Vida

Australiana defende casal de muçulmanos num comboio [vídeo]

Uma mulher australiana ficou ‘famosa’ depois de ter defendido um casal de muçulmanos que estava a ser insultado, num comboio em Sidney, na passada quarta-feira.

Stacey Eden ficou famosa depois do que fez num comboio em Sydney DR

Um vídeo do incidente tornou-se viral nas redes sociais. Stacey Eden, de 23 anos, quase não aparece nas imagens, que focam uma mulher e um casal com o filho bebé, sentados frente a frente. Ouve-se a mulher a perguntar, de uma maneira agressiva, porque a muçulmana estava a usar um hijab e ainda os responsabiliza pelos ataques no Quénia e na Síria, explica a BBC.

“Tenha algum respeito… Se não tem nada de simpático para dizer, não diga nada”, ouve-se Stacey a dizer.

A australiana partilhou o vídeo na sua página de Facebook. Na publicação, explica que começou a filmar cerca de 10 minutos depois de estar a ouvir a mulher a dizer mal do casal e a sua religião, gratuitamente, e de acusar a muçulmana de ser defensora do Estado Islâmico.

"Pessoas assim metem-me nojo. Pessoas que são tão ignorantes e que não têm respeito por outras que não estavam a incomodar ninguém”, pode ler-se na publicação. “As pessoas têm de parar de julgar os outros por causa da religião. Todas as religiões têm coisas boas e coisas más”, acrescenta Stacey.

O vídeo tornou-se um fenómeno nas redes socias. Já foi visto por milhares de pessoas e tem tido vários comentários positivos, por parte de pessoas de todo o mundo.

Um homem, que diz ser o muçulmano que aparece no vídeo, também fez uma publicação na sua página de Facebook sobre o incidente: “Este vídeo não foi feito por mim. Isto foi o que nos aconteceu num comboio em Sydney, Deus abençoe Stacey Eden, ela defendeu-nos”.

Segundo o Daily Mail, Hafeez Batthi, de 33 anos, e a mulher, Khalida de 26 anos, mudaram-se do Paquistão para a Austrália, há vários anos, em busca de uma vida melhor. Vivem actualmente em Brisbane.

A mulher que estava a insultar o casal ainda não foi identificada.

A australiana afirmou num jornal local que o seu intuito não era provocar uma discussão, mas fazer com que os insultos parassem.