa a governar.

A monarquia constitucional vai manter-se em Portugal até 1910 (data da implantação da República.

 

Resolve os exercícios:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/12.2.quiz.htm

 

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/6/hgp6.lelibabs.htm

 

http://www.ribatejo.com/hp/

 

 

Para saberes mais:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/6_ano.htm

 

http://www.arqnet.pt/portal/portugal/liberalismo/lib1832.html

 

 Vestuário na Roma Antiga

                                                    

Na preparação da nossa feira romana (Março) não podia deixar de focar aspectos importantes para o desenvolvimento deste projecto. Assim, irei deixar aqui uma série de posts relacionados com o quotidiano romano para que tirem ideias e se preparem para o grande evento da nossa escola. Em primeiro lugar umas dicas sobre o vestuário a pedir às vossas mães e avós.

 Grupos sociais romanos

O vestuário romano recebeu influência dos gregos, as roupas mais usadas pelos romanos eram as togas, muito semelhantes ao himation usado na Grécia Antiga. O traje romano foi extremamente influenciado pelo vestuário grego. Em Roma o traje civil era formado por dois tipos de roupa: uma era uma túnica de formato rectangular feita em linho ou lã que cobria todo o corpo. Ao longo do tempo começaram a utilizar-se uma túnica interior e uma exterior com mangas rectangulares ao nível do cotovelo.

                                                                   

Em Roma vestia-se uma túnica por baixo e a toga por cima. Essa toga era muito volumosa e suas características possibilitavam a identificação do grupo social do portador através do tamanho, forma ou cor da roupa.

Os escravos, os plebeus e mesmo os soldados costumavam usar apenas uma túnica sobre o corpo.

                                       

Outra era uma túnica semelhante à anterior mas que tinha um capuz.
Debaixo das túnicas usava-se a Femoralina, umas calças apertadas até aos joelhos feitas de peles de origem bárbara.


Para além do traje civil, também se usava o Amictus, mantos rectangulares de inspiração grega que variavam no desenho e na cor e tinham um carácter envolvente. Eram característicos da plebe romana, denominada de Toga.

Existiam diversas vestimentas complementares: - Palla - manto rectangular de carácter envolvente;

- Flameum → véu rectangular, de cor laranja, fixo sobre a cabeça como uma coroa com encadeamento de pérolas.


Os materiais utilizados nestas vestimentas eram essencialmente o linho, a lã e seda de várias cores (a plebe romana descobriu tintas de origem vegetal e animal).

                                                  
As mulheres utilizavam túnicas longas com mangas. As vestimentas íntimas femininas eram feitas de linho e apresentavam uma forma rectangular, que se cruzava sobre o peito.


Os meninos usavam ao pescoço um pendente em forma de concha marinha, a qual abandonavam no momento de vestir a Toga, que representava a idade adulta.


A partir da época imperial, devido ao alto nível de vida e da cidadania romana, começaram-se a usar novos acessórios e indumentárias tanto ao nível feminino como masculino. O desenho deste inspirava-se na religião e em objectos animados ou inanimados, naturais ou feitos pelo homem aos quais se atribuía poder sobrenatural ou mágico e se prestava culto.

                                                    
Os materiais de joalharia mais utilizados eram ouro, prata, pedras preciosas e semi-preciosas, cobre, bronze e ferro. As jóias mais apreciadas eram as pérolas. Os símbolos mais usados eram o Cupido, aves e cenas mitológicas.

 

Cobertura para a cabeça

Os romanos não tinham por hábito cobrir a cabeça, a não ser por ocasião de uma viagem. Nessas alturas poderiam colocar o petasus, um chapéu de abas largas, ou o cucullus, um capuz. Quando efectuavam sacrifícios, os homens romanos tapavam as cabeças com uma banda da toga ou do pallium.

Entre as mulheres existia o hábito de cobrir-se com a palla (um manto comprido que chegava até os pés) quando se deixava a casa. As viúvas utilizavam o ricinium, uma espécie de xaile.

