Internacional

"O que aconteceria se ao invés de mulheres assassinadas fossem futebolistas?"

Questão foi colocada durante um programa televisivo

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Ana Bella Estévez, presidente da Fundação Ana Bella, de apoio às vítimas de violência doméstica e violência machista, questionou a falta de ação da sociedade espanhola face a este flagelo, depois de ser conhecido que desde 2003, mais de mil mulheres foram assassinadas pelos seus companheiros naquele país.

Durante o programa televisivo El Objetivo, a responsável decidiu questionar a inércia das autoridades e dos cidadãos através de uma referência ao futebol.

"Que aconteceria em Espanha se ao invés de 1001 mulheres assassinadas fossem futebolistas da primeira divisão?", questionou.

Ana Estévez, que também foi vítima de violência doméstica, alertou ainda para as crianças que ficam órfãs de mãe neste contexto.

Desde 2013, 203 crianças ficaram sem mãe em Espanha devido à violência doméstica.