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O governo do Sr. Sócrates está a fazer um pé de vento por causa de 40 milhões de euros para a RA da Madeira. Mas quanto aos macro-investimentos ruinosos que este governo quer adjudicar aos seus amigos empreiteiros – com o financiamento dos seus amigos banqueiros avalizados pelo Estado que ele controla – o ministro das Finanças não fala. O discurso de Teixeira dos Santos na TV sequer mencionou o novo aeroporto , as linhas ferroviárias de alta velocidade, a triplicação de rodovias já existentes, a demolição de múltiplos hospitais para construir outros e por aí afora. Quanto vai custar tudo isso? Onde esta' o cronograma plurienal de tais despesas? O problema não é só o Orçamento de Estado de 2010. É também os orçamentos dos anos seguintes.
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Segundo as notícias que nos chegam, Barack Obama não porá os pés na Cimeira UE-EUA, prevista para o dia 25 de Maio em Madrid.
Ooooooohhhhh!!!! E lá se vai a grande importância das relações UE-EUA!!!
Ainda os novos e velhos dirigentes políticos, com o indesculpável Soares à cabeça, analistas, comentadores e derivados estão a patinhar nos lagos de baba que produziram a falar de Obama e da salvação da América, da Europa e do mundo que o feérico colorido dos seus discursos anunciava... e levam uma tampa destas!
A verdade é que os grandes patrões, como Obama, só reúnem com os empregados quando é do seu interesse e têm alguma ordem directa para lhes dar. Nunca quando isso interessa unicamente aos empregados!
Com a devida vénia do blog Cantigueiro
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Na sequência de uma iniciativa de professores e investigadores franceses, mais de 500 colegas seus de todo o mundo já assinaram a petição Apoiar a reconstrução do sistema educativo e de investigação do Haiti. O texto é o
seguinte:
«Toutes nos pensées sont tournées en ce moment vers Haïti, pays où nous avons des racines, des amis, société avec laquelle nous travaillons - à travers des programmes de recherche menés avec des enseignants et des chercheurs haïtiens ou des enseignements que nous y faisons, ou encore des étudiants que nous formons -, pays aussi que nous étudions pour sa contribution à l’histoire de l’Humanité et à celle de la Liberté. Nous présentons nos sincères condoléances à chaque Haïtien et nous voudrions, plus particulièrement, les adresser à nos collègues des écoles et des universités ruinées par le tremblement de terre.
L’ampleur du désastre est choquante mais au-delà des urgences vitales, il faut déjà penser à l’avenir et soutenir la reconstruction d’un système éducatif et de recherche, gage d’un avenir meilleur... s’il est bien organisé. Le « séisme de décrochement » qu’a connu Haïti devrait inviter à prendre cette rupture dramatique et fatale à trop d’Haïtiens comme le signal des changements nécessaires à opérer vis-à-vis de ce pays, notamment en termes de représentations d’Haïti et de conception de la solidarité internationale, les deux étant liés. Nulle « fatalité », ni « malédiction » dans la destruction de la majeure partie des structures éducatives mais plutôt effet de l’exode rural et installation dans des zones d’habitat précaires. Nulle « agitation », ni « désordre » mais dignité et résilience dans les descriptions de l’écroulement des bâtiments de l’Ecole Normale Supérieure et dans les demandes de reprise des cours que font parvenir nos correspondants haïtiens grâce à l’incroyable mobilisation des réseaux de recherche internationaux à travers les réseaux Internet. Les clés d’Haïti ne sont pas remises aux étrangers comme le dit le Président d’Haïti, René Préval, même si la solidarité est demandée à la communauté internationale.
Gérard Barthélémy, anthropologue récemment disparu, n’a eu de cesse de rappeler que le mal développement en Haïti était inversement proportionnel à l’aide internationale apportée au pays, il faut sans doute se le rappeler aujourd’hui en ce qui concerne la formation. Il faut éviter que le réseau éducatif soit reconstruit sur des initiatives dispersées, lancées par des nations, des organismes, ou des individus. Sous l’égide des responsables haïtiens, un schéma global intégrant aussi bien les formations primaires, l’enseignement technique (agriculture, artisanat) que le supérieur et aussi la formation d’enseignants doit être établi. C’est la raison pour laquelle, dans la perspective de la prochaine conférence de Montréal du 25 janvier prochain, nous demandons à chacun de nos gouvernements, et ici au gouvernement français, d’en appeler à l’organisation d’un plan international qui mettrait en synergie toutes les compétences qui peuvent concourir à la remise en route du réseau éducatif et de recherche en Haïti, fondement de la vitalité culturelle et intellectuelle de ce pays et garantie de sa survie.
