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AVISO MESMO MUITO IMPORTANTE: ESTE BLOGUE PODE COLOCAR EM ESTADO DE CHOQUE AS PESSOAS QUE ACHAM QUE O RESPEITINHO É MUITO BONITO E QUE NÃO SE DEVE BRINCAR COM COISAS SÉRIAS___ O 1º Blog RisSólico de Sátira Política e Social que não se deixa CENSURAR. NOTA: Todos os textos aqui publicados são mera ficção e qualquer semelhança com a realidade é uma sacana de uma coincidência, uma vez que este blog pretende apenas animar todos os espíritos deste pobre país de falsos moralismos. Assim, o Director do dissidencias avisa desde já que os textos aqui publicados resultam de uma maluqueira saudável, a qual afecta quer o Director, quer os redactores do blog dissidencias, quer ainda todos os que estão a ler esta mensagem.___________NOTA MESMO NOTA: Qualquer semelhança minha com algum terráqueo é mera coincidência, pois sou mesmo extra-terrestre. Acreditem em mim. LEMA do dissidencias: Não ter Lema!

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O MURO DE MERELIM

Vou agora para Lisboa, para fazer o meu segundo curso com Robert McKee, no Teatro Aberto.

Tenho de ir, porque o comboio não espera. Para castigo, deixo-vos com

"O Muro de Merelim" ---> http://bit.ly/38YUfD

Publicado Thursday, November 12, 2009 10:14 AM por dissidencias | 2 Comentário(s)

ENTREVISTA A DEUS (As duas partes da Entrevista publicada no Correio do Minho)

Deixo-vos com as minhas entrevistas a Deus, a propósito da polémica em torno do último livro de Saramago: “Caim”

ENTREVISTA A DEUS – parte 1

ENTREVISTA A DEUS – parte 2

Deus vos abençoe!

Publicado Sunday, November 08, 2009 11:24 AM por dissidencias | 5 Comentário(s)

SETE OPINIÕES ESCUTADAS SOBRE O 5 DE OUTUBRO

Depois de uma análise histórica disparatada sobre a disparatada go-vernação de Portugal, antes e depois da Implantação da disparatada República, penso que a seguinte ideia de Carlos da Maia (um dos oficiais da Armada no 5 de Outubro de 1910), vociferada em Junho de 1911 ao político republicano João Chagas, traduz na perfeição o actual sentimento da “Era Pós-Discurso-das-Escutas”, sentimento este comum quer aos republicanos, quer aos monárquicos: 'Uma revolução pode mudar as instituições, mas em nada altera o carácter dos homens.

Eles continuarão a ser o que eram: perversos e imbecis'. Parece ter-se baseado nesta premissa o discurso proferido no passado dia 5 de Outubro, pelo nosso Presidente da República, quando referiu que “Comemoramos uma República de pessoas” (como se pode constatar, Cavaco Silva, depois da intrigalhada da semana passada, tenta agora reconstruir a sua imagem de homem de Estado, ao garantir aos portugueses que ainda não estamos numa República de porcos ou numa República de burros, mas sim numa República de… pessoas.
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Para ler a crónica completa, clicar aqui

Publicado Thursday, October 08, 2009 7:44 PM por dissidencias | 5 Comentário(s)

CALDEIRADA ELEITORAL À PORTUGUESA

Olá queridos amigos e amigas da comunidade SOL, regresso hoje à vossa companhia depois de um interregno moderadamente comprido (quase tão comprido como a língua viperina do Cláudio Ramos). A minha vida não tem sido fácil… mas continuo a minha luta, em várias frentes de batalha, até às últimas consequências, contra as injustiças de que fui alvo por parte da minha instituição.

A todos os que têm acompanhado o meu caso, agradeço que continuem a divulgar a petição “Liberdade de Expressão para Daniel Luís” , pois já só faltam 300 assinaturas para que a petição possa seguir para a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, da Assembleia da República Portuguesa.

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Hoje vou oferecer-vos uma deliciosa caldeirada, mas só se clicarem aqui

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Já clicaram?

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Ainda não?

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Então vou-vos falar primeiro do tempo para amanhã… Amanhã vai estar uma temperatura e humidade ideais para a realização de actos sexuais ao ar livre, e também nos comícios da Campanha Eleitoral.

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Já clicaram aqui?

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Ok… então aqui vos deixo com a minha estúpida crónica desta semana, para vos aborrecer um pouco, EHEHEHEHE:

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CALDEIRADA ELEITORAL À PORTUGUESA

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No dia 24 de Janeiro de 2005, António Guterres disse, perante apoiantes socialistas presentes no Centro Cultural de Belém em Lisboa, que “seria melhor que outros tivessem maioria absoluta a um governo fraco do PS”. O antigo primeiro-ministro assumiu esta posição “com a autoridade moral de quem viveu seis anos com governos minoritários”. Segundo Guterres, as eleições legislativas de Fevereiro iriam decidir entre “um PS fragilizado e um PS forte com uma maioria absoluta”. Para evitar a “mediocridade económica e a instabilidade, a maioria absoluta do PS é vital para o país” – referiu nessa data o antigo Primeiro-Ministro Guterres.

Hoje, dia 24 de Setembro de 2009, a escassos 4 dias das eleições legislativas, que irão eleger o XVIII (des)Governo Constitucional de Portugal, o Engenheiro António Guterres deve estar a respirar de alívio por não se ter dedicado à carreira de Astrólogo/Vidente (Guterres apenas acertou em “Vital”). É caso para perguntar: se no sufrágio eleitoral do próximo domingo, os portugueses derem uma maioria relativa ao PS, isso quer dizer que o Partido Socialista vai ter que tomar algum bloco de vitaminas de extrema-esquerda para fortalecer o governo? E esse bloco de vitaminas é legal ou é considerado doping anti-democrático?

No dia 25 de Janeiro de 2005, o líder do PSD, Pedro Santana Lopes, dava entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para ser operado a uma hérnia inguinal. Esta entrada de matéria intestinal dentro do escroto do candidato laranja a Primeiro-Ministro, deve ter sido uma das principais razões que levou os militantes do PSD a escolherem uma mulher para disputar as legislativas de 2009, não fosse o diabo tecê-las… pois como bem sabemos, Sócrates só ganhou as legislativas de 2005, porque os portugueses se recusaram a eleger um primeiro-ministro que tinha matéria intestinal no escroto.

Em 2005, os portugueses preferiram escolher um Primeiro-Ministro com a matéria intestinal no sítio certo. Contudo, depois dos polémicos casos da duvidosa licenciatura de Sócrates, do Freeport e por aí fora, os portugueses parece que estão finalmente a convencer-se de que é preferível votar num líder partidário com matéria intestinal no escroto do que com matéria intestinal em órgãos protegidos pela caixa craniana! A ver vamos…

O cenário governamental pós-eleitoral mais provável, seja através de um convencional casamento, seja através de uma união de facto, é uma coligação PS-BE, com Francisco Louçã a assumir a pasta das Desprivatizações (no PREC chamavam-lhe Nacionalizações). Presumo que esta aliança vai aumentar a violência doméstica entre os casais homossexuais, principalmente se um dos membros do casal for accionista da GALP e o outro membro, sonhar casar de véu e grinalda. Como compatibilizar o casamento entre homossexuais com as nacionalizações? Esta matéria assume uma especial sensibilidade, nomeadamente no caso dos homossexuais capitalistas.

Se a soma dos votos no PS mais os votos no BE não proporcionar uma maioria governativa estável, outro cenário pós-eleitoral interessante seria uma coligação PS-PSD. Dadas as diferenças ideológicas e de personalidade entre Sócrates e Ferreira Leite, o melhor é combinarem entre eles, caso se coliguem, que às segundas, quartas e sextas governa o PS, e às terças, quintas e sábados governa o PSD. E ao domingo fazem os Conselhos de Ministros depois da Eucaristia Dominical.

Claro que uma outra coligação bem mais gira seria entre a CDU e o CDS, até porque ambos estes partidos têm em comum o “CD”. E como bem sabemos, Jerónimo de Sousa e Paulo Portas são exímios dançarinos e beijoqueiros. Líderes partidários mais parecidos não há. Só que um beija à esquerda e o outro à direita. Se se unissem, aí sim, é que haveria uma verdadeira asfixia democrática, com os portugueses e portuguesas a levarem com beijinhos em simultâneo destes dois líderes, em ambas as bochechas.