Roupa interior

Sabe-se pouco no que diz respeito à roupa interior (indumenta). As mulheres utilizavam uma faixa de tecido no peito (fascia pectoralis, também designada pelos nomes mammilia, strophium ou taenia) e o subligaculum, uma faixa de tecido colocada em volta dos rins. Esta última peça era também usada de início pelos homens, mas foi abandonada.

Vestuário das crianças

As crianças usavam a toga praetexta, uma toga que possuía uma banda púrpura. A partir dos 17 anos, os rapazes tomavam a toga uirilis, evento que significa a entrada na vida adulta e era marcado por uma cerimónia; as meninas usariam a stola a partir do momento em que se casassem.

Sandálias romanas

                                         

 O calçado de couro dos legionários romanos as vezes era munido de pedaços de ferro na sola para dar maior durabilidade e protecção.

 Beleza e maquilhagem

Quanto mais o Império crescia, mais alto terão as mulheres romanas erguido a cabeça, graças aos extravagantes estilos de penteados que a moda ditava.

 Com o desenvolvimento da sociedade romana os penteados sofreram vários estilos desde a república original até a cabeça da senhora fina do período flaviano (finais do século I d.C.), encimada por um colosso de caracóis, meticulosamente penteados.
                            
 A maquilhagem podia ser igualmente elaborada, com uma base de lanolina, a gordura extraída da lã virgem, por sobre a qual eram cuidadosamente colocadas camadas de vermelho-terra ou esbranquiçado carbonato de chumbo ou cré.

 Antimónio escuro era aplicado como uma máscara em torno dos olhos, e eram usados hematite e outros minerais como enchimento, para proporcionar um brilho multicor.

A austeridade exigida pela tradição romana fez com que os vestidos tivessem sobrevivido, em especial as graciosas linhas da sua stola (vestido). Mas na beleza das romanas não ficaria bem se não usassem uma grande quantidade de joalharia sumptuosa – diademas, brincos, braceletes, pulseiras de tornozelo (tal como hoje) e anéis –, bem como um pallium (casaco de passeio) colorido. Com um penteado que por si só constituía uma obra de arte, e todo aquele ouro e jóias a mulher romana rica, era uma boa montra da riqueza da família.

«Dicas» de Beleza de Plínio

 Leite de burra faz a pele resplandecer de juventude, notou o historiador (e esteticista amador) Plínio o Velho (há também Plínio o jovem): as mulheres saudáveis devem banhar-se nele «até sete vezes por dia». Tratamento para sinais, incluíam a aplicação de placenta de vaca (ainda quente), ou uma mistura feita de genitais de vitela dissolvida em vinagre com enxofre.

                                     

A suposta auto-indulgência e narcisismo das mulheres romanas ricas, está ligado, segundo observadores, ao posterior declínio do Império. Mas a realidade é que as mulheres ricas se tinham preocupado em cultivar uma aparência sedutora desde sempre para o melhor e para o pior. Roma foi sempre uma sociedade com uma grande preocupação e estatuto.

http://romaparati.blogs.sapo.pt/tag/a+beleza+da+mulher+romana

http://historia_moda.blogs.sapo.pt/954.html

http://pmpedroescola.blogspot.com/2009/06/roma.html

Resolve os exercícios:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/4.romanos_quiz.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/4.romanos_cloze.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/4.romanos_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/4.romanos1_quiz.htm

http://www.ribatejo.com/hp/

 

Com acesso por caminho sinalizado na estrada que liga Beja a Aljustrel, as ruínas da villa de Pisões encontram-se integradas na Herdade de Almocreve, a cerca de 200 metros de uma suposta represa romana. Prefigurando a organização dos “montes” alentejanos, inclui uma parte urbana (casas de habitação), uma rústica (celeiros, estábulos e armazéns) e uma frutuária (adegas e lagares). Seria uma habitação com mais de quarenta divisões com compartimentos essencialmente caracterizados pela sua riqueza decorativa.