Sans attendre cependant ces décisions futures, il est indispensable de soutenir les chercheurs et étudiants haïtiens au niveau des pays et universités qui les accueillent actuellement. Pour la France, nous demandons au Ministre de l’Education Nationale, à la Ministre de l’Enseignement supérieur et de la Recherche ainsi qu’aux Présidents des instituts de recherche et d’enseignement supérieur le financement de « chaires Haïti » qui permettraient de recevoir des chercheurs et des enseignants, la création de bourses destinées aux étudiants haïtiens, la mise en place de missions d’enseignement et de formation en Haïti selon les besoins exprimés par nos interlocuteurs. Nous demandons au Ministre de l’Intérieur, l’attribution plus souple de visas pour les étudiants qui veulent venir étudier en France. Il en va de notre honneur d’enseignants, de chercheurs et de citoyens dans la communauté internationale.
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Depois do seu incontornável Jornalistas: do Ofício à Profissão. Mudanças no jornalismo português (1956-1968), Fernando Correia e Carla Baptista oferecem-nos agora, numa edição da Caminho, Memórias Vivas do Jornalismo, uma interessante viagem ao jornalismo português dos anos 40, 50 e 60, através de uma série de entrevistas a Abílio Marques Pinto, Acácio Barradas, Afonso Serra, Daniel Ricardo, Edite Soeiro, Eduardo Gageiro, Fialho de Oliveira, Homero Serpa, João Coito, Joaquim Letria, José Carlos de Vasconcelos, Manuela de Azevedo, Maria Antónia Palla, Mário Ventura Henriques, Pedro Foyos, Roby Amorim e Urbano Tavares Rodrigues.
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O FMI, Bruxelas, a OCDE e as agências de 'rating', entre muitos outros, estão à espera – ou dizem estar, para o caso tanto dá – do Orçamento do Estado (OE) que o Governo Sócrates II está a cozinhar numa ménage à trois com o CDS e o PSD. A dar crédito às notícias diariamente fornecidas pela imprensa da especialidade, pelos órgãos generalistas e pelos especialistas que nestas alturas parecem saltar de debaixo das pedras para se pronunciar sobre o assunto tal a fartura de comentários a que vimos assistindo, a dar crédito a tais notícias, dizíamos, o mundo está suspenso do nosso OE para determinar se Portugal é ou não um país credível, pelo menos no que a 2010 diz respeito. É mesmo de admitir, embora não se saiba de ciência certa, que o adiamento da escolha do vice-presidente do Banco Central Europeu (a que Vítor Constâncio é candidato, recorda-se) para 15 de Fevereiro se deva justamente a tão candente questão.
Tirando Manuel Alegre, que vive obcecado por Belém, não há cão nem gato (sem desprimor para os bichanos) que não se pronuncie sobre o assunto. E o mais curioso é que apesar de tamanha polifonia se regista uma interessante sintonia nas «abébias» que vão dando: ele é a crise, ele é o défice, ele é a imprescindível contenção nas despesas, ele é o congelamento dos salários e das pensões... Os avisos à navegação não podiam ser mais explícitos: esta semana, na televisão pública, António Vitorino afirmava que este vai ser um OE de «más notícias» e sem «margem para contemplar reivindicações»; uns dias antes, num canal da concorrência, um especialista muito especialista lembrava o «exemplo» da Irlanda, que cortou 10 por cento nos salários dos funcionários públicos, coisa que em Portugal não se coloca para já, embora outros especialistas não se coíbam de defender o congelamento, até porque, como dizia Pedro Curto ao Diário Económico de dia 19, «já resta muito pouca coisa para resolver do lado da despesa».
Os portugueses, que por motivos óbvios são os mais directamente interessados no assunto, a esta hora já perceberam o recado. Por maior que seja o ruído de fundo, por
mais diatribes que PS, PSD ou CDS inventem para distrair as atenções, o resultado está feito. Vem aí mais do mesmo.
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Agora que o “susto” já passou, sempre vos digo que ele há dias muito estranhos... como hoje. Vou ligar a pequena televisão da cozinha para dar uma olhadela às notícias durante o almoço, o aparelhómetro faz aquele compasso de espera típico, até começar a “dar” alguma coisa... e zás! A primeira imagem que aparece é a eloquente cara de Cavaco Silva, que já todos conhecemos e o primeiro som que emite é justamente Sua Excelência, muito sério, dizendo “Os tomates!”
Já só depois de resmungar “Vá Vossa Excelência!” é que reparei que o nosso Presidente estava em visita aos agricultores do Oeste, sendo portanto muitíssimo natural falar em frutas, legumes e derivados.
Não se tratava, portanto e para meu alívio, de nenhuma presidencial reacção a algum dos meus textos, nem um desabafo sobre a candidatura de Passos Coelho à liderança do PPD-PSD, nem um recado a nenhum ministro, nem um comentário ao anúncio da candidatura a Belém de Manuel Alegre... candidatura sobre a qual, aliás, teve o cuidado e bom gosto de dizer (e cito), “Não faz parte das minhas preocupações!”
