Porque é que se fazem podas?
A poda é talvez um dos trabalhos mais controversos e mais difíceis da jardinagem.Todos sabemos que as roseiras e as árvores de fruto tem de ser podadas na devida altura, mas são poucas as pessoas que sabem ao certo para que servem as podas ou como devem ser feitas, e muito menos em que altura devem ser feitas.
As podas são necessárias por uma soma de razões:
a) Para levar a planta a produzir flores de exposição ou de grande qualidade, que embelezam a casa ou o jardim, pois, só uma planta vigorosa pode produzir flores de qualidade.
b) Tratando-se de àrvores de fruto e de arbustos a poda pode ser necessária não só para dar á planta as dimensões e formas desejadas, como também, para que esta produza a maior quantidade possível de frutos de qualidade, na menor área possível e o mais depressa possível.
c) A poda é feita para permitir que o ar e o sol cheguem a todas as partes da àrvore, e também para permitir que o fruto e a flor atinjam a maturação completa.
d) E , por muitas outras razões.
Poda das raízes
Os métodos mais vulgares de poda consistem em eliminar um ramo ou um rebento completo(desramação), ou cortá-lo acima do gomo (atarraque).Mas, há outra forma de poda, que diz respeito às raízes e que consiste no encurtamente destas: é a poda que eu recomendo para os políticos, aqueles que não dão "frutos" e secam tudo á volta.
Que ricas podas eu faria se tal me fosse permitido, não perdia tempo com os ramos ía logo à raíz e, sem dó nem piedade, faria uma poda radical.
Está no tempo da poda, porque esperam?!
Todos os especialistas convergem num ponto:os gestores reagem demasiado tarde quando a crise lhes bate à porta.Tarde demais e com uma lentidão de fazer inveja aos alentejanos.E, os politicos como reagem? Uns como politicos, outros como Estadistas.
Não era suposto todos os politicos serem Estadistas?!Sim, mas,.... Lá vem o mas, para mal dos nossos pecados.
Entramos no Euro, em plena globalização das economias e, vejo que, ainda hoje teimamos em aplicar terapêuticas do séc. passado.Endeusamos o Keynes, o Freedman e outros teoricos da economia e esquecemos uma coisa tão básica, como o país que somos e fomos no passado.
Como é sabido, a entrada do país no Euro, não nos pôs a coberto de errros de politica económica e, muitos dos que tudo fizeram para "entrarmos" de qualquer maneira, vem hoje dizer que, talvez não estivessemos preparados para a mudança de moeda e o que ela acarretou em termos de "escassez" de instrumentos.Deixamos de contar com a desvalorização da moeda "Escudo" para sermos competitivos em termos de preços dos nossos produtos e, ao invés, de termos os problemas estruturais resolvidos, viemos ,pois, agravá-los.
Portugal saiu de uma descolonização com os custos que daí decorreram, entramos na comunidade com apoios da mesma e hoje o que temos? Um país em vias de falência, reservas de ouro e outros activos em vias de se reduzirem a uma quantidade ínfima. É caso para dizer: Estamos fo***s e mal pagos!
Comemoramos os 100 anos da República e pergunto-me, será que devemos festejar ou se, pelo contrário, deveriamos antes inventariar todos os desmandos e outras falácias, sem nos darmos conta de que o Estado somos todos nós e, que os verdeiros politicos não se revêem na pratica dos actores/politicos de hoje.
De quem é a culpa? Nossa.De todos, sem excepção.
Não vale a pena dizer que tudo está mal, a culpa é do governo ou desgoverno, quando, a solução está nas nossas mãos.Antes de exigir seja o que for, sejamos exigentes com nós mesmos.Se tudo está mal e é verdade que muitas coisas podiam estar melhor, saibamos pôr mãos à obra e, num esforço conjunto no país ou no exterior, canalizarmos todas as energias para equilibrar a balança de pagamentos, reduzir os déficits e deixarmos de ser pedintes.
Se se à 500 anos soubemos dividir o mundo com os nossos "hermanos", no Tratado de Tordezilhas, saibamos imitar o nosso D.JoãoII e outros valentões do tempo e com Rés pública ou sem ela, tenhamos orgulho de ser portugueses aqui ou, em qualquer outro local do mundo.
Não há salvadores da pátria, em termos individuais, e, quer queiramos ou não, o futúro está nas nossas mãos.O tempo urge.
