- Obrigado a todos!
-
Na caminhada da vida
Cruza-mo-nos com tanta gente…
Uns marcam-nos para sempre
Outros ficam-nos indiferentes…
De alguns colhemos amizade
Uma amizade sincera
Verdadeira
Que tanto nos faz rir
Como chorar quando é preciso
Que nos diz as verdades
Que nos mostra o que está bem
Ou não...
E nos chama à razão
Quando não a vemos
Que nos enriquece
Que nos amadurece
E nos torna mais fortes
Mais confiantes
Em nós mesmos
De outros
Não colhemos grande coisa
A não ser lições
De enganos e desenganos
De invejas e maldades
De que não mais nos esquecemos…
Tive a sorte de fazer amigos
Até onde menos esperava
Gente simples
Sensível
Sem vaidades
Ou distinções de classes
Sem outros interesses
Que não fossem nobres
Ouvi palavras de incentivo
Quando mais precisei
Sem ter de as mendigar
Foram genuínas
Tão importantes naqueles momentos…
Guardei-as na minha alma
E não mais as esquecerei
Obrigada!
Até sempre...

- Solidões
-
Todos os dias
Me sento
Naquele banco de jardim
Tão vazio como eu...
Não vou
Nem volto
Como os outros
Que vão passando por mim
Permaneço ali
Imóvel
Sem saber
Se morri...
Por vezes penso
E sinto
E se sinto fome
Se sinto frio
Se me sinto só
Perante a indiferença
De quem passa
É porque ainda
Estou vivo!
Mesmo não vivendo
Vou matando o tempo...
Enquanto penso
E sinto
Não me esqueço
Do resto
Que me sobrou
Do que já não me lembro
Não enlouqueço...
Sobrevivo ao relento!
Ainda assim
Não perco a esperança
Que me ressuscitem...
- Do meu cofre de tesouros...
-
Pressinto-te,
Com esses teus passos frágeis.
Na tua pele,
Remendada à mão,
Mostras-me o teu caminho,
Ora vertiginoso, outras vezes perdido,
No labirinto que entraste um certo dia.
Para ti, falo-te do mundo,
Das flores que não brotam, mas resistem,
Das lágrimas com que lavaste a solidão,
Das mazelas que escondes, ainda persistem?
Com o teu olhar levantado,
Aprecias o futuro, fascinada,
Os teus erros de menina apaixonada,
Na mulher que se ergue ressuscitada…

Este foi-me oferecido por um amigo virtual (que nunca vi mas que senti) Lestat R-7 com quem me cruzei neste mar de palavras e ilusões, quando ainda dava os meus primeiros passinhos a medo.
(este blog já está praticamente extinto, mas por lhe ter um carinho muito especial, copiei-o inteirinho para outro lado onde o sentisse seguro... aqui! ) Após algum tempo de visitas e leituras recíprocas, de dezenas de poemas
idênticos a este e por si plantados no meu cantinho de todas as emoções
do momento, desapareceu do meu horizonte sem deixar rasto...
Um dia voltou. Trazia nas mãos este poema ainda quente, que me estendeu com aquele sorriso franco que lhe adivinhei no rosto.
Nunca mais o voltei a reencontrar, mas ficou-me preso ao pensamento e gravado na alma... jamais o esquecerei!
- Quase sensual...
-
Escuta...
Ouves?
São cascatas
Que se despenham
Pelos teus olhos adentro...
São palavras
Que ninguém inventou ainda
Mas que já existem
Naquele lago secreto
Que escondes
Nas profundezas
Do teu sentir...
Sei-o
Quando te apanho a jeito
E te espreito
Pelo canto do olho
Enquanto me serpenteio
Diante de ti
E te vejo sorrir...
Adivinho-te
A braços com o desejo
Que te desperto
Entre mil ondas
De prazer
Capazes de te estremecer
Na crista de um arrepio...

