Internacional

Mortes por malária caem 50%, diz a OMS

A mortalidade causada pela malária aparece finalmente associada a uma boa notícia: entre 2000 e 2013 decresceu 47% e mesmo até 54% na zona de maior risco em todo o mundo, África. A informação é de um relatório divulgado hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que destaca sobretudo um cuidado maior em aplicar as medidas de prevenção recomendadas, à falta (ainda) de uma vacina eficaz contra a doença.

E a prevenção é simples. Sendo uma maleita causada pela picada de um mosquito que serve de hospedeiro aos parasitas do género Plasmodium, quem vive nas regiões de risco (subtropicais, com maior incidência em África, como já se disse) deverá proteger-se com mosquiteiros impregnados de insecticidas permanentes. A OMS destaca, justamente, a vulgarização desta medida como um dos factores mais influentes na redução das estatísticas mortais. A agência da ONU destaca ainda uma maior utilização de insecticidas ou outras medidas, como o alargamento dos diagnósticos e dos tratamentos a um maior número de pacientes.

Contudo, os números de novas infecções continuam a não dar um sono tranquilo às autoridades sanitárias. Só no ano passado houve 198 milhões de casos novos e foi responsável por 584 mil mortes, 90% das quais em África e 78% em menores de cinco anos. 

ricardo.nabais@sol.pt