Delegamos competências e poder de controlo, nacionalizamos/privatizamos/ voltamos a nacionalizar o tal socialismo progressivo com alguns gostam de apelidar e esquecemos o básico:Em favor de quem?!
Regulamos, desintermediamos, voltamos a regular e, nesse zizague em que ficamos?
Com a mão invisível ou sem ela, importa criar mecanismos de regulação e não permitir que se tomam erros nos mercados , sejam eles financeiros ou outros.O crédito é o sangue da economia.O trabalho e a inovação são factores tão ou mais importantes do que o crédito.
Valorar uns e outros sem ponderação a mais ou a menos e, quem mais tem, mais deve dar em prole da recuperação deste país, que um dia se chamou Portugal.
Depois, de ter fechado para balanço e, aguardando pelo veredicto da "assembleia geral", estou expectante.
A despeito de toda a minha vontade, constitui nestes dias pecado irrreparável,imperdoável, não possuir a paciência suprema, a força necessária para representar o meu papel.Seria melhor, decerto, aceitar o repto e perguntar-me:-Que pretendo de mim?Porque me atormento?Se o desejo, posso ir-me embora.É preciso aguentar-me!
Institivamente, servi-me de um conhaque e engoli-o.De nada serviu; a secura continuava a sofocar-me.Tomei o segundo;O terceiro e, só quando esgotei a última gota ´, é que descobri a oculta causa:Queria ganhar coragem para me deixar arrastar a covardias ou sentimentalidades.Pretendia cloroformizar em mim talvez o medo, talvez a vergonha, talvez o sentimento muito bom ou muito mau.Sim, era isso.
O primeiro resultado destes três copos foi sentir os pés pesados: na cabeça alguma coisa me preparava o cérebro, como a broca de um dentista, antes de chegar a fazer dor...Não, não era um homem convicto e muito menos seguro.É esquesito!
Esperava-me a embriaguez, mais pura, mais subtíl do que a procurada por mim no grosseiro álcool.Também a vaidade perturba, também a gratidão inebria, também a ternura sincera pode embriagar a alma.De repente, os pés readquiriram firmeza; diferentemente, caminha o homem quando sabe que transporta consigo alegria e um saco cheio de vontade.
Aguardo, a todo o momento, com impaciência entrar na sala,..
É, maravilhoso viver sem medo, e só agora comprendi o que deve ser gozar uma existência de pessoa sã.Sentir-se viver.Só ao Senhor agradeço esta segura intuição, este pressentimento maravilhoso.Aceitarei tudo,suportarei tudo, sem pestanejar para continuar assim.
É esquesito! Ah, pois é,...
No dealbar do novo ano, estou fechado para balanço.«Aquele que mais posssui,mais recebe.»in Livro da Sabedoria.Bem podem procurar se faz sentido, à luz da justiça social dar mais a quem muito tem, ou tirar o pouco a quem nada tem?!
Olhar,ver,decidir requer acção e, se no plano da racionalidade, decidir bem só pode ter como ouput um resultado a condizer.Logo, quem tem talento,recursos e sabe fazer uso deles, em nada deve ficar supreendido se, o seu pecúlio, seja ele material ou intelectual for majorado em função das tomadas de decisão.
O ano que encerrou, foi rico de acontecimentos no plano pessoal,profissional e patrimonial.
Um pouco ao jeito do auditor, tento cruzar informações , aquilatar da justeza desta ou daquela rúbrica e, ter um cuidado acrescido em alguma incongruência, falso juízo,ou desatenção.
No plano pessoal consegui os desideratos que me propús?! sem prejudicar a familia, terceiros,?
No profissional?Agi com ética, ou , não olhei aos meios para atingir aos fins.Com "roubalos", ou ,sem eles?
No patrimonial? Estou mais rico, acumulando mais bens? a que preço?
Agora, a sangue frio e à distância de um separador central(eu), ao pensar neste ridículo episódeo, donde derivou toda a fatalidade da minha vida, tenho de reconhecer que fui impelido a todas as tempestadas,sem culpa própria;o homem mais prudente, mais experimentado, poderia ter cometido a gaffe de se expôr e responder a estas e outras questões.Talvez, a minha perturbação nervosa, no exagero da minha consciência a acusar-me, logo a febre interior me sugeriu que, por minha causa, fiquei aquèm dos objectivos neste ou naquele plano.