Uma nota quase-final para dizer umas palermices sobre a polémica que tem envolvido Fernando Lima (promovido agora a ex-assessor do Presidente da República). Depois de "O Meu Tempo com Cavaco Silva", Fernando Lima prepara-se agora para lançar o seu 2º livro, intitulado: "O Meu Tempo com Luciano Alvarez, do Público". E por falar em jornais, detectei uma grande contradição na entrevista que o Primeiro-Ministro deu no último domingo ao Diário de Notícias, e que foi a seguinte: Sócrates apesar de ter dito não acreditar em milagres, ainda acredita no apuramento da selecção nacional p/ o Mundial da África do Sul. Eu sabia que, mais dia, menos dia, haveria de apanhar o nosso Primeiro-Ministro a contradizer-se…

E agora mesmo para finalizar… Apesar dos “Gato Fedorento” terem trazido para a ribalta um pequeno partido – PTP - o Partido dos Trabalhadores Portugueses, receio que o PTP não consiga eleger nenhum deputado, porque o seu potencial eleitorado (os trabalhadores portugueses) está a diminuir assustadoramente a cada dia que passa. É nestes momentos que eu me arrependo de não ter criado o PDP – Partido dos Desempregados Portugueses. Mas tenho esperança de que o potencial eleitorado deste Partido que vou criar, continue a aumentar, e que daqui a dois anos, quando se convocarem eleições legislativas antecipadas, o cenário seja bem mais negro. Nessa altura, o meu PDP terá maioria absoluta na certa! 

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Publicado no Correio do Minho, em 24/09/2009

Publicado Thursday, September 24, 2009 2:36 PM por dissidencias | 10 Comentário(s)

COMO ELIMINAR PROFESSORES CRÍTICOS E "INCONVENIENTES"? (Retirado de "http://liberdadeuminho.blogspot.com", blogue do meu amigo e Professor Joaquim Sá)

ELIMINATING PROFESSORS
A Guide to the Dismissal Process
Kenneth Westhues

http://arts.uwaterloo.ca/~kwesthue/elimprof.htm


Por que razão se escreve um livro de instruções sobre como podem os dirigentes académicos eliminar um professor? O título é um truque de retórica. O que o autor faz é descrever-nos como isso realmente se faz, tendo por base muitos estudos de caso. E o modo como isso se faz é muito assustador, sendo um processo em que a verdade conta muito pouco.

Russell Eisenman, Department of Psychology, University of Texas — Pan American, book review in The Journal of Information Ethics, 2001.
Ver mais em:

Publicado Tuesday, August 11, 2009 1:21 PM por dissidencias | 4 Comentário(s)

Arquivado em:

E PARA TERMINAR...

Depois de um ano a escrever as minhas crónicas palermas e satíricas para o Correio do Minho, eis que finalmente, vou de férias, fazer palermices para onde ninguém me pode censurar nem maldizer os meus escritos. Vou passar as minhas férias a Humour Village, no Planeta RisSol, o 69ºplaneta do Sistema de Óleos Saturados da Galáxia 100-Xi-Xi, mesmo ao lado de uma estação de serviço da segunda circular da capital do meu planeta, governado pelo Palhaço Batatoon. A principal actividade produtiva do planeta RisSol baseia-se no cultivo intensivo de hermans, emplastros, benny hills, mr. beans, borat’s, gatos fedorentos e outros espécimes “comeKus” (“cómicos”, na linguagem terráquea). Tínhamos um grave problema ambiental, porque os hermans, emplastros, benny hills, mr. beans, borat’s e gatos fedorentos que não passavam no controlo de qualidade da Associação para a Segurança do Bom Humor, eram deitados fora, abandonados em descampados de beira de estrada e em lixeiras a céu aberto. Era um horror ver estes espécimes com defeito, a vaguear pelas estradas, aldeias e cidades a debitar piadas de loiras e de homossexuais convertidos ao catolicismo heterossexual e a fazer palhaçadas repetidas, que deprimiam qualquer um. Frequentemente tínhamos nuvens negras de mau-humor sobre as nossas cidades, que provocavam muitas alergias respiratórias e potenciavam cancros neuronais, derivados do gosto duvidoso das piadas. Para resolver este problema, consegui convencer o nosso governo planetário, liderado pelo Palhaço Batatoon, a construir em “Humor Village” (a zona do planeta RisSol com mais plantações de Comekus) uma “Estação de Reciclagem de Comekus Defeituosos”, onde os Comekus defeituosos são reciclados em Comekus razoavelzinhos, para serem depois vendidos para bares de fama duvidosa, e também para canais por cabo, como a SIC Radical ou a TV Record, onde desenvolvem medianamente a sua actividade de Comekus (repito… “cómicos”, na linguagem terráquea).

Para terminar, gostava de desejar a todos os meus leitores mais-que-fixes e leitoras mais-que-boas, uma férias formidáveis, mas como sei que isso não vai ser possível para todos, apenas vos desejo umas férias razoavelzinhas, porque muitos de vós irão sofrer graves queimaduras solares, outros de vós (ou quem sabe, eu próprio), irão ficar sem carta e serão encarcerados numa prisão nojenta, com meia-dúzia de camones embriagados até ao tutano, e tudo isto porque insistiram em beber aquele vinho especial, naquela noite de forrobodó com os vossos amigos. Outros ainda terão acidentes de viação, mas com sorte, ficarão apenas com o carro novinho que levaram para férias, totalmente destruído. Ao mais azarados, e que abusem na velocidade e no álcool, talvez lhes restem ainda alguma alguma sorte e talvez fiquem apenas medianamente estropiados, mas ainda assim permanecerão vivos os anos suficientes para fazerem a reabilitação possível em Alcoitão, para que, pelo menos, continuem a mijar autonomamente. Outros de vós serão vítimas de assaltos violentos, principalmente todos aqueles que insistirem em viajarem para o Brasil, para verem com os vossos próprios olhos, antes que uns bandidos vos roubem para os comercializar no mercado negro de tráfico de órgãos, a sétima maravilha do mundo: o Cristo do Corcovado.

Finalmente, para os resistentes que chegarem ao fim das férias com vida, e para fechar com chave de ouro o Verão 2009, está já agendada uma reunião do Conselho de Ministros do Governo PS, pré-eleitoral, onde serão decididas e apresentadas as medidas-choque para o país, que levarão mesmo os mais optimistas com a vida, a se suicidarem. Presume-se que será nesta data que o governo anunciará o encerramento do Alentejo e de outras regiões do interior esquecido e ostracizado. Os resistentes serão levados em autocarros cor-de-rosa, conduzidos por motoristas alcoolizados, para a futura Manhattan de Cacilhas, onde terão acesso aos cuidados de saúde prestados pelos curandeiros que desenvolvem a sua actividade na margem sul. Refira-se que o Alentejo abrirá aos fins-de-semana e períodos de férias para os habitantes das grandes cidades do litoral terem a oportunidade de usufruir da maravilhosa natureza alentejana, e também para se poderem deslocar até ao Algarve.

E, finalmente, muitos de vós, no final das férias, serão internados em casas de saúde mental, não por causa da gripe suína, mas por causa de um esgotamento nervoso provocado pelas vossas sogras, depois de passarem umas semanas de férias em salutar convívio familiar, quer em Portugal, quer no estrangeiro.

Umas boas férias cheias de boas sensações e emoções a todos os meus queridos leitores e leitoras, é o que vos desejo muito sinceramente, porque vocês são os melhores e mais fantásticos leitores do mundo. Desculpem-me qualquer parvoíce e até Setembro (isto caso eu não fique com as minhas tripas a decorar o asfalto das nossas Autoestradas)!    

Publicado Wednesday, August 05, 2009 5:18 PM por dissidencias | 9 Comentário(s)

O MEU LIVRO

Como estamos em plena Silly Season, a minha crónica de hoje vai ser também muito light, à semelhança dos meus dois últimos escritos publicados aqui no Correio do Minho, a tal ponto de já alguém na rua ter olhado para mim e gritado “Olha a Margarida Rebelo Pinto de Braga”. Honestamente, quero acreditar que tal engano se deveu ao facto de eu ter também cabelo comprido, e não pelo meu género de escrita. Mas também não reagi a estas provocações, não fosse algum tarado que me quisesse violar.

  Hoje resolvi falar sobre o livro que vou publicar lá para o final de Agosto ou, no pior dos casos, Setembro (isto caso o meu editor não se arrependa). Será um livro diferente do habitual. E perguntar-se-á o leitor como raio é que me consegui inspirar para escrever um livro. Pois bem, vou tentar explicar-lhe o processo criativo que deu origem ao meu livro (ainda sem título – aceitam-se sugestões).

Estava eu a apanhar meia dúzia de tomates chuchu para dentro de um saco de plástico, quando o meu olhar viajou intempestivamente até ao outro lado do corredor e, fixando-se na direcção das azeitonas, pepinos e pimentos, me permitiu vislumbrar, entre a multidão que se acotovelava a um sábado de manhã num grande hipermercado de Braga, na área das “frutas e legumes”, uma “coisa” amarela e esquisita entre a bancada dos pimentos e a bancada das azeitonas. Peguei nos meus tomates e dirigi-me imediatamente até junto dos pimentos, pepinos e azeitonas e pude constatar que o objecto que me prendia a atenção era um livro de capa amarelo-torrado, ornamentado com um conjunto de letras negras como as azeitonas que se encontravam mesmo ali ao lado, salpicadas de um vermelho pimento incrível, que formavam o título de tão hipnotizante livro: “Cartas de um Louco”. O primeiro pensamento que se me assomou à razão foi que eu nunca tinha divulgado a ninguém as cartas que escrevi quando era transgerder sexual, e muito menos as tinha publicado… De quem seria então a autoria de livro tão belo, ideal para uma salada de letras? Olhei novamente para a bancada dos pepinos e azeitonas e constatei que as cartas eram de um tal Ted L. Nancy, o que despertou em mim um sentimento inexplicável de re-memorialização auto-glorificadora, acorrendo-me à memória um desfile de momentos “retro”, como se de uma torrente de sensações apagadas há muito da minha memória, começasse e atingir-me violentamente no meio dos pimentos, pepinos e azeitonas, enquanto segurava com a mão esquerda o saco dos tomates. A partir daquele mágico momento soube que nada seria como dantes… Fui a correr para casa e comecei a escrever o meu livro.

