As considerações de Tsipras foram feitas durante um debate parlamentar sobre a comissão de auditoria da dívida grega, lançada pelo presidente do parlamento, Zoé Konstantopoulou, em 17 de Março passado.
A constituição desta comissão de inquérito era uma promessa de campanha de Alexis Tsipras.
A comissão foi aprovada pelo Parlamento com 156 votos a favor, 72 contra e 22 abstenções.
Integrada por cientistas e juristas, a comissão visa determinar a origem da dívida grega e dos planos de austeridade aplicados a partir de 2010, em troca de financiamentos da União Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional.
“O objectivo é determinar o eventual carácter odioso, ilegal ou ilegítimo das dívidas públicas contraídas pelo Governo grego”, tinha especificado Zoé Konstantopoulou, por ocasião da apresentação da comissão, que deve divulgar as primeiras conclusões em Junho.
“O povo grego precisa de entender como é que o país aceitou decisões que elevaram a dívida, de 124% do PIB (Produto Interno Bruto) no início da crise para 175% hoje, que levaram ao aumento do desemprego, à baixa dos salários e ao êxodo dos jovens diplomados”, disse Tsipras.
Lusa / SOL