Sociedade

Julgamento do caso Secretas foi adiado

O julgamento do "caso das Secretas", que tem o antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho como um dos arguidos, foi adiado de 09 para 16 de Abril, disse hoje fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, o julgamento foi adiado devido à distribuição ao mesmo colectivo de juízes de um outro processo considerado urgente, por ter arguido preso.

O caso das Secretas teve origem em suspeitas de acesso ilegal à facturação detalhada do telefone do jornalista Nuno Simas (à data dos factos pertencia aos quadros do jornal Público).

Além de Jorge Silva Carvalho, o Ministério Público (MP) acusou o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, e um funcionário do SIED, João Luís, por violação do segredo de Estado, corrupção e abuso de poder.

Após pronunciar (levar a julgamento) estes três arguidos pelos crimes de que vinham acusados, a juíza de instrução criminal decidiu também levar a julgamento um agente do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Nuno Dias, e a sua companheira (ex-funcionária da Optimus) por acesso ilegal de dados, acesso ilegal agravado e violação do segredo profissional.

No processo, o MP sustenta que Nuno Vasconcellos decidiu contratar Jorge Silva Carvalho para os quadros da Ongoing, para que este último obtivesse informação relevante para o grupo através das secretas.

Lusa/SOL