Este meu balanço, ainda está incompleto, o inventário ainda não foi aferido pelos auditores externos e, o encontro de contas entre o estado e a minha " sociedade" ainda não foi apurado.
Em linguagem técnica ainda estamos perante "work in process", mas, não me custa muito admitir que, em linguagem terra a terra, "dinheiro e santidade, tenho menos de metade", por culpa exclusivamente minha.
Bom ano a todos, com muito dinheiro e mais santidade.Se possível, com um governo que nos governe e não se governe à nossa, de preferência sem "roubalos".
O Natal, festa de familia por excelência, traz-me à lembrança outros natais, onde, o que eu mais queria è que alguém, de quem eu muito gostava, estivesse presente.
O Natal do consumismo, das correrias loucas aos centros comerciais, lojas e outros pontos de venda não me dizem nada.Natal é estar na e com a familia.
Não vou falar do meu Natal, mas, sempre direi que, o mais importante é não perdermos o dom de partilhar o que de mais pessoal temos.A nossa presença, o nosso sentir, o nosso ser.
Hoje, mais presente,menos presente o que eu quero mesmo é não falhar a esse encontro.Hoje, em casa do filho, amanhã em casa do pai,em outros Natais em Tua/nossa casa.
O Natal dos cristãos, dos ateus, dos indiferentes e dos outros.De todos , os que menos admiro, são os indiferentes.Como é possível, ficar impávido e sereno ao nascimentos de mais um Natal.
Natal é vida e, ninguém devia ficar indiferente !
Marque presença, aquí e todos os dias, porque Natal é quando o homem quizer.
A história nunca se repete, mas, que vivemos tempos difíceis e, em tudo parecido com os finais do séc.XVI, lá isso vivemos.
Portugal viveu uma grande recessão económica-financeira em todo o reino em consequência do desastre de Alcácer-Quibir.O Investimento maciço em capital e meios humanos na conquista dessa praça do Norte de Àfrica conduziu a um esgotamento das forças económicas e morais do país.Gerou-se, na altura, um ambiente de instabilidade favorável à propagação de crenças marginais à ortodoxia cristã e, sobretudo, um clima de maior desconfiança em relação à sociedade.Daí que surgissem os ódios e rancores nas relações de vizinhança e no espaço de convívio profissional.
Hoje, poucos acreditam na justiça e, a culpa é de quem teima em governar/governando-se.
Não há alibí, nem desculpa de espécie alguma, para este ou aquele governo minoritário que se tenha viabilizado, sem préviamente, ter negociado acordos nesta ou naquela àrea, com este ou aquele partido.Aceitar formar governo é em tudo parecido, como aceitar ser administrador desta ou daquela empresa.Ora, a assumpção de responsabilidades, deve ser a primeira condição para levar o projecto avante.Outra coisa, bem diferente, é aceitar ser governo para que, os amigos, apoiantes e outras figuras de prôa não percam privilégios.
O prof.Armando de Castro fala-nos da recessão económica financeira de ordem estrutural e conjuntural ao descrever as sucessivas dificuldades financeiras da coroa.Foi o que sucedeu em 1534, quando o Estado se viu impossibilitado de solver certos compromissos, em 1541-1550, levando a evaquação das praças no Norte de Àfrica, nomeadamente,com o encerramento das feitorias da Flandres em 1549, bem como na grave críse de 1560, quando a casa da India abriu bancarrota, impossibilitada de pagar o serviço da dívida; e são depois os primeiros recuos significativos nas posições asiáticas, como sucedeu com a revolta nas Moluscas em 1570,a perda de Chale em 1571...«A economia da expansão ultramarina», História de Portugal, vol,IV, Edic.Alfa.
Recuando mais de quatro séculos ainda tinhamos muito para perder e, agora?
Leio os jornais na versão digital, porque, poucos chegam até aquí na versão em papel e, as notícias do meu país, deixam-me atormentado sempre que abro o livro de história e dou comigo a reflectir.
Por uns momentos, deixamo-nos de recordar e , na medida das nossas possibilidades façamos alguma coisa para que, a história não se repita.
A todos desejo um Santo e Feliz Natal, bem assim, um próspero 2010 ausente de críses e outra maleitas.
