A Banca em discussão
Davos 2010 – conclusão inesperada
"I've had lots of conversations with very, very senior bankers in the last couple of years who said,
'Look, we didn't suffer enough pain — we did wrong but we didn't get punished,'"
said Arif Naqvi, CEO of the investment firm Abraaj Capital, based in the United Arab Emirates.
Esta conclusão da mesa de economistas da Time, que reuniu em Davos, por ocasião do Forum deste ano, é extremamente curiosa, especialmente por ter sido proferida por Banqueiros internacionais:
'Olhe, nós não sofremos suficiente dor – fizemos o mal e não fomos punidos’
Os nossos “banqueiros” – entre aspas, já que em Portugal só temos “banquinhos” – que sem o apoio governamental já teriam fechado as portas, não eram capazes de pronunciar tal frase.
Infelizmente a “espécie de Banca” que por cá temos só sobrevive graças às ligações políticas que sempre tiveram, com todos os partidos sem excepção, beneficiando de negócios por vezes não muito lineares, usufruindo de leis fiscais que os isentam de quase tudo, permissivas para debitarem os clientes por tudo e por nada.
Numa altura em que o estado da nossa economia está quase de “pernas para o ar”, com o desemprego a ultrapassar os 10%, firmas em falências sucessivas, aparecem nos jornais económicos as notícias de que os lucros da Banca Portuguesa estão a bater recordes, na ordem dos muitos milhões de euros.
Tal como os grandes bancos multinacionais, os nossos “banquinhos” preparam-se para retribuir os seus dirigentes com autênticas “almofadas douradas”, seguindo o exemplo do Banco de Portugal.

Este “cartoon” que aqui publico, com o perdão do autor que não conheço, reflecte de uma forma quase perfeita a normal actuação dos bancos em Portugal. Um destes dias ainda vamos ver os directores dos bancos a pedirem-nos empréstimos para “salvar a banca do desastre”…
Nem essa acção será novidade: este governo, utilizando o dinheiro dos Contribuintes, fartou-se de emprestar dinheiro aos bancos para “salvar o sistema”!!!
Com que resultado?
A economia portuguesa não melhorou, os “banquinhos” continuam a emprestar dinheiro aos “amigos”, as empresas que necessitam de ajuda financeira são tão escrutinadas que quando o resultado do escrutínio aparece, já as empresas resolveram o problema.
Entretanto os tais “banquinhos” continuam a querer cobrar dos clientes como, e quando, e quanto, querem sem intervenção de qualquer entidade reguladora – um bom exemplo desta atitude discricionária está no aumento dos “spreads” que é o lucro dos “banquinhos” nas operações de financiamento – sempre com o beneplácito, atento e subserviente, do Banco de Portugal.
Até quando os mesmos “banquinhos” pretendem reiniciar a atribuição de bónus escandalosos aos seus administradores e directores, apareceu na TV um membro deste governo, creio que secretário de estado ou similar, a explicar como a legislação que pretendia “curvar” tais abusos pode ser facilmente ultrapassada.
E assim vamos andando, neste País tristonho …
Há limites para esta pouca vergonha
Neste momento a tristeza invade a maioria dos Portugueses, já não sei se por estar em evidência a incompetencia deste governo, se por ninguém com poderes para tal lhe pôr cobro!
É um facto já incontestado que este governo deve ser demitido. Segundo os entendidos em Leis, não poderá ser enquanto não decorrerem seis meses após as eleições.
Contudo, depois destas “danças e contradanças” que a Justiça tem praticado, algumas conclusões se devem e podem tirar:
1 – Este 1º ministro não é sério, mente descaradamente, está rodeado de gentalha da mesma laia que ele;
2 – O Procurador Geral da República toma atitudes em defesa do 1º ministro como se fosse uma pessoa respeitável, o que não é, logo demonstra falta de senso para ocupar o lugar para que foi nomeado;
3 – O presidente do STJ tem medo de tomar atitudes que o possam prejudicar na carreira; alinha com o poder, sem fazer perguntas, revelando falta de capacidade de análise; devia demitir-se.
O Presidente da República tem demonstrado ao longo do tempo uma característica assaz importante: é ponderado.
Contudo, o excesso de ponderação pode ter outra designação, palavra que eu não gostaria de utilizar neste momento.
Face aos condicionalismos que o PR enfrenta – falamos abertamente da estabilidade necessária para encarar o futuro próximo em termos económicos, devemos mencionar a próxima re-eleição para PR onde ele vai certamente concorrer, etc. – existe uma solução prática, imediata, que deveria ser tomada já: a substituição do 1º ministro por outro político do mesmo partido, já que, por graça de Deus, nem todos os membros do PS são do mau calibre do actual 1º ministro.
Situação provisória esta, já que, logo que for possivel legalmente, deverá a Assembleia da República ser dissolvida e novas eleições serem marcadas, para reactivar a vida de Portugal.
Assim, NÂO!
Esta espécie de paz podre não serve a Portugal!
Há que efectuar a mudança rapidamente, ontem já teria sido tarde.
A bom entendedor!
a formiga
O PPR do Coelho
É claro que esta história é ficção.
Os personagens aqui descritos são pura invenção do autor.
O rapazinho tinha jeito para brincar aos polícias e ladrões, fazia a delícia dos familiares e amigos que, valha a verdade, naquelas terras frias e agrestes não tinham grandes divertimentos.