Tanques, piscina e termas de apreciáveis dimensões, existiriam

igualmente nesta propriedade, em aproveitamento da proximidade

 da barragem de Pisões, constituindo mesmo, o edifício termal,

um dos mais relevantes exemplares de termas privadas

 romanas encontrados em território português.

Reconstituição da casa do proprietário
Todo o conjunto de mosaicos existentes nas Ruínas romanas

de Pisões é verdadeiramente assinalável, com peças de grande

 qualidade, composições geométricas e naturalistas, desde

 mosaicos monocromáticos até aos policromados. Um verdadeiro

 tesouro em terras lusas.  

Terá sido ocupada pelos romanos entre o séc. I e IV e pelos

 visigodos nos séc. VII-VIII. As escavações puseram a descoberto

 a parte urbana onde se destaca a casa do proprietário,

 com ricos pavimentos de mosaico policromático, com motivos

geométricos e faunísticos, lajes de mármore e paredes

revestidas por estuque pintado. O balneário, parcialmente

reconstituído, mantém as linhas originais do forno e das três

salas assentes sobre arcos e colunas de tijolos.

Fui lá há pouco tempo e vi que está tudo semi-abandonado,

os mosaicos apanham chuva, sol e geada e irão desaparecer

em menos de cem anos apesar de terem estado encobertos

durante cerca de dois milénios, uma pena, nada é estimado,

não há dinheiro para proteger o nosso património ancestral.

 

Por outro lado, não há vigilância, quem quiser trazer como

recordação um pedaço de mosaico pode fazer a recolha à

 vontade, quem quiser pisar ou destruir este património

 pode fazê-lo à vontade pois a senhora que vende os bilhetes

 não sai da sua secretária e manda-nos visitar tudo sozinhos.

Horário de Funcionamento: 9h00 – 12h00 e 13h30 – 17h00.
Encerra à Segunda - feira; 1 de Janeiro, Sexta - feira Santa,

Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.


Entrada: 1,50€; reformados 0,75€ e cartão jovem 0,60€.

http://deltarascunhos.blogs.sapo.pt/arquivo/2007_10.html

http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=168&id=12170&idSeccao=1677&Action=noticia

 

A contagem do Tempo em História

 

Desde muito cedo, o Homem sentiu a necessidade de medir o TEMPO. Começou por recorrer ao relógio de sol, ao relógio de água (clepsidra), ao relógio de areia (ampulheta)... Estes relógios eram, no entanto, muito falíveis.

No ano 947, o monge Aurillac (mais tarde Papa Silvestre II) inventou o primeiro relógio mecânico que deu origem aos relógios ainda hoje usados.

Como este relógio ainda não fosse suficientemente preciso, inventaram-se, já no século XX, os relógios de quartzo e o relógio atómico.

No nosso dia-a-dia, usamos os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos para contar o Tempo. Mas há outras unidades de contagem do Tempo! Assim:

Um lustro são  5  anos.

Uma década são  10  anos.

Um século são  100  anos.

Um milénio são  1000  anos.

 

Ao estudar História, vais trabalhar principalmente com séculos e anos. Por isso, precisas de aprender uma regra muito importante:

Para indicar os anos usamos a numeração árabe:

1,2,3,4,5,6,7,8,9,10...

Para indicar os séculos usamos a numeração romana:

I,II,III,IV,V,VI,VII,VIII,IX,X...

É por isso que escrevemos: ano de 2010, século XXI!

A Cronologia é a ciência do tempo, que se ocupa a ordenar e datar os acontecimentos. Desde cedo, os Homens arranjaram marcos a partir dos quais faziam a contagem dos anos. Assim nasceram as Eras.
Hoje, o mundo rege-se pela Era Cristã, mas nem sempre foi assim, como podes ver:


ERA

…das Olimpíadas
…da fundação de Roma
…de César ou Hispânica (1)
…de Cristo (2)
…de Maomé.

