KAnahory

A Europa precisa de HOMENS COMO ESTE!!! (texto reeditado com uma pequena alteração feita a bold)

 

Recebi, há dias, um email com um discurso que o anterior Primeiro-Ministro Australiano, John Howard, dirigiu à Comunidade Islâmica daquele pais demonstrando a sua enorme coragem o que infelizmente contrasta com as atitudes dos Líderes Europeus.

 

De seguida, transcrevo esse discurso, que se deve, por um lado, às medidas de segurança necessárias face a eventuais actos de terrorismo, por outro, ao facto das comunidades muçulmanas pretenderem impor a sua Lei da Shari. Convido todos os que concordarem com o seu teor a divulgarem a mensagem de John Howard, seja através de posts ou de emails:

 

“OS IMIGRANTES E NÃO OS AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos Australianos.

 

A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.

 

A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!

 

A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.

 

Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.

 

ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: “O DIREITO de PARTIR”. Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.”

 

Pouco há a acrescentar às palavras de John Howard, mas apesar disso quero salientar alguns aspectos.

 

Provavelmente para alguns este é um discurso racista, mas eu atrevo-me a retorquir: Nada disso!!!

 

O anterior Primeiro-Ministro australiano não é contra os imigrantes e suas culturas, tendo, aliás, afirmado que os respeita e aceita as suas crenças. O que não tolera nem aceita é que a Comunidade Islâmica queira impor a um país que os acolheu, as suas próprias leis.

Ele defende que todos os imigrantes devem saber adaptar-se ao país onde escolheram viver.

 

Ao contrário do Reino Unido que por medo, retirou o ensino do Holocausto do programa escolar, alegando que isso ofendia os muçulmanos – não entendo o que têm os muçulmanos a ver com o Holocausto –, ou de países como Portugal que retiraram das escolas símbolos do catolicismo, apesar dessa ser a religião da maioria dos seus cidadãos, John Howard recusa que sejam os australianos, no seu próprio país, a terem de se adaptar às Leis e cultura dos imigrantes.

 

Infelizmente, na Europa passa-se o inverso do que John Howard defende e isso é muito grave. Se os nossos Governantes continuarem a ter medo, “apagando” alguns aspectos da nossa cultura, religião, tradições ou convicções para agradarem aos Muçulmanos, aos poucos a nossa identidade vai desaparecer.

 

Um dia “acordamos” e somos estrangeiros no nosso próprio país. Quando isso acontecer, vai ser tarde demais!!!

 

Para que isto não suceda, devemos obrigar os nossos Governos a não ter medo nem vergonha de defenderem a nossa cultura, identidade, religião e tradições.

 

Devemos exigir que digam como John Howard:

 

“Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.”

 

Termino, salientando que nada tenho contra os imigrantes, que lutando contra a falta de condições nos seus países, escolhem partir com a esperança de poderem melhorar o seu nível de vida.

Em muitos casos, através do seu trabalho, contribuem para o desenvolvimento económico dos países de acolhimento, devendo ser bem recebidos e respeitados por todos.

No entanto, não podem exigir que sejam os países que os acolheram a mudarem, adaptando-se às suas leis e tradições.

 

Nas democracias europeias há lugar para todos mesmo que sejam diferentes, basta que TODOS se saibam respeitar e aceitar!!!

 

 

Kiki Anahory Garin

Publicação: Sunday, February 24, 2008 6:38 PM por Anahory

Comentários

 

camionista said:

Olá Kiki:

Subscrevo, nos termos em que está escrito, todo o conteúdo deste post.

Acho que temos uma perniciosa tendência para misturar as coisas.

Aqui está dito, com toda a clareza, aquilo que (sem receio de me enganar) a maioria de nós pensa, e que a generalidade dos responsáveis políticos também pensa, mas tem medo de assumir em público. Já por várias vezes me insurgi contra essa atitude, que significa um vergonhoso baixar de calças.

Parabéns, Kiki.

Beijos

Luís

February 24, 2008 7:17 PM
 

mitalaia said:

Olá Kiki

E, Deus exortou-nos homens a serem bons, mas não disse para serem parvos.

O engraçado e que comungo desse pensamento.

Então se as leis mulçumanas é que são boas, porque não ficam onde elas se praticam? Se isto é ser racista, vou ali e logo volto!

Porque os políticos ocidentais, podem precisar de óculos de duas dioptrias, para verem de perto!

Um beijo

Daniel

February 24, 2008 7:24 PM
 

meiadeleite said:

Não subscrevo nem gosto da personagem. Há tempos não deixou entrar um navio cheio de refugiados no país. Tem tido muitos problemas com a imigração. De qualquer modo, como sabes, deixo-te um grande beijinho e muita pena de não te ter encontrado! :)) meia

February 24, 2008 7:39 PM
 

bluewater68 said:

Kiki, numa primeira leitura, é um discurso racista. A pergunta que se poderá fazer é: "que fizeram os muçulmanos para apanharem com este discurso? tentar impor algo?"

Se assim foi, o discurso, seja na Austrália, seja na Europa, terá cabimento. "Então, aceitem o país que vos aceitou", mas não é isso que acontece?

Sabes um aspecto engraçado? o número de resultados obtido quando se pesquisa por John Howard e racismo.

Para quem estiver interessado, sugiro uma primeira leitura desta página "IS AUSTRALIA THE LAST BASTION OF RACISM IN THE DEVELOPED WORLD?", onde é dito que: «The Howard Govt won the election after a campaign which has been universally condemned as racist by many prominent Australians, the United Nations and the international media. In true conservative style the Govt. milked Australians xenophobia and historically held racist paranoia.» Uma página muito completa com muitos links interessantes (http://jmm.aaa.net.au/articles/1175.htm)

E como falaste do Holocausto "Australia, Nazi Haven for the new Millennium?", aqui (http://www.jewishmag.com/48mag/nazis/nazis.htm)

Outra opinião sobre o racismo de Howard: «It is a nation which periodically makes world headlines for its racist outbursts, whether it be the disgraceful campaign of the Howard Government in 2001», aqui (http://www.onlineopinion.com.au/view.asp?article=3993)

Mais ainda «Many Muslim and Arab Australians are bracing for an escalation of racist abuse and harassment following ASIO and Australian Federal Police (AFP) raids on the homes of Indonesian Australians at the end of October.» aqui (http://www.greenleft.org.au/2002/515/27198)

Tirando todas estas associações de racismo do Howard e à Austrália, volto a salientar que o discurso fará sentido (seja onde for) a partir do momento em que uma minoria tente impor a sua cultura e tradições. Mas é isso que acontece?

Beijinhos

February 24, 2008 7:40 PM
 

PauloMAMartins said:

Caríssima Kiki Anahory Garin,

Brilhante e oportuníssima postagem!

Da leitura deste discurso, para além de outros valores, ressalta um muito importante: A defesa da língua-mãe - a língua inglesa!

Ressalta, também, uma postura de afirmação de valores inalienáveis e indeclináveis!

Um exemplo a seguir pelos muitos que se autoproclamam de "estadistas", mas que, no fundo, postergam as suas próprias raízes e se afirmam, ridiculamente, submissos, dependentes e despersonalizados ao sabor de valores e interesses, por vezes, inconfessáveis...

Também, aqui, no Brasil, dito país do Terceiro Mundo, se diz:

- Brasil, Ame-o ou largue-o!

O que significa dizer: Só há um caminho a seguir!

Infelizmente, para não falar da Europa, em Portugal, é uma vergonha ao que se assiste, no que se refere à submissão e subserviência... Sobretudo, quando por tudo e por nada, se pretende imitar, mas pessimamente, caindo no ridículo dos ridículos...

Em matéria de imitações, ao menos que se tenha a coragem de seguir os bons exemplos. Os autênticos e frontais!

A postura de John Howard é, sem margem para dúvidas, um bom exemplo de caminho a seguir!

Sem que se caia em nacionalismos exacerbados e estéreis, há, isso sim, que preservar e fomentar na interacção, entre os indivíduos de várias nacionalidades, um saudável patriotismo e salutar cohabitação social, respeitando as legítimas diferenças!

Contrariamente ao que muito se propala, quer queiramos quer não, não somos todos iguais, mas somos, isso sim, todos diferentes!

Saudações fraternas.

Paulo M. A. Martins

Jornalista luso-brasileiro

Fortaleza (CE)

Brasil

February 24, 2008 7:48 PM
 

sofiapaula said:

Kiki,

É caso para dizer que "O mundo está cheio de boas intenções"...

É verdade que à capa de algo que parece a todos 'Normal",  legítimo até, este Senhor já apresenta tiques de um ditadorzinho...há discursos que se lêm nas entrelinhas, quase todos ,aliás!

Não concordo em absoluto com este Senhor, portanto!

Um beijo,

sofia

February 24, 2008 7:50 PM
 

bp63 said:

Respeito todas as liberdades desde que respeitem a minha ( = outros). Quando isso não acontece então luto contra elas, se elas insistirem em meter-se na minha, ou então ignoro-os se elas ficarem restritas aos seus domínios.

Dito isto parece que concordo com o suposto discurso do John Howard.

Mas o problema é que há que descodificar as mensagens inerentes aos discursos. Basta irmos um pouco atrás e vemos que todas as perseguições históricas a povos começaram com bonitas ideias de devolver à terra de cada um os seus filhos supostamente originários.

Concordo que um povo emigrante tem que aceitar as regras dominantes da sociedade em que se insere, como qualquer cidadão originário dessa mesma sociedade. O que não significa que tenha perder as suas raízes e se não as perder que vá embora.

Se olharmos a história da Austrália é feita de imposições de fora para dentro. Olha se os aborígenes resolvessem ter a mesma atitude.

É certo que devemos ter a coluna vertebral bem direita para não nos vergamos perante as exigências de povos externos, que ainda por cima não respeitam os direitos de quem quer seja, mas não podemos esquecer que dentro de casa já estão pessoas que culturalmente comungam das mais variadas raízes.

A História das nações é feita de inclusão e não de exclusão. Assimilar todos os valores de forma que ela reflicta a multiplicidade de cores dos seus povos. Sempre que se tentou fazer pela exclusão, o que parece derivar do discurso acima, tivemos um resultado bonito, em que o mais emblemático foi o Holocausto. A potencialidade de um pode estar escondida debaixo das supostas melhores intenções.

Para que não fiquem dúvidas, a ser verdade, acho uma aberração a retirada do Holocausto do ensino inglês. Pretendia escrever um dia deste sobre isso, mas queria ter a certeza de todos os contornos.

Mesmo não comungando dos princípios do texto, pelo menos na sua forma, parabéns por ter introduzido o tema.

Beijo

Bp63

February 24, 2008 7:56 PM
 

meiadeleite said:

E deixo outra notícia que retirei de um site judeu:

‘Schindler’ author compares Australian detention centers to WWII camps

sydney (ap) | The author of the book that inspired the Oscar-winning “Schindler’s List” likened Australia’s immigration detention centers to concentration camps, as he held a vigil earlier this week for 11 Sri Lankan asylum seekers held in one of the centers.

Thomas Keneally’s 1982 book “Schindler’s Ark” was based on the true story of a German industrialist who saved hundreds of Jews during World War II. It was adapted for Steven Spielberg’s 1993 film, which won seven Oscars.

Keneally, an Australian, slammed his country’s practice of incarcerating asylum seekers caught sneaking into the country — and the remote, barbed wire-ringed centers where they are held.

“I do see them as concentration camps,” he said.

“I do feel having written ‘Schindler’ and benefited from that … when places like that appear in your own suburbs, you’ve got to kick up a fuss,” he said.

Keneally was speaking as he launched a 24-hour vigil in support of Sri Lankan author Sarath Amarsinghe, an asylum seeker who has been refusing food in South Australia state’s Baxter detention center for more than a week. Keneally also voiced support for 10 other detained Sri Lankans who are on a hunger strike to pressure Australian immigration officials to re-evaluate their asylum requests.

Most have been held for three to four years, and say they face grave danger for political reasons if they return to Sri Lanka.

Immigration Department spokesman Terry Walls said the Sri Lankans were free to leave any time — if they go back to their country.

“Their detention is due to the fact they have engaged in protracted appeals through courts and are choosing not to cooperate with plans to return home or to a country where they have a right of entry,” he said.

February 24, 2008 7:59 PM
 

PSCGF said:

Kiki,

Eu não concordo e vou tentar explicar.

Tens o exemplo dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo . Eles transportaram a sua crença, a sua cultura .

Cultura essa que é uma mais valia para quem está disposto a interesar-se e a conhecer.

Mais, temos que nos lembrar de não retribuir com a mesma moeda . Isto é , muitos portugueses sofreram na pele a descriminação .

Eu posso dizer que as diferenças culturais , linguisticas das pessoas que até hoje conheci só me enriqueceram e enriquecem.