 E quando o leitor estiver com o meu livro nas suas mãos, perguntar-se-à si próprio por que raio é que o livro se encontra paginado em ordem inversa ao comum dos restantes livros que já lhe passaram pelas mãos. Pois bem, com este livro pretendo que o leitor faça uma boa figura perante os seus familiares-amigos-conhecidos-e-outros-seres-que-o-rodeiam. O leitor já está a imaginar a cara de admiração dos seus familiares-amigos-conhecidos-e-outros-seres-que-o-rodeiam, quando repararem que ao fim de 5 minutos com o livro na não, o leitor já vai a três páginas do fim do livro? Vão todos pensar que o leitor é sobredotado intelectualmente. E, como sabe, as mulheres preferem homens inteligentes e com sentido de humor. E sentido de humor é também um atributo que o leitor vai desenvolver em si próprio, a partir da leitura deste livro dissidente. As suas mãos hão-de trai-lo muitas vezes na mudança de página (da esquerda para a direita, exactamente como o seu cérebro está pré-programado para fazer, desde que o leitor aprendeu a ler), obrigando o leitor a ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler e ler repetidamente o mesmo parágrafo vezes sem conta. Foi esta a razão que me levou a colocar as “pathclines” (piadas) mais engraçadas no primeiro parágrafo das páginas da direita, visto serem estes os parágrafos que, certamente, serão os mais lidos, fruto do vício adquirido por anos e anos de uma leitura passiva e sempre com os mesmos movimentos, gestos, atitudes...

Caso este livro esteja nas mãos de uma mulher, contribuirá para causar inveja às vossas amigas, quando estas a virem “já” no fim do livro. Esta opção de paginação invertida permitirá que a estimada leitora chegue pela primeira vez ao fim de um livro, sem qualquer trabalho, dedicação ou esforço, de forma instantânea, tipo: “Ena pá. Hoje estou com vontade de ler umas coisitas… Deixa-me ler qualquer coisinha leve, que chegue rapidamente ao fim…

Para quem for antes adepto da leitura no colchão, recomendo o uso de óculos especiais para ler na cama, pois são mais resistentes ao choque e à violência. “Mas porque raio é que preciso de uns óculos resistentes para ler na cama” – inquirirá, com ar estúpido, o leitor. Simplesmente, porque quem ler este livro na cama, corre o risco de levar um soco na cara, devido à emissão de perturbadoras e histéricas gargalhadas, que despontarão e emergirão ruidosa e instantaneamente de dentro de si, durante a leitura desta coisa com paginação invertida. Por isso, para salvaguardar a harmonia conjugal, recomendo vivamente que troque a cama pela… sanita.

 

 

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Esta crónica foi publicada no Correio do Minho, em 22/07/2009

Publicado Wednesday, August 05, 2009 5:15 PM por dissidencias | 0 Comentário(s)

CARTA ENVIADA A TODA A ACADEMIA (UNIVERSIDADE DO MINHO), POR MAIL INTERNO

Caros colegas da academia,

A Reitoria da Universidade do Minho tem ignorado a minha situação, ao ponto de ter dito ao jornal "Destak" de 27/07/2009 que este assunto ainda não chegou à Reitoria. Pois bem, nada mais falso, já que no dia 29 de Junho de 2009 entreguei pessoalmente na Reitoria, um pedido de audiência com o Senhor Reitor, pedido este ao qual ainda não obtive resposta até este momento.

E já que o Director do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional resolveu tornar público o parecer do departamento, com o qual não concordo, razão pela qual irei contestar a decisão do Conselho Cientifico, que se regeu pelo parecer do meu Departamento, ratificando-o de braço no ar. Nem vou aqui falar do sistema feudal que existe no meu Departamento e no Conselho Científico, mas recordo toda a academia que muitos colegas meus usufruíram do biénio, e de mais um ano lectivo, e ainda da possibilidade de requerer provas de doutoramento, entregando as suas teses de doutoramento incompletas, para que o júri as devolvesse, ganhando os doutorandos, desta forma, de 6 meses a um ano para conseguirem completar as teses de doutoramento. Colegas tive que chegaram ao final do biénio sem uma única linha entregue ao orientador cientifico (e isto aconteceu ainda recentemente com um colega meu), mas mesmo assim, o Conselho de Departamento sempre se solidarizou com os doutorandos que se encontravam com consideráveis atrasos nos seus trabalhos. Aliás, sempre houve a tradição de, no meu departamento, os doutorandos usufruírem apenas de dois anos de equiparação a bolseiro, sendo-lhes assegurado em contrapartida, o biénio, sem quaisquer requisitos.

Nos anos que se seguiram ao Mestrado, ajudei alguns dos meus colegas doutorandos, que se encontravam mais aflitos a trabalhar nas suas teses, assegurando-lhes aulas, orientações de alunos, correcções de provas e trabalhos, entre outras ajudas, das quais não me arrependo de  ter dado a quem mais necessitava, para que os colegas mais aflitos, pudessem trabalhar no seu doutoramento. Também fui sempre elogiado enquanto professor e enquanto organizador de Congressos, Seminários e Reuniões Científicas. Nunca tive nenhum problema nem processo disciplinar e elaborei um Projecto de Doutoramento bem consolidado e com elevada qualidade, segundo as palavras da minhas orientadora científica, ao contrário de projectos de doutoramento que, com pouco mais de duas dúzias de páginas, foram aprovados em Conselho de Departamento (tudo o que aqui digo, foi testemunhado por mim, e pelos restantes colegas de departamento).

Todo este ciclo de solidariedade interna departamental, funcionou até ao momento em que em Dezembro de 2007, os Doutores do Conselho de Departamento me ameaçaram verbalmente com processos, disciplinares e judiciais, caso eu não acabasse com o meu blogue de sátira social e politica, que nunca se debruçou sobre a Universidade do Minho, centrando-se apenas em análises satíricas da realidade social nacional e internacional. O meu Director transmitiu-me esta decisão do Conselho de Departamento, reforçando a ideia de que alguns doutores do departamento estavam dispostos a irem até às últimas consequências, caso o blogue permanecesse aberto.

Dois meses depois deste triste Conselho de Departamento de Dezembro, o  Senhor Reitor recebeu-me e garantiu-me, juntamente com o Professor Paulo Dias, Presidente do IEP, que essa decisão de me obrigarem a fechar o blogue tinha sido ilegal e que os doutores do meu departamento tinham a mania que percebem muito de administração, e que depois cometem erros desta dimensão bizarra, que lesam a imagem da Universidade do Minho. Inclusive ambos se riram quando leram na minha presença os artigos sobre o meu caso, publicados na época pela imprensa nacional, fazendo comentários pouco abonatórios sobre alguns doutores do meu Departamento. Nessa audiência, coloquei o meu lugar à disposição do Senhor Reitor, uma vez que, disse-lhe, não me revia no Projecto da Universidade do Minho, que privilegia e promove o seguidismo para com os nossos superiores hierárquicos, para que a nossa carreira académica decorra sem problemas de maior. O Reitor apenas me disse que me aconselhava a ficar na Universidade, em particular no meu Departamento, e a lutar pelo meu ideal de universidade, o qual assenta numa filosofia mais aberta e mais plural de ideias e formas de pensar e investigar, plural na abertura de mentalidades, liberdades e verdadeiras politicas de emancipação de docentes, alunos e funcionários, que se reflectisse positivamente na comunidade envolvente e numa sociedade cujos cidadãos tenham a oportunidade de expressar livremente as suas ideias, pensamentos e opiniões, sem medo de represálias por parte das chefias, das hierarquias, sem medo de exercer na sua plenitude o seu direito constitucional (e humano) à Liberdade de Expressão.

E também não compreendo como decisões que influenciam de forma tão decisiva a vida de um Ser Humano, possam ser votadas de braço no ar… Sei também que alguns colegas do meu departamento que votaram de braço no ar a favor da não renovação do meu contrato se sentem terrivelmente mal por o terem feito. Mas fizeram-no com medo de represálias por parte das hierarquias. Mais palavras para quê?

