SOL

Dos Açores para o Mundo

Divagações de quem procura transmitir aquilo que lhe vai na ALMA
BOM NATAL

 

Nunca liguei muito ao Natal. Considerava uma época hipócrita, alimentada sobretudo pelo desejo ávido dos comerciantes encherem os seus bolsos. Os meus Natais sempre foram um misto de alegria e tristeza. Tristeza por observar tanta injustiça, crueldade, insatisfação e ódio, e alegria por observar que havia pessoas que não sentiam isso, que acreditavam no Pai Natal.

 Mais recentemente, sobretudo depois da minha filha nascer, fui alterando o meu angulo de visão. Comecei a focar-me mais nas alegrias do que nas tristezas ! O Natal, independentemente das nossas religiões, classe social, convicções, opiniões, etc. é uma época para reflectirmos, para recordarmos que, todos os ódios, guerras, protagonismos, injustiças, imposições, indiferença, etc. não fazem qualquer sentido. O mais importante são as coisas mais simples, o amor, a amizade, a paz, a saúde, o sorriso, a natureza, a compreensão, a tolerância, a igualdade, a justiça. No Natal, devemos fazer uma pausa, um balanço, abrir o nosso coração, e procurar melhorar, crescer, sermos melhores, entrando no novo ano mais fortes e renovados.

Uma coisa descobri, se tivermos a coragem, de transportar para o nosso dia a dia o espirito de Natal, independentemente de tudo e de todos, estaremos a contribuir para um mundo melhor, e seremos sem dúvida, mais humanos e felizes.

 

Votos de um Bom Natal

 

Todos os Dias.

 

 

GRIPE A (?!)

                  

No passado dia 12 de Novembro pelas 18 horas, perante alguns sintomas de gripe (febre e tosse) da minha filha, a minha esposa telefonou para a linha saúde Açores, para despiste do caso. Depois de um conjunto de perguntas, validaram o caso e endereçaram a minha filha de dois anos para o Serviço de Atendimento da Gripe.

Fomos de imediato, com o stress de quem parte para uma situação desconhecida, ao chegarmos, tomamos os procedimentos normais (desinfecção e colocação das mascaras), e após o preenchimento da ficha de utente, aguardamos a nossa vez com mais meia dúzia de pessoas. Após aproximadamente 5 minutos fomos chamados para o atendimento com uma enfermeira (despiste através de mais umas perguntas e medição da febre), tivemos de sair novamente, esperar mais uns cinco minutos e depois sermos chamados para atendimento de um médico. Aqui começa a novela ou a sátira, como queiram interpretar, o caso transcrito. O Sr. Dr. após auscultação e análise aos ouvidos e garganta, diagnosticou o caso como sendo uma laringite. Minha mulher, num misto de surpresa e alegria, retorquiu, perguntando se não era gripe A. O Sr. Dr. disse com toda a certeza do mundo que não era gripe A, era uma laringite viral. Passado uns minutos, o Sr. Dr. olhou para a ficha da minha filha exclamando que como ela tinha sido validada como tendo gripe A pela linha saúde, teria de ficar em casa 7 dias em isolamento (ou seja proceder a todos os procedimentos solicitados de quem tem gripe A) ! Fiquei pasmo ! estupefacto sem acreditar no que ouvia! Perguntei de imediato então qual o objectivo de irmos ao Serviço de Atendimento ?! Qual o verdadeiro papel/função do médico ? Qual o diagnóstico mais válido, o efectuado por telefone ou o efectuado por um médico pessoalmente ? Perante as minhas perguntas o médico cedeu e telefonou para a linha saúde, dando ordens para alterar o diagnostico, não contribuindo desse modo, a minha filha para mais um caso de gripe A (via telefone).

O PAPEL DO PROFESSOR

 

Antigamente, quando tinha oito ou nove anos, recordo-me perfeitamente das queixas do meu pai sobre o ensino. Dizia ele, que no “tempo dele” as coisas eram mais difíceis, os professores eram mais exigentes e que um aluno com a 4ª classe, já sabia muito. Achava estranho, sobretudo porque os meus professores eram muito exigentes (até nos batiam).

