Sociedade

Conselho Metropolitano do Porto discute ajuste direto da STCP e Metro

O Conselho Metropolitano do Porto (CmP) reúne-se hoje para discutir o processo de ajuste direto da subconcessão da STCP e da Metro do Porto, que suscitou duras críticas dos autarcas, trabalhadores e da maioria dos partidos.

O presidente do CmP, Hermínio Loureiro, um social-democrata que lidera a câmara de Oliveira de Azeméis, convidou homólogos envolvidos no processo para uma reunião, hoje, pelas 12:00, "para discussão sobre os últimos dados da [subconcessão] STCP/Metro", disse à Lusa fonte oficial.

O agendamento da reunião extraordinária do Conselho Metropolitano surge depois de o Ministério da Economia ter informado que a concessão das operações da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e da Metro do Porto vai ser atribuída por ajuste direto.

A decisão governamental motivou críticas dos trabalhadores das empresas e dos autarcas da região, tendo o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues (PS), solicitado uma reunião "de emergência" do CmP para debater um eventual pedido de demissão do Conselho de Administração da Metro do Porto e da STCP.

"Um dos pontos que penso que faz sentido estar em cima da mesa nesta reunião é o pedido de demissão do Conselho de Administração [da Metro do Porto e STCP], e até mesmo do seu presidente, já que neste momento estão postos em causa os mínimos de confiança", avançou Eduardo Vítor Rodrigues, em declarações à Lusa.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira (independente), também já se manifestou "frontalmente contra" o processo de ajuste direto para a subconcessão da STCP e da Metro por "não estarem a ser defendidos os interesses dos utentes e do município".

"Os processos de subconcessão da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e da Metro foram mal lançados e foram mal conduzidos. À luz do que agora foi divulgado, e se nada for feito, serão ainda pior concluídos", disse.

O próprio presidente do CmP, Hermínio Loureiro, afirmou ter ficado surpreendido com a pressa do Governo para entregar a concessão das empresas Metro do Porto e STCP por ajuste direto, manifestando-se "preocupado" com o resultado deste processo, "tendo em conta o que aconteceu na primeira fase".

A Metro do Porto é detida em 40% pelo Estado português, em 39,9995% pela Área Metropolitana do Porto, em 16,67% pela STCP, em 3,33% pela CP -- Comboios de Portugal e 0,0005% pelas câmaras municipais do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia e Gondomar. Já a STCP é detida na totalidade pelo Estado.

A reunião está agendada para 12:00 de hoje na sede a Junta Metropolitana, na Avenida dos Aliados, Porto.

Lusa/SOL