E uma vez que o meu Departamento decidiu tornar público um documento que ainda é passível de contestação (tal como pretendo fazê-lo), decidi também tornar público o Pedido de Audiência que fiz ao Senhor Reitor, em 29 de Junho de 2009, para desta forma desmentir a Reitoria, quando diz aos jornais que tem desconhecimento deste incrível caso de perseguição e censura. É lamentável que uma Reitoria de uma Universidade esteja alienada de todo este processo, que coloca em causa a sua própria reputação enquanto Instituição de Ensino Superior, quer a nível nacional, quer internacional. Como já disse atrás, não recebi qualquer resposta da Reitoria em relação ao meu Pedido de Audiência com o Senhor Reitor. Em contrapartida, o Senhor Reitor recebeu-me há ano e meio, quando verificou que a imagem da Universidade do Minho estava a ser afectada com a mediatização da censura que o Conselho de Departamento me fez! E foi graças à intermediação do Senhor Reitor que não avancei com nenhum processo por censura, contra a UM e o meu Departamento.

Embora reconhecendo algum atraso nos meus trabalhos da tese de doutoramento, devido ao clima institucional negativo, nomeadamente a nível humano (tenho sido sistematicamente ostracizado e ignorado por alguns dos mais influentes doutores do meu departamento, que nunca se preocuparam em perguntar se eu, assistente e doutorando, necessitava de alguma ajuda, nem nunca se preocuparam comigo) a que fui submetido no último ano e meio por parte do meu Departamento, sinto-me descriminado porque desde o episódio do blogue, que a solidariedade do meu departamento deixou de existir para mim. Porque é que os doutores que mandam no meu Departamento foram tolerantes, até ao limite da legalidade, para com todos os meus colegas doutorandos, independentemente do seu nível de produção da tese, e comigo, me “despacharam” para o desemprego logo à primeira oportunidade que tiveram? E lamento muito que muitos dos meus colegas que infringiram o ECDU (lembro-me perfeitamente de um colega meu ter chegado ao fim do biénio sem uma linha apresentada ao seu orientador), me tenham exigido, o que nunca lhes foi exigido, isto apesar de eu ter algum trabalho da tese, só não tendo apresentado mais trabalho, devido às más condições de trabalho que tive, principalmente no último ano e meio.

Quero agradecer a todos os colegas da Academia que me têm dado o seu apoio e força, contribuindo para que não me sinta tão espezinhado pelo meu Departamento, cuja estratégia de me enviarem para o desemprego só tem uma designação: Extrema crueldade e uma extrema falta de humanismo para com um colega que sempre os ajudou, como era meu dever enquanto profissional com consciência cívica e solidária, nos momentos cruciais na vida do departamento e das suas carreiras! E o meu Departamento em vez de me pedir desculpa por toda a pressão, perseguição e ameaças que me fizeram há ano e meios, resolveu despedir-me! Quem pode, pode! E quem pode despedir, despede cobardemente, nem que seja por delito de opinião. É isto que eu sinto, caros colegas! Quando confrontei o meu Director com o caso de muitos outros colegas que, mesmo sem terem entregue material que comprovasse o avanço nos trabalhos de doutoramento, tiveram direito ao biénio, e mesmo assim, sem continuarem a entregar qualquer tipo de trabalho, após o biénio, lhes foi concedido mais um ano (a pretexto do serviço docente), e ainda a possibilidade de requererem as provas de doutoramento, mesmo quando os seus trabalhos se encontravam atrasados… (porque as teses lhes erma devolvidas) … o meu Director apenas me disse: “tiveste azar com a orientadora!”. Palavras semelhantes teve o Presidente do IEP, quando ao comunicar-me a decisão do Conselho Cientifico, me disse isto “O Daniel teve azar”. Mas então a carreira académica resume-se a um jogo de casino, de sorte e azar? 

E termino com as sábias palavras do Professor José Precioso: “Para os amigos tudo, para os inimigos a lei (neste caso o “EDCU”).  Mais palavras para quê? Quem pode manda!

Saudações académicas para todos os que se dignaram ler esta minha longa missiva e faço votos de que este meu triste caso sirva, pelo menos, de reflexão para vós todos, sobre que tipo de Universidade querem para vós, para as alunos e para o país, sobre os poderes vigentes na Universidade e sua liderança e ainda sobre o vosso ideal de Universidade!

Daniel Fernando Martinho Luís
(vosso colega até 7 de Setembro de 2009)

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Quero partilhar convosco uma mensagem de apoio que acabei de receber do Professor Joaquim Sá, da Universidade do Minho, a qual foi também partilhada por toda a comunidade académica 

 

"Caro Daniel Luis,
Fez muito bem em se dirigir à academia da forma que o fez. O DSEAE tomou a iniciativa de divulgar um parecer sobre si que justificava plenamente que viesse em sua defesa. Estou certo que muitos de nós esperávamos isso, duvidando apenas que estivesse em condições psicológicas de o fazer. Isto é sério de mais para ficarmos a assobiar para o lado.

 

Faço notar, que só após a homologação do Reitor é que a negação do biénio se torna efectiva. O Reitor tem aqui uma grande responsabilidade pois recebeu pessoalmente o Daniel Luís e garantiu-lhe que o DSEAE estava a extravasar completamente o âmbito das suas competências ao reunir para o “aconselhar” a encerrar o blog; e foi na sequência dessa reunião que o Daniel reabriu o blog. Portanto o Reitor não pode lidar com esta negação do biénio do mesmo modo com que lida com outras que lhe possam chegar às mãos para homologação. Para além deste aspecto, a deliberação final da UM tem que estar juridicamente sustentada no respeito do princípio da igualdade. Esse princípio é violado se, ao ser negado o biénio ao Daniel Luís, o DSEAE tiver concedido o biénio a outros docentes em situação idêntica ou de maior atraso dos trabalhos de Doutoramento. O Daniel Luís tem alegado isso publicamente e fá-lo de novo nesta mensagem. Ainda mais uma nota: do parecer do DSEAE, depreeende-se mais uma relação de litígio constante entre a orientadora e o candidato do que uma relação de orientação científica. Se o Daniel pediu a substituição de quem o orientava por que não foi atendido esse seu pedido?

A vida vem demonstrando que o pensamento único atrofia a inteligência da instituição, conduzindo a decisões erradas e contrárias ao interesse geral. E quando se quer sustentar o erro como coisa certa, comete-se um outro erro, criando um enredo sem perspectiva de saída. Só uma cultura institucional de liberdade e de abertura ao espírito crítico pode alargar o campo de possibilidades, rompendo com o pensamento enclausurado na perspectiva única, reprodutora de erros.

 

Um abraço Daniel Luis.

Joaquim Sá"

Muito a propósito do que está a passar comigo, aconselho vivamente a leitura de um texto do meu colega Joaquim Sá, que está publicado no seu blogue pessoal: 

http://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/03/podem-passar-mil-anos.html

 

 

 

 

 

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ANEXO ENVIADO JUNTAMENTE COM A CARTA: REQUERIMENTO DE AUDIÊNCIA AO SENHOR REITOR DA UNIVERSIDADE DO MINHO