O avô sempre lhe dizia: ganha juizo, pensa na vida, olha que até hoje, gente que trabalhe muito não conseguiu enriquecer. Fica esperto, anda alerta, olha que as oportunidades surjem quando menos se esperam e é necessário ter “olho” para as agarrar.
O rapazinho foi crescendo, benza-o Deus que de atractivo não tinha nada, andava sempre com um ar meio sebento, pequenote de estatura, com uma voz meio gutural, não agradava à primeira.
Tinha razão o Avô, que nas andanças da União Nacional tinha feito fortuna, que o miudo com aquele aspecto teria que ser esperto ou nunca chegaria a deputado.
Como os demais da terra, chegado o tempo lá foi para Lisboa para prosseguir os estudos, aterrando na universidade nos tempos mais malucos que Portugal já tinha vivido.
Lembrando-se das palavras sábias do seu Avô, o rapazola procurou, espertamente, o lugar mais apropriado para se inserir, sabendo que com aquele aspecto e a pronúncia esquisita que tinha, não teria grandes hipóteses em concorrência com os “meninos” da capital.
E assim lá entrou num grupo muito activo, muito à esquerda, famoso pelos comícios que organizava, com um dirigente que falava às massas durante duas horas seguidas, debitando frases feitas contra o “fascismo”, que era o que na altura estava a dar!
Depressa se apercebeu, espertamente, que aquele grupo nunca teria hipóteses de “lá chegar” e assim, de novo com muita esperteza, lá andou, trabalhou para isso, e conseguiu aderir ao partido que bem poderia um dia dar-lhe um futuro melhor.
Tal como uns milhares de outros estudantes daquela altura, conseguiu obter o tal “canudo” - mesmo que as notas não fossem as melhores, sem exames dignos desse nome, tantos como ele tinham passado “administrativamente”, alguns mesmo sem terem frequentado a universidade e estavam já tão altos - mas sempre tendo em mente o que o Avô lhe tinha ensinado: “sem um ‘canudo’ ninguém é gente importante em Portugal”!
Agora, “doutor”, seria bem mais fácil subir a difícil escada do poder: o problema seriam sempre os outros “doutores” vindos de famílias mais abastadas, com melhores ligações mas, com a esperteza que já lhe era reconhecida, ele estava seguro que chegaria um dia ao topo da carreira.
Bem, ao topo talvez no fundo não lhe interessasse assim tanto; ele preferia um lugar mais na sombra, digamos um lugar secundário, que lhe permitisse manejar com mais eficácia os seus dotes de esperteza.
Foi assim que planejou a sua ascensão, sem grandes barulhos desnecessários, ganhando apoios aqui e ali, servindo primeiro nas bases municipais para ganhar balanço e experiência de como se “enganam as massas”, mesmo as internas.
Uma grande ajuda que explorou e bem, foi a inserção num conhecido programa de TV, onde ele e mais uns comparsas se faziam notar pelas muitas bacoradas que por lá debitavam, sempre de carácter político, às vezes dando mesmo a impressão que estavam a dizer coisas sérias e, pior até, que não estavam de acordo entre eles.
Um papelinho, era de chorar de tanto rir! Mas eram uns “palhaços” notados – que não notáveis, como pretendiam – e os partidos políticos, quais caça-moscas de outros tempos, atraíam-nos.
Logo que chegou a ministro o seu primeiro pensamento foi tentar advinhar quem seria o “parceiro ideal” para apanhar para a sua rede. Constituiu uma equipa de engenheiros – daqueles inscritos na respectiva Ordem, e tudo! – e pô-los à procura de um “pato bravo” daqueles com muito dinheiro e muita ganância para ganhar muito mais.
É que ele não era parvo chapado: queria a parte dele, se possível a maior, mas não queria tudo para ele. Tinha aprendido bem a história da sociedade em comandita, queria entrar com a experiência e sair com algum dinheiro, muito, de preferência, mas não todo.
O Avô tinha-o ensinado muito bem!
Foi mesmo assim que a história prosseguiu. Mal saíu do ministério tratou de “cobrar” os muitos benefícios que tinha “depositado” no tal “pato bravo” – os construtores civis, hoje, na sua maioria são mesmo engenheiros de papel passado e tudo, mas … continuam a ser uns “patos bravos” – alguns, nem mesmo os Mercedes topo-de-gama, nem as muitas “amigas”, os melhoram de aspecto!
E aí temos o tal “rapazinho”, vindo de nenhures, com os sapatos cambados e o sobretudo sem pelo, bisonho, maloio, com os dentes cariados, sem saber fazer bem o nó de gravata, o tal que bramava contra os capitalistas quando estava no tal partido de extrema-esquerda, esse mesmo que quando surgia na TV nos fazia mudar de canal, bem…
… bem, hoje, esse mesmo rapazote de outros tempos, hoje ele trata por tu os ministros todos do governo, mandou alizar e polir os dentes, veste Armani e calça Bally, só anda de Mercedes topo-de-gama, tem um vencimento anual que ultrapassa os 20 milhões de euros, levou com ele a equipa que tinha no ministério – numa “boa equipa não se mexe”- dirige um grupo de companhias, que pertence a um dos “pato-bravos” que ele enriqueceu, mas, coitado, quando fala … estraga tudo.
Ainda ninguém o ensinou a entrar mudo e sair calado! Que pena!!
Quando abre as goelas, lembramo-nos logo do tal rapazote das “manifs” da extrema-esquerda.