Uma análise não é uma exposição.O conhecimento do social existe.Como qualquer conhecimento manifesta-se, não só nas proclamações de fé, nas teorias reconhecidas e nos manuais técnicos que uma comunidade sábia produz e, ou numa qualquer outra demonstração de senso comum.
Críse, planos de combate, doença,terapêutica, gestão, são chavões que nos atormentam e, nalguns casos até nos tiram o sono.
Que alguém de consciência tranquila se sinta preocupado por, danos colaterais, ter sido ouvido numas conversas telefónicas com alguém a contas com a justiça venham questionar-se, diria vitimizar-se por ter sido ouvido, ou, alguém com culpas no cartório ficar ofendido por se falar em A,B, ou C por ter sido o "condutor"/executor de esquemas "sujos" é no mínimo de brandar aos céus.
A Constituição da República diz, claramente, que ninguém pode estar acima da lei, mas, pelo que se tem dito nos médias, parece não ser bem assim.
Será que estamos a regredir em termos democráticos? Será que a democracia só é boa, quando não nos chamam a contas ? Quem não deve não teme.
A justiça e, não só na economia, como em tudo o que alicerça esta sociedade, tem de ser repensada.
Dois pesos e duas medidas, não muito obrigado.
Se queremos viver em democracia, saibamos usar direitos e deveres de forma sustentada e, nunca a pretexto deste ou daquele privilégio.
Quanto maior é o cargo, maior a responsabilidade.E, quem não estiver talhado para o mesmo, que se demita.O desemprego não é exclusivo dos trabalhadores.A falta de vergonha sim,é de quem se julga acima de tudo e de todos.
Hoje, dia de S.Martinho, comemos castanhas assadas e, provamos o vinho.
Diga-se, em abono da verdade, que esse ritual não tem nada de rotineiro e, repetimo-lo as vezes que forem necessárias.Provar 30/40 vinhos num dia e fazer um exame analítico do mesmo é obra!
O pobre e o Santo de que a lenda nos fala, traz-nos à memória, outros gestos e vontades,nomeadamente, na àrea social.De um lado os que tudo tem, do outro, os que nada tem.Importa saber porquê? Talvez, porque os homens se compram e vendem como as castanhas e vinho ou, porque o S.Martinho fez greve e deixou de passar por cá.
Bem! há uma outra explicação, a saber: O governo decretou o fim da críse e ofereceu uma manta a todos os portugueses.Com esses dez milhões de mantas, os lanifícios acusam um lucro consolidado de muitos milhões de euros.Com dinheiro e a cama quente, a propensão à "criação" aumentou exponencialmente e, daqui a vinte anos, continuaremos a comer castanhas e a provar o vinho e, o S.Martinho continua de greve e não há "trapinhos/capas" para ninguém..
Perdão, capas os varas,os azevedos,os pedófilos e,os sem vergonha.Que, para mal dos nossos pecados, são mais do que as mães.
Òh meu Santo, quem tem capa sempre escapa.Que o diga, o nosso primeiro!
Tudo o que eleva,amplia e expande a alma torna-se mais capaz de ter sucesso naqueles empreendimentos que não lhe dizem respeito...Se os homens viessem a contentar-se um dia com objectos materiais, é provável que, aos poucos,perdessem a arte de produzi-los; e no final se divertiriam com eles, como brutos, sem discernimento e sem aperfeiçamento.- Alexis de Tocquevile, Democracy in America II.XVI
Não esperamos nosso jantar da benovelência do talhante, do cervejeiro ou do padeiro, mas sim em função de seu interesse próprio.*
O sucesso financeiro pode agradar, a princípio, mas poucos dos ricos ficam felizes em ter dinheiro como sua única e notável característica quando se olham no espelho.De Donald Trump a Lee Iacocca, os líderes corporativos desejam parecer honestos e servir a comunidade.Isso é a parte integrante da auto-imagem de um gerente/administrador.Mesmo um crápula confesso como Al Neuharth salpica generosamente sua autobiografia com vinhetas dele mesmo como o brigão franco que serve mais do que explora as pessoas.
Para a sociedade, uma ética empresarial integrada cria um meio de fazer negócios que oferece uma contribuição maior para o bem estar geral.Uma empresa bem sucedida que também seja honesta, justa e cumpridora da lei é,via de regra, mais benéfica para a comunidade do que uma que crie riqueza através da falsidade, da fraude, burlando as leis do país.
