Filipe Lima passa o cut Final da Escola de Qualificação,

Filipe Lima foi o único português a passar hoje o cut na Final da Escola de Qualificação, em Espanha, mantendo o objetivo de integrar o top-25 do torneio a decorrer no PGA Catalunya Resort e de fazer companhia a Ricardo Melo Gouveia no European Tour de 2016.

Filipe Lima passa o cut Final da Escola de Qualificação,

Em contrapartida, Ricardo Santos foi eliminado em Girona, não irá jogar uma quinta época seguida na primeira divisão europeia (o que seria um recorde nacional), embora seja de prever que o seu empresário e o campo que representa possam conseguir vários convites para que atue ao mais alto nível em alguns torneios da próxima época.

Hoje concluíam-se as quatro primeiras voltas e uma primeira seleção foi feita entre os 156 participantes, passando apenas os 70 primeiros e empatados. O cut fixou-se em 1 pancada abaixo do Par e apuraram-se 78 jogadores.

Filipe Lima tem feito um percurso de trás para a frente. Começou por ser 108º (+2), passou para 105º (+2), subiu a 92º (+2) e hoje logrou uma ascensão vertiginosa para o grupo dos 51 classificados, com 282 pancadas, 2 abaixo do Par do torneio, depois de uma volta de 66 (-4) ao mais favorável Tour Course.

Um front nine de grande nível, com 3 birdies seguidos (nos buracos 3, 4 e 5), colocou-o logo dentro do corte e de lá não saiu, apesar da montanha-russa que foram os segundos nove buracos, com 4 birdies e 3 bogeys.

Para o resto do torneio, a boa notícia é que o português de 33 anos residente em França tem vindo a fazer cada vez mais birdies (0 no primeiro dia, 3 no segundo, 5 no terceiro e 7 no quarto). A má notícia é que as duas últimas voltas serão no mais penalizador Stadium Course, onde Filipe Lima ainda não conseguiu bater o Par-72 (74 na primeira volta e 72 na segunda).

Foi exatamente nesse Stadium Course que atuou hoje Ricardo Santos e as 74 pancadas que registou, com apenas 1 birdie e 3 bogeys, atiraram-no do 77º para o 92º lugar empatado, com um agregado de 286 (+2), ou seja, falhando o cut por 3.

O mais frustrante para o português de 32 anos, residente no Algarve, é que teve várias oportunidades de seguir em frente à vontade, tal a qualidade da sua batida de bola, sendo “apenas” traído pelo putt, pelo segundo dia seguido.

E se ontem desabafou na sua conta oficial de Facebook: «não consigo arranjar uma explicação para ter “patado” tão mal», hoje queixou-se do mesmo problema fatal: «Foi mais um dia difícil de aceitar. Um dia onde joguei muito bem novamente do tee ao green, acertei 16 greens (15 vezes a patar para birdie e uma para eagle), mas 37 putts deixaram-me fora das duas últimas e, por consequência, do European Tour».

Aquele que é considerado o melhor golfista português de sempre sabe que tem qualidade para regressar ao European Tour e antes mesmo de começar esta Final da Escola tinha dito ao Gabinete de Imprensa da FPG que no caso de não ser bem sucedido em Espanha não iria baixar os braços:

«O pior cenário que pode acontecer-me é ter de jogar para o ano no Challenge Tour. Caso a coisa corra mal e não consiga o cartão para o European Tour, irei também jogar a Escola de Qualificação do Asian Tour em janeiro. Acho que o Pedro Figueiredo também tem ideia de jogar».

Será esse o seu próximo passo. Entretanto, deixou uma mensagem final aos seus fãs e não só, pois fez questão de mencionar a alguém que o tem acompanhado nos melhores e nos piores momentos:

«Quero agradecer a todos pelo apoio e deixar também um agradecimento especial ao meu treinador e caddie aqui esta semana, Almerindo Sequeira, pelo esforço e dedicação».

A Final da Escola de Qualificação é liderada por três jogadores com 270 pancadas, 14 abaixo do Par do torneio: o sul-africano Jean Hugo (71+65+66+68), e os ingleses Chris Hanson (70+63+66+71) e Daniel Gavins (71+65+66+68).

 

Artigo escrito por Hugo Ribeiro ao abrigo da parceria entre a Federação Portuguesa de Golfe com o Jornal SOL.