Suspeitos do rapto mortal de Braga conhecem amanhã a decisão sobre habeas corpus

Decisão vai ser conhecida amanhã, quarta-feira, dia 7 de junho 

Os suspeitos do rapto mortal de Braga conhecerão amanhã, quarta-feira, a decisão sobre o pedido de habeas corpus que fizeram ao Supremo Tribunal de Justiça, alegando prisão ilegal. Dizem estar há dois meses presos preventivamente, segundo prazos da fase de instrução.

De acordo com o Supremo, amanhã, quarta-feira, serão decididos habeas corpus de cinco arguidos: o terapeuta Emanuel Marques Paulino (aliás, o “Bruxo da Areosa”), o advogado Pedro Grancho Bourbon (até à data da detenção vice-presidente e o secretário-geral do Partido Democrático Republicano), o economista Adolfo Grancho Bourbon, o comercial Luís Monteiro (cunhado do “Bruxo da Areosa”) e um “segurança”, Rafael Silva (“O’Neill”).

Os restantes dois arguidos, o advogado Manuel Grancho Bourbon e o “arrependido” Hélder Moreira conhecerão as decisões no dia seguinte, quinta-feira, segundo foi calendarizado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Este tribunal superior já recebeu a posição do Ministério Público, que tal como o juiz-presidente do Tribunal de São João Novo, se manifestaram contra a eventual libertação dos sete arguidos, uma vez que entendem prevalecer prazos do julgamento e não os da fase anterior (instrução), mesmo havendo repetição de dois depoimentos, por terem sido anuladas as declarações pelo Tribunal da Relação do Porto.

Os sete arguidos são acusados de associação criminosa, sequestro e homicídio de um empresário de Braga, João Paulo de Araújo Fernandes, de 41 anos, raptado na noite de 11 de Março frente à filha de oito anos quando entrava na garagem do prédio, em Braga.

O móbil do crime teria a ver com a posse do avultado património imobiliário dos pais da vítima, avaliado em cerca de dois milhões de euros, segundo o Ministério Público e a juíza de instrução criminal do Porto, que remeteu todos os suspeitos para julgamento.