Sociedade

Quem são as mulheres mais poderosas do mundo?

Há cada vez mais mulheres a dar que falar pelos cargos que têm à frente de grandes empresas e de países. Falamos de mulheres que são responsáveis por tomar decisões que valem largos milhões e mexem com o mundo. Algumas delas aparecem várias vezes nas listas que são feitas para avaliar o poder no feminino. No ano passado, Merkel, por exemplo, conseguiu voltar a liderar, pela 11.ª vez, a tabela da Forbes com as mulheres mais poderosas do mundo.

Merkel. A senhora Alemanha que manda na Europa

A chanceler alemã tem estado, nos últimos anos, na maioria das listas que fazem referência às mulheres mais poderosas do mundo. Lidera o governo alemão desde 2005, altura em que começou a entrar em todo o tipo de rankings ligados ao poder no feminino. No ano passado, por exemplo, Angela Merkel voltava a liderar a lista da “Forbes”, sendo já a 11.ª vez que aparecia no topo desta tabela elaborada anualmente pela publicação norte-americana.

 

Theresa May. A mulher à frente do Brexit do Reino Unido

Vinte e seis anos depois de Thatcher, que liderou o país entre 1979 e 1990, Theresa May conseguiu chegar ao lugar de primeira-ministra britânica. Mas, afinal, quem é a nova todo-poderosa da Europa? Conhecida principalmente pela sua descrição e compostura, antes desta conquista, Theresa May já tinha sido elogiada por, em 2002, se ter tornado a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral do Partido Conservador.

 

Mary Barra. À frente de um mundo que era só de homens

Mary Barra, líder da General Motors (GM), também foi uma das mulheres que ganharam destaque por ter conseguido abrir caminho à entrada de mulheres na liderança de empresas. Mary Barra, que entrou para a empresa com apenas 18 anos, foi a primeira mulher a chegar a CEO de uma grande multinacional cuja principal área de negócios é a produção de automóveis. Também ela já entrou várias vezes na lista da “Forbes”.

 

Aung San Suu Kyi. A mulher de ferro da Birmânia

No início do ano passado vivia-se um momento histórico na Birmânia. Era o fim da hegemonia militar e havia sobretudo uma protagonista: Aung San Suu Kyi. Era então formado o novo parlamento da Birmânia, depois das eleições que tinham acontecido em novembro. Falávamos então do primeiro sufrágio livre em mais de 25 anos, onde o partido da oposição, a Liga Nacional para a Democracia (LND), liderado por Aung San Suu Kyi, conseguiu obter 80% dos votos.

 

Ginni Rometty. O rosto da IBM para o mundo

Ginni Rometty, executiva da área de tecnologia, chairwoman e CEO da IBM, tem sido um dos rostos na defesa da igualdade de género dentro das empresas e no mundo. Ginni Rometty começou por ser engenheira de sistemas em 1981 e foi crescendo dentro da empresa. Em 2012, chegava ao topo. Já sublinhou, em discursos, que quando quiseram promovê-la teve medo de não conseguir, mas garante que “crescimento e conformidade nunca coexistem”.

 

Isabel dos Santos. Empresária com fama de ser dura a negociar

Existem algumas mulheres ricas em Portugal, mas muito poucas têm o poder que a empresária angolana Isabel dos Santos conquistou. Está ligada a múltiplos negócios entre Luanda e Lisboa e, com a nomeação para o cargo de presidente da Sonangol, ganhou influência acrescida. E as participações de Isabel têm vindo a crescer nos últimos anos: só em Portugal, o património financeiro já deve valer mais do que três mil milhões de euros.

 

Ana Patricia Botín. A presidente do Santander no mundo 

Herdeira do banqueiro Emilio Botín, Ana Patricia acabou por chegar, em 2014, à posição que era ocupada pelo pai desde 1986. Formada em Economia pela Universidade de Bryn Mawr, nos EUA, e pós-graduada em Master of Business Administration por Harvard, Ana Botín já comandava as operações do Santander no Reino Unido desde 2010. Na altura em que foi nomeada para o cargo, já tinha entrado várias vezes na lista das mulheres mais influentes.

 

Indra Nooyi. No topo da lista das mulheres mais poderosas  

Indra Nooyi, CEO da PepsiCo, é reconhecida por todos como sendo uma das mulheres de negócios mais poderosas do mundo. Já foi distinguida várias vezes em listas que destacam o trabalho feito por mulheres à frente de grandes empresas e a verdade é que, desde 2006, altura em que foi nomeada CEO, tem sido aplaudida pela estratégia que escolheu para a empresa. Antes disto, já tinha passado por outros cargos de relevo, como diretora de Estratégia da Motorola.

 

Lagarde. À conquista de títulos de “primeira mulher a...”

Estávamos em 2011 quando a então ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, foi designada diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) para suceder a Dominique Strauss-Kahn. Christine Lagarde foi, na verdade, a primeira a assumir a direção-geral do FMI. Natural de Paris, tem conseguido acumular vários títulos de “a primeira mulher a conseguir...”. Até porque, recorde-se, foi a primeira a tutelar a pasta da Economia e Finanças em França.

 

Paula Amorim. Um rosto feminino no comando da Galp

Paula Amorim é a nova chairwoman da Galp, empresa que tem um volume de negócios na ordem dos 15,5 mil milhões de euros. Com a vida dividida entre Lisboa e Porto, Paula Amorim fez um percurso sempre virado para o sucesso, conseguindo, em 2010, dar mais uns quantos passos na direção de diversificar os negócios que tinha na área da moda com o projeto Fashion Clinic. A filha mais velha de Américo Amorim começou com 20 anos a trabalhar com o pai.