ACONTECIMENTO ESCOLHIDO PARA O INÍCIO DA CONTAGEM


Primeiros Jogos Olímpicos
Fundação de Roma
Conquista definitiva da Península Ibérica pelos Romanos
Nascimento de Cristo
Hégira (fuga de Maomé de Meca para Medina)

ANO DO INÍCIO DA CONTAGEM

776 a.C.
753 a.C.
38 a.C.
1 d.C.
622 d.C.


1 – A Era de César ou Hispânica foi usada em Portugal até 1422 (Reinado de D. João I).
2 – A era universalmente adoptada: Era Cristã.

1 – A Era de César ou Hispânica foi usada em Portugal até 1422 (Reinado de D. João I).
2 – A era universalmente adoptada: Era Cristã.

A contagem do Tempo em História: antes e depois de Cristo

Agora vamos ver como se pode explicar o ano em que estamos.

Por que será que este ano é o de 2010 ? Porque há 2010 anos nasceu Jesus Cristo.

A contagem dos anos, para muitos países do mundo, começa a fazer-se no ano em que Cristo nasceu; esse ano é o ano 1.


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BARRA CRONOLÓGICA


PRÉ-HISTÓRIA

Antes da invenção da escrita:

IDADE DA PEDRA


PALEOLÍTICO:Do aparecimento do Homem à invenção da agricultura.

NEOLÍTICO:
Da invenção da agricultura à invenção da escrita.


HISTÓRIA

Depois da invenção da escrita:

IDADE ANTIGA:Do 4.º milénio a.C. (invenção da escrita) a 476 d.C. (queda do Império Romano do Ocidente).
CIVILIZAÇÕES PRÉ-CLÁSSICAS:
Do 4.º milénio a.C. (invenção da escrita) ao início do século V a.C. (apogeu grego).

 


CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS:Do século V a.C. a 476 d.C. (civilizações grega e romana).

CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS:
Do século V a.C. a 476 d.C. (civilizações grega e romana). 



IDADE MÉDIA: De 476 d.C. a 1453 d.C. (queda do Império Romano do Oriente – Império Bizantino).

IDADE MODERNA:
De 1453 a 1789 (início da Revolução Francesa).

IDADE MÉDIA:
De 476 d.C. a 1453 d.C. (queda do Império Romano do Oriente – Império Bizantino).

IDADE MODERNA:
De 1453 a 1789 (início da Revolução Francesa).

IDADE CONTEMPORÂNEA: De 1789 aos nossos dias.

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A CONTAGEM DO TEMPO

A contagem do tempo é feita em função da data do nascimento de Cristo (Era Cristã). Se um facto ocorreu antes, acrescentamos à frente da data a sigla a.C.; se aconteceu depois, não precisamos de acrescentar a sigla d.C. (embora nada nos proíba de o fazer).
Antes de Cristo (a.C.) Depois de Cristo (d.C.)
ANOS: 400 a.C. 300 a.C. 200 a.C. 100 a.C. 1 a.C._ Nascimento de Cristo_1 100 200 300 400
SÉCULOS: IV a.C III a.C. II a.C I a.C. ---- I II III IV
Podemos, também, agrupar os anos em conjuntos, como nos seguintes exemplos:

Quando começa e quando termina um século? Eis alguns exemplos para perceberes:
Século I : Do ano 1 até ao fim do ano 100
Século II: Do ano 101 até ao fim do ano 200
Século XI: Do ano 1001 até ao fim do ano 1100
Século XVI: Do ano 1501 até ao fim do ano 1600
Século XX: Do ano 1901 até ao fim do ano 2000
Século XXI: Do ano 2001 até ao fim do ano 2100
Quando uma data termina em dois zeros, o número das centenas indica o século.

