Amazónia reage a falso ambientalismo

A ideia do presidente do Supremo Tribunal de criar um Código de Ética, foi mal recebida pelos magistrados, recebeu forte apoio da sociedade em manifesto publicado nos jornais, pago pelos signatários

O novo ano promete marcar uma possível fase de progresso económico e social da Amazónia. A exploração do petróleo na costa do Amapá vai mudar a economia local, uma das mais pobres do país. A nova legislação aprovada no Parlamento permite que o Governo possa autorizar obras de alto interesse nacional sem passar pelos demorados estudos ambientais.

Neste caso, a estrada que liga Manaus a Porto Velho, única ligação por terra da capital do Amazonas com o resto do país, poderá ser pavimentada.

A obra de integração da Amazónia data do regime militar, anos 70, quando foi entregue pavimentada. Nos últimos 30 anos, fica intransitável nos seis meses chuvosos na região, isolando mais de um milhão de brasileiros. A exploração de terras raras em reservas indígenas vira um entrave a ser removido. Os indígenas só teriam a ganhar com o que receberiam das mineradoras.

Sociedade defende Código de ética nos tribunais

A ideia do presidente do Supremo Tribunal de criar um Código de Ética, que foi mal recebido pelos magistrados, recebeu forte apoio da sociedade em manifesto publicado nos jornais, pago pelos signatários. São cerca de mil personalidades da vida forense, intelectual, empresarial, homens públicos de diferentes tendências ideológicas e partidárias.

Resultado do clamor que ganha força no país com o envolvimento de muitos em casos escabrosos, como o do Banco Master, em visível proteção a poderosos envolvidos em irregularidades graves.

VARIEDADES

• O verão começa atípico. Temperaturas elevadas, de até 40 graus, e com chuvas fortes causando problemas, especialmente nos aeroportos. São Paulo teve mais de 500 voos cancelados nos dois dias de temporal em seus três principais aeroportos. Mas não há previsão de chuva para a noite de virada do ano no Rio de Janeiro.

• O setor do turismo otimista com o novo ano que terá nove feriados nacionais caindo em dias de semana, além dos tradicionais carnavais, Semana Santa e final de ano.

• Lula da Silva prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, uma antiga promessa. O problema não é ter ministério, mas inibir o Judiciário a soltar transgressores reincidentes.

• Os meios ligados ao futebol avaliam as implicações de a Copa do Mundo de 2026 ter 48 nações disputando, o dobro de 1994, realizada nos EUA.

• O sucesso do aeroporto Internacional de aviões executivos, a 60km do centro de São Paulo e com pista de 2500 metros, pode fazer com que passe a receber voos comerciais, considerando o esgotamento dos demais aeroportos, que atendem a maior cidade do Brasil.

• O filho de Bolsonaro Eduardo perdeu o mandato de deputado por faltas. Foi morar nos EUA e ultrapassou faltas permitidas. 

• Sondagens para as presidenciais do próximo ano registaram equilíbrio nas intenções de voto, mas também no alto grau de rejeição de Lula e de Bolsonaro. A polarização mantém praticamente os números do resultado eleitoral de 2022. 

• O Natal já foi uma festa mais religiosa do que consumista.