Internacional

Wikileaks quer vender canecas e t-shirts

Não é uma nova forma de divulgar documentos confidenciais ou ‘combater’ a perseguição de Julian Assange e seus colaboradores, é mesmo a tentativa de capitalizar a marca Wikileaks através de produtos e ganhar dinheiro com isso. A organização internacional sem fins lucrativos, que divulga documentos secretos, na maioria das vezes comprometedores para empresas, governos ou pessoas em particular, de fontes anónimas, está a participar numa feira em Las Vegas especializada na venda de produtos associados a marcas.


Segundo a revista norte-americana Advertising Age, a organização liderada por Julian Assange pretende colocar o seu nome, frases ou mesmo a cara do fundador – ao estilo da mítica imagem de Che Guevara – em canecas, t-shirts e outras peças de roupa ou produtos do dia-a-dia. Na feira Licensing Expo, que termina esta quinta-feira num hotel de Las Vegas, nos Estados Unidos, a Wikileaks procura empresas interessadas em produzir e distribuir a sua marca.

É uma jogada arriscada para a Wikileaks. Será que lutar por justiça social, política ou económica em todo o mundo se coaduna com canecas de chá ou t-shirts coloridas? Neste momento a organização sediada na Suécia já vende alguns produtos no seu site, mas a preços elevados (uma t-shirt por 100 dólares, 73 euros), justificados com a tentativa de receber assim donativos de forma indirecta.

emanuel.costa@sol.pt