Assim: O ANO PERTENCE AO:
1
00
: Século I
10
00
: Século X
11
00
: Século XI
20
00
: Século XX
Quando uma data não termina em zeros, soma-se uma unidade (1) ao número das centenas:
Assim:O ANO PERTENCE AO:
0
44 a.C Século I a.C. (0 + 1 = 1) (as datas antes de Cristo são sempre assinaladas com a sigla a.C.)
0
14 Século I (0 + 1 = 1) (as datas depois de Cristo não precisam de ser assinaladas com a sigla d.C.)
4
76 Século V (4 + 1 = 5)
19
98 Século XX (19 + 1 = 20)
2010
Século XXI (20 + 1 = 21)

 

Desejando comemorar os 150 anos do 1º Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e o Japão cujas celebrações terão lugar em 2010, a Associação de Amizade Portugal-Japão pretende lançar um concurso entre os alunos das escolas portuguesas.


Trata-se de um concurso de Ilustração de Poemas Japoneses, destinado aos alunos dos cursos Básico 1, Básico 2, Básico 3 e Secundário, das escolas portuguesas, com o objectivo de promover o interesse pela cultura japonesa e a amizade ao povo japonês.


Após prolongada presença portuguesa, inicialmente no sul e centro do Japão (de 1543 a 1639), as relações diplomáticas entre os dois países foram formalmente estabelecidas pelo Tratado de Paz, Amizade e Comércio, assinado em 1860, pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão.

As Autoridades portuguesas e japonesas bem como as respectivas  sociedades civis iniciam os preparativos das celebrações que em 2010 assinalarão em Portugal e no Japão os 150 anos da assinatura de Tratado de Paz, Amizade e Comércio, tratado esse que marcou em 1860 o início das relações diplomáticas Luso-Japonesas em plena idade contemporânea e que é   ainda hoje o documento base do relacionamento bilateral vigente.


Regulamento

  1. A Associação de Amizade Portugal-Japão (AAPJ) lança um concurso de Ilustrações de Poemas Japoneses, destinado aos alunos dos cursos Básico 1, Básico 2, Básico 3 e Secundário, das escolas portuguesas, com o objectivo de promover o interesse e a amizade em relação à cultura japonesa e ao povo japonês.

2. Os poemas a ilustrar estão traduzidos em português e devem ser solicitados à AAPJ (Tel. 213 889 632 / 213 888 817). Os concorrentes seleccionarão o(s) poema(s) que mais lhes interessarem.

3. Cada concorrente poderá apresentar até seis obras.

4. Na apreciação dos trabalhos, ter-se-á em conta, principalmente, a adequação da ilustração ao texto, a imaginação dos alunos e a qualidade estética da obra apresentada.

5. Em cada obra concorrente deve ser apresentado ou integrado o poema escolhido, bem como a identificação do seu autor (nome, curso e escola) e do professor orientador do trabalho.

6. Os trabalhos apresentados deverão ter, aproximadamente, as dimensões de uma filha A3 ou A4, ficando ao critério dos participantes os materiais e as técnicas a utilizar.

7. Os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 30 de Abril de 2010 para o endereço seguinte:
Associação de Amizade Portugal-Japão
Rua de Artilharia Um, 104 - 5º Esq.
1070-015 Lisboa

8. O júri que apreciará os trabalhos será composto por um elemento da AAPJ, um professor da área das Artes Visuais e um artista japonês.

9. Os concorrentes serão distribuídos por quatro escalões:
1º escalão - alunos do curso Básico 1;
2º escalão - alunos do curso Básico 2;
3º escalão - alunos do curso Básico 3;
4º escalão - alunos do curso Secundário.

10. Serão atribuídos três prémios por cada escalão.

11. Os prémios a atribuir serão constituídos por material de pintura e desenho e por ofertas de empresas japonesas apoiantes.

