Três reféns mortos em hotel de luxo no Mali

Pelo menos três reféns foram mortos hoje pelos ‘jihadistas’ que tomaram um hotel de luxo na capital do Mali, Bamako, anunciou o porta-voz do ministro da Segurança Interna, que acrescentou que doze pessoas foram já libertadas.

"Três reféns foram mortos", disse a mesma fonte, que indicou que as nacionalidades estavam a ser verificadas.

O mesmo responsável disse que os reféns foram libertados graças à intervenção das forças especiais e referiu que há "dois ou três" assaltantes.

De acordo com uma fonte de segurança, os assaltantes são 'jihadistas' e sequestraram 40 hóspedes e 30 empregados do hotel Radisson Blu.

"O grupo Rezidor, que gere o hotel Radisson em Bamako, está ciente da tomada de reféns que está hoje em curso, 20 de novembro de 2015. De acordo com as nossas informações, duas pessoas têm bloqueados 140 clientes e 30 empregados", adianta a empresa, em comunicado.

Segundo a cadeia internacional, o ataque foi realizado por dois homens.

Disparos de armas automáticas foram ouvidos no hotel, com 190 quartos, localizado no centro da capital maliana.

A agência noticiosa chinesa, Xinhua, afirmou que pelo menos sete cidadãos nacionais estão entre os reféns, enquanto a companhia aérea turca Turkish Airlines informou que seis funcionários foram apanhados no ataque.

"Está tudo a acontecer no sétimo andar, os 'jihadistas' estão a disparar no corredor", disse uma fonte de segurança à agência noticiosa francesa AFP.

A 07 de março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamako fez cinco mortos, entre os quais um cidadão belga e um francês, tratando-se do primeiro ataque deste tipo realizado na capital do Mali.

Em agosto passado, ocorreu uma outra tomada de reféns de mais de 24 horas num hotel da cidade do Mali, que provocou a morte a quatro soldados e cinco funcionários da ONU, bem como aos quatro atacantes.

Os grupos islâmicos têm levado a cabo ataques no Mali desde junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues no norte do país e grupos armados rivais pró-Governo.

O norte do Mali esteve entre março e abril de 2012 sob controlo de grupos 'jihadistas' com ligações à Al-Qaeda, na sequência de um golpe militar.

 Os grupos foram dispersados e perseguidos após uma intervenção militar internacional lançada em janeiro, por iniciativa da França, cujas forças militares se mantêm ainda no país.

No entanto, há várias zonas que escapam ao controlo das forças militares malaias e estrangeiras.

Há muito concentrados no norte do país, os ataques 'jihadistas' estenderam-se desde o início do ano para o centro e, desde junho, para sul do território.

Jihadistas fazem 170 reféns em hotel no Mali

Lusa/SOL