nesta nova exposição, o artista convoca as suas séries sobre cidades, jardins, praias e interiores, e também as figuras recortadas da série relativa ao teatro.
a acompanhar a nova mostra de pintura será lançado um catálogo de 87 páginas com a reprodução das obras, e com um texto do poeta e ensaísta nuno júdice.
“o que é a verdade? (…) é a interrogação sobre o que pensamos ser a verdade. o quadro, para manuel amado, é o objecto dessa interrogação”, contextualiza nuno júdice.
“o seu ponto de partida é o mundo que o olhar percorre; mas ao ser captado, o que vemos não é esse suposto real que se sabe ser efémero a partir do instante em que o tempo do olhar o percorre – e nesse tempo encontra-se o do próprio homem, com a sua natureza precária no plano individual”, acrescenta.
nuno júdice também sublinha que a grande revolução introduzida por esta nova série é trazer “uma arte que situa no futuro a sua leitura, nesse pós quadro em que o espaço cénico se irá animar, e o desfecho do que, no presente, se pode identificar com o abrir do pano”.
nascido em junho de 1938 em lisboa, manuel antónio sotto-mayor da silva amado estudou arquitectura e começou a participar em exposições colectivas em 1975, em lisboa, e nas décadas seguintes expôs em madrid, paris, londres e washington.
as principais influências são picasso, matisse, chirico e os surrealistas.
manuel amado está representado em portugal em colecções de arte como a da fundação calouste gulbenkian, fundação oriente, fundação millennium bcp, fundação cupertino de miranda, fundação das casas de fronteira e alorna, culturgest, museu da cidade e casa-museu fernando pessoa.
no estrangeiro, a fundação jacqueline vodoz e bruno danese (itália) e a fundação antónio perez – museu de arte contemporânea de cuenca (espanha), têm nos seus acervos obras do pintor português.
a exposição “encenações” vai estar patente na snba entre 14 de janeiro e 15 de março de 2011.
lusa/ sol