12. Aos professores orientadores dos alunos premiados serão oferecidos livros sobre arte.

13. Durante um ano, todos os premiados (alunos e professores orientadores) serão considerados sócios da AAPJ, com direito aos privilégios inerentes a essa condição.

14. As obras apresentadas a concurso não serão devolvidas. A AAPJ prevê a realização de uma ou umas exposições para as dar a conhecer.

15. Os casos omissos no presente regulamento serão solucionados pelo júri.

Fonte: DRELVT

Vamos participar neste concurso?

Este belo calendário foi-me enviado pelo professor Francisco Goulão, está uma obra de arte lindíssima como todos os trabalhos a que já nos habituou…

Bom Ano para ti e para os teus alunos!

Podem visitar este blogue muito interessante construído pelos alunos e professor surdos aqui:

http://profsurdogoulao.blogspot.com

 

Beijinhos a todos.

As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath) é um livro do escritor norte-americano John Steinbeck, publicado no ano de 1939.


Relata a história de uma família pobre do estado de Oklahoma, que durante a Grande Depressão de 1929 se vê obrigada a abandonar as suas terras e partir para um novo mundo, a Califórnia, em busca de melhores condições de vida. A ideia é levar a família num pequeno camião até à Califórnia, onde se diz que o trabalho não falta. Durante a viagem eles passam por diversos tipos de provações e quando chegam à Terra Prometida descobrem que era um lugar bem pior do que aquele que tinham deixado e que foram ludibriados por falsas promessas, a viagem desta família é realizada pela famosa estrada 66 numa jornada em que nada pode ser previsto. Por esta obra, Steinbeck recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962.

As Vinhas da Ira foram passadas ao cinema por John Ford.

Título original: The grapes of wrath
Realizador: John Ford
Actores: Henry Fonda, Jane Darwell, John Carradine, Charley Grapewin, Dorris Bowdon, Russell Simpson, O.Z. Whitehead, John Qualen, Eddie Quillan, Zeffie Tilbury, Frank Sully, Frank Darien. Origem: EUA
Ano: 1940
Duração: 128 minutos


Foram poucos os filmes americanos dos anos 30 que ousaram levar ao grande ecrã o sofrimento e as migrações provocados pela Grande Depresão. Uma rara e honrosa exepção é este magnífico filme, realizado por John Ford , o homem que dizia saber apenas realizar westerns, numa fabulosa adaptação do romance homónimo de John Steinbeck, publicado um ano antes.

Steinbeck baseou-se numa pesquisa aprofundada sobre a vida das famílias componesas do Oklahoma que, depois de terem perdido as terras, se dirigem para os pomares da Califórnia em busca de trabalho sasonal. "As Vinhas da Ira" é um clássico tanto cinematográfico como literário sobre a América da Depressão, com os problemas de desemprego, miséria e exclusão social que lhe estão associados. Embora se afaste de modo significativo do romance, o filme traduz com grande realismo a dimensão real do sofrimento dos personagens, tanto físico como psicológico, resultante da miséria a que viram condenados e do desenraizamento dos migrantes.

É este o filme que vos proponho na próxima aula de História.

RELATÓRIO DO FILME "As Vinhas da Ira"

Introdução

- Título

- Realizador

- Ano

Desenvolvimento

- A história do filme e a obra em que se baseou;

Conclusão

- O que aprendeste com este filme.

Bibliografia

- sites e livros consultados.

 

Por sugestão de um amigo fui visitar o lugar de S. Pedro de Vir-à-Corça, espaço mágico que se situa junto a Monsanto. Monsanto é uma das 17 freguesias do concelho de Idanha-a-Nova; tem uma área de cerca de 18 hectares e situa-se a nordeste do território concelhio, aninhada na encosta de uma elevação escarpada - o cabeço de Monsanto (Mons Sanctus) - que irrompe abruptamente na campina e que, no seu ponto mais elevado, atinge 758 metros. E pelas várias vertentes da encosta e no sopé do monte encontramos vários lugarejos dispersos, testemunhando a deslocação populacional em direcção à planície.

