Alkantara Festival tem pré-abertura com Anne Teresa de Keersmaeker

A 13.ª edição do Alkantara Festival, dedicado à criação multidisciplinar, tem pré-abertura na terça-feira, em Lisboa, com o espectáculo de dança “Partita 2”, da coreógrafa e bailarina Anne Teresa De Keersmaeker, que também estará em palco.

Este espectáculo, que estará na Fundação Calouste Gulbenkian, na terça e na quarta-feira, antecede a inauguração oficial do Alkantara, prevista para 21 de maio.

Ao todo, de acordo com a organização, o Alkantara Festival apresentará 16 espectáculos, com um terço da programação em português, até 08 de Junho.

Os espectáculos, num total de quatro dezenas de apresentações, vão ocupar os palcos da Culturgest, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Maria Matos Teatro Municipal e do Teatro Municipal São Luiz, do Teatro Nacional D. Maria II, o Museu da Eletricidade, o British Council e o Espaço Alkantara, em Santos-o-Velho.

A pré-estreia da programação é da responsabilidade da criadora belga Anne Teresa De Keersmaeker, do bailarino Boris Charmatz e da violinista Amandine Beyer, na Fundação Calouste Gulbenkian, com o espectáculo "Partita 2", apresentado pela primeira vez em Lisboa.

Nesse espectáculo, a segunda Partita para violino solo de Johann Sebastian Bach terá interpretação de Amandine Beyer, especialista em música barroca.

Tiago Rodrigues, Cláudia Dias, Marlene Monteiro Freitas, do grupo Mala Voadora, são alguns dos artistas portugueses que participam na programação do Alkantara, um festival transdisciplinar e internacional.

A cada dois anos, o Alkantara propõe-se "tirar o pulso" às novas tendências das artes performativas a nível nacional e internacional.

Em Abril, em declarações à Lusa quando da divulgação da programação, o director artístico do festival, Thomas Walgrave, indicou que "uma das tendências da actualidade é que, embora o mundo seja cada vez mais global, há uma necessidade de pesquisar a nível local, de procurar uma identidade. Há um novo interesse pela tradição que os artistas estão a investigar e a reflectir".

"Outra tendência forte é o regresso da palavra. Muitos artistas optam por usá-la – até os da área da dança – e de uma forma muito política. Por outro lado, esta geração é confrontada com um mundo confuso em que as ferramentas conceptuais já não chegam para os desafios atuais", acrescentou.

Um espectáculo emblemático desta realidade é "Encyclopedie de la parole", de Joris Lacoste, com estreia a 21 e 22 de Maio, resultado de uma recolha de gravações orais em todas as línguas possíveis, estruturando-as de acordo com características como cadência, melodia, natureza coral ou tónica.

"Germinal" de Halory Goerger & Antoine Defoort, "Pindorama", de Lia Rodrigues, "Electric Words" e "Lisbon by Sound", de Tim Etchells, "Le Cargo", de Faustin Linyekula e Studios Kabako, "Vontade de ter Vontade", de Cláudia Dias, "Fio Condutor", de Urândia Aragão, e "Super Premium Soft Double Vanilla Rich", de Toshiki Okada, são alguns dos outros espectáculos da programação desta edição do Alkantara.

Lusa/SOL