veja aqui james cameron e o seu ‘torpedo vertical’
«tenho a sensação de que fui a outro planeta e voltei», foram as primeiras palavras do realizador de titanic e avatar ao emergir do ‘deepsea challenger’ – um mini-submarino equipado com a mais recente tecnologia e patrocinado pela national geographic, rolex e instituto scripps de oceanografia de san diego.
cameron dispôs de quatro horas para explorar, recolher amostras e filmar, com recurso a tecnologia 3d, o abismo challenger – a zona mais profunda da fossa das marianas, a 11 quilómetros de profundidade, no oceano pacífico.
esta é a segunda vez que as profundezas das marianas recebem uma expedição tripulada por um homem. a primeira foi em 1960, quando um tenente da marinha norte-americana, don walsh, e um oceanógrafo suíço, jacques picard, fizeram uma descida de duas horas e 36 minutos para permanecerem no fundo apenas 20 minutos.
52 anos depois uma equipa de engenheiros construiu o que descreve como «um torpedo vertical» que permitiu a cameron descer os 11 quilómetros submarinos em 90 minutos, permanecer no fundo quatro horas, recolher imagens para um próximo documentário sobre a vida dos oceanos e, ainda, fazer a viagem de volta em apenas 70 minutos.
o realizador, que tem como herói o mítico jacques cousteu, acumula com esta expedição dois novos recordes: é o primeiro homem a descer sozinho àquele desfiladeiro marinho e o primeiro a filmá-lo.
para além disso é de referir que, neste momento da investigação científica, marte é mais conhecido do que a fossa das marianas. afinal cameron tinha razão em dizer que entrou noutro planeta.
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