Puff Daddy acusado de encomendar o assassinato de Tupac Shakur

A polémica anda acesa nos Estados Unidos da América. O motivo é o livro Murder Rap, lançado a 4 de Outubro, escrito por Greg Kening, ex-detective da Polícia de Los Angeles.

kening acusa puff daddy de ter mandado matar o ícone tupac shakur, em 1996. a rivalidade entre costa leste e oeste dos estados unidos era conhecida, bem como os conflitos entre os rappers das editoras death row records, de los angeles e da bab boy entertainment, de nova iorque. no centro das hostilidades, as caras de tupac e notorious b.i.g., que por entre insultos davam um rosto à animosidade. as gangues dos dois lados, também envolvidas, respondiam com actos de violência bárbaros.

tupac foi brutalmente assassinado em las vegas, com cinco tiros certeiros. também o ex-director da editora death row records, suge knight, seguia com ele no carro, mas embora tenha sido também atingido, sobreviveu.

kening socorre-se do interrogatório que fez a um membro da gangue southside crips, da califórnia. o interrogado, keffe d, confessou aos investigadores em 2008 que se tinha encontrado com puff daddy várias vezes num restaurante em los angeles, e que este tinha oferecido um milhão de dólares a ele e a um outro membro da gangue, ‘zip’. daddy temia pela sua vida e do seu companheiro notorious b.i.g., assasinado seis meses depois de tupac. pretendia que zip e keffe matassem tupac e o seu produtor, suge knight.

no entanto, segundo keffe, o motivo da denúncia era a falta de pagamento. de acordo com o seu depoimento, puff daddy só pagou metade da quantia a zip, porque suge knight não tinha sido assassinado.

o livro aponta também baterias a suge knight. kening acusa-o de ter também sido responsável pela morte de notorious b.i.g., num acto de vingança. num interrogatório que fez a uma ex-namorada e acessora de knight, ela confessa que recebeu dinheiro do produtor da death row records para entregar aos autores do crime que tirou a vida a b.i.g.

greg kening acusa a polícia de los angeles de afastar todos os detectives dos casos, assim que começavam a desmontar o puzzle. os dois crimes, tanto de tupac como de b.i.g, estão há cerca de 15 anos para serem levados à justiça. muitos dizem ter havido envolvimento de polícias corruptos nas investigações e nos próprios assassinatos.

puff daddy respondeu através de um comunicado enviado para a revista l.a. weekly, que transcreveu partes do livro de kening e dos interrogatórios. o rapper diz que «a história é pura ficção e completamente ridícula». suge knight remeteu-se ao silêncio.

greg kening foi dispensado de forma abrupta do caso em 2009, e poucos meses depois despediu-se da força policial para a qual trabalhou durante 22 anos. agora, escreve tudo o que investigou num livro que não passou despercebido e que muita controvérsia tem gerado.

 

sol