Está rico – ou espera vir a estar – mas continua o mesmo arruaceiro de antigamente.
A historieta acaba aqui.
Sequelas, só daqui a mais uns tempinhos.
Não sei se servirá para alguns “paizinhos” ou “avôzinhos” pressurosos ensinarem a sua ( deles, claro! ) prole a subir a escadaria do poder político.
Mas tem que se apressar, que este modelo está a ficar muito desgastado…
Sintam-se abraçados!
a formiga
Este post tem só a finalidade de os levar ao novo site
Mezio2010
aqui no SOL.
Visitem-no e deem notícias.
2010
Ano Europeu da Luta contra a Pobreza
Anunciado com fanfarra por esse mundo fora, em Portugal quase passou despercebido.
Não sabemos porque este governo PS quase silenciou o evento: por vergonha ou por medo?
Portugal está a caminho de ser o País mais pobre da Europa e entre os Países aderentes ao Euro é já o último dos pobres.
Terá que continuar a ser assim?
Teremos nós, Portugueses, o hábito de sermos masoquistas?
Ou, como dizia o Eça de Queiroz no século XIX, somos pobres por cupidez de uns tantos e por maus governos sucessivos?
Se este governo pretende reduzir as despesas com o funcionamento do Estado – e não aumentá-las como tem feito nestes últimos quatro longos anos de governação irresponsável – está mesmo a tempo.
Quando se começa a debater o OGE para 2010, devia pensar-se em todos os gastos sumptuosos e desnecessários que o próprio Governo tem promovido.
Terá que deixar de “apoiar” os políticos que sairam do palco – a maioria, senão a totalidade, por incompetência pura – na nomeação para cargos de autêntica “gaiola dourada”, onde os proventos são enormes e o trabalho é mínimo.
É mesmo um escândalo a existência de tantos Institutos Públicos – que nos últimos 6 anos cresceram como cogumelos na serra! – aparentando a sua criação com o único fim de servir clientelas políticas.
Segundo um estudo bem recente realizado por um economista de renome, em Portugal, existem mais de 150 mil funcionários superiores com vencimentos acima de 70.000 euros anuais, viatura de serviço e, nalguns casos, cartões de crédito para despesas de representação.
Em muitos casos as viaturas de serviço não são necessárias para o desempenho de funções e são, antes, um complemento do vencimento.
É fácil acreditar naqueles números quando sabemos que uma simples secretária, sem experiência profissional, acabadinha de sair da faculdade, se for “amiga ou parente” de um membro influente do PS tem lugar num qualquer gabinete ministerial com um ordenado mensal superior a 4.000 euros.
Quando sabemos que um Deputado custa aos Contribuintes cerca de 7.000 euros mensais…
Quando vai terminar esta pouca vergonha?
Outro dos items onde se deveria “cortar”, seria nos carros de luxo e nos consequentes gastos de manutenção dos mesmos, ao serviço dos ditos altos funcionários.
Fazendo umas contas por alto:
- Ministros, secretários de estado, adjuntos dos mesmos, administradores de empresas públicas e de empresas com maioria de capital do Estado, bem como outros lugares de direcção dos institutos públicos
Calculemos à volta de 5.000 titulares
Viaturas – 5.000 x 70.000 = 350.000.000 (trezentos e cinquenta milhões de euros)
- Generais (agora são muitos …), almirantes e oficiais superiores dirigentes de estabelecimentos militares
Calculemos à volta de 1.000 titulares
Viaturas – 1.000 x 70.000 = 70.000.000 (setenta milhões de euros)
Só nestes valores, calculados de forma simples, encontramos 420 milhões de euros!
Quantos milhares de desempregados seriam benificiados com este valor?
Os ministros dos Países do norte da Europa, que os ministros portugueses tanto gostam de citar, vão para os ministérios de transportes públicos ou nos seus próprios carros. É vulgar ver nas ruas de Copenhagen um ministro a conduzir o seu Smart.
Aqui em Portugal os ministros fazem pouco da pobreza, ao andarem em viaturas de gama alta, últimos modelos, com motorista e, muitas vezes, com os carros e motas da polícia a abrirem caminho para suas exas chegarem mais depressa a casa.

SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS .
Hoje, este texto não é meu. Recebi-o há poucos minutos por mail.
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.
Meus amigos (as), vamos unir esforços e angariar fundos para ajudar o COITADO.
A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou.
SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade,
ex-Administrador do Montepio Geral, onde saiu há pouco tempo com uma
indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de varias reformas
que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo
que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVAVEIS,
empresa do Grupo EDP.
Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar
de euros num emprego dado pela escumalha politica do governo, que
continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do
centrão.
Entretanto o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num pais com 20% de
pobres, onde o desemprego caminha para niveis assustadores, onde os
salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nivel da
subsistencia.
Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de
salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da
competividade da economia portuguesa. Claro que para este senhor, o
congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar, ( desde que
não congelem o dele, claro ).
Quanto a FERNANDO GOMES, mais um comissário politico, recebeu em
2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de euros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando o " comissário " for para a reforma. Claro que isto não vai acontecer pois, tal como Silva Lopes, este senhor vai andar de tacho em tacho, tal como esta cambada de ex-políticos que perante a crise " assobia para o ar ", sempre com os bolsos cheios com os milhões de euros que vão recebendo anualmente.
Estes senhores … senhores!?!?!?
Não tem vergonha na cara!!!