 

Com o passar dos anos, Portugal sentiu a necessidade de diminuir os níveis de analfabetismo, fomentando o acesso em massa e obrigatório ao ensino. Como resultado dessa súbita transformação, a figura soberana e inatingível do professor foi-se esvanecendo. É lógico e facilmente perceptível, que se queremos estender o ensino a todos, temos de baixar a fasquia, caso contrário só uma pequena percentagem atingirá os objectivos.

 

Rapidamente se sentiu a necessidade de inverter os papeis e o professor, outrora figura carismática e respeitada na sociedade, deixou de ter os poderes que tinha.  Hoje em dia assistimos ao desnorte e inconformismo perante a mudança, o sistema não só retirou os poderes ao professor como agora exige mais deles. Foram introduzidos, aos poucos, mecanismos de controlo e supervisão com o pretexto de um ensino mais rigoroso. Uma das maiores dificuldades e “dores de cabeça” dos professores foi a incapacidade de lidar (ensinar) alunos, que pura e simplesmente não querem ser ensinados, não querem nem sentem a mínima vocação para aprender, e o seu único objectivo é massacrar o professor. Na actualidade, a obrigatoriedade do ensino, a necessidade de aumentar (ou recuperar ) os níveis de  instrução (formação) da população em tempo recorde e a falta de autoridade do professor, levaram a um clima de insatisfação na carreira docente, que só poderão ser resolvidas com um maior apoio (mais recursos humanos e materiais), mais estimulo e reconhecimento das dificuldades actuais do professor.

 

OBAMA PORTUGUES
http://www.youtube.com/watch?v=8dIh_PEHm94
SALVEM OS RICOS !

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=pI3z1c53J4g

O QUE FAZER ANTES DE MORRER

 

Já alguma vez fizeram uma lista das coisas que gostariam de fazer antes de morrer ? Já experimentaram fazer esse simples exercício ? O mais certo é que não, infelizmente a maioria de nós vive (sobrevive) o dia a dia, dando pouco azo a projectos futuros. As pessoas estão cada vez mais embrenhadas na luta do dia a dia e nas questões materiais, que se esquecem do ser humano que são, perdendo por completo a vontade (ou o medo) de olhar para dentro (para a sua alma). Essa falta de “visão” causa o descrédito total do ser humano pelo ser humano, originando que uma criança (pura) ao crescer, aprende de uma forma bastante dolorosa, que só faz sentido acreditar nela própria, caso contrário não sobrevive.

 

Muitas vezes oiço dizer que a verdade é que precisamos de trabalhar, de sustentar os nossos filhos, batalhar, que é tudo duro, etc. , tudo bem, e depois ? Podemos ser ricos materialmente, mas pobres de espírito, e o contrário é igualmente válido. O que vos quero transmitir é que somos muito mais que um ser material, que temos de obrigatoriamente nunca o esquecer, por isso a minha primeira pergunta foi se já tinham feito uma lista sobre o que gostariam de fazer antes de morrer. Já colocaram no papel todos os vossos objectivos, projectos e anseios ? Coisas simples tais como: Ser um bom Pai; Ir a Las Vegas, Ir a Nova Iorque; ter coragem de dizer que amo umas certas pessoas; escrever um livro; aprender a pintar; fazer algumas pessoas felizes; aprender a falar dos problemas, etc. É um exercício que nos obriga a meditar, olhar para dentro de nós procurando os nossos ojbjectivos, procurando dar um sentido mais ampla á nossa existência.

 

 

Extensão Rural nos Açores: Para Quando ?

A Extensão Rural sempre foi referida como sendo  fundamental no desenvolvimento agrário e rural. Os  países desenvolvidos ou em desenvolvimento, e as organizações internacionais (como a FAO ou o Banco Mundial), apostaram em  Serviços de Extensão e no financiamento de programas e projectos específicos neste campo.  Países ditos desenvolvidos, nomeadamente os países da Europa, os EUA, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, possuem tais Serviços desde o início do século XX.

