
Segundo uma professora de linguística da Universidade de Georgetown, EUA, esta é apenas uma das muitas expressões, usadas nas mais variadas línguas, que denotam a falta de interesse ou de significado daquilo que alguém diz.
Na Grécia Antiga, a expressão original era ‘bar, bar, bar’, aludindo ao termo ‘bárbaro’, e significava que as palavras proferidas eram “barulhos imperceptíveis”, disse à BBC Geoff Nunberg, um linguista da Universidade da Califórnia.
No século XX, a primeira vez que a expressão ‘blá’ foi usada foi nas memórias do jornalista norte-americano Howard Vicent O’Brien, ‘Wine, Women and War’ [‘Vinho, Mulheres e Guerra’, em português], lançadas em 1918: “[Ele] puxou um antigo blé sobre ‘o serviço’”. Três anos depois, a revista norte-americana Collier’s escrevia “Depois, um porta-voz especial começou um longo debate consigo mesmo, que era basicamente blá blá”.
Segundo Nunberg, esta locução poderá ter-se desenvolvido a partir da expressão ‘blab, blab blab’, termo muito usado em livros escritos no século XIX. “’Blab’ pode significar o acto de revelar, parcialmente ou não, um segredo, ou o de fazer barulhos e dizer coisas sem qualquer significado”, acrescenta.
O uso da expressão teve um aumento exponencial na era do pós-guerra, segundo o programa NGram do Google, que mede a frequência com que é utilizado um termo através da sua colecção de livros digitais.
SOL