FMI

IGCP quer reembolsar mais 1000 milhões de euros

Portugal poderá reembolsar mais 1000 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional até final do ano. A apresentação a investidores internacionais divulgada pelo IGCP duplica o valor de reembolso divulgado pelo secretário de Estado das Finanças. 

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) pretende devolver antecipadamente mais 1000 milhões de euros à instituição nas próximas três semanas. Em 2017, o total de devolução poderá ascender a dez mil milhões de euros.

Portugal já pagou antecipadamente nove mil milhões em sete reembolsos à instituição liderada por Christine Lagarde de fevereiro a novembro deste ano. No último, a 17 de novembro, desembolsou 2,78 mil milhões de euros.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças revelara no início do mês que “Portugal pretende, ainda este ano, fazer um pagamento ao FMI de, pelo menos, 500 milhões de euros”.

No final de uma reunião do Ecofin, Mourinho Félix revelou estar a “avaliar, tendo em conta o fecho das contas do ano e a evolução da situação orçamental, o valor exato, mas pelo menos 500 milhões de euros estou convicto de que conseguiremos pagar ao FMI ainda este ano”,

O governante acrescentou que este pagamento antecipado vai “contribuir para reduzir a dívida, reduzir o custo dessa dívida e robustecer a evolução do rácio da dívida pública em relação ao PIB”.

De acordo com a apresentação do IGCP a investidores internacionais para o próximo ano está previsto mais um reembolso de 800 milhões de euros. Para os dois anos ainda não há projeções de pagamentos antecipados.

De acordo com o IGCP, Portugal vai fechar 2017 com um custo médio para a dívida emitida este ano de 2,6%. Em 2016 os juros pagos pelo país foram de 2,8% e no ano anterior de 2,7%.

A Portugal faltam pagar 24% do total do total do resgate do Fundo - 26 mil milhões de euros -em 2011. Com mais este reembolso ficarão por pagar 5,3 mil milhões de euros ao FMI.

Com os reembolsos antecipados o Governo trocar o empréstimo mais caro da instituição com sede em Washington por uma nova dívida no mercado a taxas bem mais favoráveis. Ao mesmo tempo, diminuindo a quantidade, alivia os juros da dívida que Portugal tem para com o FMI.