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Exmº Senhor

Reitor da

Universidade do Minho

Largo do Paço

Braga

Daniel Fernando Martinho Luís, 36 anos de idade, casado, residente na -----------------------, em Braga, portador(a) do Cartão de Cidadão nº ------------------, emitido pelo Arquivo de Identificação de Braga, telemóvel -------------------------, Assistente do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, vem por este meio solicitar, com carácter de urgência, uma audiência com o Senhor Reitor, para discutir o seu futuro na UM, depois dos Doutores do Conselho do Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional terem aprovado, por unanimidade, a recusa do biénio que solicitei, com o objectivo de concluir a minha tese de doutoramento. Tal decisão surpreendeu-me, pois foi a primeira vez que esta insólita situação ocorreu no meu departamento, tendo eu assistido nos últimos anos ao facto de o Conselho do Departamento de SEAE tudo ter feito para ajudar todos os seus docentes em formação, tendo, inclusive, ido até aos limites da legalidade sempre que necessário fosse, por forma a proporcionar todas as boas e propícias condições aos doutorandos, para concluírem as suas teses de doutoramento, o que incluía além da aprovação do biénio (independentemente da quantidade e qualidade do trabalho apresentado pelos doutorandos), mais um ano lectivo (a pretexto de manter a continuidade do serviço docente), chegando-se inclusive, ao ponto de terem existido docentes que requeriam as provas de defesa de doutoramento, entregando as suas teses incompletas, para que o júri de doutoramento as devolvesse para trás, para que os docentes as completassem, ganhando-se, desta forma, pelo menos mais seis meses de trabalho para conclusão da tese de doutoramento. Obviamente, que com todas estas prorrogações, os meus colegas concluíram as suas teses, mesmo no limite de tempo, tenho usado de 8 a 11 anos para conclusão das mesmas. Acho de uma grande injustiça que, tendo eu entregue um capitulo e meio da minha tese à minha orientadora, e mais algum material associado, o parecer dos Doutores do Conselho de Departamento ter sido negativo quanto à prorrogação do meu contrato por mais um biénio, por forma a que eu pudesse concluir com êxito a minha tese de doutoramento. O meu Director, Professor Doutor Carlos Estêvão, quando me comunicou a decisão da reunião de dia 17 de Junho de 2009, apenas me disse que estas coisas dependem do orientador. Sendo assim, porque não me atribuíram outra orientadora, quando eu há sensivelmente 15 meses atrás lhe pedi para mudar de orientador científico, dado que se verificavam inúmeras incompatibilidades em termos de trabalho e estilos entre a orientadora Doutora Fátima Antunes e o orientando Daniel Luís (eu próprio). Pedi esta substituição de orientador científico depois da minha orientadora Doutora Fátima Antunes ter discutido comigo e me ter humilhado publicamente num corredor do edifício do IEP, junto à secretaria do departamento, com testemunhas a assistirem, mas a se absterem de parar a humilhação de que estava a ser alvo por parte da minha orientadora científica. E também estranhei o facto de a decisão de recusa do biénio ter sido tomada por unanimidade dos doutores do Conselho do Departamento, os mesmo doutores que há ano e meio (em Dezembro de 2007) me “aconselharam” a fechar os meus blogues de escrita criativa. Como se não bastasse isso, pouco tempo depois, foi a vez do Conselho do meu Departamento me ter “aconselhado” a fechar os meus blogues de escrita criativa, muito populares no país e no Brasil, e ainda me ter proibido de participar em iniciativas ligadas à escrita criativa e ao humor, o que deu, na altura – entre Dezembro de 2007 e Fevereiro de 2008 – azo a que as relações entre mim e o meu Departamento atingissem um grau de grande ruptura, principalmente depois desta alegada “censura” por parte de um órgão que nem sequer tem legitimidade para o fazer, ter sido alvo de algumas noticias na comunicação social nacional e internacional. Solicito mesmo ao Senhor Reitor que seja iniciado um processo de averiguações por parte dos serviços competentes da Universidade do Minho sobre a decisão tomada no Conselho de Departamento de Dezembro de 2007, que deliberou o encerramento dos meus blogues, para averiguar da legalidade das decisões tomadas neste Conselho de Departamento, nomeadamente, a deliberação (palavra que foi substituída mais tarde por “aconselhamento”) de encerrar os meus blogues. Desta forma, como é do conhecimento de V. Exa., desde Fevereiro de 2008 que passei a ser uma pessoa não grata no meu departamento, e a prova disso é que durante muitos meses, muitos dos meus colegas de departamento nem uma palavra me dirigiram, atirando-me para um isolamento que me levou a uma depressão e a procurar ajuda especializada, o que prejudicou o andamento dos trabalhos da tese de doutoramento. Não obstante, entreguei um capítulo teórico completo à minha orientadora científica e mais uma parte de um segundo capítulo capítulo, além de outro material adicional referente a trabalho desenvolvido no âmbito da tese de Doutoramento. Não obstante este problemas já em si limitativos do normal desenrolar dos meus trabalhos de doutoramento, de Janeiro a Março de 2009 tive um grave problema num testículo que me fez gastar imenso tempo a fazer exames em clínicas e hospitais, tendo a minha recuperação sido dolorosa e lenta. Nesta altura falei com o meu Director, Professor Doutor Carlos Estêvão, no sentido de lhe apresentar uma Baixa Médica devido ao meu problema de saúde, tendo-me ele dito que não seria necessário eu colocar Baixa Médica, porque senão teriam todos os meus colegas que andar também sempre a apresentar Baixas Médicas. Outra razão invocada pelo meu Director, foi o facto de eu me encontrar equiparado a bolseiro, pelo que não necessitava de apresentar Baixa Médica. Em Abril de 2009 a minha esposa, invisual, realizou um transplante à córnea, tendo eu dedicado grande parte do meu tempo à sua recuperação, estando no direito de pedir uma licença de apoio à família, dado tratar-se de uma pessoa com um grau de deficiência superior a 95%. Mais uma vez o meu Director “facilitou” o processo porque argumentou que eu estava equiparado a bolseiro.

Apesar de ter estar incompatibilizado com a minha orientadora científica e de ter apresentado trabalho no âmbito da minha tese de doutoramento, o Conselho de Doutores do meu Departamento votou, por unanimidade, a não prorrogação do biénio que eu havia pedido, a fim de ter mais dois anos para concluir com êxito a minha tese de doutoramento. Não entendo porque é que fui o único docente do departamento a ver recusado o biénio pelos Doutores do Conselho do Departamento, apesar de ter apresentado trabalho no âmbito do doutoramento, quando assisti por diversas vezes a colegas meus que chegavam ao fim do biénio com pouco ou nenhum trabalho entregue ao orientador cientifico, e mesmo nessas circunstâncias, terem direito a mais prorrogações de contrato, tendo o Conselho do Departamento arranjado sempre a melhor forma de “ajudar” os doutorandos que se encontravam com atrasos consideráveis nos seus trabalhos de doutoramento. Comigo, o Conselho de Departamento actuou de uma forma completamente diferente e cruelmente implacável, sem o mínimo sentido nem de humanidade nem de sensibilidade, nem de justiça face aos procedimentos e decisões seguidas face aos meus pares: Apesar de ter apresentado um capítulo teórico, mais uma parte do segundo capítulo e mais algum material que desenvolvi no âmbito dos meus trabalhos conducentes ao doutoramento, os Doutores do Conselho de Departamento decidiram, por unanimidade, recusar-me um simples biénio, para poder concluir a minha tese de doutoramento, contrariando, assim, toda a política seguida até então pelo Conselho de Departamento, no que concerne ao apoio aos docentes em formação (doutorandos). Relembro ainda que, no meu Departamento, sempre houve a política de que os docentes prescindiriam de um ano de equiparação a bolseiro, e em troca teriam assegurado o biénio, coisa que me foi, inexplicavelmente, negada pelos Doutores do Conselho do meu Departamento, por razões pouco claras.

São sobre algumas destas problemáticas que gostaria de ouvir o Excelentíssimo Senhor Reitor, no sentido de ser reposta justiça no meu processo de doutoramento e no sentido de me ser renovado o meu contrato com a Universidade do Minho, contrato este que termina em 7 de Setembro próximo, decisão esta que me foi transmitida com alguma satisfação pelo meu Director. Sempre fui um docente exemplar nas aulas que leccionei (oiçam o que têm a dizer os meus alunos e confiram as avaliações que os alunos de fizeram), assim como sempre estive disponível para colaborar com os meus colegas que se encontravam a fazer doutoramento, nomeadamente, leccionando as suas aulas, corrigindo as suas provas, organizando com grande sucesso, Congressos, Colóquios e Seminários do Departamento, entre outras tarefas que exercia sempre para incentivar e ajudar os meus colegas a terminarem os seus doutoramentos (isto pode ser confirmado pelos Doutores que eu ajudei). Também gostaria de deixar claro que desde há ano e meio me sinto muito mal no Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, pelo histórico de conflitos que o Senhor Reitor já conhece (no âmbito do meu blogue sobre sátira politica e social, geral). Neste contexto, gostaria também de ouvir os importantes conselhos que o Senhor Reitor tem para me dar em relação a possíveis alternativas de transferências de Departamento e/ou de Escola/Instituto, dado que o meu actual Departamento, definitivamente, me hostiliza e me quer afastar a todo o custo da Universidade do Minho, por motivos arbitrários e pouco-claros, os quais não aceito. O Senhor Reitor não se pode esquecer de todo o historial infeliz que rodeia o meu último ano e meio no seio de um Departamento que não me desejava, desde o tristemente célebre episódio do blogue.

         Braga, 29 de Junho de 2009

                                                                               Pede Deferimento,

                                                                                                  (Assistente)

Publicado Tuesday, July 28, 2009 4:54 AM por dissidencias | 11 Comentário(s)

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SUGESTÕES BOAZONAS DE LEITURA

O Ministério da Educação (Ministério da Educação, mas do México, claro… ou o estimado leitor acha que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues me iria encomendar alguma coisa; para moço de trabalhos encomendados, ela já tem o advogado João Pedroso, perito em tirar fotocópias sobre legislação e politica educativa) solicitou-me que utilizasse esta minha crónica para fazer algumas sugestões de leitura para o período estival, onde tudo se quer light e sem pneus, pelo menos para quem pretende ler (ou fingir que lê) nas praias da moda, enquanto olha de soslaio para as boazonas que desfilam os seus peitorais extra-siliconados pela praia, em poses de Pamela Anderson. Claro que me estou a referir apenas e só ao caso dos leitores. Já no caso das leitoras, um livro na mão também faz sempre jeito, para que o seu namorado ou marido não a veja a fazer olhinhos para aquele jovem todo musculoso que todas as manhãs passa perto da sua toalha (ou espreguiçadeira) e lhe lança um irresistível olhar fulminante de paixão de verão.

Para todos aqueles que gostam de andar de calhamaço debaixo do braço (porque sempre fica mais barato comprar um livro do que um haltere), sugiro “MAO – A História Desconhecida”, de Jon Halliday e Jung Chang, sendo que esta última autora também é a responsável pala fantástica obra “Cisnes Selvagens – Três Filhas da China”, onde relata a vida de três gerações de mulheres da mesma família (incluindo ela própria) numa China em transformação, com destaque especial para as atrocidades cometidas por Mao Tsé-Tung ao longo de várias décadas, desmitificando, por exemplo, a “Longa Marcha de Mao Tsé-Tung”, que ainda é vista pelos seus seguidores ideológicos como o grande épico do movimento maoísta, e que contribuiu para a ascensão de Mao Tsé-Tung ao poder e sua glorificação. Dois livros obrigatórios para quem não se interessa nem por boazonas extra-siliconadas, nem por jovens musculados a transpirar sensualidade. É que estes livros são bem grossinhos, e não convém nada que haja distracções… porque as férias são sempre curtas.