- Inventei-te na volta errada de um ponteiro
-
Em cada hora do tempo errante, em que os ponteiros do relógio entorpecido pela dolência dos dias, rodam no sentido contrário da vida, marcando o tempo que não volta, invento-te...Invento-te no meu imaginário de sonho e desvelo, onde se projectam imagens irreais numa tela de fantasia que vou moldando a meu belo prazer. E faço com que voltes sempre ao meu encontro, em cada desejo que me invade a mente na dormência da inquietante e insuportável ausência de ti. E então, vejo-te chegar ao longe, com um esboço de sorriso preso ao brilho do meu olhar...Damos as mãos e corremos pelo verde da minha esperança, saltando os muros da nossa distancia e escalando as fragas das minhas incertezas, rumo ao paraíso que inventei no mesmo instante em que te perdi...
Subitamente, sou acordada do meu sonho com uma badalada seca, que me soou como um bocejo saído da boca escancarada daquele relógio trocista... e dou comigo em devaneio, com as mãos a ampararem-me o queixo e o olhar fixo num ponto invisível, marcado algures no branco da parede ali especada, mesmo à minha frente. Mas porque me roubaste tu, ao delírio da fantasia? Porque me cobras tu, estes breves minutos de prazer? Acaso te deverei alguma coisa?! Não. Nos meus sonhos sou eu quem mando! Se eu quiser, inverterei o sentido da tua marcha, ainda que por breves momentos...Eu sei... eu sei... és uma espécie de Deus na terra, o todo poderoso, que tanto dá como tira... a vida!
- Um dia inolvidável
-
Antes de mais, gostaria de agradecer à Juvelina Pereira,
por ter aceite de imediato o pedido que lhe fiz , de escrever o
prefácio deste meu livrinho. Depois, quero agradecer à editora Temas Originais por
ter acreditado na minha escrita e por ter apostado em mim , dando-me
assim a oportunidade de tornar real algo que até então só existia no
virtual. Fizeram um trabalho excelente em termos de edição, pois o
livro está lindo.

![]()
Quero agradecer também à minha amiga Mel de Carvalho,
por ter aceite tão prontamente o convite e o pedido que lhe fiz para
estar aqui hoje, sentada nesta mesa e ao meu lado, nesta minha
apresentação. É um prazer e uma honra!
E por último, quero agradecer a todos os meus amigos, alguns de
infancia, outros ligados pelos mesmos laços da terra que me viu crescer
e aos que fui granjeando ao longo da vida, pelas mais variadas razões,
alguns são simultaneamente meus colegas de trabalho também.
E depois, aos meus amigos mais recentes , todos eles conhecidos através
do admirável mundo da internet e mais precisamente do mundo da poesia e
dos sites a que estamos ligados e onde estreitamos os laços da amizade
que nos une a todos.
Sem a vossa presença, acreditem que este momento nunca aconteceria!

São impulsos que ganharam asas nas minhas mãos...
O desafio de os arrancar do fundo do meu sentir e a vontade de os
libertar , qual pássaro aprisionado numa gaiola anos a fio, a quem se
abre a porta e se lhe oferece a liberdade ansiada.
A simplicidade é o manto com que cubro as minhas palavras, despidas que
estão de qualquer maquilhagem que as tornasse mais belas, mais
atraentes e mais sofisticadas. Gosto delas assim, pois são o reflexo
espelhado da minha alma. Quem me conhece sabe que eu sou assim, tão
simples como elas.