Tudo esclarecido, como disse, mas lá que foi um choque, isso foi!

Com a devida vénia do Cantigueiro
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A militarização da ajuda de emergência ao Haiti:
Trata-se de uma operação humanitária ou de uma invasão?

A "AJUDA" DELES AO HAITI
O director-geral do FMI acaba de anunciar a sua intenção de mobilizar uma "ajuda" de 100 milhões de dólares para o Haiti. Diz ele que isso será feito através de uma "facilidade ampliada de crédito" . Ou seja, os haitianos terão de devolver tal ajuda, mesmo que estejam debaixo de escombros. E devolver com juros. Com ajudas assim, os haitianos ficam ainda mais desgraçados do que já estavam.
Por outro lado, o controle do aeroporto de Port-au-Prince pela U.S. Air Force já está a prejudicar severamente o Haiti. Os militares americanos proibiram a aterragem de um avião francês que transportava um hospital de campanha e dez equipes de cirurgiões . A ocupação militar do país pelo imperialismo, sob o pretexto da "ajuda humanitária", já é uma situação de facto. Os EUA que não souberam ajudar o seu próprio povo, quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans, arrogam-se agora ao direito de enviar porta-aviões como "ajuda" às vítimas no Haiti. Após um terramoto, uma ocupação militar.
http://resistir.info/chossudovsky/haiti_15jan10.html
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A intensidade do sismo
Não há palavras
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E VIVA A RETOMA!
Quem o diz é o Dr. Constâncio que, lá do alto do seu Banco, garante que «Portugal vai voltar a crescer este ano e crescerá ainda mais em 2011».
Quer isto dizer, então, que em 2010 a maioria dos portugueses vai viver melhor do que viveu em 2009?
Alto aí, nada de tirar conclusões precipitadas: quem vai viver melhor este ano do que viveu no ano passado é a minoria dos portugueses - porque como facilmente se compreende o «crescimento» não chega para todos...
Aliás, como o Banco do Dr. Constâncio, pertinentemente, fez questão de nos lembrar, 2009 foi o ano «do esmagamento dos lucros dos patrões» - a tal minoria... - e acabar com esse «esmagamento» é, naturalmente, a primeira prioridade.
Por isso, garante também o Dr. Constâncio, os lucros dos patrões irão aumentar em 2010.
Como?
O Dr. Constâncio explica: «através do aumento moderado de salários e de uma evolução favorável da produtividade».
Simples, como se vê: ganhando menos e trabalhando mais, os trabalhadores repararão essa tremenda injustiça que é «o esmagamento dos lucros dos patrões»...
Assim, disse o Dr. Constâncio, «os salários deverão aumentar 1%».
É pouco?
Bom, não é tão mau como à primeira vista pode parecer, já que, garante ainda o Dr. Constâncio, «em 2010 os preços vão aumentar apenas 0,7%».
Além de que, isto digo eu, se o Dr. Constâncio for aumentado em 1%, o seu aumento será mais do dobro do salário mensal da maioria dos portugueses - por aqui se vê que 1% é um grande aumento...
Quanto ao desemprego... bem, aí as coisas não estão muito bem encaminhadas - mas também não se pode ter tudo, não é verdade?
É, é verdade: apesar da «retoma», do «crescimento» e de tantas outras coisas boas, «em 2010 o desemprego vai continuar a aumentar» - «prevendo-se, mesmo, que possa vir a bater novos recordes».
Mas, atenção, nada de alarmismos: mesmo que o número de desempregados venha a atingir o milhão, o mais importante está assegurado: em 2010 será posto termo definitivo ao «esmagamento dos lucros dos patrões».
(Entre parêntesis: segundo as contas do Banco do Dr. Constâncio, «em 2009, os preços baixaram 0,9%» - coisa que me espanta tanto mais quanto sendo eu cliente do mesmo Pingo Doce onde se abastece o Dr. Constâncio, não dei por essa baixa de preços...)
Cravos de Abril
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Cantigueiro
Quando pousar a última carga, quando fizer a última caminhada, quando chegar a hora de descansar... já será tarde demais para iluminar o rosto com um sorriso, para ir brincar, para ser criança...
Muito tarde!
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Por coincidência, no momento em que os Estados Unidos e os seus aliados da NATO preparam uma conferência para prosseguir a chamada guerra contra o terrorismo no Afeganistão, um nigeriano bem conhecido da CIA e da embaixada norte-americana no Iémen pôs em pânico no dia de Natal o mundo ocidental. Há em toda esta história a sensação de estarmos a rever um filme antigo e bem conhecido. Como já é habitual, também desta vez os serviços secretos estavam informados da existência e do plano do agente bombista através da embaixada dos EUA no Iémen. A sua identidade e curriculum foram imediatamente divulgados. Um homem solitário vindo do deserto e das cavernas do Iémen acaba por vencer a tecnologia sofisticada da maior potência mundial e ludibriar os serviços secretos mais poderosos do mundo. Quando se trata de arranjar argumentos para atacar este ou aquele país soberano, a CIA e o Pentágono sabem tudo. Mas nos momentos «apropriados» sempre «falham» todos os mecanismos de segurança.