Para todos aquelas pessoas estúpidas ou que pretendam vir a sê-lo, aconselho estupidamente o delicioso livro “Como me Tornei Estúpido”, do jovem autor Martin Page. Este livro conta a história do jovem Antoine, que vive infeliz na actual sociedade, devido à sua grande inteligência, sentido de consciência crítica e elevada criatividade. Daí que este jovem resolve apostar tudo na sua transformação em idiota, estúpido e ignorante, para poder viver feliz na actual sociedade, sem problemas, e assim, ser aceite por todos e poder viver em paz. Esta obra constitui, sem dúvida, uma bela metáfora dos tempos modernos, em que cada vez mais a sociedade e as organizações privilegiam o pensamento dominante puro e duro. Na minha opinião (opinião estúpida, dirão alguns leitores), é com o pensamento divergente e com a colocação em causa daquilo que a nossos olhos (e mentalidades) nos parece imutável (vejam as dificuldades por que passaram Copérnico e Galileu, quando defenderam a teoria heliocêntrica…), que o mundo pula e avança, que a sociedade evolui. Sem pensamento divergente e sem contrariar o “status quo” vigente, a humanidade ainda estaria a viver na Idade da Pedra. E sentiríamos todos muito a falta da internet, aposto! Mas nada que uma boa pedrada no cachaço não resolvesse!

Para os leitores mais hipocondríacos (tal como eu) e também para todos os leitores que estão com medo de apanhar a terrível gripe A, aconselho a grande obra da minha vida, a grande obra literária que marcou profundamente a minha existência palerma e dissidente: a Grande, a Super, a Hiper, a Mega Odisseia Medicamentosa, intitulada “Guia Dos Medicamentos Genéricos”, uma publicação do INFARMED. Como já disse atrás, este livro é recomendado para todos aqueles que sofrem de hipocondria e medo da gripe A, pois têm aqui nesta maravilhosa obra, a oportunidade de se auto-medicarem mediante um extenso e fantástico leque de opções (tipo Menu) e escolhas para todos os gostos, manias, maluquices e bolsas. Assim, se numa noite de férias de varão… perdão… queria dizer “verão” (pois sei que os meus leitores não frequentam casas de alterne e que vão à missa todos os domingos) o leitor estiver deprimido porque aquela boazona que conheceu na discoteca na noite anterior, afinal era um travesti, não desanime… Pegue neste fascinante “Guia Dos Medicamentos Genéricos” e escolha uma substância de nome pomposo, tipo “Pamidronato” (que rima com campeonato) e sorria ao lembrar-se de Cristiano Ronaldo. Ou escolha outra susbtância, tipo “Domperidona” e fique a fantasiar sozinho com as possibilidades de rimas que esta substância genérica lhe oferece. Vai ver que se vai sentir bem melhor! Boas leituras!

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Crónica publicada em 16/07/2009 no Correio do Minho

Publicado Monday, July 27, 2009 11:20 PM por dissidencias | 3 Comentário(s)

BULLYING NO TRABALHO - O CASO DANIEL LUIS

Aconselho a todos a leitura deste excelente artigo do “jornal i”, sobre Bullying no trabalho:

 

http://www.ionline.pt/conteudo/14824-bullying-no-trabalho-o-assedio-moral-nao-mata-mas-moi-e-muito

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Bullyinn  no Trabalho

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 http://sol.sapo.pt/photos/dissidencias/images/1322720/original.aspx

http://twitpic.com/bpoh7

Mais exemplos de Bullying na Universidade do Minho, contados na primeira pessoa, pelo meu colega e amigo Professor Joaquim Sá:

http://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/03/podem-passar-mil-anos.html

http://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/07/excerto-de-uma-de-duas-mensagens-ontem.html

E não se esqueçam de que esta luta é de todos, porque todos devemos lutar pela livre expressão das nossas ideias, pensamentos e opiniões…por isso, peço-vos que continuem a divulgar o Petição que vai dar o primeiro passo para uma verdadeira discussão na sociedade portuguesa sobre os crescentes limites, que nos últimos tempos, se têm verificado, à LIBERDADE DE EXPRESSÃO de todos nós, cidadãos portugueses:

http://www.peticao.com.pt/daniel-luis

Quem quiser pode ainda colocar o seguinte Código no vosso blog, nas vossas mensagens de email ou nas vossas páginas em redes sociais:

<a href="http://www.peticao.com.pt/daniel-luis"><img src="http://apdeites2.cedilha.net/imagens/peticaodl3.jpg" alt="Liberdade de Expressão para Daniel Luís; assine e divulgue!" border="0" /></a>

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LUTEMOS TODOS POR UMA DEMOCRACIA A SÉRIO, PORQUE ESTA DEMOCRACIA DO FAZ-DE-CONTA É UMA DEMOCRACIA QUE SÓ A ALGUNS TRAZ VANTAGENS!

E SEM LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE QUE VALE A DEMOCRACIA?

VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!  

Daniel Luís

Publicado Sunday, July 26, 2009 5:57 PM por dissidencias | 4 Comentário(s)

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ENTREVISTA DE DANIEL LUÍS AO JORNAL "MUNDO UNIVERSITÁRIO"

Vejam a Página completa em entrevista

http://sol.sapo.pt/photos/dissidencias/images/1319165/original.aspx

 

ou em http://twitpic.com/bclao

Publicado Thursday, July 23, 2009 7:38 PM por dissidencias | 12 Comentário(s)

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FÉRIAS, FÉRIAS, FÉRIAS...

O Verão já chegou e antes que o estimado leitor e a bonita leitora gozem as merecidas férias num qualquer cenário paradisíaco, e me deixem aqui a falar sozinho a pregar para os santinhos, aproveito para vos deixar alguns conselhos e sugestões (meio palermas é certo, mas mesmo assim, ainda conselhos e sugestões) para as vossas férias:

1)    Antes de ir de férias, estimado leitor, tente angariar juntos dos bancos, financiadoras de crédito via telefone e mini-bancas (que nome fantástico e coincidente) com meninas de mini-saia nos corredores dos centros comerciais, o número máximo possível de cartões de crédito, para poder passar umas férias em grande estilo num local idílico e com todos os luxos. Assim, à primeira vista, estou-me a lembrar das luxuosas instâncias turísticas de Cancum, e aproveite também para conhecer Teotihuacan, declarado Património da Humanidade pela UNESCO, tudo no México. Leve toda a família e amigos consigo e use e abuse à vontade dos cartões de crédito, porque muito provavelmente não terá que pagar nada do que gastar, isto se tiver a sorte de ser contaminado pela gripe A.

2)    Para os menos corajosos, sugiro umas férias em Quarteira, povoação de refinado requinte no Algarve. Arranje 3 casais amigos e alugue um T1 com umas magnificas vistas para as torres de apartamentos em frente. Faça as compras nos hipermercados da zona, a abarrotar de gente a transpirar. Mas que importa isso? Antes transpirar do que espirrar… tudo por causa da gripe A, claro. De dia sigam todos em grupo para a praia, devidamente besuntados com protector solar comprado na Feira de Carcavelos, para ficar mais em conta e assim não ficarão protegidos dos raios UVA e UVB, mas ficarão felizes à mesma, só porque estão todos besuntados, e isso dá um enorme estilo, acredite, caro leitor.

3)    Para aqueles leitores que têm aprazado o seu despedimento, sugiro mesmo que passem férias no estrangeiro (sugiro Brasil, por uma questão de mais fácil adaptação), gastem tudo o que têm e que não têm, e nunca mais apareçam cá por Portugal, que ninguém irá atrás de vós por uns míseros euros que ficaram por cá a dever por conta dos cartões de crédito. E depois de instalados num luxuoso hotel frente ao mar brasileiro, sugiro que tirem uma foto vossa nesse belo cenário e a enviem para o vosso chefe de mente quadrada e neurónios bolorentos. E vão ver que, desta forma, irão conseguir irritar o vosso ex-chefe que ao longo dos anos vos deu nas orelhas por tudo e por nada e que pensa que é o maior chefe do mundo.

4)    Um problema que surge sempre quando vamos de férias, é o seguinte? Onde deixarmos os nossos queridos animais de estimação? Sugiro, pois, que o leitor de bom coração, use parte do seu dinheiro destinado às férias e instale os seus bichinhos fofinhos nos hotéis que existem para animais. E como lhe vai sobrar pouco dinheiro, sugiro-lhe caro leitor amigo dos animais, que vá de férias com uma tenda e que se aloje num parque de campismo baratinho, no meio da natureza, onde não faltem os burros a zurrar noite fora (curiosamente, isto aconteceu-me no verão de 1993, quando acampei no Parque de Campismo de Vila Nova de Milfontes… um burro que zurrava toda a noite… e eu, feito burro, achava muita piada àquilo, porque estava convencido que aquilo é que era a verdadeira natureza… mas enganei-me… Era apenas um alentejano de Moura que tinha levado consigo o seu burro de férias, porque naquele tempo não havia ainda hotéis para burros nem outras espécimes animais, e provavelmente o burro serviu-lhe também de meio de transporte ecológico).