Acredito que tenho vários "eus" dentro de mim e por isso são muitas as
vezes em que me reinvento no que escrevo e nem sempre escrevo o que
sinto... observo o que se passa à minha volta, invento personagens e
escrevo o que eles me ditam.
Outras vezes, vagueio nos meus pensamentos e mergulho nas recordações
que guardo de um outro tempo, trazendo-as à luz do dia sob a forma de
uma espécie de poesia...
Sim, são impulsos meus que me saíram a pulso, por acreditar que o conseguiria.
A prova disso mesmo é que hoje eles estão aqui, têm um rosto e um corpo e são os meus In Pulsos.
Quero aqui fazer um agradecimento especial ao Rouxinol de Pomares e a Mel de Carvalho, pelos respectivos destaques que me deram nos seus blogs.
Muito obrigado amigo NENO por me teres surpreendido com a tua agradável presença e de certa forma representando os amigos desta comunidade que me merecem todo o respeito e carinho!
- Solidão virtual
-
O tempo comeu-lhe a carne
Enquanto corria atrás de um sonho...
A vida escapou-se-lhe
Por entre os dedos
E nem se deu conta
Que enlouquecia
De solidão
Julgando
Que vencia os seus medos
Na estrada larga da ilusão
Onde se jogou à sua sorte
A máquina devorou-lhe a alma
E definhou até à morte!..
PS. Não sei porquê, mas o meu último post antes deste, saiu da primeira página deste blog...
Para
quem ainda não o tivesse visto e por se tratar de algo importante para
mim, deixo aqui o link que dará acesso a um igual num outro espaço meu
que alguns já conhecem também e que dá pelo nome de impulsos
Ou então, aqui
- Uma página ao calhas... do meu diário
-
Às vezes sinto
vontade de gritar bem alto aquilo que sinto, mas não sei o que sinto...
Sou como um barco à deriva num mar revolto, enrolado em vagas de ansiedade.
Houve um tempo, em que desenhava esboços de felicidade, nos espaços em branco
que existiam entre os desejos e a realidade. Mas a vida foi madrasta... e esses
traços, desvaneceram-se com o passar do tempo, esborratando as páginas do meu
diário encantado.
Olhava-me no espelho e não me reconhecia, na imagem reflectida de uma alma
triste e solitária. Sentia-me pasto de chamas de um fogo ateado na fogueira do
desespero, causado pelo sentimento de impotência perante uma vida errante,
jamais desejada!
Fruto de uma má escolha? Precipitação? Vontade de ser amada? Talvez uma mistura
das três.
Esperava em vão, por alguém que nunca chegava...
Aceitava as desculpas e as mentiras e fazia de conta que nada se passava,
voltando a página de mais um dia desperdiçado, na esperança de que o de amanhã
fosse diferente. Puro engano, nada mudava!
Baixava a cabeça e arrastava-me pelos dias, invisível ao mundo que me rodeava.
Era obrigada!
Por vezes, estas vezes, eram demasiadas...
Mas um dia, sem o esperar, o destino pregou-me uma partida. Ergui de novo a
cabeça, sem medo ou vergonha e voltei a desenhar esboços de felicidade, nos
espaços vazios que me sobram dos dias cheios, de um mundo que até então
desconhecia. Encontrei motivos para acreditar que o sonho ainda comanda a vida.
E não são precisas grandes palavras, para dizer o quanto se gosta de alguém,
mesmo quando não está ao nosso lado. Basta sentir e fazê-lo sentir também!
E o sorriso, que apesar de tudo nunca me tinha abandonado, voltou a brilhar com
mais intensidade, como no tempo de criança... onde os dias eram curtos demais
para correr, saltar, rir e brincar ao sabor da inocência.

- Divagações sob uma folha branca
-
Soubera eu
Ser poeta
Ou poetisa
Como também se diz
E não me desolaria tanto
Com o branco
Desta folha nua...
Talvez escrevesse sonhos
Desejos
Magias
Segredos
Ou degredos
Que por vezes
Me povoam
Os pensamentos
E me adornam os dias
Até os mais cinzentos
Porém...
Não sou capaz!
A poesia
É dos que a transpiram
Que a fazem sua
Nas madrugadas claras
E caladas
Sejam Verões quentes
Ou Invernos chuvosos e frios
Não importa muito...
O que importa sim
É o acto em si
Em que o poeta e sua amante
Se embrenham um no outro
E se entranham
Consumando aquilo que alguns apontam
Como um acto ilícito
Mas que importa isso?!
Se eles o fazem
Ali mesmo
Sem pejo
Nem preconceitos
Sem testemunhas
Que os incriminem!...
Não...!
Desenganem-se aqueles
Que a pensam sua
Só porque a roubaram dos outros
Os desacautelados
Que a deixaram ao abandono
Num qualquer algures
Mas que a reconhecem de imediato
Mesmo que vestida de outra cor
Que não aquela com que a deixaram
E que a sabem sua
Para todo o sempre
Esteja ela onde estiver!
Mas também não é daqueles
Que a desprezam
Com crueza
Com frieza
E arrogância
Logo após a serventia
Qual prostituta barata
Da antiga rua direita
Da cidade de Coimbra...
E com tudo isto
Só agora reparei
Que me enrolei
No fio da meada
Que me trouxe até aqui
Foi já tanto
O quanto divaguei
Que me esqueci
E já não sei
Ao que realmente vim!
Ah! Já sei!
Dizia eu...
Que talvez escrevesse sonhos
Desejos
Magias
Segredos
Ou degredos
Mas porque será que não consigo
Derramar nesta simples folha
Tudo isso?!
Fogem-me as letras
Das palavras doces
E fico sem saber
Como as escrever...
Por isso
Fico-me com a raiva
Presa ao que não escrevo
E ao azedo
Do arroto que me saiu sem querer
E fito a folha