*-Adam Smith. The Wealth of Nations
O país está a definhar e, infelizmente, não é novidade para ninguém.Aliás, todos os dias somos confrontados com escândalos financeiros,fiscais, politicos e outros.
Vivemos uma triste realidade, onde, muitos dos que acumularam fortunas colossais, poderiam ser a solução e são o problema. Quase todos, salvo raríssimas excepções, pertencem ao grupo dos "faces ocultas".Digo isso, sem sentir a mais pequena ponta de inveja, por quem é rico e o soube ser.Os outros, não contam, para a minha consideração.
Quem por razões sociais-politicas-económicas, soube juntar o útil ao agradável e, na gestão da sua rede de contactos soube ser empreendedor honesto e responsável e, apostou no negócio ou negócios certos e hoje vive uma economia doméstica sem preocupações, nada a apontar em seu desabono.Os outros não contam, repito-.me ,na minha consideração.
Quem sem o mínimo de ética, fez do estado coisa sua e, negociou favores deve pagar pelo mal que fez a todos nós.A grande corrupção, o tráfico de influências é responsável pelo atraso deste nosso país e, quem ganha a vida a fazer o mal aos outros, deve saber que mais tarde ou mais cedo, alguém lhe pedirá contas pelos seus actos.
Quem investe o dinheiro dos outros e desvia "milhões" para fora, deixando as empresas falídas, sabe bem o que fez.Para esses, a pena deveria ser reforçada, porque, equiparo essa atitude, a quem sem escrúpulos , planeou e executou o crime sem o mínimo de consideração pelo seu semelhante.
Deixemo-nos, pois, de "Furacões","BNP","BPP"," BCP" "Faces ocultas".e, outras "Trapassas" e, venha de vez, uma operação de mãos limpas.
Mais do que o desemprego, a falta de dinheiro e, espectativas pouco risonhas para consumidores e investidores, urge "arrumar" de vez, com esta pouca vergonha.,
Saibamos, pois, dar a volta por cima, e todos seremos poucos, para de mãos dadas, contribuirmos para que a operação tenha sucesso.
Se disse que a carta é para sí, enganei-me, porque é para nós dois.
Caminhamos na mesma estrada.Comemos do mesmo pão.Bebemos da mesma água.Ouvimos a mesma mensagem.
Se ousamos ser diferentes, é porque no mais fundo do nosso ser, na medula do nosso coração.No que depende do que somos, é justo que não sejamos iguais.Mas no que depende do que recebemos, é justo que queiramos ser iguais.A mensagem nos traz um herói, um homem,um Deus.Como ele,sejamos profundamente humanos e profundamente solidários, sem nos preocuparmos que no subterrâneo esses dois ideais se encontram e se abraçam.Beijam-se , até.O essencial é procurarmos imitar esse herói, ser como ele, a ponto de amar tanto que nos permita sofrer.
Ninguém sofreu tanto como Ele.E ninguém foi tão simpático no sofrimento.Pregado numa cruz,atraiu todos a si.
No nosso coração, embalando egoísmo e bocejando indiferença? Onde é que estamos nós dois, que parecemos perdidos de casa? Onde estamos e para onde vamos?
O coração de nós dois manifesta-se, no ódio ou no amor.É coração.
Apetece-me chorar.Serão lágrimas-mulheres.Porque darão à luz de meus olhos mais um irmão.
Despeçamo-nos aquí e agora.Já nos encontramos de um modo.Se não nos conhecemos,é porque ainda é noite.Esperemos raiar a Aurora.Soframos e amemos,até que amanheça.
Muitos prometem, as leis da economia cumprem.
O BPN é o paradígma daquilo que nunca deveria ter existido.Esperteza!
O buraco parece que não tem fundo e, mais umas centenas de milhões de euros de perdas anunciadas.Será assim tão dificil saber quem benificiou com a torneira do crédito descontrolado e, quem directa ou indirectamente fez negócio com essa "mercadoria".Quem vendeu e quem comprou " dinheiro"em situações de favor, que pague a factura.
Ora, é sobejamente sabido, que a economia nunca mente e acusa cada disfunção, como se de uma doença se tratasse.
O mercado tem as costas largas e, a lei da oferta e da procura continua a dar cartas.Manter vivo um "corpo moribundo", seja ele um banco ou uma empresa é contra natura.As empresas nascem, crescem e morrem.Contrariar essa lógica, é a maior mentira que podemos contar à economia.
