Mais de 1,2 milhões de eleitores, ou 56,6% dos que se dirigiram às urnas, rejeitaram a mudança e forçaram a manutenção do estandarte que representa o país há mais de 100 anos, acusado pelos críticos de ser uma relíquia dos tempos de colonização britânica e ainda por cima demasiado parecido com a bandeira da Austrália.
Foi a última etapa de um longo processo apoiado pelo primeiro John Key, um grande entusiasta da mudança de bandeira e portanto o principal derrotado do referendo.
New Zealanders have decided… #nzflag pic.twitter.com/ND85D84pFL
— nzherald (@nzherald) March 24, 2016
A votação que decorreu nas últimas três semanas fez-se entre a bandeira antiga (e atual) e a proposta vencedora entre os 10.292 desenhos propostos numa primeira etapa.
Cinco desses projetos foram sujeitos a votação em novembro de 2015 e a Silver Fern, estandarte de fundo azul com uma folha de feto prateada, a simbolizar a mítica seleção de râguebi do país, foi então escolhida por 40% dos eleitores para disputar a votação final com a bandeira centenária.
Mas nos resultados anunciados na noite de quarta-feira ficou-se pelos 43,2% dos votos. E acabará guardada na gaveta. “A Nova Zelândia votou para manter a nossa atual bandeira. Encorajo todos os neozelandeses a usá-la, adotá-la e, mais importante, a ter orgulho nela”, escreveu John Key na sua conta de Twitter.