Compreendendo a importância da encomenda, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, considerou que a «instabilidade» no Iémen é uma ameaça «regional e mesmo mundial» enquanto o primeiro-ministro britânico Gordon Brown convocou precisamente para o dia 28 de Janeiro, altura em que os Estados Unidos e a NATO irão decidir a intensificação da agressão contra o Afeganistão, um encontro sobre «o combate ao terrorismo» no Iémen. O calendário é demasiado perfeito para que tudo isto seja verdade.
Está cada vez mais claro porque é que Obama e os sectores da oligarquia que o apoiam procuram manter e reforçar a estratégia da chamada «guerra contra o terrorismo». Uma estratégia muito mais abrangente e perigosa do que a da «guerra humanitária». «Terroristas» podem em princípio esconder-se em qualquer país, em qualquer lugar, bramir ameaças indefinidas e de difícil comprovação, mas facilmente apresentadas como perigos eminentes pelos serviços secretos, os média e os comandos da NATO.
O teólogo alemão, Eugen Drewemann, constata numa intervenção pela paz que «a guerra contra o terrorismo consolida o terror. Sob o manto da propagação da democracia, instala-se a ditadura. Esta espécie de humanismo só gera desumanidade (...). Eu oiço que os nossos jovens soldados são cidadãos em uniforme. Mas a guerra transforma-os em seres da idade da pedra na era atómica, faz deles monstros, cães de caça à espera da ordem para serem largados» (Junge Welt, 08.05.07).
Se o objectivo de Obama fosse de facto pôr fim ao terrorismo deveria começar por explicar ao povo norte-americano porque é que o Congresso aprovou 400 milhões de dólares destinados a operações visando o desmembramento do Irão. Deveria explicar porque é que o grupo sunita «soldados de deus» (Dschundallah) que tem executado numerosos atentados na região fronteiriça com o Afeganistão se encontra na lista de financiamento da CIA, como outrora os talibãs. Benazir Butho, ex-primeira-ministra do Paquistão, assassinada em Dezembro de 2007, revelou que «a ideia dos Talibãs era inglesa, a gestão norte-americana, o financiamento saudita e a organização paquistanesa» (Le Monde, 30.10.2001).
Se Obama desejasse sinceramente combater o terrorismo e as sua causas não precisaria de agredir outros países nem massacrar mais povos. Bastar-lhe-ia começar por investigar na sua própria casa as actividades dos seus antecessores, da CIA e do Pentágono.
Fonte ,Por aí na Net
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Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!
Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
entre o sangue vertido
e o sonho desfeito.
Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
de traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
que na tua tragédia se redime.
Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
não morre um povo!
Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
as forças que te querem jugular
não poderão passar
sobre a dor infinita desse não
que a terra inteira ouviu
e repetiu:
Não passarão!
Miguel Torga
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Sinopse da peça A Cidade, a estrear no São Luiz, em Lisboa, dia 14 (até 14 de Fevereiro).
Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade ‘perfeita’, nestes textos escritos há 2.500 anos,foram encontrar o material para a composição do guião deste espectáculo. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus ‘poetas’, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades, construída por um grande grupo de actores no palco do São Luiz, teatro da cidade de Lisboa.
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O ocultamento das realidades nos media que se dizem "referência" faz-se também por omissões e eufemismos. É exemplar este título do Público: Investimento feito pela EDP em nova rede e na conservação da existente tem vindo a abrandar . Fosse esse um jornal honesto e desejoso de esclarecer os seus leitores deveria titular: "Após a privatização a EDP cortou drasticamente os custos de manutenção e conservação da rede". E poderia acrescentar que assim é para aumentar a cotação das acções da EDP na bolsa e para permitir que a mesma faça investimentos de milhares de milhões de euros em centrais eólicas nos... Estados Unidos. E finalmente poderia chegar à conclusão de ordem geral de que as privatizações dos serviços públicos conduziram e conduzem a uma pioria da qualidade de serviço e a um agravamento dos custos para os seus clientes. Será esperar demais uma notícia assim?
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Assine a petição online:http://petition.stopsoftwarepatents.eu/
A nossa petição ambiciona unir as vozes de Europeus, associações e empresas preocupadas com este tema, e apela aos nossos políticos europeus que acabem com as patentes de software recorrendo a clarificações legislativas.
Já Assinei...