Este espaço estranho constituído por uma clareira que acolhe a Capela é rodeado por fragas graníticas colossais.

Vemos restos de fogueiras, nascentes, cruzes, ramos de maias entrelaçadas, ou não fosse São Pedro de Vir-a-Corça hoje visitado por “druidas” modernos, que vêm de todo o mundo, à procura da litoratria (culto das pedras) e da hidrolatria (culto da água), em comunhão com o recém espaço cristão.

 

 Este espaço, em que ecoam os sons da natureza, o verde reverberante dos sobreiros centenários, o imponente caos de blocos, o templo românico, as estranhas tinas, tafonis, e o sombreado do maravilhoso chaparral – toda uma imensa hierofania (manifestação do sagrado) -, convida-nos à introspecção e convoca todos os crentes para uma experiência religiosa ou mística única.

 

O monumento, classificado como imóvel de interesse público, está situado no base do cabeço de Monsanto, é um templo de raiz românica, construído em granito e datando provavelmente do século XIII. Foi em redor desta Capela, na qual se destaca a rosácea da fachada, que se realizou a feira autorizada por D. Dinis em 1308. Abre sempre por altura da Festa de São Pedro, que se comemora a 29 de Junho.

 Para saberes mais:

http://www.celtiberia.net/articulo.asp?id=2933

http://lusitanianotavel.canalblog.com/archives/idanha_a_nova_e_penamacor/index.html

"I Am David" (2003 - 89m)

SINOPSE
O Sonho da Liberdade é uma adaptação do romance aclamado internacionalmente de Anne Holm, North to Freedom.


É a história de um rapaz de 12 anos, David, que escapa de um campo de concentração comunista com pouco mais que uma bússola, um pedaço de pão e instruções para entregar uma carta em Copenhaga, na Dinamarca. David vê-se entregue a um mundo livre pela primeira vez na sua jovem vida à medida que atravessa a Europa. É uma história comovente de descoberta, onde David vai perdendo a sua natural desconfiança em relação aos outros e começa a sorrir, a partilhar, a confiar e por fim, a amar. O Sonho da Liberdade relata a crueldade e o sofrimento de guerra ao mesmo tempo que celebra a persistência da juventude e o espírito indomável de uma criança.

 


Uma extraordinária aventura com a participação de Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) e Joan Plowright (Chá com Mussolini), para ser vista por toda a família.



REALIZADOR
Paul Feig



INTÉRPRETES
Ben Tibber, James Caviezel, Elisabetta Bartolomei, Maria Bonnevie, Silvia De Santis, Francesco De Vito, Paul Feig, Adrian McCourt, Matt Patresi, Joan Plowright Paco Reconti, Lucy Russell, Hristo Shopov, Alessandro Sperduti, Clem Tibber, Carinci Viola.

 

Selecciono alguns filmes que tenham a ver com a temática do desenvolvimento de valores como: a autonomia e a iniciativa, a saúde e a higiene, a participação, a solidariedade, o respeito pelos valores dos outros (tolerância), a responsabilidade, a convivência e a estima pela paz, a tradição histórica e cultural, a conservação e a melhoria do meio ambiente, a identidade nacional e pessoal, o uso correcto dos recursos materiais, técnicos e naturais, a sensibilidade estética, a criatividade, a conservação do património cultural, o respeito pela diversidade cultural dos povos e das pessoas.

A partir da selecção dos filmes, elaboro questionários orais baseados na mensagem central do filme. Os valores dão sentido, orientam e possibilitam a tomada de decisões. Indicam referenciais que norteiam padrões de conduta desejáveis para a manutenção da paz e o bem estar social. Os valores são representações construídas socialmente, condicionantes da percepção e representação subjectiva de mundo. São mutáveis, dependendo do contexto cultural e pessoal dos sujeitos.

 

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