Internacional

Grécia: Solução tem de ser de consenso e conjunta

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse hoje em Berlim que a crise da dívida grega precisa de uma solução de consenso desenvolvida conjuntamente e acordada entre a Grécia e os credores.  

"É necessário uma solução desenvolvida conjuntamente e acordada entre todos", afirmou Varoufakis à saída de um encontro com o homólogo alemão, Wolfgang Schäuble.

"Estamos em momentos muito difíceis para a União Europeia e em especial para a zona euro, a obrigação dos políticos eleitos é assumir as suas responsabilidades ao mais alto nível para alcançar um acordo", adiantou. 

Varoufakis sublinhou que alcançar um acordo é 'chave' para a integridade da zona euro e da União Europeia. 

O ministro grego disse que o encontro com Schäuble correu numa atmosfera afável e que tinha sido útil para dar um impulso ao processo na procura de uma solução para a crise grega. 

"Temos uma visão comum do problema", assegurou Varoufakis.

Segundo informações de meios gregos, o governo de Alexis Tsipras está a preparar um novo projeto de um acordo que inclui algumas das recomendações das instituições, ou seja, Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), que antes compunham a 'troika'.  

Entre as modificações figura uma drástica redução das isenções fiscais com o objetivo de aumentar a arrecadação de impostos, um dos pontos exigidos pela antiga 'troika'. 

Contudo, na reforma do imposto sobre o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), um dos pontos mais controversos entre Atenas e os credores, a Grécia mantém a proposta de aplicar três taxas de IVA (6%, 11% e 23%), enquanto os credores pediram a aplicação de apenas duas taxas, designadamente de 11% e 23%. 

Atenas também estaria disposta a aproximar as suas posições sobre o excedente primário este ano às dos credores. 

A Grécia tinha posposto um excedente primário de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e de 1,5% em 2016 e as instituições propõem um de 1% em 2015 e de 2% no próximo ano. 

Lusa/SOL