Fiz amizade com uma jovem muçulmana que mora perto do meu escritório e com uma mãe maravilhosa indiana.

Vivo fascinada por aprender a conhecer um mundo novo que elas me apresentam e satisfeita pela confiança que depositam em mim.

Elas mantêm as tradições em que foram criadas, muitas vezes a Lai (como lhe chamo) usa burka e tem uma explicação para tal... Que eu aceito .

Eu possivelmente por ter uma filha diferente , aceito as diferenças e luto por um mundo que as aceite...

Não é necessário dizer a um emigrante que tem que aprender a lingua do pais que escolheu ... Todos o fazem sem ser obrigação fazem por instinto de sobrevivência.

Penso que as diferenças culturais são sem duvida uma mais valia para o mundo.

Estamos na era da globalização . Essa globalização na vertente humana só terá bom termo e será real se todos nos respeitarmos e aceitarmos as diferenças sejam elas culturais, fisicas , linguisticas, humanas etc.

Agora Kiki os emigrantes ( pelo que conheço)não impõe a sua cultura , eles tem direito a manter a sua cultura .

É essencial o respeito dos emigrantes pela cultura do país que escolheram e essencial o respeito desse país pela cultura que eles emocionalmente transportam.

Kiki o respeito pela diferença , hoje mais  que nunca é essêncial .

Apesar de não concordar gostei do teu post , pois eu admiro as pessoas que tem posições firmes e defendem-as . E aqui começa o respeito que falei . Respeitar as diferenças de opinião e discuti-las.

Um beijinho

Paula

February 24, 2008 8:07 PM
 

meiadeleite said:

Era do Jewish News Weekly.

Os outros, somos nós.

Beijo

February 24, 2008 8:10 PM
 

trout said:

Olá Kiki

Se calhar é uma forma "quase " politicamente correcta de ser racista.

Um beijo

Trout  

February 24, 2008 8:17 PM
 

bp63 said:

Tem piada esta abordagem vir da Austráulia.

Há quase 3 anos estive na Austrália em turismo. Nesse tipo de viagens penso que não conseguimos conhecer verdadeiramente uma sociedade mas podemos fazer algum esforço.

Depois de despachar compulsivamente a rota do “oh, que lindo! E vai foto” gosto de me enfiar nas cidades e com a sua gente, nas ruas centrais, nos bairros residenciais, entrar nos supermercados, ficar nos cafés, etc, para conhecer o pulsar do local.

No fim da viagem, a pergunta que fiz a quem estava comigo foi “mas onde estão os emigrantes nesta terra?”. Não os vi nas ruas, nos restaurantes, nas lojas, nos hotéis, nem mesmo como empregados. Parecia-me uma vasta imensidão de comunidade WASP. Descendente de aborígenes esses então pinta, a não ser numa loja de souvenirs, mas se calhar fazia parte do pacote.

Ao contrário do EUA em que vemos um autêntico caldeirão ao virar de cada esquina.

Mas a questão que agora coloco, face ao texto, será que não os vi porque afinal eles não têm nenhuma representação na cultura da sociedade e por isso não percebe o discurso, ou será que já estão confinados a uma espécie de apartheid, em que além das factorys só lhe resta os subúrbios e as “tascas locais”, e o discurso já estava a fazer efeito há muito?

Sei que a minha amostra não é representativa para qualquer conclusão, mas já na altura achei curioso, e agora ainda acho mais, cruzando com o discurso acima.

Bp63

February 24, 2008 8:31 PM
 

camionista said:

Tenho de aqui voltar, porque entretanto, e tal como era esperado, apareceram aqui alguns comentários de grande qualidade que, sem expressarem uma discordância absoluta, poderão moderar um pouco os efeitos do discurso duro de Mr. Howard.

"A História das nações é feita de inclusão e não de exclusão." - disse bp63. Mas a inclusão não pode ser feita apenas por uma das partes, por muito bem-intencionada que seja. 'Incluientes'  e 'incluiendos' terão de estar de acordo, colaborar, fazer cedências mútuas. Isso não é fácil. Existem muitos tabus, muitas zonas intocáveis, em cada cultura. Não se pode pedir a um povo que suprima a sua memória, muito menos em nome dos que, nessa memória, possam ter o papel de inimigos. Mas é isso mesmo que têm feito, por aqui e por ali, os sensatos e bem-intencionados políticos. Mas por vezes de forma desajeitada. Retirar os nomes dos santos das denominações dos estabelecimentos de ensino públicos (em Portugal). Supressão das tradicionais festas de 'moros y cristianos', em algumas localidades de Espanha. Por outro lado, proibir o uso do véu islâmico nas escolas públicas (França).

Eu pergunto: o que é mais desejável, ou possível: a integração, ou a convivência?

Bluewater68 duvida de que estejam em curso os processos que, em seu entender, já poderiam justificar uma atitude mais dura por parte dos países receptores de imigração. Mas então, ou estamos perante uma torpe campanha de intoxicação da opinião pública, ou é mesmo verdade que precisamos de nos defender de certos 'excessos'.

February 24, 2008 8:40 PM
 

meiadeleite said:

Li que a Austrália acolhe 10.000 refugiados por ano. Eles devem estar em algum lado!

February 24, 2008 8:48 PM
 

jmsmp said:

Olá Amiga KiKi:

Por aqui passei também e logo encontrei mais um dos seus trabalhos que, por quanto já li nos comentários que recebeu, há concordância e discordâncias quanto ao tema.

Em minha opinião, o discurso do anterior PM Australiano, não peca por qualquer intento ou tendência racista, pelo que me sinto totalmente  do lado da sua pronúncia.

Entendo apenas e só, que a posição tomada na referida intervenção, se limita a uma atempada informação dirigida a pelo menos um sector da emigração, referindo um aviso do género:- "Em Roma faz como os romanos"!

Com certeza que em nossas próprias casas se passa o mesmo e a não ser em situação de prévio acordo, ninguém aceitará de bom grado que qualquer visitante, atrevidamente, se lembre de lançar moda nova em relação aos usos e costumes que cada um tem no seu "ninho".

Isto porque quanto a mim, cada país é uma  "casa de família numerosa"

com  as suas leis e regras próprias, que devem merecer a total concordância e o pleno respeito de quem não pertença ao agregado, ou

seja, de quem é visita!

Agora e porque não são conhecidas as verdadeiras causas que ditaram o discurso referido, creio como provável haver razões bastantes para que o  PM Australianose manifestasse como o fez,com um oportuno  "aviso à navegação".

Poderia ir mais além, mas creio que o meu pensamento fica bem claro nas palavras que deixo em termos de comentário ao texto do seu Post.

Dois Beijinhos Amigos

J.Matos Silva

February 24, 2008 8:58 PM
 

meiadeleite said:

O que eu escrevi estava errado. Os números verdadeiros são estes (da wiki):

Exactly when Immigration to Australia began is unknown but estimates typically range from 40,000 - 50,000 years ago,[1] when the ancestors of Australian Aborigines arrived on the continent via the islands of the Malay Archipelago and New Guinea. Europeans first landed in the 1600s and 1700s, but colonisation only started in 1788.

The overall level of immigration has grown substantially during the last decade and a half. Net overseas migration increased from 30,042 in 1992-93[2] to 177,600 in 2006-07.[3] This is the highest level on record. The largest components of immigration are the skilled migration and family re-union programs. In recent years the mandatory detention of unauthorised arrivals by boat has generated great levels of controversy.

During 2004-05, a total of 123,424 people immigrated to Australia. Of them, 17,736 were from Africa, 54,804 from Asia, 21,131 from Oceania, 18,220 from United Kingdom, 1,506 from South America, and 2,369 from Eastern Europe.[4]

131,000 people migrated to Australia in 2005-06[5] and migration target for 2006-07 was 143,000.Devil The planning level for the 2007–08 Migration Programme has been set in the range of 142 800 to 152 800 places, plus 13 000 in the Humanitarian Programme.[7]

February 24, 2008 8:58 PM
 

camionista said:

A propósito da imigração na Austrália seria interessante consultar esta página da Wikipédia:

http://en.wikipedia.org/wiki/White_Australia_policy

E também este site, enorme (pelo que quase me fiquei pela homepage):

http://www.racismnoway.com.au/

February 24, 2008 9:04 PM
 

bp63 said:

Pois é Meia,

precisamente por saber disso, para saber que é um país feito de emigrações achei estranho não serem visiveis.

Será que não conseguem aceder aos locais onde anda a maioria da população ou não querem por isso não ter a ver com a sua cultura?

Penso que o Apartheid é uma coisa mais real do que pensamos. Basta ir ao Brasil.

February 24, 2008 9:06 PM
 

bluewater68 said:

meiadeleite, será que são colocados em áreas sociais fechadas, especificamente adaptadas à cultura e hábitos de cada grupo, que em tempos alguém designou por guetos?

Camionista, mais quais são esses 'excessos'?

February 24, 2008 9:11 PM
 

bp63 said:

Caminiosta

O ideal é a integração, mas a mesma só acontece se houver convivência por foprma a haver um conhecimento das partes.

Mas concordo que não pode ser só feito por uma das partes. Mas penso que o grande passo se resume ao desenvolvimento económico, só esse permite que a parte a ser integrada não se auto exclua.

(Desculpe Kiki pelo cruzamento de conversas)

February 24, 2008 9:16 PM
 

bluewater68 said:

jmsmp, se me permite comentar a sua intervenção e para que eu perceba os raciocínios, cito «Agora e porque não são conhecidas as verdadeiras causas que ditaram o discurso referido, creio como provável haver razões bastantes para que o  PM Australianose manifestasse como o fez,com um oportuno  "aviso à navegação".»

Se eu bem entendi, como não são conhecidas as razões (precisamente a questão que eu levantei no meu primeiro comentário), obviamente o mais provável é o discurso ter um enquadramento e ser um pertinente aviso à navegação de todos os que têm de lidar com as minorias a quem deram abrigo.

Isto faz-me lembrar uma frase do tipo: «Sente-se hoje na sociedade australiana um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.»

February 24, 2008 9:20 PM
 

camionista said:

BW:

Eu  daria como exemplo, embora um pouco afastado, a questão das caricaturas de Maomé. Ou Salman Rushdie.

February 24, 2008 9:22 PM
 

ladoposto said:

Sobre a Australia;quem nos pode ajudar,é a julieta.´

    ladoposto,

February 24, 2008 9:30 PM
 

RaioX said:

Há uns tempos alguém disse: «Se alguém for a tua casa para te incomodar, expulsa-o sem contemplações.»

Realmente, concordo com o homem!

Mai nada!

February 24, 2008 9:35 PM
 

bluearrow305 said:

Eis um HOMEM,um patriota ,um Homem vertical,"un hombre con cojones".é alguem que não vive e sente a sua cultura,não se abastarda,nem receia as palermices dos porta estandartes colaboracionistas e datratores da civilização do Ocidente,boa ou má é a NOSSA ,é nosso dever protege-la,melhorar os nossos defeitos ,e transmiti-la aos vindouros .A Europa não pode sobordinar-se a culturas emergentes, na Europa temos a nossa liberdade de culto.Insisto no que em tempos escrevi :Em Portugal fala-se Português,não queremos ser importadores de fundamentalismos ,nem tão pouco de costumes que não sejam os nossos ,maus ou bons ,são nossos.

No tempo de Franco era proíbido falar outra lingua que não o castelhano,porém em quasi todas as montras da Galiza haviam dois tipos de disticos:En Galicia se fala Galego ou Se habla Castellhano.

Interessante este exemplo.

As leis dos países que acolhem seja quem for SÃO PARA SEREM RESPEITADAS,não são os acolhidos que vão impor as suas.Se não aceitam...o Atlantico é grande e a porta de entrada tambem é de saída.

Parabens por este teu post,mais uma vez "Sem papas na lingua".

Falcão Peregrino.

February 24, 2008 9:53 PM
 

recardenense said:

Olá Kiki.

BRAVO.

Comecei a ler os comentários e cheguei ao meio. Gostei de alguns, mas não vou comentar.

Sómente te direi que estive já em diversos países, entrei em Sinagogas e em Mesquitas, embora seja cristão, mas há uma coisa que ao longo da vida, sempre soube: EM ROMA, SÊ ROMANO.

Um beijo.

Humberto

February 24, 2008 9:58 PM
 

jmsmp said:

Meu Caro Bluewater68:

Não há dúvida que estamos aqui para opininar, comentando e, por vezes. aprendermos com a troca de ideia expressas.

Passando à questão que coloca, tenho todo o gosto em esclarecer o que deixei no meu comentário a este assunto, que se reporta, tão só,

à hipótese de serem do conhecimento daquele PM, pormenores que a nós nos passaram ao lado e só por si, tenham traduzido pronúncias ou atitudes de certo secto da imigração, capazes de terem levado a principal entidade que poderia e deveria fazê-lo a lançar, como referi, o

tal "aviso à navegação"

Aviso esse que nós poderemos julgar como bem entendermos, mas que

podem rer dado aso ao discurso a nos referimos.

