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O «ANO INTERNACIONAL DO SANEAMENTO BÁSICO» EM PORTUGAL NA DÉCADA «WATER FOR LIFE» (2005-2015) DAS NACÕES UNIDAS

             Água

De Março de 2005 até 2015, decorre a Década Internacional para a Acção «WATER FOR LIFE», proclamada em 2003 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas (Resolução A/RES/58/217, de 23 Dezembro 2003), depois de já ter instituído o Dia Mundial da Água.

A comunidade internacional celebra anualmente, desde 1993, o «Dia Mundial da Água» a 22 de Março (Resolução A/RES/47/193, de 22 Dezembro 1992), dando oportunidade e pretexto a que em todos os países sejam reflectidos os problemas referentes aos recursos hídricos. Os perigos derivados da utilização inadequada da água potável e da necessidade em expandir o acesso aos serviços de saneamento básico, levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a estabelecer 2008 como o «Ano Internacional do Saneamento Básico», a par com o «Ano Internacional do Planeta Terra». 

Dado que o serviço do saneamento básico às populações tem como consequências directas na melhoria do estado sanitário global, no desenvolvimento social e económico, na protecção do meio ambiente e na superação da pobreza, a ONU tem por um dos objectivos de desenvolvimento da «Década» reduzir para metade o número de pessoas sem saneamento básico até 2015.

Em Portugal, da parte dos organismos competentes, ainda não se notaram referências à Década Internacional para a Acção «Water for Life», e quase não se deu pela passagem do Dia Mundial da Água, não fora iniciativas autónomas levadas a efeito por algumas associações ambientalistas, como a realizada a 22 de Março em Vilarinho das Azenhas (Vila Flor), no vale do rio Tua, pela COAGRET-Portugal (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases - Secção Portuguesa). E a respeito do «Ano Internacional», no nosso país - contrastando fortemente com os objectivos da ONU consagrados na Declaração do Milénio, nomeadamente quanto à medida enunciada para “pôr fim à exploração insustentável dos recursos hídricos” - 2008 vai ficar marcado pelo negócio dos rios com a adjudicação das concessões de barragens, uma forma muito peculiar de o Governo português promover, através do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, e do seu Instituto da Água, I.P. (INAG), a utilização dos recursos hídricos nacionais. C

José Emanuel Queirós

emanuelcoimbra@sapo.pt

Ler neste blogue: 

«EM AMARANTE O ESGOTO REGURGITA…»

«O SANEAMENTO (muito) BÁSICO DE AMARANTE NO ESTADO ACTUAL»

«TÂMEGA (AMARANTE) – AGOSTO 2008 – OS DESTROÇOS DE UM RIO»

«COM O SANEAMENTO A 17% E O MINISTRO DO AMBIENTE EM DÉFICE»

«O RIO TÂMEGA A JUSANTE DE AMARANTE EM AGOSTO DE 2009»

« AMARANTE EVACUA NO TÂMEGA EM DIA DE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS»

Comentários

# JorgePaz said on April 18, 2008 10:32 PM:

Caro José Manuel Queirós:

"Com Cidadania há democracia": cem por cento de acordo.

Quanto ao mais, tudo depende se conseguirmos ou não elevar os padrões educativos no país e com a actual política do "eduquês" não vamos lá... esperemos que mude depressa e para muito melhor.

Se a memória me não falha, foi o grande Pitágoras que disse: "Eduquemos  as crianças e não será necessário castigar os homens".

Um abraço,

Jorge da Paz.

# PlenaCidadania said on April 19, 2008 8:02 PM:

... PARA EDUCAR A CONSCIÊNCIA DOS HOMENS

Fico grato pela descoberta desta página, e do interesse que ela suscitou em colocar o comentário. É uma participação muito válida pelo exercício-contributo para a cidadania.

Nesta plataforma, estamos - assim creio - a cumprir mais que um direito, mas um dever de consciencialização recíproca e, por isso, a participar dela como seus autores e destinatários privilegiados.

Não aceito que seja identificado pela cédula, pelo bilhete de identidade, pelo número de contribuinte ou pelo registo criminal. Mas também não aceito ser um mero repositório de conhecimento acumulado, muito dele esquecido, que me foi transmitido na Escola e que continua na sociedade sob formas diversas e subtis. Uma delas, talvez mais importante e poderosa que qualquer doutrina política e religiosa é a que genericamente dá pelo nome de comunicação social.

Não nego a importância da educação, aliás reafirmo-a, mas precisa de aprofundamento visando atingir e dotar o Ser das ferramentas (leia-se, valores) que recentrem a sua função e o seu papel na dimensão ontológica do indivíduo enquanto residente transitório em um planeta pleno de recursos finitos.

... porque já estive na condição de aluno e no papel de docente, essa dupla experiência dita-me este juízo, a começar, portanto, pelas crianças.

Bem Haja!

José Emanuel Queirós

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