Portugal, contudo, ficou praticamente à margem deste movimento, as tentativas de implementação de um programa de extensão rural, vulgarização rural, ou assistência técnica, como queiram chamar, nunca saltou verdadeiramente das secretárias do Ministério da Agricultura. A inexistente ou deficiente articulação com a investigação agrária (Universidades ou Institutos de Desenvolvimento Agrário) é apontada como uma das principais responsáveis pelo nosso atraso agrícola .  A Extensão em Portugal acabou por ficar na mão de técnicos isolados, desenquadrados (quer do ponto de vista do acompanhamento e avaliação do seu trabalho, quer do apoio que deveria ser prestado por investigadores). Perante a inexistência de Centros de Experimentação e de investigação, nos quais os Técnicos pudessem  demonstrar ao agricultor os benefícios das novas técnicas aconselhadas, o técnico não teve outra alternativa que não fosse utilizar o  próprio agricultor como   “cobaia”. O agricultor passou a ser confrontada com novas técnicas (teóricas) que ao serem implementadas nos seus terrenos muitas vezes não produziram os efeitos previstos por falta de comprovação e certificação.

Hoje em dia, onde param os Técnicos ? Na esmagadora maioria foram mobilizados para outras tarefas, realizadas à secretária, longe do dia a dia da lavoura e dos problemas das comunidades rurais. Burocratizaram-se os serviços oficiais e desapareceu o contacto com o terreno.

O apoio técnico ao desenvolvimento agrário efectuado por muitas instituições e serviços, sobretudo cooperativas e associações de agricultores, de forma mais ou menos fragmentada e dispersa, carece dos mesmos problemas de base, ou seja a falta de interligação e apoio com Universidades e Centros de Experimentação é notória.

Enquanto isso, nos países desenvolvidos,  assiste-se à privatização dos Serviços, ao seu "emagrecimento" ou à emergência de novas instituições, ligadas à promoção da agricultura biológica, ao desenvolvimento local, etc. A transferência do sector estatal para o privado tem sido natural. A actividade de Extensão dependerá cada vez mais das novas tecnologias da informação e de redes múltiplas de aprendizagem envolvendo o sector privado e a sociedade civil. A tendência actual é para um maior afastamento do estado e para o aparecimento de sistemas talhados à medida, a partir da experimentação local informada pela experiência global.

 Numa época de mudanças profundas e rápidas na maneira de pensar e de fazer a agricultura, em que se fala de quotas de produção, diversificação da economia rural, qualidade dos produtos, agricultura em equilíbrio com o ambiente, revitalização do espaço rural e aumento da competitividade, é fundamental encontrar sistemas capazes de lidar com a complexidade, que propiciem a partilha de informação, a aprendizagem e a criação de saberes. Não restam, pois, dúvidas quanto à necessidade de instituições e serviços bem capacitados para o apoio ao desenvolvimento agrário e rural. Actualmente, como se processam as coisas, perdem os agricultores e as gentes do meio rural e a região como um todo.

