Internacional

Zuckerberg, o todo-poderoso

Esta foi a semana em que todos os holofotes se viraram para o criador da rede social mais rentável do mundo: Mark Zuckerberg, líder do Facebook, que só este ano registou um  bilião de utilizadores num único dia. Em agosto, uma em cada sete pessoas no mundo acedeu ao Facebook, o que veio confirmar um crescimento após uma fase de banho-maria.

 A capacidade de renovação será, certamente, uma das chaves para o sucesso: no ano passado, o Facebook expandiu-se através dos florescentes Instagram (aplicação que funciona através da partilha de imagens e que é uma das preferidas das celebridades) e o WhatsApp (que permite enviar mensagens escritas e de voz gratuitas num telemóvel com ligação à internet). Ambas tornaram-se aplicações subsidiárias do Facebook, engrossando o poderio decorrente do número de utilizadores e da quantidade de informação transacionada. O lançamento dos Instant Articles - traduzindo à letra, artigos instantâneos  - é outra das novidades. A ideia é tornar, através da parceria com  jornais, o Facebook numa via privilegiada para aceder rapidamente às notícia. Em Portugal, o Jornal de Notícias é, desde 22 de novembro, o primeiro jornal português a aderir à plataforma.

Assim, não será de estranhar que seja Zuckerberg o nome a encabeçar a lista das 100 personalidades mais influentes no mundo dos media elaborada anualmente pelo britânico The Guardian, o MediaGuardian 100. O ‘pai’ do Facebook já tinha sido número 1 em 2011, tendo sido ultrapassado nos últimos anos por Larry Page, CEO da Google (vencedor em 2014) e Tim Cook, da Apple (que, apesar de não ganhar, continua no pódio). A lista dos todo-poderosos pode ser britânica, mas traz uma certeza: nos media, a hegemonia vem do outro lado do Atlântico, sendo os norte-americanos ‘os mais dos mais’.

Há, por outro lado, outra especificidade que merece ser salientada: desde que o MediaGuardian100 foi criado, há 15 anos, nunca se tinha visto uma proporção tão grande de mulheres.


42.500 milhões para a Fundação Chan Zuckerberg

Na segunda-feira, Zuckerberg e a mulher, a pediatra Priscilla Chan, anunciaram - numa carta dirigida à filha recém-nascida, Maxima - que irão doar ao longo da sua vida 99% das ações da rede social à Fundação Chan Zuckerberg Iniciative, para aplicar em ações de desenvolvimento social e científico. São cerca de 42.500 milhões de euros, o montante mais alto de sempre a ser doado.

Mas falta ainda muita informação sobre esta doação e há um aspeto que está a causar dúvidas: é que a fundação não se trata de uma organização não governamental, mas sim de uma empresa de responsabilidade limitada. Ou seja, o casal Chan  Zuckerberg poderá usar os fundos para “perseguir” os objetivos que lhes convier, nomeadamente “através do financiamento de organizações sem fins lucrativos, da realização de investimentos privados e do envolvimento em debates sobre políticas”. Por outro lado, o Facebook foi obrigado a esclarecer os mercados que o seu acionista pretende manter a posição maioritária na empresa e que as doações terão um ritmo anual de cerca de mil milhões de dólares.

Top 10

1. Mark Zuckerberg

Fundador e presidente do Facebook

2. Larry Page

CEO do Alphabet e cofundador da Google

3. Tim Cook

Presidente da Apple

4. George Osborne

Chanceler do Tesouro e primeiro secretário de Estado do Reino Unido

5. Rupert Murdoch

Acionista da 21 Century Fox e da News Corp

6. Tony Hall

Diretor da BBC

7. Jeff Bezos

Presidente da Amazon

8. Taylor Swift

Cantora

9. Paul Dacre e Martin Clarke

Diretores da Associated Newspapers e do Mail Online

10. Sharon White

Líder do Ofcom, regulador de comunicações do Reino Unido

mariana.madrinha@sol.pt