Uma boa noite para Si

Um Abraço

February 24, 2008 10:27 PM
 

Anahory said:

Olá a todos

Cheguei agora a casa e ainda não tive tempo de ler os comentários.

Apenas me apercebi que está aqui um interessante debate como eu gosto.

Tb me apercebi que o texto está tipo "monstro" o que dificulta a sua leitura. Deve ser de alguns links (grandes demais) , talvez do comentário do Santana-Maia mas ainda vou ter que verificar.

Já cá volto.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 10:34 PM
 

bluewater68 said:

jmsmp, agradeço a sua resposta. Mas este discurso, fora de um contexto e sem uma explicação, é no meu entender ou tal como já aqui disseram, uma forma "quase " politicamente correcta de ser racista. Repare na primeira frase «É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos Australianos»

"Ou se adaptam ou desapareçam daqui para fora."

E esta parte "esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura.", indica que no mínimo existem acções que ofendem certos indivíduos ou a sua cultura. Se esses indivíduos mostrarem a sua indignação isso significa que estão a exigir que sejam os países que os acolheram a mudarem, adaptando-se às suas leis e tradições? não me parece.

Saber a data deste discurso poderia ser importante para o seu enquadramento e permitiria obter mais dados. Foi certamente após os atentados de Bali. Tirado do seu enquadramento, não consigo identificar este discurso como símbolo de enorme coragem que deveria ser seguida pelos nossos líderes europeus.

February 24, 2008 10:43 PM
 

meiadeleite said:

De qualquer modo podemos contratar o John Howard, pois está no desemprego!! Foi substituído pela oposição que tem vindo a desmantelar os campos de imigrantes que eram mantidos pelo governo de Howard: "United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) spokesman Richard Towle said the agency was pleased to see the government act so quickly to wind up the "Pacific Solution."

"This is the end of a long and fairly painful chapter in Australian asylum policy and practice and we're delighted that Nauru finally will have no more refugees on it from now on," he said."

February 24, 2008 10:46 PM
 

Anahory said:

COMENTÁRIO DE CONTRACORRENTE

Ao Santana-Maia

Peço desculpa mas tive que apagar o seu comentário pois o link que tinha aqui era grande demais e transformou este textos e comentários em algo de enorme e de difícil leitura.

Assim, voltei a publicar o seu comentário mas com um link mais pequeno.

Também já escrevi um post onde defendo esta posição: «Em Roma sê romano».

http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente/archive/2007/07/04/EM-ROMA - S_CA00_-ROMANO.aspx"

February 24, 2008 10:49 PM
 

Anahory said:

AO BW

Desculpa mas aconteceu o mesmo com o teu último comentário e como já não estavas on line apaguei-o e publiquei-o de novo mas cortando o link.

Foi a única forma que consegui para ter o texto e comentários com o tamanho normal.

COMENTÁRIO DO BLUEWATER

"Camionista, muçulmanos e caricaturas é impossível de conjugar. Deixo-lhe esta bem fresquinha

«Pakistan blocks YouTube website . Pakistan has blocked access to the popular YouTube website because of content deemed offensive to Islam. Reports said the content included Danish cartoons depicting the Prophet Muhammad that have outraged many. Turkey and Thailand have in the past also banned access to the site»

Estava-me a lembrar daquela caricatura do Papa com um preservativo no nariz. Se aquilo tivesse sido feito por um muçulmano a quem tivéssemos dado guarida, haveria de ser bonito.

Ainda sobre os cartoons, o exemplo é pertinente e eu deixo um texto do Vicente Jorge Silva (http://dn.sapo.pt/2006/02/08/opiniao/caricaturas_maome_e_caricatura _democ.html)"

February 24, 2008 10:58 PM
 

Anahory said:

Olá a todos

AH!!!!!!!!!!!!

Que bela discussão aqui vai.

Como já são muitos os comentários não vou conseguir como é meu hábito responder a todos individualmente, até porque me iria repetir vezes sem conta.

Assim vou tentar responder da melhor forma possível.

Ao Camionista e Daniel

Obrigada pelos vossos comentários, sobretudo porque conseguiram entender a mensagem do discurso de Johm Howard e do meu texto.

Não sou racista nem contra os imigrantes, mas não posso tolerar nem aceitar que quem vem para o meu país queira impor as suas leis e culturas indo contra as leis e cultura do meu próprio país.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 11:04 PM
 

Anahory said:

AO BW

Fazes uma pergunta muito pertinente:

Se os muçulmanos tentaram impor as suas leis.

A resposta é:

SIM!!!! Tentaram impor a sua lei da Sharia Islâmica  na Áustralia assim como noutros países, que infelizmente tiveram medo e preferiram rebaixar-se.

Neste post o que está em causa não é um carácter de um político mas sim a sua coragem de dizer não aos muçulmanos que pretendem transformar os países que os acolheram, impondo a suas leis, tradições e religião.

Ninguém os proibiu de terem e praticarem as suas tradições ou religião. Apenas que não a imponham aos outros.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 11:11 PM
 

Anahory said:

À Meia

Não me esqueci de ti, mas tenho que ler todos os teus comentários para depois te poder responder.

Ao Paulo

Obrigada pelo seu excelente comentário.

Como salienta e muito bem, não somos todos iguais, somos muito pelo contrário, todos diferentes, mas isso não significa que não se possa viver em hamonia, basta que haja respeito mútuo.

Infelizmente isso não acontece com todos.

Tb eu vivi 15 anos num país que não era o meu, e apesar de ser um país europeu tinha as suas particularidades e eu soube sempre respeitá-las para também ser respeitada.

À Sofia

Claro que respeito a tua opinião e nem sequer a tento contradizer, pois cada um é livre de pensar e opinar.

AO Bp63

Obrigada pelo seu muito interessante comentário.

No entanto tenho que ripostar (ao contrário do que faço com a Sofia), pois no seu caso dá exemplos com os quais não concordo.

Refere, por exemplo:

"O que não significa que tenha perder as suas raízes e se não as perder que vá embora."

Ora, na minha opinião o discurso de Howard não vai nesse sentido pretende apenas que os muçulmanos deixem de tentar impor a sua cultura aos demais cidadãos da Áustralia.

Concordo quando escreve:

"A História das nações é feita de inclusão e não de exclusão. "

E é isso que se pretende, que os imigrantes se incluam na vida dos países onde escolheram viver, sem no entanto se anularem.

Felizmente que os exemplos de imigrantes bem recebidos e bem integrados, sem deixarem as suas culturas, religiões ou tradições são imensos.

Infelizmente os maiores problemas são sempre com os muçulmanos. Porquê????

E atenção, nada tenho contra os muçulmanos desde que não tentem impor as suas leis.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 11:26 PM
 

Anahory said:

À Paula

Concordo com o teu comentário em parte mas infelizmente a realidade é outra bem diferente e basta ver-se os problemas que muitos imigrantes muçulmanos causam nos países onde vivem para se perceber que as coisas não são assim tão simples.

Aceitar a diferença, claro. Mas isso tem que ser feito por todos e não apenas por alguns.

Quanto muçulmanos se revoltam e causam distúrbios, põem a prémio a cabeça de pessoas só porque fizeram uns desenhos humorísticos sobre a sua religião, será que estão a aceitar as diferenças????

Quantas vezes não ouvimos ou vimos anedotas sobre a religião católica???

Alguma vez reagimos assim ???

Não. Nunca.

Então, tens que me desculpar mas quem está errado não somos nós mas sim eles.

Ao Trout

Para mim é uma forma de não ser parvo e de não ser cínico. Uma forma de preservar o seu país e a sua cultura.

Ao Camionista e ao BW

Escrevi a primeira parte deste comentário antes de ter lido os vossos segundos comentários, e apenas acrescento que os

Excessos estão aí, em muitos e muitos países, basta abrir os olhos e ver por exemplo o caso dos cartoons ou dos distúrbios em Paris.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 11:40 PM
 

Anahory said:

Ao J.Matos Silva

O erro foi meu pois não expliquei no texto o que levou John Howard a proferir este discurso.

Assim já o referi num comentário anterior e volto a referi-lo aqui.

Foi o facto dos muçulmanos pretenderem impor a sua lei da Sharia Islâmica na Austrália da mesma forma que o têm tentado noutros países.

Gostei mto do seu comentário, muito sensato.

Ao Ladoposto

Seria realmente interessante conhecer a opinião da Julieta já que vive na Austrália.

Ao Raio X

É mesmo isso.

Acrescento mais: se alguém que me conheça, não gostar dos meus hábitos nem da minha forma de viver, não é de forma alguma obrigada a vir a minha casa.

Ora os imigrantes tb não são obrigados a irem para um determinado país. Podem escolher aqueles mais semelhantes às suas culturas ou ideologias.

Ao Falcão

Como sabes, nunca tenho papas na língua e defendo sempre aquilo em que acredito mas tento sempre ser justa e não radical nem fundamentalista.

Ao Humberto

Obrigada!!!

É isso mesmo: respeitarmos os países onde vivemos.

Beijos

Kiki

February 24, 2008 11:53 PM
 

bp63 said:

Kiki

Como poderá ler começo por dizer que não gosto de imposições à minha (de outros ) liberdade, nem que um país tenha que se dobrar perante exigências externas.

A única ressalva que faço é a forma de dizerem que a parta da rua é serventia de casa, esquecendo-se que esses a que eles se referem, na maior parte da vezes, já serão cidadãos como qualquer outros, logo a sua cultura deve ser integrada, não imposta. A expulsão forçada ou oferecida é sempre o princípio da perseguição dos povos.

Não sei qual o impacto da exigência muçulmana, mas penso que será uma coisa explicitamente para eles. Não? Mas como digo não sei. Pelo que lá vi a cultura Wasp impera em cada esquina.

E isto não é um discurso politicamente correcto da minha parte. Não tenho grande simpatia por muitos aspectos da cultura muçulmana mainstream, precisamente pela falta da humanidade que ainda há em alguns dos seus princípios, pelo menos nos que sãos mostrados frequentemente, a tal cultura da violência. No entanto, não gosto de jogar o mesmo jogo deles. Como Ocidental tenho orgulho de ter a tolerância e a democracia que eles não têm. Por certo haverá muitos muçulmanos que vivem nas sociedades ocidentais tal e como ela são, apenas comungando das suas raízes culturais.

E depois há aquele eterno problema Australiano, a pouco cultura que eles têm é toda sustentada numa única coisa, a emigração. A que lá estava eles arrasaram com ela.

Beijo

February 24, 2008 11:56 PM
 

Anahory said:

Ao J. Matos Silva e BW

Realmente seria interessante ter a data deste discurso mas apesar de ter tentado encontrá-la não consegui.

Este discurso só agora circula na net e não costuma demorar mto tempo a que as notícias circulem, por isso talvez se possa deduzir que este discurso tenha sido feito não há mto tempo.

As razões já as enunciei em comentários anteriores.

À Meia

Ficaste para o fim, pois os teus comentários requerem que eu leia alguns dos links que aqui colocaste e ainda não tive oportunidade de o fazer.

De qualquer modo, há um comentário teu que não entendi e que vou referir aqui:

"Era do Jewish News Weekly.

Os outros, somos nós."

Não sei o que queres dizer com isto mas mesmo sem o saber se de um lado estão os Judeus e do outros "os outros" que referes, mesmo não sabendo quem são, então eu estou do lado dos Judeus como não poderia deixar de ser.

Também tive pena de não te ver!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 12:02 AM
 

Anahory said:

Ao Bp63

Obrigada pela sua resposta.

Compreendo alguns dos seus argumentos mas não me parece que se possa falar, como refere de:

"A expulsão forçada ou oferecida é sempre o princípio da perseguição dos povos."

Não se tratou de algo tipo Inquisição em que aqueles que não quiseram converter-se foram expulsos ou obrigados a converterem-se.

Apenas se pretende que os muçulmanos aceitem as regras dos países onde vivem.

E é óbvio que muitos as aceitam e vivem tranquilamente em muitos países que não o seu de origem, mantendo a sua religião, cultura e tradições mas sem a imporem aos restantes cidadãos.

Trata-se de uma questão de tolerância da qual me orgulho que nós europeus temos, mas essa tolerância não pode ser significado de nos deixarmos amedrontar e deve ser uma tolerância praticada por todos e não apenas por alguns.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 12:09 AM
 

JorgePaz said:

Prezada Kik:

O seu post está correcto e é oportuno.

O discurso do ex-PM australiano não é racista, é realista.

Eu também já estive noutros países e, até por respeito, tive de me adaptar aos seus hábitos.

