Economia

Mais de dois anos depois, bolsa de Lisboa pode ter nova empresa

O acordo entre Isabel dos Santos e o CaixaBank poderá resultar na entrada de uma nova empresa na bolsa de Lisboa, algo que não acontece há mais de dois anos. Os contornos do entendimento ainda não foram revelados, mas a expectativa é que a empresária saia do capital do BPI e fique com uma posição do controlo no Banco de Fomento de Angola (BFA), queserá depois admitido à cotação na Euronext Lisbon.

DR  

Caso se confirme este cenário, será a primeira vez, em mais de dois anos, que a bolsa portuguesa recebe uma nova empresa. A última dispersão de capital em bolsa ocorreu em fevereiro de 2014, quando a Espírito Santo Saúde, então uma empresa do grupo de Ricardo Salgado, passou a estar cotada. A empresa foi depois adquirida pela Fosun, através de uma OPA lançada pela Fidelidade, que também já tionha sido adquirida pelos chineses.

Depois da dispersão da ES Saúde, a bolsa de Lisboa viveu um período complicado. Quando o BES e o Espírito Santo Financial Group colapsaram no Verão de 2014, as acções da empresa saíram de bolsa e desde então o PSI 20 teve apenas 18 empresas.

O número de empresas cotadas em Lisboa chegou a ser mais reduzido. No final do ano passado, o Banif foi intervencionado e as acções do banco saíram de bolsa. O PSI 20 ficou momentaneamente reduzido a 17 ações, situação que foi entretanto resolvida. Os título dos do Banif, da Impresa e da Teixeira Duarte foram substituídas por Corticeira Amorim, Sonae Capital e Montepio.

joao.madeira@sol.pt