5)    Uma forma diferente de passar as férias é ir até Madrid em Agosto, a ver se se cruza com Cristiano Ronaldo, para ver se troca a sua obsoleta camisola CR7 por uma nova camisola CR9, na loja desportiva do Santiago Barnabeu porque é muito importante acompanhar as modas dos nossos ídolos.

6)    Aos leitores de espírito mais gótico, aconselho vivamente uma visita ao túmulo do grande Rei da Pop Michael Jackson (e Rei de muitas mais coisas… pois só classificá-lo de Rei da Pop, é estar a reduzir toda a vida criativa e artística de Jackson a um simples e banal conceito, como aliás é apanágio de todos os conceitos).

7)    Finalmente, para todos os meus leitores que, por motivo da crise, vão ficar por casa, aconselho fortemente a leitura de um livro clássico. E o que distingue um livro clássico dos outros livros? O que torna um livro numa grande obra clássica é a quantidade de pó acumulada por cima da sua lombada, isto já para não falar dos livros que, pela acção da humidade, ficam colados… capa de um com contracapa de outro, tornando-se impossível separá-los sem causar danos (isto embora os danos apresentados constituam outro dos notáveis e justos critérios para tornar um livro num clássico).

 

Para a semana cá estarei de novo para vos continuar a falar de coisas que não interessam nem ao menino Jesus. E já que estamos no Verão, desejo-lhe uma semana boazona, caro leitor!

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Esta crónica foi publicada no Correio do Minho, em 09/07/2009

Publicado Wednesday, July 22, 2009 12:23 PM por dissidencias | 6 Comentário(s)

DESAFIO À UNIVERSIDADE DO MINHO

Já assinou a Petição "Liberdade de Expressão para Daniel Luís"?

http://www.peticao.com.pt/daniel-luis

(Por favor, divulguem a petição por todos os vossos contactos.

Apelo que copiem e colem o código no vosso blog, nas vossas mensagens de email ou nas vossas páginas em redes sociais:

<a href="http://www.peticao.com.pt/daniel-luis"><img src="http://apdeites2.cedilha.net/imagens/peticaodl3.jpg" alt="Liberdade de Expressão para Daniel Luís; assine e divulgue!" border="0" /></a>

  

Desafio o Departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, ou melhor... Desafio a Universidade do Minho a publicar uma estatística das renovações e não renovações de docentes em doutoramento dos últimos, por exemplo, 4 anos, pelo menos em relação aos docentes do meu Departamento, indicando em cada situação o nº de anos em doutoramento e o nível de produção tido em conta, para que lhes fosse concedido os biénios e anos extra para realizar o doutoramento e ainda esse expediente, que é entregar a tese incompleta, para que o júri devolva a tese para trás, para que o doutorando tenha mais 6 meses a um ano para a concluir, e tudo isto já a ultrapassar largamente os 6 anos iniciais de contrato, os 2 anos de biénio e o ano-extra por motivos de "estabilidade do corpo docente por forma a não prejudicar as aulas aos alunos", expediente este usado por vários colegas meus nos últimos 3/4 anos. E eu apenas solicitei um simples biénio, porque queria ver se acabava o meu doutoramento rapidamente, para tentar sair do inferno do meu Departamento o mais rapidamente possível... e isso era possível com o doutoramento concluído... nem que concorresse para outras instituições do Ensino Superior. Mas resolveram interromper este meu percurso a meio, por VINGANÇA!  

Eu sempre exigi ser tratado com as mesmas regras a que foram sujeitos os meus colegas de departamento. Nem a mais nem a menos. Sempre exigi tratamento igual aos dos meus colegas universitários... E isso, de facto, aconteceu, até ao episódio de Censura, Perseguição e Ameaças de que fui alvo há ano e meio: 

Crónica de João Paulo Guerra (DE):

http://sorumbatico.blogspot.com/2008/02/censura.html

Maria Filomena Mónica (Meia-Hora, pp.2):

http://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf

Manuel António Pina (JN):

http://unibomber.wordpress.com/2008/03/01/e-a-universidade-estupido/

O parecer negativo dos Doutores do meu Conselho de Doutoramento, da minha orientadora científica e do Conselho Científico, abrange o período de Dezembro de 2007 a Junho 2009, precisamente o período da CENSURA E DA PERSEGUIÇÃO, onde as condições de trabalho foram inexistentes e o clima para trabalhar foi infernal! Mais palavras para quê? Está tudo tão claro!

Acho que vale a pena reflectir sobre isto, meus amigos e amigas...

Daniel Luís 

 

Noticia publicada no jornal "Público" de Domingo, dia 19 de Julho:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1392373

 

     

 

Publicado Monday, July 20, 2009 12:38 PM por dissidencias | 9 Comentário(s)

Arquivado em:

COMUNICADO SOBRE A NOTICIA DO DIÁRIO "i" SOBRE O CASO "dissidencias"

DESAFIO À UNIVERSIDADE DO MINHO

aqui

 

"badges" para divulgar a petição @dissidencias: http://apdeites2.cedilha.net/?p=1372 

 

Hoje, dia 15 de Julho, saiu a seguinte noticia no Diário "i":

http://www.ionline.pt/conteudo/13327-professor-blogger-acusa-universidade-censura

Sobre a noticia publicada no jornal i, publico o seguinte COMUNICADO:

Esta noticia merecia 1 tratamento mais aprofundado,tendo omitido muitas questões pertinentes que envolvem todo este bizarro caso de recusa de renovação de contrato (biénio) a um assistente, para que possa concluir o seu doutoramento.Tive colegas de departamento, que sem uma linha da tese entregue ao orientador tiveram direito ao biénio.Tive também colegas que sem uma linha apresentada no final do biénio, viram renovados os seus contratos.Tive colegas que depois do biénio e do ano extra, entregaram as suas teses incompletas, para serem devolvidas para trás, para assim ganharem mais 6 meses para as concluírem. Eu entreguei capitulo e meio e mais materiais produzidos em condições de trabalho muito difíceis, principalmente desde o episódio de censura do ano passado e negam-me o biénio. Caso inédito no departamento! Remeto para dos alguns links sobre algumas noticias/opiniões que saíram a este respeito, e que mostram bem o clima que se vive na Universidade do Respeitinho:

http://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/07/liberdade-de-expressao-para-daniel-luis.html

http://universidadealternativa.blogspot.com/2009/07/liberdade-de-expressao-para-daniel-luis.html

http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=717

 http://blogmanchas.blogspot.com/2008/03/contaminao.html

 http://sorumbatico.blogspot.com/2008/02/censura.html

http://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf

http://unibomber.wordpress.com/2008/03/01/e-a-universidade-estupido

http://universidadealternativa.blogspot.com/2009/07/professor-viu-recusado-renovacao-do.html

http://universidadealternativa.blogspot.com/2009/06/lembram-se-de-um-caso-envolvendo-um.html

http://liberdadeuminho.blogspot.com/2009/06/de-novo-o-caso-daniel-luis-que-nunca.html

http://pralemdazurem.blogspot.com/2009/06/daniel-luis.html

Aconselho ainda a leitura dos seguintes posts:

http://gui-tattoo.blogspot.com/2009/06/daniel-luis-censurado.html

http://arealidadesegundojoaooliveira.blogspot.com/2009/07/dissidencias-em-tempos-de-censura.html

http://www.salteadoresdaarca.com/2009/06/liberdade-de-expressao-em-portugal-dissidencias

http://apdeites2.cedilha.net/?p=1366

http://manufactura-manufacturas.blogspot.com/2009/07/docente-acusa-universidade-do-minho-de.html

http://silenciosulfurico.blogspot.com/2009/07/daniel-luis-dissidencias-e-uma-aguia.html

http://casosdepolicia.wordpress.com/2009/06/24/respeitinhocracia/

http://sol.sapo.pt/blogs/xadrezismo/archive/2009/06/24/UNIVERSIDADE-DO-MINHO_3A00_-AS-DISSID_CA00_NCIAS-DA-DEMOCRACIA-E-O-TRIUNFO-DO-DI_C100_CONO-REM_C900_DIOS_2100_.aspx

http://blogmanchas.blogspot.com/2008/03/contaminao.html

http://sol.sapo.pt/blogs/void2/archive/2009/06/24/O-Sl_EA00_ncio-_2E002E002E00_-Imposto_2100_.aspx?CommentPosted=true#commentmessage 

http://www.kongas.pt.to/

http://gui-tattoo.blogspot.com/2009/07/pela-liberdade-de-expressao-assina-esta.html

Sugiro ainda a consulta das seguintes páginas no FaceBook:

http://www.facebook.com/group.php?gid=99524567266

http://www.peticao.com.pt/daniel-luis

Lamento que o jornal i tenha omitido praticamente 99% da entrevista que me realizou, ao dar a noticia sobre o meu caso de uma forma o mais politicamente correcta para a Universidade do Minho.