A FORÇA DE ACREDITAR NUM SONHO
Ás vezes sinto-me só. Ás vezes fico a pensar que sou o único a alimentar o sonho de fazer renascer o nosso Ananás. Infelizmente, talvez fruto da nossa maneira de ser, só encontro pessimistas e derrotistas. Só sabem dizer mal, que a morte está anunciada, que quando acabar os subsidios será o fim, etc. Dificilmente encontro pessoas que procuram soluçoes, que falam a médio-longo prazo, que sintam que a mudança é possivel. O descrédito, a desilusao e mais grave o conformismo parece instalado.
O que muitas vezes me alimenta sao os comentários e a força que vêm de longe. Daqueles que sabem identificar e reconhecer o nosso fruto como único no mundo e como uma mais vaila para qualquer regiao. Sao pessoas que nao comprendem a falta de orgulho no que é nosso. Sao pessoas que me questionam, admiradas, o porquê de tal descretido. Fico convencido que queremos ser um povo submisso, sem cultura, sem herança, ou seja os escravos do século XXI.
Essa semana li uma noticia sobre a visita do Prof. Anibal Cavaco Silva â Austria, uma das entrevistadas, Austriaca, referia que na altura do seu exilio, o seu amigo e Presidente António Oliveira Salazar, oferecia-lhe todos os anos uma caixa de Ananases dos Açores pelo natal, era a recordaçao que mantinha de Portugal. O nosso Ananás um simbolo Nacional.
Ontem fui a um restaurante(nao vou nomear o nome, pois já fiz o meu dever pessoalmente) e tentaram vender-me abacaxi por Ananás dos Açores, com o argumento que o Ananás estava àcido (no verao, imagine-se ). Infelizmente sao os empregados e a formaçao que temos para divulgar os nossos produtos.
O LOBBY- PARA QUANDO A SUA REGULAMENTAÇÃO ?

 

O Lobby ou grupo de pressão é um grupo de pessoas ou organização que tem como actividade, influenciar, aberta ou secretamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados.

 A palavra Lobby tem origem inglesa e significa salão, hall, corredor. Segundo alguns estudiosos, o facto de várias articulações políticas acontecerem nas ante-salas (lobby) de hotéis e congressos, fez nascer a expressão “lobbying”  para designar as tentativas de influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público, sobretudo aquelas relacionadas a questões legislativas, de acordo com interesses privados de alguns grupos ou sectores inteiros da sociedade.

Enquanto nos Estados Unidos o lobby é uma actividade considerada como parte do processo político (é uma profissão reconhecida e a actividade em si é regulamentada por leis), em outros países como  Portugal, a actividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção

Nos EUA como nas sociedades europeias em geral, o lobby faz parte da actividade normal das instituições e da sociedade civil modernas. Em Portugal, a nossa longa e triste história de resistência à modernidade torna-nos também aqui anacrónicos: continuamos a viver dos «conhecimentos», da «palavra amiga», enfim das «cumplicidades».

Uma das coisas que continuo sem perceber é porque continuamos com falta  de médicos em Portugal ! Não faz sentido ! Se há muita falta, não era previsível aumentar o numero de vagas nas universidades ?! de abrir novos cursos de medicina ?! Não. Continuamos com falta ! Dizem-me que é o Lobby dos médicos. Por outro lado continuam a abrir vagas nas universidades de cursos em que o desemprego é a saída profissional mais previsível, defraudando as expectativas de quem investiu nos mesmos ! Dizem-me que é o lobby das universidades.

O governo de Sócrates teve a coragem de mexer com o sistema, tentou mandar onde até agora nunca nenhum governo se atreveu sequer se aproximar, nos lobbys. A intenção era boa, sem dúvida, mas o risco associado era enorme e as hipóteses de suicídio elevadíssimas. A guerra tentou ser transversal, desde o ensino, às farmácias, às forças armadas, à policia, à saúde,etc. Rapidamente perceberam que muitas das batalhas seriam perdidas, o lobby está demasiadamente enraizado, dificilmente seria demovido, foi-nos dado a observar a quantidade de forças ocultas existentes que com os seus poderes manipulam a sociedade. Evidentemente que nenhum sector quer perder os seus bens adquiridos, o seu estatuto, mesmo que seja para beneficio de todos, primeiro está o espaço de cada um de nós.

 A regulamentação do lobby proporcionaria uma maior transparência em torno de todas as actividades, deixando de sermos um pais de “cunhas” , a bem da igualdade de oportunidades e justiça, catapultando o pais para o seu desenvolvimento.

OUTRA VEZ OS VIRUS

Meus senhores e minhas Senhoras, os virus estão a deixar o mundo em pânico. Ou melhor dizendo, a actual estirpe do virus da gripe está a ser protagonista nas primeiras páginas dos jornais e noticiários de todo o mundo.

