Prisões: guardas alertam para risco de motins

Os guardas prisionais lembram que, quando não se aposta na “ordem e segurança”, o resultado são “os motins, evasões, uso de armas, mortes e ferimentos”.

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) alertou – através de uma carta aberta dirigida à ministra Francisca Van Dunem – para o estado “de degradação e de agonia” dos estabelecimentos prisionais. O sindicato aponta as “enormes dificuldades”, incluindo as de “ordem e segurança”, que aí se fazem sentir. A carta foi também enviada ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro--ministro, aos grupos parlamentares, à Procuradoria-Geral da República e à Provedoria de Justiça.

O sindicato que representa as chefias dos guardas prisionais dá conta à ministra da Justiça da atual falta de meios. A ASCCGP diz que há uma “gravíssima falta” de guardas prisionais (cerca de 1200) e de viaturas celulares fiáveis, existindo ainda torres de vigilância desativadas e câmaras de vídeo avariadas. A tudo isto se somam zonas prisionais e postos de vigia sem qualquer guarda.

Com este cenário, os guardas prisionais lembram que, quando não se aposta na “ordem e segurança”, o resultado são “os motins, evasões, uso de armas, mortes e ferimentos”. Atualmente existem mais de 14 mil reclusos nas prisões portuguesas.