A verdade é como o azeite, ...depois, não nos podemos queixar..
Na revista visão li, e reli este texto do consagrado A.Lobo Antunes.Confesso que o considero o José Mourinho da escrita, apesar, da "arrogância" do homem da bola, em contraste com a humildade do nosso escritor.
As dúvidas, a simplicidade e humildade com que fala de Deus mostram-nos a sua humanidade.O homem pode ser homem e não ser humano,...e, a história multiplica-se em exemplos dessa espécie,infelizmente,abundantes, cito só alguns:Herodes,Nero,...Lenine,Estaline,Hitler,Mao e todos os outros "Talibans" que teimam em usar o terror,a vingança para mostrarem que mandam e são superiores.
Não querendo entrar em polémicas, até porque cada um, é livre de pensar e acreditar ou não, a linguagem dos homens pode ser entendida de uma maneira clara e objectiva e, ou por imagens, ou mais claramente pelas obras, sejam elas de arte ou de outra natureza.
Um bom treinador é julgado pelos resultados da sua equipe, um bom escritor pelas suas obras(livros),palestras e, os homens/mulheres bons/boas pelas suas acções.
Confesso que , nem sempre entendo, o porquê dos disparates/desatenções de algumas pessoas que se julgam acima de tudo e de todos.
Ler na 1ª pessoa que o A.Lobos Antunes é um aselha, que se não fossem os amigos, certamente iria para uns semáfores pedir é de uma humanidade tremenda.
Quantos de nós seriamos capazes de afirmar em público que não temos jeito para quase nada e, se não nos ajudassem , poderiamos viver debaixo de uma ponte, ou numa barraca sem o mínimo de condições?
No fundo todos nós , nas nossas fraquezas, poderiamos dizer o que ele diz.Naturalmente, sem o impacto dele, que é sobejamente conhecido e, merecedor, segundo os meus critérios, do Nobel em vez do outro, que mesmo sem grande folgo, teima em não reconhecer o òbvio.
Já provei e gostei!
Este ano, ou muito me engano ou vai ser um ano de excepção.A colheita de 2009 vai ter muito que se lhe diga.A uva no seu ponto de maturação, as condições climatéricas em que a mesma decorreu, praticamente sem chuva, e as boas condições de higiene e controlo que as adegas modernas oferecem, só podem ser sinónimo de qualidade.
Néctares para aquecerem a alma da gente, comemorar este ou aquele evento, remédio (medicina preventiva), estimulante, para quem dele necessite em estados débeis de saúde.Excluem-se desse universo, quem por indicação médica não pode nem deve (crianças, grávidas e outras por prescrição).
Na dieta mediterrânea, o vinho , o azeite, a azeitona,frutas e muitos legumes e, talvez, esteja aí o segredo para viver bem, "malgrée" a críse.
Somos aquilo que comemos e bebemos, e se o fizermos com moderação e inteligência podemos ser felizes.
Estamos a menos de um mês de S.Martinho e, para os preliminares a prova não está má.
À vossa saúde!
Viver numa ilha tem as suas vantagens e inconvenientes, viver numa cidade ladeada por campos de cultivo,mormente, fruticultura e horticultura,bem assim, a juzante industrias agro alimentares é' poderá ser uma vantagem competitiva para os residentes locais, em termos de poder de compra.Comprar produtos locais compensa e, vejo com muito agrado que na grande distribuição ha quem venda em determinada linha de produtos 80 a 90% com origem local.
Não seria muito pedir ao Sr.Soares dos Santos(grupo Jerónimo Martins) e ao Sr.Belmiro Azevedo que , em prol de um desenvolvimento sustentado façm o mesmo.Responsabilidade social não é só criar empregos e agir ética e moralmente, mas também, não menosprezar os clientes que, por sinal,alguns também são produtores e muitas vezes, sentem-se impotentes para escoar os seus produtos.
Aqui, nesta terra distante, Portugal não xiste e, vinhos e outros produtos vão para a parteleira de Portugal/Espanha,onde os espanhois ganham por 20 a 1.
Depois, era a "outra" que queria voltar ao orgulhosamente sós e, ele o "Ingenheiro?!" Já nos ofereceu de mão beijada e não contamos para nada?
Eles, os Ingleses vivem numa ilha, nós definhamos num deserto.