A Igualdade em Portugal
Para começar bem este ano de 2010 nada melhor do que ponderar o tema que na boca dos políticos é um axioma:
da Constituição da República Portuguesa
Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
A chamada de atenção para este tema, tem que ver com as recentes declarações de muitos intervenientes da vida pública portuguesa, acerca do ordenado mínimo nacional.
Claro que se poderá expandir a noção da qualidade de vida de muitos portugueses, não só em função do ordenado mínimo miserável que ainda se regateia, como em função das pensões miseráveis que muitos portugueses auferem e com as quais tem que tentar viver.
A noção de “explosão social” que o Presidente da República referiu no seu discurso de Ano Novo não é uma figura de retórica.
Muitos gostariam de saber como se sobrevive com um ordenado menor do que 500 euros mensais, caso de muitas centenas de milhar de Portugueses no activo, como, pior um pouco, como se consegue sobreviver com pensões de reforma inferiores a 200 euros mensais.
O contraste dos rendimentos entre a maioria dos portugueses desprotegidos e a minoria representada pelos agentes políticos é algo que deveria levar a repensar a estratégia do governo.
É verdade que existe uma teoria “do quanto pior, melhor” para tentar arranjos de conveniencia que continuem a favorecer os desígnios de alguns grupos políticos.
Só que tais arranjos não tem em linha de conta a situação real de Portugal e dos Portugueses, tão somente consideram o interesse grupal de políticos sem qualidade.
Muitos teoristas tem argumentado que só com ordenados altos e outras benesses se conseguem pessoas com a qualidade necessária para exercer altos cargos públicos.
Actualmente, temos exactamente o contrário: pessoas sem qualquer qualidade, com graus académicos duvidosos, sem experiência nos campos que pretendem dirigir, com provas negativas já dadas ao longo de um ou mais períodos legislativos, mas com “chorudos” ordenados e outras prebendas.
Isto acontece tanto no Governo como na Assembleia da República, origem de tantos e tantos diplomas mal concebidos, com buracos enormes por onde se escoa a Justiça, leis feitas à pressa para beneficiar “amigos” políticos e outros, enfim toda uma panóplia legislativa que, bem espremida, não contribui para a melhoria da tão propalada Democracia.
Piorando tal situação, já de si destituida de esperança futura de melhoramento, surgem alguns casos que, num outro Portugal, com melhores Leis e políticos mais competentes, não teriam aqui lugar.
Há casos que nem alguém com uma imaginação descomunal consegue configurar: como é que um dirigente político com um rendimento público mensal bruto de 7000 euros – que deverá rondar os 4500 euros líquidos – consegue adquirir uma casa de valor superior a meio milhão de euros e ainda ajudar a própria Mãe a comprar outra de valor não muito inferior?
Isto é público, veio publicado na comunicação social, não foi desmentido; pelo menos não vi nem ouvi qualquer afirmação contrária.
Curiosamente ainda sobra valor para passar férias com a família numa estância de desportos de inverno, na Suissa, país que não é conhecido por ser barato.
Parece-me que se tenta juntar injúria à ofensa!
- Quando os desempregados aumentam mensalmente na casa dos milhares;
- Quando o desespero de muitas famílias se centra na quase impossibilidade de alimentar os filhos;
- Quando os reformados não tem rendimentos nem para comprar os medicamentos essenciais para sobreviverem;
Que espécie de referência dão os governantes aos outros Portugueses, para terem fé ou esperança no futuro?
Gostaria até de fazer uma experiência:
Durante dois meses consecutivos, com as contas bancárias congeladas, atribuir a todos os governantes, nacionais e locais, o ordenado mínimo nacional!
Provavelmente, muitas das discussões ora em curso acabavam!
Tenham um Bom Ano.
3 de Janeiro de 2010
a formiga

Não sei desenhar, nem modelar, fotógrafo caseiro, aqui estão os meus votos de Boas-Festas
a formiga
A Verdade
Dura, Nua, Crua
Mas Verdade
Não quero pedir mais do que o título sugere!
Aliás, não quero pedir; tenho direito a exigir!
Sou um Cidadão na plena posse dos meus direitos Cívicos, vivo num País democrático, Europeu, onde as eleições são livres e onde o Governo é eleito, não é nomeado.
Pago os meus Impostos dentro dos prazos previstos na Lei, não tento sequer enganar o Fisco, sei que é com esses impostos que os Cidadãos pagam, que o Governo e os outros Orgãos de Soberania são retribuidos, sendo que, em última conclusão, os Servidores do Estado tem obrigação de governar com Verdade, Isenção e Competência.
É para isso que são eleitos; nas tomadas de posse comprometem-se formalmente a respeitar o Povo, para que também eles, enquanto Cidadãos serem respeitados.
Todo este intróito, perguntarão, serve para quê?
Não leram nada de novo, correcto?
É assim que os Orgãos de Soberania devem comportar-se, todos, não é verdade?
Então o caro leitor tem verificado: isso ou o contrário?
É este o nó górdio de Portugal!
Das duas uma: ou desatamos o nó com urgência, ou vamos senti-lo a apertar cada vez mais, inexoravelmente, sem piedade, sem qualquer espécie de pudor, sem o mais leve franzir de sobrolhos, sem qualquer arremedo de vergonha!
Quando vejo a televisão, diria por hoje em qualquer canal, público ou privado, começo a ter uma sensação de nojo, de repulsa, quando ouço governantes deste País a mentir despudoradamente, sabendo que o estão a fazer, tentando enganar o Povo.
