"Capital ganha milhões e os trabalhadores só tostões", repetiam os trabalhadores, fazendo coincidir a acção de protesto com o anúncio de um aumento do lucro de 8% nos nove primeiros meses do ano face ao período homólogo, para 236 milhões de euros.
Em declarações à Lusa, José Santos, coordenador da Fiequimetal (CGTP), explicou que "os trabalhadores têm os salários congelados desde 2010", enquanto a companhia continua a apresentar "resultados estrondosos".
Além de reclamarem actualizações salariais, o sindicalista explicou que empresa liderada por Ferreira de Oliveira está a promover a precariedade, nomeadamente nos postos de abastecimento da Galp Gest, em que os funcionários "não passam à efectividade".
"Queremos também que a empresa nos pague todos os dias de greve que nos retirou indevidamente e que os trabalhadores têm ganho sucessivamente em tribunal", acrescentou.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da Galp disse que houve aumentos salariais de 1,5% em 2010, de 1,5% em 2011 e de 1% em 2012, sem fazer mais comentários.
Lusa/SOL