No dia 16 de Março último iniciei o meu processo de RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) do Secundário. Já estava inscrito há uns meses e já tinha sido convocado o ano passado, só que estava de férias e resolvi adiar para uma outra oportunidade. É um processo algo complexo, no arranque. Já fui a 3 sessões em horário pós-laboral, entre as 18H30 e as 21H30.
Começaram as explicações, via apresentações multimédia em auditório para cerca de 30 pessoas. O processo baseia-se na apresentação de um PRA (Portfólio Reflexivo de Aprendizagem) que comporte reflexões em 3 áreas de competência chave: CP (Cidadania e Profissionalidade), STC (Sociedade, Tecnologia e Ciência) e CLC (Cultura, Língua e Comunicação). Por sua vez, CP abrange 8 NG (Núcleo Gerador) e STC e CLC 7 NG cada. Em cada NG há 4 DR (Domínio de Referência): privado, profissional, institucional e macroestrutural. Contas feitas, chegamos ao total de 88: (8X4)+(7X4)+(7X4). Que equivalem a um crédito cada. Para ter a certificação equivalente ao 12º Ano são necessários 44 créditos, com algumas regras: 16 em CP, 14 em STC e 14 em CLC; pelo menos 2 DR em cada NG; e sempre com pelo menos um DR em todos os NG.
Há ainda uma pequena dificuldade para mim: ter conhecimento e fluência corrente numa língua estrangeira. Fiz um pequeno teste de diagnóstico para saber se é necessário ter alguma formação extra. Isto deve-se ao facto que, após 12 sessões colectivas, duas apresentações prévias do PRA. umas sessões individuais de reconhecimento, preparação para júri e sessão de júri. Em algumas delas terá que ser feita uma apresentação oral e escrita na língua estrangeira.
É um processo flexível no tempo, feito ao ritmo de cada um, que pode levar entre 6 a 9 meses e pode-se obter uma certificação parcial, mas, acho eu, que não serve de grande coisa. A ideia é obter uma equivalência ao 12ª e não uma parte dela. Vamos ver quanto tempo levo a consegui-la.
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Conhecem a expressão: parece que andas a adivinhar chuva? Quando tudo anda cinza e há alguém que se destaca na névoa? Era assim que me sentia no passado domingo: eufórico, risonho, a crescer e a sonhar. À noite reflecti sobre o assunto e lembrei-me desta máxima.
Afinal a chuva era outra!!!
2.º feira, nova semana de trabalho.
9H00, hora de fazer a folha de caixa e talão de depósito da 6.ª feira anterior. Recepção, conferência e entrada do material. Um orçamento para a CML. Tudo a correr sobre rodas.
9H30, hora de ir ao banco, já que nessa meia-hora seguinte o PC entra em hibernação forçada, vá lá saber-se porquê!!! 
No regresso, aproveito, uma vez ou outra para beber uma bica e comer um pastel de nata.
Desta vez, tinha o colega da recepção pós-venda à minha espera, que pediu para aguardar ali, já que o director da empresa da zona de Lisboa estava ali para falr connosco. Já se ouviam uns boatos há uns tempos acerca do assunto, mas sempre na esperança que não passassem disso mesmo. Engano meu.
Após um ano de arranque, em que a crise (nacional ou não) se instalou em todo o lado, em particular no sector automóvel, o balanço foi muito negativo (seis digítos). A minha área (de componentes) foi a que melhor desempenho teve, mas ali o que importa é a equipa num todo: venda, pós-venda e componentes. Foi tomada a decisão de encerrar todo aquele departamento, dedicado a uma marca, no final de Maio. Como em todas as empresas, uns sairão outros não. A mim, foi-me garantido que o posto de trabalho estava garantido, que o meu desempenho tinha sido excelente, apesar das contrariedades. Mas eu comecei logo a imaginar cenários, uma das minhas especialidades.

Final de Maio, fecham as portas........... Junho, desmonta-se o armazém e encaixotam-se ou devolvem-se aos fornecedores que o aceitarem os componentes que restarem.
fianis de Junho, sou colocado num outro departamento do grupo empresarial - linha de Sintra, linha da Azambuja e Margem Sul.
Meados de Julho, termina o 3.º contrato a termo, que daria a passagem a efectivo. " Lamentamos, mas a actual conjuntura económica não permite prolongar a relação laboral que tão bem desempenhou ao longo deste meses em prol da nossa organização."
Espero que esta última fase não se concretize. A perspectiva mais linear será essa, mas não entreguei ainda o espólio. Já passei por pior e não desisti à primeira dificuldade.

Quando te sentes a afundar, boiar é melhor que lutar.
Quando sentes o frio da derrota, aquece-te com um salto curto.
Quando achares que não há volta a dar, pára e vê o que está em volta.
Nada é estático. A mutação é o agridoce da vida.
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Só espero que a certificação não leve mais um atraso à conta disto. Mas isso será outra história.