Realce para a defesa feita da língua inglesa. Nós, por cá, até nem exigimos nada quanto a isso, sendo certo que, tanto quanto sei, através de 3 amigos meus que emigraram há uns anos para a Austrália, que a primeira coisa que lhes proporcionaram foi um curso intensivo de inglês, depois de ainda cá, os terem sujeito a rigorosos exames à saúde e a testes psicotécnicos, tudo fruto de um planeamento e de uma organização. Enquanto que por cá é o que sabemos...

Depois andamos a improvisar políticas de "inclusão social" para integrar os imigrantes, quando podíamos a tempo e horas e planeadamente termos cá pessoas logo à partida prontas para uma vida digna.

Enfim, como disse, é tempo de sermos realistas, sem sermos racistas...

Um beijo,

Jorge da Paz.  

February 25, 2008 12:10 AM
 

trout said:

Lá vão os árabes ter de fazer corridas de lgartos e  concursos de  lançamento de boomerangs para se integrarem na sociedade Australiana ...

February 25, 2008 12:12 AM
 

jmsmp said:

Boa noite Kiki:

Grato pela clarificação da situação que mostrei no meu comentário e que até mereceu uma referência e pedido de esclarecimento do nosso companheiro Bluewater, à qual eu dei a resposta que me pareceu mais de acordo.

Diz-se há muitos anos que da discussão nasce a luz"!

Na verdade, até parece que vamos ficando  mais "iluminados", com os resultados dos debates que nos vai permitindo com base nos seus Posts

Uma boa noite; Beijinhos

J.Matos Silva

February 25, 2008 12:26 AM
 

Anahory said:

Olá a todos

Estou estafada e já não consigo responder a mais comentários hoje mas agradeço-os.

À Meia

Desculpa mas vais ficar para amanhã, pois quero antes ir ler alguns dos links que indicaste e hoje já não consigo ler mais nada.

Ao Trout

Só respondo agora ao teu comentário pois fartei-me de rir!!!!

Claro que ambos sabemos que não se trata de nada do género....

Beijos a todos

Kiki

February 25, 2008 12:30 AM
 

PSCGF said:

Kiki,

Tenho que te dizer que os emigrantes portugueses tambem têm anedotas sobre os povos dos paises para onde emigram...

Se nós só aceitarmos a diferença se os outros a aceitarem , então nada poderemos fazer ... O mundo vai-se manter igual...

Cada um de nós tem que fazer a diferença Kiki , pelo menos é assim que eu penso e como isso é possivel ? Aceitando-a e respeitando .

Quando a Lai me apareceu de burka eu fiquei em choque ... Não estava preparada , apesar de trabalhar com algumas empresas arabes e conhecer minimamente a cultura...

Tive que disfarçar ... e assimilar e depois tentar entander a razão ... Ia visitar o avô...

Kiki eu lido com diferentes nacionalidades e crenças no meu trabalho e digo-te , nada , mas nada me toca mais do que a descriminação...

Eu já tive uma senhora angolana que foi mal tratada num outro escritório porque tinha uma cor diferente ... Chegaram-lhe a pedir para ver o dinheiro de pagamento de um frete... Chegou-me ao escritório a chorar e com os olhos receosos que ali tambem ninguem lhe fizesse o serviço...

Antes de Timor ser independente , entrou-me pelo escritório uma indonésia casada com um prof. univ. português que não deixaram sair da Indonésia .Veio sozinha e amedrontada e ficou pior quando lhe disse que por não ter documentos da bagagem tinha que se apresentar na Alfandega para atestar que a mercadoria era sua...

O medo que vi naqueles olhos ainda hoje estão presentes e o humanismo dos funcionários que a receberam me deixou feliz com o meu país ... Lembrando-te que naquela epoca lutavamos junto aos timorenses pela sua independencia ...

E as anedotas e palavras menos correctas  que muitas vezes dirigimos (nós portugueses)ás pessoas de raça diferente da nossa? Não será o mesmo que os outros que tu dizes tambem fazem ?

E se essas pessoas "levarem" a mal ? Será que não se sentem ?

Kiki , não quero alongar o meu comentário , mas é só para te explicar a minha posição:O direito á diferença seja ela qual fôr tem que ser respeitado.

Temos que todos fazer um esforço para entender a cultura , a educação de um povo , as suas origens e só depois avaliar as suas posições perante o mundo . E garanto-te que tive algumas supresas...

Mas tambem num mundo que descrimina crianças o que poderei eu esperar?

Beijinhos

Paula

February 25, 2008 12:32 AM
 

trout said:

February 25, 2008 12:45 AM
 

Anahory said:

À Paula

Amanhã prometo-te responder a este teu excelente comentário.

Hoje já estou mto cansada e já não consigo nem ler nem escrever em condições.

Beijos Grandes

Kiki

February 25, 2008 12:47 AM
 

Anahory said:

A TODOS

Desculpem mas depois de ler os vossos comentários onde alguns se questionam sobre as razões que levaram ao discurso de John Howard, tive que incluir no texto a bold para ser mais fácil de encontrar, essas razões que por lapso não tinham indicado no meu texto inicial.

Fi-lo pois torna o texto mais correcto para os próximos que o lerem.

Quanto à vossa questão ele foi extremamente pertinente e só tenho que lhes agradecer por isso mesmo.

Beijos a todos

Kiki

February 25, 2008 12:51 AM
 

trout said:

E os Australianos ainda vão adoptar o turbante para proteger   a carola dos boomerangs errantes ,isso é que era...

February 25, 2008 12:53 AM
 

Anahory said:

Ao Trout

Isso seria um excelente exemplo de troca de culturas....

ehehhehe!!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 12:55 AM
 

AlfredoRamosAnciaes said:

Kiki,

Só agora vi que tinha este post mas vou deixar a minha opinião.

Quanto a medo, isso é a pior conduta que se pode mostrar. O medo é a via mais directa para se ser atacado.

Quanto ao respeito dos emigrantes pela sociedade de acolhimento, este deve ser a primeira regra dos emigrantes. Foi devido a este preceito que os emigrantes portugueses foram os mais bem aceites que eu conheci enquanto emigrante.

A  humildade (não a subserviência) em terra que não é a nossa é a segunda regra. Mas o que se pretende deve ser que há integração, sem imposição, já que a sociedade multiétnica e multicultural deve ter todas as condições para poder existir.

beijo.

fred

February 25, 2008 1:10 AM
 

meiadeleite said:

"a sociedade multiétnica e multicultural deve ter todas as condições para poder existir.", uma frase excelente do Fred para começar o dia. Beijos, meia

February 25, 2008 10:48 AM
 

Anahory said:

Bom dia a todos

À Meia

Desculpa mas continuas a ficar para o fim, mas os últimos são os primeiros.

De manhã não vou ter tempo de ler o que quero antes de te responder.

Ao Jorge

Obrigada pelo seu comentário, com o qual concordo.

Temos que encarar a realidade e isso não significa ser racista, como refere.

À Paula

Muito obrigada pelo teu excelente comentário.

Eu vivi durante 15 anos na Bélgica, onde a Comunidade Muçulmana é muito grande. Trabalhava mesmo ao lado da Mesquita, assim todas as sextas-feiras aquela zona ficava cheia de muçulmanos vestidos a rigor, mas isso nunca me incomodou nem eles incomodavam ninguém.

O importante é como dizes sabermos respeitarmo-nos e aceitarmos a diferença.

Felizmente que isso acontece com a maioria dos europeus (há excepções e eu tb já escrevi contra esses) mas uma coisa é aceitar e respeitar as diferenças outra é termos que mudar as nossas crenças, tradições ou cultura porque temos medo.

O que se passou no Reino Unido, com a retirada do ensino do Holocausto das escolas, para não ofender os Muçulmanos (continuo sem entender que têm eles a ver com o Holocausto) foi vergonhoso.

Retirarmos das nossas escolas simbolos da nossa religião não tem qualquer sentido e em nome de quê?

Referes as anedotas que os portugueses têm sobre outros povos. São anedotas e na maior parte dos casos não significam racismo.

Por outro lado também são muitas as anedotas sobre os portugueses e nunca se viu que reagissem como os muçulmanos.

Claro que não são todos, mas quem está errado não são aqueles que nos seus países querem preservar a sua cultura e identidade mas sim aqueles que emigram e não sabem aceitar a lei dos países que os acolhem.

Como já disse num comentário atrás ninguém os obriga a ir para países que não têm as mesmas leis.

Mais ainda: se a Austrália é assim tão má para os imigrantes porque insistem a ir para lá???

Eu jamais escolheria ir para um país se pensasse que esse país era um mau país de acolhimento.

Desculpa o "lençol" da minha resposta.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 10:53 AM
 

Anahory said:

Ao Trout

Como te disse ontem ri-me com os teus últimos comentários e video!!!

Ao Fred

Muito obrigada pelo teu comentário.

Vindo de alguém que emigrou e que sabe muito bem o que é a vida de emigrante é realmente muito importante.

À Meia

Concordo com a frase do Fred mas isso não significa que a Europa tenha que ceder e mudar para agradar aos muçulmanos e infelizmene é isso que tem acontecido.

Não posso aceitar de modo algum casos como o dos cartoons ou do ensino do Holocausto no Reino Unido.

Como já te disse voltarei para comentar todos os teus comentários logo que me seja possível, ou seja logo à tarde.

Beijos a todos

Kiki

February 25, 2008 11:03 AM
 

pdnv said:

Olá Kiki!

Lamento muito, mas também não posso concordar com as declarações do referido Sr..

Os Estados existem para defesa dos seus cidadãos e para isso, existem as necessárias estruturas de Segurança e Defesa. Para isso, existe igualmente a legislação de cada Estado. Concordo tanto com a afirmação deste Sr, como se ele afirmasse que as quotas 2008 para indivíduos de côr não deverá exceder os x%.

Também não concordo com os argumentos de Hitler, que eram quase os mesmos. Quem não tem a mesma cultura ou não se pretende adaptar (moldar à maioria) deve ser exterminado ou banido?

Agradeço a Alguém ter providenciado para que haja pessoas tão diferentes no mundo. Agradeço as boas e as más. Espero que as últimas se tornem boas. No entanto, não as catalogo nem concordo que tal se faça.

Bjns

February 25, 2008 2:02 PM
 

Anahory said:

À Meia de Leite

Obrigada pelos teus comentários e links, que entretanto já consultei.

Também consultei os links indicados pelo Camionista e tenho já várias páginas impressas sobre a Austrália, sua história e política nomeadamente, sobre a imigração.

Como eu já disse repetidas vezes tenho aprendido imenso com os blogs do SOL, com os seus textos e comentários.

Hoje à tarde vou ler estes textos e actualizar assim os meus conhecimentos sobre a Austrália.

No entanto este meu post pretende demonstrar a diferença que existe na atitude de John Howard e a dos políticos europeus face a uma imigração que pelo seu comportamento não é desejável.

Obviamente que não são todos os muçulmanos, aliás a maioria não levanta problemas e como tb já referi vivi 15 anos num país com uma enorme Comunidade Muçulmana onde não existiam problemas de maior.

Mas quando esses imigrantes pretendem que as suas leis e culturas se sobreponham às leis e culturas dos países para onde escolheram emigrar então, tenham paciência mas não se lhes pode dizer que sim.

Sobretudo não podemos fazer deles as vítimas quando não o são.

Quanto a esta tua questão:

"Tirando todas estas associações de racismo do Howard e à Austrália, volto a salientar que o discurso fará sentido (seja onde for) a partir do momento em que uma minoria tente impor a sua cultura e tradições. Mas é isso que acontece?"

A resposta é obviamente que foi exactamente isso que deu origem a este discurso.

Sugeres que se contrate John Howard já que ele ficou no desemprego.

Eu dizia desde já EXCELENTE IDEIA e trocava-o pelo Sócrates (sei que gostas dele mas...), coitados dos Australianos!!!

EHEEHEH

Voltando a falar a sério, se depois de ler o que imprimi tiver alguma coisa a acrescentar volto aqui.

E muito obrigada a todos pelo excelente debate que mantiveram neste blog, estando eu ausente.

Como sabem este é um espaço de todos.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 2:03 PM
 

Anahory said:

Ao Pdnv

Obrigada pelo seu comentário, apesar de não concordar com ele.

No entanto concordo com esta sua frase:

"Os Estados existem para defesa dos seus cidadãos e para isso, existem as necessárias estruturas de Segurança e Defesa."

E se existirem elementos (imigrantes) que ameaçem a segurança do Estado ou dos seus cidadãos então o Governo deve agir em conformidade.

Não fazer como na Europa que os Governos por medo e cobardia têm atitudes como retiorar o ensino do Holocausto das escolas ou retirar símbolos de uma religião por sinal maioritária das escolas.

Claro que a diferença existe e tem que ser aceite. Mas tem que ser aceite de ambos os lados.

Infelizmente o que sucede não é nada disso.