O Diário i apenas apresenta, de forma muito superficial, o caso que me envolve, não tendo tido a preocupação de apresentar uma noticia mais profunda e informada. Ficou-se pela rama. Penso que o jornal i decidiu não dar grande importância aos argumentos das partes em conflito (os representantes da Universidade do Minho versus "eu próprio"). A informação e o jornalismo ficam a perder com esta noticia superficial, que não tem a verdadeira preocupação de ir ao fundo das variáveis e questões que estão em jogo realmente. 

Lamento que um Diário que eu até agora considerava de referência, tenha dado a noticia apenas pela "rama", contribuindo assim para a desinformação dos seus leitores.

Apenas espero que o jornal i, reconheça este seu erro, e que tenha a ombriedade de em futuras reportagens sobre este bizarro caso, ir mais ao fundo das questões, que envolvem fundamentalmente o profundo desrespeito pela liberdade de expressão de um docente universitário, que se vê assim prejudicado na sua carreira, porque os doutores do seu departamento o ameaçaram, perseguiram, censuraram e conseguiram finalmente com que não lhe renovassem o contrato (biénio), para poder concluir o seu doutoramento.

Infelizmente, as piores previsões dos "opinion makers" que há um ano e meio atrás escreveram sobre a censura de que fui cobardemente alvo, tornaram-se reais, e a Universidade do Minho não me renovou o contrato, à primeira oportunidade que tiveram, e recusaram-me o biénio.

A minha única esperança reside no facto do Conselho Científico que hoje se realiza (15/07/2009), poder contrariar a injusta decisão dos doutores do meu Departamento que adoram fazer julgamentos sumários sobre quem não é seguidista. Há ano e meio, proibiram-me o blogue e ameaçaram-me com processos e mais processos e também fizeram ameaças à minha integridade física. Ano e meio depois, esses mesmos Doutores fazem-me outro julgamento sumário e resolvem que, apesar de apresentar trabalho de doutoramento, não sou merecedor de renovação de contrato, atirando-me para o desemprego.

Espero que esta tarde seja feita justiça, pois caso contrário, deixarei de acreditar na humanidade, nos homens e mulheres que me rodeiam e desaparecerei definitivamente deste mundo.  

Desde que foi tornada publica a situação de censura que me foi feita pelos Doutores do meu Departamento, em Conselho de Departamento, que a minha vida tem sido um inferno naquele departamento, o que me atrasou alguns dos trabalhos de doutoramento, mas cujo ligeiro atraso não é, nem nunca foi, argumento para recusarem o biénio a um assistente.

Daniel Luís 

 

 

IMPORTANTE-IMPORTANTE-IMPORTANTE-IMPORTANTE- IMPORTANTE-IMPORTANTE:

  

Um grande amigo meu fez-me um “badges” para a Petição "Liberdade de Expressão para Daniel Luís".

Apelo que copiem e colem o código no vosso blog, nas vossas mensagens de email ou nas vossas páginas em redes sociais.

Lutemos pela liberdade de expressão!

 

<a href="http://www.peticao.com.pt/daniel-luis"><img src="http://apdeites2.cedilha.net/imagens/peticaodl3.jpg" alt="Liberdade de Expressão para Daniel Luís; assine e divulgue!" border="0" /></a>

  

Quero desde já agradecer a todos os que colarem este código nos vossos blogues e páginas sociais.

Daniel Luís 

(artigo em actualização)

Publicado Wednesday, July 15, 2009 1:55 AM por dissidencias | 35 Comentário(s)

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Autoestradas para a liberdade?!?!?

DD 

Esta semana tenho andado a mil à hora por todo o lado, a lutar pela vida e pelos meus ideais, alicerçados num conceito de democracia plural e justa para todos, sem excepção. Atenção, senhores agentes da autoridade… isto é apenas uma metáfora, porque eu juro que nunca ultrapasso os 220 à hora numa autoestrada. Aliás, o que nos faz falta em Portugal, não é um “Código de Estrada”, mas sim um “Código de Autoestrada”, uma vez que somos dos países da Europa com um maior índice de quilómetros de autoestrada por habitante e área. E com toda a certeza que um bom “Código de Autoestrada” nos permitiria andar a velocidades bem mais elevadas do que o actual “Código de Estrada”, que ainda está muito virado para a ruralidade do país (ruralidade esta que já só existe nas reportagens especiais das televisões, sobre aldeias envelhecidas perdidas nas serras, que duvido muito que se situem em Portugal, até porque o sotaque dos velhinhos habitantes entrevistados, nestas reportagens especiais, não me engana…) São velhinhos estrangeiros que fazem um esforço enorme por falar português, com a ajuda do alfabeto fonético, (alfabeto este muito usado pelos Papas), ao ponto de ter um Capítulo II, intitulado “Do trânsito de veículos e animais”. Claro que este título nos traz uma ambiguidade… uma tristeza e ao mesmo tempo uma esperança: se por “animais” o Código de Estrada se está a referir a bichos quadrúpedes, tipo bois, vacas, porcos… então é porque está mesmo completamente desactualizado. Mas se por “animais” o Código de Estrada se está a referir aos condutores portugueses, que conduzem como verdadeiros animais irracionais quando têm pela frente um volante… então isso é animador, porque significa que nos estamos a aproximar dos padrões da modernidade europeia.

Atenção… que eu disse “modernidade” e não disse “desenvolvimento”, pois segundo o grande pensador brasileiro Paulo Freire (já falecido), a “modernização” implica a manipulação das massas, ao passo que o “desenvolvimento” assenta num processo educativo-libertador do sujeito, em que o sujeito faz parte activa do processo de desenvolvimento… da sua comunidade, por exemplo. Ora as grandes obras que se avizinham… TGV’s, Autoestradas, Pontes, Aeroportos e outras grandes obras, podem contribuir para “modernizar” Portugal, mas podem não contribuir necessariamente para o seu “desenvolvimento”. E penso que é isto que tem acontecido ao nosso país, desde que recebemos fundos comunitários, os quais têm servido para modernizar Portugal, mas não necessariamente para desenvolver o país. E a prova disso é a nossa pequenez enquanto políticos, enquanto pensadores, enquanto técnicos, enquanto decisores, enquanto cidadãos em geral, incapazes de repensar um novo Portugal virado para o futuro, incapazes de repensar um Portugal plural… plural de ideias e formas de pensar, plural nas formas de governação, plural na abertura em termos de mentalidades, liberdades e politicas, plural em termos de organizações, plural em termos de interesses públicos e privados, plural em termos de debate e decisão em torno não só dos assuntos do “betão armado”, mas principalmente, plural em torno da discussão de novas formas de cidadania, de novas formas de governação das autarquias, regiões, do próprio país… plural na aceitação de novos actores cívicos na arena política local, institucional, regional e nacional… um Portugal em que todos os portugueses possam ser cidadãos de pleno direito, cidadãos que tenham a oportunidade de se expressar livremente sem medo de represálias por parte das chefias, sem medo de denunciar o assédio moral que sofrem por parte das hierarquias, sem medo de exercer em plenitude o seu direito constitucional (e humano) à liberdade de expressão!

Peço desculpa ao estimado leitor por este meu tom de seriedade mais acentuado do que é habitual, mas esta semana estou com os “azeites”. Por isso, para terminar esta crónica num tom mais levezinho quero partilhar com a querida leitora (e também com o caro leitor), uma incrível notícia que li no “24 horas” (sim, é verdade, estimado leitor que privilegia a intelectualidade e o bom gosto… confesso que volta e meia leio este diário cor-de-rosa, para me distrair da política cor-de-rosa dominante em Portugal. A cor da minha crónica mantém-se… o que muda são as moscas): Segundo o diário atrás referido, uma companhia aérea chinesa teve a peregrina ideia de transportar clientes que dispensem lugar sentado, assim como prescindam de bagagens, comida e água a bordo, reduzindo, desta forma, o valor dos bilhetes. Acho esta ideia excelente, até porque a Airbus já veio dizer que esta ideia é perfeitamente segura (quando esta ideia chegar à Índia, até indianos haveremos de ver a viajar em cima do próprio avião e das suas asas, tal como já fazem nos comboios). Afinal, mais importante do que ir em pé ou sentado dentro do avião (até há especialistas médicos que dizem que é perigoso viajar muitas horas sentado dentro de um avião, por causa da formação de coágulos que podem conduzir a graves problemas de saúde), é que o avião chegue ao seu destino, inteirinho! E de pé, podemos desfrutar das vistas lá de cima, com maior pujança e realismo. E acho mesmo que em caso de qualquer acidente, mais facilmente se safam os que viajam de pé, porque pelo menos, não morrem presos às cadeiras, e têm mais facilidade de fugir a tempo do avião, esteja o avião no aeroporto, esteja o avião a milhares de pés de altitude. Viram? Afinal, a altitude dos aviões já é medida em pé(s)…

Daniel Luís

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Crónica publicada no Correio do Minho, em 02/07/2009

Publicado Thursday, July 02, 2009 2:07 PM por dissidencias | 36 Comentário(s)

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