 A sua propagação (como não poderia ser de outra forma) tem sido exponencial e naturalmente será maior quando chegarmos ao outono/inverno (quando as condições forem favoráveis). O problema (como já escrevi num anterior post) é o poder de mutação dos virus. É o jogo do gato e do rato, o Homem "descobre o virus", fabrica a vacina (não é mais de que uma pequena dose de virus), nós criamos anti-corpos (resistencias) e ficamos imunes á estirpe em questão. No entanto o virus não é "parvo" e rapidamente transforma-se (mutação), originando um novo virus.

 Na prática todos os anos são criadas novas vacinas para a gripe influenza ( a mais comum), porque precisamente a mesma está em continua mutação. Muitas pessoas questionam-se porque mais dificilmente são propensas ás gripes do que outras, a explicação reside na capacidade que um organismo tem de rapidamente criar anti-corpos perante a invasão dos virus. Essa capacidade, naturalmente depende da idade, sexo, estado de saude, alimentação, dose do virus, etc.

O director-geral da Saúde, Francisco George prevê que nas próximas duas semanas, o número de casos de contaminação em Portugal suba para infecções deverá subir para uma centena. O epidemiologista disse à TVI acreditar que no Outono 20 a 25 % da população portuguesa venha a ser afectada pela doença.

A ameaça meus Senhores e minhas Senhoras é que "brincar com a natureza" têm um custo, ou seja até quando vamos conseguir controlar os virus ? Em que sentido irão as mutações dos virus ? Cada vez com maiores consequencias no nosso organismo ? cada vez mais fatais ?

GESTÃO DE RESIDUOS – PERIGOS ASSOCIADOS

A gestão dos resíduos industriais perigosos (RIP) tem sido um tema de grande discussão em Portugal. Nos Açores com o PEGRA (Plano Estratégico de Gestão de Resíduos do Açores) estamos a dar os primeiros passos.

 

Em matéria de gestão de resíduos, a linha de actuação deve estar sempre centrada na política dos 3R: redução (prevenção da produção), reutilização e reciclagem, de forma a garantir a protecção da saúde pública e do ambiente.

 

Essas questões são de extrema sensibilidade e as suas más decisões poderão ter implicações nefastas e irreversíveis para todos nós. Um ponto central e fulcral é que nunca poderá ser pensada numa óptica economicista e infelizmente a incineração ou a valorização energética pressupõe sempre uma índole monetária. Quando os resíduos possuem um poder calorífico significativo (de pelo menos 5000 kJ/kg), a sua destruição em processos industriais, substituindo combustíveis fósseis, pode ser considerada como um processo de valorização energética.

 

A incineração (combustão na presença de oxigénio) de resíduos é referida no Anexo C da Convenção de Estocolmo como um processo capaz de produzir e libertar grandes quantidades de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs). Essa Convenção reconhece que os POPs (incluindo dioxinas) são perigosos para a saúde humana e o ambiente, devendo as suas emissões ser reduzidas ou eliminadas por completo.  Na prática os seus defensores garantem que se forem cumpridas as condições de funcionamento das centrais (filtros especiais), essas substancias não irão para o ambiente. Na prática, o senso comum, também sabe que as coisas nunca ocorrem como na perfeição (pode ocorrer avarias, falhas na manutenção, et.)

 

O mais errado é pensarmos que por vivermos longe (se for essa a  nossa sorte) da central de incineração, estamos a salvo, nada mais errado. As dioxinas, extremamente perigosos uma vez que para além de serem cancerígenos estes compostos apresentam ainda outros efeitos: efeitos crónicos nos sistemas imunitário, reprodutor e hormonal, bem como no crescimento e desenvolvimento dos seres vivos. Para além disso, pode provocar cloroacne (uma forma de acne bastante dolorosa), doenças hepáticas e mesmo redução da libido. A principal forma de fixação das dioxinas é por via alimentar - cerca de 90% provém do leite, carne ou peixe; pelo que a distância de uma população à fonte de poluição não constitui qualquer garantia de segurança. Sendo invisíveis e inodoros, a sua fixação nos organismos faz-se nos tecidos gordos e no leite materno, não sendo excretáveis através do suor ou dos excrementos, tal característica torna-os bioacumuláveis. Estando o Homem no topo da cadeia alimentar sofrerá as maiores consequências de tal processo, com todos os efeitos de daí advêm.