Tentam seguir o princípio de que uma mentira, dita repetidamente, pode parecer uma verdade. Esquecem, estúpidos, que o Povo que tentam enganar conhece a metáfora do azeite!
Começamos a ter a sensação de que tudo aquilo que as TVs emitem obedece a uma ordem política, do tipo que o George Orwell descreveu.
Curioso que, quando vemos um Jornalista – cada vez há menos Jornalistas nas estações de televisão – a dizer o que pensa, honestamente, temos receio de não o voltarmos a ver de novo, levado para algumas catatumbas onde se frita a mentira até parecer verdadeira.
Então, estamos a “caminho da tal Sociedade Socialista” em que só existe uma Verdade, a oficial e mais nenhuma?
Estaremos nós a viver – com o desconhecimento da maioria do Povo Português – no Irão ou na Venezuela?
Teremos sido levados de noite e agora, ao acordarmos, estamos num País que desconhecemos?
Não, não quero essa tal “verdade” mentirosa!
Sou Português, faço parte de uma Nação com mais de Oito Séculos de História, não aceito que um qualquer valdevinos, hipócrita, me venha tentar ensinar como se despreza a Verdade, como a Hipocrisia vencerá!
Ouço, cada vez mais alto, algumas “vozes” receosas de termos novas eleições legislativas a curto prazo.
Porquê, santo Deus? Alguém, em seu juizo perfeito, pensa que esta situação é suportável por mais meses?
As feridas nos Humanos quando são mal tratadas, gangrenam. Quando o pé apodrece, aqui d’El Rei, há que cortar a perna para não perder o resto do corpo.
Uma Nação não é diferente. Quando a hipótese de gangrena social se instala, ou se muda de direcção ou o País, pura e simplesmente desaparece do concerto das Nações.
Ou se torna escravo dos desejos dos outros.
Isto é, podemos estar na antecâmara de uma Ditadura, civil ou militar, tanto faz, qualquer ditadura é inimiga da Liberdade.
Quero saber a Verdade acerca do caso Freeport.
Quero saber quem ordenou ao Dr. Lopes da Mota que interviesse junto dos Procuradores que investigam o caso para arquivarem o processo.
Ele pode ser parvo, mas certamente não é doido, nem suicida, já que não existe dinheiro que chegue para lavar a Honra.
Temos no Governo dois ministros prováveis culpados, o primeiro-ministro e o ministro da presidência. Estavam no meio deste processo, ambos, quando tudo se desenrolou.
Quero que a Justiça afirme, sem rodeios, sem tergiversação de qualquer índole, quem é o verdadeiro culpado.
Estou farto de deparar, a cada passo, com Beis de Tunes, coitados, que nem sabem como hão-de sair debaixo dos escombros.
Mas pretendo saber a Verdade em tempo útil, não quero sabê-la lá para as calendas.
Exijo respeito por quem realmente ordena num País: a Nação!
Exijo o cumprimento integral das obrigações a que se propuseram quando foram eleitos.
Estou farto de desculpas!
Pensões de Guerra em Portugal
Portugal é um País de brandos costumes.
Ouvimos vezes sem conta esta frase, sempre aplicada – ou quase sempre – quando temos que ouvir más notícias.
Presumo que a expectativa de quem o afirma é a resignação do mais humilde, do que necessita, do que não tem forma de reivindicar a sua justiça.
Presumo que esta situação não será eterna, que mais dia menos dia alguém terá de rever a sua posição, os que governam ( e que se governam ) ou o Povo negligenciado.
Este intróito tem vencimento e passo a explicar.
Quase todos os Estados Europeus e alguns Americanos consideram os seus ex-combatentes como Pessoas merecedoras de respeito, de crédito pelo que fizeram, pelos riscos assumidos.
O reconhecimento é maior quanto aos não profissionais, já que os de carreira foram combater por opção própria. Sabiam ao que iam quando se alistaram nas Forças Armadas, das vantagens e desvantagens, muito diferentes dos que foram alistados por imposição do Estado.
Muitos dos que hoje bramam contra a Guerra no Ultramar não tiveram pejo, há 40 anos, de solicitar mais um ou dois turnos em Angola ou Moçambique.
Alguns ficaram ricos, não tanto pelos vencimentos, que nem eram para desprezar, mas pelas chorudas comissões nas vendas de casas na Metrópole, aos camaradas em serviço, que as estadias no Ultramar proporcionavam.
Alguns bairros na periferia das maiores cidades são ainda hoje habitados por “profissionais da guerra”, quase todos do Quadro Permanente.
Aos Milicianos foram concedidas “pensões ou complemento especial de pensões” do valor incrível de €164,30 (cento e sessenta e quatro euros e trinta centimos) LÍQUIDOS, POR ANO, de acordo com o documento que aqui reproduzo.

Este Governo, pensando que tais complementos de pensão eram um valor demasiado elevado, resolveu este ano reduzir tal valor, crismado agora de “suplemento especial de pensão”, passando a €150 (cento e cinquenta euros) POR ANO, no caso de maior tempo em “condições especiais de dificuldade ou perigo”, conforme o documento que aqui tambem reproduzo.
Que dizer desta acção “caritativa” deste Governo?