A Europa aceita as diferenças, os Muçulmanos não (estou falando não em toda a europa nem em todos os muçulmanos)....

Se em Portugal existisse uma comunidade de imigrantes que pretendesse impor as suas leis e regerem-se por elas em detrimento das leis do nosso próprio país tenho a certeza que a maioria dos portugueses seria contra.

Existem imigrantes em todos os países do mundo, de todas as raças, religiões ou culturas mas os problemas são na grande maioria, actualmente, com as comunidades muçulmanas. Será que isto não quer dizer nada????

A mim diz-me e muito!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 2:13 PM
 

bluewater68 said:

:)))) Ó injustiça! Ó inclemência! Ó da guarda!

«Tirando todas estas associações de racismo do Howard e à Austrália, volto a salientar que o discurso fará sentido (seja onde for) a partir do momento em que uma minoria tente impor a sua cultura e tradições. Mas é isso que acontece?» (bluewater68 dixit)

February 25, 2008 2:18 PM
 

Anahory said:

Ao BW

Não percebo muito bem o teu comentário. Devo estar a ficar "Loura"

A minha resposta, que claro apesar de baseada em alguns factos, reflecte a minha opinião é SIM!!!!

E isso não se aplica só à Austrália. Aplica-se a várias países europeus e volto a insistir que enquanto a Europa reagir levada pelo medo nada há a fazer e um dia quando acordarem já vai ser tarde.

Claro que me refiro a uma imigração de muçuilmanos radicais e fundamentalistas que infelizmente existe!!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 2:41 PM
 

trout said:

E coitadas das minorias ,são....minorias.... ,os  Paquistaneses na Inglaterra tiveram de criar milicias populares para protecção ,(andavam dia sim dia não a levar tareias dos hooligans),se calhar os hooligans achavam que eles estavam a desrespeitar a cultura deles(beber cerveja e espancar Paquistaneses)

Acho o homem um bocadito idiota...

February 25, 2008 2:46 PM
 

PSCGF said:

Kiki,

Cá estou eu :-)))

Existe uma comunidade muçulmana em Portugal. Prestigiada , acolhedora e nada , mesmo nada conflituosa ou que origine problemas...

Não acredito que os muçulmanos sejam os mais conflituosos.O que acredito é que a cultura muçulmana é tão anacrónica em relação ás outras e algo fechada que não é compreendida .

Agora Kiki existem portugueses que não se interesam por compreender as outras culturas , como existem muçulmanos que também não se interesam.

Por isso não podemos dividir o mundo em Branco, Preto e Amarelo.

O mundo é azul .

Relativamente ainda a este post lembro-te algo que por acaso tambem levei a um post :

Nos EUA em Providence o Português tornou-se este ano a segunda lingua oficial .

E apesar de ter muito a apontar aos EUA , nisto eu tenho que me curvar : A comunidade multicultural que enriquece aquele país.

Mais irei agradecer tambem o exemplo que irá de certeza deixar com o Obama e a Hilary.

Qualquer um deles vai deitar a baixo mais uma barreira de descriminação.

Vamos ter que nos curvar ao Sakorzy que vai demonstrar como se governa sem mascara  , simples e unicamente sendo humano. Vai cometer erros ? vai . Mas limpará muitos esteriotipos seculares para politicos.

È nestes pequenos grandes passos que o mundo avançará ...

Para terminar :-))) Vou aqui contar uma pequena historia. Tive á uns anos visitantes Irlandeses. Fomos todos almoçar a um restaurante tipico. Um dos meus funcionários pediu algo que eu odeio mas respeito , não sei bem o nome mas são passarinhos fritos...

Eles  olhavam disfarçadamente para o prato dele. Depois do almoço consegui tocar no assunto e eles ficaram pasmos com os passarinhos, com a dobrada , com bochechas e lingua de porco, com a orelha e rabo  de porco no cozido e mais não deixei o dono do restaurante explanar...

Mas estavam interesados , não compreendiam porque comiamos aquilo e queriam saber a história...

Agora nas proximas visitas eu tentei não os levar a um restaurante "tão" tipicamente português... Será que pelo pensamento deste senhor eu deveria dizer-lhes : " Não vocês estão em Portugal decidiram abrir aqui uma firma têm que comer como nós"

Não Kiki . Eles tem que respeitar e tentar entender. Tal como eu respeito e tento entender. Mas nunca obrigá-los a...

Se todos assim pensarmos o português não era uma das linguas mais faladas , não existiriam escolas portuguesas pelo mundo e nunca chegaria a uma lingua oficial num outro  país.

Bem eu vou trabalhar ... Relativamente aos simbolos relegiosos depois falamos :-)))

Beijinhos

Paula  

February 25, 2008 2:47 PM
 

bluewater68 said:

:)) não é nada disso.

Vê a tua resposta à meiadeleite

«Quanto a esta tua questão:

"Tirando todas estas associações de racismo do Howard e à Austrália, volto a salientar que o discurso fará sentido (seja onde for) a partir do momento em que uma minoria tente impor a sua cultura e tradições. Mas é isso que acontece?"»

Fui eu que disse essa frase no primeiro comentário :))) A quem é que eu envio a factura por utilização dos meus bitaites?

February 25, 2008 2:48 PM
 

trout said:

" In the eyes of  Hitler the jews were also responsible for all social vices including prostitution and white -slave traffic "

aos olhos deste senhor os imigrantes são fonte de desagregação cultural ? de confronto com os bons cidadãos Australianos?

Para mim é racismo.... Tirando o facto do Hitler querer sacar  os bens dos Judeus,há pontos comuns na argumentação

February 25, 2008 3:07 PM
 

trout said:

Os Judeus  gostam de manter as suas raizes culturais como os outros povos ,e vieram enriquecer como os outos povos a nossa cultura ,as chamuças dos Indianos ,as alheiras dos Judeus etc (estive a comer chamuças....EH EH EH )

és servida ?

February 25, 2008 3:22 PM
 

trout said:

Essa das Alheiras dos judeus até dava para desenvolver....começaram a fazer as alheiras com carnes (não a de porco) ..... para passarem despercebidos ....

deves conhecer a história das alheiras melhor do que eu.

gosto bem de alheiras : )

February 25, 2008 3:51 PM
 

gomes2000 said:

olá Kiki,

olha eu uma vez falei num post sobre os emigrantes no nosso país. Também tive medo de ser acusada de racismo devido ao teor de algumas partes do texto. E não sou.

Compreendo o que quiseste transmitir perfeitamente.

E sim, devemos respeitar as pessoas e o país que nos recebe; a sua língua, tudo o mais.

Por cá, no nosso país acolhedor, e não tenho nada contra!!, espero que consigamos manter o nosso sotaque da língua portuguesa e outras coisas que mais também...

Outros vêm para cá fazer porcaria... e a esses por vezes também me dá vontade de gritar: "Saiam!!!"

Eu não tenho nada contra os emigrantes, temos milhares de portugueses espalhados pelo mundo também.

Olha, beijinhos, boa semana e parabéns pelo tema/ mensagem mais uma vez

February 25, 2008 4:10 PM
 

Anahory said:

Ao BW

Desculpa se usei a tua pergunta (ou melhor se a Meia usou a tua pergunta) mas eu penso que tb já te tinha respondido!!!

A factura manda ao TOTTA !!!!

EHEHEH

À Paula

Eu penso que deves ter entendido o que escrevi no post e nas minhas respostas aos vossos comentários.

Não está em causa obrigar (nem sequer é isso que John Howard disse) os imigrantes a deixarem as suas tradições, culturas ou religiões. É lógico que as devem manter mas não impô-las aos outros, nem provocar distúrbios porque não aceitam as leis dos países onde decidiram viver.

TODOS TEMOS QUE ACEITAR OS OUTROS, MAS NESTE DEBATE PARECE QUE MUITOS CONSIDERAM QUE SÃO APENAS UNS QUE TÊM QUE ACEITAR TUDO.

OS IMIGRANTES NÃO TÊM QUE ACEITAR NADA NEM NINGUÉM.

Referes que não são os muçulmanos os mais conflituosos mas sim os que têm maiores diferenças. Discordo pois os Judeus, por exemplo, têm tantas diferenças em relação aos ocidentais como os muçulmanos e sempre viveram em países europeus sem criar conflitos (mto ao contrário os conflitos eram-lhes criado a eles).

Claro que existem exageros de parte a parte e todos esses exageros são condenáveis mas eu não aceito que se considere que os imigrantes, só por serem imigrantes, têm toda a razão e os outros todas as culpas.

Ao Trout

Não comento a tua comparação com Hitler.

Quanto às alheiras e chamuças, adoro alheiras mas não gosto de chamuças.

Será que sou racista????

eheheheh

À Gomes

Obrigada pelo teu comentário.

Eu não tenho medo de ser considerada racista, pois não o sou e quem me conhece sabe muito bem isso.

Mas não sou "politicamente correcta" nem hipócrita por isso digo o que a maioria dos ocidentais pensa mas não diz.

Ou seja, se os imigrantes vêm para os nossos países para provocarem distúrbios e criarem problemas, então que fiquem onde nasceram.

E isto é claro que não se aplica à maioria dos imigrantes mas sim a uma minoria que não sabe viver em sociedade, nos quais eu incluo porque tenho olhos e ouvidos os muçulmanos fundamentalistas e radicais.

Felizmente que nós em Portugal não temos estes problemas mas se algum dia os viermos a ter gostava de lançar de novo este tema a debate para saber quais as opiniões.

Beijos a todos

Kiki

February 25, 2008 4:42 PM
 

Anahory said:

Ainda ao Trout

Sobre as alheiras há pouco tempo foram escritos dois posts: um do serrano e o outro já não me lembro mas penso que foi da Talina.

São muito interessantes e contam a história das alheiras!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 4:44 PM
 

Anahory said:

Ainda à Paula

Depois de enviar a minha última resposta fui ler de novo o teu comentário e reparei que focas outros aspectos aos quais não me referi.

Por isso aqui estou de novo.

Num país onde existe um grande comunidade diferente é óbvio que todos têm a ganhar se a língua dessa comunidade for ensinada nas escolas, mas isso não significa que quem viva no país não deva aprender a língua oficial desse país. E isto para o seu próprio bem pois nada pior para a integração, para a procura de trabalho, que não falar a lingua do país onde se vive.

Eu não divido o mundo em cores seja lá elas que cores forem mas tenho que fazer uma distinção entre aqueles que sabem viver em sociedade e aqueles que apenas pretendem destruir as sociedades onde vivem.

E tanto me faz que sejam brancos, pretos ou amarelos, que sejam imigrantes ou nascidos nesses países.

Já escrevi neste blog vários posts contra os Nacionais Socialistas e Skin-heads que são para mim um enorme problema.

Referes ainda Obama e Hillary.

Se eu fosse Americana provavelmente votava em Obama, não por ser de cor mas sim porque considero que é um homem capaz de mudar muito do que está errado nos EUA, um homem honesto e sério.

Por tudo isto sinto-me com moral para falar dos imigrantes que não respeitam nada nem ninguém.

Beijos de novo

Kiki

February 25, 2008 5:03 PM
 

massapinaopiniontotal said:

Cara Amiga

Concordo plenamente consigo.

Ainda mais que faz lembrar a politica adoptada por Portugal, em relação a imigrantes.

Faz lembrar, não faz?

Rsss

Por isso se foram os aneis, e agora estão a ir os dedos...

Um beijo grande, daqueles do tamanho do mundo

February 25, 2008 6:07 PM
 

Anahory said:

Ao João

Obrigada pelo comentário!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 6:13 PM
 

joaocarreira said:

Olá Kiki,

Quando em países como a Arábia Saudita, obrigam as mulheres ocidentais a cobrirem o corpo ou as proíbem de conduzir qualquer tipo de viatura, não estão a violar os nossos princípios; mas, quando no Ocidente, alguém diz que os arábes devem respeitar os nossos costumes e cultura, aí somos infeis e pecadores que devem morrer, de preferência de forma violenta.

Estranha balança no nosso mundo.

Obviamente, só poderia assinar por baixo este 'post'.

Por outro lado, já repararam que nas sociedades matriarcais do Norte da Europa os povos são muito mais desenvolvidos; pois, lá sabem que quanto melhor tratarem uma mulher, melhor crescerão os seus filhos e filhas.Nos países que adoptam o comportamento oposto, induzindo medo e um regime de semi-escravatura, as crianças absorvem os medos das mães. Parece simplista, mas é simples trata-se de civismo e igualdade a quem igual nasce.

Perdoe a exteeeensão.

Beijinhos,

João

February 25, 2008 6:14 PM
 

Anahory said:

Ao João

Muito e muito obrigada por este comentário "sem papas na língua".

E fizeste muito bem em referir aqui a situação das mulheres europeias em países muçulmanos!!!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 6:24 PM
 

jmsmp said:

Boa tarde Kiki:

Vamos lá a ver se é desta...

