Este poema, “Ring Out Wild Bells”, de Alfred Lord Tennyson, foi compositado em 1850. Li-o pela primeira vez cem anos depois, quando, aos dezassete anos, estudava para o ingresso na universidade. Desde então, a sua ressonância e clareza de propósito ao denunciar “a falsidade, a calúnia cívica e a maldade, a ganância desmedida pela riqueza, a rixa entre ricos e pobres, a frieza infiel dos tempos” permaneceram na minha memória para serem lidos no final de cada ano, quando se espera que traga “reparação para toda a humanidade, o amor à verdade e à luz que possa conduzir a mil anos de paz”.
Essas palavras formaram o Canto 104 de uma obra muito maior, “In Memoriam”, escrita por Tennyson após a morte, aos vinte e dois anos, do seu futuro cunhado, Henry Hallam. Como agora são de domínio público, têm sido usadas por muitos autores, poetas e músicos como inspiração para os seus trabalhos.
Na Inglaterra, é costume tocar os sinos das igrejas para chamar os fiéis ao culto, para que toquem alegremente em casamentos e para que dobrem em momentos de luto. No entanto, a véspera de Ano Novo, por tradição, oferece uma oportunidade única para que as comunidades parem, reflitam e se comprometam a recomeçar.
Antes da meia-noite, os sinos são abafados com uma tira de couro sobre o badalo. Isso restringe o som a um tom sombrio , à medida que o ano se aproxima do fim. À meia-noite, o abafador é removido para que os sinos possam tocar alegremente, pressagiando esperanças de mudanças para o bem da sociedade.
As torres das igrejas de Lincolnshire, onde os versos foram escritos, podem ser muito diferentes das de Portugal, mas o propósito dos sinos permanece o mesmo: uma oportunidade para admitirmos as nossas falhas e resolvermos fazer do Ano Novo um ano de Paz e Prosperidade para todos .