Que me sorri com desdém
E que continua aqui
Bem diante de mim
Assim... despida...
Sem vergonha
Nem culpa
Visto que essa
Essa...
É só minha!
- El Tango De Roxanne - Moulin Rouge
-
Há coisas
Que não se descrevem
Nem se escrevem
Nuns míseros rabiscos
De um quase poema
Há coisas
Que por serem
Assim
Diferentes
Se elevam ao topo
Dos nossos sentidos
Deixando-nos loucos
E mudos...

Há coisas
Tão belas
Que não se dizem
Ainda se houvessem
As palavras certas!...
E o violino chora
Ecoa
Por toda a plateia silenciosa
Que não tira os olhos
Dos bailarinos
E os corpos rodopiam
Num acerto perfeito
De passos divinos
Debruçados
Roçando os lábios
Em êxtase
Num quase beijo...
Há coisas
Que não se devem perder
Mas antes sim
Ver
Apalpar
Com a alma
E... sentir
Por inteiro!
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Quarto Rendez-vous EscritArtes - 4 de Abril de 2009
Veja o local e programa aqui
Não perca!!!
- Profana confissão
-
Eu
Pecadora
Me confesso
Sim
É verdade
Quebrei todos os votos
Que te fiz por amor
Num impulso de fraqueza
Que me inquietou a alma...
As promessas
A dedicação plena
De só a ti pertencer
Desculpa-me Senhor
Mas não consegui
A tentação foi maior
E rendi-me ao desejo
Pois queria tanto conhecer
O paladar do pecado
Queria tanto saber
Se era doce ou amargo
Ousei
Provei
E... gostei!
Juro-te que falo a verdade
Nem sequer
Te rogo o meu perdão
Pois se pequei
Se vendi a alma ao Diabo
Num acesso de loucura
E paixão
Castiga-me por favor
Eu sei... bem o mereço!
Senhor...
Nada mais poderei fazer
Pois tudo o que eu fiz
Foi de total e livre vontade
Insana entrega
No leito da luxúria
E no deleite
Dos prazeres da carne
E sabes Senhor
Vou-te confessar um segredo
Não conheço melhor sabor
Do que o sabor do pecado
Pisar o risco
E ousar
Desafiar os limites
Do certo e do errado
Por isso
E se ainda me quiseres
Senhor
Terás de me partilhar
Com o demónio que me possuiu
Carregando com o peso do meu segredo!
E este desejo...
Que ainda me escalda a pele
Por debaixo deste hábito
Que encolheu
E já não me chega
Para me livrar da queda
Na alcova da tentação
Aqui estou
Senhor
À mercê do teu castigo
Pela minha redenção...