Mas porquê? É que já tive aqui dois escritos prontos para enviar para este seu espaço de pronúncias várias,mas que o meu PC se recusou a proceder de acordo, sem me dizer qual o motivo que a tanto o levou...

Bem, "o material tem sempre razão" e este era outro tema que também daria pano para mangas!

Já viu que por tão diversificado que está este debate, "já chegamos às alheiras?"

E se eu também gosto disso; com uns grelinhos de nabo muito bem cozidos, mas sempre a amarujar, que é aquele acre característico que os tornam diferentes dos de couve, e um ovinho estrelado pelo meio, não sei se lhe diga, se lhe conte!...

Mas não foi pelas alheiras que aquí voltei, se bem que agora, até iam, mas antes e ainda pelo tal discurso do ex-PM Australiano.

Em minha opinião, e depois de quanto já foi dito e até "re-dito" a tal respeito, creio que essencial seria conhecermos dois elementos que se consideram de importância maior:

   a)- Se o discurso em causa foi proferido durante o mandato do seu autor, ou se já "nasceu" quando falamos de ex-PM. Este conhecimento,

permitiria julgar melhor do grau de responsabilidade directa (ou não), no

que respeita à pronúncia da falada e indispensável segurança e respeito pelo povo;

   b)- Devéras interessante, conhecerem-se as razões ou motivos que serviram de "detonador" que viria dar aso à "explosão" subentendida do

discurso. E isto, porque se essas razões ou motivos, nos esclarecerem de uma vez por todas, então, teremos de entender a posição do ex-PM

como oportuna, legal e justa, batendo-lhe palmas de novo!

E com mais esta "acha" para a "fogueira" de opiniões que por aqui vai... e ainda bem que assim é, vou ficar por esta simples adenda ao que antes escrevi a propósito do tema em causa.

Com alheiras ou sem elas, um bom resto de tarde para Si.

Dois Beijinhos Amigos.

J.Matos Silva

February 25, 2008 6:43 PM
 

Anahory said:

Ao J. Matos Silva

Quanto às alheiras, que gosto imenso com um ovo e batatas fritas, já estou a ficar com desejos!!!!

Quanto à sua adenda foi mto pertinente e eu bem que tentei saber em que altura foi este discurso feito mas não consegui obter uma data.

De qualquer forma penso que deve ser recente e nesse caso, já o terá sido enquanto ex-PM mas não tenho a certeza.

Digo que deve ser recente pois a questão da Lei da Sharia (tem vindo a lume noutros países tb recentemente) e foi essa uma das causas (pelo que sei) de tal discurso.

Por isso, para mim, tendo em conta a causa ele é mais do que justificado.

Já agora vou aproveitar para dizer que entretanto durante as minhas leituras sobre a Australia e sobre este PM, li que ele foi o primeiro PM a lamentar as acções contra os aborígenes, embora não tenha apresentado um pedido oficial de desculpas que foi entretanto apresentado pelo seu sucessor e actual PM.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 6:51 PM
 

jmsmp said:

Olá Kiki:

Não há dúvida que uma vez que tudo se mantenha como até este momento, continuaremos "afinados" pelo mesmo diapasão, sem haver de mistura com essa concordância, nada mais do que o modo, muito pessoal, de entender a posição em causa, como pertinente e justa.

Grato, pela última informação constante do seu apontamento, que se torna sempre interessante conhecer.

Dois Beijinhs

J.Matos Silva

February 25, 2008 7:08 PM
 

PSCGF said:

Kiki,

Vou ficar por aqui ... isto é vou respeitar a tua opinião (desde o 1º comentário) , discordando na totalidade  do discurso subjacente deste senhor.

E por uma razão muito simples , primeiro para não fazer mais nenhum lençol, depois porque vi aqui comentários que ligam mulçumanos aos maus tratos e intolerância com as mulheres e para responder a isso teria que explicar toda a cultura arabe e separar os extremistas do resto. E teria que explicar como a igreja católica tratou as mulheres durante seculos e como muitos portugueses ainda as tratam...

Devemos primeiro entender a cultura e depois generalizar...

Por tudo isto e por discordar , não posso mais do que te deixar um beijinho e adorei discutir este tema. Aliás adoro uma boa discussão :-)

Mais oportunidades teremos :-))

Parabens pelo post.

Beijinhos

Paula

February 25, 2008 7:19 PM
 

Anahory said:

À Paula

Tb gosei muito de debater este tema pois como tu tb gosto de bons debates.

Claro que não se pode nunca generalizar nem considerar que os muçulmanos são extermistas e os ocidentais uns "anjos".

Tb eu respeito a tua opinião assim como a de todos e nunca tentei mudar nenhuma, apenas contrapus argumentos a outros argumentos.

Mas em parte estamos as duas de acordo.

Só que eu sou talvez mais dura e vejo a realidade com outros olhos.

Obrigada pela tua excelente contribuição para este debate que foi mto animado.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 7:30 PM
 

trout said:

February 25, 2008 7:34 PM
 

trout said:

Midnight oil  :)

Acho que era sobre devolver a terra (parte dela)aos aborigenes,que já lá estavam antes ,e sem dúvida a cultura mais interessante daquelas bandas.

Um beijo

Trout

February 25, 2008 7:43 PM
 

Anahory said:

Ao Trout

E que "passaram as passas do Algarve" sendo praticamente extintos.

Felizmente que essas leis foram abolidas em 1973.

E este ex-PM como referi atrás lamentou tudo o que os aborígenes sofreram.

Aliás o actual PM já veio pedir perdão publicamente por todos os massacres e excessos cometidos contra os aborígenes.

Tens um novo cão????

Tens um canil???? !!!!!

Beijos

Kiki

February 25, 2008 7:55 PM
 

trout said:

Se puderes vai ver o  Dreamtime  ....A cultura deles é fantástica ,e sofreram as passas do ALLgarve,ainda sofrem.

Tenho a viuva dele a  Bonnie (era o Clyde)    

February 25, 2008 8:07 PM
 

Anahory said:

Hoje à tarde estive a ler umas coisas sobre a Austrália... Sabias que a maioria dos australianos não sabe jogar com um boomerang????

Vendem-se em todas as lojas de turistas mas pelos vistos é só para os turistas!!!!

Pelo que percebo preferes cadelas???

Eu prefiro cães (não estou a gozar) não perguntes porquê, talvez por não terem o cio....

Sejam cães ou cadelas são todos muito bonitos. Esta tem um pelo super brilhante.

Beijos

Kiki

February 25, 2008 8:18 PM
 

trout said:

As cadelas são mais meigas ! !

Hoje em dia os boomerangs são desenhados por computador ,e os concursos de lançamento são muito complicados.

tive alguns que não voltaram ,agora tenho 2 mas não arrisco ....quietos é que estão bem !  

February 25, 2008 8:35 PM
 

Anahory said:

AHAHAAH

E acertaste nalguma turbante????!!!!

Ou atiravas boomerangs de turbante???!!!!

EHEHEHEHEH

Beijos

Kiki

February 25, 2008 8:52 PM
 

trout said:

,--((((OOO)))---(((OOO)))--;

-----________________-----

Acertei no ar ....

Um beijo

Trout

February 25, 2008 9:05 PM
 

gossip said:

Ana Cristina tem toda a razão! Aliás o Bush's "deputy sheriff deveria constituir o paradigma do bom governante na Europa.

Devem todos (imigrantes) acatar e adaptarem-se à cultura, costumes e religiões dos países de acolhimento. Sem levantar ondas pois “a cavalo dado não se olha o dente”.

Nós os brancos caucasianos, nunca por nunca causamos danos colaterais à época dos nossos impérios nem nunca impingimos nada a ninguém.

Agora, aquilo com o qual eu NÃO concordo em absoluto e que me fez aqui vir foi; As ALHEIRAS COM OVO ESTRELADO E BATATA FRITA.

Saudações

February 25, 2008 10:23 PM
 

Anahory said:

Ao Trout

Ainda bem que foi no ar!!!

À Gossip

Acho que não vale a pena responder-lhe o que já disse e repeti e o que tb está escrito no meu post!!!

Pode por isso deturpar o que escrevi mas o que eu penso está mais do que explicado!!!

Não gosta de Alheiras com ovos e batatas???!!!

Gostos não se discutem.

Beijos aos dois

Kiki

February 25, 2008 11:41 PM
 

ManuelB said:

Querida Kiki,

Ia lendo o seu admirável post, ao mesmo tempo divertido por antever as previsíveis opiniões “apaziguadoras”, politicamente correctas, inócuas e delico-doces.

O mais perturbante é esta obsessão insalubre de muitos em quererem inculcar-nos a sua celestial “bondade”, como se quem discorde deles seja não passe de um perverso malfeitor.

Para esse género de pessoas, o povo inculto mas perspicaz há muito emprega o dito “bom, óptimo, tolo”, mas os nossos filósofos de-trazer-por-casa (descendentes em linha recta do MUTI, esse divertido Movimento Unitário dos Trabalhadores Intelectuais, hoje Bloco de Esquerda e afins) menospreza tais anexins que lhes quadram tão bem…

O que Howard defende é da mais elementar sensatez e não é possível expressá-lo mais cordatamente. Mas há logo uns argutos bem-pensantes que conseguem descortinar, pelo seu olfacto bem apurado em entrelinhas, ideias e palavras que são horrendos apelos ao racismo e “apartheid”.

Por dizer que no seu país se fala inglês e que acreditam em Deus, logo lhe lobrigam campos de concentração! Malvado Howard, tão sórdido perseguidor por dizer que quem não nasceu lá e não gosta dos costumes australianos se pode ir embora.

Mas certamente hão-de encontrar atenuantes no gesto do simpático Fidel que mandou fuzilar, a fim de desencorajar potenciais “balseros”, três jovens cubanos que sequestraram um barco para fugir à miséria do país que os viu nascer (e morrer) e que deveria ser também deles, mas afinal é só dos manos Castro…

Pois nós também cá temos os nossos campos de concentração, os nossos “ghettos”. E se estes Sartres lusos, que tal como o seu patrono intelectual, por recônditos complexos de culpa gostam de propalar aos quatro ventos o seu oco bolchevismo teórico e por procuração, forem passear-se pelos bairros das Marianas, de Chelas ou Cova da Moura, talvez tenham a surpresa de constatarem como é o “apartheid” praticado pelas minorias que lá vivem, pois muito provavelmente elas se anteciparão à eventual generosidade social destas almas caridosas, aliviando-as dos seus haveres, para uma mais justa repartição da riqueza.

Há uns tempos vi um documentário sobre as prisões australianas, e um dos que cumpria pena contava que deixara de se drogar desde o dia que lá entrara. Desalmado Howard, tão ao arrepio dos nossos brandos governantes, que até mandam distribuir seringas, de tal forma aprovam que a droga que para lá os mandou, possa também circular impunemente nas celas.

Por cá, na europeia França, a polícia comunicava há meses que a passagem de ano decorrera em boa ordem, porque nos bairros periféricos onde vivem os magrebinos “só” tinham ardido uns 400 automóveis…

Mas é tempo perdido argumentar com estas duas espécies depessoas que não estão interessadas senão na “sua” verdade.

Por muito que se transija, os tolerantes europeus “hão-de sempre murmurar…” (como dizia o Eça) – e os radicais muçulmanos não se deterão enquanto não dominarem os estes povos decadentes, com mulheres que não querem ser mães e homens que preferem casar uns com os outros.

Para melhor explicar tudo isto, podia afinal ter-me socorrido do insuspeito Vergílio Ferreira e quem quiser discutir, que vá falar com ele: “Pensar na Europa daqui a uns séculos. Pensar nas hordas de pretos e indianos e amarelos, de desenfreada proliferação, a inundá-la de vagas de miséria e degradação. Pensar os europeus reduzidos em população, abafados, sufocados, aniquilados no seu inútil preciosismo tecnológico”.

É óbvio que nem um século vai demorar. Mas se infelizmente ainda acontecer em minha vida, já decidi: emigro para a Austrália.

Um beijinho amigo do

Manel

February 26, 2008 1:07 AM
 

trout said:

O Manuel  B liquidou a civilização num instante .......  

February 26, 2008 2:35 AM
 

bluewater68 said:

É pá, liquidem a civilização mas não acabem com as alheiras.

Eu, como arguto bem-pensante, pseudo obsessivo insalúbrico, inculto mas perspicaz, seguidor da mais dura linha da filosofia de-trazer-por-casa e dotado de um olfacto bem apurado em entrelinhas (superior ao dos canitos ingleses que andaram pela praia da Luz), retiro-me para ir comprar uns pastelinhos de Belém. Como isto está, talvez ainda vá entregá-los ao Sr. Ramos Horta. Mas volto, pois o meu Algarve é lindo.