Quando os “varas” do PS auferem ordenados MENSAIS superiores a 30 mil euros,
quando os ministros e secretários de estado deste governo tem ordenados e outras benesses que nem tentam merecer,
quando os deputados tem pensões vitalícias ao fim de poucos mandatos – quase todos manchados pela incompetência manifestada na má qualidade das leis produzidas – de valor superior às pensões dos Cidadãos que trabalharam efectivamente,
quando vemos a pouca vergonha reinante na gestão da coisa pública, seja nos aumentos descarados e encapotados dos gestores das empresas públicas, seja na compra de automóveis de luxo para o serviço dos “altos servidores do Estado”,
quando a incompetência deste governo é generalizada!
A “grande resolução” deste governo de atrasados mentais, apoiado pelo Partido Socialista, acerca das restrições dos gastos públicos, resumiu-se à redução das pensões ou complementos de pensão de 164 para 150 euros, POR ANO, não vá algum ex-combatente ficar rico!
O País assiste a todo este desarranjo – qual diarreia mental – de boca fechada, não vá o diabo tecê-las e, num rasgo de génio mal pensante, este governo reduzir ainda mais os tais “simulacros de pensão”…
É que tal valor é “tão elevado” que nem chega para um café diário!
Será que os senhores deputados que “fabricaram” tal Lei não terão um mínimo de vergonha?
Será que os ministros que mandaram executar tal Lei não terão um mínimo de vergonha?
Estou farto de políticos rasteiros – 2
Ausência de Ética
No meu último post neste blogue solicitei ao Senhor Presidente da República uma intervenção rápida e eficaz para se modificarem as perspectivas futuras que temos acerca de Portugal.
Afirmei, e aqui repito, que já não acredito nas instituições que neste momento dirigem o País, em especial este Governo.
Um Governo digno desse nome, num Estado Europeu moderno, tem de governar utilizando princípios éticos, procedimentos correctíssimos, sem mácula de qualquer espécie – “à prova de bala” – em suma um Governo probo, honesto e imparcial.
É verdade que nas últimas eleições o PS teve a maioria dos votos expressos. Porém, se considerarmos que a abstenção foi superior a 40 por cento, este facto indicia uma desvalorização e desinteresse do Povo Português num acto que deveria ser apoiado por todos os Partidos, também incentivado pelos restantes orgãos de soberania, já que qualquer legitimação do Poder resulta de eleições livres.
Nas últimas eleições a Abstenção foi superior à percentagem obtida pelo PS – 39% - o que talvez queira dizer do afastamento do Povo face ao poder político.
Após uma investigação rápida, nos orgãos da Comunicação Social com sítios na Internet, encontrei os seguintes casos, todos profusamente explicados em jornais e outros meios de CS, que mais do justificam uma avaliação rigorosa da forma como este Governo exerce a sua actividade.
A – Caso Freeport
Este caso envolve tantos membros do PS ou a ele ligados que mais parece uma teia de aranha.
Na verdade ninguém fica limpo – e ainda a procissão vai no adro, segundo diversos testemunhos – mas o que mais surpreende são as ramificações que este caso apresenta. Espero que seja resolvido, claramente, sem margem para dúvidas.
Espero também que alguém me explique porque é que o Sr. Juiz Lopes da Mota continua a representar Portugal no Eurojust, depois de tantas manobras escusas.
B – Fundação para a Prevenção e Segurança Rodoviária
Em 2000, no governo do Sr. António Guterres, o Sr. Armando Vara foi demitido do posto ministerial que ocupava porque, de acordo com a informação disponível, então e agora, as finanças da tal Fundação foram delapidadas e feitos diversos “acordos” com alguns fornecedores, sem concurso público.
A tal Fundação que recebeu do MAI-Min.Adm.Interna cerca de 2 milhões de euros em dinheiro e dois prédios urbanos não conseguiu ter as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas.
C – CGD e BCP
De novo o Sr. Armando Vara é o grande protagonista destes acontecimentos relevantes. Promovido de empregado de balcão a director e logo a seguir a administrador da CGD, sem razões de curriculum que o justificassem, salvo as ligações de natureza política, vê-se alcandorado a administrador do BCP, através de uma manobra política esquisita, que incluiu empréstimos da CGD a accionistas do BCP para adquirirem acções.
Segundo as notícias publicadas, estão neste grupo pessoas notáveis como o Sr. João Berardo e outros, que, claro, apoiaram a eleição do Sr. Santos Ferreira e do Sr. Armando Vara para a administração do BCP.
D – Caso Face Oculta
O mesmo Sr. Armando Vara surge na ribalta judicial por razões que, até agora, não ilustram o seu curriculum vitae, antes pelo contrário. De novo consta a sua ligação umbilical ao actual primeiro-ministro.
As recentes decisões deste Governo favorecendo empresas privadas – no caso a Mota-Engil – onde pontifica um destacado elemento e antigo ministro do PS, o Sr. Jorge Coelho, que levaram algumas organizações civis a iniciar processos judiciais – caso do alargamento do cais de contentores da Liscont, empresa do mesmo grupo, sem concurso público - são elementos perturbadores na percepção do Povo Português sobre a conduta ética do Governo.
Se juntarmos a todos estes casos na dependencia judicial outros de caracter pessoal – e não faltam exemplos, desde os tais “cursos rápidos” com exames por fax até aos licenciamentos camarários selectivos na Covilhã – que credibilidade poderá merecer tal primeiro-ministro?