- A implacável substituta
-
No princípio
Consome, corrói, destrói!
Depois...
Depois já nada mais importa...
O tempo vai passando... devagar...
E chega um dia
Em que já nada se sente
O que foi, já não o é
O que fora antes tão importante
Deixou de o ser
O que sabia a pouco
Dilui-se na espuma dos dias
Preenchidos
De silêncios partilhados
Estranhos e cúmplices
Silêncios estes
Que se agridem
Que se gritam
Naquela linguagem surda
Que mais ninguém entende
Cruzando-se no mesmo ar que respiramos
Sob a forma de ecos mudos
Estridentes sons agudos
Tão cheios de tudo
E de nada...
Passeia-se orgulhosa a indiferença
Apagando gestos e sorrisos antigos
Ternuras
Cumplicidades...
Que chega até a doer
De tão aparente e natural o ser
E as bocas permaneceram caladas
Ao longo dos dias
Das semanas
E dos meses
Que passaram a ser anos
Apenas o pensamento ficou
Intocável
Incontrolável
Por vezes enlouquecido
Lembrando-se do que não devia
Ousando saltar o muro
O imponente muro do orgulho
Desafiando o proibido
E arriscando um ensaio
De uma fala ainda não dita
E que jamais será proferida
Mas... ainda assim
Quem sabe num remoto acaso
Num momento de fraquezas consentidas
Num instante que rasgue
O fino e frágil véu do imprevisto...
Mas nunca com um simples "tu"
O mesmo "tu" que outrora se prostituiu
E morreu enleado
Nas amarras de um capricho...
O "você"
Será a palavra nova
A palavra obrigatória
Sob a qual se curvará
O inevitável...
Eis que ela chega
Sumptuosa e fria
A grande substituta!
Onde reinará implacável
Para lá até do eterno...

- Um texto quase erótico...
-
Ainda sinto no ar o teu perfume, que
deixaste espalhado pelo quarto, quando saíste de madrugada, a coberto
da escuridão da noite cúmplice, sem luar...
Deixaste-me
embriagada e meio adormecida, abraçada ao que restou do calor das tuas
mãos suaves, que, horas antes, me percorreram o corpo palpitante de
desejo e me saciaram a fome de paixão que me atormentava o corpo e a
alma, deixando-me completamente perdida da minha razão...
O teu
sabor adocicado, impregnou-me a pele e o sentir, entranhando-se em mim,
por cada um dos meus poros transpirados e salgados, anunciando a avidez
urgente do tanto que me oferecerias sem eu nada te pedir com palavras.
Leste-o nos meus olhos, lascivos... sem demora, debruçaste-te sobre mim
e roçaste-me levemente, com os teus lábios cálidos, que dançaram sobre
os meus, movidos pelo embalo de uma musica suave que se ouvia em fundo.
As bocas entreabertas deixaram que as línguas se tocassem e se
enrolassem num beijo urgente e interminável...
Foste descendo no
mapa do meu querer, contornando as curvas, os montes e os vales
humedecidos pelos gemidos roucos que se foram soltando aos poucos das
nossas gargantas sôfregas e ébrias, toldando-nos por completo todos os
sentidos.
Por fim, entraste em mim e torna-mo-nos num só ser,
alheado do espaço e do tempo, numa frenética busca do tão ansiado
clímax, que saboreamos a dois naquele derradeiro momento de prazer.
Emprestei-te
o melhor de mim, para que me oferecesses o que eu sabia ser também o
melhor de ti, nessa espécie de amor carnal salpicado de pecado, que nos
arrebata e nos cega, correndo todos os riscos por um instante de
loucura com hora marcada, mas liberto das algemas de um compromisso.

- Eternamente efémero...
-

Nada, nada é eterno...
... tudo é efémero.
- Um Feliz Natal a todos!
-
Porquê esta imagem agora?
Pensarão vocês...
Porque há coisas que não podem passar invisíveis aos nossos olhos.
Porque
enquanto houver imagens destas a circular pelo mundo, lembrando-nos do
sofrimento que a fome provoca no corpo e na alma daqueles cujos seus
governantes enriquecem, em grande parte, às custas das ajudas
internacionais enviadas de boa fé, mas que nunca chegam às mãos nem às
bocas de quem delas necessitam.
Enquanto o poder estiver nas mãos
erradas e nos chegarem notícias acompanhadas de imagens chocantes de
povos esfomeados e devastados, as nossas consciências jamais poderão
ficar indiferentes. Pois se esta data existe para assinalar o
nascimento de Cristo, o mesmo Cristo que nos disse um dia, sermos todos
irmãos...
É lá, do outro lado do mundo, mas já pensaram que também poderia ser aqui?!
Um Feliz Natal para todos!