Sociedade

Diálogos entre piloto e torre de controlo e Força Aérea | ÁUDIO

A gravação das comunicações do piloto mostra que quis arriscar uma amaragem

O voo KZR 1388 da Air Astana descolou de Alverca às 13:31 de domingo, com seis tripulantes a bordo. A aeronave tinha estado em operações de manutenção e levantava voo com destino a Minsk.

Mas poucos minutos após ter descolado, o piloto entrou em contacto com a torre de controlo, emitindo o sinal internacional de emergência ‘Mayday’.

Cerca de dez minutos depois, a situação ter-se-á agravado e o piloto, acusando já algum nervosismo pediu para fazer uma amaragem no Tejo.

“Pedimos para aterrar na água, na água! O avião está incontrolável!”, afirmou o piloto.

O avião esteve a voar em círculos durante cerca de 15 minutos, numa trajetória irregular a noroeste de Lisboa. E depois do pedido para amarar, a Força Aérea entrou em contacto com o piloto.

Ficou decidido que a aterragem na Base Aérea de Beja seria a hipótese mais segura, tendo o avião sido escoltado por dois F-16 da Força Aérea.

O avião da Air Astana acabou por aterrar em segurança, à terceira tentativa, às 15h10, quase duas horas depois da descolagem em Alverca e dos problemas da aeronave.

A companhia aérea do Cazaquistão anunciou esta segunda-feira que a falha terá sido causada por “desvios de estabilidade do eixo longitudinal (‘roll-axis’, no original) do avião”.