A juntar a tudo isto deve mencionar-se a manipulação grosseira dos orgãos de comunicação social do Estado, bem como a tentativa do mesmo tipo de intervenção junto dos privados, como recentemente o director do SOL declarou e já o anterior director do Público tinha enunciado.
Este Governo e o partido que o apoia – PS – conseguiu efectivar o assalto ao poder económico, público e privado, e à comunicação social também pública e privada.
Utilizou para efeito os seus “miniões” – espécie de mini-anões – que trabalharam em rede, confiados que o poder do Estado os encobriria.
Esqueceram-se, porém, que nem todos os Portugueses são cobardes, ineptos ou corrompíveis.
Senhor Presidente da República,
De novo solicito a sua intervenção urgente.
Estou farto de políticos rasteiros
Por muito que se lute para termos um Portugal melhor, para deixarmos um País digno desse nome, para os nossos Filhos e Netos, para termos uma Nação dignificada, sempre encontramos escolhos quase intransponíveis.
Refiro-me, certamente, à classe política, aos governantes “que por aqui andam” – numa célebre frase de um político – que em vez de tentarem erguer o País parece-me que o arrazam da forma mais ignóbil.
Cada dia que passa vemos menos Gente disponível para servir Portugal e, em oposição, cada dia vemos mais “gentinha” pronta a servir-se do País.
Não consigo entender as razões do mutismo do Presidente da República, porque não toma uma posição na defesa de Portugal.
Não sei se se pretende recandidatar ao lugar que hoje ocupa; não sei se, como muitos por aí dizem à boca pequena, que pretende o apoio do Partido Socialista para essa reeleição.
Tal atitude relevaria de pouca imaginação: se a maioria do Povo está insatisfeita com a actuação do PS, se já se fala abertamente na deposição do Governo por má governação, pretender ter esse apoio político é quase suicídio! Além de que alguns membros da nomenclatura socialista já estão em fila para obter esse apoio.
Francamente, penso que uma atitude mais realista na avaliação da governação actual de Portugal é essencial, antes que algo aconteça fora dos parâmetros democráticos e constitucionais.
Já passámos por fases dessas que não deixaram boas memórias no Povo Português, tão somente nos executores dos mesmos actos que ficaram ricos e alguns militares que obtiveram promoções a general – os tais “generais de aviário” – que por aí pululam opinando mais a torto do que a direito, sem ninguém lhes pedir opinião.
Senhor Presidente da República,
Restam-nos poucas hipóteses de construirmos um País viável, de que tenhamos orgulho em deixar para os nossos Filhos e Netos.
Já verificámos que este Governo nos levará à bancarrota em pouco tempo.
Já estamos quase no fim da fila dos membros da União Europeia, mesmo atrás dos Países que sairam do bloco de leste.
Que espera para pôr fim a tal governação?
Tem receio de quê?
Por favor explique-se, de forma intelegível, é isso que se exige de um Presidente da República.
Respeitosamente à espera de uma explicação fica o
a formiga
Recebi este texto por mail.
Porque reconheço que muitos Portugueses lutam desesperadamente para engrandecer Portugal, este texto é um tributo à garra, determinação, saber e vontade de alguns desses Portugueses.
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"EU CONHEÇO UM PAÍS..."
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema
biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive...
PORTUGAL
Mas é verdade.Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe,como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo ) .
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
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Infelizmente o Nicolau Santos só se esqueceu de mencionar que temos um governo de inaptos, impostores e … outras coisas de que me coibo de mencionar, para não perturbar mais os espíritos de quem lê estas linhas.
Gostemos ou não
Não estamos assim tão longe de 1926
Quanto mais comparamos a situação actual em Portugal com a situação da 1ª República, mais as simetrias são relevantes para a compreensão do tema.
Quase todos os Políticos que “reinaram” em todos os governos de 1910 a 1926, em especial os Presidentes e os 1ºs Ministros, pertenciam a lojas maçónicas.
Até o Óscar Carmona, presidente no Estado Novo, era maçon, para dar uma aparência de continuidade…
Hoje, quase todas as directivas provêem das Lojas Maçónicas, com os ministros mais influentes membros efectivos da mesma organização.
Será bom? Será mau?
A avaliar pelos resultados, tanto estávamos na 1ª República, como nesta estamos, em bancarrota! A corrupção é um facto vivido!
Os ideais maçónicos de liberdade, igualdade e fraternidade, só são efectivos para os “irmãos” ou para quem lhes vem comer à mão!
Este regime está podre, os líderes “abotoam-se” sem qualquer vergonha, o Povo passa fome, vive cada vez pior e ainda temos que ouvir os dirigentes políticos na TV afirmar mentiras sem nexo que, provavelmente, não admitiríamos aos nossos filhos.
Quando, hoje, lemos os artigos do Eça de Queiroz sobre os governos do tempo dele, temos que fazer um esforço para nos apercebermos que “aquilo” tem mais de 100 anos, se passou em Portugal e, pior do que tudo, continua a passar-se!
O que o Eça denunciava originalmente é reproduzido hoje!
Tal como naquela altura, hoje, o assalto aos recursos do Estado é avassalador. Sucedem-se as nomeações dos “amigos”, tanto para Institutos Financeiros públicos como privados, os “arranjos” e “compadrios” são já efectuados sem pejo nem vergonha.
Ética? Que raio é isso? Alguma terrinha escondida atrás de montes onde nunca ninguém passou?