ALIMENTOS FUNCIONAIS

 

Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, proclamava os alimentos como o Melhor remédio. Mas as suas afirmações iam mais longe, ao dizer que somos aquilo que comemos. Por este motivo, importa, pois, saber de que forma os alimentos podem ser uma arma a favor – e não contra – a saúde.

Nos dias de hoje os alimentos deixaram de ser só avaliados de acordo com o seu sabor, aroma e valor nutritivo, mas também tendo em conta a capacidade de beneficiarem o estado de saúde e bem-estar dos consumidores. Estamos perante os denominados: ALIMENTOS FUNCIONAIS. Alimentos que, em virtude da presença de um ou mais compostos biologicamente activos, afectam de forma positiva uma ou mais funções        fisiológicas do organismo, seja na melhoria do estado de bem-estar físico e/ou psicológico, seja na redução de determinada doença.

A comprovação de que um determinado alimento é  funcional, pressupõe uma vertente de investigação fortemente consolidada. O abacaxi, com seu alto teor de fibras, sacia a fome, previne a prisão de ventre, normaliza a flora intestinal e evita a obesidade, segundo especialistas como o catedrático da Universidade Autônoma de Barcelona, August Corominas, a nutricionista Pilar Riobó e a dietista Blanca Galofre. De acordo com Corominas, a enzima bromelina presente no abacaxi, tem o efeito benéfico de eliminar toxinas pela urina, e ajuda assim os que têm problemas de rim, bexiga e próstata A enzima actua como substituto dos sucos gástricos, melhora a digestão e destrói a camada de quitina que protege os parasitas intestinais, que são expulsos do organismo.

O que  dizer então do nosso Ananás, sabendo que é muito mais rico do que o produzido ao ar livre, principalmente na enzima bromelina ? É urgente a sua validação e posterior divulgação, sendo sem dúvida uma mais valia para o nosso Rei.

 

 

 

 

 

O MUNDO É UM LUGAR PERIGOSO

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer. Albert Einstein

 

Quem pode dizer que é corajoso ? Quantos de nós pode afirmar que  diz sempre a verdade ? Uns de certeza responderão logo que a verdade não passa de um ponto de vista, que depende de um sistema de valores, etc. O que eu quero dizer é quantos de nós são fortes o suficiente para colocar em primeiro lugar os seus ideais em detrimento do seu bem estar ? ou melhor dizendo pondo em risco o seu conforto. Quantos de nós avança e luta por um ideal ou por uma causa com o objectivo bem definido de atingir o bem de uma comunidade ? Quantos de nós realmente procura o bem comum ? Quantos de nós assume uma postura critica construtiva perante situações que podem prejudicar terceiros ?  Quantos de nós procura abraçar um projecto por paixão sem pensar nos benefícios pessoais ? Quantos de nós procura falar do próximo de uma forma construtiva ?

 

O mundo actual , de uma maneira geral, principalmente a parte do mundo economicamente e socialmente mais desenvolvida, é egoísta e individualista.

 

 A cultura actual  promove o egoísmo em vez do altruísmo, essa cultura que leva as pessoas a olhar só pelos seu interesses, que podem passar pela satisfação de acumular bens e/ou explorar e/ou passar por cima de outras pessoas sem olhar a meios e que leva a que não se ame o próximo abnegadamente, a que se olhe o próximo como objecto (mais um nas suas vidas).

GATOS NA MAIOR
O fim do mundo aqui tão perto..

 

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