February 26, 2008 9:17 AM
 

ramodebarro said:

Cara Kiki:

Compreendo perfeitamente as motivações profundas (e dolorosas) deste comentário-mensagem.

É como alguém que acolhe em sua casa um hóspede que depois se porta miseravelmente, de forma ingrata e violenta.

No Brasil há um slogan um pouco demagógico que reza assim:

«Brasil, ame-o ou deixe-o!»

A essência é a mesma, o conteúdo similar.

É um apelo informal à submissão à cultura e aos costumes dominantes. De colonizadores passamos a colonizados. De exportadores de cultura e civilização passamos a ser o inverso...

Contudo, a questão da cultura islâmica é grave e merece tratamento forte, senão somos subjugados por ela. Quando os seus fundamentos são totalitários (há que o afirmar sem peias) temos que nos prevenir...

Daí a minha aceitação deste texto. Sem as reservas que à partida poderia merecer a quem pensa no respeito pelos outros, pelas culturas e religiões diferentes.

Quando se ultrapassa o limiar do senso comum e se entra no terreno do totalitário, do patológico, então há que usar as terapêuticas adequadas...

February 26, 2008 9:48 AM
 

Anahory said:

Bom dia a todos

Já me ri, não só com o comentário do Manel mas também com os comentários do Trout e do BW.

Começamos com alheiras e já vamos em pasteis de nata!!!!

eheheheh

Bom já cá volto para responder a sério.

Beijos

Kiki

February 26, 2008 11:28 AM
 

trout said:

Acho que a única coisa que os  estrangeiros devem fazer é respeitar as leis do pais e mais nada ,a Austrália tem as leis mais severas do mundo  quanto á entrada de cães no pais ,podes confirmar se quiseres ,é só um exemplo , se a severidade das leis se estender ao resto das coisas então estão bem servidos de leis e façam os estrangeiros cumprir essas leis....  

e deixem-nos lá em paz !

February 26, 2008 11:42 AM
 

meiadeleite said:

Aquilo que defendes é indefensável. Tão simples como isso, nem sequer tem lógica nenhuma. Estou com a alheira da Gossip. Beijo

February 26, 2008 12:03 PM
 

Anahory said:

Ao Trout

Mas é exactametne disso que se trata. Que todos, imigrantes ou não respeitem e aceitem as leis do país.

Ora se os imigrantes não as querem aceitar podem sempre mudar de país.

Não me parece nada de anormal!!!!

Beijos

Kiki

February 26, 2008 12:05 PM
 

trout said:

Agora  se um estrangeiro quer andar de turbante  , ter a religião, os habitos ,a orientação sexual ,esta ou aquela marca de perfume que usa sempre ,a cor da pele(nada a fazer eh eh eh ) comer comida estranha ,há sempre quem queira inventar leis contra isso .

E tem direito a ficar indignado se a polícia o manda parar por ser o que e´,um estrangeiro vestido com a sua cultura.

O caso do véu na França foi coisa de idiotas para hostilizar abertamente uma cultura.

No continente trabalham tipos de "rabo de cavalo" e não são chateados por isso  ...podiam inventar uma lei idiota contra eles,as leis devem respeitar as culturas na medida em que as culturas respeitem as leis.    

February 26, 2008 12:25 PM
 

Anahory said:

À Meia

Achas indefensável esperar que os imigrantes respeitem e aceitem as leis dos países para onde escolhem ir viver????

Achas indefensável que as Comunidades Muçulmanas tenham que se reger pelas mesmas leis que todos os outros cidadãos????

Ou defendes que em países não islâmicos, a lei seja a islâmica????

Defendes que no Reino Unido se tenha deixado de ensinar o Holocausto porque isso ofendia os Muçulmanos????

Defendes que cartoonistas tenham a cabeça a prémio só porque fizeram uns cartoons humorísticos, publicados num país Europeu??

Defendes que um escritor tenha a cabeça a prémio só por ser contra a lei islâmica????

Conhecendo-te acho estranho que defendas isto.

Eu defendo uma Europa onde todos possam viver mas não sob as leis islâmicas e sim segundo as nossas leis.

Existem imensas outras comunidades com diferenças tão grandes como as muçulmanas têm em relação à cultura ocidental e não andam por aí a provocar distúrbios porque não aceitam as regras dos países onde vivem.

Aquilo que eu defendo é mais do que defensável e felizmente há muitos que pensam como eu.

Assim talvez seja possível que a Europa continue a ser a Europa.

Beijos

Kiki

Ao Manel e ao Ramosdebarro

Eu depois respondo aos vossos comentários.

Beijos

Kiki

February 26, 2008 12:27 PM
 

Anahory said:

Ao trout

Concordo contigo.

Mas eu não defendo exageros.

E na maioria os países ocidentais os muçulmanos podem andar de turbante, vestido segundo a sua cultura, ter a sua religião e os seus hábitos que ninguém os incomoda, nem devia.

Se a polícia lhes pede mais vezes os documentos do que a outros talvez tenha algumas razões que estão ligadas com o que alguns desses mesmos muçulmanos fazem nesses países.

Mas, repito não defendo exageros nem extremismos, mas defendo sim a minha cultura e o direito a na Europa sermos europeus.

Beijos

Kiki

February 26, 2008 12:30 PM
 

Anahory said:

Ao Manel

Ao ler o seu comentário tive a mesma reacção que o Manel teve ao ler o meu post: já imaginava as respostas que se seguiriam.

Digo-lhe ainda que embora exagerado, mas por vezes para se responder a determinados argumentos, não existe meio termo, gostei muito do seu comentário.

Só espero que entretanto os líderes europeus e os próprios povos acordem a que o cenário que o Manel descreve no seu comentário nunca aconteça....

Ao Ramodebarro

Muito obrigada pelo seu comentário, muito equilibrado e com o qual estou 100% de acordo.

Há quem não queira perceber o óbvio e deturpe o que se escreve ou diz.

Mas aquilo que eu defendo é que a tolerância, a aceitação e o bom-senso têm que ser praticados por todos e não apenas por uns.

Beijos aos dois

Kiki

February 26, 2008 12:46 PM
 

PSCGF said:

Kiki,

Deixo-te dois links sobre o ensino em Inglaterra sobre o holocausto e a escravatura e penso existir alguma confusão nas afirmações  ...

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/education/6563429.stm

and please this one...

http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/04/02/nschools02.xml

Beijinhos

Paula

February 26, 2008 1:11 PM
 

Anahory said:

À Paula

Obrigada pelos links que já fui ler.

Na minha opinião isto ainda é mais grave, pois segundo o que li os professores são livres de escolherem ensinar o Holocausto, a escravatura, as cruzadas....

Penso que o melhor seria tirar das escolas inglesas o ensino da História, pois alguns dos factos mais marcantes da História da Civilização não podem ser ensinados pois podem ofender alguém, então que vão as crianças inglesas aprender da História????

Cada vez estou mais convencida que vivemos num Mundo de Loucos.

Fico apenas contente com um facto.

Aquele mail que circulou por milhares, talvez milhões de pessoas sempre teve os seus efeitos, pois serviu para que o Governo inglês explicasse o que realmente se passa.

E o que se passa é que o Holocausto, assim como outras tragédias da história da nossa civilização estão a ser escondidas e apagadas.

O objectivo ???? Não entendo!!!!!

A história tem vários objectivos e um deles deveria ser que as civilizações actuais não caissem nos mesmos erros das civilizações passadas.

Ao esconderem-se esses erros, eles não desaparecem mas deixarão de ser conhecidos e mais facilmente serão cometidos de novo.

Confesso que cada vez mais tenho vergonha de ter nascido nesta cvilização sem princípios, sem memória e sem vergonha.

Mas, como disse no início obrigada pelos links, que considerei muito interessantes.

Beijos

Kiki

February 26, 2008 1:27 PM
 

jmsmp said:

Boa tarde Kiki:

Pelos vistos, a "luta", sem espadas nem canhões, prossegue em defesa de ideais e maneiras de ser (e cada um tem as as suas), na verdade.

mas, uma vez mais uma das minhas bandeiras,é que "não há maior cego do aquele que não quer ver".

Pela parte que metoca e sem entrar em mais pormenores "porque esses já estão bem todos aí". concordo e apoio em pleno a sua teima que a leva a defender certas normas e princípios, como a divulgação e ensino dos malefícios do Holocausto e quejandos, quando nos parece que há quem entenda que tudo o que se passaou, passou mesmo com alguma razão ou sentido!

Mas que "pureza" de engano... ainda que tenham direito a ele!

Fico-me por aqui em mais este despretensioso apontamento, mas fico,

como comecei:- solidário consigo!

Dois Beijinhos

J.Matos Silva

February 26, 2008 3:41 PM
 

PSCGF said:

Kiki,

Considerei interesantes porque atestam que o governo não tem nenhuma lei que proiba,  deixa ao critério dos professores e nesse critério está a idade dos alunos... Existe idades para entender ...È uma questão de pedagogia...

Beijinhos

Paula

Ps: E juro que não meto + a colher :-))) Eu só achei importante esclarecer que nada é obrigatório ou imposição...

February 26, 2008 3:46 PM
 

Anahory said:

Ao J. Matos Silva

Obrigada por continuar solidário com a minha "teima" como refere simpaticamente.

Efectivamente sou teimosa, não burra, e sei reconhecer quando não tenho razão e dar a mão à palmatória.

Mas quando considero que tenho razão então nada nem ninguém me demove...

À Paula

Podes sempre vir aqui e como dizes "meter a colher". És sempre bem vinda e os teus comentários apreciados mesmo que discorde deles.

Não vou discutir o sistema de ensino em inglaterra tanto mais que não o conheço, mas parece-me óbvio que em nenhuma parte do Mundo se ensinam determinados temas sem que as crianças tenham idade para os compreenderem. E também existem formas diferentes de ensinar os mesmos temas (caso se queira) dependendo das idades.

Mas, na minha opinião, um Governo que deixa ao critério de cada professor o que deve ou não ensinar, ou não tem política de ensino ou tem medo.

Beijos aos dois

Kiki

February 26, 2008 4:25 PM
 

ManuelB said:

Querida Kiki,

Claro que me faltou escrever um “:-)” no fim do texto, porque não tenciono emigrar para tão longe, ainda que a primeira coisa que faça quando me reformar será retirar para a minha remota casa no meio de um silencioso montado alentejano e levar a vida o mais sossegada e higiénica que me for possível, ler os meus livros, ouvir a minha música, dar passeios a pé ou pela internet, sem ver telejornais nem me alvoroçar com os sórdidos pormenores das corrupções ministriais, da Judiciária, da Casa Pia, da Carolina Salgado e outras finezas civilizacionais que constituem o nosso triste dia-a-dia.

Em última análise, tenciono seguir o conselho (aqui repito-me) do bom padre António Vieira: “E perguntado um frade qual a terra onde mais gostaria de viver, respondeu que qualquer lhe servia desde que fosse a mais distante dos homens”.

Pois li o seu comentário sobre os exageros do meu. O tempo encarregar-se-á de mostrar se o são. Falamos dentro de uns anos (não precisam ser muitos) e Deus queira que me engane (muito!).

Ainda outro dia se falava do regicídio, obrado pela Carbonária a mando da Maçonaria e só depois me lembrei do eminente desígnio desta benfazeja organização, que ainda hoje se esconde por trás de tudo o que é insídia e coação social, como um tumor entre tecidos sãos.

Sabe qual era o superior ideal que os motivava, a doutrina que proclamavam abertamente, ufanos e selvagens? “Enforcar o último Rei nas tripas do último Papa”. Tão fino, tão redentor, tão humanitário, tão elevado, não é?

O que eles pretendiam – e têm conseguido – é desmembrar toda a ordem onde assente aquilo que separa os homens dos animais.

E como a realidade é um moto contínuo em que tudo se encadeia, sorri do engraçadíssissimo aparte do nosso afável Trout, e lembrei-me de que já em tempos (há um ano precisamente) me tinham assombrado os seus outros conseguidos motejos sobre aquele episódio dos Verdes espanhóis pretenderem que os gorilas (espanhóis, ou portugueses também?!) passassem a fruir das garantias da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Fui ler e perdoe-me de citar o que escrevi então:

“Não sou de todo (acho que não sou!) um litigante compulsivo, que discuta pelo prazer de fazê-lo.

Mas vou passando por aqui e comentando porque acho divertido/assustador ver como as pessoas (já nem sei se deveria chamar “os macacos” a alguns, de tal forma os vejo irmanados com eles e indignados connosco, por não lhes reconhecermos absoluta igualdade) reagem, das formas mais díspares e até perigosas (em termos existenciais, é claro).

Alguém mais habilitado que eu há-de saber explicar, de forma científica (outra conquista vedada aos macacos, apesar de estarem lá mesmo pertinho com os seus 99 % do ribonucleico comum ao nosso), o como e porquê desta auto-negação colectiva.