Portugal é um País periférico da União Europeia, com uma “periferia” acentuada nos aspectos económicos – na realidade os governos depois da “revolução dos cravos” esforçaram-se ao máximo para nos retirar toda a capacidade produtiva – mas na área política não estamos melhor classificados dentro do contexto europeu, isto é, sempre na cauda europeia!
Temos agora a desvantagem de não sermos donos do nosso próprio destino, isto é, não podemos tomar as atitudes governativas mais convenientes para sair da crise – a moeda não é desvalorizável, a agricultura rege-se por directivas europeias, a indústria acabou, o comércio está nas mãos dos espanhóis, tal como a banca – estamos reduzidos ao rectângulo europeu, com uns “porta-aviões” no Atlântico que comem sem produzir, enfim, a situação de Portugal no Mundo é mais do que caótica, é triste e desesperada!
A Nação Portuguesa está altamente desmoralizada.
Já estamos fartos de ouvir que a nossa Nação acredita em “salvadores”, fruto de uma educação cívica deficiente.
Se podemos aceitar que os governos do Estado Novo tinham esse credo como política corrente, a pergunta, hoje, a estes “governantezinhos” que se tem governado depois de 1974, é esta:
- Que fizeram para melhorar a Educação Cívica dos Portugueses?
Ou serão “farinha do mesmo saco” com um rótulo mais actualizado?
Na verdade, sempre que o Partido Socialista é governo, as instituições públicas tem entrado num processo de degeneração, a Justiça fica mais longe do cidadão comum, os impostos aumentam consideravelmente, em suma a qualidade de vida é reduzida substancialmente.
Até a Instituição Militar foi “decapitada”.
Que resta a Portugal e aos Portugueses?
Deixar que este rectângulo fique só, quase como barco abandonado no Atlântico?
Forçar os Portugueses a emigrar de novo?
Senhor Presidente da República: que espera para tomar a iniciativa?
Será este o fim da Tragicomédia?
Às vezes tenho receio de pensar em voz alta.
Mas parece-me que desta vez vou mesmo expressar por escrito o que penso, é que estou convencido da possível razão que me assiste.
Sim, já estou a ouvir os críticos afirmarem que tudo isto são lucubrações de um lunático, que são manias de um teórico da conspiração.
Se eu aceito essas críticas?
Claro que sim, que as aceito.
São tão legítimas como as ideias que aqui expresso. Pelo menos por enquanto, por vivermos num Estado de Direito – algo torto !, mas enfim…
Afinal que raio de ideia é que me aflorou o espírito?
Esta, pura e simplesmente:
Lembramo-nos que este primeiro-ministro, ainda antes de ser indigitado, reuniu com os dirigentes de todos os partidos políticos com assento parlamentar, indagando se estavam ou não dispostos a partilhar a governação.
Depois de indigitado, novamente a mesma farsa, com o mesmo resultado: um rotundo não!
Se o estado dramático a que Portugal chegou se deve, na maior fatia, aos erros de governação deste mesmo governo, na versão 1.0, quem iria querer partilhar o esforço de remendar tais erros na versão 2.0? Só mesmo um louco!
Já durante o último debate se verificou, que este governo não consegue aprovar o que quer que seja em termos legislativos, sem o apoio de qualquer outro partido. Apoio que já foi negado por todos.
Perante tantas evidências de que Portugal pode ser um País ingovernável, por este governo versão 2.0, a breve trecho, nada melhor do que tentar a fuga para a frente.
O PS tem aliás métodos já provados anteriormente de fugir das responsabilidades, basta lembrarmo-nos do episódio Guterres.
Ainda tentaram, usando e abusando de artifícios bem malévolos, que o Presidente da República lhes fizesse o favor de os mandar para casa. Mas não tiveram sorte.
Que tal a ideia de tentarem tornar público o conhecimento de um conteúdo judicial, tornando-os vítimas?
Era uma porta que se escancarava, possibilitando de novo a fuga às responsabilidades governativas!
Contaram com apoios, claro, não se nomeiam pessoas para lugares chave sem exigir o pagamento com juros no tempo devido.
Ainda hoje reforcei esta ideia, depois de ouvir duas “comadres” zangadas, um dizendo, com ar cândido, que a corrupção é um mal que assola o País e que deveriam voltar a estudar o programa do Engenheiro Cravinho, que o governo versão 1.0 tinha depreciado e recusado, para logo outro, membro das duas versões, vir a terreiro dizer que não, que não havia qualquer retrocesso na apreciação do tal programa.
Começamos a ter a noção que, nesta versão de governo 2.0, a velha ideia de que “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” é um facto quase indesmentível.
Não ficaria nada espantado se de repente começasse a ver “os ratos a saltar do tombadilho”…
Muito deste pânico se deve à nomeação de algumas personalidades que, valha a verdade, parecem ser honestos e consistentes com o dever cívico.
Um dos que mais tem tentado por a Casa em ordem é o Dr. Oliveira Martins, actual presidente do Tribunal de Contas. Se não fosse a sua atitude correcta e escorreita, nunca viríamos a saber que duas empresas de construção civil se preparavam para “esquecer” as ofertas feitas – o que lhes permitiu ganhar os concursos para novas auto-estradas – no valor de 630 milhões de euros!
É muito dinheiro e alguém se preparava, garantidamente, para “lucrar” alguma parte daquele valor.
E então, Meus Amigos Leitores, a ideia é mesmo para ser levada a sério?
Ou é só mesmo uma lucubração de um espírito irrequieto?