a festa foi de arromba em casa de ronaldinho e os vizinhos menos tolerantes, incomodados com o barulho nocturno, estão a organizar-se, segundo o jornal folha de são paulo, para o ‘despejarem’ do condomínio de luxo onde vivem, nos arredores de belo horizonte.
com fama de levar a vida como uma diversão, o brasileiro de 33 anos não desperdiçou um bom motivo para celebrar: ao vencer a taça libertadores da américa pelo atlético mineiro, tornou-se o primeiro futebolista da história a juntar a principal competição de clubes da américa do sul à liga dos campeões, ao campeonato do mundo de selecções, à copa américa e à bola de ouro.
«era o título que me faltava. foi para isso que voltei ao brasil», rejubilou ainda no relvado, após o triunfo sobre os paraguaios do olimpia no desempate por penáltis, na quarta-feira da semana passada. «diziam que éramos uma equipa de renegados, que eu estava acabado. falem agora», soltou o avançado de 33 anos, que brilhou na europa ao serviço do barcelona e do ac milan.
no clube da catalunha conquistou a champions em 2006 e a bola de ouro, de melhor jogador do mundo, no ano anterior. antes, em 2002, tinha ganho o mundial com o brasil, orientado por luiz felipe scolari.
com a conquista da libertadores fechou um ciclo único de sucesso. além dele, apenas outros seis jogadores conciliaram esta prova com a liga dos campeões: os brasileiros dida, cafú e roque júnior, e os argentinos carlos tévez, juan pablo sorín e walter samuel. ronaldinho – que um dia, com idade de júnior, prestou provas no estrela da amadora e foi recusado por exigir mil euros de salário – vai ainda mais além.
segue-se, em dezembro, a presença no mundial de clubes, agora talvez o principal troféu por conquistar. o grande adversário será o bayern munique de pep guardiola, o treinador que o dispensou do barcelona, em 2008.
rui.antunes@sol.pt