Para mim, de uma forma simplista, atribuo-o ao que se tem feito neste País e civilização, de há umas décadas para cá: "desconstruir" valores. Primeiro a religião, depois a pátria, de seguida a sociedade, sucedeu-lhe a família e finalmente chegámos à fase do “indivíduo”.

E tal como acontece com a poluição global, já se começam a ver os resultados.

Tornámo-nos peregrinos neste mundo, sem fé, sem vontade, sem coragem, sem mesmo um simples mapa. Por isso caminhamos sem destino nem sequer saber porquê.”

Continuemos portanto nesta trilha obtusa, convencidos que por sermos tolerantes seremos respeitados. É desconhecer totalmente a índole humana, nisso igual à dos gorilas ibéricos ou de outras nacionalidades, com burka ou sem ela.

Até ao dia em que daremos razão a Saint-Jean: “A paz é o tempo em que se dizem parvoíces, a guerra é o tempo em que estas se pagam.”

Um beijinho amigo do

Manel

February 26, 2008 5:03 PM
 

Anahory said:

Olá Manel

Outro excelente comentário que até parece que adivinha o meu próximo post que será publicado dentro de poucos minutos.

Quando referi que o seu primeiro era exagerado é porque não quero acreditar que o Mundo seja assim tão louco que não pare a tempo de ver para onde iremos se nada mudar.

E espero sinceramente que isso não suceda, não por mim, pois provavelmente já não estarei cá mas sim pelos meus sobrinhos...

Um enorme beijo

Kiki

February 26, 2008 5:16 PM
 

oserrano said:

Olá Kiki. Bela discussão a que aqui vai! Discussão inevitável no tempo que atravessamos. E, felicito-a de ela estar a acontecer já, por não se mais tarde, quando os factos forem muito mais evidentes.

Eu não gosto nada de chavões!!! Acho-os despropositados e fora de contexto. São mais uma desculpa esfarrapada. É como há trinta anos: tudo o que não fosse comunista, mesmo que não soubesse o que isso queria dizer...era fascista!

Há termos que, usados em certas latitudes não têm a mesma conotação que em outras...! veja por exemploa constituição do Parlamento em Bruxelas: a denominação de certos partidos é a mesma que nos seus Países?.

Mas, onde é que se ofende alguém que chega, quando se lhe diz que tem que respeitar as nossas leis,usos e costumes? Mas onde aceitarei eu que alguém que venha a minha casa, por mais amigo que seja, ponha os pés em cima da mesa?

Fico-me por aqui.

Quanto á questão das alheiras, ri-me bem.

Obrigado por a defenderem, espcialmente as bem feitas, saborosas e caseirinhas. São óptimas!!! ( Não é Daniela Portocego?).

O que a Gossip quiz dizer é que prefere as alheiras com batata cozida, uns grelos cozidos e um bom vinho de S.Marta de Penaguião! Isto é, sem o ovo, tal como eu! É que desvitua a alheira...

O Blue, tem que escolher! Ou a boa posta ou uma excelente alheira, tudo no mesmo local. Depois, pode vir o pudim de ovos, ou o doce de cenoura com nozes!!!

O que eu sei destas coisas.

UM grande abraço desta Serra.

February 26, 2008 5:53 PM
 

Anahory said:

AO Serrano

Muito obrigada pelo seu excelente comenário e pela sua lição de como se deve comer uma boa alheira.

Pois, se calhar foi a Daniela, eu não estava certa.

Beijos

Kiki

February 26, 2008 6:01 PM
 

bluewater68 said:

February 27, 2008 10:03 AM
 

bluewater68 said:

February 27, 2008 10:08 AM
 

ManuelB said:

Querida Kiki,

Só hoje reparei no bem-disposto comentário do bluewater.

Ri muito da forma como se define a si mesmo, apesar de não o conhecer pessoalmente e ser-me portanto difícil aferir se fala com verdade ou se está a brincar. :-)

Quando se descreve como inculto, vejo-me forçado a dar-lhe alguma razão porque realmente faz uso inapropriado, logo na primeira palavra do seu jovial texto, de uma forma verbal em vez de uma interjeição.

Já não posso achar-lhe razão em considerar-se perspicaz, porque a ser assim teria por força de constatar que “eh” e “é” são duas palavras totalmente diferentes, com função e significado bem díspares.

Também me sorri com gosto do seu neologismo “insalúbrico” cuja interpretação não é fácil de alcançar, senão para quem, como ele reivindica para si, tenha o tal olfacto para descobrir coisas que não estão escritas. Nem todos se podem considerar argutos e eu, se o fosse, não o diria nunca, seguro que outros o descortinariam.

Fico-me por aqui, porque me vem à memória o aforismo de “quem corre atrás do espírito agarra a asneira” e não me apetece muito fazer má figura, porque soltar uma palavra sem pensar é como lançar uma pedra de olhos fechados. E essas vêm por vezes cair em cima da nossa própria cabeça.

Por isso peço-lhe que me permita enviar um abraço ao bluewater, desejando-lhe que pondere abandonar a sua linha dura do pensamento, porque pensar é exactamente o contrário: é desarrumar as ideias.

Lia um dia destes um trecho de Ionesco (que chamava ao ortodoxo Sartre “o cretino inteligente”) e cito-o de memória: “Pensar contra o nosso tempo é um acto de heroísmo, mas dizê-lo é um acto de loucura”.

Não tenho mérito nenhum nisso, apenas verifico que a opinião pública é uma coisa híbrida e bronca, que pretende esmagar a opinião própria. E eu gosto muito da minha.

Um beijinho amigo do

Manel

February 27, 2008 12:00 PM
 

Anahory said:

Ao BW

Gostei muito de ler a notícia do primeiro link. E se é uma forma das mulheres muçulmanas puderem fazer natação sem irem contra a sua religião não vejo qualquer problema no burkini!!!!

Quanto ao segundo é mais uma forma do Ocidente se rebaixar perante o islâmismo....

Não sei onde descobres estas notícias mas tens "olfacto" como referiste num outro comentário.

Ao Manel

É verdade que não conhece o BW e talvez por isso tb faça uma ideia um pouco errada dele, mas eu que o conheço garanto-lhe que é uma excelente pessoa.

De inculto nada tem!!!!

Talvez o defeito seja ser demasiado idealista!!!

O tal comentário demonstra a sua veia humorística.

Beijos aos dois

Kiki

February 27, 2008 12:29 PM
 

Anahory said:

Ao BW

No meu comentário anterior acabei por não responder ao teu.

Por agora não vou "bater mais no ceguinho" mas este é um tema a que voltarei outras vezes e gostei de ler as notícias que referiste.

Beijos

Kiki

February 27, 2008 1:00 PM
 

pdnv said:

Olá, outra vez... Kiki!

: )

Não pude resistir a voltar, mas só me foi possível hoje.

Este tema foi bem introduzido, nem que apenas pela polémica que lançou.

Estou seguro que ninguém te considera racista, como eu não o faço. Penso apenas que alguns posts são exemplo de quanto nos entusiasmamos com algumas opiniões.

Entendo e compreendo a intenção subjacente ao colocar do post, baseado na citação do referido Sr. (do qual me recuso a mencionar o nome, tal é a aversão que sinto por ele).

Na minha opinião os australianos são muito bons a pedir desculpas... foi assim com os nativos deles e foi assim com os timorenses (após anos de colaboração com a Indonésia). Enquanto houver um povo disposto a colaborar na escravização de outro, é condenável...

Não pretendo afirmar que sou a favor de uma minoria se impor a uma maioria (em termos culturais), fico-me pelo pensamento de que uma minoria tem o direito de se integrar ou de se isolar, e não deve ser expulsa. Quando me referi ao Estado, enquanto garante da segurança e das liberdades do indivíduo, era em relação apenas aos medos agora comuns do terrorismo.

Há formas de prevenir o fenómeno e passam por todas as instituições, aí concordo. As culpas... sabes como é... não é só na Europa e fica a noção de que muitas coisas já fez a "velhinha Europa", como a abolição da pena de morte...

Gostei muito deste post e da tua postura aguerrida...

Haja pessoas com convicções!

; )

Bjns

February 27, 2008 8:09 PM
 

Anahory said:

Ao Pdnv

Obrigada pelo teu comentário de que gostei muito.

Como já te deves ter apercebido gosto de temas que gerem polémica mas tb os escolho porque são temas que me dizem muito, como o terrorismo, holocausto, judeus, israel, etc....

Só por si já são temas quentes e ainda mais quando aquilo que eu defendo e acredito não é o que a maioria defende, sobretudo quando não é considerado "politicamente correcto".

Tens razão: sou e sempre fui uma pessoa de convicções que quando acredita em algo vai até ao fim em defesa dessas convicções.

Infelizmente a vida ensinou-me que tinha que lutar e luto sempre que é preciso.

Quanto aos australianos não tenho nem simpatias nem antipatias. Para mim não interessava quem fez o discurso mas sim o que dizia pois continuo convicta que foi um discurso de força, o que infelizmente falta a tantos outros políticos.

A Velha Europa já fez muito pela Civilização também concordo contigo. Mas actualmente parece esgotada ou cansada....

Quanto ao terrorismo, não me vou pronunciar agora, senão escrevia outro post mas a minha opinião, como tb já deves saber, é que não é com "falinhas mansas" que se acaba com esse flagelo. É preciso firmeza e ridigez o que não significa necessariamente armas ou guerras.

Beijos

Kiki

February 27, 2008 8:36 PM
 

tokarev said:

Como a História demonstra até à exaustão, a presença de estranhos em qualquer cultura é admissível apenas em pequenas percentagens. Daí em diante é causa de guerra. Independentemente das políticas que possam ser tomadas para a evitar.Fall River, no Massachusetts, foi inicialmente povoada por franceses que, a certa altura, por razões de similitude religiosa talvez, começaram a dar trabalho a imigrantes azoreanos. No virar do século os azoreanos já eram mais que os franceses e num certo domingo, depois da missa, assediaram as francesas e correram com os franceses à paulada. Hoje em dia Fall River é a maior cidade azoreana do mundo, democrata, kennedyesca via Barney Frank, multinacional com irlandeses, polacos, azoreanos, mas sem franceses.

February 28, 2008 9:57 AM
 

Anahory said:

Ao Tokarev

Gostei muito do teu comentário e desse relato que desconhecia.

Isso só prova que a Europa tem que ter atenção aos emigrantes, nomeadamente aos muçulmanos, pois ninguém deseja que daqui a uns tempos não existam europeus e existam apenas muçulmanos.

Beijos

Kiki

February 28, 2008 6:49 PM
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About Anahory

Nasci em Lisboa a 21 de Janeiro de 1959. Com 29 anos e após ter passado um concurso a nível nacional, fui trabalhar na Comissão Europeia, em Bruxelas, como Secretária na Tradução Portuguesa, onde estive cerca de 15 anos. Estou reformada desde Setembro de 2002, pela CE, devido a doença. Tive, por um lado, o azar de ter que me reformar, por outro a sorte de o ter conseguido, o que nem sempre acontece. Sempre gostei de escrever, por isso ao ver a iniciativa do SOL, não resisti a criar o meu próprio blog. Foi uma aventura e um desafio, que se transformou em algo de muito positivo, pois a realização pessoal não tem a ver com grandes feitos, mas sim com fazermos algo de que gostamos. Escolhi o nome KAnahory para o meu blog, pois K é a inicial de Kiki, nome pelo qual sou chamada. Anahory é o meu apelido de origem judaica. Para evitar as confusões habituais explico: O meu bisavô que era judeu de sangue e religião, casou com uma católica. Os seus descendentes foram educados na religião católica. Assim e apesar de ser descendente de um família judia, sou católica. Sinto pelos judeus não só um enorme orgulho como um enorme amor, valores que me foram transmitidos pelo meu Bisavô, Avó e Pai. Defenderei sempre o direito à existência do Estado de Israel na Palestina, assim como tudo farei para impedir que os Judeus sejam aniquilados, não deixando, no entanto, de ser justa, por isso mesmo nem sempre concordo com as medidas dos Governos de Israel. Ao contrário de muitos que atacam Israel, para mim a vida de um palestiniano tem o mesmo valor que a vida de um israelita. Não faço distinções entre vidas humanas. Todas elas são igualmente importantes. Mas distingo terroristas de inocentes. Sou uma pessoa bastante sincera e frontal que defende aquilo em que acredita, por vezes demasiadamente “apaixonada” mas sempre de forma correcta, respeitando os outros e as suas ideias. Espero dos outros o mesmo respeito. Como, provavelmente, todos os bloguistas do SOL, espero que visitem e comentem o meu blog, possibilitando, deste modo, debates de ideias e opiniões. A todos esses, o meu obrigada. Kiki Anahory Garin

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